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AULA 02 -DIREITO CIVIL I (PARTE GERAL)

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DIREITO CIVIL I (PARTE 
GERAL)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
2
LIVRO I - DAS PESSOAS
TÍTULO I - DA DIVISÃO DAS 
PESSOAS
DAS PESSOAS NATURAIS
(art. 2º a 12º)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
4
PESSOA NATURAL
Conceitos
• É o ser humano considerado como sujeito 
de direitos e obrigações
• O sujeito adquire personalidade ao nascer 
com vida , e só irá perdê-la após a sua morte
• Personalidade é a capacidade de ser titular 
de direitos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
5
• É a maior ou menor extensão dos direitos de 
uma pessoa
• Qualidade do ser humano desde seu 
nascimento até sua morte de ser titular de 
direitos e obrigações na ordem civil
CAPACIDADE
Conceitos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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• De gozo ou de direito: aptidão oriunda da 
personalidade, para adquirir direitos e 
contrair obrigações na vida civil
• De fato ou de exercício: aptidão para 
exercer, por si, atos da vida civil
CAPACIDADE
Espécies
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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INCAPACIDADE
Conceito
• É a restrição legal ao exercício dos atos da 
vida civil
• É o reconhecimento da inexistência 
daqueles requisitos que a lei acha 
indispensáveis para que uma pessoa exerça 
seus direitos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
8
• Absoluta: Quando houver proibição total do 
exercício do direito pelo incapaz, podendo 
acarretar a nulidade do negócio
• Relativa: pessoa pode praticar, por si, atos 
da vida civil, desde que assistidos por 
devidos representantes, sob pena de 
anulabilidade 
INCAPACIDADE
Espécies
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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• Cessação da incapacidade:
– Quando o menor atingir 21 anos (C.C., art. 9º)
– Pela emancipação (C.C., art. 9º, parág. 1º e2º)
INCAPACIDADE
DAS PESSOAS JURÍDICAS
(art. 13º a 30º)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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PESSOAS JURÍDICAS
Conceitos
• É a unidade de pessoas naturais ou de 
patrimônios que visa à consecução de certos 
fins (sujeito de direitos e obrigações)
• São entidades a que a lei empresta 
personalidade, sendo esta diferente da dos 
indivíduos que os compõem 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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PESSOAS JURÍDICAS
Classificação
• Quanto à nacionalidade:
– nacionais
– estrangeiras
• Quanto à estrutura interna:
– corporação
– fundação
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
13
• Quanto à função e capacidade (C.C. art.13): 
– pessoas jurídicas de direito público
• externo: nações, Santa Sé, Organização das 
Nações Unidas
• interno: União, Estados, DF, Municípios
PESSOAS JURÍDICAS
Classificação
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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• Quanto à função e capacidade (C.C. art.13):
– pessoas jurídicas de direito privado
• fundações particulares
• associações
• sociedade civil 
• sociedade comercial
• partidos políticos
PESSOAS JURÍDICAS
Classificação
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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PESSOAS JURÍDICAS
Capacidade
• Capacidade da pessoa de ser titular de 
direitos (personalidade)
• Só poderá ser titular daqueles direitos 
compatíveis com a sua condição de pessoa 
fictícia, ou seja, os patrimoniais
• Não se lhe admitem os direitos 
personalíssimos 
• A pessoa jurídica deverá recorrer a pessoas 
físicas para a representar
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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PESSOAS JURÍDICAS
Responsabilidade
• Responsabilidade contratual: atende ao 
artigo 1.056 C.C.
