Prévia do material em texto
UNAMA UNIVERSIDADE DA AMAZONIA III SIMPÓSIO DE VETERINÁRIA EXCELÊNCIA POR NATUREZA ubíqua INTOXICAÇÃO POR SCINDAPSUS AUREUS (JIBOIA) Curso de Medicina Veterinária Centro Universitário da Amazônia Autores: Ana Carla Sousa Fernanda Pryscila Lima da Franciane de Abreu Jessica Karoline de Sousa Katia D'Angela Brito Kemily Karoliny dos Santos Laíssa Isabelle Miranda Alves', Mayara Costa da Gisele Cristine Castro 'Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária UNAMA, Docente do Curso de Medicina Veterinária UNAMA Introdução A Jiboia (Scindapsus aureus) é uma planta ornamental comum em ambientes internos, apreciada pela beleza e fácil manutenção. Apesar disso, é tóxica para animais domésticos, especialmente cães e gatos devido aos cristais de oxalato de cálcio. Quando ingerida, pode causar irritação oral intensa, salivação excessiva, vômitos e dificuldade de deglutição, tornando-se um importante fator de risco para intoxicações acidentais em pequenos animais Objetivos Sinais Clínicos Caracterizar a toxicidade da jiboia Cavidade oral/faringea: Irritação intensa da (Scindapsus aureus) em animais mucosa, dor, edema e hipersalivação. domésticos, descrevendo principal Gastrointestinais: Náuseas, vômitos e composto envolvido, mecanismo de ação, dificuldade de deglutição (disfagia). as manifestações clínicas e as condutas Casos graves: Possível comprometimento terapêuticas indicadas em casos de respiratório por edema orofaringeo. intoxicação. Toxicidade Tratamento A toxicidade varia conforme a quantidade tratamento é sintomático e consiste em: ingerida e a sensibilidade do animal, não Descontaminação e lavagem da cavidade oral havendo dose tóxica ou letal estabelecida. Controle da dor (analgesia) o princípio ativo é por cristais Redução da inflamação (anti-inflamatórios) de oxalato de cálcio insolúvel A gravidade da intoxicação depende do contato e da Suporte sistêmico (fluidoterapia, se necessário) exposição, podendo resultar em sinais Monitoramento clínico clínicos. Considerações Finais Mecanismo de Ação toxicidade da Jiboia é de natureza mecânica Os idioblastos liberam cristais de oxalato de irritativa por cristais de oxalato de cálcio cálcio insolúvel em forma de agulha durante insolúveis, causando lesões imediatas à a mastigação, denominados ráfides. Esses mucosa oral. diagnóstico baseia-se na cristais exercem ação mecânica irritativa ao identificação dos sinais clínicos, permitindo perfurar a mucosa oral e causando uma conduta eficaz focada no tratamento microlesões e dor imediata. Em seguida, sintomático. Com manejo clínico adequado, dano tecidual induz resposta inflamatória prognóstico é favorável. Dessa forma, a com liberação de mediadores inflamatórios, orientação do tutor e a prevenção são como histamina, resultando em edema e fundamentais, destacando-se como as hiperemia, além de náuseas, vômitos e principais medidas para evitar a ocorrência de dificuldade de deglutição. novos casos em cães e gatos. Referências AGUIAR, A. T. C.; VEIGA JÚNIOR, V. F. da. jardim venenoso: a por trás das intoxicações domésticas por plantas ornamentais. Química Nova, [s. V. 44, n. 8, p. 1093-1100, 2021. Disponível em: Acesso em: 11 maio 2026. NOGUEIRA, Rosa Maria Barili; ANDRADE, Silvia Franco. Manual de Toxicologia INGESTÃO LIBERAÇÃO DE AÇÃO RESPOSTA EFEITOS Veterinária. [S. [s. n.], 2011. 43-47. RÁFIDES IRRITATIVA INFLAMATÓRIA GASTROINTESTINAIS SIROKA, Zuzana. Toxicity of House Plants to Pet Animals. Toxins, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/toxins15050346. Acesso em: 27 abril 2026. Figura 1: Ilustração do mecanismo de ação da jiboia (Scindapsus aureus)