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2 MATERIAL DE ESTUDO – TEMA 4 PSIC. ETIC E DIREITOS HUMANOS DIVERSIDADE, INCLUSÃO E MULTICULTURALID 1 – MULTICULTURALIDADE BRASILEIRA: Durante uma atividade acadêmica, estudantes afirmam que a diversidade cultural brasileira resultou exclusivamente da imigração europeia. Considerando a formação histórica do Brasil apresentada no material, essa afirmação é: A) Correta, pois os povos europeus foram os únicos responsáveis pela formação cultural brasileira. B) Incorreta, pois a formação brasileira envolve diferentes povos, incluindo indígenas, africanos, europeus e posteriormente outros grupos migratórios. C) Correta, pois indígenas e africanos não participaram da formação da identidade nacional. D) Incorreta, pois o Brasil possui uma cultura homogênea de origem exclusivamente indígena. JUSTIFICATIVA: O material apresenta a formação brasileira como plural e diversa, envolvendo povos indígenas originários, populações africanas sequestradas e escravizadas, diferentes grupos europeus e, posteriormente, alemães, italianos, japoneses, chineses e outros. 2 – MULTICULTURALISMO: Uma psicóloga que trabalha em uma comunidade percebe diferentes manifestações religiosas, linguísticas, culinárias, estéticas e culturais. Para compreender essa realidade, utiliza o conceito de multiculturalismo. No contexto estudado, multiculturalismo corresponde: A) À existência de uma cultura dominante que deve ser assimilada por todas as pessoas. B) Às múltiplas expressões étnico-raciais, religiosas, culturais, estéticas, culinárias e linguísticas produzidas pelo encontro entre diferentes povos. C) Exclusivamente à convivência entre pessoas de diferentes nacionalidades. D) À eliminação das diferenças culturais em favor de uma identidade nacional homogênea. JUSTIFICATIVA: O multiculturalismo é apresentado como relacionado às múltiplas expressões étnico-raciais, religiosas, culturais, cosmológicas, estéticas, culinárias e linguísticas resultantes do contato entre diferentes povos. 3 – RAÇA COMO CATEGORIA SOCIAL: Em uma discussão sobre desigualdade racial, um estudante afirma que o conceito de raça só teria relevância caso existissem biologicamente diferentes raças humanas. Segundo o conteúdo estudado: A) A afirmação está correta, pois raça é exclusivamente uma categoria genética. B) A categoria raça continua relevante para analisar desigualdades sociais, embora não existam raças humanas biologicamente distintas. C) Raça deve ser substituída exclusivamente pelo conceito de nacionalidade. D) A ciência atual confirma a existência de hierarquias biológicas entre grupos raciais. JUSTIFICATIVA: O material, apoiado em Antônio Sérgio Guimarães, apresenta raça como categoria de análise social. Embora a ideia de raças humanas biologicamente distintas não possua sustentação científica, a crença social na raça continua produzindo efeitos concretos e desigualdades. 4 – RACISMO CIENTÍFICO: Um pesquisador do século XIX afirma que características fenotípicas seriam suficientes para demonstrar que determinados povos possuem menor capacidade intelectual. Essa concepção exemplifica: A) Multiculturalismo. B) Racismo científico ou biológico. C) Negritude. D) Interseccionalidade. JUSTIFICATIVA: O racismo científico ou biológico refere-se às teorias dos séculos XIX e XX que procuravam sustentar cientificamente uma suposta inferioridade biológica de povos não brancos e não ocidentais em relação aos europeus brancos. 5 – PRIVILÉGIOS MATERIAIS: Em uma pesquisa, observa-se que determinados grupos possuem historicamente maior facilidade de acesso à habitação, educação, emprego e riqueza herdada. No material, esses elementos exemplificam: A) Privilégios materiais associados às desigualdades raciais. B) Apenas diferenças individuais de personalidade. C) Igualdade racial consolidada. D) Diferenças determinadas geneticamente. JUSTIFICATIVA: O material relaciona privilégios materiais às facilidades de acesso à habitação, educação, emprego, transferência de riqueza entre gerações e outras formas de bem-estar social. 