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História: 
 
1978: 
Nascimento de Louse Brown, em 1978, Ela é o primeiro ser humano 
concebido in vitro por Robert Edwards Biólogo, Patrick Steptoe Obstetra e 
ginecologista 
 
2004: 
Primeiro embrião obtido de tecido ovariano. 
 
Gametogênese: 
 
 
 
 
 
Fase dos Espermatogênese : 
● Multiplicação 
● Crescimento 
● Maturação 
● Diferenciação 
1. Fase de Multiplicação (ou Proliferativa) 
● O que acontece: As células germinativas primordiais, chamadas 
espermatogônias (2n), se multiplicam intensamente por mitoses. 
● Resultado: Aumenta o número de espermatogônias, garantindo um 
suprimento contínuo de células para as fases seguintes. 
2. Fase de Crescimento 
● O que acontece: As espermatogônias aumentam de tamanho e 
volume citoplasmático, preparando-se para a meiose. 
● Resultado: As espermatogônias se diferenciam em espermatócitos 
primários (ou espermatócitos I), que ainda são diploides (2n). 
3. Fase de Maturação 
● O que acontece: É nesta fase que ocorre a meiose, a divisão celular 
que reduz o número de cromossomos pela metade. 
○ Meiose I: O espermatócito primário (2n) se divide, formando dois 
espermatócitos secundários (ou espermatócitos II), que são 
haploides (n). 
○ Meiose II: Cada espermatócito secundário (n) se divide, 
resultando em duas espermátides, que são células haploides (n) 
com formato arredondado. 
4. Diferenciação (Espermiogênese) 
Embora não seja uma fase de divisão celular, a Espermiogênese é a etapa 
final e crucial da espermatogênese. 
● O que acontece: As espermátides arredondadas sofrem um processo 
de diferenciação celular, perdendo a maior parte do seu citoplasma e 
desenvolvendo as estruturas típicas do espermatozóide maduro: 
○ Formação do flagelo (cauda). 
○ Condensação do núcleo. 
○ Formação do acrossomo (capuz enzimático na cabeça). 
A Oogênese (ou Ovogênese): 
 
● Fase de Multiplicação (ou Proliferativa) 
● Fase de Crescimento 
● Fase de Maturação 
1. Fase de Multiplicação (ou Proliferativa) 
● O que acontece: As células germinativas primordiais, chamadas 
ovogônias (2n), se multiplicam por mitoses sucessivas no córtex 
ovariano durante o desenvolvimento fetal (antes do nascimento). 
● Diferença crucial da Espermatogênese: A atividade mitótica das 
ovogônias cessa antes do nascimento. 
2. Fase de Crescimento 
● O que acontece: As ovogônias aumentam de volume e tamanho 
(acumulando substâncias de reserva), transformando-se em ovócitos 
primários (ou ovócitos I), que ainda são diploides (2n). 
● Fase de Repouso: Os ovócitos primários iniciam a Meiose I, mas 
param na prófase I. Eles permanecem nesse estágio de repouso por 
muitos anos, do período fetal até a puberdade. 
3. Fase de Maturação 
Esta fase é caracterizada pela retomada da meiose, que é assimétrica 
(desigual), resultando em apenas uma célula grande e funcional: 
● Meiose I (Conclusão): A meiose I é completada por um ovócito 
primário a cada ciclo menstrual (a partir da puberdade). A divisão é 
desigual, produzindo: 
○ Um ovócito secundário (n), que é grande e rico em citoplasma. 
○ Um primeiro corpúsculo polar (n), que é pequeno e geralmente 
degenera. 
● Meiose II: O ovócito secundário entra na meiose II, mas para na 
metáfase II. É neste estágio que ele é liberado na ovulação. 
● Conclusão da Meiose II: A meiose II só é completada se houver a 
fecundação pelo espermatozoide. A conclusão resulta em: 
○ Um óvulo (gameta maduro, n). 
○ Um segundo corpúsculo polar (n), que também degenera. 
 
 
O método de fertilização: 
 
● O local usual da fertilização é na ampola da tuba uterina, a parte mais 
comprida e larga; 
● Caso o ovócito não seja fertilizado nesse local, ele avança lentamente 
da tuba até o útero, onde degenera e é reabsorvido; 
● A fertilização pode ocorrer em outras partes da tuba, mas não ocorre 
no útero. 
 
1) Contrações uterinas são criadas em direcionar os espermatozóides em 
direção às tubas 
 
2) Ovulação: ovócito chega ao local de fertilização e os espermatozóides 
precisam atravessar o istmo (local estreito) 
 
3) O istmo atrasa a passagem dos espermatozóides para o local de 
fertilização, liberando-os lentamente 
 
4) Termotaxia: a temperatura do istmo torna os espermatozoides mais ativos 
e os estimula a seguir para o local de fertilização 
 
5) A quimiotaxia: a corona radiata secreta progesterona que forma um 
gradiente que atrai os espermatozóides para o local de fertilização, os 
direcionando para o ovócito-corona radiata 
 
 
 
 
 
Infertilidade X Esterilidade: 
 
Afeta 1/5 a 1/6 dos casais em idade reprodutiva; 
 
Consequências no desenvolvimento do indivíduo: 
● Frustração; 
● Alteração de personalidade. 
 
