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FICHAMENTO DE SAID (2)

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Universidade Federal de Santa Catarina 
Centro de Filosofia e Ciências Humanas 
História – História da Ásia - HST9032 
Professora: Thaiz Senna 
Aluno: Pedro Linhares Baleche (25400135) 
 
Bibliografia Unidade 1 (por ordem de leitura) 
Leitura de SAID, E. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: 
Companhia das Letras, 2007. 
Leitura de GOODY, J. O roubo da história: como os europeus se apropriaram das ideias do 
Oriente. São Paulo: Contexto, 2008 
UNIDADE 2 - Imperialismos e resistências. 
Leitura de SAID, Edward - Cultura e Imperialismo - 1996. 3. Resistência e oposição - 
Existem dois lados. 
Leitura de SAID, Edward - Cultura e Imperialismo - 1996. 3. Resistência e oposição - Temas 
da cultura de resistência 
 
Autoria: Edward W. Said. 
 
Títulos do texto: Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente (2007) e trechos de 
Cultura e Imperialismo (1996), especialmente “Existem dois lados” e “Temas da cultura de 
resistência”. A organização de Cultura e Imperialismo inclui esses dois textos no capítulo 
“Resistência e Oposição”. 
 
Objetivo principal: Said em seus texto procura examinar a forma como o Ocidente criou 
representações do Oriente e dos povos colonizados, vinculando conhecimento, cultura e poder 
às práticas imperialistas praticadas. Said procura mostrar que essas representações não são 
imparciais, uma vez que ajudaram a criar uma divisão entre "Ocidente" e "Oriente" e a 
legitimar formas de dominação. Simultaneamente, ele vai conseguir enfatizar as diversas 
maneiras de resistência dos povos colonizados e todo o processo de descolonização. 
 
Ideia Central: O Orientalismo é uma representação ocidental do Oriente, ou seja criada por 
discursos acadêmicos, literários, políticos, culturais e como forma de manipulação que 
geralmente retratam o Oriente como inferiorizado, exótico, atrasado e incapaz de se 
auto-representar. Essa produção cultural esteve relacionada ao imperialismo ocidental, uma 
vez que o saber poderia ser utilizado como ferramenta de controle e subjugação. Por exemplo, 
em Cultura e Imperialismo, Said vai expandir toda a discussão ao demonstrar que a cultura 
também é empregada como forma de apoiar o imperialismo, no entanto, os povos colonizados 
desenvolveram diversas resistências políticas e culturais, recuperando suas histórias, 
identidades e narrativas ao longo da história como forma de resistência cultural. 
 
Procedimento metodológico: Said utiliza uma abordagem histórica, crítica e até mesmo na 
minha opinião comparativa, ele analisa obras literárias discursos e textos acadêmicos e 
políticos e relaciona essas produções ao contexto histórico de todo o imperialismo. Em 
Cultura e Imperialismo por exemplo, ele utiliza principalmente obras literárias para 
demonstrar como as narrativas podem reproduzir ou questionar relações de poder do 
imperialismo, e consegue analisar as experiências de resistência e descolonização. 
 
Premissa teórica: A história e a cultura estão verdadeiramente longes de ser imparciais e 
estão ligadas às dinâmicas do poder, as separações rígidas entre Oriental e Ocidental são uma 
construção histórica que leva à criação de estereótipos e à justificativa da dominação 
imperialista. O autor, portanto, defende uma análise crítica e firme das representações 
culturais e a valorização das diversas experiências e narrativas históricas, considerando a 
resistência como um elemento essencial na luta contra o imperialismo e as formas de 
dominações ocidentais. 
 
Fontes primárias utilizadas: 
-Obras literárias europeias; 
-Textos acadêmicos e orientalistas; 
-Discursos políticos e coloniais; 
-Relatos e representações sobre povos colonizados; 
-Literatura de resistência; 
-Frantz Fanon; 
-Basil Davidson; 
-E. M. Forster; 
-Edward Thompson; 
-Rudyard Kipling; 
-Autores e intelectuais ligados às experiências de colonialismo, imperialismo e 
descolonização.

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