Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Lei do Exercicio Profissional
Data da Aula
Arquivos e mídia Aula 2 � UC2.pptx �1� �1�.pdf
1. Qual é a ideia principal desta aula?
Enfermeiro, técnico e auxiliar fazem parte da equipe de enfermagem, mas não
possuem as mesmas atribuições.
A lógica é:
ENFERMEIRO → maior responsabilidade, planeja, coordena, supervisiona e
realiza atividades privativas.
↓
TÉCNICO DE ENFERMAGEM → executa grande parte da assistência e participa
do planejamento, mas sob orientação/supervisão do enfermeiro.
↓
AUXILIAR DE ENFERMAGEM → realiza atividades mais simples e de natureza
repetitiva, também sob supervisão do enfermeiro.
Por isso a professora insistiu que, como futuros enfermeiros, vocês precisam
conhecer não apenas o que o enfermeiro faz, mas também o que técnico e
auxiliar podem ou não fazer.
Isso é necessário porque o enfermeiro coordena e supervisiona a equipe de
enfermagem.
2. As duas normas principais da aula
Você precisa guardar principalmente:
Lei nº 7.498/1986
É a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
10 de setembro de 2026
Lei do Exercicio Profissional 1
https://app.notion.com/signed/attachment%3A0000d3ff-e394-47ca-ac5c-2ac08ba41ea4%3AAula_2_-_UC2.pptx_(1)_(1).pdf?table=block&id=22eca0f3-b125-8244-be10-811598a2087c&spaceId=7abca0f3-b125-811d-ad3c-000374dbb08b&userId=214d872b-594c-81d1-b105-0002b37bda23&cache=v2&imgBuildSrc=getSignedFileProxyUrl
Ela regulamenta o exercício da Enfermagem no Brasil e estabelece as
categorias profissionais e suas competências.
Decreto nº 94.406/1987
Regulamenta a Lei nº 7.498/86.
Em termos simples:
Lei 7.498/86 → estabelece as regras gerais.
Decreto 94.406/87 → detalha como essas regras são aplicadas e as
atividades dos profissionais.
Essa dupla aparece praticamente durante toda a aula.
3. Quem faz parte da equipe de
Enfermagem?
enfermeiro;
técnico de enfermagem;
auxiliar de enfermagem;
parteira.
Também mencionam categorias históricas, como atendentes de enfermagem
e obstetrizes
A própria Lei 7.498/86, art. 2º, determina que a Enfermagem é exercida
privativamente por enfermeiro, técnico, auxiliar e parteira, respeitando o grau
de habilitação de cada um.
4. Para trabalhar, não basta ter o diploma
Esse foi outro ponto muito enfatizado.
Imagine que você terminou a graduação em Enfermagem.
Ter o diploma significa que você possui a formação profissional, mas, para
exercer legalmente a profissão, precisa estar devidamente inscrito no
Conselho Regional de Enfermagem �COREN�.
Então:
Lei do Exercicio Profissional 2
formação → diploma → inscrição profissional → exercício legal da profissão.
A ideia dos slides é:
somente quem possui habilitação legal e inscrição profissional regular pode
exercer a Enfermagem.
Por isso, na Situação-problema 3, uma profissional está trabalhando em uma
UBS, mas não possui inscrição ativa no COREN.
Pode?
Não.
Ela não pode exercer legalmente a Enfermagem sem a inscrição profissional
exigida.
5. E se eu quiser trabalhar em outro
estado?
A professora utilizou o exemplo de alguém inscrito em Alagoas que deseja
trabalhar em Sergipe.
A ideia importante é que o exercício profissional deve estar regularizado
perante o COREN da jurisdição onde a atividade profissional é exercida,
observadas as regras de inscrição aplicáveis.
Por isso aparece nos slides o conceito de domicílio profissional: a área
geográfica onde se encontra a sede principal da atividade profissional.
Para prova, associe:
COREN → habilitação/regularidade profissional na jurisdição de exercício.
6. O enfermeiro
Aqui está uma diferença fundamental que a professora tentou mostrar.
O enfermeiro não existe apenas para preencher prontuário ou realizar
atividades administrativas.
