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Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 1 Mapa mental Direito Constitucional Tema central Constituição de 1988 Conceito e classificações Sociológico: fatores reais de poder Político: decisão fundamental Jurídico: norma superior Promulgada, escrita, analítica, dogmática e rígida Estrutura e história Preâmbulo, corpo permanente e ADCT Redemocratização e Constituinte Participação social Princípios e direitos Fundamentos e objetivos Direitos e garantias Direitos sociais Nacionalidade e direitos políticos Organização do Estado Federação e autonomia Soberania Entes e competências Intervenção Administração pública Legalidade, impessoalidade e moralidade Publicidade e eficiência Servidores civis e militares Poder Legislativo Congresso, Câmara e Senado Reuniões e comissões Mandato, imunidades e decoro Leia cada ramo e explique seus conceitos sem consultar. O esquema não atribui peso de prova aos temas. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 2 Mapa mental Regimentos Tema central Organização parlamentar Órgãos da Câmara Arts. 1º a 24 Disposições preliminares Mesa, Presidência e lideranças Órgãos e comissões Sessões da Câmara Arts. 65 a 94 Tipos de sessão Uso da palavra e trabalhos Deputados Arts. 226 a 251 Mandato, licenças e suplência Decoro e prerrogativas Administração interna Arts. 262 a 273 Serviços e gestão Fiscalização e polícia da Câmara Sessões conjuntas Regimento Comum Título I Direção, objeto e convocação Solenidades e matérias Título IV capítulos II e III até art. 103 Posse e recepção oficial Matérias legislativas do recorte Leia cada ramo e explique seus conceitos sem consultar. O esquema não atribui peso de prova aos temas. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 3 Câmara dos Deputados Relações Públicas Material 1 revisado para Lívia Dias Direito Constitucional e Regimentos 5 de outubro de 2026. Este volume reúne os textos normativos enviados, o complemento histórico e um complemento conceitual elaborado a partir dos temas doutrinários do livro de Pedro Lenza. Critério da revisão Os extratos integrais da edição de 2015 foram retirados. O complemento de doutrina não reproduz julgados, súmulas, leis, propostas legislativas, regras previdenciárias ou eleitorais, prazos, quóruns, hipóteses de perda de nacionalidade, procedimentos ou outros comandos normativos daquela edição. Foram mantidas explicações conceituais em texto próprio. O estudo das regras deve ser feito nos textos normativos fornecidos anteriormente. A manutenção desses PDFs não significa uma nova auditoria de vigência: a Constituição enviada é a 69ª edição, atualizada até a Emenda Constitucional 138/2025; o Regimento Interno é a 30ª edição. A seção histórica preserva o contexto de formação da Constituição. Descrições de debates e normas do passado, nesses capítulos históricos, são referências históricas e não orientações de direito vigente. A informação sobre lacunas nas aberturas dos primeiros cadernos descreve a primeira seleção. Conceito, classificações e estrutura agora são tratados no complemento conceitual. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 4 Como estudar este volume Ordem recomendada Comece pelo complemento conceitual ao final: conceito, classificações e estrutura. Retome o contexto histórico. Em seguida, alterne cada tema conceitual com o bloco normativo correspondente. Itens 1 a 3 Constituição e sua estrutura; princípios e direitos; organização do Estado. Itens 4 a 6 Administração pública e servidores; Poder Legislativo e regime dos parlamentares. O complemento explica ideias; os dispositivos selecionados apresentam as regras. Itens 7 e 8 Leia os recortes do Regimento Interno e do Regimento Comum. Não foram incorporados comentários específicos sobre esses artigos da obra de 2015. Revisão Para cada tema, escreva uma definição com suas palavras, diferencie dois conceitos próximos e identifique onde consultar as regras. Não extraia prazos ou requisitos normativos da explicação conceitual. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 5 Câmara dos Deputados Relações Públicas Material 1 - Seleção de textos normativos para Noções de Direito Constitucional e de Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Organizado para Lívia Dias a partir dos dois PDFs enviados. Data de organização: 5 de outubro de 2026. Este caderno reúne os dispositivos correspondentes aos itens 2 a 8 da lista apresentada, além do preâmbulo e do sumário constitucional para apoiar o item 1. O texto normativo, as notas e as indicações de revogação são preservados conforme as edições fornecidas. Fontes Constituição da República Federativa do Brasil, 69ª edição, Edições Câmara, 2026, atualizada até a Emenda Constitucional 138/2025. Regimento Interno da Câmara dos Deputados, 30ª edição, Edições Câmara, 2026. Inclui o Regimento Comum do Congresso Nacional. Limite da extração Conceito, contexto histórico e características da Constituição não são desenvolvidos como aula nos arquivos. Precisam de complemento didático posterior. Esta seleção reproduz as edições enviadas; não constitui conferência de alterações posteriores. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 6 Mapa dos temas e ordem de leitura Item 1 - Sumário e preâmbulo como apoio à estrutura do texto constitucional. Conceito, contexto histórico e características: complemento didático pendente. Item 2 - Princípios fundamentais e direitos e garantias fundamentais: Constituição, arts. 1º a 17. Item 3 - Organização do Estado e intervenção: Constituição, arts. 18 a 36. O art. 43, sobre regiões, também é incluído como parte do Título . Item 4 - Administração pública e servidores: Constituição, arts. 37 a 42. Complemento constitucional sobre militares das Forças Armadas: art. 142. Itens 5 e 6 - Congresso, Câmara, Senado, parlamentares, reuniões e comissões: Constituição, arts. 44 a 58. O recorte não inclui a seção de processo legislativo iniciada no art. 59. Item 7.1 - Regimento Interno, arts. 1º a 24, incluindo os artigos intermediários acrescidos com letras. Item 7.2 - Regimento Interno, arts. 65 a 94. Item 7.3 - Regimento Interno, arts. 226 a 251. Preservadas as indicações de revogação presentes na fonte. Item 7.4 - Regimento Interno, arts. 262 a 273. Item 8 - Regimento Comum: Título I, arts. 1º a 3º; Título IV, capítulos II e até o art. 103, correspondente ao recorte numerado dos arts. 53 a 103. Preservadas as indicações de dispositivos revogados. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 7 Como utilizar este primeiro material Leia os blocos na ordem do mapa. As páginas de abertura identificam os dispositivos e as páginas de origem. A paginação impressa das fontes foi mantida; o arquivo tem marcadores de navegação para cada bloco. Para cada leitura, registre: quem tem a competência; qual é o procedimento; qual é o prazo ou quórum; quais são as exceções. Separe os dispositivos da Constituição daqueles do Regimento Interno e do Regimento Comum. Marque o progresso em cada bloco: primeira leitura, revisão e questões. A divisão abaixo é uma sequência de leitura, sem prazo diário presumido. Sequência 1. Princípios e direitos fundamentais. 2. Organização do Estado e intervenção. 3. Administração pública e militares. 4. Poder Legislativo e parlamentares. 5. Disposições preliminares e órgãos da Câmara. 6. Sessões da Câmara. 7. Deputados. 8. Administração e economia interna. 9. Sessões conjuntas, sessões solenes e matérias legislativas no Regimento Comum. Atenção à fonte As notas editoriais e as redações revogadas identificadas na publicação são preservadas para não alterar o material recebido. Não devem ser confundidas com dispositivos vigentes. Eventual divergência entre uma nota editorial e a norma deve ser conferida no texto oficial. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 8 Estrutura do texto constitucional Apoio ao item 1: sumário da edição enviada. Páginas 5 a 7 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 9 SUMÁRIO CONSTITUIÇÃOpela EC nº 58, de 2009) k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil) habitan- tes e de até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e cin- quenta mil) habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e duzen- tos mil) habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes; (Alínea Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 46 acrescida pela EC nº 58, de 2009) o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e quinhen- tos mil) habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e oito- centos mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 47 Art. 29 r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões) de habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) V – subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, , e 153, § 2º, I; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) VI – o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subsequente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os crité- rios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Inciso acrescido pela EC nº 1, de 1992, e com redação dada pela EC nº 25, de 2000) a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores correspon- derá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Alínea acrescida pela EC nº 25, de 2000) b) em Municípios de dez mil e um a cinquenta mil habitantes, o subsídio máximo dos Ve- readores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Alínea acrescida pela EC nº 25, de 2000) c) em Municípios de cinquenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio máximo dos Verea- dores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Alínea acrescida pela EC nº 25, de 2000) d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Ve- readores corresponderá a cinquenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Alínea acrescida pela EC nº 25, de 2000) e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Alínea acrescida pela EC nº 25, de 2000) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 48 f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Alínea acrescida pela EC nº 25, de 2000) VII – o total da despesa com a remuneração dos vereadores não poderá ultrapassar o mon- tante de cinco por cento da receita do município; (Inciso acrescido pela EC nº 1, de 1992) V – inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município; (Primitivo inciso VI renumerado pela EC nº 1, de 1992) IX – proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber, ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e, na Constituição do respectivo Estado, para os membros da Assembleia Legislativa; (Primitivo inciso VII renumerado pela EC nº 1, de 1992) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 49 28 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL X – julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; (Primitivo inciso V renumerado pela EC nº 1, de 1992) XI – organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal; (Primitivo inciso IX renumerado pela EC nº 1, de 1992) XII – cooperação das associações representativas no planejamento municipal; (Primitivo in- ciso X renumerado pela EC nº 1, de 1992) X – iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado; (Primitivo inciso XI renumerado pela EC nº 1, de 1992) XIV – perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único. (Primitivo inciso XII renumerado pela EC nº 1, de 1992) Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos Ve- readores e os demais gastos com pessoal inativo e pensionistas, não poderá ultrapassar os se- guintes percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas no § 5º do art. 153 e nos arts. 158 e 159 desta Constituição, efetivamente realizado no exercício anterior: ( Caput do artigo acrescido pela EC nº 25, de 2000, e com redação dada pela EC nº 109, de 2021, publicada no DOU de 16/3/2021, em vigor a partir do início da primeira legislatura municipal após a data da publicação) I – 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100.000 (cem mil) habitantes; (Inciso acrescido pela EC nº 25, de 2000, e com redação dada pela EC nº 58, de 2009) II – 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habitantes; (Inciso acrescido pela EC nº 25, de 2000, e com redação dada pela EC nº 58, de 2009) – 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300.001 (trezentos mil e um) e 500.000 (quinhentos mil) habitantes; (Inciso acrescido pela EC nº 25, de 2000, e com redação dada pela EC nº 58, de 2009) IV – 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Inciso acrescido pela EC nº 25, de 2000, e com redação dada pela EC nº 58, de 2009) V – 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões e um) e 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Inciso acrescido pela EC nº 58, de 2009) VI – 3,5% (três inteiros ecinco décimos por cento) para Municípios com população acima de 8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. (Inciso acrescido pela EC nº 58, de 2009) § 1º A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Parágrafo acrescido pela EC Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 50 nº 25, de 2000) § 2º Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: I – efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; II – não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou – enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. (Parágrafo acrescido pela EC nº 25, de 2000) § 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1º deste artigo. (Parágrafo acrescido pela EC nº 25, de 2000) Art. 30. Compete aos Municípios: I – legislar sobre assuntos de interesse local; II – suplementar a legislação federal e a estadual no que couber; – instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; IV – criar, organizar e suprimir Distritos, observada a legislação estadual; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 51 Art. 31 V – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial; VI – manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil e de ensino fundamental; (Inciso com redação dada pela EC nº 53, de 2006) VII – prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de aten- dimento à saúde da população; V – promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; IX – promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo municipal, mediante con- trole externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo municipal, na forma da lei. § 1º O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver. § 2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente, sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. § 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, nos termos da lei. § 4º É vedada a criação de tribunais, Conselhos ou órgãos de contas municipais. CAPÍTULO V – DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Seção I – Do Distrito Federal Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, vo- tada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. § 2º A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art. 77, e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais, para mandato de igual duração. § 3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27. § 4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, da polícia civil, da polícia penal, da polícia militar e do corpo de bombeiros militar. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 104, de 2019) Seção II – Dos Territórios Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios. § 1º Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará, no que cou- ber, o disposto no Capítulo IV deste Título. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 52 § 2º As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional, com parecer prévio do Tribunal de Contas da União. § 3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador, no- meado na forma desta Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instâncias, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 53 30 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL CAPÍTULO VI – DA INTERVENÇÃO Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para: I – manter a integridade nacional; II – repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra; – por termo a grave comprometimento da ordem pública; IV – garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação; V – reorganizar as finanças da unidade da Federação que: a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição dentro dos prazos estabelecidos em lei; VI – prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial; VII – assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático; b) direitos da pessoa humana; c) autonomia municipal; d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta; e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. (Alínea acrescida pela EC nº 14, de 1996, e com redação dada pela EC nº 29, de 2000) Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando: I – deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada; II – não forem prestadas contas devidas, na forma da lei; – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e de- senvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Inciso com redação dada pela EC nº 29, de 2000) IV – o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial. Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: I – no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário; II – no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral; – de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal. (Inciso com redação dada pela EC nº 45, de 2004) IV – (Revogado pela EC nº 45, de 2004) § 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 54 § 2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 55 Art. 37 § 3º Nos casos do art. 34,VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. § 4º Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 56 Constituição Administração pública Item 4: arts. 37 a 42. Incluído também o art. 43, sobre regiões, associado à organização do Estado. Páginas 30 a 38 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 57 CAPÍTULO VII – DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I – Disposições Gerais Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Es- tados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoa- lidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão de- clarado em lei de livre nomeação e exoneração; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) – o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; V – as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de dire- ção, chefia e assessoramento; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) VI – é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical; VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) V – a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; IX – a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a ne- cessidade temporária de excepcional interesse público; X – a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. 39 so- mente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XI – a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, per- cebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natu- reza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 58 Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 59 32 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desem- bargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; (Inciso com redação dada pela EC nº 41, de 2003) XII – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; X – é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XIV – os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XV – o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredu- tíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, , e 153, § 2º, I; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver com- patibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: ( Caput do inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) a) a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro de qualquer natureza; (Alínea com redação dada pela EC 138, de 2025) c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regu- lamentadas; (Alínea com redação dada pela EC nº 34, de 2001) XVII – a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fun- dações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades con- troladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XV – a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XX – depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das en- tidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; XXI – ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alie- nações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 60 XXII – as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. (Inciso acrescido pela EC nº 42, de 2003) § 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servido- res públicos. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 61 Art. 37 § 2ºA não observância do disposto nos incisos II e implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente: I – as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a ma- nutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; II – o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXX ; – a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, em- prego ou função na administração pública. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressar- cimento. § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da admi- nistração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre: I – o prazo de duração do contrato; II – os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabi- lidade dos dirigentes; – a remuneração do pessoal. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. (Parágrafo acrescido pela EC nº 20, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 62 § 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório expressamente previstas em lei or- dinária, aprovada pelo Congresso Nacional, de caráter nacional, aplicada a todos os Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos. (Parágrafo acrescido pela EC nº 47, de 2005, e com redação dada pela EC nº 135, de 2024) § 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 63 34 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsí- dios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. (Parágrafo acrescido pela EC nº 47, de 2005) § 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser readaptado para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) § 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) § 15. É vedada a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 ou que não seja prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) § 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da lei. (Parágrafo acrescido pela EC nº 109, de 2021) § 17. (Vide EC nº 132, de 2023) § 18. (Vide EC nº 132, de 2023) Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional, no exer- cício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições: ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) I – tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; II – investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo- -lhe facultado optar pela sua remuneração; – investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior; IV – em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por me- recimento; V – na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de origem. (Inciso com redação dada pela EC nº 103, de 2019) Seção II – Dos Servidores Públicos (Redação dada pela EC nº 18, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 64 Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas. (Vide ADI nº 2.135-4) § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remune- ratório observará: I – a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira; II – os requisitos para a investidura; – as peculiaridades dos cargos. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 65 Art. 40 § 2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII, V , IX, XII, X , XV, XVI, XVII, XV , XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 4º O membro de Poder,o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Se- cretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplica- ção de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racio- nalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) § 9º É vedada a incorporação de vantagens de caráter temporário ou vinculadas ao exercício de função de confiança ou de cargo em comissão à remuneração do cargo efetivo. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado: (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) I – por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido, quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de avaliações perió- dicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da aposenta- doria, na forma de lei do respectivo ente federativo; (Inciso com redação dada pela EC nº 103, de 2019) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 66 II – compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70 (se- tenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar; (Inciso com redação dada pela EC nº 88, de 2015) – no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65 (ses- senta e cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo. (Inciso com redação dada pela EC nº 103, de 2019) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 67 36 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL § 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se refere o § 2º do art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral de Pre- vidência Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do respectivo ente federativo. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de benefí- cios em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A, 4º-B, 4º-C e 5º. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe multiprofissional e interdisciplinar. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) § 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso X do caput do art. 52 e os incisos I a IV do caput do art. 144. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) § 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) § 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos em relação às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso do § 1º, desde que com- provem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar do respectivo ente federativo. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta de regime próprio de previdência social, aplicando-se outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários estabelecidas no Regime Geral de Previdência Social. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 7º Observado o disposto no § 2º do art. 201, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo dependente, o benefício de pensão por morte será concedido nos termos de lei do respectivo ente federativo, a qual tratará de forma diferenciada a hipótese de morte dos servidores de que trata o § 4º-B decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme critérios estabelecidos em lei. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 41, de 2003) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 68 § 9º O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para fins de aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço corres- pondente será contado para fins de disponibilidade. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 10. A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 20, de 1998) § 11. Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inatividade, inclu- sive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de outras Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 69 Art. 40 atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 20, de 1998) § 12. Além do disposto neste artigo, serão observados, em regime próprio de previdência social, no que couber, os requisitos e critérios fixados para o Regime Geral de PrevidênciaSo- cial. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 13. Aplica-se ao agente público ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão decla- rado em lei de livre nomeação e exoneração, de outro cargo temporário, inclusive mandato eletivo, ou de emprego público, o Regime Geral de Previdência Social. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, regime de previdência complementar para servidores públicos ocupantes de cargo efetivo, observado o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social para o valor das aposentadorias e das pensões em regime próprio de previ- dência social, ressalvado o disposto no § 16. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 oferecerá plano de bene- fícios somente na modalidade contribuição definida, observará o disposto no art. 202 e será efetivado por intermédio de entidade fechada de previdência complementar ou de entidade aberta de previdência complementar. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 16. Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 20, de 1998) § 17. Todos os valores de remuneração considerados para o cálculo do benefício previsto no § 3º serão devidamente atualizados, na forma da lei. (Parágrafo acrescido pela EC nº 41, de 2003) § 18. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os be- nefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos. (Parágrafo acrescido pela EC nº 41, de 2003) § 19. Observados critérios a serem estabelecidos em lei do respectivo ente federativo, o servidor titular de cargo efetivo que tenha completado as exigências para a aposentadoria vo- luntária e que opte por permanecer em atividade poderá fazer jus a um abono de permanência equivalente, no máximo, ao valor da sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria compulsória. (Parágrafo acrescido pela EC nº 41, de 2003, e com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 20. É vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social e de mais de um órgão ou entidade gestora desse regime em cada ente federativo, abrangidos todos os poderes, órgãos e entidades autárquicas e fundacionais, que serão responsáveis pelo seu financiamento, observados os critérios, os parâmetros e a natureza jurídica definidos na lei complementar de que trata o § 22. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 70 (Parágrafo acrescido pela EC nº 41, de 2003, e com redação dada pela EC nº 103, de 2019) § 21. (Parágrafo acrescido pela EC nº 47, de 2005, e revogado pela EC nº 103, de 2019) (Vide inciso II do art. 36 da EC nº 103, de 2019) § 22. Vedada a instituição de novos regimes próprios de previdência social, lei complemen- tar federal estabelecerá, para os que já existam, normas gerais de organização, de funciona- mento e de responsabilidade em sua gestão, dispondo, entre outros aspectos, sobre: Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 71 38 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL I – requisitos para sua extinção e consequente migração para o Regime Geral de Previdên- cia Social; II – modelo de arrecadação, de aplicação e de utilização dos recursos; – fiscalização pela União e controle externo e social; IV – definição de equilíbrio financeiro e atuarial; V – condições para instituição do fundo com finalidade previdenciária de que trata o art. 249 e para vinculação a ele dos recursos provenientes de contribuições e dos bens, direitos e ativos de qualquer natureza; VI – mecanismos de equacionamento do deficit atuarial; VII – estruturação do órgão ou entidade gestora do regime, observados os princípios rela- cionados com governança, controle interno e transparência; V – condições e hipóteses para responsabilização daqueles que desempenhem atribui- ções relacionadas, direta ou indiretamente, com a gestão do regime; IX – condições para adesão a consórcio público; X – parâmetros para apuração da base de cálculo e definição de alíquota de contribuições ordinárias e extraordinárias. (Parágrafo acrescido pela EC nº 103, de 2019) Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de pro- vimento efetivo em virtude de concurso público. ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei com- plementar, assegurada ampla defesa. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indeni- zação, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcio- nal ao tempo de serviço. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em dispo- nibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveita- mento em outro cargo. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) Seção – Dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios (Denominação da seção com redação dada pela EC nº 18, de 1998) Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições orga- nizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 18, de 1998) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 20, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 72 § 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 41, de 2003) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 73 Art. 43 § 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no art. