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Universidade Federal de Santa Catarina 
Centro de Filosofia e Ciências Humanas 
História – História da Ásia - HST9032 
Professora: Thaiz Senna 
Aluno: Pedro Linhares Baleche (25400135) 
 
Leitura de CHESNEAUX, Jean - A Ásia oriental nos séculos XIX e XX - 1976. Primeira 
parte. Capítulos 4,5 e 6. 
Leitura de CHESNEAUX, Jean - A Ásia oriental nos séculos XIX e XX - 1976. Segunda 
Parte. Capítulo 4. 
 
Autoria: Jean Chesneaux. 
 
Títulos do texto: A Ásia Oriental nos séculos XIX e XX, principalmente os capítulos “O 
Japão, da Era Meiji a 1937”, “A China, das Guerras do Ópio a 1937”, “Os Países do Sudeste 
Asiático até 1941” e, na segunda parte, “Conclusão Geral: Ritmos e Impulsos da Evolução 
Histórica”. 
 
Objetivo principal: Chesneaux ele vai buscar compreender as mudanças políticas, 
econômicas e sociais que ocorreram em toda a parte da Ásia Oriental entre os séculos XIX e 
XX, especialmente em função do contato com o imperialismo ocidental, da modernização, do 
avanço do capitalismo e dos movimentos de resistência e até mesmo do nacionalismo, em 
certo momento o autor ainda busca enfatizar que a narrativa asiática não pode ser vista apenas 
como um subproduto secundário da expansão europeia, uma vez que cada sociedade tinha 
seus próprios conflitos e processos de mudança específicos. 
 
Ideia Central: A grande ideia que percebo é que a Ásia Oriental, apesar de suas imensas 
transformações, reagiu de diversas maneiras distintas à influência ocidental, por exemplo na 
“Era Meiji” o Japão modernizou seu estado, promoveu uma forte industrialização e reforçou o 
exército ainda mais, entretanto não conseguiu em nenhum momento eliminar por completo as 
estruturas sociais tradicionais e hierarquizadas. Esse tipo de progresso também favoreceu o 
expansionismo do japonês, a crise da China, resultante das Guerras do Ópio, dos tratados 
desiguais, das revoltas internas e da intervenção de potências estrangeiras, foi um fator crucial 
para o surgimento dos movimentos republicano e comunista. Por fim, no Sudeste Asiático, 
também ocorreram diversas maneiras de resistência ao controle colonial, incluindo 
movimentos religiosos, nacionalistas, populares e comunistas. 
 
Destarte, Chesneaux tenta conectar esses vários processos complexos e indica que há alguns 
momentos de sincronicidade entre os eventos asiáticos, como em 1905, 1917-1919 e durante 
os anos 30. Na minha perspectiva pessoal, o aspecto mais crucial é a reprovação da noção de 
que a Ásia deveria apenas replicar o percurso histórico da Europa, o autor propõe uma 
investigação que leve em conta os ritmos e impulsos intrínsecos das sociedades asiáticas no 
séulo XIX e XX. 
 
Procedimento metodológico: Chesneaux adota uma metodologia histórica bastante 
comparativa, integrando política, economia e sociedade, ele vai se valer principalmente de 
eventos políticos, movimentos sociais, indicadores econômicos, estatísticas, mapas, 
documentos e pesquisas de outros autores para elucidar as diversas mudanças presentes nas 
regiões da Ásia. A comparação intensa entre Japão, China e Sudeste Asiático é uma boa 
forma de evidenciar tanto o que há de similar quanto as especificidades e diferenças, que não 
são poucas, dos processos históricos em questão. Sendo assim, na conclusão, o autor revisita 
os eventos analisados em busca de distintos ritmos na evolução histórica da Ásia. 
 
Premissa teórica: A história da Ásia Oriental não pode ser vista apenas através da 
perspectiva ocidental. Embora o imperialismo europeu tenha sido crucial para alterar as 
sociedades asiáticas, não foi o único nem mais importante agente de mudança. Igualmente, os 
movimentos camponeses, nacionalistas e revolucionários, assim como as estruturas políticas e 
sociais da Ásia, foram de enorme relevância. Com isso, Chesneaux vai criticar a perspectiva 
eurocêntrica da história e busca entender a Ásia por meio de seus próprios processos 
históricos. Para mim, essa é uma das grandes lições da leitura, porque evidencia que a 
modernização não implica simplesmente em imitar a todo custo o modelo europeu e que os 
povos asiáticos também desempenharam um papel crucial e ativo na construção de sua 
própria história. 
 
Fontes primárias utilizadas: 
-Documentos políticos e administrativos da época; 
-Programas de movimentos nacionalistas e revolucionários; 
-Estatísticas econômicas e sociais; 
-Mapas históricos; 
-Relatos sobre movimentos de resistência; 
-Textos de intelectuais e líderes políticos asiáticos;

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