6 – BRANQUITUDE E NEGRITUDE: Considerando as definições apresentadas no material, assinale a alternativa correta. A) Branquitude e negritude significam exatamente a mesma coisa. B) Branquitude refere-se exclusivamente à cor da pele. C) Branquitude relaciona-se à construção de uma superioridade racial que gera privilégios, enquanto negritude envolve solidariedade, afirmação e politização das identidades negras. D) Negritude corresponde à crença na inferioridade racial de pessoas negras. JUSTIFICATIVA: O texto define branquitude como uma construção falaciosa de superioridade racial que produz privilégios materiais e simbólicos, enquanto a negritude envolve laços de solidariedade, afirmatividade e politização das identidades pessoais, afetivas, estéticas e sociais entre sujeitos negros. 7 – MITO DA DEMOCRACIA RACIAL: Um profissional afirma que a miscigenação comprova que o Brasil superou historicamente o racismo e que diferentes grupos étnico-raciais convivem em completa igualdade. De acordo com o material, essa afirmação reproduz: A) O conceito de epistemicídio. B) O mito da democracia racial. C) O conceito de gênero. D) A noção de identidade psicossocial. JUSTIFICATIVA: O mito da democracia racial sustenta a existência de uma suposta harmonia entre os grupos étnico-raciais brasileiros, podendo ocultar desigualdades, conflitos e violências historicamente produzidos. 8 – FORMAÇÃO HISTÓRICA BRASILEIRA: Sobre a formação multicultural brasileira, assinale a alternativa correta. A) O encontro entre os diferentes povos ocorreu de maneira historicamente equilibrada. B) A miscigenação eliminou os conflitos raciais brasileiros. C) A diversidade brasileira deve ser reconhecida sem invisibilizar as relações históricas de colonização, escravização e violência. D) O reconhecimento da diversidade exige negar o passado colonial. JUSTIFICATIVA: O material defende a valorização das contribuições dos diferentes povos, mas ressalta que isso não pode ocorrer mediante a negação do caráter exploratório, escravista e violento do processo histórico brasileiro. 9 – DIVERSIDADE: Uma instituição considera determinado modelo familiar, corporal e sexual como “normal” e classifica todas as demais experiências como desviantes. Segundo o conteúdo, o principal problema dessa postura consiste em: A) reconhecer diferenças entre as pessoas. B) transformar diferenças em hierarquias de valor e produzir desigualdades. C) admitir que existe diversidade social. D) considerar a identidade um processo psicossocial. JUSTIFICATIVA: O texto destaca que o problema não está na existência da diferença, mas na sua hierarquização. Quando diferenças são organizadas em termos de “normal” e “anormal”, produzem-se desigualdades entre formas de existência humana. 10 – IDENTIDADE: Uma brasileira vivendo no exterior percebe que sua nacionalidade a aproxima simbolicamente de outros brasileiros e, simultaneamente, a diferencia de pessoas pertencentes a outros grupos nacionais. O exemplo demonstra que identidade: A) é exclusivamente um traço de personalidade. B) articula diferença e igualdade e constitui um processo em movimento. C) é geneticamente determinada. D) permanece imutável durante toda a vida. JUSTIFICATIVA: O material define identidade como mecanismo psicossocial que simultaneamente aproxima o sujeito de determinados grupos e o diferencia de outros. Ela articula diferença e igualdade, sendo negociada entre indivíduo e sociedade e caracterizada por constante transformação. 11 – IDENTIDADES COLETIVAS: Um grupo de pessoas que compartilha experiências de discriminação organiza-se coletivamente para reivindicar direitos e transformar suas condições sociais. Esse processo demonstra que: A) identidades podem ser politizadas e utilizadas estrategicamente na reivindicação de direitos. B) movimentos sociais devem evitar identidadescoletivas. C) identidades são fenômenos exclusivamente individuais. D) reivindicações coletivas anulam a democracia. JUSTIFICATIVA: O material destaca que grupos historicamente subalternizados podem coletivizar experiências de sofrimento e transformar identidades em instrumentos políticos de reivindicação de direitos. 