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HOMICÍDIO SIMPLES
● Art. 121,CP: Matar alguém;
● Pena- Reclusão
● Sujeito Ativo: Qualquer pessoa – Crime Comum - Praticante do crime.
● Sujeito Passivo: Qualquer pessoa - não é necessário que se trate de
vida viável, bastando a prova de que a vítima nasceu viva e com vida
estava no momento da conduta criminosa do agente;
Lei n° 8.072/90- Lei de Crimes Hediondos.
● VIDA
- Extrauterina - Homicídio;
- Intrauterina - Aborto;
A partir do início do parto:
- Dilatação do colo do útero e contrações expulsórias (parto
natural);
- incisão no abdômen (parto cirúrgico) (cesariana);
Aborto Homicídio;
A gestante que quer realizar o aborto, expulsa o feto. Este morre 6
dias depois em consequência da expulsão, (em decorrência da manobra
abortiva, qual crime ela responde, aborto ou homicídio?
R: Aborto, em virtude do art. 4, CP;
● CONSUMAÇÃO E TENTATIVA
O crime de homicídio se consuma com a morte encefálica (art.3*, da
Lei 9.434/97 -Lei de Transplante);
- Tentativa Branca ou Incruenta : Não atingiu o suj. passivo.
- Tentativa Vermelha ou Cruenta: Atingiu o suj. passivo.
- Tentativa perfeita ou acabada/ crime falho: esgotamento dos
recursos/meios disponíveis para cometimento do crime, mas não sobrevém
a consumação por circunstâncias alheias à sua vontade.
- Tentativa imperfeita ou inacabada: não esgotamento dos meios.
Deve ser observado na tentativa, sua proximidade no inters criminis
- Comissivo
- Homicídio (crime contra um/individuo) x Genocídio (crime contra
a humanidade).
● Omissivo Impróprio (garantidor): art. 13, 2° parágrafo.
Relevância da omissão
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para
evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
Consumação: morte encefálica;
● Crime de ação livre: matar de qualquer forma - não se prevê
especificação;
● Dolo e Culpa:
● Exame de Corpo de Delito (CPP):
Art. 158. Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo
de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.
Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem
desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.
HOMICÍDIO PRIVILEGIADO (HOMICÍDIO EMOCIONAL)
● Causa de diminuição de Pena.
- Diminuição Obrigatória. Montante a critério.
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante
valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em
seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de
um sexto a um terço.
- Dolo eventual e (domínio) violenta emoção (possível;
- Premeditação e (influência) violenta emoção (não é possível);
- Sob a influência de violenta emoção - mediato (decurso de prazo de
tempo).
- Sob o domínio de violenta emoção - Imediato.
● Caráter Subjetivo - Não se Comunica aos demais coautores e partícipes.
- Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal,
salvo quando elementares do crime.
- Circunstância objetiva: meio/modo de execução.
- Circunstância subjetiva: motivo/ou estado de ânimo.
Vitimologia: campo de estudo e análise do papel das vítimas no
cenário de um delito. - ramo da criminologia/ uma ciência autônoma;
- Motivo de Relevante Valor Social: Diz respeito aos interesses de
toda uma coletividade, logo, nobre e altruístico (ex.: indignação contra
um traidor da pátria, matar um perigoso estuprador que aterroriza
mulheres do bairro).
- Motivo de Relevante Valor Social: Atém-se aos interesses
individuais, particulares do agente, entre eles os sentimentos de
piedade, misericórdia e compaixão.
> Eutanásia: Morte piedosa - Atos positivos com o fim de matar
alguém, eliminando ou aliviando seu sofrimento.
- Antecipação da morte natural.
- hipótese de homicídio privilegiado pelo relevante valor moral;
- Não é permitido no Brasil;
> Distanásia (o oposto da eutanásia): é o uso de todos os recursos
médicos para prolongar a vida do paciente, que também não é crime.