• Responsabilidade extra-contratual: quem 
pratica o ato ilícito não é a pessoa jurídica, e 
sim o seu representante
• Responsabilidade civil: as pessoas jurídicas 
são responsáveis pelos danos que derem 
causa a terceiro, salvo previsão legal 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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TÍTULO II - DO DOMICÍLIO 
CIVIL
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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DOMICÍLIO
Conceitos
• É o lugar onde a pessoa estabelece sua 
residência com ânimo definitivo, tendo, 
portanto, por critério a residência (art. 31)
• Admite-se a pluralidade domiciliar segundo 
a legislação civil (art. 32)
• No caso se a pessoa não possui um 
domicílio fixo, terá por domicílio o lugar 
onde for encontrado (art. 33) 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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DOMICÍLIO
Espécies
• Necessário ou legal: quando determinado 
por lei
• Voluntário: quando escolhido livremente 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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LIVRO II - DOS BENS
TÍTULO ÚNICO - DAS 
DIFERENTES CLASSES DE 
BENS
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
21
BENS CONSIDERADOS EM 
SI MESMOS (art. 43 a 57)
• Corpóreos e incorpóreos
• Móveis e imóveis
• Fungíveis e infungíveis
• Consumíveis e inconsumíveis
• Divisíveis e indivisíveis
• Singulares e coletivos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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BENS RECIPROCAMENTE 
CONSIDERADOS 
(art. 58 a 64)
• Conceitos:
– Principal é a coisa que existe sobre si, abstrata 
ou concretamente
– Acessória é aquela cuja existência supõe a da 
principal
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
23
• Espécies de acessório
– Frutos
– Produtos
– Rendimentos
– Benfeitorias voluptuárias
– Acessão
– Pertença 
– Partes integrantes
BENS RECIPROCAMENTE 
CONSIDERADOS 
(art. 58 a 64)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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• Classificação dos bens acessórios
– Naturais
– Industriais
– Civis
BENS RECIPROCAMENTE 
CONSIDERADOS 
(art. 58 a 64)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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BENS PÚBLICOS E 
PARTICULARES 
(art. 65 a 68)
Bens públicos
• Conceito: são do domínio nacional 
pertencentes a União, aos Estados, aos 
Municípios, autarquias e fundações públicas
• Espécies:
– Uso comum
– Uso especial
– Dominicais
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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• Caracteres:
– Inalienabilidade
– Imprescritibilidade
– Impenhorabilidade
BENS PÚBLICOS E 
PARTICULARES 
(art. 65 a 68)
Bens públicos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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• Conceito: são os que tiverem como titular 
de seu domínio pessoa natural ou pessoa 
jurídica de direito privado
BENS PÚBLICOS E 
PARTICULARES 
(art. 65 a 68)
Bens particulares
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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COISAS QUE ESTÃO FORA 
DO COMÉRCIO
(art. 69)
• Alienáveis: podem ser transferidos ou 
apropriados, passando, onerosa ou 
gratuitamente, de um patrimônio a outro
• Inalienáveis: não podem ser transferidos de 
um acervo patrimonial a outro ou 
insuscetíveis de apropriação
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
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LIVRO III - DOS FATOS 
JURÍDICOS
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
30
FATOS JURÍDICOS
Conceitos
• Todos os eventos, causados por atividade 
humana ou decorrente de fatos naturais, que 
têm influencia na órbita do direito
• Acontecimento, dependente ou não da 
vontade, capaz de produzir conseqüências 
jurídicas 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
31
• Fatos jurídicos em sentido estrito: fatos 
naturais, não produzidos por atos humanos
• Atos jurídicos: 
– Lícitos: que vão ao encontro da lei
– Ilícitos: que estão em desacordo com a lei
FATOS JURÍDICOS
Classificação
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
32
AQUISIÇÃO DE DIREITOS
• Direito atual: a aquisição já se operou 
completamente
• Direito futuro: a aquisição não se operou 
completamente
– Deferido: a aquisição depende unicamente da 
vontade do sujeito, do seu arbítrio
– Não deferido: a aquisição depende de fatos ou 
condições falíveis
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
33
MODIFICAÇÃO DE DIREITO
• Quanto ao sujeito:
– substituição de sujeito: quando muda o sujeito 
de direito, sem modificar o objeto
– multiplicação de sujeito: se houver 
multiplicação ou concentração de sujeitos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
34
• Quanto ao objeto
– quantitativa: atinge a quantidade do objeto, 
aumentando ou diminuindo seu volume, sem 
alterar a qualidade do direito
– qualitativa: atinge a qualidade do objeto ou do 
conteúdo do direito
MODIFICAÇÃO DE DIREITO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
35
EXTINÇÃO DE DIREITO• Quanto ao sujeito: alienação, renúncia, 
abandono, morte
• Quanto ao objeto (perecimento)
– objeto fica em lugar incerto ou não sabido
– objeto perde as qualidades essenciais ou o valor 
econômico
– quando se confunde com outro, de modo que se 
não possa distinguir 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
36
• Prescrição
• Decadência
• Perempção de instância
• Etc.