12 – SEXO: Segundo a terminologia utilizada pelo material, o conceito de sexo refere-se principalmente: A) ao desejo afetivo-sexual. B) à identidade social escolhida pelo indivíduo. C) à matriz genital biológica e aos órgãos reprodutivos internos e externos. D) às expectativas sociais de masculinidade e feminilidade. JUSTIFICATIVA: No conteúdo do anexo, sexo é abordado em referência à matriz genital biológica dos corpos, envolvendo principalmente órgãos reprodutivos internos e externos. 13 – INTERSEXUALIDADE: Ao nascer, uma criança apresenta características sexuais que não se conformam integralmente ao padrão binário macho/fêmea. De acordo com o material, esse corpo pode ser compreendido como: A) Cisgênero. B) Intersex. C) Assexual. D) Pansexual. JUSTIFICATIVA: O material denomina intersex os corpos que fogem ao binarismo sexual macho/fêmea, apresentando caracteres de ambos. 14 – GÊNERO: Uma pesquisadora investiga por que determinados comportamentos são considerados “naturalmente masculinos”, enquanto outros são classificados como “naturalmente femininos”. O conceito mais adequado para essa análise é: A) Genótipo. B) Gênero. C) Orientação sexual. D) Sexo biológico exclusivamente. JUSTIFICATIVA: Gênero é apresentado como categoria de análise sócio-histórica que permite compreender como relações sociais e processos históricos e políticos produzem papéis distintos e desiguais atribuídos a homens e mulheres. 15 – RELAÇÕES DE GÊNERO: Segundo o conteúdo estudado, a expressão “relações de gênero” é pertinente porque: A) masculino e feminino são construções exclusivamente genéticas. B) gênero é produzido socialmente e construído nas relações. C) gênero corresponde exclusivamente à orientação sexual. D) apenas mulheres possuem gênero. JUSTIFICATIVA: O material afirma que produzimos gênero continuamente ao lidar com padrões sociais de masculinidade e feminilidade. Por isso, utiliza-se a expressão “relações de gênero”: o gênero se constrói relacionalmente. 16 – IDENTIDADE DE GÊNERO- Um estudante confunde identidade de gênero com orientação sexual. Para corrigir conceitualmente essa compreensão, deve-se explicar que identidade de gênero se refere: A) exclusivamente à pessoa por quem alguém sente atração sexual. B) ao modo como as pessoas se identificam corporal e simbolicamente em relação às construções de gênero. C) apenas à constituição cromossômica. D) obrigatoriamente ao sexo designado no nascimento. Justificativa: O texto distingue gênero, identidade de gênero e orientação sexual. A identidade de gênero indica como as pessoas se identificam corporalmente, por meios simbólicos e materiais, em relação às construções de masculino e feminino. 17 – CISGÊNERO E TRANSGÊNERO- Assinale a alternativa correta. A) Pessoa cisgênero é aquela que necessariamente realizou procedimentos cirúrgicos. B) Pessoa transgênero é definida exclusivamente por sua orientação sexual. C) Cisgênero refere-se à pessoa cuja experiência de gênero corresponde ao gênero atribuído no nascimento; transgênero refere-se àquela cuja experiência não corresponde a essa atribuição. D) Cisgênero é sinônimo de heterossexual. Justificativa: Segundo o material, pessoas cis identificam-se com o gênero atribuído ao nascer, enquanto pessoas trans não se identificam com o gênero que lhes foi designado no nascimento. 18 – ORIENTAÇÃO SEXUAL- Durante uma entrevista psicológica, um estudante utiliza a expressão “opção sexual”. Seu supervisor orienta que o material prefere “orientação sexual”. A justificativa é que: A) orientação sexual refere-se ao desejo afetivo-sexual, compreendido como complexo e não redutível a uma simples escolha voluntária. B) orientação sexual corresponde ao sexo biológico. C) opção sexual e identidade de gênero são sinônimos. D) orientação sexual é determinada exclusivamente pela genética. Justificativa: O anexo define orientação sexual em relação ao desejo afetivo-sexual e rejeita a redução desse fenômeno complexo à ideia de uma simples “opção sexual”. 19 – ASSEXUALIDADE- Uma pessoa relata não sentir atração sexual, embora estabeleça vínculos afetivos. Segundo a classificação apresentada no material, ela pode identificar-se como: A) Pansexual. B) Assexual. C) Intersex. D) Cisgênero necessariamente. Justificativa: O conteúdo descreve a assexualidade pela ausência de atração sexual, diferenciando-a explicitamente da abstinência sexual e do celibato. 