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GRUPO SER EDUCACIONAL 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO II 
 
 
 
DANIELLA MIRANDA QUEIROZ 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO ACADÊMICO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JUNHO - MARABÁ 
2026
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4 
2 ATENÇÃO FARMACÊUTICA .......................................................................................... X 
3 FITOTERAPIA .................................................................................................................... X 
4 PRESCRIÇÃO DE FITOTERÁPICOS ............................................................................. X 
5 PESQUISA DE CAMPO...................................................................................................... X 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... X 
REFERÊNCIAS....................................................................................................................... X 
 
 
 
 
 
Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
1 INTRODUÇÃO 
 
A atenção farmacêutica desempenha um papel fundamental na fitoterapia, contribuindo 
para o uso seguro e eficaz de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos. Nesse contexto, 
o farmacêutico é responsável por orientar os pacientes quanto à forma correta de utilização 
desses produtos, fornecendo informações sobre dosagem, modo de uso, possíveis efeitos 
adversos e interações com outros medicamentos. 
Além da orientação, o farmacêutico realiza o acompanhamento do tratamento, avaliando 
as necessidades individuais de cada paciente e promovendo o uso racional dos fitoterápicos. 
Muitas pessoas consideram os produtos naturais totalmente seguros, porém algumas plantas 
medicinais podem causar reações adversas ou interferir na ação de outros medicamentos. Por 
essa razão, a atuação desse profissional é essencial para garantir a segurança e a eficácia da 
terapia. 
Nesse sentido, a atenção farmacêutica na fitoterapia não se limita à dispensação dos 
produtos. O farmacêutico também atua na educação em saúde, incentivando o uso consciente e 
responsável dos fitoterápicos, contribuindo para a prevenção de problemas relacionados aos 
medicamentos e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
2 ATENÇÃO FARMACÊUTICA 
 
A atenção farmacêutica é uma prática profissional centrada no paciente, na qual o 
farmacêutico assume a responsabilidade de acompanhar e orientar o uso dos medicamentos, 
com o objetivo de promover melhores resultados terapêuticos e contribuir para a qualidade de 
vida da população. Essa atividade vai além da simples dispensação de medicamentos, pois 
envolve a análise das necessidades individuais de cada paciente, a identificação de possíveis 
problemas relacionados à farmacoterapia e a adoção de estratégias que favoreçam o uso seguro 
e racional dos medicamentos. A atenção farmacêutica também inclui ações de educação em 
saúde, prevenção de doenças e promoção do bem-estar, fortalecendo a relação entre o 
profissional farmacêutico e o paciente. 
O conceito de atenção farmacêutica está diretamente relacionado ao cuidado integral à 
saúde. Nesse modelo de atuação, o farmacêutico participa ativamente do acompanhamento do 
tratamento medicamentoso, buscando garantir que os medicamentos prescritos sejam 
adequados às condições clínicas do paciente, utilizados corretamente e produzam os efeitos 
esperados. Além disso, a profissional monitora possíveis reações adversas, interações 
medicamentosas e dificuldades de adesão ao tratamento, contribuindo para a prevenção de 
complicações e para o alcance dos objetivos terapêuticos estabelecidos. 
O principal objetivo da atenção farmacêutica é assegurar que o paciente obtenha o 
máximo benefício possível do tratamento medicamentoso, reduzindo riscos e promovendo 
resultados positivos para a saúde. Para alcançar esse propósito, o farmacêutico realiza 
intervenções que ajudam a prevenir, identificar e resolver problemas relacionados aos 
medicamentos. Entre esses problemas podem estar o uso incorreto dos medicamentos, doses 
inadequadas, automedicação, reações adversas, interações medicamentosas e dificuldades no 
cumprimento do tratamento. Dessa forma, a atenção farmacêutica contribui para aumentar a 
eficácia terapêutica, melhorar a adesão ao tratamento e promover maior segurança para o 
paciente. 
Além da busca por resultados clínicos positivos, a atenção farmacêutica também tem 
como objetivo melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Isso ocorre porque o 
acompanhamento farmacoterapêutico permite uma abordagem mais humanizada e 
individualizada, considerando não apenas a doença, mas também aspectos sociais, emocionais 
e comportamentais que podem influenciar o tratamento. O farmacêutico atua como educador 
em saúde, orientando sobre hábitos saudáveis, uso correto dos medicamentos e prevenção de 
 
Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
doenças, fortalecendo o autocuidado e a participação ativa do paciente em seu próprio 
tratamento. 
Para que a atenção farmacêutica seja realizada de forma adequada, uma das etapas mais 
importantes é a anamnese farmacêutica. A anamnese farmacêutica consiste em uma entrevista 
estruturada realizada pelo farmacêutico com o objetivo de coletar informações relevantes sobre 
o paciente, seu estado de saúde e o uso de medicamentos. Trata-se de um processo fundamental 
para compreender as necessidades individuais do paciente e identificar fatores que possam 
interferir na eficácia e segurança do tratamento. Por meio dessa coleta de dados, o profissional 
consegue avaliar de forma mais completa a situação clínica do paciente e elaborar estratégias 
adequadas para o seu acompanhamento. 
A anamnese farmacêutica permite que o farmacêutico obtenha informações detalhadas 
sobre o histórico de saúde do paciente, incluindo doenças já diagnosticadas, tratamentos em 
andamento, alergias, hábitos de vida e uso de medicamentos prescritos ou não prescritos. Esse 
processo é essencial para a identificação de possíveis problemas relacionados à farmacoterapia 
e para a construção de um plano de cuidado individualizado. Além disso, a entrevista contribui 
para o fortalecimento da relação de confiança entre o farmacêutico e o paciente, favorecendo 
uma comunicação mais efetiva e uma maior adesão às orientações fornecidas. 
Diversos elementos compõem a anamnese farmacêutica e são fundamentais para a 
obtenção de uma avaliação completa do paciente. Inicialmente, são coletados os dados de 
identificação, como nome, idade, sexo e informações de contato. Em seguida, é realizada a 
investigação da queixa principal ou motivo da consulta, permitindo compreender a necessidade 
que levou o paciente a procurar atendimento farmacêutico. Também são registradas 
informações sobre o histórico clínico, incluindo doenças atuais e anteriores, internações, 
cirurgias e antecedentes familiares relevantes. 
Outro elemento importante da anamnese farmacêutica é o levantamento da 
farmacoterapia em uso. Nessa etapa, são identificados todos os medicamentos utilizados pelo 
paciente, incluindo medicamentos prescritos, medicamentos isentos de prescrição, 
fitoterápicos, suplementos alimentares e produtos naturais. O farmacêutico avalia aspectos 
como doses, frequência de uso, duração do tratamento e possíveis dificuldades relacionadas à 
administração dos medicamentos. Também são investigadas reações adversas, alergias 
medicamentosas e histórico de interações medicamentosas. 
Além das informações relacionadas à saúde e aos medicamentos, a anamnese 
farmacêutica também inclui a avaliação dos hábitos de vida do paciente. Sãoanalisados 
aspectos como alimentação, prática de atividades físicas, consumo de álcool, tabagismo, 
 
Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
qualidade do sono e outros fatores que possam influenciar o estado de saúde e os resultados do 
tratamento. Dependendo da situação, o farmacêutico pode ainda realizar a aferição de 
parâmetros clínicos, como pressão arterial, glicemia capilar, peso e índice de massa corporal, 
complementando a avaliação do paciente. 
Com base nas informações obtidas durante a anamnese farmacêutica, é possível definir 
o plano de cuidado do paciente. O plano de cuidado corresponde ao conjunto de ações e 
estratégias estabelecidas pelo farmacêutico para atender às necessidades identificadas durante 
a avaliação. Esse planejamento é elaborado de forma individualizada, considerando as 
características clínicas, os hábitos de vida, as dificuldades encontradas e os objetivos 
terapêuticos de cada paciente. O foco principal é promover o uso seguro e eficaz dos 
medicamentos e contribuir para a melhoria da saúde e da qualidade de vida. 
A definição do plano de cuidado envolve a identificação dos problemas relacionados 
aos medicamentos, o estabelecimento de metas terapêuticas e a escolha das intervenções 
farmacêuticas mais adequadas. Essas intervenções podem incluir orientações sobre o uso 
correto dos medicamentos, esclarecimento de dúvidas, monitoramento de efeitos adversos, 
incentivo à adesão ao tratamento, encaminhamento para outros profissionais de saúde quando 
necessário e acompanhamento periódico da evolução do paciente. O plano deve ser registrado 
e revisado regularmente, permitindo ajustes conforme as necessidades apresentadas ao longo 
do tratamento. 
Portanto, a atenção farmacêutica representa uma importante estratégia para a promoção 
da saúde e para a melhoria dos resultados terapêuticos. Por meio da anamnese farmacêutica e 
da elaboração de um plano de cuidado individualizado, o farmacêutico consegue identificar 
necessidades específicas, prevenir problemas relacionados aos medicamentos e oferecer um 
acompanhamento mais completo e humanizado. Essa atuação fortalece a assistência à saúde, 
contribui para o uso racional dos medicamentos e favorece uma melhor qualidade de vida para 
os pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 FITOTERAPIA 
A fitoterapia é uma prática terapêutica baseada na utilização de plantas medicinais e de 
seus derivados para a prevenção, tratamento e alívio de doenças. O termo tem origem nas 
palavras gregas phyton, que significa planta, e therapeia, que significa tratamento. Essa prática 
acompanha a humanidade desde os tempos mais remotos, quando diferentes civilizações 
utilizavam plantas para tratar enfermidades, aliviar sintomas e promover a saúde. Registros 
históricos demonstram que povos como egípcios, chineses, indianos, gregos e indígenas já 
empregavam plantas medicinais em seus cuidados de saúde, transmitindo esse conhecimento 
de geração em geração. 
Com o desenvolvimento da ciência e da medicina moderna, muitos medicamentos 
passaram a ser produzidos a partir do isolamento de substâncias encontradas em plantas 
medicinais. Apesar do avanço da indústria farmacêutica, a fitoterapia manteve sua relevância, 
principalmente devido à valorização dos conhecimentos tradicionais e à crescente busca por 
tratamentos complementares. No Brasil, a fitoterapia ganhou maior reconhecimento 
institucional a partir da criação de políticas públicas voltadas para a inserção das plantas 
medicinais e dos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo sua utilização 
baseada em critérios de qualidade, segurança e eficácia. 
A fitoterapia pode ser considerada uma ciência, pois atualmente seu desenvolvimento 
está fundamentado em pesquisas científicas que avaliam a composição química das plantas, 
seus mecanismos de ação, efeitos terapêuticos, toxicidade e possíveis interações 
medicamentosas. Embora muitos conhecimentos tenham origem na medicina popular, a 
fitoterapia moderna busca validar essas informações por meio de estudos laboratoriais, pré-
clínicos e clínicos. Dessa forma, a prática não se limita apenas ao conhecimento empírico, mas 
incorpora evidências científicas para garantir maior segurança aos usuários. 
Entre os principais benefícios da fitoterapia destaca-se a ampliação das opções 
terapêuticas disponíveis para a população. Em muitos casos, os fitoterápicos podem auxiliar no 
tratamento de sintomas leves e moderados, além de contribuírem para a promoção da saúde e 
da qualidade de vida. Outro aspecto relevante é a valorização da biodiversidade e dos 
conhecimentos tradicionais, especialmente em países com grande riqueza vegetal, como o 
Brasil. Além disso, alguns fitoterápicos apresentam boa aceitação pelos pacientes e podem ser 
utilizados como complemento aos tratamentos convencionais quando devidamente orientados 
por profissionais de saúde. 
 
Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
Entretanto, a utilização da fitoterapia também apresenta riscos que não devem ser 
ignorados. Existe uma crença equivocada de que produtos naturais são sempre seguros, porém 
diversas plantas podem causar efeitos adversos, intoxicações, alergias e interações com 
medicamentos convencionais. O uso inadequado, a automedicação, a falta de padronização de 
preparações caseiras e a utilização de espécies vegetais incorretas podem comprometer a 
segurança do tratamento. Por esse motivo, é fundamental que a utilização de plantas medicinais 
e fitoterápicos seja acompanhada por profissionais capacitados, garantindo a escolha adequada 
da terapia e a prevenção de possíveis problemas relacionados ao seu uso. 
Para compreender corretamente a fitoterapia, é importante diferenciar plantas 
medicinais, medicamentos fitoterápicos e produtos fitoterápicos. As plantas medicinais são 
espécies vegetais utilizadas com finalidade terapêutica, podendo ser empregadas na forma de 
chás, infusões, decocções e outras preparações tradicionais. Já os medicamentos fitoterápicos 
são produtos industrializados obtidos exclusivamente a partir de matérias-primas vegetais, cuja 
qualidade, segurança e eficácia foram avaliadas por órgãos reguladores. Esses medicamentos 
seguem padrões rigorosos de fabricação e controle de qualidade. 
Por outro lado, os produtos fitoterápicos abrangem uma categoria mais ampla de 
produtos derivados de plantas medicinais, podendo incluir diferentes formas de apresentação e 
finalidades. Nem todos os produtos fitoterápicos possuem o mesmo nível de comprovação 
científica exigido para os medicamentos fitoterápicos. Dessa forma, é essencial que os 
consumidores estejam atentos às informações fornecidas pelos fabricantes e busquem 
orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento. 
O farmacêutico desempenha um papel fundamental na fitoterapia. Sua atuação envolve 
a promoção do uso racional das plantas medicinais e dos fitoterápicos, garantindo que esses 
produtos sejam utilizados de forma segura, eficaz e adequada às necessidades de cada paciente. 
Entre suas atribuições estão a orientação sobre doses, formas de administração, possíveis efeitos 
adversos, contraindicações e interações medicamentosas. Além disso, o farmacêutico participa 
da educação em saúde, esclarecendo dúvidas da população e contribuindo para a prevenção de 
riscos associados ao uso inadequado desses produtos. 
A atuação do farmacêutico também inclui a avaliação das condições clínicas do 
paciente, o acompanhamento farmacoterapêutico e a identificação de possíveis problemas 
relacionados ao tratamento. Durante esse processo, o profissional analisa o histórico de saúde, 
os medicamentos em uso e outros fatores que possam interferir na eficácia ou segurança da 
terapia fitoterápica. Essa abordagem permite um cuidado mais individualizado e contribui para 
melhores resultados terapêuticos.Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
No Brasil, a prescrição farmacêutica de fitoterápicos é regulamentada e pode ser 
realizada pelo farmacêutico dentro dos limites de sua competência profissional. Para isso, o 
profissional deve realizar uma avaliação criteriosa do paciente, identificando suas necessidades 
e verificando se a utilização de um fitoterápico é apropriada para a situação apresentada. A 
prescrição deve ser baseada em evidências científicas, protocolos clínicos e normas vigentes, 
sempre considerando a segurança do paciente. 
O processo de prescrição farmacêutica envolve a coleta de informações por meio da 
anamnese farmacêutica, a identificação de possíveis problemas de saúde autolimitados e a 
seleção do fitoterápico mais adequado. Após a prescrição, o farmacêutico deve fornecer 
orientações detalhadas sobre o uso correto do produto, acompanhar a evolução do tratamento e 
realizar intervenções sempre que necessário. Quando houver sinais de agravamento do quadro 
clínico ou necessidade de avaliação médica, o paciente deve ser encaminhado para outro 
profissional de saúde. 
Conclui-se que a fitoterapia representa uma importante alternativa terapêutica que alia 
conhecimentos tradicionais e evidências científicas. Embora apresente diversos benefícios, sua 
utilização exige cautela e acompanhamento profissional para garantir a segurança e a eficácia 
do tratamento. Nesse contexto, o farmacêutico assume papel essencial na orientação, 
acompanhamento e prescrição de fitoterápicos, contribuindo para a promoção da saúde e para 
o uso racional desses recursos terapêuticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 PRESCRIÇÃO DE FITOTERÁPICOS 
 
1. Elabore uma Ficha de anamnese farmacêutica contendo as informações que julgar 
necessárias durante a consulta farmacêutica. 
 
2. Sabendo que a fitoterapia pode ser utilizada como tratamento em diversas condições, 
preencha a tabela presente na página seguinte com 5 plantas medicinais, medicamentos 
fitoterápicos ou produtos fitoterápicos utilizados nas seguintes condições clínicas: 
- Diabetes 
- Obesidade 
- Doenças do sistema imunológico 
 
 
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Nome 
botânico 
 
Nome 
popular 
 
Parte (s) 
utilizada 
(s) 
 
Forma de 
utilização 
 
Posologia e 
modo de 
usar 
 
Via 
 
Contraindicações 
 
Efeitos 
adversos 
 
Mecanismo de 
ação 
 
Bauhinia 
Forficata 
Pata-De-
Vaca 
Folhas Chá (Infusão) 
1 Xícara, 2 A 3 
Vezes Ao Dia 
Oral 
Gestantes, Lactantes E 
Pessoas Com 
Hipoglicemia Sem 
Acompanhamento 
Médico 
Queda 
Excessiva Da 
Glicose, 
Tontura 
Redução Da Glicemia 
E Melhora A 
Utilização Da Glicose 
Pelo Organismo 
Syzygium 
cumini 
Jambolão Folhas, 
sementes e 
casca 
 