EXTINÇÃO DE DIREITO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
37
TÍTULO I - DOS ATOS 
JURÍDICOS
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
38
DISPOSIÇÕES GERAIS
(art. 81 a 85)
• Conceito: é todo ato lícito, que tenha por 
fim imediato adquirir, resguardar, transferir, 
modificar ou extinguir direitos (art. 81)
• Elementos de validade do negócio jurídico:
– Capacidade de fato
– Objeto deve ser física ou juridicamente possível
– Forma deve ser prescrita ou não defesa em lei
– Legitimidade material 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
39
• Representação (art. 84):
– Absolutamente incapazes através dos pais, 
tutores ou curadores
– Relativamente incapazes pelas pessoas e nos 
atos que o Código Civil determina 
DISPOSIÇÕES GERAIS
(art. 81 a 85)
DOS DEFEITOS DOS ATOS 
JURÍDICOS
(art. 86º a 113º)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
41
• Defeito do conhecimento do verdadeiro 
estado das coisas
• Idéia falsa de realidade, provocando no 
declarante uma manifestação da vontade de 
maneira diversa da que realmente gostaria 
ERRO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
42
• Características (deve ser):
– Escusável: justificável e sem negligência
– Substancial
– Real: deve causar prejuízo ao interessado
– Principal: o erro deve ser a razão do ato
– Praticado com boa-fé 
– Erro acidental não anula o ato
ERRO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
43
• Artifício ou expediente empregado para 
induzir alguém a prática de um ato
• No dolo o engano é provocado
• Prejudica alguém e aproveita ao autor do 
dolo ou a terceiro 
DOLO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
44
• Características:
– Principal: dá causa ao negócio jurídico. Anula-
se o negócio jurídico
– Acidental: influi mas não diretamente no 
negócio jurídico. O negócio não é anulado
– Dolo bonus: comportamento lícito e tolerante
– Dolo malus: consiste num vício. É anulável
– Dolo positivo: realizado por um ação
– Dolo negativo: Realizado por uma omissão
DOLO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
45
• Pressão física ou moral exercida sobre a 
pessoa, seus bens, sua honra, sua família
• Induz ou obriga a pessoa a efetivar o 
negócio jurídico 
• Classificação:
– Coação justa: Quando ocorrer uma ameaça 
do exercício normal do direito 
COAÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
46
• Classificação:
– Coação injusta:
• Física ou absoluta: a vítima não tem 
possibilidade de escolha. É um ato nulo
• Moral ou relativa: a vítima pode escolher 
entre realizar o ato ou suportar um possível 
dano. É um ato anulável 
COAÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
47
• Declaração enganosa da vontade, visando 
produzir efeito diverso do ostensivamente 
indicado
• Oferece uma aparência diversa do efetivo 
querer das partes
• As partes fingem um negócio que na 
realidade não desejam
SIMULAÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
48
• Simulação inocente: não visa prejudicar 
terceiros ou violar disposições em lei
• Simulação maliciosa: visa prejudicar 
terceiros ou violar disposições em lei
– Absoluta: não há na verdade negócio jurídico
– Relativa: pode recair sobre a natureza do 
negócio, sobre o conteúdo do negócio (objeto), 
sobre a pessoa participante do negócio
SIMULAÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
49
• Praticada por devedor insolvente, que 
pratica atos suscetíveis de diminuir seu 
patrimônio
• Assim reduz a garantia que seu patrimônio 
representa para um possível resgate de suas 
dívidas
FRAUDE CONTRA 
CREDORES
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
50
• A ação revocatória ou pauliana tem por 
efeito anular os atos praticados em fraude
• Os credores quirografários podem intentar a 
ação pauliana quando forem lesados e, 
dessa forma, pleitear a anulação do ato
• Credor com garantia real: fica com um bem 
de quem deve, desde que garantido por lei
FRAUDE CONTRA 
CREDORES
DAS MODALIDADES DOS 
ATOS JURÍDICOS 
(art. 114º a 128º)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
52
CARACTERÍSTICAS
• Elementos acidentais que podem alterar as 
conseqüências do negócio jurídico