20 – LGBTQIA+ e diversidade- No material, a utilização do sinal “+” na sigla LGBTQIA+ possui a função de: A) indicar que existem múltiplas possibilidades de organização das experiências de gênero, sexualidade e desejo. B) separar pessoas cis das demais identidades. C) estabelecer uma hierarquia entre orientações sexuais. D) representar exclusivamente pessoas intersex. Justificativa: O sinal “+” é apresentado como uma abertura para a multiplicidade de possibilidades por meio das quais seres humanos constituem relações, desejos, gêneros e experiências sexuais. 21 – PERCEPÇÃO E LUGAR SOCIAL- Durante uma noite extremamente fria, uma pessoa em uma casa aquecida descreve o clima como agradável, enquanto uma pessoa em situação de rua vivencia o mesmo frio como ameaça à própria sobrevivência. O exemplo demonstra que: A) os fenômenos possuem exatamente o mesmo significado psicológico para todos. B) nossas experiências são atravessadas por lugares sociais, econômicos, simbólicos e culturais diferentes. C) condições materiais não influenciam experiências subjetivas. D) apenas fatores biológicos explicam a percepção humana. Justificativa: O próprio material utiliza exemplos de frio e chuva para demonstrar que um mesmo fenômeno pode ser experimentado de formas radicalmente distintas conforme as condições materiais e os lugares sociais dos sujeitos. 22 – MINORIAS SOCIAIS- Em uma aula, um aluno argumenta que mulheres e pessoas negras não podem ser chamadas de “minorias sociais” porque representam parcelas numericamente expressivas da população. De acordo com o material: A) o aluno está correto, pois minoria é um conceito exclusivamente numérico. B) minoria social refere-se principalmente à baixa representação histórica de determinados grupos nos espaços de decisão e poder. C) apenas grupos numericamente inferiores são minorias. D) o conceito aplica-se exclusivamente às minorias religiosas. Justificativa: “Minoria social” não significa necessariamente minoria quantitativa. O conceito diz respeito a grupos historicamente pouco representados nos espaços de decisão coletiva, pública e política e cujas vozes frequentemente não são consideradas 23 – REPRESENTATIVIDADE- Uma equipe de Psicologia Comunitária defende maior participação de mulheres, pessoas negras, indígenas, moradores de periferias e outros grupos historicamente sub-representados nos espaços públicos de decisão. Essa proposta relaciona-se principalmente ao conceito de: A) Representatividade. B) Determinismo biológico. C) Neutralidade cultural. D) Normalização social. Justificativa: O material relaciona representatividade à necessidade de incorporar nos espaços de decisão pessoas com diferentes experiências sociais, permitindo que saberes e vivências historicamente pouco considerados participem da construção coletiva. 24 – EPISTEME- Um povo possui formas próprias de compreender natureza, relações sociais, família, espiritualidade e organização comunitária. Segundo o conteúdo estudado, esse sistema de compreensão pode ser denominado: A) Episteme. B) Genocídio. C) Fenótipo. D) Cisnormatividade. Justificativa: Episteme é definida como umsistema de compreensão ou cosmologia, isto é, uma maneira pela qual determinada comunidade compreende a si mesma e interpreta o mundo. 25 – GENOCÍDIO E EPISTEMICÍDIO- Analise as afirmações: I. Genocídio envolve o extermínio deliberado de uma comunidade ou povo. II. Epistemicídio corresponde ao extermínio das formas de conhecimento de determinado grupo social. III. Genocídio e epistemicídio não produzem qualquer consequência sobre a diversidade cultural. Está correto o que se afirma em: A) I apenas. B) II apenas. C) I e II apenas. D) I, II e III. Justificativa: O material distingue genocídio, referente ao extermínio deliberado de grupos, e epistemicídio, referente à destruição de suas formas de conhecimento. Esses processos prejudicam diretamente o acesso à diversidade de saberes e experiências. 