 
Chá ou extrato Conforme 
orientação 
profissional; 
geralmente 1 a 
2 xícaras de chá 
ao dia 
Oral Hipoglicemia e uso 
concomitante de 
antidiabéticos sem 
monitoramento 
Náuseas, 
hipoglicemia 
Possui compostos que 
ajudam no controle 
dos níveis de glicose 
sanguínea 
Camellia 
sinensis 
Chá-verde Folhas Infusão 2 a 4 xícaras ao 
dia 
Oral Gestantes, hipertensos 
sensíveis à cafeína e 
pessoas com insônia 
Nervosismo, 
insônia, 
taquicardia 
Catequinas e cafeína 
aumentam o gasto 
energético e a 
oxidação de gorduras 
Garcinia 
gummi-
gutta 
Garcinia Casca do 
fruto 
Cápsulas/extrato Conforme 
recomendação 
do fabricante 
ou profissional 
de saúde 
Oral Gestantes, lactantes e 
pessoas com doenças 
hepáticas 
Dor de cabeça, 
desconforto 
gastrointestinal 
O ácido hidroxicítrico 
pode reduzir a síntese 
de gordura e auxiliar 
na saciedade 
Echinacea 
purpurea 
Equinácea Raiz e 
partes 
aéreas 
 
Chá, cápsulas 
ou extrato 
Conforme 
recomendação 
do fabricante 
ou profissional 
de saúde 
Oral Doenças autoimunes, 
alergia à família 
Asteraceae 
Náuseas, 
reações 
alérgicas 
 
Estimula a atividade 
de células do sistema 
imunológico e a 
produção de 
mediadores da resposta 
imune 
 
Estágio Acadêmico II – Farmácia – 4º Período - Digital 
5 PESQUISA DE CAMPO 
O posto de saúde que se realizou a pesquisa foi Unidade De Saúde Da Família (USF) 
Demósthenes Ayres Azevedo no bairro Marabá Pioneira na cidade de Marabá-Pará. Segue 
abaixo os fitoterápicos que trabalham la. 
Fitoterápico Espécie vegetal 
Ação 
farmacológica 
Posologia 
recomendada 
Guaco 
Mikania 
glomerata 
Expectorante e 
broncodilatador 
Xarope: 
conforme 
prescrição e faixa 
etária 
Espinheira-
santa 
Maytenus 
ilicifolia 
Antiácido e 
protetor 
gástrico 
Infusão ou 
cápsulas 
conforme 
prescrição 
Alcachofra 
Cynara 
scolymus 
Auxilia na 
digestão e 
função hepática 
Cápsulas ou 
extrato conforme 
prescrição 
Isoflavona de 
soja 
Glycine max 
Auxílio nos 
sintomas do 
climatério 
Conforme 
prescrição 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Ao longo do desenvolvimento deste trabalho e da vivência na disciplina, pude ampliar 
meus conhecimentos sobre a utilização das plantas medicinais e dos fitoterápicos no contexto 
da saúde pública brasileira. Antes, eu conhecia apenas o uso popular de algumas plantas, mas 
durante os estudos compreendi que os fitoterápicos utilizados no Sistema Único de Saúde 
passam por processos de padronização, controle de qualidade e avaliação de segurança e 
eficácia. 
Também aprendi sobre a importância da Política Nacional de Práticas Integrativas e 
Complementares e da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, que possibilitam a oferta 
de tratamentos complementares à população de forma segura e baseada em evidências 
científicas. Além disso, percebi o papel fundamental dos profissionais de saúde na orientação 
correta sobre o uso dessas terapias, evitando riscos relacionados à automedicação e ao uso 
inadequado das plantas medicinais. 
A realização deste trabalho permitiu compreender melhor a integração entre os 
conhecimentos tradicionais e a ciência, valorizando os recursos naturais disponíveis no país e 
seu potencial terapêutico. Considero que a disciplina contribuiu significativamente para minha 
formação acadêmica, pois proporcionou uma visão mais ampla sobre as práticas integrativas e 
complementares, incentivando uma abordagem mais humanizada e integral do cuidado em 
saúde. 
Por fim, a experiência foi enriquecedora, pois despertou meu interesse em aprofundar 
os conhecimentos sobre fitoterapia e outras práticas complementares, reconhecendo sua 
importância para a promoção da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida 
da população. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. 
Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Plantas Medicinais e Fitoterápicos no SUS. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2024. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Plantas Medicinais e Fitoterapia na Atenção Básica. Cadernos 
de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 
OLIVEIRA, D. R.; OLIVEIRA, A. C. D.; MARQUES, L. C. O estado regulatório dos 
fitoterápicos no Brasil: um paralelo entre a legislação e o mercado farmacêutico (1995–2015). 
Vigilância Sanitária em Debate, v. 4, n. 4, 2016. 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Estratégia da OMS sobre Medicina 
Tradicional. Genebra: OMS, 2014. 
PANIZZA, S. Plantas que Curam: Cheiro de Mato. São Paulo: IBRASA, 2010.

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