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar. (Parágrafo acrescido pela EC nº 101, de 2019) Seção IV – Das Regiões Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo com- plexo geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais. § 1º Lei complementar disporá sobre: I – as condições para integração de regiões em desenvolvimento; II – a composição dos organismos regionais que executarão, na forma da lei, os planos re- gionais, integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social, aprovados juntamente com estes. § 2º Os incentivos regionais compreenderão, além de outros, na forma da lei: I – igualdade de tarifas, fretes, seguros e outros itensde custos e preços de responsabili- dade do poder público; II – juros favorecidos para financiamento de atividades prioritárias; – isenções, reduções ou diferimento temporário de tributos federais devidos por pessoas físicas ou jurídicas; IV – prioridade para o aproveitamento econômico e social dos rios e das massas de água represadas ou represáveis nas regiões de baixa renda, sujeitas a secas periódicas. § 3º Nas áreas a que se refere o § 2º, IV, a União incentivará a recuperação de terras áridas e cooperará com os pequenos e médios proprietários rurais para o estabelecimento, em suas glebas, de fontes de água e de pequena irrigação. § 4º Sempre que possível, a concessão dos incentivos regionais a que se refere o § 2º, , considerará critérios de sustentabilidade ambiental e redução das emissões de carbono. (Parágrafo acrescido pela EC nº 132, de 2023) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 74 Constituição Militares das Forças Armadas Complemento do item 4: art. 142, incluindo seus parágrafos e incisos. Páginas 80 e 81 do PDF original. O art. 42, no bloco anterior, disciplina militares dos estados, do Distrito Federal e dos territórios. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 75 CAPÍTULO II – DAS FORÇAS ARMADAS Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 76 82 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. § 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas. § 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: (Parágrafo acrescido pela EC nº 18, de 1998) I – as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998) II – o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea c , será transferido para a reserva, nos termos da lei; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998, e com redação dada pela EC nº 77, de 2014) – o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipó- tese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea c , ficará agregado ao respectivo quadro e somente po- derá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998, e com redação dada pela EC nº 77, de 2014) IV – ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998) V – o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998) VI – o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998) VII – o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998) V – aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos V , XII, XVII, XV , XIX e XXV, e no art. 37, incisos XI, X , XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no art. 37, inciso XVI, alínea c ; (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998, e com redação dada pela EC nº 77, de 2014) IX – (Revogado pela EC nº 41, de 2003) X – a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra. (Inciso acrescido pela EC nº 18, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 77 Constituição Poder Legislativo e parlamentares Itens 5 e 6: arts. 44 a 58, abrangendo Congresso, atribuições das Casas, regime dos parlamentares, reuniões e comissões. Páginas 38 a 45 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 78 TÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO I – DO PODER LEGISLATIVO Seção I – Do Congresso Nacional Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos. Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal. § 1º O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo Distrito Fe- deral, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo- -se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados. § 2º Cada Território elegerá quatro Deputados. Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal, elei- tos segundo o princípio majoritário. § 1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de oito anos. § 2º A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em qua- tro anos, alternadamente, por um e dois terços. § 3º Cada Senador será eleito com dois suplentes. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 79 40 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros. Seção II – Das Atribuições do Congresso Nacional Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, não exigida esta para o especificado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias de competência da União, especialmente sobre: I – sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas; II – plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de crédito, dí- vida pública e emissões de curso forçado; – fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas; IV – planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento; V – limites do território nacional, espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União; VI – incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados, ou- vidas as respectivas Assembleias Legislativas; VII – transferência temporária da sede do Governo Federal; V – concessão de anistia; IX – organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária e do Ministério Público do Distrito Federal; (Inciso com redação dada pela EC nº 69, de 2012, publicada no DOU de 30/3/2012, produzindo efeitos 120 dias apósa publicação) X – criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas, observado o que estabelece o art. 84, VI, b ; (Inciso com redação dada pela EC nº 32, de 2001) XI – criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública; (Inciso com redação dada pela EC nº 32, de 2001) XII – telecomunicações e radiodifusão; X – matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; XIV – moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal; XV – fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, observado o que dis- põem os arts. 39, § 4º; 150, II; 153, ; e 153, § 2º, I. (Inciso acrescido pela EC nº 19, de 1998, e com redação dada pela EC nº 41, de 2003) Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I – resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional; II – autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar; – autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 80 IV – aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou sus- pender qualquer uma dessas medidas; V – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa; VI – mudar temporariamente sua sede; VII – fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dis- põem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, , e 153, § 2º, I; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 81 Art. 50 V – fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, , e 153, § 2º, I; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) IX – julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os rela- tórios sobre a execução dos planos de governo; X – fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; XI – zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes; XII – apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e tele- visão; X – escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União; XIV – aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares; XV – autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI – autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais; XVII – aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares; XV – decretar o estado de calamidade pública de âmbito nacional previsto nos arts. 167-B, 167-C, 167-D, 167-E, 167-F e 167-G desta Constituição. (Inciso acrescido pela EC nº 109, de 2021) Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Ministro de Estado, quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presi- dência da República ou o Presidente do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços para prestarem, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 132, de 2023) § 1º Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal, à Câmara dos Depu- tados ou a qualquer de suas comissões, por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de relevância de seu Ministério. § 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas. (Parágrafo com redação dada pela ECR nº 2, de 1994) Seção – Da Câmara dos Deputados Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I – autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra o Presi- dente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 82 II – proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa; – elaborar seu regimento interno; IV – dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou ex- tinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamen- tárias; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) V – eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 83 42 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Seção IV – Do Senado Federal Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: I – processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de respon- sabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; (Inciso com redação dada pela EC nº 23, de 1999) II – processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, os membros do Conse- lho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade; (Inciso com redação dada pela EC nº 45, de 2004) – aprovar previamente, por voto secreto, após arguição pública, a escolha de: a) magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição; b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República; c) Governador de Território; d) presidente e diretores do Banco Central; e) Procurador-Geral da República; f) titulares de outros cargos que a lei determinar; IV – aprovar previamente, por voto secreto, após arguição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente; V – autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; VI – fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dí- vida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; VII – dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias e demais enti- dades controladas pelo poder público federal; V – dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno; IX – estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Es- tados, do Distrito Federal e dos Municípios; X – suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por deci- são definitiva do Supremo Tribunal Federal; XI – aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício, do Procurador- -Geral da República antes do término de seu mandato; XII – elaborar seu regimento interno; X – dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamen-tárias; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XIV – eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII; XV – avaliar periodicamente a funcionalidade do Sistema Tributário Nacional, em sua es- trutura e seus componentes, e o desempenho das administrações tributárias da União, dos Estados e do Distrito Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 84 Federal e dos Municípios. (Inciso acrescido pela EC nº 42, de 2003) Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 85 Art. 53 Seção V – Dos Deputados e dos Senadores Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julga- mento perante o Supremo Tribunal Federal. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplo- mação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de par- tido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 5º A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o mandato. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 35, de 2001) § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. (Parágrafo acrescido pela EC nº 35, de 2001) Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum , nas entidades constantes da alínea anterior; II – desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum , nas entidades referidas no inciso I, a ; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 86 c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o in- ciso I, a ; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 87 44 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordiná- rias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada; IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. § 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento in- terno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas. § 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 76, de 2013) § 3º Nos casos previstos nos incisos a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respec- tiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. § 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º. (Parágrafo acrescido pela ECR nº 6, de 1994) Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I – investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Secretário de Es- tado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de capital ou chefe de missão diplomática temporária; II – licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. § 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. § 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. § 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato. Seção VI – Das Reuniões Art. 57. O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro. ( Caput com redação dada pela EC nº 50, de 2006) § 1º As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil sub- sequente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. § 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretri- zes orçamentárias. § 3º Além de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 88 I – inaugurar a sessão legislativa; II – elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas; – receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República; IV – conhecer do veto e sobre ele deliberar. § 4º Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 89 Art. 58 para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediata- mente subsequente. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 50, de 2006) § 5º A Mesa do Congresso Nacional será presididapelo Presidente do Senado Federal, e os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: I – pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente da República; II – pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria ab- soluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. (Inciso com redação dada pela EC nº 50, de 2006) § 7º Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente deliberará sobre a ma- téria para a qual foi convocado, ressalvada a hipótese do § 8º deste artigo, vedado o pagamento de parcela indenizatória, em razão da convocação. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 50, de 2006) § 8º Havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional, serão elas automaticamente incluídas na pauta da convocação. (Parágrafo acrescido pela EC nº 32, de 2001) Seção VII – Das Comissões Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, cons- tituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. § 1º Na constituição das Mesas e de cada comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: I – discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa; II – realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; – convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; IV – receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas; V – solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; VI – apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvi- mento e sobre eles emitir parecer. § 3º As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 90 responsabilidade civil ou criminal dos infratores. § 4º Durante o recesso, haverá uma comissão representativa do Congresso Nacional, eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo, com atribuições definidas no regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 91 46 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 92 Regimento Interno Disposições e órgãos Item 7.1: arts. 1º a 24, com os artigos acrescidos com letras dentro desse intervalo. Páginas 13 a 34 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 93 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS TÍTULO I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES CAPÍTULO I – DA SEDE Art. 1º A Câmara dos Deputados, com sede na Capital Federal, funciona no Palácio do Con- gresso Nacional. Parágrafo único. Havendo motivo relevante, ou de força maior, a Câmara poderá, por delibe- ração da Mesa, ad referendum da maioria absoluta dos Deputados, reunir-se em outro edifício ou em ponto diverso no território nacional. CAPÍTULO II – DAS SESSÕES LEGISLATIVAS Art. 2º A Câmara dos Deputados reunir-se-á durante as sessões legislativas: I – ordinárias, de 2 de fevereiro a 17 de julho e de 1º de agosto a 22 de dezembro; (Inciso com redação adaptada à EC nº 50, de 2006, conforme Ato da Mesa nº 80 de 2006) II – extraordinárias, quando, com este caráter, for convocado o Congresso Nacional. § 1º As reuniões marcadas para as datas a que se refere o inciso I serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. § 2º A primeira e a terceira sessões legislativas ordinárias de cada legislatura serão precedi- das de sessões preparatórias. § 3º A sessão legislativa ordinária não será interrompida em 17 de julho, enquanto não for aprovada a lei de diretrizes orçamentárias pelo Congresso Nacional. (Parágrafo com redação adaptada à EC nº 50, de 2006, conforme Ato da Mesa nº 80 de 2006) § 4º Quando convocado extraordinariamente o Congresso Nacional, a Câmara dos Depu- tados somente deliberará sobre a matéria objeto da convocação. CAPÍTULO – DAS SESSÕES PREPARATÓRIAS Seção I – Da Posse dos Deputados Art. 3º O candidato diplomado Deputado Federal deverá apresentar à Mesa, pessoalmente ou por intermédio do seu Partido, até o dia 31 de janeiro do ano de instalação de cada legislatura, o diploma expedido pela Justiça Eleitoral, juntamente com a comunicação de seu nome parla- mentar, legenda partidária e unidade da Federação de que proceda a representação. § 1º O nome parlamentar compor-se-á, salvo quando, a juízo do Presidente, devam ser evitadas confusões, apenas de dois elementos: um prenome e o nome; dois nomes; ou dois prenomes. § 2º Caberá à Secretaria-Geral da Mesa organizar a relação dos Deputados diplomados, que deverá estar concluída antes da instalação da sessão de posse. § 3º A relação será feita por Estado, Distrito Federal e Territórios, de norte a sul, na ordem geográfica das capitais e, em cada unidade federativa, na sucessão alfabética dos nomes parla- mentares, com as respectivas legendas partidárias. Art. 4º No dia 1º de fevereiro do primeiro ano de cada legislatura, os candidatos diplomados Deputados Federais reunir-se-ão em sessão preparatória, na sede da Câmara dos Deputados. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 94 ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) § 1º Assumirá a direção dos trabalhos o último Presidente, se reeleito Deputado, e, na sua falta, o Deputado mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas. § 2º Aberta a sessão, o Presidente convidará quatro Deputados, de preferência de Partidos diferentes, para servirem de Secretários e proclamará os nomes dos Deputados diplomados, constantes da relação a que se refere o artigo anterior. § 3º Examinadas e decididas pelo Presidente as reclamações atinentes à relação nominal dos Deputados, será tomado o compromisso solene dos empossados. De pé todos os presentes, Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 95 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I o Presidente proferirá a seguinte declaração: “Prometo manter, defender e cumprir a Constitui- ção, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro e sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”. Ato contínuo, feita a chamada, cada Deputado, de pé, a ratificará dizendo: “Assim o prometo”, permanecendo os demais Deputados sentados e em silêncio. § 4º O conteúdo do compromisso e o ritual de sua prestação não poderão ser modificados; o compromissando não poderá apresentar, no ato, declaração oral ou escrita nem ser empos- sado através de procurador. § 5º O Deputado empossado posteriormente prestará o compromisso em sessão e junto à Mesa, exceto durante período de recesso do Congresso Nacional, quando o fará perante o Presidente. § 6º Salvo motivo deDA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 9 Preâmbulo 9 TÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 9 TÍTULO II – DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS 10 CAPÍTULO I – DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS 10 CAPÍTULO II – DOS DIREITOS SOCIAIS 14 CAPÍTULO – DA NACIONALIDADE 16 CAPÍTULO IV – DOS DIREITOS POLÍTICOS II 17 CAPÍTULO V – DOS PARTIDOS POLÍTICOS I 19 TÍTULO – DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 20 CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA 20 CAPÍTULO II – DA UNIÃO 20 CAPÍTULO – DOS ESTADOS FEDERADOS 2 4 CAPÍTULO IV – DOS MUNICÍPIOS 25 CAPÍTULO V – DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 29 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 10 Seção I – Do Distrito Federal 29 Seção II – Dos Territórios 29 CAPÍTULO VI – DA INTERVENÇÃO 30 CAPÍTULO VII – DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 31 Seção I – Disposições Gerais 31 Seção II – Dos Servidores Públicos 3 4 Seção – Dos Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios 38 Seção IV – Das Regiões 39 TÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 39 CAPÍTULO I – DO PODER LEGISLATIVO 39 Seção I – Do Congresso Nacional II 39 Seção II – Das Atribuições do Congresso Nacional 40 Seção – Da Câmara dos Deputados 41 Seção IV – Do Senado Federal 42 Seção V – Dos Deputados e dos Senadores 43 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 11 Seção VI – Das Reuniões 44 Seção VII – Das Comissões 45 Seção V – Do Processo Legislativo 46 Subseção I – Disposição Geral 46 Subseção II – Da Emenda à Constituição 46 Subseção – Das Leis 46 Seção IX – Da Fiscalização Contábil, Financeira e Orçamentária 49 CAPÍTULO II – DO PODER EXECUTIVO 51 Seção I – Do Presidente e do Vice-Presidente da República 51 Seção II – Das Atribuições do Presidente da República 52 Seção – Da Responsabilidade do Presidente da República 54 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 12 Seção IV – Dos Ministros de Estado I 54 Seção V – Do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional 54 Subseção I – Do Conselho da República 54 Subseção II – Do Conselho de Defesa Nacional 55 CAPÍTULO – DO PODER JUDICIÁRIO 55 Seção I – Disposições Gerais 55 Seção II – Do Supremo Tribunal Federal 64 Seção – Do Superior Tribunal de Justiça 68 Seção IV – Dos Tribunais Regionais Federais e dos Juízes Federais 70 Seção V – Do Tribunal Superior do Trabalho, dos Tribunais Regionais do Trabalho e dos Juízes do Trab alho 71 Seção VI – Dos Tribunais e Juízes Eleitorais 73 Seção VII – Dos Tribunais e Juízes Militares 74 Seção V – Dos Tribunais e Juízes dos Estados 75 CAPÍTULO IV – DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA 75 Seção I – Do Ministério Público 75 Seção II – Da Advocacia Pública 79 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 13 Seção – Da Advocacia 79 Seção IV – Da Defensoria Pública II 79 TÍTULO V – DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS 80 CAPÍTULO I – DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO 80 Seção I – Do Estado de Defesa 80 Seção II – Do Estado de Sítio 81 Seção – Disposições Gerais 81 CAPÍTULO II – DAS FORÇAS ARMADAS 81 CAPÍTULO – DA SEGURANÇA PÚBLICA II 83 TÍTULO VI – DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO 84 CAPÍTULO I – DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL 84 Seção I – Dos Princípios Gerais 84 Seção II – Das Limitações do Poder de Tributar 87 Seção – Dos Impostos da União I 88 Seção IV – Dos Impostos dos Estados e do Distrito Federal 89 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 14 Seção V – Dos Impostos dos Municípios 92 Seção V-A – Do Imposto de Competência Compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios I 93 Seção VI – Da Repartição das Receitas Tributárias 98 CAPÍTULO II – DAS FINANÇAS PÚBLICAS 1 01 Seção I – Normas Gerais 101 Seção II – Dos Orçamentos 102 TÍTULO VII – DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA 112 CAPÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA 112 CAPÍTULO II – DA POLÍTICA URBANA 115 CAPÍTULO – DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA 115 CAPÍTULO IV – DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL 116 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 15 TÍTULO V – DA ORDEM SOCIAL 117 CAPÍTULO I – DISPOSIÇÃO GERAL 117 CAPÍTULO II – DA SEGURIDADE SOCIAL 117 Seção I – Disposições Gerais 117 Seção II – Da Saúde 119 Seção – Da Previdência Social 122 Seção IV – Da Assistência Social 124 CAPÍTULO – DA EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO 124 Seção I – Da Educação 124 Seção II – Da Cultura 130 Seção – Do Desporto 132 CAPÍTULO IV – DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 132 CAPÍTULO V – DA COMUNICAÇÃO SOCIAL 133 CAPÍTULO VI – DO MEIO AMBIENTE 135 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 16 CAPÍTULO VII – DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO 136 CAPÍTULO V – DOS ÍNDIOS 137 TÍTULO IX – DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS 138 ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS 144 EMENDAS CONSTITUCIONAIS DE REVISÃO II 195 EMENDAS CONSTITUCIONAIS 196 CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (NOVA YORK, 2007) 260 PROTOCOLO FACULTATIVO À CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (NOVA YORK, 2007) 280 TRATADO DE MARRAQUECHE PARA FACILITAR O ACESSO A OBRAS PUBLICADAS ÀS PESSOAS CEGAS, COM DEFICIÊNCIA VISUAL OU COM OUTRAS DIFICULDADES PARA TER ACESSO AO TEXTO IMPRESSO (MARRAQUECHE, 2013) 284 CONVENÇÃO INTERAMERICANA CONTRA O RACISMO, A DISCRIMINAÇÃO RACIAL E FORMAS CORRELATAS DE INTOLERÂNCIA (ANTÍGUA, 2013) 292 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 17 Constituição Princípios e direitos fundamentais Item 2: preâmbulo e arts. 1º a 17. Páginas 8 a 19 do PDF original. O último recorte termina antes do Título . Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 18 Art. 1º CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (Publicada no DOU de 5/10/1988) PREÂMBULO Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil. TÍTULO I – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Muni- cípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fun- damentos: I – a soberania; II – a cidadania; – a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – o pluralismo político. Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional; – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quais- quer outras formas de discriminação. Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguin- tes princípios: I – independência nacional; II – prevalência dos direitos humanos; – autodeterminação dos povos; IV – não intervenção; V – igualdade entre os Estados; VI – defesa da paz; VII – solução pacífica dos conflitos; V – repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X – concessão de asilo político. Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- -americana de nações. Lívia Dias | Câmara dos Deputadosforça maior ou enfermidade devidamente comprovados, a posse dar-se-á no prazo de trinta dias, prorrogável por igual período a requerimento do interes- sado, contado: I – da primeira sessão preparatória para instalação da primeira sessão legislativa da le- gislatura; II – da diplomação, se eleito Deputado durante a legislatura; – da ocorrência do fato que a ensejar, por convocação do Presidente. § 6º-A. Nas hipóteses excepcionais de que trata o § 6º deste artigo, poderá o Presidente, mediante requerimento da parte interessada, colher o compromisso de posse por meio de videoconferência durante a sessão preparatória ou no mesmo dia de sua realização, nesse caso, acompanhado o ato pela Secretaria-Geral da Mesa, que lavrará o respectivo termo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 37 de 2022) § 6º-B. Nos casos de licença-gestante, o requerimento referido no § 6º-A deste artigo, devi- damente acompanhado da declaração de parto em período inferior a 120 (cento e vinte) dias, assegurará o direito à posse virtual à parlamentar diplomada. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 37 de 2022) § 7º Tendo prestado o compromisso uma vez, fica o Suplente de Deputado dispensado de fazê-lo em convocações subsequentes, bem como o Deputado ao reassumir o lugar, sendo a sua volta ao exercício do mandato comunicada à Casa pelo Presidente. § 8º Não se considera investido no mandato de Deputado Federal quem deixar de prestar o compromisso nos estritos termos regimentais. § 9º O Presidente fará publicar, no Diário da Câmara dos Deputados do dia seguinte, a relação dos Deputados investidos no mandato, organizada de acordo com os critérios fixados no § 3º do art. 3º, a qual, com as modificações posteriores, servirá para o registro do compare- cimento e verificação do quorum necessário à abertura da sessão, bem como para as votações nominais e por escrutínio secreto. (Denominação original Diário do Congresso Nacional alterada para Diário da Câmara dos Deputados para adequação ao Ato dos Presidentes das Mesas das duas Casas do Congresso Nacional, de 2 de outubro de 1995, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) Seção II – Da Eleição da Mesa Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 96 Art. 5º Na segunda sessão preparatória da primeira sessão legislativa de cada legislatura, no dia 1º de fevereiro, sempre que possível sob a direção da Mesa da sessão anterior, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da Mesa e dos Suplentes dos Secretários, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) § 1º Não se considera recondução a eleição para o mesmo cargo em legislaturas diferentes, ainda que sucessivas. § 2º Enquanto não for escolhido o Presidente, não se procederá à apuração para os de- mais cargos. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 97 Art. 6º No terceiro ano de cada legislatura, em data e hora previamente designadas pelo Pre- sidente da Câmara dos Deputados, antes de inaugurada a sessão legislativa e sob a direção da Mesa da sessão anterior, realizar-se-á a eleição do Presidente, dos demais membros da Mesa e dos Suplentes dos Secretários. § 1º (Revogado) § 2º (Revogado) § 3º Enquanto não for eleito o novo Presidente, dirigirá os trabalhos da Câmara dos Depu- tados a Mesa da sessão legislativa anterior. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) Art. 7º A eleição dos membros da Mesa far-se-á em votação por escrutínio secreto e pelo sistema eletrônico, exigido maioria absoluta de votos, em primeiro escrutínio, e maioria simples, em segundo escrutínio, presente a maioria absoluta dos Deputados, observadas as seguintes exigências e formalidades: I – registro, perante a Mesa, individualmente ou por chapa, de candidatos previamente escolhidos pelas bancadas dos Partidos ou Blocos Parlamentares aos cargos que, de acordo com o princípio da representação proporcional, tenham sido distribuídos a esses Partidos ou Blocos Parlamentares; II – chamada dos Deputados para a votação; – realização de segundo escrutínio, com os 2 (dois) mais votados para cada cargo, quando, no primeiro, não se alcançar maioria absoluta; IV – eleição do candidato mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas, em caso de empate; V – proclamação pelo Presidente do resultado final e posse imediata dos eleitos. Parágrafo único. No caso de avaria do sistema eletrônico de votação, far-se-á a eleição por cédulas, observados os incisos II a V do caput deste artigo e as seguintes exigências: I – cédulas impressas ou datilografadas, contendo cada uma somente o nome do votado e o cargo a que concorre, embora seja um só o ato de votação para todos os cargos, ou chapa completa, desde que decorrente de acordo partidário; II – colocação, em cabina indevassável, das cédulas em sobrecartas que resguardem o sigilo do voto; – colocação das sobrecartas em 4 (quatro) urnas, à vista do Plenário, 2 (duas) destinadas à eleição do Presidente e as outras 2 (duas) à eleição dos demais membros da Mesa; IV – acompanhamento dos trabalhos de apuração, na Mesa, por 2 (dois) ou mais Depu- tados indicados à Presidência por Partidos ou Blocos Parlamentares diferentes e por candi- datos avulsos; V – o Secretário designado pelo Presidente retirará as sobrecartas das urnas, em primeiro lugar as destinadas à eleição do Presidente; contá-las-á e, verificada a coincidência do seu nú- mero com o dos votantes, do que será cientificado o Plenário, abri-las-á e separará as cédulas pelos cargos a preencher; VI – leitura pelo Presidente dos nomes dos votados; VII – proclamação dos votos, em voz alta, por um Secretário e sua anotação por 2 (dois) outros, à medida que apurados; V – invalidação da cédula que não atenda ao disposto no inciso I deste parágrafo; IX – redação pelo Secretário e leitura pelo Presidente do resultado de cada eleição, na ordem decrescente dos votados. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 45 de 2006) Art. 8º Na composição da Mesa será assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos Partidos ou Blocos Parlamentares que participem da Câmara, os quais esco- lherão os respectivos candidatos aos cargos que, de acordo com o mesmo princípio, lhes caiba Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 98 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I prover, sem prejuízo de candidaturas avulsas oriundas das mesmas bancadas, observadas as seguintes regras: I – a escolha será feita na forma prevista no estatuto de cada Partido, ou conforme o esta- belecer a própria bancada e, ainda, segundo dispuser o ato de criação do Bloco Parlamentar; II – em caso de omissão, ou se a representação não fizer a indicação, caberá ao respectivo Líder fazê-la; – o resultado da eleição ou a escolha constará de ata ou documento hábil, a ser enviado de imediato ao Presidente da Câmara, para publicação; IV – independentemente do disposto nos incisos anteriores, qualquer Deputado poderá concorrer aos cargos da Mesa que couberem à sua representação, mediante comunicação por escrito ao Presidente da Câmara, sendo-lhe assegurado o tratamento conferido aos demais candidatos. § 1º Salvo composição diversa resultante de acordo entre as bancadas, a distribuição dos cargos da Mesa far-se-á por escolha das Lideranças, da maior para a de menor representação, conforme o número de cargos que corresponda a cada uma delas. § 2º Se até 30 de novembro do segundo ano de mandato verificar-se qualquer vaga na Mesa, será ela preenchida mediante eleição, dentro de cinco sessões, observadas as disposições do artigo precedente. Ocorrida a vacância depois dessa data, a Mesa designará um dos membros titulares para responder pelo cargo. § 3º É assegurada a participação de um membro da Minoria, ainda que pela proporcionali- dade não lhe caiba lugar. § 4º As vagas de cada Partido ou Bloco Parlamentar na composição da Mesa serão definidas com base no número de candidatos eleitos pela respectivaagremiação, na conformidade do resultado final das eleições proclamado pela Justiça Eleitoral, desconsideradas as mudanças de filiação partidária posteriores a esse ato. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34 de 2005, em vigor a partir de 1º/2/2007) § 5º Em caso de mudança de legenda partidária, o membro da Mesa perderá automatica- mente o cargo que ocupa, aplicando-se para o preenchimento da vaga o disposto no § 2º deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34 de 2005, em vigor a partir de 1º/2/2007) CAPÍTULO IV – DOS LÍDERES Art. 9º Os Deputados são agrupados por representações partidárias ou de Blocos Parlamenta- res, cabendo-lhes escolher o Líder quando a representação atender os requisitos estabelecidos no § 3º do art. 17 da Constituição Federal. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 30 de 2018, em vigor em 1º/2/2019, aplicando-se nos termos do art. 6º da Resolução nº 30 de 2018) § 1º Cada Líder poderá indicar Vice-Líderes, na proporção de um por quatro Deputados, ou fração, que constituam sua representação, facultada a designação de um como Primeiro Vice-Líder. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 78 de 1995) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 99 § 2º A escolha do Líder será comunicada à Mesa, no início de cada legislatura, ou após a criação de Bloco Parlamentar, em documento subscrito pela maioria absoluta dos integrantes da representação. § 3º Os Líderes permanecerão no exercício de suas funções até que nova indicação venha a ser feita pela respectiva representação. § 4º O Partido que não atenda o disposto no caput deste artigo não terá Liderança, mas poderá indicar um de seus integrantes para expressar a posição do Partido no momento da votação de proposições, ou para fazer uso da palavra, uma vez por semana, por cinco minutos, durante o período destinado às Comunicações de Lideranças. (Parágrafo com redação dada pela Reso- lução nº 30 de 2018, em vigor em 1º/2/2019, aplicando-se nos termos do art. 6º da Resolução nº 30 de 2018) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 100 § 5º Os Líderes e Vice-Líderes não poderão integrar a Mesa. § 6º O quantitativo mínimo de Vice-Líderes previsto no § 1º será calculado com base no resultado final das eleições para a Câmara dos Deputados proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 1 de 2011) Art. 10. O Líder, além de outras atribuições regimentais, tem as seguintes prerrogativas: I – fazer uso da palavra, nos termos do art. 66, §§ 1º e 3º, combinado com o art. 89; (Inciso adaptado aos termos da Resolução nº 3 de 1991, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) II – inscrever membros da bancada para o horário destinado às Comunicações Parla- mentares; – participar, pessoalmente ou por intermédio dos seus Vice-Líderes, dos trabalhos de qualquer Comissão de que não seja membro, sem direito a voto, mas podendo encaminhar a votação ou requerer verificação desta; IV – encaminhar a votação de qualquer proposição sujeita à deliberação do Plenário, para orientar sua bancada, por tempo não superior a um minuto; V – registrar os candidatos do Partido ou Bloco Parlamentar para concorrer aos cargos da Mesa, e atender ao que dispõe o inciso do art. 8º; VI – indicar à Mesa os membros da bancada para compor as Comissões, e, a qualquer tempo, substituí-los. Art. 11. O Presidente da República poderá indicar Deputados para exercer a Liderança do Governo, composta por Líder e de 20 (vinte) Vice-Líderes, com as prerrogativas constantes dos incisos I, e IV do caput do art. 10 deste Regimento. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 2 de 2023) Art. 11-A. A Liderança da Minoria será composta de Líder e de nove Vice-Líderes, com as prerrogativas constantes dos incisos I, e IV do art. 10. ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 1 de 2011 e com redação dada pela Resolução nº 17 de 2016) § 1º O Líder de que trata este artigo será indicado pela representação considerada Minoria, nos termos do art. 13. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 1 de 2011) § 2º Os nove Vice-Líderes serão indicados pelo Líder da Minoria a que se refere o § 1º, dentre os partidos que, em relação ao Governo, expressem posição contrária à da Maioria. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 1 de 2011 e com redação dada pela Resolução nº 17 de 2016) § 3º Aplica-se o disposto neste artigo sem prejuízo das prerrogativas do Líder e Vice-Líderes do Partido ou do Bloco Parlamentar considerado Minoria conforme o art. 13. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 1 de 2011) CAPÍTULO V – DOS BLOCOS PARLAMENTARES, DA MAIORIA E DA MINORIA Art. 12. As representações de dois ou mais Partidos, por deliberação das respectivas bancadas, poderão constituir Bloco Parlamentar, sob Liderança comum. § 1º O Bloco Parlamentar terá, no que couber, o tratamento dispensado por este Regimento às organizações partidárias com representação na Casa. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 101 § 2º As Lideranças dos Partidos que se coligarem em Bloco Parlamentar perdem suas atri- buições e prerrogativas regimentais. § 3º Não será admitida a formação de Bloco Parlamentar composto de menos de três cen- tésimos dos membros da Câmara. § 4º Se o desligamento de uma bancada implicar a perda do quorum fixado no parágrafo anterior, extingue-se o Bloco Parlamentar. § 5º O Bloco Parlamentar tem existência circunscrita à legislatura, devendo o ato de sua criação e as alterações posteriores ser apresentados à Mesa para registro e publicação. § 6º (Revogado pela Resolução nº 34 de 2005 a partir de 1º/2/2007) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 102 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I § 7º (Revogado em decorrência da revogação do § 6º pela Resolução nº 34 de 2005, em vigor a partir de 1º/2/2007, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) § 8º A agremiação que integrava Bloco Parlamentar dissolvido, ou a que dele se desvincular, não poderá constituir ou integrar outro na mesma sessão legislativa. § 9º A agremiação integrante de Bloco Parlamentar não poderá fazer parte de outro conco- mitantemente. § 10. Para efeito do que dispõe o § 4º do art. 8º e o art. 26 deste Regimento, a formação do Bloco Parlamentar deverá ser comunicada à Mesa até o dia 1º de fevereiro do 1º (primeiro) ano da legislatura, com relação às Comissões e ao 1º (primeiro) biênio de mandato da Mesa, e até o dia 1º de fevereiro do 3º (terceiro) ano da legislatura, com relação ao 2º (segundo) biênio de mandato da Mesa. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 34 de 2005, em vigor a partir de 1º/2/2007) Art. 13. Constitui a Maioria o Partido ou Bloco Parlamentar integrado pela maioria absoluta dos membros da Casa, considerando-se Minoria a representação imediatamente inferior que, em relação ao Governo, expresse posição diversa da Maioria. Parágrafo único. Se nenhuma representação atingir a maioria absoluta, assume as funções regimentais e constitucionais da Maioria o Partido ou Bloco Parlamentar que tiver o maior número de representantes. CAPÍTULO VI (Capítulo acrescido pela Resolução nº 6 de 2023) Art. 13-A. A Bancada Negra, composta de parlamentares negros e negras, é constituída de 1 (uma) Coordenação-Geral e 3 (três) Vices-Coordenadorias. § 1º As Vices-Coordenadorias terão a designação de Primeira, Segunda e Terceira e, nessa ordem, substituirão a Coordenação-Geral em casos de impedimentos ou ausência do titular. § 2º A eleição da Coordenação-Geral e das respectivas Vices-Coordenadorias ocorrerá no dia 20 de novembro de cada sessão legislativa e far-se-á em votação por escrutínio secreto, exigida a maioria absoluta de votos, em primeiro escrutínio, e maioria simples, em segundo escrutínio, presente a maioria absoluta de parlamentares negros e negras, observado que, se houver chapa única, a eleição poderá ser realizada por aclamação dos membros presentes. § 3º Para fins do disposto neste artigo, será considerada a autodeclaração racial lançada no formuláriodo registro de candidatura da eleição geral que precede o início da legislatura. (Artigo acrescido pela Resolução nº 6 de 2023) Art. 13-B. Compete à Bancada Negra, além de zelar pela participação de seus deputados e deputadas nos órgãos e nas atividades da Câmara dos Deputados: I – participar, com os Líderes, das reuniões convocadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, com direito a voz e voto; II – usar da palavra, pessoalmente ou por delegação, durante o período destinado às Comu- nicações de Liderança, por 5 (cinco) minutos, semanalmente, para dar expressão à posição de parlamentares Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 103 negros e negras da Casa quanto à votação de proposições e conhecimento das ações de interesse da bancada. (Artigo acrescido pela Resolução nº 6 de 2023) TÍTULO II – DOS ÓRGÃOS DA CÂMARA CAPÍTULO I – DA MESA Seção I – Disposições Gerais Art. 14. À Mesa, na qualidade de Comissão Diretora, incumbe a direção dos trabalhos legislati- vos e dos serviços administrativos da Câmara. § 1º A Mesa compõe-se de Presidência e de Secretaria, constituindo-se, a primeira, do Pre- sidente e de dois Vice-Presidentes e, a segunda, de quatro Secretários. § 2º A Mesa contará, ainda, com quatro Suplentes de Secretário para o efeito do § 1º do art. 19. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 104 § 3º A Mesa reunir-se-á, ordinariamente, uma vez por quinzena, em dia e hora prefixados, e, extraordinariamente, sempre que convocada pelo Presidente ou por quatro de seus membros efetivos. § 4º Perderá o lugar o membro da Mesa que deixar de comparecer a cinco reuniões ordiná- rias consecutivas, sem causa justificada. § 5º Os membros efetivos da Mesa não poderão fazer parte de Liderança nem de Comissão Permanente, Especial ou de Inquérito. § 6º A Mesa, em ato que deverá ser publicado dentro de trinta sessões após a sua constitui- ção, fixará a competência de cada um dos seus membros, prevalecendo a da sessão legislativa anterior enquanto não modificada. Art. 15. À Mesa compete, dentre outras atribuições estabelecidas em lei, neste Regimento ou por resolução da Câmara, ou delas implicitamente resultantes: I – dirigir todos os serviços da Casa durante as sessões legislativas e nos seus interregnos e tomar as providências necessárias à regularidade dos trabalhos legislativos, ressalvada a competência da Comissão Representativa do Congresso Nacional; II – constituir, excluído o seu Presidente, alternadamente com a Mesa do Senado, a Mesa do Congresso Nacional, nos termos do § 5º do art. 57 da Constituição Federal; – promulgar, juntamente com a Mesa do Senado Federal, emendas à Constituição; IV – propor ação de inconstitucionalidade, por iniciativa própria ou a requerimento de Deputado ou Comissão; V – dar parecer sobre a elaboração do Regimento Interno da Câmara e suas modificações; VI – conferir aos seus membros atribuições ou encargos referentes aos serviços legislativos e administrativos da Casa; VII – fixar diretrizes para a divulgação das atividades da Câmara; V – adotar medidas adequadas para promover e valorizar o Poder Legislativo e resguardar o seu conceito perante a Nação; IX – adotar as providências cabíveis, por solicitação do interessado, para a defesa judicial e extrajudicial de Deputado contra a ameaça ou a prática de ato atentatório do livre exercício e das prerrogativas constitucionais do mandato parlamentar; X – fixar, no início da primeira e da terceira sessões legislativas da legislatura, ouvido o Co- légio de Líderes, o número de Deputados por Partido ou Bloco Parlamentar em cada Comissão Permanente; XI – elaborar, ouvido o Colégio de Líderes e os Presidentes de Comissões Permanentes, pro- jeto de Regulamento Interno das Comissões, que, aprovado pelo Plenário, será parte integrante deste Regimento; XII – promover ou adotar, em virtude de decisão judicial, as providências necessárias, de sua alçada ou que se insiram na competência legislativa da Câmara dos Deputados, relativas aos arts. 102, I, q , e 103, § 2º, da Constituição Federal; X – apreciar e encaminhar pedidos escritos de informação a Ministros de Estado, nos termos do art. 50, § 2º, da Constituição Federal; XIV – declarar a perda do mandato de Deputado, nos casos previstos nos incisos , IV e V do art. 55 da Constituição Federal, observado o disposto no § 3º do mesmo artigo; XV – aplicar a penalidade de censura escrita a Deputado; (Inciso com redação adaptada aos termos Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 105 da Resolução nº 25 de 2001, que instituiu o Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) XVI – decidir conclusivamente, em grau de recurso, as matérias referentes ao ordenamento jurídico de pessoal e aos serviços administrativos da Câmara; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 106 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I XVII – propor, privativamente, à Câmara projeto de resolução dispondo sobre sua organiza- ção, funcionamento, polícia, regime jurídico do pessoal, criação, transformação ou extinção de cargos, empregos e funções e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias; XV – prover os cargos, empregos e funções dos serviços administrativos da Câmara, bem como conceder licença, aposentadoria e vantagens devidas aos servidores, ou colocá-los em disponibilidade; XIX – requisitar servidores da administração pública direta, indireta ou fundacional para quaisquer de seus serviços; XX – aprovar a proposta orçamentária da Câmara e encaminhá-la ao Poder Executivo; XXI – encaminhar ao Poder Executivo as solicitações de créditos adicionais necessários ao funcionamento da Câmara e dos seus serviços; XXII – estabelecer os limites de competência para as autorizações de despesa; XX – autorizar a assinatura de convênios e de contratos de prestação de serviços; XXIV – aprovar o orçamento analítico da Câmara; XXV – autorizar licitações, homologar seus resultados e aprovar o calendário de compras; XXVI – exercer fiscalização financeira sobre as entidades subvencionadas, total ou parcial- mente, pela Câmara, nos limites das verbas que lhes forem destinadas; XXVII – encaminhar ao Tribunal de Contas da União a prestação de contas da Câmara em cada exercício financeiro; XXV – requisitar reforço policial, nos termos do parágrafo único do art. 270; XXIX – apresentar à Câmara, na sessão de encerramento do ano legislativo, resenha dos trabalhos realizados, precedida de sucinto relatório sobre o seu desempenho; XXX – propor a suspensão cautelar do exercício do mandato parlamentar, pelo prazo pre- visto no inciso do caput do art. 10 do Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, de Deputado Federal que seja submetido a representação por quebra de decoro parlamentar de autoria da Mesa. (Inciso acrescido pela Resolução nº 11 de 2024) § 1º Em caso de matéria inadiável, poderá o Presidente, ou quem o estiver substituindo, de- cidir, ad referendum da Mesa, sobre assunto de competência desta, exceto no caso do inciso XXX do caput deste artigo. (Parágrafo único transformado em § 1º e com redação dada pela Resolução nº 11 de 2024) § 2º A Mesa dispõe do prazo decadencial de 5 (cinco) dias úteis, contado do conhecimento do fato que ensejou a representação, para oferecer a proposta de suspensão cautelar do exer- cício do mandato, nos termos do inciso XXX do caput deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 11 de 2024) § 3º A proposta de suspensão cautelar prevista no inciso XXX do caput deste artigo será ime- diatamente comunicada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que a decidirá em votação ostensiva, no prazo de 3 (três) dias úteis, com prioridade sobre todas as demais deliberações. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 11 de 2024) § 4º Da decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar caberá recurso ao Plenário, que o apreciará na sessão imediatamente subsequente em votaçãoostensiva, exigido o voto da maioria Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 107 absoluta para que seja aprovada ou mantida a suspensão do exercício do mandato, conforme o caso. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 11 de 2024) § 5º Podem apresentar o recurso previsto no § 4º deste artigo: I – o Deputado representado, em caso de a decisão ser pela suspensão do exercício do mandato; II – a Mesa, em caso de a decisão ser pela não suspensão do exercício do mandato. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 11 de 2024) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 108 § 6º Se não houver decisão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no prazo do § 3º, a proposta de suspensão cautelar prevista no inciso XXX do caput deste artigo será enviada pela Mesa ao Plenário, que a deliberará na sessão imediatamente subsequente, com prioridade sobre todas as demais deliberações, exigido o voto da maioria absoluta para que seja aprovada a suspensão do exercício do mandato. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 11 de 2024) Seção II – Da Presidência Art. 16. O Presidente é o representante da Câmara quando ela se pronuncia coletivamente e o supervisor dos seus trabalhos e da sua ordem, nos termos deste Regimento. Parágrafo único. O cargo de Presidente é privativo de brasileiro nato. Art. 17. São atribuições do Presidente, além das que estão expressas neste Regimento, ou decorram da natureza de suas funções e prerrogativas: I – quanto às sessões da Câmara: a) presidi-las; b) manter a ordem; c) conceder a palavra aos Deputados; d) advertir o orador ou o aparteante quanto ao tempo de que dispõe, não permitindo que ultrapasse o tempo regimental; e) convidar o orador a declarar, quando for o caso, se irá falar a favor da proposição ou contra ela; f) interromper o orador que se desviar da questão ou falar do vencido, advertindo-o, e, em caso de insistência, retirar-lhe a palavra; (Alínea com redação adaptada aos termos da Resolução nº 25 de 2001, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) g) autorizar o Deputado a falar da bancada; h) determinar o não apanhamento de discurso, ou aparte, pela taquigrafia; i) convidar o Deputado a retirar-se do recinto do Plenário, quando perturbar a ordem; j) suspender ou levantar a sessão quando necessário; l) autorizar a publicação de informações ou documentos em inteiro teor, em resumo ou apenas mediante referência na ata; m) nomear Comissão Especial, ouvido o Colégio de Líderes; n) decidir as questões de ordem e as reclamações; o) anunciar a Ordem do Dia e o número de Deputados presentes em Plenário; p) anunciar o projeto de lei apreciado conclusivamente pelas Comissões e a fluência do prazo para interposição do recurso a que se refere o inciso I do § 2º do art. 58 da Constituição Federal; q) submeter a discussão e votação a matéria a isso destinada, bem como estabelecer o ponto da questão que será objeto da votação; r) anunciar o resultado da votação e declarar a prejudicialidade; s) organizar, ouvido o Colégio de Líderes, a agenda com a previsão das proposições a serem apreciadas no mês subsequente, para distribuição aos Deputados; t) designar a Ordem do Dia das sessões, na conformidade da agenda mensal, ressalvadas as alterações permitidas por este Regimento; u) convocar as sessões da Câmara; v) desempatar as votações, quando ostensivas, e votar em escrutínio secreto, contando-se a sua presença, em qualquer caso, para efeito de quorum ; x) aplicar censura verbal a Deputado; II – quanto às proposições: a) proceder à distribuição de matéria às Comissões Permanentes ou Especiais; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 109 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I b) deferir a retirada de proposição da Ordem do Dia; c) despachar requerimentos; d) determinar o seu arquivamento, nos termos regimentais; (Alínea com redação dada pela Reso- lução nº 1 de 2023) e) devolver ao Autor a proposição que incorra no disposto no § 1º do art. 137; – quanto às Comissões: a) designar seus membros titulares e suplentes mediante comunicação dos Líderes, ou independentemente desta, se expirado o prazo fixado, consoante o art. 28, caput e § 1º; b) declarar a perda de lugar, por motivo de falta; c) assegurar os meios e condições necessários ao seu pleno funcionamento; d) convidar o Relator, ou outro membro da Comissão, para esclarecimento de parecer; e) convocar as Comissões Permanentes para a eleição dos respectivos Presidentes e Vice- -Presidentes, nos termos do art. 39 e seus parágrafos; f) julgar recurso contra decisão de Presidente de Comissão em questão de ordem; IV – quanto à Mesa: a) presidir suas reuniões; b) tomar parte nas discussões e deliberações, com direito a voto; c) distribuir a matéria que dependa de parecer; d) executar as suas decisões, quando tal incumbência não seja atribuída a outro membro; V – quanto às publicações e à divulgação: a) determinar a publicação, no Diário da Câmara dos Deputados , de matéria referente à Câmara; b) não permitir a publicação de pronunciamento ou expressões atentatórias do decoro parlamentar; c) tomar conhecimento das matérias pertinentes à Câmara a serem divulgadas pelo pro- grama Voz do Brasil ; d) divulgar as decisões do Plenário, das reuniões da Mesa, do Colégio de Líderes, das Co- missões e dos Presidentes das Comissões, encaminhando cópia ao órgão de informação da Câmara; VI – quanto à sua competência geral, dentre outras: a) substituir, nos termos do art. 80 da Constituição Federal, o Presidente da República; b) integrar o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; c) decidir, juntamente com o Presidente do Senado Federal, sobre a convocação extraordi- nária do Congresso Nacional, em caso de urgência ou interesse público relevante; d) dar posse aos Deputados, na conformidade do art. 4º; e) conceder licença a Deputado, exceto na hipótese do inciso I do art. 235; f) declarar a vacância do mandato nos casos de falecimento ou renúncia de Deputado; g) zelar pelo prestígio e decoro da Câmara, bem como pela dignidade e respeito às prerro- gativas constitucionais de seus membros, em todo o território nacional; h) dirigir, com suprema autoridade, a polícia da Câmara; i) convocar e reunir, periodicamente, sob sua presidência, os Líderes e os Presidentes das Comissões Permanentes para avaliação dos trabalhos da Casa, exame das matérias em trâmite e adoção das providências julgadas necessárias ao bom andamento das atividades legislativas e administrativas; j) encaminhar aos órgãos ou entidades referidos no art. 37 as conclusões de Comissão Parlamentar de Inquérito; l) autorizar, por si ou mediante delegação, a realização de conferências, exposições, pa- lestras ou seminários no edifício da Câmara, e fixar-lhes data, local e horário, ressalvada a competência das Comissões; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 110 m) promulgar as resoluções da Câmara e assinar os atos da Mesa; n) assinar a correspondência destinada ao Presidente da República; ao Vice-Presidente da República; ao Presidente do Senado Federal; ao Presidente do Supremo Tribunal Federal; aos Presidentes dos Tribunais Superiores, entre estes incluído o Tribunal de Contas da União; ao Procurador-Geral da República; aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; aos Chefes de Governo estrangeiros e seus representantes no Brasil; às Assembleias estrangeiras; às autoridades judiciárias, neste caso em resposta a pedidos de informação sobre assuntos pertinentes à Câmara, no curso de feitos judiciais; o) deliberar, ad referendum da Mesa, nos termos do parágrafo único do art. 15; p) cumprir e fazer cumprir o Regimento. § 1º O Presidente não poderá, senão na qualidade de membro da Mesa, oferecer proposição, nem votar, em Plenário, exceto no caso de escrutínio secreto ou para desempatar o resultado de votação ostensiva. § 2º Para tomar parte em qualquer discussão, o Presidente transmitirá a presidência ao seu substituto, e não a reassumirá enquanto se debater a matéria que se propôsdiscutir. § 3º O Presidente poderá, em qualquer momento, da sua cadeira, fazer ao Plenário comuni- cação de interesse da Câmara ou do País. § 4º O Presidente poderá delegar aos Vice-Presidentes competência que lhe seja própria. Art. 18. Aos Vice-Presidentes, segundo sua numeração ordinal, incumbe substituir o Presi- dente em suas ausências ou impedimentos. § 1º Sempre que tiver de se ausentar da Capital Federal por mais de quarenta e oito horas, o Presidente passará o exercício da presidência ao Primeiro-Vice-Presidente ou, na ausência deste, ao Segundo-Vice-Presidente. § 2º À hora do início dos trabalhos da sessão, não se achando o Presidente no recinto, será ele substituído, sucessivamente e na série ordinal, pelos Vice-Presidentes, Secretários e Su- plentes, ou, finalmente, pelo Deputado mais idoso, dentre os de maior número de legislaturas, procedendo-se da mesma forma quando tiver necessidade de deixar a sua cadeira. Seção – Da Secretaria Art. 19. Os Secretários terão as designações de Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto, cabendo ao primeiro superintender os serviços administrativos da Câmara e, além das atribuições que decorrem desta competência: I – receber convites, representações, petições e memoriais dirigidos à Câmara; II – receber e fazer a correspondência oficial da Casa, exceto a das Comissões; – decidir, em primeira instância, recursos contra atos do Diretor-Geral da Câmara; IV – interpretar e fazer observar o ordenamento jurídico de pessoal e dos serviços adminis- trativos da Câmara; V – dar posse ao Diretor-Geral da Câmara e ao Secretário-Geral da Mesa. § 1º Em sessão, os Secretários e os seus Suplentes substituir-se-ão conforme sua numera- ção ordinal, e assim substituirão o Presidente, na falta dos Vice-Presidentes; na ausência dos Suplentes, o Presidente convidará quaisquer Deputados para substituírem os Secretários. § 2º Os Suplentes terão as designações de Primeiro, Segundo, Terceiro e Quarto, de acordo com a ordem decrescente da votação obtida. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 111 § 3º Os Secretários só poderão usar da palavra, ao integrarem a Mesa durante a sessão, para chamada dos Deputados, contagem dos votos ou leitura de documentos ordenada pelo Presidente. Art. 19-A. São as seguintes as atribuições dos Suplentes de Secretário, além de outras decor- rentes da natureza de suas funções: I – tomar parte nas reuniões da Mesa e substituir os Secretários, em suas faltas; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 112 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I II – substituir temporariamente os Secretários, quando licenciados nos termos previstos no art. 235; – funcionar como Relatores e Relatores substitutos nos assuntos que envolvam matérias não reservadas especificamente a outros membros da Mesa; IV – propor à Mesa medidas destinadas à preservação e à promoção da imagem da Câmara dos Deputados e do Poder Legislativo; V – representar a Mesa, quando a esta for conveniente, nas suas relações externas à Casa; VI – representar a Câmara dos Deputados, quando se verificar a impossibilidade de os Se- cretários o fazerem, em solenidades e eventos que ofereçam subsídios para aprimoramento do processo legislativo, mediante designação da Presidência; VII – integrar, sempre que possível, a juízo do Presidente, as Comissões Externas, criadas na forma do art. 38, e as Comissões Especiais, nomeadas na forma do art. 17, inciso I, alínea m ; V – integrar grupos de trabalho designados pela Presidência para desempenhar ativida- des de aperfeiçoamento do processo legislativo e administrativo. Parágrafo único. Os Suplentes sempre substituirão os Secretários e substituir-se-ão de acordo com sua numeração ordinal. (Artigo acrescido pela Resolução nº 28 de 2002) CAPÍTULO II – DO COLÉGIO DE LÍDERES Art. 20. Os Líderes da Maioria, da Minoria, dos Partidos, dos Blocos Parlamentares e do Go- verno constituem o Colégio de Líderes. § 1º Os Líderes de Partidos que participem de Bloco Parlamentar e o Líder do Governo terão direito a voz, no Colégio de Líderes, mas não a voto. § 2º Sempre que possível, as deliberações do Colégio de Líderes serão tomadas mediante consenso entre seus integrantes; quando isto não for possível, prevalecerá o critério da maioria absoluta, ponderados os votos dos Líderes em função da expressão numérica de cada bancada. CAPÍTULO II-A – DA SECRETARIA DA MULHER (Capítulo acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e com redação dada pela Resolução nº 31 de 2013) Art. 20-A. A Secretaria da Mulher, composta pela Procuradoria da Mulher e pela Coordenadoria dos Direitos da Mulher, sem relação de subordinação entre elas, é um órgão político e institu- cional que atua em benefício da população feminina brasileira, buscando tornar a Câmara dos Deputados um centro de debate das questões relacionadas à igualdade de gênero e à defesa dos direitos das mulheres no Brasil e no mundo. ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e com redação dada pela Resolução nº 31 de 2013) § 1º (Parágrafo único acrescido pela Resolução nº 10 de 2009, revogado pela Resolução nº 31 de 2013 e transfor- mado em § 1º pela Resolução nº 27 de 2018) § 2º A Secretaria da Mulher contará, também, com o Comitê de Defesa da Mulher contra Assédio Moral ou Sexual, que não terá relação de subordinação com as demais estruturas do órgão. (Parágrafo Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 113 acrescido pela Resolução nº 27 de 2018) § 3º O Comitê de Defesa da Mulher contra Assédio Moral ou Sexual será constituído por três Deputadas, indicadas para mandato de dois anos, permitida a recondução por uma única vez e por igual período, e por duas servidoras efetivas. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 27 de 2018) § 4º No início da primeira e da terceira sessão legislativa de cada legislatura, os nomes das Deputadas que concorrerão às vagas serão submetidos a votação pelas Deputadas da Casa, assegurada a pluralidade partidária ou de blocos, se houver, e a participação da Minoria na composição do Comitê. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 27 de 2018) § 5º O cumprimento das atividades pertinentes à função de integrante do Comitê será con- siderado na computação da jornada das servidoras, sem necessidade de compensação no setor onde estiverem lotadas. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 27 de 2018) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 114 § 6º As Deputadas integrantes do Comitê não poderão acumular o exercício de outro cargo no âmbito da Secretaria. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 27 de 2018) § 7º Compete ao Comitê receber denúncias de Parlamentares, de servidoras efetivas, de comissionadas, de terceirizadas, de estagiárias e de visitantes da Câmara dos Deputados contra assédio moral ou sexual, observadas as seguintes regras: I – recebida a denúncia, se as queixas forem fundamentadas, o Comitê produzirá relatório que será encaminhado à Mesa Diretora, no caso de denúncia contra Parlamentar, ou, nos de- mais casos, ao Diretor-Geral, para o devido procedimento; II – o Comitê juntará ao relatório referido no inciso I deste parágrafo os documentos recebi- dos a partir da denúncia; – se não houver fundados motivos para encaminhamento do disposto no inciso I deste parágrafo, o relatório será arquivado; IV – o Comitê preservará a identidade das partes ou de quem prestar depoimento; V – caso o denunciante seja homem, o Comitê também poderá receber denúncias de assé- dio, observando os mesmos encaminhamentos dispostos nesta Resolução, podendo, ainda, a pedido, designar ad hoc integrante do sexo masculino para compor transitoriamente o Comitê a fim de analisar o caso. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 27 de 2018) § 8º A Secretaria da Mulher contará ainda com o Observatório Nacional da Mulher na Política, que não terá relação de subordinação com as demais estruturas do órgão. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 35 de 2022) § 9º A Coordenadoria-Geral do Observatório Nacional da Mulher na Política será exercida por uma deputadafederal, eleita pelas deputadas federais, juntamente com os demais cargos da Secretaria, e haverá 3 (três) coordenadoras adjuntas, também eleitas. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 35 de 2022) § 10. O Observatório Nacional da Mulher na Política terá por finalidade produzir, agregar e disseminar conhecimento acerca da atuação política de mulheres no Brasil e sobre o processo de construção e fortalecimento do seu protagonismo político, em consonância com o previsto no inciso V do caput do art. 20-D deste Regimento. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 35 de 2022) § 11. Compete ao Observatório Nacional da Mulher na Política: I – elaborar, realizar, apresentar, divulgar e disseminar pesquisas, estudos e índices analíti- cos relacionados a: a) participação da mulher nos espaços de poder; b) aplicação das leis nas campanhas eleitorais e na vida partidária; c) boas práticas nas campanhas eleitorais e na ocupação dos cargos legislativos e executivos; d) produção e atuação legislativa das mulheres; II – articular ações com vistas a efetivar e a ampliar a participação política das mulheres; – monitorar a violência política contra a mulher e a participação política das mulheres em todas as esferas de representação política; IV – realizar parcerias com instituições de ensino e pesquisa, pesquisadoras ou pesquisado- res, organizações governamentais e não governamentais, nacionais e internacionais. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 35 de 2022) Art. 20-B. A Procuradoria da Mulher será constituída de 1 (uma) Procuradora e de 3 (três) Procuradoras Adjuntas, eleitas pelas deputadas da Casa, na primeira quinzena da primeira e da terceira sessões Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 115 legislativas da legislatura, com mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e com redação dada pela Resolução nº 31 de 2013) I – (Inciso acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e revogado pela Resolução nº 31 de 2013) II – (Inciso acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e revogado pela Resolução nº 31 de 2013) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 116 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I – (Inciso acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e revogado pela Resolução nº 31 de 2013) IV – (Inciso acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e revogado pela Resolução nº 31 de 2013) § 1º Não se considera recondução a eleição para o mesmo cargo em legislaturas diferentes, ainda que sucessivas. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) § 2º As Procuradoras Adjuntas, que deverão pertencer a partidos distintos, terão a desig- nação de Primeira, Segunda e Terceira e, nessa ordem, substituirão a Procuradora em seus impedimentos, colaborarão no cumprimento das atribuições da Procuradoria, podendo, ainda, receber delegações da Procuradora. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) § 3º A eleição da Procuradora e das Procuradoras Adjuntas far-se-á em votação por escrutí- nio secreto, exigindo-se maioria absoluta de votos em primeiro escrutínio, e, maioria simples, em segundo escrutínio, presente a maioria absoluta das deputadas da Casa. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) § 4º Se vagar o cargo de Procuradora ou de Procuradora Adjunta, proceder-se-á à nova eleição para escolha da sucessora, salvo se faltarem menos de 3 (três) meses para o término do mandato, caso em que será provido na forma indicada no § 2º deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) Art. 20-C. A Coordenadoria dos Direitos da Mulher será constituída de 1 (uma) Coordenadora- -Geral dos Direitos da Mulher e 3 (três) Coordenadoras Adjuntas, eleitas pelas deputadas da Casa, na primeira quinzena da primeira e da terceira sessões legislativas da legislatura, com mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 10 de 2009 e com redação dada pela Resolução nº 31 de 2013) § 1º Não se considera recondução a eleição para o mesmo cargo em legislaturas diferentes, ainda que sucessivas. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) § 2º As Coordenadoras Adjuntas, que deverão pertencer a partidos distintos, terão a de- signação de Primeira, Segunda e Terceira e, nessa ordem, substituirão a Coordenadora-Geral dos Direitos da Mulher, em seus impedimentos, colaborarão no cumprimento das atribuições da Coordenadoria, podendo, ainda, receber delegações da Coordenadora-Geral dos Direitos da Mulher. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) § 3º A eleição da Coordenadora-Geral dos Direitos da Mulher e das Coordenadoras Ad- juntas far-se-á em votação por escrutínio secreto, exigindo-se maioria absoluta de votos em primeiro escrutínio; e, maioria simples, em segundo escrutínio, presente a maioria absoluta das deputadas da Casa. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) § 4º Se vagar o cargo de Coordenadora-Geral dos Direitos da Mulher ou de Coordenadora Adjunta, proceder-se-á à nova eleição para escolha da sucessora, salvo se faltarem menos de 3 (três) meses para o término do mandato, caso em que será provido na forma indicada no § 2º deste artigo. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) Art. 20-D. Compete à Procuradoria da Mulher, além de zelar pela participação das deputadas nos órgãos e nas atividades da Câmara dos Deputados: Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 117 I – propor medidas destinadas à preservação e à promoção da imagem e da atuação da mulher na Câmara dos Deputados e no Poder Legislativo; II – receber, examinar denúncias de violência e discriminação contra a mulher e encaminhá- -las aos órgãos competentes; – fiscalizar e acompanhar a execução de programas do governo federal que visem à promoção da igualdade de gênero, assim como à implementação de campanhas educativas e antidiscriminatórias de âmbito nacional; IV – cooperar com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, voltados à implementação de políticas para a mulher; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 118 V – promover pesquisas e estudos sobre direitos da mulher, violência e discriminação con- tra a mulher, e sobre o défice da sua representação na política, inclusive para fins de divulgação pública e fornecimento de subsídio às Comissões da Câmara dos Deputados; VI – receber convites e responder a correspondências destinadas à Procuradoria da Mulher; VII – atender autoridades, no âmbito da sua competência, especialmente parlamentares mulheres e suas delegações nacionais e internacionais, em suas visitas à Câmara dos Depu- tados e também encaminhar suas demandas aos órgãos competentes; V – participar, juntamente com a Coordenadoria dos Direitos da Mulher, de solenidades e eventos internos na Casa que envolvam políticas para a valorização da mulher; IX – representar a Câmara dos Deputados em solenidades e eventos nacionais ou inter- nacionais especificamente destinados às políticas para a valorização da mulher, mediante designação da Presidência da Câmara. (Artigo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) Art. 20-E. Compete à Coordenadoria dos Direitos da Mulher: I – participar, com os Líderes, das reuniões convocadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, com direito a voz e voto; II – usar da palavra, pessoalmente ou por delegação, durante o período destinado às Comunicações de Liderança, por 5 (cinco) minutos, para dar expressão à posição das depu- tadas da Casa quanto à votação de proposições e conhecimento das ações de interesse da Coordenadoria; – receber convites e responder a correspondências destinadas à Coordenadoria; IV – convocar periodicamente reunião das deputadas da Casa para debater assuntos perti- nentes à Coordenadoria; V – elaborar as prioridades de trabalho e o calendário de reuniões a ser aprovado pela maioria das deputadas da Casa; VI – organizar e coordenar o programa de atividades das deputadas da Casa; VII – constituir e organizar os grupos de trabalho temáticos; V – examinar estudos, pareceres, teses e trabalhosque sirvam de subsídios para suas atividades; IX – atender autoridades, no âmbito da sua competência, especialmente parlamentares mu- lheres e suas delegações nacionais e internacionais, em suas visitas à Câmara dos Deputados e também encaminhar suas demandas; X – promover a divulgação das atividades das deputadas da Casa no âmbito do Parlamento e perante a sociedade; XI – participar, juntamente com a Procuradoria da Mulher, de solenidades e eventos inter- nos na Casa que envolvam políticas para a valorização da mulher; XII – representar a Câmara dos Deputados em solenidades e eventos nacionais ou inter- nacionais especificamente destinados às políticas para a valorização da mulher, mediante designação da Presidência da Câmara dos Deputados. (Artigo acrescido pela Resolução nº 31 de 2013) CAPÍTULO II-B – DA SECRETARIA DA PRIMEIRA INFÂNCIA, INFÂNCIA, ADOLESCÊNCIA E JUVENTUDE (Capítulo acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 119 Art. 20-F. A Secretaria da Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude terá a sua atuação direcionada à promoção de eventos, à realização de debates acerca das questões relacionadas aos interesses da população infanto-juvenil do Brasil, à garantia dos seus direitos na condição de pessoas em desenvolvimento e à observância dos seus deveres de cidadania, considerada a determinação da prioridade absoluta prevista no art. 227 da Constituição Fe- deral. (Artigo acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 120 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I Art. 20-G. A Secretaria da Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude será consti- tuída de 1 (um) Secretário, escolhido pela Mesa, na primeira quinzena da primeira e da terceira sessões legislativas, e de 3 (três) Secretários-Adjuntos, indicados pelo Secretário da Primeira In- fância, Infância, Adolescência e Juventude, com mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondu- ção para o mesmo cargo para o período subsequente. § 1º Os Secretários-Adjuntos deverão pertencer a partidos distintos e terão a designação de Primeiro, Segundo e Terceiro e, nessa ordem, substituirão o Secretário em seus impedimentos e colaborarão no cumprimento das atribuições da Secretaria, e poderão, ainda, receber dele- gações do Secretário. § 2º Se vagar o cargo de Secretário da Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude até 30 de novembro do último ano do biênio, proceder-se-á à nova escolha pela Mesa Diretora. (Artigo acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) Art. 20-H. Compete à Secretaria da Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude: ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) I – fiscalizar, apoiar e acompanhar a execução de projetos, programas e serviços do go- verno federal e da sociedade civil organizada que visem à promoção, à proteção e à garantia do direito ao desenvolvimento integral das crianças, adolescentes e jovens com absoluta prioridade, considerado o efetivo atendimento de seus interesses para garantia do exercício da cidadania desde o início da vida; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) II – cooperar com entidades e organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, direcionados à implementação de políticas no interesse das crianças, adolescentes e jovens; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) – promover estudos e pesquisas sobre formas de escuta das crianças e adolescentes, bem como sobre direitos e obrigações dos jovens e sobre o déficit da sua representação na esfera política, inclusive para fins de fomento à participação cidadã, de divulgação pública e de fornecimento de subsídio às Comissões da Câmara dos Deputados; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) IV – atender autoridades, no âmbito da sua competência, em suas visitas à Câmara dos Deputados, e encaminhar as demandas das crianças, adolescentes e jovens aos órgãos compe- tentes; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) V – participar, com os Líderes, das reuniões convocadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, com direito a voz e voto para representatividade das crianças, adolescentes e jo- vens; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) VI – fazer uso da palavra, semanalmente, pessoalmente ou por delegação, durante o período destinado às Comunicações de Lideranças, por 5 (cinco) minutos, para comunicar demandas e contribuições das crianças, adolescentes e jovens brasileiros; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 121 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) VII – constituir e organizar os grupos de trabalho temáticos sobre temas relacionados aos direitos e deveres das crianças, adolescentes e jovens, considerada sua condição de sujeitos de direitos e de cidadãos desde a primeira infância; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) V – examinar estudos, pareceres, teses e trabalhos que sirvam de subsídios para as suas atividades; (Inciso acrescido pela Resolução nº 20 de 2016 e com redação dada pela Resolução nº 36 de 2022) IX – realizar seminários com especialistas brasileiros e estrangeiros sobre o tema do desen- volvimento infantil e sobre as políticas públicas intersetoriais direcionadas à primeira infância e fomentar a realização de capacitação continuada pelas instâncias formativas da Câmara dos Deputados; (Inciso acrescido pela Resolução nº 36 de 2022) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 122 X – conceder, em conjunto com a Presidência e o Segundo-Secretário da Câmara dos Depu- tados, o Prêmio Medalha Amigo da Primeira Infância. (Inciso acrescido pela Resolução nº 36 de 2022) CAPÍTULO – DA PROCURADORIA PARLAMENTAR Art. 21. A Procuradoria Parlamentar terá por finalidade promover, em colaboração com a Mesa, a defesa da Câmara, de seus órgãos e membros quando atingidos em sua honra ou imagem perante a sociedade, em razão do exercício do mandato ou das suas funções institucionais. § 1º A Procuradoria Parlamentar será constituída por onze membros designados pelos Pre- sidente da Câmara, a cada dois anos, no início da sessão legislativa, com observância, tanto quanto possível, do princípio da proporcionalidade partidária. § 2º A Procuradoria Parlamentar providenciará ampla publicidade reparadora, além da divulgação a que estiver sujeito, por força de lei ou de decisão judicial, o órgão de comunica- ção ou de imprensa que veicular a matéria ofensiva à Casa ou a seus membros. § 3º A Procuradoria Parlamentar promoverá, por intermédio do Ministério Público, da Advocacia-Geral da União ou de mandatários advocatícios, as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para obter ampla reparação, inclusive aquela a que se refere o inciso X do art. 5º da Constituição Federal. CAPÍTULO -A – DA OUVIDORIA PARLAMENTAR (Capítulo acrescido pela Resolução nº 19 de 2001) Art. 21-A. Compete à Ouvidoria Parlamentar: I – receber, examinar e encaminhar aos órgãos competentes as reclamações ou representa- ções de pessoas físicas ou jurídicas sobre: a) violação ou qualquer forma de discriminação atentatória dos direitos e liberdades fun- damentais; b) ilegalidades ou abuso de poder; c) mau funcionamento dos serviços legislativos e administrativos da Casa; d) assuntos recebidos pelo sistema 0800 de atendimento à população; II – propor medidas para sanar as violações, as ilegalidades e os abusos constatados; – propor e supervisionar a implementação de medidas necessárias à melhoria dos ser- viços prestados aocidadão pela Câmara dos Deputados, a fim de garantir a efetividade e o aperfeiçoamento tempestivo desses serviços; (Inciso acrescido pela Resolução nº 19 de 2001 e com redação dada pela Resolução nº 5 de 2019) IV – propor, quando cabível, a abertura de sindicância ou inquérito destinado a apurar irregularidades de que tenha conhecimento; V – encaminhar ao Tribunal de Contas da União, à Polícia Federal, ao Ministério Público, ou a outro órgão competente as denúncias recebidas que necessitem maiores esclarecimentos; VI – responder aos cidadãos e às entidades quanto às providências tomadas pela Câmara sobre os procedimentos legislativos e administrativos de seu interesse; VII – realizar audiências públicas com segmentos da sociedade civil. (Artigo acrescido pela Reso- lução nº 19 de 2001) Art. 21-B. A Ouvidoria Parlamentar é composta de um Ouvidor-Geral e dois Ouvidores Substi- tutos designados dentre os membros da Casa pelo Presidente da Câmara, a cada dois anos, no início da Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 123 sessão legislativa, vedada a recondução no período subsequente. (Artigo acrescido pela Resolução nº 19 de 2001) Art. 21-C. O Ouvidor-Geral, no exercício de suas funções, poderá: I – solicitar informações ou cópia de documentos a qualquer órgão ou servidor da Câmara dos Deputados; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 124 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I II – ter vista no recinto da Casa de proposições legislativas, atos e contratos administrativos e quaisquer outros que se façam necessários; – requerer ou promover diligências e investigações, quando cabíveis. Parágrafo único. A demora injustificada na resposta às solicitações feitas ou na adoção das providências requeridas pelo Ouvidor-Geral poderá ensejar a responsabilização da autoridade ou do servidor. (Artigo acrescido pela Resolução nº 19 de 2001) Art. 21-D. Toda iniciativa provocada ou implementada pela Ouvidoria Parlamentar terá ampla divulgação pelo órgão de comunicação ou de imprensa da Casa. (Artigo acrescido pela Resolução nº 19 de 2001) CAPÍTULO -B – DO CONSELHO DE ÉTICA E DECORO PARLAMENTAR (Capítulo acrescido pela Resolução nº 2 de 2011) Art. 21-E. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, composto de 21 (vinte e um) membros titulares e igual número de suplentes, é o órgão da Câmara dos Deputados competente para examinar as condutas puníveis e propor as penalidades aplicáveis aos Deputados submetidos ao processo disciplinar previsto no Código de Ética e Decoro Parlamentar, que integra este Regimento. § 1º Os membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados serão designados para um mandato de 2 (dois) anos, na forma dos arts. 26 e 28 deste Regi- mento Interno, os quais elegerão, dentre os titulares, 1 (um) Presidente e 2 (dois) Vice-Presi- dentes, observados os procedimentos estabelecidos no art. 7º deste Regimento, no que couber. § 2º As disposições constantes do parágrafo único do art. 23, do § 2º do art. 40 e do art. 232 deste Regimento Interno não se aplicam aos membros do Conselho de Ética e Decoro Parla- mentar. (Artigo acrescido pela Resolução nº 2 de 2011) CAPÍTULO -C – DA CORREGEDORIA PARLAMENTAR (Capítulo acrescido pela Resolução nº 25 de 2013) Art. 21-F. Compete à Corregedoria Parlamentar, observado o disposto nos arts. 267, 268, 269 e 271: I – promover a manutenção do decoro, da ordem e da disciplina no âmbito da Câmara dos Deputados; II – dar cumprimento às determinações da Mesa referentes à segurança interna e externa da Câmara dos Deputados; – promover sindicância ou inquérito para apuração de notícias de ilícitos, no âmbito da Câmara dos Deputados, que envolvam Deputados. Parágrafo único. Nas hipóteses de perda de mandato previstas nos incisos IV e V do art. 55 da Constituição Federal, a análise, no âmbito da Câmara dos Deputados, restringir-se-á aos aspectos formais da decisão judicial. (Artigo acrescido pela Resolução nº 25 de 2013) Art. 21-G. A Corregedoria Parlamentar é composta por 1 (um) Corregedor e 3 (três) Corregedo- res Substitutos. ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 25 de 2013) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 125 Parágrafo único. Os membros da Corregedoria Parlamentar serão designados para man- datos de 2 (dois) anos pelo Presidente da Câmara dos Deputados, vedada a recondução no período subsequente, na mesma legislatura. (Parágrafo único acrescido pela Resolução nº 25 de 2013 e com redação dada pela Resolução nº 54 de 2014) CAPÍTULO -D – DA SECRETARIA DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS (Capítulo acrescido pela Resolução nº 3 de 2015) Art. 21-H. Compete à Secretaria de Relações Internacionais: I – estabelecer as diretrizes da diplomacia parlamentar da Câmara dos Deputados; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 126 II – promover a cooperação com parlamentos de Estados estrangeiros; – apoiar as delegações, comitivas e representações da Câmara dos Deputados em missão oficial. (Artigo acrescido pela Resolução nº 3 de 2015) Art. 21-I. O Secretário de Relações Internacionais será escolhido pelo Presidente da Câmara dos Deputados entre os deputados no exercício do mandato, podendo ser substituído a qual- quer tempo. (Artigo acrescido pela Resolução nº 3 de 2015) CAPÍTULO -E – DA SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL (Capítulo acrescido pela Resolução nº 4 de 2015) Art. 21-J. Compete à Secretaria de Comunicação Social, no âmbito das competências das unidades administrativas vinculadas: ( Caput do artigo acrescido pela Resolução nº 4 de 2015 e com redação dada pela Resolução nº 6 de 2019) I – zelar pela divulgação dos trabalhos parlamentares; (Inciso acrescido pela Resolução nº 4 de 2015) II – estabelecer as diretrizes de divulgação institucional; (Inciso acrescido pela Resolução nº 4 de 2015 e com redação dada pela Resolução nº 6 de 2019) – (Inciso acrescido pela Resolução nº 4 de 2015 e revogado pela Resolução nº 6 de 2019) IV – implementar ações que facilitem o alcance dos veículos de comunicação da Câmara dos Deputados no território nacional; (Inciso acrescido pela Resolução nº 4 de 2015) V – supervisionar as atividades das unidades administrativas vinculadas. (Inciso acrescido pela Resolução nº 4 de 2015 e com redação dada pela Resolução nº 6 de 2019) VI – (Inciso acrescido pela Resolução nº 4 de 2015 e revogado pela Resolução nº 6 de 2019) Art. 21-K. O Secretário de Comunicação Social será escolhido pelo Presidente da Câmara dos Deputados dentre os Deputados no exercício do mandato, poderá ser substituído a qualquer tempo e terá como atribuição a supervisão dos veículos vinculados à Secretaria de Comunica- ção Social. (Artigo acrescido pela Resolução nº 4 de 2015 e com redação dada pela Resolução nº 6 de 2019) CAPÍTULO -F – DA SECRETARIA DE PARTICIPAÇÃO, INTERAÇÃO E MÍDIAS DIGITAIS (Capítulo acrescido pela Resolução nº 6 de 2019) Art. 21-L. Compete à Secretaria de Participação, Interação e Mídias Digitais, no âmbito das competências das unidades administrativas vinculadas: I – zelar pela divulgação dos trabalhos legislativos; II – estabelecer as diretrizes gerais de divulgação de caráter institucional e legislativa por intermédio de mídias digitais institucionais; – supervisionar as atividades das unidades administrativas vinculadas; IV – ampliar a interação com a sociedade por intermédio de mídias digitais. (Artigo acrescido pela Resolução nº 6 de 2019) Art. 21-M. O Secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais será escolhido pelo Pre- sidente da Câmara dos Deputados dentre os Deputados no exercício do mandato, poderá ser substituído a qualquer tempo e terá como atribuição a supervisão das unidades administra- tivas vinculadas à Secretaria de Participação, Interação e Mídias Digitais. (Artigo acrescido pela Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 127 Resolução nº 6 de 2019) CAPÍTULO -G – DA SECRETARIA DA TRANSPARÊNCIA (Capítulo acrescido pela Resolução nº 5 de 2019) Art. 21-N. Compete à Secretaria da Transparência: I – supervisionaro cumprimento da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação), no âmbito da Câmara dos Deputados; II – promover e fomentar a cultura da transparência no âmbito da Câmara dos Deputados, dos demais Poderes da União e da sociedade civil; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 128 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I – avaliar a aplicação e propor medidas de aprimoramento da legislação alusiva à transpa- rência, ao acesso à informação e ao controle social da administração pública; IV – realizar estudos e pesquisas sobre a utilização da tecnologia da informação no desen- volvimento da transparência, do acesso à informação e do controle social da administração pública. (Artigo acrescido pela Resolução nº 5 de 2019) Art. 21-O. O Secretário de Transparência será escolhido pelo Presidente da Câmara dos Depu- tados dentre os Deputados no exercício do mandato e poderá ser substituído a qualquer tempo. (Artigo acrescido pela Resolução nº 5 de 2019) CAPÍTULO -H – DA SECRETARIA DO EMPREENDEDORISMO LEGISLATIVO (Capítulo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) Art. 21-P. Compete à Secretaria do Empreendedorismo Legislativo: I – realizar estudos e pesquisas com vistas a identificar e a propor o aprimoramento na legislação relativa ao empreendedorismo nos setores público e privado; II – promover e fomentar a cultura do conhecimento, da criatividade e da construção estru- turada do futuro no Poder Legislativo; – fiscalizar, apoiar e acompanhar a execução de projetos, de programas e de serviços do governo federal e da sociedade civil organizada que visem à promoção do empreendedorismo; IV – cooperar com entidades e organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, direcionados à implementação de ações alusivas ao empreendedorismo; V – participar de eventos sobre empreendedorismo no Poder Legislativo e promovê-los. (Artigo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) Art. 21-Q. O Secretário de Empreendedorismo Legislativo será escolhido pelo Presidente da Câmara dos Deputados entre os Deputados no exercício do mandato e poderá ser substituído a qualquer tempo. (Artigo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) CAPÍTULO -I – DA SECRETARIA DA INOVAÇÃO LEGISLATIVA (Capítulo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) Art. 21-R. Compete à Secretaria da Inovação Legislativa: I – realizar estudos e pesquisas com vistas a identificar e a propor o aprimoramento na legislação relativa à inovação nos setores público e privado; II – formular e propor ações de inovação legislativa na Câmara dos Deputados; – cooperar com entidades e organismos nacionais e internacionais, públicos e privados, direcionados à implementação de políticas alusivas à inovação; IV – identificar e disseminar boas práticas de inovação no Poder Legislativo, nos âmbitos federal, estadual, distrital e municipal; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 129 V – conceder, em conjunto com o Presidente e o Segundo-Secretário da Câmara dos Depu- tados, o prêmio Medalha Amigo da Inovação no Legislativo, na forma disciplinada em Ato da Mesa Diretora. (Artigo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) Art. 21-S. O Secretário de Inovação Legislativa será escolhido pelo Presidente da Câmara dos Deputados entre os Deputados no exercício do mandato e poderá ser substituído a qualquer tempo. (Artigo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) CAPÍTULO -J – DA SECRETARIA DE DEFESA DAS PRERROGATIVAS PARLAMENTARES (Capítulo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) Art. 21-T. Compete à Secretaria de Defesa das Prerrogativas Parlamentares: I – promover ações educativas e de conscientização sobre a importância para a democracia do respeito às prerrogativas e imunidades parlamentares; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 130 II – elaborar pareceres e recomendações sobre questões relacionadas às prerrogativas e imunidades dos Deputados Federais; – articular com outros órgãos e entidades, públicos ou privados, para a defesa das prerro- gativas parlamentares, promovendo a cooperação e o intercâmbio de informações; IV – realizar estudos e pesquisas sobre os riscos de violações de prerrogativas e imunidades para o livre exercício do mandato popular e a independência do Poder Legislativo. Parágrafo único. A Secretaria de Defesa das Prerrogativas Parlamentares contará com a assessoria da Advocacia da Câmara dos Deputados e exercerá suas atribuições sem prejuízo das competências da Mesa Diretora, da Procuradoria Parlamentar e da Procuradoria da Mulher. (Artigo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) Art. 21-U. O Secretário de Defesa das Prerrogativas Parlamentares será escolhido pelo Pre- sidente da Câmara dos Deputados entre os Deputados no exercício do mandato e poderá ser substituído a qualquer tempo. (Artigo acrescido pela Resolução nº 16 de 2025) CAPÍTULO IV – DAS COMISSÕES Seção I – Disposições Gerais Art. 22. As Comissões da Câmara são: I – Permanentes, as de caráter técnico-legislativo ou especializado integrantes da estrutura institucional da Casa, copartícipes e agentes do processo legiferante, que têm por finalidade apreciar os assuntos ou proposições submetidos ao seu exame e sobre eles deliberar, assim como exercer o acompanhamento dos planos e programas governamentais e a fiscalização orçamentária da União, no âmbito dos respectivos campos temáticos e áreas de atuação; II – Temporárias, as criadas para apreciar determinado assunto, que se extinguem ao tér- mino da legislatura, ou antes dele, quando alcançado o fim a que se destinam ou expirado seu prazo de duração. Art. 23. Na constituição das Comissões assegurar-se-á, tanto quanto possível, a representação proporcional dos Partidos e dos Blocos Parlamentares que participem da Casa, incluindo-se sempre um membro da Minoria, ainda que pela proporcionalidade não lhe caiba lugar. Parágrafo único. O Deputado que se desvincular de sua bancada perde automaticamente o direito à vaga que ocupava em razão dela, ainda que exerça cargo de natureza eletiva. (Parágrafo único acrescido pela Resolução nº 34 de 2005, em vigor a partir de 1º/2/2007) Art. 24. Às Comissões Permanentes, em razão da matéria de sua competência, e às demais Comissões, no que lhes for aplicável, cabe: I – discutir e votar as proposições sujeitas à deliberação do Plenário que lhes forem dis- tribuídas; II – discutir e votar projetos de lei, dispensada a competência do Plenário, salvo o disposto no § 2º do art. 132 e excetuados os projetos: a) de lei complementar; b) de código; c) de iniciativa popular; d) de Comissão; e) relativos a matéria que não possa ser objeto de delegação, consoante o § 1º do art. 68 da Constituição Federal; f) oriundos do Senado, ou por ele emendados, que tenham sido aprovados pelo Plenário de qualquer das Casas; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 131 g) que tenham recebido pareceres divergentes; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 132 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I h) em regime de urgência; – realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil; IV – convocar Ministro de Estado para prestar, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado, ou conceder-lhe audiência para expor assunto de relevância de seu ministério; V – encaminhar, através da Mesa, pedidos escritos de informação a Ministro de Estado; VI – receber petições, reclamações ou representações de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas, na forma do art. 253; VII – solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; V – acompanhar e apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer, em articulação com a Comissão Mista Perma- nente de que trata o art. 166, § 1º, da Constituição Federal; IX – exercer o acompanhamento e a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, opera- cional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídase mantidas pelo Poder Público federal, em articulação com a Comissão Mista Permanente de que trata o art. 166, § 1º, da Constituição Federal; X – determinar a realização, com o auxílio do Tribunal de Contas da União, de diligências, perícias, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal; XI – exercer a fiscalização e o controle dos atos do Poder Executivo, incluídos os da admi- nistração indireta; XII – propor a sustação dos atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder re- gulamentar ou dos limites de delegação legislativa, elaborando o respectivo decreto legislativo; X – estudar qualquer assunto compreendido no respectivo campo temático ou área de ati- vidade, podendo promover, em seu âmbito, conferências, exposições, palestras ou seminários; XIV – solicitar audiência ou colaboração de órgãos ou entidades da administração pública direta, indireta ou fundacional, e da sociedade civil, para elucidação de matéria sujeita a seu pronunciamento, não implicando a diligência dilação dos prazos. § 1º Aplicam-se à tramitação dos projetos de lei submetidos à deliberação conclusiva das Comissões, no que couber, as disposições previstas para as matérias submetidas à apreciação do Plenário da Câmara. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 58 de 1994) § 2º As atribuições contidas nos incisos V e XII do caput não excluem a iniciativa concorrente de Deputado. Seção II – Das Comissões Permanentes Subseção I – Da Composição e Instalação Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 133 Regimento Interno Sessões da Câmara Item 7.2: arts. 65 a 94. Páginas 58 a 66 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 134 TÍTULO – DAS SESSÕES DA CÂMARA CAPÍTULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 65. As sessões da Câmara dos Deputados serão: ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) I – preparatórias, as que precedem a inauguração dos trabalhos do Congresso Nacional na primeira e na terceira sessões legislativas de cada legislatura; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) II – deliberativas: a) ordinárias, as de qualquer sessão legislativa, realizadas apenas uma vez por dia, de terça a quinta-feira, iniciando-se às quatorze horas; b) extraordinárias, as realizadas em dias ou horas diversos dos prefixados para as ordiná- rias; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) – não deliberativas: (Inciso com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) a) de debates, as realizadas de forma idêntica às ordinárias, porém com duração de cinco horas e sem Ordem do Dia, apenas uma vez às segundas e sextas-feiras, iniciando-se às qua- torze horas nas segundas-feiras e às nove horas nas sextas-feiras, podendo os Líderes delegar a membros de suas bancadas o tempo relativo às Comunicações de Lideranças; (Alínea com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) b) solenes, as realizadas para grandes comemorações ou homenagens especiais, por prazo não excedente a quatro horas. (Alínea com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) IV – (Revogado pela Resolução nº 19 de 2012) Art. 66. As sessões ordinárias constarão de: ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) I – Pequeno Expediente, com duração de sessenta minutos improrrogáveis, destinado à matéria do expediente e aos oradores inscritos que tenham comunicação a fazer; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991) II – Grande Expediente, a iniciar-se às dez ou às quinze horas, conforme o caso, com du- ração improrrogável de cinquenta minutos, distribuída entre os oradores inscritos; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 1 de 1995) – Ordem do Dia, a iniciar-se às dezesseis horas; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) IV – Comunicações Parlamentares, desde que haja tempo, destinadas a representantes de Partidos e Blocos Parlamentares, alternadamente, indicados pelos Líderes. (Inciso com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 135 § 1º Em qualquer tempo da sessão, os Líderes, pessoalmente, ou mediante delegação es- crita a Vice-Líder, poderão fazer comunicações destinadas ao debate em torno de assuntos de relevância nacional. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 45 de 2013) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 136 § 2º O Presidente da Câmara dos Deputados poderá determinar, a fim de adequá-la às ne- cessidades da Casa, que a Ordem do Dia absorva o tempo destinado aos oradores do Grande Expediente. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 3 de 1991) § 3º O Presidente da Câmara dos Deputados poderá não designar Ordem do Dia para ses- sões ordinárias, que se converterão em sessões de debates. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 3 de 1991 e com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) § 4º O Presidente da Câmara, de ofício, por proposta do Colégio de Líderes ou mediante deliberação do Plenário sobre requerimento de pelo menos um décimo dos Deputados, poderá convocar períodos de sessões extraordinárias exclusivamente destinadas à discussão e votação das matérias constantes do ato de convocação. (Primitivo § 2º renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) § 5º Durante os períodos de sessões a que se refere o parágrafo anterior, não serão realiza- das sessões ordinárias nem funcionarão as Comissões Permanentes. (Primitivo § 3º renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) Art. 67. A sessão extraordinária será destinada exclusivamente à discussão e votação das maté- rias constantes da Ordem do Dia. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) § 1º A sessão extraordinária será convocada pelo Presidente, de ofício, pelo Colégio de Líderes ou por deliberação do Plenário, a requerimento de qualquer Deputado. § 2º O Presidente prefixará o dia, a hora e a Ordem do Dia da sessão extraordinária, que serão comunicados à Câmara em sessão ou pelo Diário da Câmara dos Deputados , e, quando mediar tempo inferior a vinte e quatro horas para convocação, também por via telegráfica ou telefônica, aos Deputados. Art. 68. A Câmara poderá realizar sessão solene para comemorações especiais ou recepção de altas personalidades, a juízo do Presidente ou por deliberação do Plenário, mediante requerimento de um décimo dos Deputados ou Líderes que representem este número, aten- dendo-se que: I – em sessão solene, poderão ser admitidos convidados à Mesa e no Plenário; II – a sessão solene, que independe de número, será convocada em sessão ou através do Diário da Câmara dos Deputados e nela só usarão da palavra os oradores previamente designa- dos pelo Presidente; – será admitida a realização de até duas sessões solenes, por deliberação do Plenário, a cada mês; (Inciso acrescido pela Resolução nº 8 de 1996) IV – para ser submetido ao Plenário, o requerimento para homenagem deverá constar no avulso da Ordem do Dia como matéria sobre a mesa; (Inciso acrescido pela Resolução nº 8 de 1996) V – terá preferência para deliberação do Plenário o requerimento que for apresentado à Mesa em primeiro lugar. (Inciso acrescido pela Resolução nº 8 de 1996) § 1º As demais homenagens serão prestadas durante prorrogação das sessões de debates convocadas para as segundas e sextas-feiras e por prazo não superior a trinta minutos. Tratando-se de congressista da legislatura, Chefe de um dos Poderes da República ou Chefe de Estado estrangeiro com o qual o Brasil mantenha relações diplomáticas, as homenagens poderão ser prestadas no Grande Expediente. (Parágrafo único transformado em § 1º pela Resolução nº 8 de 1996 e com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 137 § 2º Nas homenagens prestadas durante o Grande Expediente observar-se-á o previsto para as sessões solenes, e nas prestadas| Material 1 19 10 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL TÍTULO II – DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I – DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; V – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, inde- pendentemente de censura ou licença; X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegu- rado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consenti- mento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; X – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; XV – é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII – é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XV – a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autori- zação, sendo Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 20 vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX – as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; XXI – as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; XXII – é garantido o direito de propriedade; XX – a propriedade atenderá a sua função social; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 21 Art. 5º XXIV – a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; XXV – no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de proprie- dade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; XXVI – a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela fa- mília, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; XXVII – aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXV – são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e asso- ciativas; XXIX – a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua uti- lização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; XXX – é garantido o direito de herança; XXXI – a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus ; XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; XXX – todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse par- ticular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de res- ponsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclareci- mento de situações de interesse pessoal; XXXV – a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; XXXVII – não haverá juízo ou tribunal de exceção; XXXV – é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida; XXXIX – não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; XL – a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 22 12 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL XL – a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá- -los, se omitirem; XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou mili- tares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático; XLV – nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; XLVI – a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens;nas prorrogações das sessões atender-se-á, ainda, ao seguinte: I – só poderão ocorrer, no máximo, duas homenagens a cada mês; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 138 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I II – falará, por cinco minutos, além do autor, um Deputado de cada Partido ou Bloco, indi- cado pelo respectivo Líder; – esgotado o prazo previsto neste parágrafo, a sessão será levantada, facultado aos inscritos o direito à publicação e divulgação de seus pronunciamentos. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 8 de 1996) Art. 69. As sessões serão públicas, mas excepcionalmente poderão ser secretas, quando assim deliberado pelo Plenário. Art. 70. O Presidente poderá suspender a sessão por uma única vez, pelo prazo máximo de uma hora, findo o qual considerar-se-á encerrada. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) Art. 71. A sessão da Câmara só poderá ser levantada, antes do prazo previsto para o término dos seus trabalhos, no caso de: I – tumulto grave; II – falecimento de congressista da legislatura, de Chefe de um dos Poderes da República ou quando for decretado luto oficial; – presença nos debates de menos de um décimo do número total de Deputados. Art. 72. (Revogado pela Resolução nº 21 de 2021) Art. 73. Para a manutenção da ordem, respeito e austeridade das sessões, serão observadas as seguintes regras: I – só Deputados e Senadores podem ter assento no Plenário, ressalvado o disposto no art. 77, §§ 2º e 3º; II – não será permitida conversação que perturbe a leitura de documento, chamada para votação, comunicações da Mesa, discursos e debates; – o Presidente falará sentado, e os demais Deputados, de pé, a não ser que fisicamente impossibilitados; IV – o orador usará da tribuna à hora do Grande Expediente, nas Comunicações de Lideran- ças e nas Comunicações Parlamentares, ou durante as discussões, podendo, porém, falar dos microfones de apartes sempre que, no interesse da ordem, o Presidente a isto não se opuser; V – ao falar da bancada, o orador em nenhuma hipótese poderá fazê-lo de costas para a Mesa; VI – a nenhum Deputado será permitido falar sem pedir a palavra e sem que o Presidente a conceda, e somente após essa concessão a taquigrafia iniciará o apanhamento do discurso; VII – se o Deputado pretender falar ou permanecer na tribuna antirregimentalmente, o Presidente adverti-lo-á; se, apesar dessa advertência, o Deputado insistir em falar, o Presidente dará o seu discurso por terminado; V – sempre que o Presidente der por findo o discurso, os taquígrafos deixarão de registrá-lo; IX – se o Deputado perturbar a ordem ou o andamento regimental da sessão, o Presidente poderá censurá-lo oralmente ou, conforme a gravidade, promover a aplicação das sanções previstas neste Regimento; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 139 X – o Deputado, ao falar, dirigirá a palavra ao Presidente, ou aos Deputados de modo geral; XI – referindo-se, em discurso, a colega, o Deputado deverá fazer preceder o seu nome do tratamento de Senhor ou de Deputado; quando a ele se dirigir, o Deputado dar-lhe-á o trata- mento de Excelência; XII – nenhum Deputado poderá referir-se de forma descortês ou injuriosa a membros do Poder Legislativo ou às autoridades constituídas deste e dos demais Poderes da República, às instituições nacionais, ou a Chefe de Estado estrangeiro com o qual o Brasil mantenha relações diplomáticas; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 140 X – não se poderá interromper o orador, salvo concessão especial deste para levantar questão de ordem ou para aparteá-lo, e no caso de comunicação relevante que o Presidente tiver de fazer; XIV – a qualquer pessoa é vedado fumar no recinto do Plenário. Art. 74. O Deputado só poderá falar, nos expressos termos deste Regimento: I – para apresentar proposição; II – para fazer comunicação ou versar assuntos diversos, à hora do Expediente ou das Co- municações Parlamentares; – sobre proposição em discussão; IV – para questão de ordem; V – para reclamação; VI – para encaminhar a votação; VII – a juízo do Presidente, para contestar acusação pessoal à própria conduta, feita durante a discussão, ou para contradizer o que lhe for indevidamente atribuído como opinião pessoal. Art. 75. Ao ser-lhe concedida a palavra, o Deputado que, inscrito, não puder falar, entregará à Mesa discurso escrito para ser publicado, dispensando-se a leitura, observadas as seguintes normas: I – se a inscrição houver sido para o Pequeno Expediente, serão admitidos, na conformidade deste artigo, discursos que não resultem em transcrição de qualquer matéria e desde que não ultrapasse, cada um, três laudas datilografadas em espaço dois; (Inciso com redação adaptada aos termos da Resolução nº 25 de 2001, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) II – a publicação será feita pela ordem de entrega e, quando desatender às condições fixa- das no inciso anterior, o discurso será devolvido ao autor. Art. 76. Nenhum discurso poderá ser interrompido ou transferido para outra sessão, salvo se findo o tempo a ele destinado, ou da parte da sessão em que deve ser proferido, e nas hipóteses dos arts. 70, 71, 73, X , 79, § 3º, 82, § 2º, e 91. Art. 77. No recinto do Plenário, durante as sessões, só serão admitidos os Deputados e Se- nadores, os ex-parlamentares, os funcionários da Câmara em serviço local e os jornalistas credenciados. § 1º Será também admitido o acesso a parlamentar estrangeiro, desde que no respectivo Parlamento se adote igual medida. § 2º Nas sessões solenes, quando permitido o ingresso de autoridades no Plenário, os con- vites serão feitos de maneira a assegurar, tanto aos convidados como aos Deputados, lugares determinados. § 3º Haverá lugares na tribuna de honra reservados para convidados, membros do Corpo Diplomático e jornalistas credenciados. § 4º Ao público será franqueado o acesso às galerias circundantes para assistir às sessões, mantendo-se a incomunicabilidade da assistência com o recinto do Plenário. Art. 78. A transmissão por rádio ou televisão, bem como a gravação das sessões da Câmara, depende de prévia autorização do Presidente e obedecerá às normas fixadas pela Mesa. CAPÍTULO II – DAS SESSÕES PÚBLICAS Seção I – Do Pequeno Expediente Art. 79. À hora do início da sessão, os membros da Mesa e os Deputados ocuparão os seus lugares. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 141 § 1º A Bíblia Sagrada deverá ficar, durante todo o tempo da sessão, sobre a mesa, à disposi- ção de quem dela quiser fazer uso. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 142 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I § 2º Achando-se presente na Casa pelo menos a décima parte do número total de Depu- tados, desprezada a fração, o Presidente declarará aberta a sessão, proferindo as seguintes palavras: “Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos”. § 3º Não se verificando o quorum de presença, o Presidente aguardará, durante meia hora, que ele se complete, sendo o retardamento deduzido do tempo destinado ao expediente. Se persistir a falta de número, o Presidente declarará que não pode haver sessão, determinando a atribuição de falta aos ausentes para os efeitos legais. Art. 80. Abertos os trabalhos, o Segundo-Secretário fará a leitura da ata da sessão anterior, que o Presidente considerará aprovada, independentemente de votação. § 1º O Deputado que pretender retificar a ata enviará à Mesa declaração escrita. Essa decla- ração será inserta em ata, e o Presidente dará, se julgar conveniente, as necessárias explicações pelas quais a tenha considerado procedente, ou não, cabendo recurso ao Plenário. § 2º Proceder-se-á de imediato à leitura da matéria do expediente, abrangendo: I – as comunicações enviadas à Mesa pelos Deputados; II – a correspondência em geral, as petições e outros documentos recebidos pelo Presidente ou pela Mesa, de interesse do Plenário. Art. 81. O tempo que se seguir à leitura da matéria do expediente será destinadoaos Depu- tados inscritos para breves comunicações, podendo cada um falar por cinco minutos, não sendo permitidos apartes. § 1º Sempre que um Deputado tiver comunicação a fazer à Mesa, ou ao Plenário, deverá fazê-la oralmente, ou redigi-la para publicação no Diário da Câmara dos Deputados . A comuni- cação por escrito não pode ser feita com a juntada ou transcrição de documentos. § 2º A inscrição dos oradores será feita na Mesa, em caráter pessoal e intransferível, em livro próprio, das oito às treze horas e trinta minutos, diariamente, assegurada a preferência aos que não hajam falado nas cinco sessões anteriores. § 3º O Deputado que, chamado a ocupar o microfone, não se apresentar, perderá a prerro- gativa a que se refere o parágrafo anterior. § 4º As inscrições que não puderem ser atendidas em virtude do levantamento ou não realização da sessão transferir-se-ão para a sessão ordinária seguinte. Seção II – Da Ordem do Dia (Seção com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991) Art. 82. Às onze ou às dezesseis horas, conforme o caso, passar-se-á a tratar da matéria des- tinada à Ordem do Dia, sendo previamente verificado o número de Deputados presentes no recinto do Plenário, através do sistema eletrônico, para o mesmo efeito do que prescreve o § 5º deste artigo. (Primitivo art. 85 renumerado pela Resolução nº 3 de 1991, e caput com redação dada pela Resolução nº 1 de 1995) § 1º O Presidente dará conhecimento da existência de projetos de lei: I – constantes da pauta e aprovados conclusivamente pelas Comissões Permanentes ou Especiais, para efeito de eventual apresentação do recurso previsto no § 2º do art. 132; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 143 II – sujeitos à deliberação do Plenário, para o caso de oferecimento de emendas, na forma do art. 120. § 2º Havendo matéria a ser votada e número legal para deliberar, proceder-se-á imediata- mente à votação, interrompendo-se o orador que estiver na tribuna. (Primitivo § 3º renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) § 3º Não havendo matéria a ser votada, ou se inexistir quorum para votação, ou, ainda, se sobrevier a falta de quorum durante a Ordem do Dia, o Presidente anunciará o debate das ma- térias em discussão. (Primitivo § 4º renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 144 § 4º Encerrado o Grande Expediente, será aberto o prazo de 10 (dez) minutos para apre- sentação de proposições, ou solicitação de apoiamento eletrônico a elas, que se resumirá à leitura das ementas. (Primitivo § 2º renumerado pela Resolução nº 3 de 1991 e com redação dada pela Resolução nº 22 de 2004) § 5º Ocorrendo verificação de votação e comprovando-se presenças suficientes em Plenário, o Presidente determinará a atribuição de faltas aos ausentes, para os efeitos legais. § 6º A ausência às votações equipara-se, para todos os efeitos, à ausência às sessões, ressal- vada a que se verificar a título de obstrução parlamentar legítima, assim considerada a que for aprovada pelas bancadas ou suas Lideranças e comunicada à Mesa. § 7º Terminada a Ordem do Dia, encerrar-se-á o registro eletrônico de presença. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 1 de 1995) Art. 83. Presente em Plenário a maioria absoluta dos Deputados, mediante verificação de quorum , dar-se-á início à apreciação da pauta, na seguinte ordem: (Primitivo art. 86 renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) I – redações finais; II – requerimentos de urgência; – requerimentos de Comissão sujeitos a votação; IV – requerimentos de Deputados dependentes de votação imediata; V – matérias constantes da Ordem do Dia, de acordo com as regras de preferência estabele- cidas no Capítulo IX do Título V. Parágrafo único. A ordem estabelecida no caput poderá ser alterada ou interrompida: I – para a posse de Deputados; II – em caso de aprovação de requerimento de: a) preferência; b) adiamento; c) retirada da Ordem do Dia; d) inversão de pauta. Art. 84. (Revogado pela Resolução nº 21 de 2021) Art. 85. Ao encerrar a sessão, o Presidente anunciará a Ordem do Dia da sessão de deliberação seguinte e eventuais alterações da programação, em conformidade com os §§ 2º, 3º e 4º do art. 66 deste Regimento, e dará ciência da pauta respectiva às Lideranças. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) Parágrafo único. Não será designada Ordem do Dia para a primeira sessão plenária de cada sessão legislativa. (Primitivo art. 88 renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) Art. 86. O Presidente organizará a Ordem do Dia com base na agenda mensal a que se refere a alínea s do inciso I do art. 17 e observância do que dispõem o art. 83 e o inciso do art. 143 para ser publicada no Diário da Câmara dos Deputados e distribuída em avulsos até a semana precedente à da sessão respectiva. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 2 de 2015) § 1º Cada grupo de projetos referidos no § 1º do art. 159 será iniciado pelas proposições em votação e, entre as matérias de cada um, têm preferência na colocação as emendas do Senado a proposições da Câmara, seguidas pelas proposições desta em turno único, segundo turno, primeiro turno e apreciação preliminar. § 2º Constarão da Ordem do Dia as matérias não apreciadas da pauta da sessão ordinária anterior, com precedência sobre outras dos grupos a que pertençam. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 145 § 3º A proposição entrará em Ordem do Dia desde que em condições regimentais e com os pareceres das Comissões a que foi distribuída. (Primitivo art. 89 renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 146 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I Seção – Do Grande Expediente (Seção com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991) Art. 87. Encerrado o Pequeno Expediente, será concedida a palavra aos deputados inscritos para o Grande Expediente, pelo prazo de vinte e cinco minutos para cada orador, incluídos nesse tempo os apartes. (Primitivo art. 82 renumerado pela Resolução nº 3 de 1991, e caput com redação dada pela Resolução nº 1 de 1995) § 1º A lista de oradores para o Grande Expediente será organizada mediante sorteio eletrô- nico, competindo à Mesa disciplinar, em ato próprio, a forma dele. (Parágrafo único transformado em § 1º e com redação dada pela Resolução nº 23 de 2004) § 2º O Deputado poderá falar no Grande Expediente no máximo 3 (três) vezes por semestre, sendo 1 (uma) por sorteio e 2 (duas) por cessão de vaga de outro parlamentar. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 23 de 2004) § 3º Ao Deputado que não falar por falta de vaga no semestre será assegurada a preferência de inscrição no próximo semestre. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 23 de 2004) Art. 88. A Câmara poderá destinar o Grande Expediente para comemorações de alta signifi- cação nacional, ou interromper os trabalhos para a recepção, em Plenário, de altas personali- dades, desde que assim resolva o Presidente, ou delibere o Plenário. (Primitivo art. 83 renumerado pela Resolução nº 3 de 1991) Seção IV – Das Comunicações de Lideranças (Seção com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991) Art. 89. As Comunicações de Lideranças a que se refere o § 1º do art. 66 deste Regimento destinam-se aos Líderes que queiram fazer uso da palavra, por período de tempo proporcional ao número de membros das respectivas bancadas, que será de, no mínimo, três minutos e, no máximo, dez minutos, cabendo à Liderança do Governo, da Minoria, da Oposição e da Maioria oito minutos para cada uma, não permitidos apartes em qualquer caso. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 21 de 2021) Parágrafo único. É facultada aos líderes a cessão, entre si, do tempo, total ou parcial, que lhes for atribuído na forma deste artigo. (Primitivo art. 84 renumerado e com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991) Seção V – Das Comunicações Parlamentares Art. 90. Se esgotada a Ordem do Dia antes das dezenove horas, ou não havendo matéria a ser votada, o Presidente concederá a palavra aos oradores indicadospelos Líderes para Comuni- cações Parlamentares. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 3 de 1991 e adaptada aos termos da Resolução nº 1 de 1995, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 147 Parágrafo único. Os oradores serão chamados, alternadamente, por Partidos e Blocos Par- lamentares, por período não excedente a dez minutos para cada Deputado. Seção VI – Da Comissão Geral Art. 91. A sessão plenária da Câmara será transformada em Comissão Geral, sob a direção de seu Presidente, para: I – debate de matéria relevante, por proposta conjunta dos Líderes, ou a requerimento de um terço da totalidade dos membros da Câmara; II – discussão de projeto de lei de iniciativa popular, desde que presente o orador que irá defendê-lo; – comparecimento de Ministro de Estado. § 1º A Comissão Geral convocada com fundamento no inciso I do caput terá por finalidade fomentar o debate sobre matéria relevante por meio da oitiva de autoridades, especialistas Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 148 com notório conhecimento sobre o tema, membros de entidade da sociedade civil, e demais pessoas com experiência e autoridade na matéria, limitados a, no máximo, 2 (dois) convida- dos indicados por Partido ou Bloco, cuja lista deverá ser divulgada pela Mesa com, no mínimo, 24 (vinte e quatro) horas de antecedência. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 50 de 2013) § 1º-A. No caso do inciso I do caput , falarão, primeiramente, o Autor do requerimento, por 20 (vinte) minutos, seguindo-se os convidados indicados por Partido ou Bloco, na ordem de indicação, cada um por 5 (cinco) minutos, depois os Líderes, pelo prazo de 5 (cinco) minutos para cada Líder, e após, os demais deputados que tenham requerido inscrição perante a Mesa, sendo destinados 3 (três) minutos para cada um. (Primitivo § 1º renumerado e com redação dada pela Resolução nº 50 de 2013) § 2º Na hipótese do inciso II, poderá usar da palavra qualquer signatário do projeto ou Depu- tado, indicado pelo respectivo autor, por trinta minutos, sem apartes, observando-se para o debate as disposições contidas nos §§ 1º e 4º do art. 220, e nos §§ 2º e 3º do art. 222. § 3º Alcançada a finalidade da Comissão Geral, a sessão plenária terá andamento a partir da fase em que ordinariamente se encontrariam os trabalhos. CAPÍTULO – DAS SESSÕES SECRETAS Art. 92. A sessão secreta será convocada, com a indicação precisa de seu objetivo: I – automaticamente, a requerimento escrito de Comissão, para tratar de matéria de sua competência, ou do Colégio de Líderes ou de, pelo menos, um terço da totalidade dos membros da Câmara, devendo o documento permanecer em sigilo até ulterior deliberação do Plenário; II – por deliberação do Plenário, quando o requerimento for subscrito por Líder ou um quinto dos membros da Câmara. Parágrafo único. Será secreta a sessão em que a Câmara deva deliberar sobre: I – projeto de fixação ou modificação dos efetivos das Forças Armadas; II – declaração de guerra ou acordo sobre a paz; – passagem de forças estrangeiras pelo território nacional, ou sua permanência nele. IV – (Revogado pela Resolução nº 57 de 1994) Art. 93. Para iniciar-se a sessão secreta, o Presidente fará sair do recinto das tribunas, das galerias e das demais dependências anexas as pessoas estranhas aos trabalhos, inclusive os funcionários da Casa, sem prejuízo de outras cautelas que a Mesa adotar no sentido de resguardar o sigilo. § 1º Reunida a Câmara em sessão secreta, deliberar-se-á, preliminarmente, salvo na hipó- tese do parágrafo único do artigo precedente, se o assunto que motivou a convocação deve ser tratado sigilosa ou publicamente; tal debate, porém, não poderá exceder a primeira hora, nem cada Deputado ocupará a tribuna por mais de cinco minutos. § 2º Antes de encerrar-se a sessão secreta, a Câmara resolverá se o requerimento de convo- cação, os debates e deliberações, no todo ou em parte, deverão constar da ata pública, ou fixará o prazo em que devam ser mantidos sob sigilo. § 3º Antes de levantada a sessão secreta, a ata respectiva será aprovada e, juntamente com os documentos que a ela se refiram, encerrada em invólucro lacrado, etiquetado, datado e rubricado pelos membros da Mesa, e recolhida ao Arquivo. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 149 § 4º Será permitido a Deputado e a Ministro de Estado que houver participado dos debates reduzir seu discurso a escrito para ser arquivado num segundo envelope igualmente lacrado, que se anexará ao invólucro mencionado no parágrafo anterior, desde que o interessado o prepare em prazo não excedente de uma sessão. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 150 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I Art. 94. Só Deputados e Senadores poderão assistir às sessões secretas do Plenário; os Minis- tros de Estado, quando convocados, ou as testemunhas chamadas a depor participarão dessas sessões apenas durante o tempo necessário. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 151 Regimento Interno Deputados Item 7.3: arts. 226 a 251. Páginas 104 a 109 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 152 TÍTULO VII – DOS DEPUTADOS CAPÍTULO I – DO EXERCÍCIO DO MANDATO Art. 226. O Deputado deve apresentar-se à Câmara durante a sessão legislativa ordinária ou extraordinária, para participar das sessões do Plenário e das reuniões de Comissão de que seja membro, além das sessões conjuntas do Congresso Nacional, sendo-lhe assegurado o direito, nos termos deste Regimento, de: I – oferecer proposições em geral, discutir e deliberar sobre qualquer matéria em aprecia- ção na Casa, integrar o Plenário e demais colegiados e neles votar e ser votado; II – encaminhar, através da Mesa, pedidos escritos de informação a Ministro de Estado; – fazer uso da palavra; IV – integrar as Comissões e representações externas e desempenhar missão autorizada; V – promover, perante quaisquer autoridades, entidades ou órgãos da administração fe- deral, estadual ou municipal, direta ou indireta e fundacional, os interesses públicos ou reivin- dicações coletivas de âmbito nacional ou das comunidades representadas; VI – realizar outros cometimentos inerentes ao exercício do mandato ou atender a obriga- ções político-partidárias decorrentes da representação. Art. 227. O comparecimento efetivo do Deputado à Casa será registrado diariamente, sob responsabilidade da Mesa e da presidência das Comissões, da seguinte forma: I – às sessões de debates, mediante lista de presença ou registro eletrônico em postos insta- lados nas dependências da Casa; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 19 de 2012) II – às sessões de deliberação, mediante registro eletrônico até o encerramento da Ordem do Dia ou, se não estiver funcionando o sistema, pelas listas de presença em Plenário; (Inciso com redação dada pela Resolução nº 1 de 1995) – nas Comissões, pelo controle da presença às suas reuniões. Art. 227-A. As Deputadas gestantes, a partir da trigésima semana de gestação ou mediante a apresentação de atestado médico, terão direito à participação plena nas reuniões e nas sessões deliberativas e não deliberativas, por áudio e vídeo, mediante a utilização de plataformas de vi- deoconferência, além de poderem registrar presença e votar as matérias constantes da Ordem do Dia das sessões ou da pauta das reuniões de forma remota, nos termos de Ato da Mesa. Parágrafo único. Aplica-se o direito previsto no caput deste artigo às Deputadas que regres- sarem do gozo de licença à gestante até o prazo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos após o início dessa licença. (Artigo acrescido pela Resolução nº 2 de 2023) Art. 228. Para afastar-se do território nacional, o Deputado deverá dar prévia ciência à Câmara, por intermédio da Presidência, indicando a natureza do afastamento e sua duração estimada. Art. 229. O Deputado apresentará à Mesa, para efeito de posse e antes do término do mandato, declaração de bens e de suas fontesde renda, importando infração ao Código de Ética e Decoro Parlamentar a inobservância deste preceito. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 153 Art. 230. O Deputado que se afastar do exercício do mandato para ser investido em cargo referido no inciso I do caput do art. 56 da Constituição Federal fará comunicação escrita à Casa, bem como ao reassumir o lugar. § 1º Ao comunicar o seu afastamento, o Deputado apresentará o ato de nomeação e o termo de posse. § 2º Ao reassumir o lugar, o Deputado apresentará o ato de exoneração. § 3º É de quinze dias o prazo para o Deputado reassumir o exercício do mandato, quando exonerado de cargo a que se refere o caput , sob pena de sua omissão tipificar falta de decoro parlamentar. § 4º Enquanto não for feita a comunicação a que se refere o § 2º, o suplente em exercício participará normalmente dos debates e das votações. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 16 de 2000) Art. 231. No exercício do mandato, o Deputado atenderá às prescrições constitucionais e regimentais e às contidas no Código de Ética e Decoro Parlamentar, sujeitando-se às medidas disciplinares nelas previstas. § 1º Os Deputados são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos. § 2º Desde a expedição do diploma, os Deputados não poderão ser presos, salvo em fla- grante de crime inafiançável. (Parágrafo com redação adaptada aos termos da EC nº 35 de 2001, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) § 3º (Revogado tacitamente pela EC nº 35 de 2001, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) § 4º Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. § 5º Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. § 6º A incorporação de Deputados às Forças Armadas, embora militares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de licença da Câmara. § 7º As imunidades parlamentares subsistirão quando os Deputados forem investidos nos cargos previstos no inciso I do art. 56 da Constituição Federal. § 8º Os Deputados não poderão: I – desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum , nas entidades constantes da alínea anterior; II – desde a posse: a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum , nas entidades referidas no inciso I, a ; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a ; d) ser titular de mais de um cargo ou mandato público eletivo. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 154 Art. 232. O Deputado que se desvincular de sua bancada perde, para efeitos regimentais, o direito a cargos ou funções que ocupar em razão dela. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 34 de 2005, em vigor a partir de 1º/2/2007) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 155 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I Art. 233. As imunidades constitucionais dos Deputados subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa, em escrutínio secreto, restrita a suspensão aos atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida. § 1º Recebida pela Mesa a solicitação da suspensão, aguardar-se-á que o Congresso Nacio- nal autorize a decretação do estado de sítio ou de sua prorrogação. § 2º Aprovada a decretação, a mensagem do Presidente da República será remetida à Co- missão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que dará parecer e elaborará o projeto de resolução no sentido da respectiva conclusão. (Parágrafo com redação adaptada à Resolução nº 20 de 2004, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) § 3º Na apreciação do pedido, serão observadas as disposições sobre a tramitação de ma- téria em regime de urgência. Art. 234. Os ex-Deputados Federais, além de livre acesso ao Plenário, poderão utilizar-se dos seguintes serviços prestados na Casa, mediante prévia autorização do Presidente da Câmara para os de que tratam os incisos I e IV: I – reprografia; II – biblioteca; – arquivo; IV – processamento de dados; V – assistência médica; VI – assistência farmacêutica. CAPÍTULO II – DA LICENÇA Art. 235. O Deputado poderá obter licença para: I – desempenhar missão temporária de caráter diplomático ou cultural; II – tratamento de saúde; – tratar, sem remuneração, de interesse particular, desde que o afastamento não ultra- passe cento e vinte dias por sessão legislativa; IV – investidura em qualquer dos cargos referidos no art. 56, I, da Constituição Federal. § 1º As Deputadas poderão ainda obter licença-gestante, e os Deputados, licença-pater- nidade, nos termos previstos no art. 7º, incisos XV e XIX, da Constituição Federal. (Parágrafo acrescido pela Resolução nº 15 de 2003) § 2º Salvo nos casos de prorrogação da sessão legislativa ordinária ou de convocação ex- traordinária do Congresso Nacional, não se concederão as licenças referidas nos incisos II e durante os períodos de recesso constitucional. (Primitivo § 1º renumerado pela Resolução nº 15 de 2003) § 3º Suspender-se-á a contagem do prazo da licença que se haja iniciado anteriormente ao encerramento de cada semiperíodo da respectiva sessão legislativa, exceto na hipótese do inciso II quando tenha havido assunção de Suplente. (Primitivo § 2º renumerado pela Resolução nº 15 de 2003) § 4º A licença será concedida pelo Presidente, exceto na hipótese do inciso I, quando caberá à Mesa decidir. (Primitivo § 3º renumerado pela Resolução nº 15 de 2003) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 156 § 5º A licença depende de requerimento fundamentado, dirigido ao Presidente da Câmara, e lido na primeira sessão após o seu recebimento. (Primitivo § 4º renumerado pela Resolução nº 15 de 2003) § 6º O Deputado que se licenciar, com assunção de Suplente, não poderá reassumir o man- dato antes de findo o prazo, superior a cento e vinte dias, da licença ou de suas prorrogações. (Primitivo § 5º renumerado pela Resolução nº 15 de 2003) Art. 236. Ao Deputado que, por motivo de doença comprovada, se encontre impossibilitado de atender aos deveres decorrentes do exercício do mandato, será concedida licença para tratamento de saúde. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 157 Parágrafo único. Para obtenção ou prorrogação da licença, será necessário laudo de ins- peção de saúde, firmado por três integrantes do corpo médico da Câmara, com a expressa indicação de que o paciente não pode continuar no exercício ativo de seu mandato. Art. 237. Em caso de incapacidade civil absoluta, julgada por sentença de interdição ou comprovada mediante laudo médico passado por junta nomeada pela Mesa da Câmara, será o Deputado suspenso do exercício do mandato, sem perda da remuneração, enquanto durarem os seus efeitos. § 1º No caso de o Deputado se negar a submeter-se ao exame de saúde, poderá o Plenário, em sessão secreta, por deliberação da maioria absoluta dos seus membros, aplicar-lhe a me- dida suspensiva. § 2º A junta deverá ser constituída, no mínimo, de três médicos de reputada idoneidade profissional, não pertencentes aos serviços da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. CAPÍTULO – DA VACÂNCIA Art. 238. As vagas, na Câmara, verificar-se-ão em virtude de: I – falecimento; II – renúncia; – perda de mandato. Art. 239. A declaração de renúncia do Deputado ao mandato deve ser dirigida por escrito à Mesa e independe de aprovação daCâmara, mas somente se tornará efetiva e irretratável depois de lida no expediente ou disponibilizada no Diário da Câmara dos Deputados , o que ocorrer primeiro. ( Caput do artigo com redação dada pela Resolução nº 12 de 2019, publicada no Suplemento ao DCD de 1º/11/2019, em vigor no início da próxima sessão legislativa ordinária) § 1º Considera-se também haver renunciado: I – o Deputado que não prestar compromisso no prazo estabelecido neste Regimento; II – o Suplente que, convocado, não se apresentar para entrar em exercício no prazo regimental. § 2º A vacância, nos casos de renúncia, será declarada em sessão pelo Presidente. Art. 240. Perde o mandato o Deputado: I – que infringir qualquer das proibições constantes do art. 54 da Constituição Federal; II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa ordinária, à terça parte das ses- sões ordinárias da Câmara, salvo licença ou missão autorizada; IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal; VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. § 1º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Depu- tados, em votação ostensiva e por maioria absoluta de seus membros, mediante provocação da Mesa ou de partido com representação no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. (Parágrafo com redação dada pela Resolução nº 47 de 2013) § 2º Nos casos previstos nos incisos a V, a perda do mandato será declarada pela Mesa, de ofício ou mediante provocação de qualquer Deputado, ou de Partido com representação no Congresso Nacional, assegurada ao representado, consoante procedimentos específicos estabelecidos em Ato, ampla defesa perante a Mesa. § 3º A representação, nos casos dos incisos I e VI, será encaminhada à Comissão de Consti- tuição e Justiça e de Cidadania, observadas as seguintes normas: ( Caput do parágrafo com redação Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 158 dada pela Resolução nº 25 de 2001 e adaptada à Resolução nº 20 de 2004, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) I – recebida e processada na Comissão, será fornecida cópia da representação ao Deputado, que terá o prazo de cinco sessões para apresentar defesa escrita e indicar provas; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 159 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I II – se a defesa não for apresentada, o Presidente da Comissão nomeará defensor dativo para oferecê-la no mesmo prazo; – apresentada a defesa, a Comissão procederá às diligências e à instrução probatória que entender necessárias, findas as quais proferirá parecer no prazo de cinco sessões, concluindo pela procedência da representação ou pelo arquivamento desta; procedente a representação, a Comissão oferecerá também o projeto de resolução no sentido da perda do mandato; IV – o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, uma vez lido no expe- diente, publicado no Diário da Câmara dos Deputados e distribuído em avulsos, será incluído em Ordem do Dia. (Inciso com redação adaptada à Resolução nº 20 de 2004, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) CAPÍTULO IV – DA CONVOCAÇÃO DE SUPLENTE Art. 241. A Mesa convocará, no prazo de quarenta e oito horas, o Suplente de Deputado nos casos de: I – ocorrência de vaga; II – investidura do titular nas funções definidas no art. 56, I, da Constituição Federal; – licença para tratamento de saúde do titular, desde que o prazo original seja superior a cento e vinte dias, vedada a soma de períodos para esse efeito, estendendo-se a convocação por todo o período de licença e de suas prorrogações. § 1º Assiste ao Suplente que for convocado o direito de se declarar impossibilitado de assumir o exercício do mandato, dando ciência por escrito à Mesa, que convocará o Suplente imediato. § 2º Ressalvadas as hipóteses de que trata o parágrafo anterior, de doença comprovada na forma do art. 236, ou de estar investido nos cargos de que trata o art. 56, I, da Constituição Federal, o Suplente que, convocado, não assumir o mandato no período fixado no art. 4º, § 6º, , perde o direito à suplência, sendo convocado o Suplente imediato. Art. 242. Ocorrendo vaga mais de quinze meses antes do término do mandato e não havendo Suplente, o Presidente comunicará o fato à Justiça Eleitoral para o efeito do art. 56, § 2º, da Constituição Federal. Art. 243. O Suplente de Deputado, quando convocado em caráter de substituição, não po- derá ser escolhido para os cargos da Mesa ou de Suplente de Secretário, para Presidente ou Vice-Presidente de Comissão, para integrar a Procuradoria Parlamentar, para Ouvidor-Geral ou Ouvidor-Substituto, para Corregedor ou Corregedor Substituto, para Procuradora da Mu- lher ou Procuradora Adjunta ou para Coordenadora-Geral dos Direitos da Mulher ou Coordena- doras Adjuntas. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 31 de 2013) CAPÍTULO V – DO DECORO PARLAMENTAR Art. 244. O deputado que praticar ato contrário ao decoro parlamentar ou que afete a digni- dade do mandato estará sujeito às penalidades e ao processo disciplinar previstos no Código de Ética e Decoro Parlamentar, que definirá também as condutas puníveis. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 25 de 2001) Arts. 245 a 248. (Revogados pela Resolução nº 25 de 2001) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 160 CAPÍTULO VI – DA LICENÇA PARA INSTAURAÇÃO DE PROCESSO CRIMINAL CONTRA DEPUTADO Art. 249. (Revogado tacitamente pela EC nº 35 de 2001, conforme Ato da Mesa nº 80 de 2006) Art. 250. No caso de prisão em flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos à Casa dentro de vinte e quatro horas, sob pena de responsabilidade da autoridade que a presidir, cuja apuração será promovida de ofício pela Mesa. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 161 Art. 251. Recebida a solicitação ou os autos de flagrante, o Presidente despachará o expediente à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, observadas as seguintes normas: ( Caput do artigo com redação adaptada à Resolução nº 20 de 2004, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) I – no caso de flagrante, a Comissão resolverá preliminarmente sobre a prisão, devendo: a) ordenar apresentação do réu preso, que permanecerá sob sua custódia até o pronuncia- mento da Casa sobre o relaxamento ou não da prisão; b) oferecer parecer prévio, facultada a palavra ao Deputado envolvido ou ao seu represen- tante, no prazo de setenta e duas horas, sobre a manutenção ou não da prisão, propondo o projeto de resolução respectivo, que será submetido até a sessão seguinte à deliberação do Plenário, pelo voto secreto da maioria de seus membros; II – vencida ou inocorrente a fase prevista no inciso I, a Comissão proferirá parecer, facul- tada a palavra ao Deputado ou ao seu representante, no prazo de dez sessões, concluindo pelo deferimento ou indeferimento do pedido de licença ou pela autorização, ou não, da formação de culpa, no caso de flagrante, propondo o competente projeto de resolução; – o parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, uma vez lido no expe- diente, publicado no Diário da Câmara dos Deputados e em avulsos, será incluído em Ordem do Dia; (Inciso com redação adaptada à Resolução nº 20 de 2004, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) IV – se, da aprovação do parecer, pelo voto secreto da maioria dos membros da Casa, resul- tar admitida a acusação contra o Deputado, considerar-se-á dada a licença para instauração do processo ou autorizada a formação de culpa; V – a decisão será comunicada pelo Presidente ao Supremo Tribunal Federal dentro em duas sessões. Parágrafo único. Estando em recesso a Casa, as atribuições conferidas à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e ao Plenário serão exercidas cumulativamente pela Co- missãoRepresentativa do Congresso Nacional, a que se reporta o § 4º do art. 58 da Constituição Federal, se assim dispuser o Regimento Comum; caso contrário, as mencionadas atribuições serão desempenhadas plenamente pela Mesa, ad referendum do Plenário. (Parágrafo único com redação adaptada à Resolução nº 20 de 2004, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 162 Regimento Interno Administração e economia interna Item 7.4: arts. 262 a 273. Páginas 112 a 114 do PDF original. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 163 REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I TÍTULO IX – DA ADMINISTRAÇÃO E DA ECONOMIA INTERNA CAPÍTULO I – DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS Art. 262. Os serviços administrativos da Câmara reger-se-ão por regulamentos especiais, apro- vados pelo Plenário, considerados partes integrantes deste Regimento, e serão dirigidos pela Mesa, que expedirá as normas ou instruções complementares necessárias. Parágrafo único. Os regulamentos mencionados no caput obedecerão ao disposto no art. 37 da Constituição Federal e aos seguintes princípios: I – descentralização administrativa e agilização de procedimentos, com a utilização do pro- cessamento eletrônico de dados; II – orientação da política de recursos humanos da Casa no sentido de que as atividades administrativas e legislativas, inclusive o assessoramento institucional, sejam executadas por in- tegrantes de quadros ou tabelas de pessoal adequados às suas peculiaridades, cujos ocupantes tenham sido recrutados mediante concurso público de provas ou de provas e títulos, ressal- vados os cargos em comissão destinados a recrutamento interno preferencialmente dentre os servidores de carreira técnica ou profissional, ou declarados de livre nomeação e exoneração, nos termos de resolução específica; – adoção de política de valorização de recursos humanos, através de programas e ativi- dades permanentes e sistemáticas de capacitação, treinamento, desenvolvimento e avaliação profissional; da instituição do sistema de carreira e do mérito, e de processos de reciclagem e realocação de pessoal entre as diversas atividades administrativas e legislativas; IV – existência de assessoramento institucional unificado, de caráter técnico-legislativo ou especializado, à Mesa, às Comissões, aos Deputados e à Administração da Casa, na forma de resolução específica, fixando-se desde logo a obrigatoriedade da realização de concurso público para provimento de vagas ocorrentes, sempre que não haja candidatos anteriormente habilitados para quaisquer das áreas de especialização ou campos temáticos compreendidos nas atividades da Consultoria Legislativa; (Denominação original “Assessoria Legislativa” alterada para “Consultoria Legislativa” para adaptação aos termos da Resolução nº 28 de 1998, conforme republicação determinada pelo Ato da Mesa nº 71 de 2005) V – existência de assessoria de orçamento, controle e fiscalização financeira, acompa- nhamento de planos, programas e projetos, a ser regulamentada por resolução própria, para atendimento à Comissão Mista Permanente a que se refere o art. 166, § 1º, da Constituição Federal, bem como às Comissões Permanentes, Parlamentares de Inquérito ou Especiais da Casa, relacionado ao âmbito de atuação destas. Art. 263. Nenhuma proposição que modifique os serviços administrativos da Câmara poderá ser submetida à deliberação do Plenário sem parecer da Mesa. Art. 264. As reclamações sobre irregularidades nos serviços administrativos deverão ser en- caminhadas à Mesa, para providência dentro de setenta e duas horas. Decorrido esse prazo, poderão ser levadas ao Plenário. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 164 CAPÍTULO II – DA ADMINISTRAÇÃO E FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, ORÇAMENTÁRIA, FINANCEIRA, OPERACIONAL E PATRIMONIAL Art. 265. A administração contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial e o sistema de controle interno serão coordenados e executados por órgãos próprios, integrantes da estrutura dos serviços administrativos da Casa. § 1º As despesas da Câmara, dentro dos limites das disponibilidades orçamentárias consig- nadas no Orçamento da União e dos créditos adicionais discriminados no orçamento analítico, devidamente aprovado pela Mesa, serão ordenadas pelo Diretor-Geral. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 165 § 2º A movimentação financeira dos recursos orçamentários da Câmara será efetuada junto ao Banco do Brasil S.A. ou à Caixa Econômica Federal. § 3º Serão encaminhados mensalmente à Mesa, para apreciação, os balancetes analíticos e demonstrativos complementares da execução orçamentária, financeira e patrimonial. § 4º Até trinta de junho de cada ano, o Presidente encaminhará ao Tribunal de Contas da União a prestação de contas relativa ao exercício anterior. § 5º A gestão patrimonial e orçamentária obedecerá às normas gerais de Direito Financeiro e sobre licitações e contratos administrativos, em vigor para os três Poderes, e à legislação interna aplicável. Art. 266. O patrimônio da Câmara é constituído de bens móveis e imóveis da União, que adqui- rir ou forem colocados à sua disposição. Parágrafo único. A ocupação de imóveis residenciais da Câmara por Deputados ficará res- trita ao período de exercício do mandato e será objeto de contrato-padrão aprovado pela Mesa. CAPÍTULO – DA POLÍCIA DA CÂMARA Art. 267. A Mesa fará manter a ordem e a disciplina nos edifícios da Câmara e suas adjacências. Parágrafo único. (Revogado pela Resolução nº 25 de 2013) Art. 268. Se algum Deputado, no âmbito da Casa, cometer qualquer excesso que deva ter repressão disciplinar, o Presidente da Câmara conhecerá do fato e requisitará à Corregedoria Parlamentar a abertura de sindicância ou inquérito destinado a apurar responsabilidades e propor sanções cabíveis. (Artigo com redação dada pela Resolução nº 25 de 2013) Art. 269. Quando, nos edifícios da Câmara, for cometido algum delito, instaurar-se-á inquérito a ser presidido pelo diretor de serviços de segurança ou, se o indiciado ou o preso for membro da Casa, pelo Corregedor ou Corregedor substituto. § 1º Serão observados, no inquérito, o Código de Processo Penal e os regulamentos policiais do Distrito Federal, no que lhe forem aplicáveis. § 2º A Câmara poderá solicitar a cooperação técnica de órgãos policiais especializados ou requisitar servidores de seus quadros para auxiliar na realização do inquérito. § 3º Servirá de escrivão funcionário estável da Câmara, designado pela autoridade que presidir o inquérito. § 4º O inquérito será enviado, após a sua conclusão, à autoridade judiciária competente. § 5º Em caso de flagrante de crime inafiançável, realizar-se-á a prisão do agente da infra- ção, que será entregue com o auto respectivo à autoridade judicial competente, ou, no caso de parlamentar, ao Presidente da Câmara, atendendo-se, nesta hipótese, ao prescrito nos arts. 250 e 251. Art. 270. O policiamento dos edifícios da Câmara e de suas dependências externas, inclusive de blocos residenciais funcionais para Deputados, compete, privativamente, à Mesa, sob a suprema direção do Presidente, sem intervenção de qualquer outro Poder. Parágrafo único. Este serviço será feito, ordinariamente, com a segurança própria da Câmara ou por esta contratada e, se necessário, ou na sua falta, por efetivos da polícia civil e militar do Distrito Federal, requisitados ao Governo local, postos à inteira e exclusiva disposição da Mesa e dirigidos por pessoas que ela designar. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 166 Art. 271. Excetuado aos membros da segurança, é proibido o porte de arma de qualquer espé- cie nos edifícios da Câmara e suas áreas adjacentes, constituindo infração disciplinar, além de contravenção, o desrespeito a esta proibição. Parágrafo único. Incumbe ao Corregedor, ou Corregedor substituto, supervisionar a proibi- ção do porte de arma, com poderes para mandar revistar e desarmar. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 167REGIMENTO INTERNO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS I Art. 272. Será permitido a qualquer pessoa, convenientemente trajada e portando crachá de identificação, ingressar e permanecer no edifício principal da Câmara e seus anexos durante o expediente e assistir das galerias às sessões do Plenário e às reuniões das Comissões. Parágrafo único. Os espectadores ou visitantes que se comportarem de forma inconveniente, a juízo do Presidente da Câmara ou de Comissão, bem como qualquer pessoa que perturbar a ordem em recinto da Casa, serão compelidos a sair, imediatamente, dos edifícios da Câmara. Art. 273. É proibido o exercício de comércio nas dependências da Câmara, salvo em caso de expressa autorização da Mesa. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 168 Regimento Comum Título I Item 8.1: direção, objeto e convocação das sessões conjuntas, arts. 1º a 3º. Páginas 126 e 127 do PDF original. Mantidas as notas explicativas da primeira página. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 169 REGIMENTO COMUM DO CONGRESSO NACIONAL I RESOLUÇÃO Nº 1 DE 1970-CN (REGIMENTO COMUM DO CONGRESSO NACIONAL) (Publicada no DCN de 12/8/1970; texto consolidado pelo Ato da Mesa nº 1 de 2003, publicado no DOU de 30/1/2003, pelo Ato da Mesa nº 63 de 2006, publicado no DOU de 1º/2/2007, pelo Ato da Mesa nº 1 de 2015, publicado no DOU de 27/4/2015, e pelo Ato da Mesa nº 1 de 2016, publicado no DOU de 28/4/2016; republicada no DCN de 7/2/2019 e no DCN de 9/2/2023) Aprova o Regimento Comum do Congresso Nacional. REGIMENTO COMUM DO CONGRESSO NACIONAL 3 TÍTULO I – DIREÇÃO, OBJETO E CONVOCAÇÃO DAS SESSÕES CONJUNTAS Art. 1º A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, sob a direção da Mesa deste, reunir-se-ão em sessão conjunta para: 4 I – inaugurar a sessão legislativa; 5 e 6 II – dar posse ao Presidente e ao Vice-Presidente da República eleitos; 7 e 8 – promulgar emendas à Constituição Federal; 9 e 10 IV – (Revogado pela Constituição Federal de 1988) V – discutir e votar o Orçamento; 11 VI – conhecer de matéria vetada e sobre ela deliberar; 12 VII – (Revogado pela Constituição Federal de 1988) V – (Revogado pela Constituição Federal de 1988) IX – delegar ao Presidente da República poderes para legislar; 13 X – (Revogado pela Constituição Federal de 1988) XI – elaborar ou reformar o Regimento Comum (art. 57, § 3º, II, da Constituição); e XII – atender aos demais casos previstos na Constituição e neste Regimento. § 1º Por proposta das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, poderão ser realizadas sessões destinadas a homenagear Chefes de Estados estrangeiros e comemorativas de datas nacionais. 14 § 2º Terão caráter solene as sessões referidas nos incisos I, II, e § 1º. Art. 2º As sessões que não tiverem data legalmente fixada serão convocadas pelo Presidente do Senado ou seu Substituto, com prévia audiência da Mesa da Câmara dos Deputados. 15 3 As referências à Constituição Federal, constantes do Regimento Comum, são pertinentes ao texto vigente, de 5 de outubro de 1988, e às emendas constitucionais posteriores. 4 A direção dos trabalhos do Congresso Nacional compete à Mesa do Congresso Nacional, nos termos do art. 57, § 5º, da Constituição Federal de 1988. Esse entendimento ficou consagrado na sessão de 22/9/1993, cuja ata foi publicada no DCN de 23/9/1993. O Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária realizada em 29/8/2001, ratificou esse entendimento e pro- nunciou-se sobre a composição da Mesa do Congresso Nacional (MS nº 24.041). Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 170 5 Remissão expressa em: art. 1º, § 2º. 6 Ver art. 57, § 3º, I, da Constituição Federal de 1988. 7 Remissão expressa em: art. 1º, § 2º. 8 Ver arts. 57, § 3º, , e 78 da Constituição Federal de 1988. 9 Remissão expressa em: art. 1º, § 2º. 10 A expressão “discutir, votar e” foi revogada pela Constituição Federal de 1988. Ver art. 60, § 3º, da Constituição Federal de 1988. 11 Ver arts. 48, II, e 166 da Constituição Federal de 1988 e Resolução nº 1 de 2006-CN. 12 Nos termos da Constituição Federal de 1988, a apreciação incide sobre o veto. Ver arts. 57, § 3º, IV, e 66, § 4º, da Constituição Federal de 1988. 13 Ver art. 68 da Constituição Federal de 1988. 14 Remissão expressa em: art. 1º, § 2º. 15 O presidente na Mesa do Congresso Nacional será substituído pelo 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, conforme disposto no art. 57, § 5º, da Constituição Federal de 1988. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 171 Art. 3º As sessões realizar-se-ão no Plenário da Câmara dos Deputados, salvo escolha prévia de outro local devidamente anunciado. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 172 Regimento Comum Sessões solenes e matérias legislativas Item 8.2: Título IV, capítulos II e , até o art. 103. Recorte dos arts. 53 a 103, com os dispositivos revogados identificados como na fonte. Páginas 133 a 136 do PDF original. O recorte termina antes da Seção IV, sobre veto. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 173 CAPÍTULO II – DAS SESSÕES SOLENES Seção I – Normas Gerais Art. 53. Nas sessões solenes, integrarão a Mesa o Presidente da Câmara e, mediante convite, o Presidente do Supremo Tribunal Federal. No recinto serão reservados lugares às altas autorida- des civis, militares, eclesiásticas e diplomáticas, especialmente convidadas. Parágrafo único. As sessões solenes realizar-se-ão com qualquer número. Art. 54. Composta a Mesa, o Presidente declarará aberta a sessão e o fim para que foi convocada. Parágrafo único. Nas sessões solenes não haverá expediente. Art. 55. Nas sessões solenes, somente poderão usar da palavra um Senador e um Deputado, de preferência de partidos diferentes, e previamente designados pelas respectivas Câmaras. Parágrafo único. Na inauguração de sessão legislativa e na posse do Presidente e do Vice- -Presidente da República, não haverá oradores. Art. 56. Nas sessões solenes, não serão admitidas questões de ordem. Seção II – Da Inauguração de Sessão Legislativa Art. 57. Uma vez composta a Mesa e declarada aberta a sessão, o Presidente proclamará inau- gurados os trabalhos do Congresso Nacional e anunciará a presença, na Casa, do enviado do Presidente da República, portador da Mensagem, determinando seja ele conduzido até a Mesa, pelos Diretores das Secretarias do Senado e da Câmara dos Deputados, sem atravessar o plenário. Parágrafo único. Entregue a Mensagem, o enviado do Presidente da República se retirará, devendo ser acompanhado até a porta, pelos referidos Diretores, e, no caso de pretender assis- tir à sessão, conduzido a lugar previamente reservado. Art. 58. De posse da Mensagem, o Presidente mandará proceder a sua leitura pelo 1º Secretário, fazendo distribuir exemplares impressos, se houver, aos Congressistas. 33 Remissão expressa em: art. 49, § 6º. 34 A expressão “salvo proposta de emenda à Constituição” foi revogada pela Constituição Federal de 1988. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 174 REGIMENTO COMUM DO CONGRESSO NACIONAL I Art. 59. Finda a leitura da Mensagem, será encerrada a sessão. Seção – Da Posse do Presidente e do Vice-Presidente da República Art. 60. Aberta a sessão, o Presidente designará 5 (cinco) Senadores e 5 (cinco) Deputados para comporem a comissão incumbida de receber os empossandos à entrada principal e conduzi-los ao Salão de Honra, suspendendo-a em seguida. Art. 61. Reaberta a sessão, o Presidente e o Vice-Presidente eleitos serão introduzidos no plená- rio, pela mesma comissão anteriormente designada, indo ocupar os lugares, respectivamente, à direita e à esquerda do Presidente da Mesa. Parágrafo único. Os espectadores, inclusive os membros da Mesa, conservar-se-ão de pé. Art. 62. O Presidente da Mesa anunciará, em seguida, que o Presidente da República eleito irá prestar o compromisso determinado no art. 78 da Constituição, solicitando aos presentes que permaneçam de pé, durante o ato. Art. 63. Cumprido o disposto no artigo anterior, o Presidente da Mesa proclamará empossado o Presidenteda República. Art. 64. Observadas as mesmas formalidades dos artigos anteriores, será, em seguida, empos- sado o Vice-Presidente da República. Art. 65. Após a prestação dos compromissos, o 1º Secretário procederá à leitura do termo de posse, que será assinado pelos empossados e pelos membros da Mesa. Art. 66. Ao Presidente da República poderá ser concedida a palavra para se dirigir ao Congresso Nacional e à Nação. Art. 67. Finda a solenidade, a comissão de recepção conduzirá o Presidente e o Vice-Presidente da República a local previamente designado, encerrando-se a sessão. Seção IV – Da Recepção a Chefe de Estado Estrangeiro Art. 68. Aberta a sessão, o Presidente designará 3 (três) Senadores e 3 (três) Deputados para comporem a comissão incumbida de receber o visitante à entrada principal e conduzi-lo ao Salão de Honra, suspendendo, em seguida, a sessão. Art. 69. Reaberta a sessão, o Chefe de Estado será introduzido no plenário pela comissão ante- riormente designada, indo ocupar na Mesa o lugar à direita do Presidente. § 1º Os espectadores, inclusive os membros da Mesa, com exceção do Presidente, conservar- -se-ão de pé. § 2º Em seguida, será dada a palavra aos oradores. Art. 70. Se o visitante quiser usar da palavra, deverá fazê-lo após os oradores da sessão. Art. 71. Finda a solenidade, a Comissão de Recepção conduzirá o visitante a lugar previamente designado, encerrando-se a sessão. CAPÍTULO – DAS MATÉRIAS LEGISLATIVAS Seção I – Da Proposta de Emenda à Constituição Arts. 72 a 84. (Revogados pela Constituição Federal de 1988) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 175 Art. 85. Aprovada a proposta em segundo turno, as Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em sessão conjunta, solene, promulgarão a emenda à Constituição com o respectivo número de ordem. 35 Parágrafo único. (Revogado pela Constituição Federal de 1988) Seção II – Do Projeto de Lei de Iniciativa do Presidente da República Arts. 86 a 88. (Revogados pela Constituição Federal de 1988) 35 Ver art. 60, § 3º, da Constituição Federal de 1988. