Prévia do material em texto
A automedicação, definida como o uso de medicamentos sem prescrição ou acompanhamento profissional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define automedicação como seleção ou uso de medicamentos para tratar doenças auto diagnosticadas, caracterizando como um conjunto de ações do autocuidado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) define a automedicação como a forma de utilizar ou sugerir um fármaco por sua própria experiência, sem a orientação de um profissional qualificado. Umas das principais práticas causadoras são os longos tempos de espera nos serviços de saúde, altos custos de consultas médicas, facilidade de acesso a medicamentos isentos de prescrição (MIPs) e a crença popular de que certos remédios são “inofensivos”. Além disso, há uma percepção cultural de que sintomas leves não justificam atenção médica, o que reforça a cultura da autoprescrição. A internet e as redes sociais também desempenham papel significativo nesse contexto, disseminando informações médicas que, embora aparentemente úteis, carecem da avaliação individualizada essencial para um tratamento adequado. Muitos indivíduos acreditam possuir conhecimento suficiente para diagnosticar suas próprias condições, especialmente quando os sintomas parecem familiares ou semelhantes a episódios anteriores. Pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ) revela que 6 em cada 10 pessoas com mais de 16 anos recorrem à automedicação, sendo os grupos mais afetados os universitários, jovens e adultos. E a prevalência em sexo feminino, na faixa etária entre 20-39 anos, entre os indivíduos que declararam ser de raça indígena e amarela, com nível de escolaridade igual ou maior que 12 anos de estudos, moradores da região Nordeste. (ARRAIS et al,2016- Prevalência da automedicação no Brasil e fatores associados) O uso indiscriminado de medicamentos, especialmente antibióticos, é um dos principais fatores que contribuem para o avanço da resistência bacteriana, favorecendo a seleção de cepas resistentes, tornando infecções comuns cada vez mais difíceis de tratar, tornando-se um dos maiores desafios da saúde pública. Essa resistência compromete a eficácia dos tratamentos disponíveis, prolonga quadros infecciosos, aumenta os custos hospitalares e eleva os índices de morbidade e mortalidade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a resistência antimicrobiana já é responsável por milhões de mortes anualmente resultado da automedicação. No Brasil e em diversos países em desenvolvimento, a situação torna-se ainda mais crítica devido à facilidade de aquisição desses medicamentos, mesmo com a existência de legislações que exigem prescrição médica.Dificultando assim o controle epidemiológico e comprometendo os esforços de vigilância sanitária. A venda de medicamentos deve ocorrer em ambientes de saúde, com orientação profissional adequada. Este projeto busca não apenas informar, mas também engajar a comunidade na reflexão sobre os perigos da automedicação. Ao abordarmos a importância da higiene como forma de prevenção e a emergência da resistência microbiana, esperamos promover uma mudança de comportamental. pode falar sobre isso também: Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a resistência antimicrobiana já é responsável por milhões de mortes anualmente, e a automedicação figura como um dos principais fatores contribuintes para esse cenário alarmante. No Brasil e em diversos países em desenvolvimento, a situação torna-se ainda mais crítica devido à facilidade de aquisição desses medicamentos, mesmo com a existência de legislações que exigem prescrição médica. ou sobre isso: A internet e as redes sociais também desempenham papel significativo nesse contexto, disseminando informações médicas que, embora aparentemente úteis, carecem da avaliação individualizada essencial para um tratamento adequado. Muitos indivíduos acreditam possuir conhecimento suficiente para diagnosticar suas próprias condições, especialmente quando os sintomas parecem familiares ou semelhantes a episódios anteriores. A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS NA AUTOMEDICAÇÃO"Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica (REMICI), 2023 DOI: https://doi.org/10.56166/remici.2023.5.v2n3.7.21 https://doi.org/10.56166/remici.2023.5.v2n3.7.21 A INFLUÊNCIA DAS REDES SOCIAIS NA AUTOMEDICAÇÃO"Revista Eletrônica Multidisciplinar de Investigação Científica (REMICI), 2023 DOI: https://doi.org/10.56166/remici.2023.5.v2n3.7.21