26 – EPISTEMICÍDIO E CONHECIMENTO- Uma universidade considera apenas conhecimentos produzidos dentro da tradição científica europeia e desqualifica automaticamente saberes indígenas e africanos. À luz do material, essa prática pode contribuir para: A) ampliação automática da diversidade epistêmica. B) reprodução de processos de epistemicídio e hierarquização dos conhecimentos. C) eliminação das relações de poder. D) reconhecimento igualitário de todas as epistemes. Justificativa: O texto problematiza a transformação da ciência ocidental europeia em referência universal e discute como genocídios e epistemicídios contribuíram historicamente para apagar ou desqualificar outros sistemas de conhecimento. 27 – GROSFOGUEL- Segundo Ramón Grosfoguel, citado no material, processos de genocídio e epistemicídio atingiram historicamente diferentes populações. Entre os grupos mencionados encontram-se: A) apenas os povos africanos. B) somente indígenas americanos e africanos. C) muçulmanos e judeus, povos nativos das Américas, povos africanos e mulheres europeias acusadas de bruxaria. D) exclusivamente mulheres europeias. Justificativa: O material apresenta quatro grandes processos: contra muçulmanos e judeus na conquista de Al-Andalus; povos nativos nas Américas; povos africanos na África e durante sua escravização nas Américas; e mulheres europeias perseguidas e queimadas sob acusação de bruxaria. 28 – PSICOLOGIA E SUBJETIVIDADE- Uma psicóloga atende uma pessoa em sofrimento decorrente de racismo, pobreza e exclusão. Entretanto, interpreta todos os sintomas exclusivamente como problemas internos de personalidade. De acordo com o material, essa análise é insuficiente porque: A) a Psicologia deve ignorar experiências individuais. B) subjetividades, potencialidades e dificuldades também podem estar relacionadas a processos coletivos, históricos e políticos. C) todo sofrimento psicológico possui origem exclusivamente econômica. D) questões políticas substituem integralmente os fenômenos psicológicos. Justificativa: O material afirma que subjetividades, potências, dificuldades e ineficiências podem estar relacionadas a questões coletivas, históricas e políticas, e não apenas a sintomas ou características individuais. 29 – PAPEL DA PSICOLOGIA- Uma instituição solicita que psicólogos utilizem determinado padrão cultural de comportamento para classificar todas as pessoas atendidas como “adequadas” ou “inadequadas”. Considerando a perspectiva defendida pelo Tema 4, o profissional deve reconhecer que: A) a Psicologia deve padronizar as diferentes formas de vida. B) todo padrão social é permanente e biologicamente determinado. C) a Psicologia deve fomentar a pluralidade das existências e contribuir para romper processos desumanizantes. D) diferenças culturais devem ser eliminadas para facilitar o diagnóstico. Justificativa: O material afirma expressamente que a Psicologia não pode servir à padronização da vida. Como os padrões são consensos históricos e passíveis de transformação, a profissão deve fomentar e valorizar a pluralidade das existências. 30 – QUESTÃO INTEGRADORA- Uma psicóloga atua em um serviço público que atende população negra, indígena, LGBTQIA+, mulheres, pessoas em situação de pobreza e outros grupos socialmente vulnerabilizados. Durante os atendimentos, ela evita utilizar sua experiência pessoal como padrão universal, considera os contextos históricos e sociais dos usuários, reconhece diferentes identidades e formas de existência e combate práticas discriminatórias dentro da instituição. Considerando o Tema 4, essa atuação: A) é incompatível com a Psicologia, pois o profissional deve manter um único padrão de normalidade. B) é adequada apenas quando os usuários apresentarem diagnóstico psicopatológico. C) está de acordo com uma Psicologia comprometida com dignidade humana, diversidade, inclusão, singularidade e enfrentamento das diferentes formas de discriminação e opressão. D) é inadequada, pois questões raciais, sociais, culturais, sexuais e de gênero não devem participar da análise psicológica. Justificativa: O próprio propósito do Tema 4 relaciona o exercício profissional à eliminação de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. O texto também afirma que a Psicologia deve valorizar diferentes estilos, pensamentos, desejos, religiões, corpos, sexualidades, gêneros e culturas, sem transformar a experiência individual ou familiar do profissional em uma “régua” universal para os demais sujeitos.