> Ortotanásia: corresponde a morte em seu processo natural, ou
seja, a retirada do tratamento médico, em caso de doença incurável, onde
o tratamento não tenha eficácia, que não se enquadra na tipicidade
material, não sendo, assim, punível.
HOMICÍDIO PRIVILEGIADO-QUALIFICADO
- Possível quando a qualificadora for de ordem objetiva (meios ou modos
de execução).
- Homicídio privilegiado-qualificada NÃO É HEDIONDO - Por
incompatibilidade axiológica e por falta de previsão legal, o homicídio
qualificado-privilegiado não integra o rol dos denominados crimes
hediondos (Precedentes). (STJ, HC 153.728/SP, Rel. Ministro FELIX
FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 13/04/2010, DJe 31/05/2010)
HOMICÍDIO QUALIFICADO - ART. 121, §2°
II - por motivo fútil (motivo bobo, insignificante, pequeno, mesquinho):
- É a desproporção entre o motivo e a causa moral, motivo banal,
desproporcional, insignificante.
- Exemplo: marido que mata a esposa por não ter feito seu café da manhã.
- O motivo torpe não se confunde com o motivo fútil. Segundo a doutrina,
o motivo fútil é aquele em que trás uma desproporção entre o crime e sua
causa moral, enquanto o motivo torpe é aquele que causa repugnância,
nojo (ex: matar os pais para ficar com a herança).
- Motivo Fútil x Ausência de motivo > sem motivo é homicídio simples;
COM EMPREGO DE VENENO, FOGO, EXPLOSIVO, ASFIXIA, TORTURA OU OUTRO MEIO
INSIDIOSO OU CRUEL, OU DE QUE POSSA RESULTAR PERIGO COMUM
- Veneno: indispensável que a vítima desconheça a circunstância de estar
sendo envenenada.
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Homicídio qualificado é HEDIONDO, não importa a qualificadora.
Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes
I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo
de extermínio, ainda que cometido por 1 (um) só agente, e homicídio
qualificado (art. 121, § 2º);
INCISO I - MEDIANTE PAGA OU PROMESSA DE RECOMPENSA, OU POR OUTRO MOTIVO
TORPE - SUBJETIVO
Circunstância subjetiva, pois diz respeito ao agente, e não ao
fato. Por essa razão, não se comunica aos demais coautores e partícipes.
Motivo torpe: é uma hipótese genérica que segue as hipóteses
casuísticas. É o motivo vil, repugnante, abjeto, que causa repulsa na
sociedade.
Paga ou promessa de recompensa: caracterizam o homicídio
mercenário ou homicídio por mandato remunerado .
Em ambos os casos a vantagem não precisa obrigatoriamente ser
econômica, como é o caso da prestação de favores sexuais ou promessa de
casamento.
Paga: Pagamento é prévio. O agente recebe a vantagem e, após,
pratica o homicídio.
Promessa de recompensa: O pagamento é convencionado para o futuro.
O agente irá praticar o homicídio
- Crime de concurso necessário ou plurissubjetivo (número plural
de agentes obrigatório). (mandante e executor).
- A qualificadora da torpeza se aplica ao mandante, ao executor
ou a ambos? Aplica a ambos, menos o homicídio privilegiado.
A vingança pode ser entendida como motivo torpe? Análise do
contexto fático-probatório.- Depende do caso concreto.
No caso, por exemplo, de um traficante expulso de uma boca de fumo
que mata os companheiros para retomar o território, caracteriza-se o
motivo torpe. Já no caso do pai que mata o homicida de seu filho, a
vingança não caracteriza motivo torpe, podendo até ser configuradora de
privilégio.
