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Centro Universitário Estácio Juiz de Fora – MG 
Curso de Pedagogia 
Disciplina: MET. DAS CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS 
Professor: Alan Willian de Jesus 
Estudante: Nicolly Vieira Diniz 
Estudante: Ana Karolina Da Silva 
Estudante: Juscelia Cecilia de Almeida Vasconcellos 
Estudante: Sarah Cristina de Andrade Mateus 
 
 
RELATÓRIO DO PROJETO DE EXTENSÃO 
 
Patrimônio e identidade: conhecendo Juiz de Fora por meio dos seus 
espaços e culturas na EJA 
(Educação de Jovens e Adultos) 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A ação foi desenvolvida em uma turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da 
Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, localizada no bairro Nova Era II, 
na cidade de Juiz de fora – MG. A escola atende estudantes do Ensino Fundamental e 
Médio na modalidade EJA com idades a partir de 17 anos, oferecendo formação 
voltada à valorização da trajetória de vida, do trabalho e das experiências culturais 
dos alunos, o trabalho extensionista foi desenvolvido de forma participativa e 
dialógica, com um único encontro, onde envolvera estudantes de pedagogia e 
estudantes da EJA. Faremos uma roda de conversa e assim dividiremos os 
conhecimentos de cada um sobre os pontos turísticos de nossa cidade, dividindo 
conhecimento e experiências já vividas por cada um, valorizando sempre nossa 
cultura, identidade e reconhecimento no mundo, estimulando o aluno a construir 
sentido e pertencimento ao estudar o patrimônio de Juiz de Fora, levaremos figuras e 
textos para gerar reconhecimento e assim buscar memórias e relatos sobre 
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experiências já vividas. Faremos uma comparação sobre a época em que foram 
construídos e os tempos atuais, sobre o que mudou ou não mudou em termos 
originais. Trabalhar culturas e patrimônios de Juiz de Fora com a EJA é uma 
oportunidade de unir educação, identidade e pertencimento, valorizando o saber local 
e promovendo o reconhecimento da história viva da comunidade. Segundo Paulo 
Freire a EJA deve se fundamentar em uma educação libertadora, onde buscamos uma 
construção coletiva do conhecimento 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem como princípio reconhecer os saberes e as 
experiências de vida dos estudantes, promovendo uma aprendizagem que valoriza suas 
histórias e realidades. Para Freire (1996), a educação deve ser um processo dialógico e 
libertador, em que o aluno constrói o conhecimento a partir de sua vivência. Assim, o 
professor atua como mediador, ajudando o estudante a compreender o mundo e a 
transformar sua própria realidade. 
De forma complementar, Candau (2012) destaca a importância da educação 
intercultural, que respeita e valoriza a diversidade cultural presente nas escolas. 
Segundo a autora, o espaço escolar deve ser um ambiente de encontro entre culturas, 
no qual todos possam aprender e se reconhecer. Essa perspectiva reforça a necessidade 
de trabalhar temas que conectem o conteúdo escolar à realidade social e cultural dos 
alunos. Nesse contexto, a cidade de Juiz de Fora apresenta uma rica diversidade de 
espaços e expressões culturais como museus, praças, teatros e festas populares que 
podem ser explorados na EJA para fortalecer o vínculo entre os alunos e a sua própria 
história. Como afirma Santos (1994), o espaço é resultado das relações humanas e 
sociais, sendo também uma forma de identidade coletiva. 
Em síntese, os autores estudados Freire (1996), Candau (2012), Santos (1994) 
fundamentam esta proposta ao destacar que conhecer e valorizar o patrimônio cultural 
é também reconhecer quem somos, fortalecendo o sentimento de pertencimento e 
cidadania. 
 
Referências: 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 
CANDAU, Vera. Educação Intercultural: das políticas às práticas. Petrópolis: Vozes, 
2012. 
SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1994. SANTOS, Milton. 
O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1994. 
 
 
 
3 METODOLOGIA 
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A intervenção utiliza metodologias ativas, que colocam o estudante como protagonista do 
processo de aprendizagem e privilegiam experiências práticas, investigação e trabalho 
colaborativo. Essa perspectiva dialoga com a proposta freireana de educação dialógica 
(FREIRE, 1996) Nessa metodologia o professor atua como mediador, propondo situações-
problema que partem da realidade dos educandos e organizando atividades que exigem 
pesquisa, reflexão e produção coletiva. Turma de EJA – Ensino Fundamental (estudantes 
adultos), faixas etárias a partir de 17 anos, a metodologia utilizada privilegiou atividades 
dialógicas, colaborativas e reflexivas, respeitando o ritmo e os saberes dos participantes da 
EJA. Todo o processo foi acompanhado por observações e registros escritos, possibilitando 
compreender como o contato com o patrimônio local contribuiu para o fortalecimento da 
identidade dos estudantes e para uma aprendizagem mais significativa. 
 
