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RADIOLOGIA
LEONARDO SOUZA SCHRAMMEL
ATIVIDADE PRÁTICA 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Ariquemes RO
2023
LEONARDO SOUZA SCHRAMMEL
ATIVIDADE PRÁTICA 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Atividade Prática apresentado a Universidade UNOPAR como requisito para obtenção de média para a disciplina de Tomografia Computadorizada do curso de Radiologia.
Ariquemes RO
2023
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO	3
2	DESENVOLVIMENTO	4
ATIVIDADE 1 – COMPREENDER OS PROTOCOLOS DE AQUISIÇÃO DE IMAGENS NA TOMOGRAFIA	4
Protocolo de Tomografia em Coluna Cervical	4
Protocolo da Tomografia dos Seios da Face	5
Planos para aquisição da imagem – Seios da Face	5
Identificação das regiões de espessamento da mucosa	6
Parâmetros para varredura em Tomografia do Tórax	7
Lesão de Bankart e os detalhes do protocolo	7
Protocolo Hipertensão Portal	9
ATIVIDADE 2 – VISUALIZAÇÃO DE IMAGENS TOMOGRÁFICAS	11
Administração Contraste	11
Prints das imagens	11
3	CONCLUSÃO	14
REFERÊNCIAS	15
	
	
INTRODUÇÃO
 O relatório de aula pratica foi elaborado de acordo as orientações contidas no manual de Aula Prática para a disciplina de Tomografia Computadorizada do curso de Radiologia.
 Sua maior vantagem é a precisão, em que ela consegue ser mais certeira na detecção de lesões cerebrais, problemas cardiovasculares, nódulos, fraturas ou tumores que ainda estejam muito pequenos.
 As etapas a serem desenvolvidas serão realizadas com a utilização do Software RadiAnt DICOM. Serão compreendidos os protocolos de aquisição de imagens na tomografia; bem como, a visualização prática de imagens tomográficas. 
DESENVOLVIMENTO
ATIVIDADE 1 – COMPREENDER OS PROTOCOLOS DE AQUISIÇÃO DE IMAGENS NA TOMOGRAFIA
Protocolo de Tomografia em Coluna Cervical
tomografia computadorizada é um teste de diagnóstico por imagem indolor que exibe imagens bidimensionais e tridimensionais de estruturas internas do corpo em uma tela de computador. A tomografia usa um feixe estreito de raios-X e computadores de alta potência para gerar imagens de ossos e tecidos moles do corpo.
 O planejamento que antecede o exame raramente necessita de preparo. Nos casos onde há necessidade de utilização de contraste, requer jejum de 4 horas e nos casos onde não se faz uso de contraste, apenas solicita-se ao paciente a retirada de todos pertences metálicos.
 Um protocolo de TC é um conjunto de parâmetros que especificam requisitos específicos de exame. Quando uma TC for solicitada, ela será examinada por um radiologista no intuito de determinar se o estudo se justifica e quais os parâmetros mais adequados pelos quais essa TC deve ser realizada - isso pode levar à realização de um exame de TC diferente ou a uma modalidade alternativa recomendada. De um modo geral, o protocolo de TC pode ser dividido em duas áreas: o protocolo radiológico e o protocolo técnico.
 O protocolo de TC cervical serve como um exame radiológico da cabeça e pescoço. Este protocolo é geralmente realizado como um estudo contrastado e pode ser adquirido separadamente ou combinado com uma TC de tórax ou TC de tórax-abdômen-pelve. Em raras ocasiões, será realizado como um estudo sem contraste. Dependendo da questão clínica, pode ser adquirido como aquisição dupla com angiografia por TC ou como aquisição única, por exemplo, com técnica mono ou bifásica.
 O posicionamento do paciente para a Tomografia Computadorizada deve ser em posição supina, ambos os braços ao lado do corpo, ombros puxados para baixo.
Protocolo da Tomografia dos Seios da Face
 O protocolo de TC dos seios paranasais serve como exame para avaliação do estudo da mucosa e do sistema ósseo das cavidades nasossinusais. Geralmente é realizado como um estudo sem contraste.
 Para realização do exame faz-se necessária a retirada dos objetos metálicos do paciente. 
