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���� RESUMO — ENFERMIDADES RESPIRATÓRIAS Nutrição e enfermidades respiratórias • As doenças respiratórias afetam o estado nutricional, e a nutrição influencia o desenvolvimento e a função pulmonar. • Existe relação de influência mútua entre nutrição e doenças pulmonares. • A nutrição adequada contribui para a saúde do aparelho respiratório. • As doenças pulmonares comprometem o estado nutricional, especialmente em estágios avançados. • Compreender essa interação melhora a qualidade de vida, a identificação de patologias e o tratamento nutricional. Propósito do estudo • Compreender o papel do aparelho respiratório e sua correlação com o estado nutricional. • Demonstrar que a nutrição influencia o desenvolvimento pulmonar e que a doença pulmonar piora o estado nutricional. Preparação • Uso de dicionário de termos médicos. Objetivos • Identificar mecanismos fisiopatológicos das principais enfermidades respiratórias. • Reconhecer a importância da nutrição e da avaliação nutricional nessas patologias. • Compreender a terapia nutricional baseada em diretrizes atuais. Introdução • Doenças respiratórias crônicas representam cerca de 7% da mortalidade mundial. • Aproximadamente 4,2 milhões de óbitos anuais. • No Brasil, são a terceira causa de morte por doenças crônicas não transmissíveis. • Entre 2010 e 2020, cerca de 750 mil óbitos por doença pulmonar. • Média de 35 mortes por 100 mil habitantes. • Geram limitações físicas, emocionais e intelectuais. • Afetam vias aéreas superiores e inferiores. • Principais doenças: o DPOC o asma o tuberculose o doenças alérgicas o doenças ocupacionais • Fatores de risco: o tabagismo o poluição ambiental o agentes ocupacionais o fatores genéticos o fatores sociais o estilo de vida • Incidência aumenta com o envelhecimento populacional. • A maioria é prevenível. • Há crescente interesse na relação entre dieta e função pulmonar. • Doenças pulmonares avançadas prejudicam fortemente o estado nutricional. • A terapia nutricional melhora prognóstico e trata desnutrição associada. Desenvolvimento neonatal do sistema respiratório • Processo complexo, com eventos bioquímicos, mecânicos e anatômicos. • Quatro fases do desenvolvimento pulmonar: o Fase embrionária (3ª–6ª semana): surgimento do divertículo respiratório. o Fase pseudoglandular (6ª–16ª semana): formação dos bronquíolos. o Fase canalicular (16ª–28ª semana): bronquíolos respiratórios. o Fase sacular (28ª–36ª semana): formação dos alvéolos primitivos e produção de surfactante. • Desenvolvimento começa na 3ª semana após a concepção. • Continua após o nascimento com a fase alveolar. • Número de alvéolos: o ~50 milhões ao nascer o rápido aumento nos primeiros 6 meses o crescimento até os 8 anos o ~300 milhões aos 8 anos • Insultos nesse período comprometem a função pulmonar futura. • Estado nutricional adequado é essencial para crescimento, maturação e proteção pulmonar. Influência da nutrição no desenvolvimento pulmonar • Retardo de crescimento intrauterino compromete o pulmão. • Associado à insuficiência placentária e má nutrição materna. • Na infância, a desnutrição afeta mais o tamanho pulmonar do que a função. • Micronutrientes essenciais: o Vitamina A: formação de alvéolos. o Vitamina D: metabolismo do surfactante; deficiência aumenta infecções respiratórias. o Selênio e vitamina E: deficiência materna aumenta risco de sibilância. Fisiopatologia das doenças respiratórias • Pulmões: o órgãos esponjosos e elásticos o realizam trocas gasosas • Sistema de defesa: o células imunológicas o muco • Funções: o troca de gases o equilíbrio ácido-base o conversão de angiotensina I em II (ECA) o filtração, aquecimento e umidificação do ar • Doenças respiratórias comprometem: o trocas gasosas o condução do ar o eliminação de substâncias estranhas Classificação das doenças respiratórias • Doenças infecciosas: o pneumonia o tuberculose o infecções fúngicas o IVAS • Doenças obstrutivas: o DPOC o asma o bronquite o fibrose cística • Doenças