Ele é responsável por assistir, planejar, avaliar, coordenar e supervisionar a
assistência de Enfermagem, além de possuir atividades que são privativas do
enfermeiro.
Lei do Exercicio Profissional 3
Um ponto muito importante mencionado na aula é a prescrição da assistência
de Enfermagem.
A Lei 7.498/86 estabelece que a programação de Enfermagem inclui essa
prescrição.
Isso se relaciona ao Processo de Enfermagem, que vocês estudarão de
maneira mais aprofundada.
A lógica é:
avaliar o paciente → identificar suas necessidades → planejar os cuidados →
prescrever cuidados → acompanhar a execução → avaliar os resultados.
Não significa simplesmente "fazer papelada". É planejamento clínico da
assistência.
7. Por que o enfermeiro precisa conhecer
o trabalho do técnico?
Porque ele precisa orientar e supervisionar esse profissional.
Não faria sentido um enfermeiro coordenar uma equipe sem saber quais
procedimentos seus integrantes podem realizar.
Foi por isso que a professora deu exemplos como:
um profissional começa a realizar um procedimento que legalmente não
pertence à sua competência.
O enfermeiro precisa reconhecer isso e intervir.
Portanto:
liderança do enfermeiro não significa apenas mandar.
Significa possuir conhecimento técnico e legal suficiente para:
planejar + distribuir atividades + orientar + supervisionar + avaliar a
assistência.
8. Técnico de Enfermagem — Lei
7.498/86, art. 12
Lei do Exercicio Profissional 4
Esse é um dos artigos mais importantes dos slides.
O art. 12 estabelece que o Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível
médio e participa do trabalho de Enfermagem.
De forma simplificada, o técnico pode:
participar da programação da assistência de Enfermagem;
executar ações assistenciais de Enfermagem;
participar da orientação e supervisão do trabalho de Enfermagem em grau
auxiliar;
participar da equipe de saúde.
Mas existe uma frase que você precisa guardar:
exceto as atividades privativas do enfermeiro.
Ou seja, o técnico executa muitas ações de assistência, mas não pode assumir
aquilo que a legislação reservou exclusivamente ao enfermeiro.
9. "Participar do planejamento" não
significa "prescrever"
Essa diferença é muito importante.
O técnico pode participar da programação da assistência, mas isso não
significa que possa assumir de forma independente uma atividade privativa do
enfermeiro.
Exemplo da professora:
O enfermeiro avalia o paciente e estabelece os cuidados necessários.
O técnico pode executar diversos cuidados previstos, como:
administrar medicamentos, realizar determinados curativos, verificar sinais
vitais, realizar cuidados de higiene, registrar informações etc.
Então pense assim:
Enfermeiro → planeja/prescreve e supervisiona.
Técnico → participa e executa a assistência dentro de sua competência.
Lei do Exercicio Profissional 5
10. Técnico pode trabalhar sozinho, sem
enfermeiro?
Esse é outro artigo muito importante:
Lei 7.498/86 — Art. 15
As atividades previstas para técnicos e auxiliares, quando realizadas em
instituições e programas de saúde, somente podem ser desempenhadas sob
orientação e supervisão do enfermeiro.
Portanto:
Técnico → precisa da orientação/supervisão do enfermeiro.
Auxiliar → também precisa.
Essa é uma informação com bastante chance de aparecer em questão.
11. Auxiliar de Enfermagem — Lei
7.498/86, art. 13
O auxiliar possui atribuições mais limitadas.
O art. 13 caracteriza suas atividades como de nível médio, de natureza
repetitiva, envolvendo serviços auxiliares de Enfermagem e execução simples.
Entre suas funções estão:
observar, reconhecer e descrever sinais e sintomas; executar ações de
tratamento simples; prestar cuidados de higiene e conforto; participar da
equipe de saúde.
Exemplo simples:
Paciente estável internado.
O auxiliar pode participar de cuidados como higiene, conforto, observação do
paciente e procedimentos compatíveis com sua habilitação.
12. O Decreto 94.406/87 detalha ainda
mais o que o auxiliar faz
Lei do Exercicio Profissional 6
O art. 11 do Decreto 94.406/87, mostrado nos slides, apresenta várias
atividades.