 Outro aspecto importante, é que o radiologista deve orientar ao paciente que o mesmo permaneça imóvel durante o procedimento, uma vez que qualquer movimento pode comprometer a qualidade das imagens obtidas.
 Para os pacientes que tiverem indicação de contraste, observar o jejum de 4 horas. 
 O exame deve ser realizado com o paciente posicionado em decúbito dorsal, cabeça levemente fletida e com o ângulo do “granty” perpendicular ao palato duro.
Planos para aquisição da imagem – Seios da Face
 De acordo com Bontrager (2015) para a aquisição de imagens dos seios da face através dos exames de Tomografia Computadorizada, convencionalmente são mais utilizados os planos sagital e coronal.
 O plano sagital é um plano vertical que passa longitudinalmente pelo corpo. Ele divide o corpo em uma seção esquerda e uma seção direita.
 Um plano sagital específico é o plano sagital mediano – que passa pela linha média do corpo, separando-o em metades iguais; enquanto que o plano coronal é um plano vertical que também passa pelo corpo longitudinalmente – mas perpendicular (em um ângulo reto) ao plano sagital, dividindo o corpo em uma seção frontal (anterior) e uma seção traseira (posterior).
Identificação das regiões de espessamento da mucosa.
Figura 1. TC seios da face plano coronal
Fonte: Manual de Atividade Pratica (2023)
	A) Septo Nasal
	B) Seio Etmoidal
	C) Seio Maxilar
Parâmetros para varredura em Tomografia do Tórax
 De acordo com Naves (2016), os parâmetros de aquisição utilizados para a varredura e aquisição de imagens para Tomografia Computadorizada do Tórax são: Tensão (kV) 120; Corrente (mA) 200; Tempo de rotação do tubo (s) 0,8; Carga (mA.s) 160; Espessura do feixe (cm) 8; Pitch 1,4. 
Lesão de Bankart e os detalhes do protocolo
 A lesão de Bankart recebe o nome de Arthur Sydney Blundell Bankart (1879-1951), cirurgião ortopédico britânico. Em seu artigo original, Bankart descreveu lesão avulsiva dos tecidos moles fibrocartilaginosos ao longo da articulação glenoumeral anteroinferior ocorrendo em associação com luxação anterior do ombro.
 Apesar de reconhecer a frequente co-ocorrência de fratura da glenoide e do úmero com essas lesões, Bankart postulou que era uma lesão das estruturas dos tecidos moles que predispunha especificamente à luxação recorrente. Por esta razão, alguns insistem que o termo "lesão de Bankart" seja reservado para lesões de tecidos moles.
 O protocolo de TC para o ombro serve como um exame para a avaliação da articulação. Muitas vezes, é realizado como um estudo sem contraste. Pode ser combinado com um artrograma de TC para a avaliação de lesões labrais ou do manguito rotador se a RM for contraindicada ou em um ambiente pós-operatório onde implantes metálicos estão presentes.
 A técnica para aquisição das imagens, pode ser relacionada em:
Posição do paciente
· posição supina 
· braço ipsilateral ao lado do corpo - ombro rodado externamente (polegar aponta para fora)
· braço contralateral levantado acima da cabeça
Voltagem do tubo
· ≤140 kVp
Corrente de tubo
· conforme sugerido pelo modo de ajuste de corrente automatizado
Granty
· metade proximal do úmero à pele acima da articulação acromioclavicular
Extensão da varredura
· deve incluir a articulação acromioclavicular e o ângulo inferior da escápula
· pode variar na configuração dos implantes
Direção da varredura
· craniocaudal
Digitalizar geometria
· campo de visão (FOV): 120-250 mm (deve ser ajustado para aumentar a resolução no plano)
· espessura da fatia: ≤1,25 mm, intervalo: ≤0,625 mm
· algoritmo de reconstrução: osso, tecido mole
Reconstruções multiplanares
· imagens axiais: perpendiculares ao eixo da diáfise do úmero
· imagens coronais: paralelas ao eixo do corpo escapular
· imagens sagitais: perpendiculares ao eixo do corpo escapular 
· espessura da fatia: ≤2 mm, sobreposição de 50%
· coronais e sagitais adicionais centrados na haste umeral podem ser obtidos
 Por meio da análise figura 2, observa-se caso de lesão de Bankart, quando ocorre o destacamento do labrum, da glenoide.