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 176 Seção – Do Projeto de Lei Orçamentária 36 Art. 89. A Mensagem do Presidente da República encaminhando projeto de lei orçamentária será recebida e lida em sessão conjunta, especialmente convocada para esse fim, a realizar-se dentro de 48 (quarenta e oito) horas de sua entrega ao Presidente do Senado. Art. 90. O projeto de lei orçamentária será apreciado por uma Comissão Mista que contará com a colaboração das Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 37 § 1º (Revogado pela Resolução nº 1 de 2006-CN) § 2º O suplente só participará dos trabalhos da Comissão Mista na ausência ou impedi- mento de membro titular. § 3º A participação das Comissões Permanentes, no estudo da matéria orçamentária, obe- decerá às seguintes normas: I – as Comissões Permanentes interessadas, uma vez constituída a Comissão Mista, deverão solicitar ao Presidente desta lhe seja remetido o texto do projeto de lei orçamentária; II – a Comissão Mista, ao encaminhar o projeto à solicitante, estabelecerá prazos e normas a serem obedecidos na elaboração de seu parecer, o qual deverá abranger, exclusivamente, as partes que versarem sobre a matéria de sua competência específica; – a Comissão Permanente emitirá parecer circunstanciado sobre o anexo que lhe for dis- tribuído e elaborará estudo comparativo dos programas e dotações propostas com a prestação de contas do exercício anterior e, sempre que possível, com a execução da lei orçamentária em vigor; IV – o parecer da Comissão Permanente será encaminhado, pelo Presidente da Comissão Mista, ao Relator respectivo para que sirva como subsídio ao estudo da matéria; V – o parecer do Relator da Comissão Mista deverá fazer referência expressa ao ponto de vista expendido pela Comissão Permanente; VI – por deliberação da maioria de seus membros, as Comissões Permanentes do Senado e da Câmara dos Deputados que tiverem competência coincidente poderão realizar reuniões conjuntas sob a direção alternada dos respectivos Presidentes, podendo concluir pela apresen- tação de parecer único; e VII – os pareceres das Comissões Permanentes que concluírem pela apresentação de emen- das deverão ser encaminhados à Comissão Mista dentro do prazo estabelecido na Resolução nº 1, de 2001-CN. 38 § 4º As deliberações da Comissão Mista iniciar-se-ão pelos representantes da Câmara dos Deputados, sendo que o voto contrário da maioria dos representantes de uma das Casas im- portará a rejeição da matéria. 39 § 5º Na eleição do Presidente e do Vice-Presidente da Comissão, não se aplicam as dispo- sições do § 4º. Arts. 91 e 92. (Revogados pela Resolução nº 1 de 1991-CN) Art. 93. O projeto será distribuído em avulsos eletrônicos nos 5 (cinco) dias seguintes à sua leitura. 40 Arts. 94 a 98. (Revogados pela Resolução nº 1 de 1991-CN) 36 Ver art. 166 da Constituição Federal de 1988, Resolução nº 1 de 2006-CN. 37 Ver Resolução nº 1 de 2006-CN. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 177 38 A Resolução nº 1 de 2001-CN foi revogada pela Resolução nº 1 de 2006-CN. 39 Remissão expressa em: art. 90, § 5º. 40 A respeito da publicação de avulsos, ver Instrução Normativa da Secretaria-Geral da Mesa nº 4 de 2015. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 178 REGIMENTO COMUM DO CONGRESSO NACIONAL I Art. 99. As emendas pendentes de decisão do Plenário serão discutidas e votadas em grupos, conforme tenham parecer favorável ou contrário, ressalvados os destaques. Art. 100. Se a Comissão, no prazo fixado, não apresentar o seu parecer, o Presidente do Se- nado, feita a publicação das emendas, convocará sessão conjunta para a apreciação da matéria, quando designará Relator que proferirá parecer oral. Art. 101. (Revogado pela Resolução nº 1 de 1991-CN) Art. 102. Na tramitação do projeto de lei orçamentária anual, além das disposições desta Seção, serão aplicadas, no que couber, as normas estabelecidas neste Regimento para os demais projetos de lei. Art. 103. À tramitação de projetos de orçamento plurianual de investimentos aplicar-se-ão, no que couber, as normas previstas nesta Seção. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 179 Constituição de 1988 Contexto histórico Complemento do Material 1 para Lívia Dias Seleção extraída do livro enviado em 5 de outubro de 2026. Fonte: 200 anos de Brasil o Arquivo da Câmara dos Deputados como fonte para a história . Organização de Debora Bithiah de Azevedo, Marcio Nuno Rabat, Renato de Sousa Porto Gilioli, Thiago Almeida Rodrigues Borges e Vania Lucia Alheiro Rosa. Brasília, Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2026. Este complemento reúne uma síntese didática baseada nos trechos selecionados e, em seguida, as páginas originais para leitura e conferência. O foco é o contexto histórico da Constituição de 1988 e os aspectos de sua formação democrática e social. Cobertura do item 1 Contexto histórico: contemplado pelos trechos. Características históricas: formação democrática, participação social, descentralização federativa e ampliação da proteção social. Conceito jurídico geral de Constituição: não desenvolvido no recorte. Classificação doutrinária da Constituição: não desenvolvida no recorte. Estrutura do texto constitucional: consultar o sumário no Material 1. A organização da Constituinte não se confunde com a estrutura do texto final. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 180 Síntese para estudar 1 Redemocratização O período anterior à Constituição é apresentado como uma transição do governo militar para um novo regime. A Assembleia Nacional Constituinte atuou em 1987 e 1988; a Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988. O livro também registra o contexto de recessão e inflação. Fonte: página impressa 389, página 375 do PDF. 2 Participação social A elaboração constitucional envolveu debates e mobilização social. Embora a Assembleia fosse composta por parlamentares, especialistas, movimentos sociais,organizações e outros integrantes da sociedade civil influenciaram o processo. A defesa dos direitos das crianças exemplifica essa participação. Fontes: páginas impressas 370 a 373, páginas 356 a 359 do PDF. 3 Organização dos trabalhos constituintes A nota 116 descreve 24 subcomissões distribuídas entre oito comissões temáticas. Os trabalhos convergiram para uma Comissão de Sistematização, que discutiu, votou e unificou os projetos em um documento submetido ao plenário. Isso descreve a elaboração da Constituição, e não os títulos ou capítulos de seu texto. Fonte: página impressa 353, página 340 do PDF. 4 Federação e descentralização O capítulo sobre federalismo fiscal relaciona a nova Constituição à redemocratização, ao fortalecimento da Federação e à descentralização de receitas. Os debates envolveram divergências sobre a redistribuição dos recursos entre os entes. Fontes: páginas impressas 352 e 353, páginas 339 e 340 do PDF. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 181 Síntese e revisão 5 Ampliação da proteção social O livro associa a Constituição à expansão das obrigações sociais do Estado e à seguridade social. No campo da infância, destaca a proteção integral e a prioridade absoluta como marcos da nova ordem constitucional. Fontes: páginas impressas 352 e 353 e 447; páginas 339 e 340 e 430 do PDF. O que já podemos registrar A Constituição de 1988 deve ser estudada no contexto da redemocratização. Sua elaboração foi influenciada pela participação social; o novo texto ampliou a proteção de direitos e reformulou relações federativas. Esta formulação é uma síntese dos capítulos selecionados, não uma transcrição literal nem uma classificação doutrinária completa. Perguntas para revisão 1. Qual contexto político antecedeu a Constituição de 1988? 2. Quando ocorreu a Assembleia Nacional Constituinte e quando foi promulgada a Constituição? 3. Como a sociedade civil participou do processo? 4. Qual era a função da Comissão de Sistematização? 5. Como o livro relaciona redemocratização e descentralização? 6. Por que a proteção da infância exemplifica a ampliação de direitos? Respostas esperadas 1. Transição do governo militar e redemocratização. 2. Assembleia em 1987 e 1988; promulgação em 5 de outubro de 1988. 3. Mobilização, propostas, campanhas, organizações e influência nos debates. 4. Discutir, votar e unificar projetos para apreciação em plenário. 5. A descentralização era vinculada à democracia e ao fortalecimento da Federação. 6. A proteção integral e a prioridade absoluta representam a consolidação da proteção constitucional desses segmentos. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 182 Redemocratização e promulgação Página impressa 389. Abertura do capítulo sobre saneamento e saúde, que situa a transição política. As páginas seguintes são reproduções da fonte enviada. Os números impressos pertencem ao livro; a numeração do visualizador pertence a este complemento. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 183 O presente ensaio aborda a relação entre as políticas públicas de sanea- mento básico e de saúde, com recorte proposto entre 1979 e 1988. No Brasil, foi um período em que se aprofundou o declínio do governo militar e a transição para um novo regime, com a Assembleia Nacional Cons- tituinte de 1987-1988 e a promulgação da Constituição da República em 5 de outubro de 1988. Não obstante, também foi um período de recessão econômica para o Brasil e para a América Latina, com aumento da inflação que, entre outros fatores, inviabilizou os investimentos públicos nos setores de infraestrutura, em especial, o setor de saneamento básico. Para compreender a relação entre as políticas públicas de saneamento básico e de saúde e suas repercussões no texto da Constituição de 1988, é necessário regressar alguns anos e constatar que essas políticas tiveram pontos de contato e distanciamento ao longo do tempo. Tal análise permitirá entender a atuação do Poder Público na promoção de ações e das medidas necessárias para a implementação desses serviços públicos e a consagração dos direitos fundamentais inerentes a eles. O artigo vale-se de pesquisa bibliográfica, focada em artigos e livros científicos sobre o assunto, bem como de fontes originais do Arquivo da Câ- mara dos Deputados, com as transcrições dos debates travados na Assem- bleia Nacional Constituinte de 1987-1988. Destaca-se o texto que ao final foi consolidado na Seção II do Capítulo “Da Seguridade Social” do Título “Da Ordem Social” da Constituição de 1988. Com esse material, pode-se respon- der à seguinte questão que permeia a pesquisa: os constituintes considera- ram a relevância dos serviços de saneamento básico para a efetivação do direito fundamental à saúde? Saneamento básico e efetivação do direito à saúde Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 184 Federalismo e organização da Constituinte Páginas impressas 352 e 353. Inclui a seção sobre o novo pacto federativo fiscal e a nota 116. As páginas seguintes são reproduções da fonte enviada. Os números impressos pertencem ao livro; a numeração do visualizador pertence a este complemento. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 185 o que marcaria o fim do Estado autoritário e o início de um novo período na história do Brasil. Os parlamentares Flávio Marcílio e Moacyr Dalla assinando a Emenda Passos Porto, em 1º de dezembro de 1983 Fonte: Arquivo Histórico da Câmara dos Deputados. A Constituição de 1988 e o novo pacto federativo fiscal A Constituição de 1988, fruto de um amplo processo democrático protago- nizado pela Assembleia Nacional Constituinte, reconfigurou o federalismo fiscal brasileiro, que refletiu o processo de redemocratização do país. Como destaca Varsano (1996, p. 13), a reação à concentração política dos últimos vinte anos colocou o fortalecimento da Federação como objetivo central da nova ordem constitucional. A reforma tributária estabelecida pela Constituição de 1988 teve como principal objetivo a desconcentração da receita disponível do setor público (Barbosa; Barbosa, 2004, p. 298), de modo a favorecer os entes subnacionais. Em contraposição ao regime militar, a reforma foi pautada pela descentralização e pela expansão das obrigações sociais do Estado. Conforme Oliveira (2010, p. 39), a reforma tributária implementada após o período militar teve como um de seus pilares a descentralização, um prin- 200 anos de Brasil o Arquivo da Câmara dos Deputados como fonte para a história Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 186 cípio que, na década de 1980, ganhou força como um componente atrelado à ideia de democracia. Além disso, houve uma ampliação das responsabili- dades do Estado no âmbito social, evidenciada pela adoção do conceito de seguridade social e pela criação de um sistema de financiamento específico para essas políticas, distinto do sistema de impostos. Na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) de 1987-1988 116 , os debates sobre o sistema tributário e o federalismo fiscal concentraram- -se, sobretudo, na Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição de Receitas, relacionada à Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Os debates na subcomissão foram marcados pelo conflito entre constituintes dos estados do Norte/Nordeste e Sul/Sudeste. Embora hou- vesse consenso sobre a necessidade de descentralizar recursos da União, divergências surgiram quanto à magnitude dessa redistribuição (Lukic, 2014, p. 166-205). No anteprojeto do relator da subcomissão, o relator, constituinte Fer- nando Bezerra Coelho, assentou as críticas ao sistema tributário então vi- gente erelacionou a centralização fiscal na União às mazelas do país. A essa centralização do poder tributário [da União] é atribuída a causa principal da insolvência da generalidade dos estados e dos municípios, a maioria dos quais sequer podendo cobrir os gastos de pessoal com o produto dos impostos que lhes foram reservados. A concentração federal dos recursos tributáriostambém é responsabilizada pelo total enfraquecimento do sis- tema federativo, o emperramento das máquinas administrati- vas, a delonga nas decisões, o crescimento da corrupção e os aumentos dos desperdícios. A insuficiência de recursos pró- prios nos Estados e Municípios engendrou progressiva absor- ção, pelo Governo Federal, de serviços tipicamente estaduais e municipais, a maiores custos. (Brasil, 1987a) Por sua vez, na Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Fi- nanças, o relator, constituinte José Serra, ao dispor sobre o anteprojeto da Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 187 116 A ANC de 1987-1988 estruturou-se em 24 subcomissões distribuídas entre oito comissões te- máticas. Os trabalhos convergiram para a Comissão de Sistematização, responsável por discutir, votar e unificar os projetos em um documento único, posteriormente submetido à aprovação em sessão plenária da Assembleia. Federalismo fiscal brasileiro e sistema tributário nacional: do Código Tributário Nacional (1966) à Constituição de 1988 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 188 Participação social na Constituinte Páginas impressas 370 a 373. Exemplo de mobilização pelos direitos da infância; mantido o contexto das páginas. As páginas seguintes são reproduções da fonte enviada. Os números impressos pertencem ao livro; a numeração do visualizador pertence a este complemento. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 189 dos direitos das crianças e, como tal, serve tanto como documento de refe- rência, quanto como um ponto de mobilização para aqueles comprometidos com a promoção da dignidade e do bem-estar das crianças em todo o mundo. No Brasil, a década de 1980 foi marcada pelo processo de redemo- cratização, após mais de duas décadas de regime militar. Esse período foi caracterizado por intensos debates sobre a reconstrução democrática que culminaram com a promulgação da nova Constituição Federal. Nesse con- texto, a perspectiva de garantia dos direitos da infância foi impulsionada por movimentos sociais e organizações da sociedade civil, que reivindicavam maior proteção e participação das crianças na construção das políticas. A dé- cada de 1980, portanto, constituiu um marco na consolidação de garantias para as crianças, que passaram a ser consideradas sujeitos de direitos. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) representa a principal referência legal para os direitos de crianças no país, expressando ideais de in- clusão e de proteção integral presentes na Declaração Universal dos Direitos da Criança e na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. Com base nessas considerações, observa-se que o Brasil fez grandes avanços no âmbito das garantias legais para crianças, impulsionados pelo processo de redemocratização. Essas conquistas resultaram em melhorias significativas, como a redução da pobreza e da mortalidade infantil, além de progressos verificados na educação, como a ampliação do número de matrículas e a re- dução do abandono escolar (Unicef, 2019). Como se pode observar, nas últimas décadas houve um reconheci- mento crescente, tanto no âmbito do arcabouço legislativo internacional quanto do nacional, dos direitos das crianças, com destaque para o direito à participação e para a valorização progressiva de suas vozes. No entanto, apesar dos avanços normativos, a presença efetiva das crianças nos espaços de decisão ainda permanece restrita (Trindade; Morais; Pinto, 2025). A infância no acervo da Câmara dos Deputados: vestígios e limites da participação infantil na construção da garantia de direitos O processo de construção da Constituição Federal de 1988 foi caracterizado Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 190 por intensas discussões e ampla participação social. Embora a Assembleia 200 anos de Brasil o Arquivo da Câmara dos Deputados como fonte para a história Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 191 Nacional Constituinte (ANC) fosse composta exclusivamente por parlamenta- res, o processo foi influenciado por especialistas, movimentos sociais, ONGs e membros da sociedade civil. Para Pinheiro (2024), a abordagem predomi- nante na comissão criada para tratar do tema enfatizava aspectos voltados à proteção da infância, fortemente influenciada por valores humanitários e cristãos. A Comissão Nacional Criança e Constituinte (CNCC) desempenhou um papel fundamental na elaboração de propostas voltadas para a infância durante a ANC. Composta por representantes do governo e da sociedade civil, a comissão reuniu instituições como a Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (OMEP), a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Movi- mento Nacional dos Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), este último em destaque na figura a seguir. Crianças protestando em frente ao Congresso, em 24 de maio de 1988 Fonte: Arquivo Histórico da Câmara dos Deputados. As ações da comissão envolveram mobilização, debates e campa- nhas de conscientização, além da organização de um abaixo-assinado com mais de 1,2 milhão de assinaturas, demonstrando amplo apoio à inclu- são dos direitos da criança na nova Constituição (Didonet, 2022). Uma das iniciativas mais emblemáticas da comissão foi a campanha “Criança e Constituinte”, representada na próxima figura. Lançada em 1986, essa ação ampliou e garantiu visibilidade às crianças, colocando em pauta o Participação de crianças na Constituinte de 1987-1988: vestígios documentais e limites na construção de direitos para a infância no Brasil Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 192 debate sobre desigualdades e a necessidade de assegurar direitos a todas as crianças, independentemente de origem, classe ou raça, estabelecendo a infância como um tema prioritário no texto constitucional. Proposta da Comissão Nacional Criança e Constituinte, 27 de abril de 1987 Fonte: Arquivo Histórico da Câmara dos Deputados. Os avanços na incorporação dos direitos das crianças à Constituição de 1988 foram resultado de intensa mobilização social e de disputas po- líticas, refletindo a atuação ativa de diversos setores da sociedade civil na elaboração do texto constitucional. Esse engajamento foi fundamental para que as demandas da infância fossem consideradas na definição dos direitos, e se expressou também na presença de crianças no Congresso Nacional du- 200 anos de Brasil o Arquivo da Câmara dos Deputados como fonte para a história Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 193 rante o processo constituinte, o que simboliza uma mudança significativa na forma como a infância passou a ser percebida no espaço público e político (Moreira; Salles, 2017). Para além disso, a defesa dos direitos das crianças contribuiu para a compreensão do contexto de redemocratização do país, evidenciando o papel das organizações e movimentos sociais na consolidação desses direi- tos (Rizzini; Barker; Cassaniga, 1999; Moreira; Salles, 2017; Didonet, 2022). Diversos registros da época, como fotografias e matérias jornalísticas 118 , apresentam-se como vestígios históricos da participação de crianças na Constituinte. No entanto, uma questão central se coloca: até que ponto as crianças foram agentes ativas nesse processo? Por meio da análise de tais documentos, podem ser evocadas algumas pistas sobre percepções da presença das crianças nas mobilizações, emer- gindo pistas sobre o espaço que lhes foi concedido ou conquistado no dis- curso público acerca da presença e da participação de crianças em eventos e manifestações políticas ou na interação delas com parlamentares. Nessa linha, neste texto são analisadas quatro matérias jornalísticas publicadas entre 1986 e 1988, na tentativa de compreender mais sobre as crianças neste processo. 118 A maior parte das fotografias e matérias jornalísticas incluídas neste texto são oriundas do Acervo da Câmara dos Deputados. Participação de crianças na Constituinte de 1987-1988: vestígios documentais e limites na construção dec) multa; d) prestação social alternativa; e) suspensão ou interdição de direitos; XLVII – não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; XLV – a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; XLIX – é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; L – às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação; LI – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entor- pecentes e drogas afins, na forma da lei; LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; L – ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVI – são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal con- denatória; LV – o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hi- póteses previstas em lei; LIX – será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal; LX – a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimi- dade ou o interesse social o exigirem; LXI – ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propria- mente militar, definidos em lei; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 23 Art. 5º LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediata- mente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; LX – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; LXIV – o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu inter- rogatório policial; LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade pro- visória, com ou sem fiança; LXVII – não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento vo- luntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel; LXV – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não ampa- rado por habeas corpus ou habeas data , quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em fun- cionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; LXXII – conceder-se-á habeas data : a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, cons- tantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; LXX – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato le- sivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administra- tiva, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; LXXIV – o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem in- suficiência de recursos; LXXV – o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; LXXVI – são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito; LXXVII – são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data , e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 24 LXXV – a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação; (Inciso acrescido pela EC nº 45, de 2004) LXXIX – é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos dados pessoais, inclusive nos meios digitais. (Inciso acrescido pela EC nº 115, de 2022) § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 25 14 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Parágrafo acrescido pela EC nº 45, de 2004) § 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Parágrafo acrescido pela EC nº 45, de 2004) CAPÍTULO II – DOS DIREITOS SOCIAIS Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o trans- porte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assis- tência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Artigo com redação dada pela EC nº 90, de 2015) Parágrafo único. Todo brasileiro em situação de vulnerabilidade social terá direito a uma renda básica familiar, garantida pelo poder público em programa permanente de transferência de renda, cujas normas e requisitos de acesso serão determinados em lei, observada a legis- lação fiscal e orçamentária. (Parágrafo único acrescido pela EC nº 114, de 2021) Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa, nos ter- mos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros direitos; II – seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário; – fundo de garantia do tempo de serviço; IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas ne- cessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho; VI – irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; VII – garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; V – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;direitos para a infância no Brasil Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 194 Ampliação da proteção de direitos Página impressa 447. Abertura do capítulo sobre os direitos de crianças e adolescentes. As páginas seguintes são reproduções da fonte enviada. Os números impressos pertencem ao livro; a numeração do visualizador pertence a este complemento. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 195 A promulgação da Constituição Federal de 1988, síntese de um pro- cesso de construções teóricas e lutas sociais pelos direitos da infância e da adolescência, representou um marco histórico na consolidação dos direitos para esses segmentos no Brasil. Ao estabelecer, por exemplo, a proteção integral e a prioridade absoluta como princípios fundamentais, o texto constitucional contrapôs a lógica imediatamente anterior, marcada, entre outros aspectos, pelo discurso jurídico do “menorismo” e da “situação irregular”. Ao mesmo tempo, como se procurará discutir ao longo deste texto, malgrado os grandes avanços conquistados ao longo das últimas décadas, a gramática jurídica no novo período demonstra-se não apenas insuficiente e contraditória para efetivar suas próprias premissas, mas também distante de dimensões que seriam fundamentais para o endereçamento efetivo das violências sofridas por crianças e adolescentes no Brasil. Tomando o tema da prevenção e do enfrentamento às violências como exemplificativo, percorreremos, de modo exploratório, alguns aspec- tos dogmáticos do direito da criança e do adolescente. Ressaltaremos ele- mentos históricos, legais (em sentido estrito) e doutrinários que nos ajudem a compreender as virtudes e limites do direito especificamente criado para proteger as crianças brasileiras dos mais diversos tipos de violências que as afligem. Como as violências constituem um tema transversal, para o qual im- portam praticamente todas as áreas de políticas públicas, desde educação, saúde e socioeducação, a abordagem que se fará do direito em questão será necessariamente parcial e seletiva. Espera-se, contudo, que esta empreitada seja útil para exemplificar a contento virtudes e limites da gramática jurídica vigente, com ganhos analíticos para a discussão do direito da criança e do adolescente no Brasil. Nesse sentido, tomando como base, embora de forma adaptada, o Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 196 arcabouço definido pela metodologia INSPIRE, da Unicef, da OMS e de ou- tras organizações (Unicef et al ., 2017), definiremos, de forma instrumental e operativa, para os intentos deste artigo, a violência contra a criança e o adolescente como “o uso intencional de força física ou poder – real ou amea- çado – contra pessoas menores de 18 anos, por indivíduos, instituições ou sistemas”, dos quais resulte ou tenha alta probabilidade de resultar “dano O direito da criança e do adolescente na prevenção e no enfrentamento às violências: um ensaio sobre o direito em construção a partir de 1988 Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 197 Conceito e sentidos de Constituição Ideia geral A Constituição estabelece a organização fundamental do Estado, distribui o exercício do poder e protege direitos. Para compreendê-la, é útil distinguir diferentes critérios de análise. Sentido sociológico Na abordagem associada a Ferdinand Lassalle, a análise observa os fatores reais de poder existentes na sociedade. O foco é a relação entre o documento escrito e a realidade política e social. Sentido político Na concepção associada a Carl Schmitt, a Constituição expressa decisões políticas fundamentais. Distingue-se a decisão sobre a estrutura essencial do Estado de disposições que integram o documento sem esse caráter fundamental. Sentido jurídico Na abordagem associada a Hans Kelsen, a Constituição é examinada no plano normativo. Ela ocupa posição superior no sistema e fundamenta a produção das demais normas. Material e formal O critério material considera o conteúdo da norma, como organização do poder e proteção de direitos. O formal considera sua inserção no conjunto de normas dotadas de posição constitucional. São critérios de classificação, não juízos sobre a importância prática de um direito. Para revisar Sociológico: realidade do poder. Político: decisão fundamental. Jurídico: norma e sistema. Material: conteúdo. Formal: posição e forma de integração. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 198 Classificações da Constituição de 1988 As classificações usam critérios diferentes. Uma mesma Constituição pode receber várias qualificações sem contradição. Promulgada A origem está ligada à elaboração por representantes no processo constituinte, em contraste com a imposição unilateral de um texto. Escrita Suas normas estão sistematizadas em documento constitucional. Isso não exclui a necessidade de interpretação ou a influência das práticas institucionais. Analítica O texto desenvolve muitos temas e oferece maior detalhamento. Uma Constituição sintética se concentra em enunciados mais breves e fundamentais. Dogmática É elaborada em determinado momento histórico, por um órgão constituinte, a partir de ideias e concepções políticas e jurídicas. A classificação histórica se relaciona à formação gradual por costumes e tradições. Rígida Sua alteração exige procedimento mais exigente que o utilizado para normas ordinárias. Rigidez não significa ausência de mudanças. Formal e eclética Formal remete ao critério de integração de normas ao texto constitucional. Eclética indica a combinação de correntes e valores, resultante de compromissos políticos. Social e dirigente A dimensão social envolve compromissos com proteção social. A dimensão dirigente expressa objetivos e orientações para a atuação estatal. Fonte conceitual: Pedro Lenza, seção 2.4. Classificações com outros critérios ou divergências entre autores podem ser estudadas depois, conforme a necessidade das questões. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 199 Estrutura e elementos constitucionais Preâmbulo É a abertura do documento constitucional. Apresenta o contexto e os valores enunciados no ato de elaboração. Neste complemento, não se reproduzem conclusões jurisprudenciais sobre seus efeitos. Corpo permanente Contém normas organizadas em títulos, capítulos, seções, artigos, parágrafos, incisos e alíneas. Permanente não significa imutável. Disposições transitórias O ADCT reúne disposições voltadas à transição e a situações específicas. O papel de uma norma transitória deve ser compreendido a partir de seu objeto e de sua finalidade. Elementos orgânicos Tratam da organização do Estado e dos poderes. Elementos limitativos Relacionam-se à limitação do poder e à proteção de direitos. Elementos socioideológicos Expressam compromissos sociais e econômicos presentes na Constituição. Elementos de estabilização constitucional Relacionam-se à defesa da ordem constitucional e à solução de conflitos. Elementos formais de aplicabilidade Referem-se à aplicação das normas constitucionais. A classificação dos elementos é uma ferramenta doutrinária para entender funções do texto. Fontes conceituais: Pedro Lenza, seções 2.5 e 3.10. Não confunda a estrutura do documento com as comissões que trabalharam em sua elaboração. