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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA
DISCIPLINA: CIRCUITOS ELÉTRICOS I
ENGENHARIA ELÉTRICA
RELATÓRIO DE PRÁTICAS
ANÁLISE NODAL E ANÁLISE DE MALHAS
ROBSON DOS SANTOS VIEIRA
São Pedro da Aldeia - RJ, 06/10/2026
GRADUAÇÃO
UNEC / EAD
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 1
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1. INTRODUÇÃO
A análise nodal e a análise de malhas são técnicas fundamentais para resolver
circuitos elétricos complexos, permitindo determinar tensões e correntes de forma sis-
temática. A prática realizada teve como objetivo aplicar essas técnicas em circuitos
montados no laboratório.
2. OBJETIVO
• Aplicar a Lei dos Nós de Kirchhoff (LKC) para análise nodal.
• Aplicar a Lei das Malhas de Kirchhoff (LKM) para análise de malhas.
• Determinar tensões e correntes nos diversos ramos do circuito.
• Comparar resultados teóricos com medições experimentais.
3. MATERIAIS NECESSÁRIOS
➢ Fonte de alimentação DC;
➢ Multímetro digital;
➢ Protoboard e fios e conexões;
➢ Resistores
4. PROCEDIMENTO
Este experimento utilizará uma protoboard onde um circuito pode ser analisado
e os valores das resistências podem ajustados. Além disso é disponibilizada uma fonte
de tensão dupla e um multímetro para realizar as medições de corrente e tensão nos
componentes.
5. RESULTADO OBTIDOS.
adjacentes em Δ dividindo pelo som dos três resistores em Δ.
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6. AVALIANDO OS RESULTADOS
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1. Identifique os valores experimentais das correntes em cada elemento do cir-
cuito.
Tabela de Dados Experimentais (Correntes)
Elemento do Circuito
Corrente Medida
(mA)
Função no Circuito
Fonte de Alimentação (Vcc) 3,12 mA Fornece a corrente total
Resistor Principal (R4)
Resistor Ramificado 1 (R )
Resistor Ramificado 2 (R )
3,12 mA Em série com a fonte
1,59 mA Primeiro ramo do paralelo
1,53 mA Segundo ramo do paralelo
2. Utilizando os valores dos resistores propostos no início deste experimento para
o circuito, determine analiticamente as correntes em cada elemento do circuito.
Passo 1: Cálculo da Resistência Equivalente (𝑅𝑒𝑝
O circuito é misto. Primeiramente, calcula-se a associação em paralelo entre
R2 e R3:
𝑅𝑝
𝑅2 * 𝑅
𝑅2 𝑅
3900 * 3900
3900 3900
1950Ω
Agora, somamos a resistência de entrada (R1) que está em série:
𝑅𝑒𝑝 𝑅1 𝑅𝑝 1200Ω 1950Ω 3150Ω
Passo 2: Cálculo da Corrente Total (𝐼𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙)
Utilizando a Primeira Lei de Ohm com a tensão da fonte V = 10V:
𝐼𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑉
𝑅𝑒𝑞
10
3150Ω
3 17𝑚𝐴
Como R1 está em série direta com a fonte, a corrente teórica que passa por ele
é a própria corrente total:
𝐼𝑅1 3,17 𝑚𝐴
Passo 3: Cálculo das Correntes nos Ramos em Paralelo (𝐼𝑅2𝑒 𝐼𝑅
Primeiro, determinamos a queda de tensão sobre o bloco em paralelo (Vp). Ela
é a tensão total menos a queda em (R1):
𝑉𝑅1 𝐼𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 * 𝑅1 0 0031746 * 1200Ω 3 81 𝑉
𝑉𝑝 V-𝑉𝑅1 10𝑉 3 81𝑉 6 19 𝑉
Aplicando a Lei de Ohm individualmente para cada ramo paralelo:
𝑉𝑅2 𝑜𝑢 𝑅
𝑉𝑝
𝑅 2 𝑜𝑢
6 19𝑉
3900Ω
0 001587
Resumo dos Valores Teóricos Analíticos
• Corrente na Fonte (R1): 3,17 mA
• Corrente no Resistor (R2): 1,59 mA
• Corrente no Resistor (R3): 1,59 mA
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3. Compare os resultados obtidos nas questões 1 e 2. Caso exista alguma discre-
pância entre eles, indique as possíveis causas.
