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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - NEAD RELATÓRIO DE PRÁTICA VIRTUAL IDENTIFICAÇÃO 1. Acadêmico: Vanessa Tobias de Camargo 2. Matrícula: 37780629 3. Curso: Eng Civil 4. Turma: FLD6795400ENG 5. Disciplina: Química Geral 6. Tutor(a) Externo(a): Shirley Cristina Moreira Silva DADOS DA PRÁTICA 1. Título: Ensaio de Chamas 2. Semestre: 1° semestre 3. Data: 16.05.2026 INTRODUÇÃO Durante a prática de ensaio de chamas, observamos o comportamento dos elementos químicos quando submetidos a uma fonte de energia térmica. Os saltos quânticos realizados pelos elétrons explicam a coloração dos fogos de artifícios e das cores das luzes de letreiros luminosos, cada elemento químico possui órbitas com diferentes valores de níveis de energia, consequentemente ao retornar para o estado fundamental, os elétrons irão liberar uma quantidade de energia na forma de luz visível que será característica do átomo evidenciando a emissão de cores características. Esse fenômeno ocorre devido à excitação dos elétrons presentes nos átomos, que ao absorverem energia saltam para níveis mais elevados e, ao retornarem ao estado fundamental, liberam energia na forma de luz visível. Esse processo foi explicado pelo modelo atômico proposto por Bohr (1913), que descreve a quantização dos níveis de energia nos átomos, tornando possível compreender a origem das diferentes colorações observadas para cada elemento. Além da base teórica, o ensaio de chamas possui grande importância histórica e experimental, tendo sido estudado por Bunsen e Kirchhoff (1860), que relacionaram as cores emitidas por substâncias ao conceito de espectro de emissão. Esses cientistas desenvolveram técnicas que permitiram identificar elementos químicos por meio da luz emitida, contribuindo significativamente para o avanço da espectroscopia. Dessa forma, a prática do ensaio de chamas une teoria e experimentação, sendo uma ferramenta essencial para a identificação qualitativa de substâncias e para a compreensão da estrutura eletrônica dos átomos. OBJETIVOS · Compreender o fenômeno da emissão de luz pelos elementos químicos quando submetidos ao aquecimento em uma chama. · Relacionar as cores observadas no ensaio de chamas com os níveis de energia dos elétrons, conforme o modelo atômico de Bohr. · Identificar qualitativamente alguns elementos químicos por meio das cores características emitidas. · Associar teoria e prática experimental no estudo da estrutura eletrônica dos átomos. MATERIAIS · Acendedor; · Bico de bunsen; · Borrifadores com soluções; · Jaleco; · Luvas; · Máscara; · Óculos de segurança. METODOLOGIA O experimento de ensaio de chamas inicia-se com a utilização de EPIS necessários de segurança em laboratório, são eles: jaleco, máscara, luvas e óculos de proteção. Em seguida, prepara-se o ambiente da capela, abrindo a janela de proteção, ligando a luz e o exaustor, além da abertura da válvula de gás. Posteriormente, são organizados os materiais necessários para a prática, como o acendedor e os borrifadores contendo as soluções salinas que serão analisadas. Na etapa experimental, o bico de Bunsen é aceso com cuidado, iniciando-se com uma baixa vazão de gás e regulando a entrada de ar até obter uma chama azul, que indica combustão completa feito isso, as soluções salinas são borrifadas na chama, permitindo observar a coloração emitida por cada substância. Essas cores são características dos íons metálicos presentes nas amostras, possibilitando sua identificação. O procedimento é repetido para diferentes soluções, incluindo uma amostra desconhecida, onde sua identificação é feita com base na cor observada. Ao final, o experimento é encerrado com o desligamento do gás, a organização dos materiais e a desativação dos equipamentos utilizados. RESULTADOS E DISCUSSÕES Com base nos estudos apresentados, podemos analisar durante a prática de ensaio de chamas, que foi possível observar cada solução salina apresentou uma coloração característica ao se escolhida, e ser submetida à chama do bico de Bunsen. Essas cores variaram conforme o íon metálico presente em cada substância, evidenciando o fenômeno de emissão de energia na forma de luz. Vejamos a tabela abaixo algumas das soluções escolhidas trouxeram resultados diferentes, conforme o seu íon na composição. Sal Fórmula Cátion Cor observada 1 Cloreto de sódio NaCl Na⁺ Amarelo intenso 2 Cloreto de potássio KCl K⁺ Lilás / violeta 3 Cloreto de lítio LiCl Li⁺ Vermelho 4 Cloreto de cobre CuCl₂ Cu²⁺ Verde / azul-esverdeado 5 Cloreto de bário BaCl₂ Ba²⁺ Verde-amarelado 6 Desconhecida ???? ? Verde O sódio geralmente produz uma coloração amarela intensa, enquanto potássio apresenta tonalidade lilás, e cobre pode gerar chama esverdeada. Esses resultados confirmam a teoria de Bohr (1913), que explica que os elétrons, ao serem excitados pelo calor, saltam para níveis de energia mais altos e, ao retornarem ao estado fundamental, liberam energia visível em forma de cores específicas. Além disso, os resultados obtidos com os estudos de Bunsen e Kirchhoff (1860), que demonstraram que cada elemento possui um espectro de emissão característico, permitindo sua identificação qualitativa. Com isso, os resultados da prática foram atingidos, uma vez que foi possível compreender a relação entre energia, excitação eletrônica e emissão de luz, bem como identificar diferentes elementos com base nas cores observadas na chama. A análise da amostra desconhecida também pôde ser testada e apresenta o cátion cobre (Cu²⁺) na sua composição. Essa identificação foi feita com base na cor verde observada durante o ensaio de chamas. De acordo com a tabela fornecida, o cobre emite luz com comprimento de onda aproximado de 520 nm, que corresponde à região da cor verde no espectro visível, assim ao comparar a coloração obtida na chama com as cores características dos cátions conhecidos, conclui-se que a amostra desconhecida contém íons cobre, uma vez que apresentou comportamento compatível com esse elemento. No entanto, algumas dificuldades podem ser destacadas, como a distinção de cores semelhantes e a intensidade da chama, que pode variar conforme o ajuste do bico de Bunsen. Além disso, a correta regulagem da entrada de ar e gás foi essencial para obter uma chama adequada (azul), garantindo melhores resultados. Mesmo com essas dificuldades, a prática foi eficiente para consolidar o conhecimento teórico por meio da experimentação, reforçando a importância do ensaio de chamas na identificação de elementos químicos. REGISTRO FOTOGRÁFICO REFERÊNCIAS ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2012. BROWN, T. L. et al. Química: a ciência central. São Paulo: Pearson, 2019. REINERT, José Edson Química Geral UNIASSELVI, 2020. https://youtu.be/7vMDbqxWTo0?feature=shared acesso: 16.05.2026 hora 17:20. image1.jpeg image2.png