intersticiais: o fibrose pulmonar o sarcoidose o colagenoses o pneumonite de hipersensibilidade • Doenças da circulação pulmonar: o hipertensão pulmonar o tromboembolismo pulmonar • Doenças pleurais: o derrame pleural o pneumotórax Enfermidades respiratórias específicas Rinite • Inflamação aguda ou crônica da mucosa nasal. • Pode ser infecciosa, alérgica ou irritativa. • Forma alérgica mediada por IgE. • Prevalência: 10–15%. • Sintomas: o rinorreia o prurido nasal o espirros o obstrução nasal • Pode ocorrer rinoconjuntivite. • Casos crônicos podem causar perda do olfato e paladar. Asma • Doença inflamatória crônica das vias aéreas. • Obstrução variável e reversível. • Sintomas: o chiado o falta de ar o tosse o aperto no peito • Desencadeantes: o alérgenos o poluição o fumaça o infecções o estresse o exercício • Forte associação com obesidade. • Obesidade aumenta inflamação, reduz volumes pulmonares e piora controle da doença. Pneumonia • Infecção dos alvéolos e bronquíolos. • Agentes: bactérias, vírus ou parasitas. • Sintomas: o febre o tosse o dor torácica • Pode necessitar internação. • Antibióticos são base do tratamento. DPOC • Doença prevenível e tratável. • Obstrução crônica e irreversível do fluxo aéreo. • Inclui: o enfisema pulmonar o bronquite crônica • Principal causa: tabagismo. • Consequências sistêmicas: o perda de peso o redução de IMC o inflamação crônica • Sintomas: o tosse crônica o expectoração o dispneia • Pode evoluir para insuficiência respiratória. Fibrose cística • Doença genética autossômica recessiva. • Defeito na proteína CFTR. • Muco espesso e viscoso. • Afeta pulmões, pâncreas e trato digestório. • Diagnóstico: triagem neonatal (IRT). • Relação direta entre desnutrição e piora pulmonar. • Complicações: o bronquite crônica o insuficiência pancreática o diabetes mellitus Tuberculose • Infecção pelo Mycobacterium tuberculosis. • Transmissão aérea. • Sintomas: o tosse prolongada o febre baixa o perda de peso o mal-estar • Relação bidirecional com desnutrição. • Medicamentos devem ser usados em jejum. • Interações droga-nutriente importantes. Aspergilose • Infecção fúngica por Aspergillus spp. • Mais comum em imunocomprometidos. • Pode formar aspergiloma. • Pode causar hemoptise grave. Hipertensão arterial pulmonar • Pressão pulmonar > 25 mmHg. • Mais comum em mulheres. • Pode ser idiopática ou secundária. • Sintomas tardios: o fadiga o dispneia o dor torácica o síncope Tromboembolismo pulmonar • Obstrução aguda da artéria pulmonar. • Terceira causa de morte cardiovascular. • Tríade de Virchow: o estase o hipercoagulabilidade o lesão endotelial Câncer de pulmão • Neoplasia mais diagnosticada no mundo. • Principal fator de risco: tabagismo. • Tipos: o pequenas células o não pequenas células • Sintomas tardios. • Dieta rica em frutas e vegetais tem efeito protetor. Insuficiência respiratória • Falha na troca gasosa. • Hipoxemia ou hipercapnia. • Necessita oxigenoterapia. • Forma aguda: LPA/SARA. • Fatores: o pneumonia o sepse o tromboembolismo o queimaduras • Desnutrição dificulta extubação. Avaliação nutricional • Métodos: o clínica o antropométrica o bioquímica o dietética • Avaliação clínica: o inspeção o palpação o tecidos de rápida proliferação o edema • Avaliação antropométrica: o IMC é limitado o bioimpedância é mais indicada • IMCentre nutrição e função pulmonar • Desnutrição reduz: o força muscular respiratória o imunidade o produção de surfactante • Antioxidantes importantes: o vitaminas A, C e E • Ômega-3 reduz mediadores inflamatórios. • Excesso de ômega-6 aumenta eicosanoides inflamatórios. Terapia nutricional • Asma: o perda de peso melhora sintomas • Tuberculose: o sem evidência para suplementação rotineira o atenção às interações medicamentosas • Insuficiência respiratória aguda: o reduzir produção de CO₂ o dietas com maior teor lipídico o uso de ômega-3 • Quociente respiratório: o carboidrato: 1,0 o proteína: 0,82 o lipídio: 0,71 • Monitorar: o fósforo o potássio o magnésio • Evitar excesso e deficiência calórica.