• Não são indispensáveis para a existência do 
negócio
• Independente deles o negócio terá validade
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
53
CONDIÇÃO
• Conceitos:
– Subordina o efeito do ato jurídico a um evento 
futuro e incerto
– É uma cláusula acessória em que as partes 
concordam
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
54
• Classificação quanto à possibilidade:
– Física ou juridicamente possível: podem 
ser realizadas conforme as leis físico-
naturais e as normas jurídicas
– Física ou juridicamente impossível: não 
se pode efetivar por ser contrária à 
natureza, ou à ordem legal 
CONDIÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
55
• Quanto à participação dos sujeitos:
– Casual: depende de um caso fortuito
– Mista: depende da vontade das partes e 
também de um elemento casual
– Potestativa: se decorrer da vontade de uma 
das partes
• Puramente potestativa: depende apenas do 
arbítrio do agente
• Simplesmente potestativa: depende de uma 
das partes e também da prática de algum ato
CONDIÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
56
• Quanto ao modo de atuação:
– Suspensiva: suspende a eficácia do ato até que 
se configure
– Resolutiva: cessa o efeito do ato quando se 
configura
CONDIÇÃO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
57
TERMO
• Conceitos:
– É o dia em que começa ou extingue a eficácia 
do negócio jurídico
– Subordina os efeitos do ato negocial a um 
acontecimento futuro e certo
• Classificação:
– Inicial: quando fixa o momento em que a 
eficácia do negócio deve iniciar, retardando o 
exercício do direito
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
58
• Classificação:
– Final: quando determinar a data da cessação 
dos efeitos do ato negocial, extinguindo as 
obrigações dele oriundas
– Certo: quando estabelece uma data do 
calendário, ou fixa um certo lapso de tempo
– Incerto: se se referi a um acontecimento futuro, 
que ocorrerá em data indeterminada
TERMO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
59
PRAZO
• Conceitos:
– É o lapso de tempo transcorrido entre a 
declaração da vontade e o advento do termo
– É contado por unidade de tempo, excluindo-se 
o dia do começo e incluindo-se o do 
vencimento 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
60
ENCARGO
• Conceitos:
– É uma limitação trazida a uma liberalidade, 
quer por dar destino ao seu objeto, quer por 
impor ao beneficiário uma contraprestação
– É uma obrigação, mas é característico de uma 
liberalidade
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
61
• Efeitos:
– Não suspende a aquisição nem o exercício do 
direito, salvo quando expressamente imposto no 
ato
– Deve ser cumprido no prazo fixado pelo 
disponente
– Podem exigir o seu cumprimento o próprio 
instituidor, seus herdeiros, as pessoas 
beneficiadas ou representante do MP
ENCARGO
DA FORMA DOS ATOS 
JURÍDICOS E DE SUA 
PROVA
(art. 129º a 144º)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
63
FORMA DO NEGÓCIO 
JURÍDICO
• Conceitos:é o conjunto de solenidades que 
devem ser observadas para que a declaração 
da vontade tenha eficácia jurídica
• Classificação:
– Forma livre ou geral: é qualquer meio de 
exteriorização da vontade no negócios 
jurídicos
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
64
• Classificação:
– Forma especial ou solene: são solenidades 
que a lei estabelece como requisito para a 
validade de determinado negócio jurídico
• Forma única: aquela que, por lei, não pode 
ser preteridapor outra
• Forma plural: quando a norma permite a 
formalização do negócio por vários modos
FORMA DO NEGÓCIO 
JURÍDICO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
65
• Classificação
– Forma genérica: implica 
uma solenidade mais 
geral, imposta pela 
norma jurídica
– Forma contratual: 
quando eleita pelas 
partes do contrato, ou 
seja, os contratantes 
influenciam diretamente 
no contrato
FORMA DO NEGÓCIO 
JURÍDICO
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
66
PROVA DO ATO NEGOCIAL
• Conceito: é o conjunto de meios 
empregados para demonstrar, legalmente, a 
existência de negócios jurídicos
• A prova deve ser:
– Admissível: não proibida por lei, sendo 
aplicável ao caso em questão