O motivo torpe não se confunde com o motivo fútil. Segundo a
doutrina, o motivo fútil é aquele em que trás uma desproporção entre o
crime e sua causa moral, enquanto o motivo torpe é aquele que causa
repugnância, nojo (ex: matar os pais para ficar com a herança).Ciúmes e motivo torpe: "O ciúme, por si só, sem outras
circunstâncias, não caracteriza o motivo torpe."(STJ, HC 123.918/MG,
Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 13/08/2009, DJe
05/10/2009). O STJ, no AREsp 363.919, decidiu que, como o homicídio
doloso é um crime cuja competência pertence ao tribunal do júri, quem
definirá se o ciúme é um motivo torpe são os jurados. Assim, não há uma
posição abstratamente definida sobre isso, devendo se analisar o caso
concreto.
A qualificadora da "paga ou promessa de recompensa” se comunica ao
MANDANTE do crime? Existe duas correntes adotadas pelo STJ:
- 5° Turma: Não, se comunica;
- 6° Turma: Sim, se comunica;
II- POR MOTIVO FÚTIL
Real desproporção entre o delito e sua causa moral ("pequeneza do
motivo").
Ex.: Briga de trânsito.
III- COM EMPREGO DE VENENO, FOGO, EXPLOSIVO, ASFIXA, TORTURA OU
OUTRO MEIO INSIDIOSO OU CRUEL, OU DE QUE POSSA RESULTAR PERIGO COMUM
Interpretação analógica: de modo que a norma apresenta uma fórmula
casuística (com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura),
seguida de uma fórmula genérica (ou outro meio insidioso ou cruel, ou de
que possa resultar perigo comum).
Emprego de veneno/ benefício
- Veneno: substância biológica ou química, animal, mineral ou
vegetal capaz de perturbar ou destruir as funções vitais do
organismo humano.
- Ex.: açúcar para diabético é veneno. (deve haver dolo e
ciência do agente);
- Elemento Volitivo: Vontade;
- O veneno, segundo a exposição de motivos do nosso CP, para
qualificar o homicídio deve ser ministrado de maneira
insidiosa sem que a vítima perceba.
IV- À TRAIÇÃO, DE EMBOSCADA, OU MEDIANTE DISSIMULAÇÃO OU OUTRO
RECURSO QUE DIFICULTE OU TORNE IMPOSSÍVEL A DEFESA DO OFENDIDO
- Interpretação analógica;
- Qualificadora Objetiva: Modo de Execução;
- Chama-se de HOMICÍDIO PROCUSTIANO aquele praticado com emprego
de traição, dissimulação ou meio cruel.
a) Traição: pode ser tanto física quanto moral;
b) Emboscada: é a conhecida tocaia;
c) Dissimulação: é a atuação disfarçada, hipócrita, que oculta a
real intenção do agente;
d) Outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da
vítima: é uma fórmula genérica, deve ser interpretada em conformidade
com as hipóteses casuísticas.
V- PARA ASSEGURAR A EXECUÇÃO, A OCULTAÇÃO, A IMPUNIDADE OU
VANTAGEM DE OUTRO CRIME
Qualificadora de natureza subjetiva, mais especificamente
relacionada à motivação do agente.
a) Conexão teleológica: o homicídio é praticado para assegurar a
execução de outro crime, sendo desnecessário a efetividade em assegurar
a execução do outro delito, bastando a intenção.
b) Conexão consequencial: o homicídio ocorre para assegurar a
ocultação, a impunidade ou a vantagem de um crime já praticado.
Se o objetivo da prática do homicídio for assegurar a execução de
contravenção penal, a qualificadora deixa de existir, em razão da
proibição de analogia in malam partem, podendo configurar a
qualificadora do motivo torpe ou fútil, a depender do caso concreto.
VII - HOMICÍDIO FUNCIONAL
No exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até 3°. grau, em razão
dessa condição.
- Lei 15.134/25 - amplia o alcance para o judiciário - menos
advogado particular;
Apesar de divergente, a maior parte da doutrina entende que tal
qualificadora possui caráter subjetivo.
Segunda a doutrina dominante, não incide a qualificadora quando se
tratar de filho adotivo, uma vez que o dispositivo fala expressamente em
“parente consanguíneo” e haveria analogia in malam partem abranger
outras relações que não de parentesco consanguíneo.
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