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 200 Princípios e direitos fundamentais Princípios Orientam a interpretação e a atuação estatal. Fundamentos expressam bases do Estado; objetivos indicam finalidades a perseguir. Não se confundem com competências atribuídas a cada órgão. Direitos e garantias Direitos protegem bens, liberdades e posições jurídicas. Garantias são instrumentos e mecanismos de proteção. A distinção é didática: algumas disposições desempenham mais de uma função. Dimensões de direitos A primeira dimensão enfatiza liberdades e proteção contra intervenções indevidas. A segunda enfatiza direitos sociais e prestações. A terceira enfoca interesses coletivos e solidariedade. A ideia de dimensões evita a impressão de quedireitos novos eliminam os anteriores. Direitos individuais e coletivos Podem proteger a pessoa, grupos ou formas coletivas de exercício de liberdades. A análise envolve titulares, objeto protegido, limites e instrumentos de proteção. Direitos sociais Relacionam-se às condições de vida e à participação na sociedade. A compreensão envolve proteção, prestações, políticas públicas e efetividade. Proteção e limites Ao estudar um direito, diferencie sua previsão, seu exercício e sua proteção. Este complemento não reproduz os julgados antigos utilizados na obra para discutir conflitos e limites. Fontes conceituais: Pedro Lenza, capítulos 14, 15 e 21. Consulte o caderno normativo para a enumeração dos direitos e mecanismos. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 201 Nacionalidade direitos políticos e partidos Nacionalidade É o vínculo jurídico-político entre a pessoa e o Estado. Nacionalidade originária refere-se à atribuição inicial; nacionalidade derivada, à aquisição posterior. Critérios baseados no nascimento no território e na ascendência são categorias úteis para compreender sistemas de atribuição. Nacionalidade e cidadania São conceitos relacionados, mas distintos. Nacionalidade trata do vínculo com o Estado; cidadania, neste contexto, remete à participação na vida política. Requisitos e hipóteses devem ser estudados no texto normativo, não na edição antiga. Direitos políticos Relacionam-se à participação na formação da vontade política. Capacidade eleitoral ativa trata da participação como eleitor; capacidade eleitoral passiva trata da possibilidade de candidatura. Sufrágio voto e escrutínio Sufrágio é a participação política na escolha e na decisão. Voto é um modo de exercício dessa participação. Escrutínio refere-se à apuração. Representação e participação direta Na representação, decisões são tomadas por representantes. Instrumentos de participação direta permitem a atuação do eleitorado em decisões ou iniciativas. Não foram incorporadas regras de procedimento da edição de 2015. Partidos políticos Organizam correntes de opinião, articulam interesses e participam da representação. Sua compreensão exige distinguir instituição partidária, candidato, eleitor e órgão estatal. Fontes conceituais: Pedro Lenza, capítulos 16 a 18. Foram descartados requisitos, hipóteses de perda, regras de coligações, financiamento e fidelidade daquela edição. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 202 Organização do Estado e competências Estado e governo Estado é a organização político-jurídica. Governo refere-se à direção política exercida em certo período. A Administração Pública realiza atividades voltadas às finalidades estatais. Forma de Estado Trata da distribuição territorial do poder. O Estado unitário e a Federação são modelos diferentes de organização. Federação Pressupõe distribuição constitucional de competências entre entes. Autonomia de um ente não se confunde com soberania do Estado no plano internacional. Entes e competências Estude a organização político-administrativa e a divisão de atribuições. Competências materiais tratam de atuação; competências legislativas, da produção de normas. Competência comum e concorrente A ideia de atuação comum envolve participação de diferentes entes em tarefas. A legislação concorrente envolve repartição de funções normativas. Para identificar titulares e matérias, use os artigos selecionados. Territórios Devem ser estudados como categoria própria da organização territorial, sem presumir que possuam as mesmas características dos demais entes. Intervenção É um mecanismo excepcional de restrição da autonomia para proteção da ordem federativa. Hipóteses, sujeitos e procedimentos foram excluídos do complemento antigo e devem ser consultados no caderno normativo. Fonte conceitual: Pedro Lenza, capítulo 7. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 203 Administração pública e servidores Administração Pública Em sentido subjetivo, a atenção recai sobre os órgãos, entidades e agentes. Em sentido objetivo, sobre a atividade administrativa. Legalidade Relaciona-se à submissão da atuação administrativa à ordem jurídica. Impessoalidade Envolve finalidade pública e tratamento institucional, evitando orientar a atuação por interesses pessoais. Moralidade Exige atenção à dimensão ética e à probidade da atuação administrativa. Publicidade Relaciona-se à transparência e à possibilidade de conhecimento e controle da atuação. Eficiência Envolve a busca por qualidade, resultados e uso adequado dos recursos. Eficiência não elimina os demais princípios. Servidores O estudo conceitual distingue cargo, emprego e função. O regime jurídico disciplina ingresso, exercício, direitos, deveres e responsabilidade. As regras previdenciárias e remuneratórias de 2015 foram integralmente retiradas do complemento. Militares O regime militar apresenta particularidades de organização, hierarquia e disciplina. As regras concretas devem ser estudadas nos dispositivos constitucionais fornecidos; não se reproduzem procedimentos ou jurisprudência antigos. Fontes conceituais: Pedro Lenza, seções 22.2 e 13.6. Este bloco não é um tratamento completo do regime jurídico de servidores. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 204 Poder Legislativo e parlamentares Funções do Legislativo Compreendem elaboração normativa, representação e fiscalização. As competências concretas variam conforme o órgão e devem ser identificadas no texto constitucional. Bicameralismo É a organização do Parlamento em duas Casas. Estude a relação entre Congresso, Câmara e Senado, distinguindo atuação de cada Casa e atuação conjunta. Legislatura e sessão legislativa Legislatura designa um período de organização parlamentar. Sessão legislativa corresponde ao ciclo de trabalhos. Não confunda essas expressões com cada reunião ou sessão de plenário. Comissões São órgãos colegiados para análise de matérias e realização de atividades parlamentares. Sua atuação pode ser permanente ou temporária, conforme a organização prevista. Mandato parlamentar É a posição institucional de representação. Seu estudo abrange prerrogativas, deveres, incompatibilidades, licenças e hipóteses de perda, que devem ser consultadas no caderno normativo. Imunidades São prerrogativas associadas ao exercício do mandato. A distinção conceitual entre proteção material e proteção processual ajuda a organizar o tema; alcance, requisitos e decisões judiciais antigas foram retirados. Decoro Relaciona-se aos padrões de conduta exigidos para o exercício da função parlamentar. Não se confunde com mera divergência política. Fonte conceitual: Pedro Lenza, capítulo 9. Para sessões, órgãos, deputados e administração interna, utilize os recortes específicos dos regimentos. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 205 Revisão dos conceitos Explique com suas palavras 1. Constituição material e formal. 2. Constituição analítica e rígida. 3. Preâmbulo, corpo permanente e ADCT. 4. Direitos e garantias. 5. Nacionalidade e cidadania. 6. Sufrágio, voto e escrutínio. 7. Autonomia e soberania. 8. Estado, governo e Administração. 9. Legislatura, sessão legislativa e sessão de plenário. 10. Direitos dos cidadãos e prerrogativas parlamentares. Fontes da elaboração Pedro Lenza, Direito constitucional esquematizado, 19ª edição, Saraiva, 2015: seções 2.1, 2.4, 2.5 e 3.10; capítulos 7, 9, 14 a 18 e 21; seções 13.6 e 22.2. A redação do complemento é uma síntese conceitual própria, e não reprodução integral dos capítulos. Os demais arquivos incorporados são as edições da Constituição e do Regimento Interno enviadas pela usuária e o complemento histórico do livro 200 anos de Brasil. Resultado da revisão Nenhum extrato integral do livro de 2015 permanece neste volume. O complemento conceitual não inclui leis, jurisprudência, procedimentos ou requisitos normativos daquela edição. Os textos de referência normativa permanecem em suas edições originais. Mapa mental Direito Constitucional Mapa mental Regimentos Câmarados Deputados Relações Públicas Como estudar este volume Câmara dos Deputados Relações Públicas Mapa dos temas e ordem de leitura Como utilizar este primeiro material Estrutura do texto constitucional Constituição Princípios e direitos fundamentais Constituição Organização do Estado Constituição Administração pública Constituição Militares das Forças Armadas Constituição Poder Legislativo e parlamentares Regimento Interno Disposições e órgãos Regimento Interno Sessões da Câmara Regimento Interno Deputados Regimento Interno Administração e economia interna Regimento Comum Título I Regimento Comum Sessões solenes e matérias legislativas Constituição de 1988 Contexto histórico Síntese para estudar Síntese e revisão Redemocratização e promulgação O Federalismo e organização da Constituinte Participação social na Constituinte Ampliação da proteção de direitos A Conceito e sentidos de Constituição Classificações da Constituição de 1988 Estrutura e elementos constitucionais Princípios e direitos fundamentais Nacionalidade direitos políticos e partidos Organização do Estado e competências Administração pública e servidores Poder Legislativo e parlamentares Revisão dos conceitosIX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; X – proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa; XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcional- mente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei; XII – salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos ter- mos da lei; (Inciso com redação dada pela EC nº 20, de 1998) X – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de reveza- mento, salvo negociação coletiva; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 26 XV – repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; XVI – remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 27 Art. 8º XVII – gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salá- rio normal; XV – licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; XIX – licença-paternidade, nos termos fixados em lei; XX – proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; XXI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei; XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; XX – adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; XXIV – aposentadoria; XXV – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; (Inciso com redação dada pela EC nº 53, de 2006) XXVI – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho; XXVII – proteção em face da automação, na forma da lei; XXV – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indeni- zação a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa; XXIX – ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescri- cional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho; (Inciso com redação dada pela EC nº 28, de 2000) a) (Alínea revogada pela EC nº 28, de 2000) b) (Alínea revogada pela EC nº 28, de 2000) XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil; XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os pro- fissionais respectivos; XXX – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; (Inciso com redação dada pela EC nº 20, de 1998) XXXIV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, V , X, X , XV, XVI, XVII, XV , XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXX e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumpri- mento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, , IX, XII, XXV e XXV , bem como a sua integração à previdência social. (Parágrafo único com redação dada pela EC nº 72, de 2013) Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao poder público a interferência e a intervenção na organização sindical; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 28 16 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL II – é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, represen- tativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; IV – a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei; V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho; VII – o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais; V – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer. Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportu- nidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. § 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. § 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de dis- cussão e deliberação. Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de um repre- sentante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. CAPÍTULO – DA NACIONALIDADE Art. 12. São brasileiros: I – natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam re- gistrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (Alínea com redação dada pela EC nº 54, de 2007) II – naturalizados: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 29 b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que requeiram a nacio- nalidade brasileira. (Alínea com redação dada pela ECR nº 3, de 1994) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 30 Art. 13 § 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor dos brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. (Parágrafo com redação dada pela ECR nº 3, de 1994) § 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição. § 3º São privativos de brasileiro nato oscargos: I – de Presidente e Vice-Presidente da República; II – de Presidente da Câmara dos Deputados; – de Presidente do Senado Federal; IV – de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V – da carreira diplomática; VI – de oficial das Forças Armadas; VII – de Ministro de Estado da Defesa. (Inciso acrescido pela EC nº 23, de 1999) § 4º Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I – tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacio- nada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (Inciso com redação dada pela EC nº 131, de 2023) II – fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasi- leira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. (Inciso com redação dada pela EC nº 131, de 2023) a) (Alínea acrescida pela ECR nº 3, de 1994, e revogada pela EC nº 131, de 2023) b) (Alínea acrescida pela ECR nº 3, de 1994, e revogada pela EC nº 131, de 2023) § 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, não impede o interessado de readquirir sua nacionalidade brasileira originária, nos termos da lei. (Parágrafo acrescido pela EC nº 131, de 2023) Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. § 1º São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais. § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. CAPÍTULO IV – DOS DIREITOS POLÍTICOS Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito; II – referendo; – iniciativa popular. § 1º O alistamento eleitoral e o voto são: I – obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II – facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. § 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei: I – a nacionalidade brasileira; II – o pleno exercício dos direitos políticos; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 31 18 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL – o alistamento eleitoral; IV – o domicílio eleitoral na circunscrição; V – a filiação partidária; VI – a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. § 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefei- tos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 16, de 1997) § 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. § 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguí- neos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. § 8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: I – se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II – se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua ces- sação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na ad- ministração direta ou indireta. (Parágrafo com redação dada pela ECR nº 4, de 1994) § 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, cor- rupção ou fraude. § 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. § 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da data das eleições, observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos. (Parágrafo acrescido pela EC nº 111, de 2021) § 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas po- pulares nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e na televisão. (Parágrafo acrescido pela EC nº 111, de 2021) Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado; II – incapacidade civil absoluta; – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 32 Art. 16 IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, V ; V – improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º. Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Artigo com redação dada pela EC nº 4, de 1993) CAPÍTULO V – DOS PARTIDOS POLÍTICOS Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I – caráter nacional; II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; – prestação de contas à Justiça Eleitoral; IV – funcionamento parlamentar de acordo com a lei. § 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e esta- belecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 97, de 2017) § 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. § 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à te- levisão, na forma da lei, os partidos políticos que alternativamente: ( Caput do parágrafo com redação dada pela EC nº 97, de 2017) I – obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou (Inciso acrescido pela EC nº 97, de 2017) II – tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.(Inciso acrescido pela EC nº 97, de 2017) § 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. § 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de televisão. (Parágrafo acrescido pela EC nº 97, de 2017) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 33 § 6º Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Verea- dores que se desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, a migração de partido para fins de distribuição de recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e à televisão. (Parágrafo acrescido pela EC nº 111, de 2021) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 34 20 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL § 7º Os partidos políticos devem aplicar no mínimo 5% (cinco por cento) dos recursos do fundo partidário na criação e na manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, de acordo com os interesses intrapartidários. (Parágrafo acrescido pela EC nº 117, de 2022) § 8º O montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e da parcela do fundo partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30% (trinta por cento), proporcional ao número de candidatas, e a distribuição deverá ser realizada conforme critérios definidos pelos respectivos órgãos de direção e pelas normas estatutárias, considerados a autonomia e o interesse partidário. (Parágrafo acrescido pela EC nº 117, de 2022) § 9º Dos recursos oriundos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do fundo partidário destinados às campanhas eleitorais, os partidos políticos devem, obrigatoriamente, aplicar 30% (trinta por cento) em candidaturas de pessoas pretas e pardas, nas circunscrições que melhor atendam aos interesses e às estratégias partidárias. (Parágrafo acrescido pela EC nº 133, de 2024, aplicando-se a partir das eleições de 2024) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 35 Constituição Organização do Estado Item 3: arts. 18 a 36. Páginas 19 a 30 do PDF original. O art. 43 aparece ao fim do bloco seguinte para preservar a ordem da fonte. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 36 TÍTULO – DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição. § 1º Brasília é a Capital Federal. § 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar. § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulga- ção dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 15, de 1996) Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funciona- mento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressal- vada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II – recusar fé aos documentos públicos; – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. CAPÍTULO II – DA UNIÃO Art. 20. São bens da União: I – os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos; II – as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e constru- ções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei; – os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que ba- nhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 37 Art. 21 IV – as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II; (Inciso com redação dada pela EC nº 46, de 2005) V – os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva; VI – o mar territorial; VII – os terrenos de marinha e seus acrescidos; V – os potenciais de energia hidráulica; IX – os recursos minerais, inclusive os do subsolo; X – as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos; XI – as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. § 1º É assegurada, nos termos da lei, à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municí- pios a participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação finan- ceira por essa exploração. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 102, de 2019, publicada no DOU de 27/9/2019, produzindo efeitos a partir da execução orçamentária do exercício financeiro subsequente) § 2º A faixa de até cento e cinquenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras terres- tres, designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa do território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. Art. 21. Compete à União: I – manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais; II – declarar a guerra e celebrar a paz; – assegurar a defesa nacional; IV – permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente; V – decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal; VI – autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico; VII – emitir moeda; V – administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza finan- ceira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de seguros e de pre- vidência privada; IX – elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desen- volvimento econômico e social; X – manter o serviço postal e o correio aéreo nacional; XI – explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; (Inciso com redação dada pela EC nº 8, de 1995) XII – explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens; (Alínea com redação dada pela EC nº 8, de 1995) b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação comos Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos; c) a navegação aérea, aeroespacial e a infraestrutura aeroportuária; d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 38 e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 39 22 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL f) os portos marítimos, fluviais e lacustres; X – organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios; (Inciso com redação dada pela EC nº 69, de 2012, publi- cada no DOU de 30/3/2012, produzindo efeitos 120 dias após a publicação) XIV – organizar e manter a polícia civil, a polícia penal, a polícia militar e o corpo de bom- beiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; (Inciso com redação dada pela EC nº 104, de 2019) XV – organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e cartografia de âmbito nacional; XVI – exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão; XVII – conceder anistia; XV – planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas, especial- mente as secas e as inundações; XIX – instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso; XX – instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação, saneamento básico e transportes urbanos; XXI – estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação; XXII – executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Inciso com reda- ção dada pela EC nº 19, de 1998) XX – explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopó- lio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os seguintes princípios e condições: a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional; b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de radioisóto- pos para pesquisa e uso agrícolas e industriais; (Alínea com redação dada pela EC nº 118, de 2022) c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, a comercialização e a utilização de radioisótopos para pesquisa e uso médicos; (Alínea acrescida pela EC nº 49, de 2006, com redação dada pela EC nº 118, de 2022) d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa; (Primitiva alínea c renomeada pela EC nº 49, de 2006) XXIV – organizar, manter e executar a inspeção do trabalho; XXV – estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem, em forma associativa; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 40 XXVI – organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, nos termos da lei. (Inciso acrescido pela EC nº 115, de 2022) Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: I – direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, es- pacial e do trabalho; II – desapropriação; – requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; IV – águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão; V – serviço postal; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 41 Art. 23 VI – sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais; VII – política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores; V – comércio exterior e interestadual; IX – diretrizes da política nacional de transportes; X – regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial; XI – trânsito e transporte; XII – jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia; X – nacionalidade, cidadania e naturalização; XIV – populações indígenas; XV – emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros; XVI – organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões; XVII – organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública dos Territórios, bem como organização administrativa destes; (Inciso com redação dada pela EC nº 69, de 2012, publicada no DOU de 30/3/2012, produzindo efeitos 120 dias após a publicação) XV – sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais; XIX – sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular; XX – sistemas de consórcios e sorteios; XXI – normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação, mobili- zação, inatividades e pensões das polícias militares e dos corpos de bombeiros militares; (Inciso com redação dada pela EC nº 103, de 2019) XXII – competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais; XX – seguridade social; XXIV – diretrizes e bases da educação nacional; XXV – registros públicos; XXVI – atividades nucleares de qualquer natureza; XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as admi- nistrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1º, ; (Inciso com redação dada pela EC nº 19, de 1998) XXV – defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e mobilização nacional; XXIX – propaganda comercial; XXX – proteção e tratamento de dados pessoais. (Inciso acrescido pela EC nº 115, de 2022) Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: I – zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público; II – cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência; – proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; IV – impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural; V – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pes- quisa e à inovação; (Inciso com redação dada pela EC nº 85, de 2015, republicada no DOU de 3/3/2015) VI – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 42 24 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL VII – preservar as florestas, a fauna e a flora; V – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; IX – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacio- nais e de saneamento básico; X – combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integra- ção social dos setores desfavorecidos; XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; XII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. (Parágrafo único com redação dada pela EC nº 53, de 2006) Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; II – orçamento; – juntas comerciais; IV – custas dos serviços forenses; V – produção e consumo; VI – florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição; VII – proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico; V – responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IX – educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação; (Inciso com redação dada pela EC nº 85, de 2015, republicada no DOU de 3/3/2015) X – criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI – procedimentos em matéria processual; XII – previdência social, proteção e defesa da saúde; X – assistência jurídica e defensoria pública; XIV – proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência; XV – proteção à infância e à juventude; XVI – organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis. § 1º No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabele- cer normas gerais. § 2º A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência legisla- tiva plena, para atender a suas peculiaridades. § 4º A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for contrário. CAPÍTULO – DOS ESTADOS FEDERADOS Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observa- dos os princípios desta Constituição. § 1º São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 43 Art. 26 § 2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua regulamenta- ção. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 5, de 1995) § 3º Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglo- merações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados: I – as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União; II – as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aque- las sob domínio da União, Municípios ou terceiros; – as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União; IV – as terras devolutas não compreendidas entre as da União. Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da represen- tação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. § 1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças Armadas. § 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia Le- gislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, , e 153, § 2º, I. (Parágrafo com redação dada pela EC nº 19, de 1998) § 3º Compete às Assembleias Legislativas dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos. § 4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de 4 (quatro) anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em 6 de janeiro do ano subsequente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77 desta Constituição. ( Caput do artigo com redação dada pela EC nº 111, de 2021) (Vide art. 5º da EC nº 111, de 2021) § 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. (Parágrafo único transformado em § 1º pela EC nº 19, de 1998) § 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, , e 153, § 2º, I. (Parágrafo acrescido pela EC nº 19, de 1998) Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 44 CAPÍTULO IV – DOS MUNICÍPIOS Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mí- nimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promul- gará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: I – eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País; Lívia Dias | Câmara dos Deputados | Material 1 45 26 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL II – eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do art. 77, no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores; (Inciso com redação dada pela EC nº 16, de 1997) – posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição; IV – para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de: ( Caput do inciso com redação dada pela EC nº 58, de 2009) a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes; (Alínea com reda- ção dada pela EC nº 58, de 2009) b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta mil) habitantes; (Alínea com redação dada pela EC nº 58, de 2009) c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de até 50.000 (cinquenta mil) habitantes; (Alínea com redação dada pela EC nº 58, de 2009) d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 (oitenta mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000 (cento e vinte mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil) habitan- tes e de até 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; (Alínea acrescida pela EC nº 58, de 2009) j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil) habitan- tes e de até 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes; (Alínea acrescida