– Pertinente: idônea para demonstrar os fatos 
relacionados com a questão discutida
– Concludente: apta a esclarecer pontos 
controversos ou confirmar alegações feitas
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
67
• Meios de prova:
– Confissão
– Atos processuados em 
juízo
– Documentos públicos e 
particulares
– Testemunhas
– Presunção
– Exames e vistorias
– Arbitramento
– Inspeção judicial
PROVA DO ATO NEGOCIAL
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
68
• Princípios:
– O ônus da prova cabe a quem alega o fato e não 
a quem contesta
– Se o autor nada provar o réu será absolvido
– O juiz deve julgar pelo alegado e provado
– Independem de prova os fatos notórios
– Devem ser considerados verídicos os fatos 
incontroversos
– O juiz poderá apreciar livremente a prova, 
atendendo os fatos constante nos autos
PROVA DO ATO NEGOCIAL
DAS NULIDADES
(art. 145º a 158º)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
70
NULIDADES
• Conceito: é o 
reconhecimento da 
existência de um vício que 
impede um ato de ter 
existência legal, ou de 
produzir efeito
• Espécies:
– Nulidade absoluta (ato 
nulo)
– Nulidade relativa (ato 
anulável)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
71
NULIDADE ABSOLUTA
• Conceitos:
– Ocorre quando o ato não tem efeito jurídico 
algum
– Ofende gravemente os princípios de ordem 
pública
– É um ato que na verdade nunca existiu
• Ocorre quando:
– O agente é absolutamente incapaz
– O ato não revestiu a forma prescrita em lei
– O objeto for ilícito ou impossível
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
72
• Ocorre quando
– Não foi preterido uma solenidade exigida em 
lei
– Quando infringiu à lei e aos bons costumes
– Quando a lei determinar que aquele ato é nulo
• Efeitos:
– Ex tunc
– Eficácia erga omnes 
– Não prescreve
– Não pode ser ratificada
– A sentença é meramente declaratória
NULIDADE ABSOLUTA
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
73
• Quem tem legitimidade ativa para decretar a 
nulidade do ato (art. 146):
– Qualquer interessado com legítimo interesse 
econômico ou moral no ato
– O Ministério Público (quando lhe interessar)
– O juiz (possui o dever)
NULIDADE ABSOLUTA
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
74
NULIDADE RELATIVA
• Conceitos:
– Ocorre quando o ato possui vários vícios, o que 
o impede de ter eficácia jurídica
– Diz respeito aos interesses individuais
• Ocorre quando:
– O agente é relativamente incapaz, sem os seus 
devidos representantes
– Quando possuir vícios como erro, dolo, coação, 
simulação e fraude contra credores
– Quando a lei assim o declarar
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
75
• Efeitos:
– Ex nunc
– A eficácia é somente para as partes que 
alegaram
– Prescreve
– Pode ser ratificada (retroage a data de 
realização do ato)
• Quem possui legitimidade ativa para 
decretar a anulação do ato:
– Só pode ser alegada pelos prejudicados ou 
representantes legítimos
NULIDADE RELATIVA
TÍTULO II - DOS ATOS 
ILÍCITOS
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
77
ATOS ILÍCITOS
(art. 159 e 160)
• Conceito (art. 159):
– É o ato praticado em desacordo com a ordem 
jurídica, violando direito subjetivo individual, 
causando dano a outrem
– Cria-se o dever de reparar tal prejuízo
• Elementos:
– Fato lesivo voluntário (dolo ou culpa)
– Ocorrência de um dano patrimonial ou moral
– Nexo de causalidade entre o dano e o 
comportamento do agente
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
78
• Conseqüência do ato ilícito: 
responsabilidade pela 
reparação do dano, causado 
pela própria pessoa ou por 
terceiro
• Atos lesivos que não são 
ilícitos (art. 160):
– Legítima defesa
– Exercício regular de um direito
– Estado de necessidade
ATOS ILÍCITOS
(art. 159 e 160)
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
79
BIBLIOGRAFIA
• RODRIGUES, Silvio. Direito civil; parte 
geral. 30ª ed. São Paulo: Saraiva, 2000. 1º 
volume
• DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil 
brasileiro. 12ª ed. São Paulo: Saraiva, 1966. 
1º volume 
Os Elementos da Relação Jurídica no 
CC
80
OS ELEMENTOS DA 
RELAÇÃO JURÍDICA

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