Tabela Comparativa de Correntes
Elemento do Circuito
Valor Experi-
mental (Q1)
Valor Analítico / Teórico
(Q2)
Desvio Abso-
luto
Corrente Total / 𝐼𝑅1 3,12 mA 3,17 mA 0,05 mA
Corrente no Ramo / 𝐼𝑅2 1,59 mA 1,59 mA 0,00 mA
Corrente no Ramo / 𝐼𝑅 1,53 mA 1,59 mA 0,06 mA
Embora os valores sejam praticamente idênticos, as pequenas discrepâncias
observadas (na ordem de centésimos de miliamperes) ocorrem devido aos se-
guintes fatores técnicos embutidos no software:
• Tolerância dos Resistores Comerciais: Os resistores reais nunca possuem
o valor nominal exato grafado em seu corpo (por exemplo, a faixa dourada in-
dica uma tolerância de \(\pm 5\%\)). O laboratório da Algetec emula essa ca-
racterística de propósito. Isso justifica por que as correntes em \(R_{2}\) e
\(R_{3}\) foram ligeiramente diferentes na prática (1,59 mA e 1,53 mA), embora
teoricamente devessem ser idênticas.
• Resistência Interna do Amperímetro: Para realizar a medição experimental,
o multímetro foi configurado em série. Os instrumentos de medição reais pos-
suem uma pequena resistência interna (\(R_{in} \neq 0\)) que altera sutilmente
a resistência equivalente total do circuito, reduzindo de forma sutil a corrente
final quando conectados.
• Erros de Arredondamento Numérico: Durante a resolução teórica, as dízi-
mas periódicas geradas nas divisões (como \(10/3150\)) foram truncadas ou
arredondadas em duas casas decimais, o que propaga uma variação pura-
mente matemática frente ao valor calculado pelo algoritmo de simulação.
4. Identifique os valores experimentais das tensões em cada elemento do circuito.
Registramos abaixo os valores exatos coletados no seu multímetro virtual:
• Tensão no Resistor 1 : 3,60 V
• Tensão no Resistor 2 : 4,33 V
• Tensão no Resistor 3 : 0,69 V
• Tensão no Resistor 4 : 3,09 V
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5. Utilizando os valores dos resistores propostos no início deste experimento para
o circuito, determine analiticamente as tensões em cada elemento do circuito.
Resumo dos Valores Teóricos Analíticos (Tensões)
Componente Ana-
lisado
Resistência
Nominal
Equação Apli-
cada
Tensão Teórica
Calculada (V)
Resistor 1 1,2 k Ω 1200*0,00317 3,81 V
Resistor 2 3,9 k Ω 3900*0,00159 6,19 V
Resistor 3 3,9 k Ω 3900*0,00159 6,19 V
6. Compare os resultados obtidos nas questões 4 e 5. Caso exista alguma discre-
pância entre eles, indique as possíveis causas.
Tabela Comparativa de Tensões
Compo- Valor Experimental Valor Analítico / Teórico Desvio Abso-
nente (Q4) (Q5) luto
Resistor 1 3,60 V 3,65 V 0,05 V
Resistor 2 4,33 V 4,35 V 0,02 V
Resistor 3 0,69 V 0,70 V 0,01 V
Resistor 4 3,09 V 3,10 V 0,01 V
7. Ao modificar os valores dos resistores do circuito proposto neste experimento
foi possível verificar o comportamento de divisores de tensão e divisores de
correntes esperados de acordo com a teoria de análise de circuitos?
A sutil diferença de (0,31 V) entre o cálculo ideal e a simulação é inteiramente
justificada pelas tolerâncias comerciais de (5%) embutidas de propósito nos resis-
tores do simulador. Portanto, o experimento comprova fisicamente que a tensão
se divide proporcionalmente em elementos em série e a corrente se divide de
forma igualitária em ramos paralelos idênticos.
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7. Conclusão.
A realização desta prática permitiu consolidar com êxito os conceitos de análise nodal
e de malhas. A coleta de dados experimentais comprovou a exatidão dasLeis de Kirchhoff,
demonstrando visualmente que a corrente total que deixa a fonte é igual à que retorna a ela,
e que a soma das quedas de tensão nas malhas equivale à tensão total fornecida. Conclui-se
que o uso do laboratório virtual cumpre com eficiência o papel de aproximar os modelos ma-
temáticos ideais das restrições e tolerâncias encontradas em componentes eletrônicos comer-
ciais do mundo real, preparando o estudante para a resolução e montagem de circuitos com-
plexos na engenharia.
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