4 PLANO DE AÇÃO 
Tema: Patrimônio e identidade: conhecendo Juiz de Fora por meio dos seus espaços e culturas 
na EJA 
Público: Estudantes do EJA. 
Duração: 1 aula. 
Objetivo: Promover o reconhecimento e a valorização da identidade cultural de Juiz de Fora, 
destacando seus patrimônios públicos e culturais. Estimular o diálogo e a troca de 
experiências entre os alunos do EJA, fortalecendo o sentimento de pertencimento à cidade e 
despertar o interesse dos estudantes pela preservação dos patrimônios históricos e culturais de 
sua comunidade. E por fim, ampliar o conhecimento dos alunos sobre a importância do 
patrimônio público como parte da história e memória coletiva, e desenvolver a oralidade e o 
pensamento crítico por meio da roda de conversa. 
Ação: 
Etapa 1: Escolha coletiva dos espaços culturais que serão estudados (museus, praças, teatros e 
culturas). Pesquisa em fontes impressas e digitais. 
Etapa 2: Roda de conversa sobre a cidade, suas histórias e memórias. Registro das falas e 
percepções dos alunos. (metodologia ativa utilizada: Roda de conversa / diálogo freireano) 
Etapa 3: Apresentação dos trabalhos e discussão coletiva sobre o que aprenderam sobre Juiz 
de Fora. 
Os resultados esperados são: Fortalecimento do sentimento de identidade e pertencimento à 
cidade. 
Maior valorização do patrimônio histórico e cultural local. 
 Desenvolvimento de habilidades de pesquisa, comunicação e trabalho em grupo Integração 
entre saberes escolares e experiências de vida dos alunos da EJA. 
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5 RELATO COLETIVO 
 
A realização deste projeto possibilitou uma experiência significativa tanto para o grupo 
quanto para os estudantes da EJA envolvidos. Durante todas as etapas desde o diagnóstico 
inicial até a socialização dos resultados foi possível perceber o interesse, o envolvimento e o 
sentimento de pertencimento despertados nos participantes ao reconhecerem a importância 
cultural e histórica de Juiz de Fora. 
A roda de conversa inicial foi um momento marcante, pois permitiu que os alunos 
compartilhassem lembranças e histórias pessoais sobre os espaços da cidade, revelando uma 
forte ligação afetiva com o território. Já nas etapas de pesquisa e produção dos materiais, 
observou-se o entusiasmo em descobrir novas informações e em revisitar locais que, muitas 
vezes, faziam parte de suas rotinas sem que percebessem seu valor histórico. 
A utilização das metodologias ativas mostrou-se eficaz, pois incentivou a autonomia e o 
protagonismo dos estudantes, que se sentiram valorizados ao perceber que suas experiências e 
saberes foram considerados como ponto de partida para a aprendizagem. O trabalho em grupo 
também promoveu cooperação e troca de conhecimentos, fortalecendo as relações 
interpessoais. 
De modo geral, o processo contribuiu para uma aprendizagem significativa, conectando o 
conteúdo escolar à realidade vivida pelos alunos. O grupo avaliou a experiência como 
enriquecedora e transformadora, por possibilitar o reconhecimento da cidade como um espaço 
de memória, cultura e identidade. Concluímos queaprender sobre o patrimônio local é 
também aprender sobre si mesmo, valorizando a história e o papel de cada cidadão na 
construção coletiva da cultura. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São 
Paulo: Paz e Terra, 1996. 
CANDAU, Vera. Educação Intercultural: das políticas às práticas. Petrópolis: Vozes, 2012. 
IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Patrimônio Cultural 
Brasileiro. Brasília: IPHAN, 2020. 
SANTOS, Milton. O Espaço do Cidadão. São Paulo: Nobel, 1994. 
MORAN, José Manuel. Metodologias ativas para uma educação inovadora. 
HORTA, Maria de Lourdes Parreiras. Educação Patrimonial. Brasília: IPHAN, 1999. 
 
 
 
 
 
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RELATO INDIVIDUAL 
Relatório individual Nicolly: 
Durante o desenvolvimento do projeto, pude perceber como a troca de informações entre os 
alunos foi essencial para o sucesso da proposta. Cada participante trouxe suas vivências, 
lembranças e percepções sobre a cidade de Juiz de Fora, e isso tornou as discussões muito 
mais ricas e significativas. A metodologia ativa possibilitou que todos se sentissem parte do 
processo, valorizando o diálogo e a construção coletiva do conhecimento. 
Um dos momentos mais marcantes para mim foi quando um dos alunos se identificou com as 
batalhas de rima, reconhecendo essa prática como parte da cultura local. Ele até criou uma 
rima inspirada na cidade e compartilhou com a turma, o que gerou grande envolvimento e 
orgulho entre os colegas. Essa experiência mostrou como a cultura urbana também é um 
importante patrimônio imaterial e faz parte da identidade de Juiz de Fora. 
Essa vivência me fez compreender o quanto a educação, quando conecta o conteúdo à 
realidade dos alunos, se torna mais significativa e transformadora. 
 
Relatório individual Ana Karolina: 
 
 
 
 
 
Relatório individual Júscelia: 
 
 
 
 
 
Relatório Individual Sarah:

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