Entre elas:
preparar pacientes para consultas, exames e tratamentos; observar sinais e
sintomas; administrar medicamentos por via oral e parenteral; realizar
controle hídrico; fazer curativos;aplicar oxigenoterapia e nebulização;
colher materiais para exames; prestar cuidados pré e pós-operatórios;
circular em sala cirúrgica; realizar atividades de desinfecção e esterilização;
prestar higiene e conforto.
Também pode participar de ações educativas e de procedimentos relacionados
à alta e pós-morte, dentro das condições estabelecidas.
Mas existe uma condição fundamental:
essas atividades são realizadas dentro de sua habilitação e sob
orientação/supervisão do enfermeiro.
13. Situação-problema 2: auxiliar
administrando medicamento
O slide apresenta:
Um auxiliar administra medicamentos por via oral e intramuscular em
pacientes sob supervisão do enfermeiro.
Pode?
Sim.
O próprio Decreto 94.406/87, art. 11, inclui entre as atribuições do auxiliar
ministrar medicamentos por via oral e parenteral, observadas as condições
legais e a supervisão profissional.
Portanto, não devemos pensar:
"Auxiliar não pode administrar medicamento."
Isso estaria errado.
A questão é verificar qual procedimento, em qual situação e sob qual
supervisão.
Lei do Exercicio Profissional 7
14. Situação-problema 1: técnico fazendo
consulta de Enfermagem sozinho
O primeiro slide apresenta um técnico realizando consulta de Enfermagem e
prescrevendo cuidados de maneira independente.
Pode?
Não.
A consulta de Enfermagem é atividade privativa do enfermeiro.
Da mesma forma, o técnico não pode assumir de forma independente a
prescrição da assistência que compete ao enfermeiro.
Portanto:
Técnico pode participar da assistência e executar os cuidados prescritos,
mas não substituir o enfermeiro em suas atribuições privativas.
15. Então qual é a diferença prática entre
técnico e auxiliar?
A explicação da professora pode ser organizada assim:
Profissional Papel principal
Enfermeiro
Planeja, avalia, coordena, supervisiona e executa a assistência; possui
atividades privativas
Técnico
Participa do planejamento e executa assistência de Enfermagem,
exceto atividades privativas do enfermeiro
Auxiliar Executa atividades auxiliares, simples e de natureza mais repetitiva
A professora também diferenciou a complexidade da assistência: o técnico
possui formação e atribuições mais amplas que o auxiliar.
Mas atenção a uma simplificação da fala da aula: não é adequado decorar
apenas que "auxiliar trabalha em UBS/enfermaria e técnico trabalha em UTI". A
regra jurídica mais segura para prova é olhar as atribuições previstas na Lei
7.498/86 e no Decreto 94.406/87, além da complexidade da assistência e
supervisão exigida.
Lei do Exercicio Profissional 8
16. E o enfermeiro pode fazer aquilo que o
técnico faz?
Em termos gerais, sim, porque a competência do enfermeiro abrange a
assistência de Enfermagem, além das atribuições que lhe são
próprias/privativas.
Foi por isso que a professora deu o exemplo do banho.
Não significa que o enfermeiro necessariamente realizará todos os banhos dos
pacientes. Se existe equipe suficiente, aquela atividade pode estar distribuída à
equipe conforme as competências profissionais.
Porém, o enfermeiro não deve pensar:
"Isso é trabalho do técnico, então não tem nada a ver comigo."
Ele continua responsável por avaliar e supervisionar a assistência.
17. O exemplo do banho ao leito explica
muito bem a supervisão
Imagine que um técnico esteja dando banho em um paciente acamado.
O enfermeiro pode aproveitar aquele momento para avaliar:
pele → presença de lesões → risco de lesão por pressão → evolução do
paciente → necessidade de modificar os cuidados.
Isso é supervisão clínica.
O técnico está executando o cuidado, enquanto o enfermeiro avalia o paciente
e acompanha a qualidade da assistência.
É exatamente por isso que a professora criticou a ideia do enfermeiro que fica
apenas no computador copiando evoluções sem realmente avaliar o paciente.
Evolução de Enfermagem deve resultar de uma avaliação real do paciente.
Lei do Exercicio Profissional 9

Mais conteúdos dessa disciplina