Infertilidade Definições: 
 
● A infertilidade é a incapacidade involuntária de engravidar, após um ou 
dois anos de tentativas, por meio de relações sexuais desprotegidas: 
● Estado em que a mulher engravida, mas não consegue levar a gravidez 
adiante. 
 
Esterilidade definições: 
 
● Estado em que não se consegue engravidar; 
● Condição "irreversível" que impede a concepção, levando a uma total 
incapacidade de gerar descendência; 
● Ausência de gametas; 
 
Conceitos Importantes: 
 
Estéril: Não é capaz de se reproduzir. 
 
Fértil: O que é capaz de se reproduzir. 
 
Infértil: O que não se reproduz o quanto se esperava. 
 
Fertilidade: Propriedade dos organismos de se reproduzirem, gerando 
descendência à sua semelhança. 
 
Esterilidade: Estado em que não se consegue engravidar. 
 
Infertilidade Conjugal: Estado de acasalamento de mais de dois anos, sem 
evitar, no qual não se consegue gravidez. 
 
Infertilidade Conjugal Voluntária: Estado em que o casal pratica 
anticoncepção consciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Infertilidade Primária 
 
● Observada em casais que nunca conseguiram gestações; 
● A mulher nunca concebeu, apesar da prática de coitos regulares, sem 
anticoncepção, pelo período mínimo de dois anos. 
 
Infertilidade Secundária 
 
● Quando casais que já tiveram gravidez bem sucedida podem se tornar 
inférteis; 
● A mulher já concebeu, uma ou mais vezes e não voltou a engravidar, 
mesmo mantendo coitos sem anticoncepção, por um período mínimo 
de dois anos. 
 
Infertilidade masculina: 
 
Causas Pré-testiculares 
 
● Alterações genéticas 
● Alterações hormonais 
 
Causas Testiculares 
 
● Varicocele 
● Infecções 
● Criptorquidia 
 
Causas Pós-testiculares 
 
● Fatores obstrutivos 
● Fatores imunológicos 
 
 
Métodos Contraceptivos 
 
É o ato de evitar a gravidez. Os métodos desse controle incluem 
medicamentos, procedimentos, dispositivos e comportamentos; 
 
Métodos Naturais 
- Coito interrompido 
- Método do Muco Cervical 
- Tabelinha 
Métodos de Barreira 
- Preservativos 
- Diafragma 
- Capuz cervical 
 
Métodos Hormonais 
- DIU de Cobre X DIU Mirena 
- Implanon 
- Contraceptivos orais (Minipílula e Pílula combinada) 
- Contraceptivos de emergência (Pílula do Dia Seguinte) 
 
Métodos Químicos 
- Espermicida 
- Preservativos com espermicida 
 
Métodos Naturais: 
 
O coito interrompido consiste na retirada do pênis da vagina antes da 
ejaculação, porém é pouco eficaz devido ao líquido pré-ejaculatório que pode 
conter espermatozóides. 
 
O método do muco cervical (ou Billings) identifica o período fértil através da 
observação das mudanças na secreção vaginal - quando o muco fica 
transparente, elástico e escorregadio (semelhante à clara de ovo), indica alta 
fertilidade. 
 
A tabelinha calcula os dias férteis baseando-se no histórico menstrual, 
considerando que a ovulação ocorre aproximadamente 14 dias antes da 
próxima menstruação. 
 
Métodos de Barreira 
 
preservativo (masculino ou feminino) é uma capa fina de látex ou poliuretano 
que reveste o pênis ou a vagina, sendo o único método que protege contra 
infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) além de prevenir a gravidez. 
 
O diafragma é um dispositivo de borracha em formato de cúpula que a 
mulher insere na vagina antes da relação sexual, cobrindo o colo do útero e 
bloqueando a passagem dos espermatozóides - deve ser usado comespermicida para maior eficácia e permanecer no local por 6 a 8 horas após o 
ato. 
 
O capuz cervical funciona de modo semelhante ao diafragma, porém é 
menor e se ajusta diretamente sobre o colo uterino através de sucção, 
também necessitando de espermicida. Esses métodos são reversíveis, não 
possuem efeitos hormonais e têm eficácia variável, sendo o preservativo o 
mais acessível e recomendado por sua dupla proteção. 
 
Métodos Hormonais 
 
O DIU de cobre é não-hormonal e libera íons de cobre que são tóxicos aos 
espermatozoides, enquanto o DIU Mirena libera levonorgestrel (hormônio) 
que espessa o muco cervical e inibe a ovulação em algumas mulheres - 
ambos são dispositivos intrauterinos de longa duração. 
 