Figura 2 – Lesão de Bankart
Fonte: Radiopaedia, (2022)
Protocolo Hipertensão Portal	
 A tomografia computadorizada (TC)não é a principal ferramenta de imagem em pacientes com hipertensão portal. Uma vez que não permite a medição da direção do fluxo, taxas de fluxo portal ou gradientes de pressão, a TC baseia-se quase inteiramente em alterações morfológicas. Esses sinais morfológicos, no entanto, podem ser apreciados com segurança por meio de uma técnica de exame que emprega uma quantidade suficiente de material de contraste intravenoso. 
 O protocolo trifásico de TC hepática é um exame útil na avaliação de lesões hepáticas focais, metástases hepáticas hipervasculares e tumores endócrinos. Envolve uma fase arterial tardia dedicada, fase venosa portal e aquisição de fase tardia.
 Trata-se de um importante protocolo, pois diferenciar lesões hepáticas em estudos sem contraste é difícil devido à homogeneidade do tecido hepático na TC, mas este exame ajuda a resolver esse problema. A veia porta é responsável por ~75% do suprimento sanguíneo do fígado com o restante da artéria hepática, portanto, uma fase arterial posterior é necessária para o melhor realce do parênquima.
 Para ajudar a caracterizar a vascularização das lesões hepáticas hipervasculares. Este exame é mais comumente utilizado para diferenciar um carcinoma hepatocelular de outras lesões.
 Um carcinoma hepatocelular, uma lesão primária altamente vascular, demonstrará hiperrealce na fase arterial e eliminação da fase venosa ou tardia, enquanto um hemangioma deve corresponder ao pool de sangue em cada fase (o mesmo que a aorta na arterial, etc.).
ATIVIDADE 2 – VISUALIZAÇÃO DE IMAGENS TOMOGRÁFICAS
Administração Contraste
 Nesta etapa as atividades de visualização de imagens será realizada pelo software RadiAnt.
 Conforme análise das incidências torácicas, a via de administração do contraste iodado, administrado por via intravenosa.
Prints das imagens
Figura 3 – Print Escanograma
Fonte: RadiAnt Software, (2023)
Figura 4- Janela de Pulmao
Fonte: RadiAnt Software, (2023)
Figura 5 – Janela de Mediastino
Fonte: RadiAnt Software, (2023)
 Figura 6 – Corte Axial
Fonte: RadiAnt Software, (2023)
Figura 7 – Corte Coronal
CONCLUSÃO
 Atividade Prática foi de grande aprendizado para o aluno, considerando que um profissional da área de Radiologia precisa estar de fato familiarizado com os protocolos de aquisição de imagens e conhecimentos de anatomia. E foi através deste relatório que se observou os protocolos técnicos e radiológicos para os exames de Tomografia Computadorizada, que para muitos alunos era algo desconhecido desde então. Portanto, é inegável a relevância dos conhecimentos adquiridos tanto como uma novidade, como um aprendizado prático-teórico. 
REFERÊNCIAs
BONTRAGER: Kenneth L.; John P. Manual Prático de Técnicas e Posicionamento Radiográfico. 8 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.
FENELON, Sandro. Protocolos para exames de Tomografia Computadorizada. Imaginologia. 2006. Disponível em: http://www.imaginologia.com.br/imagenologia/pdf/Protocolos-Tomografia-Computadorizada-TC-TAC.pdf 
MACORI, Yap J, Murphy A, et al. TC de seios paranasais (protocolo). Artigo de referência, Radiopaedia.org. Disponível em: https://radiopaedia.org/articles/ct-paranasal-sinus-protocol-1?lang=us (Acessado em 22 de janeiro de 2023) https://doi.org/10.53347/rID-92692
NAVES, Priscilla Inglid Martins. Avaliação da qualidade da imagem em varreduras de TC de Tórax para diferentes níveis de tensão. Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. 2016 Disponível em: https://www2.dee.cefetmg.br/wp-content/uploads/sites/18/2017/11/TCC_2016_1_PIMNaves.pdf 
 
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