O Implanon é um pequeno bastão inserido sob a pele do braço que libera 
etonogestrel continuamente por até três anos, inibindo a ovulação. 
 
Os contraceptivos orais dividem-se em: pílula combinada (contém 
estrogênio e progesterona, bloqueia a ovulação) e minipílula (apenas 
progesterona, espessa o muco cervical e deve ser tomada no mesmo horário 
diariamente). 
 
O contraceptivo de emergência (pílula do dia seguinte) contém 
levonorgestrel ou acetato de ulipristal e deve ser tomado até 72-120 horas 
após a relação desprotegida, atuando principalmente retardando ou inibindo a 
ovulação - não deve ser usado como método regular. 
 
Métodos Químicos 
 
O espermicida é um produto químico (geralmente nonoxinol-9) disponível em 
forma de gel, creme, espuma, óvulo ou supositório vaginal, que deve ser 
inserido na vagina minutos antes da relação sexual, criando uma barreira 
química que imobiliza e mata os espermatozoides. 
 
Os preservativos com espermicida combinam a barreira física da 
camisinha com a ação química do espermicida incorporado ao lubrificante, 
oferecendo dupla proteção. Porém, esses métodos apresentam eficácia 
moderada quando usados isoladamente (70-85%), sendo mais efetivos 
quando combinados com métodos de barreira como diafragma ou capuz 
cervical. 
 
Técnicas de reprodução assistida (TRA) 
 
Técnicas de baixa e alta complexibilidade 
 
Baixa complexibilidade: controle e estímulo da ovulação; 
 
 
Alta complexibilidade: 
 
 
Principais técnicas: 
 
● Estímulo Hormonal; 
● Aspiração Folicular ; 
● Capacidade Seminal; 
● Fiv Convencional; 
● ICSI; 
● Transferência Embrionária. 
 
Fertilizações In vitro 
 
● Ambiente Controlado; 
● Oócitos Cultivados em Meios Específicos; 
● STZ viáveis adicionados à placa; se houver fecundação, em 16 a 18h 
após a incubação dos gametas, haverá dois pró núcleos. 
 
Etapas da FIV: 
 
● Estimulação Variando; 
● Captação Dos Gametas; 
● Cultura Dos Blastocistos; 
● Transferência Embrionária 
 
Estimulação hormonal: 
 
● Dura entre 10 a 12 dias; 
● Necessário realizar ecografia para acompanhar o desenvolvimento 
folicular; 
● Quando a maioria alcança o tamanho ideal (18 a 20 mm) é 
administrado um medicamento para terminar o amadurecimento; 
aspiração é realizada 36h após; 
 
Aspiração folicular: 
 
● Realizada via trans vaginal guiada por ultrassom; 
● Sem cortes; 
● Dura 10 minutos aproximadamente 
 
Acompanhamento de paciente: 
 
Analisando espermograma 
 
● Repetição do exame por mais uma ou duas vezes, com intervalo de 15 
dias; 
● Período de abstinência entre 2 a 5 dias. 
 
Motilidade: 
 
● A (progressão linear rápida) 
● B (progressão linear lenta): junto com A serão os espermatozoides 
móveis progressivos. 
● C (não progressiva): menores chances de fertilização, mas ainda há 
chance. 
● D (parênteses Imóveis) 
 
 
 
 
Morfologia de Kruger: 
 
Classificado como: 
 
Normal: Se todas as estruturas estiverem dentro dos padrões definitivos. 
 
Anormal: Se qualquer parte (mesmo mínima) estiver alterada. 
 
 
 
 
Uma ejaculação é considerada dentro dos limites de fertilidade se tiver: 
● Maior ou igual 4% de formas normais. 
 
 
 
 
 
Cultura embrionária e Criopreservação: 
 
 
Criopreservação de espermatozoides: 
 
● Podem ser congelados por tempo indeterminado a -196 °C; 
● Mantenha as atividades biológicas após o descongelamento. 
● Congelamento rápido 
 
Indicação para criopreservação de espermatozoides: 
 
● Pacientes que serão submetidos a químio ou radioterapia 
● Paciente que realização cirurgias capazes de comprometer a fertilidade 
● Indivíduos com doenças neurodegenerativas 
● Casos de doenças genéticas 
● O homens que vivem com HIV e com amostras com cargo vital 
indetectável 
 
 
Criopreservação Oócitos 
 
● Congelamento mais lento: Taxa de sobrevivência de 55% a 70%. 
● Vitrificação: 90% a 95% de sobrevivência de oócitos. 
 
 
 
	1. Fase de Multiplicação (ou Proliferativa) 
	2. Fase de Crescimento 
	3. Fase de Maturação 
	4. Diferenciação (Espermiogênese) 
	1. Fase de Multiplicação (ou Proliferativa) 
	2. Fase de Crescimento 
	3. Fase de Maturação

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