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TEORIA DO CRIME SLIDE -RESUMIDO

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Gabriel

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Contextualização da aula
• Teoria Geral da Pena
 Princípios
 Sanção penal
 Finalidades da pena
 Espécies de pena
 Pena privativa de liberdade
 Penas restritivas de direitos
 Pena de multa
 Aplicação da pena - Dosimetria
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE
Art. 1º do CP e Art. 5º, XXXIX, da CF.
a) RESERVA LEGAL – nulla poena sine lege.
b) ANTERIORIDADE – nulla poena sine praevia lege.
PRINCÍPIO DA INSTRANSCENDÊNCIA, 
PERSONALIDADE OU PESSOALIDADE DA PENA
Art. 5º, XLV, da CF
 A pena não pode ultrapassar a pessoa do condenado.
 É possível que a obrigação de reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens sejam executadas contra os sucessores
PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE
A resposta penal deve ser justa e suficiente para cumprir o papel de
reprovação do ilícito, bem como para prevenir novas infrações penais.
CF, Art. 5º, XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre 
outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
Art. 5º da CF:
• XLVIII – a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de
acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;
• L – às presidiárias serão asseguradas condições para que possam
permanecer com seus filhos durante o período de amamentação;
PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
A pena não pode ser padronizada.
 MOMENTOS:
 PENA EM ABSTRATO
 PENA EM CONCRETO
 EXECUÇÃO PENAL
PRINCÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA 
Art. 5º Os condenados serão classificados, segundo os seus antecedentes e
personalidade, para orientar a INDIVIDUALIZAÇÃO da execução penal.
Art. 6º A classificação será feita por COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO que
elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada
ao condenado ou preso provisório.
COMISSÃO TÉCNICA DE CLASSIFICAÇÃO
Art. 7º A Comissão Técnica de Classificação, existente em cada estabelecimento,
será presidida pelo diretor e composta, no mínimo, por 2 (dois) chefes de
serviço, 1 (um) psiquiatra, 1 (um) psicólogo e 1 (um) assistente social, quando
se tratar de condenado à pena privativa de liberdade.
Parágrafo único. Nos demais casos a Comissão atuará junto ao Juízo da
Execução e será integrada por fiscais do serviço social.
EXAME DE CLASSIFICAÇÃO: Envolve aspectos relacionados à personalidade do
condenado, seus antecedentes, sua vida familiar e social, sua capacidade
laborativa, circunstâncias que orientam o modo de cumprimento da pena.
EXAME CRIMINOLÓGICO
Art. 8º O condenado ao cumprimento de pena privativa de liberdade, em regime
fechado, SERÁ submetido a exame criminológico para a obtenção dos elementos
necessários a uma adequada classificação e com vistas à individualização da
execução.
Parágrafo único. Ao exame de que trata este artigo PODERÁ ser submetido o
condenado ao cumprimento da pena privativa de liberdade em regime semiaberto.
EXAME CRIMINOLÓGICO: Envolve a parte psicológica e psiquiátrica do
reeducando, atestando a sua maturidade, sua disciplina, sua capacidade de
suportar frustrações, visando construir um prognóstico de periculosidade.
PRINCÍPIO DA HUMANIDADE DAS PENAS
Art. 3º da LEP: Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os
direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.
Art. 5º, XLVII, da CF: proibição das penas de morte, de caráter perpétuo,
de trabalhos forçados, de banimento e de penas cruéis
 SANÇÃO PENAL
SANÇÃO 
PENAL 
PENA
MEDIDA DE 
SEGURANÇA
 CÓDIGO PENAL: SISTEMA VICARIANTE OU UNITÁRIO
CONCEITO: É a resposta do Estado no exercício do direito de punir, com
respeito ao devido processo legal, aplicada ao responsável pela prática de
um crime ou de uma contravenção penal.
 FINALIDADES DA PENA
TEORIA ABSOLUTA
 É o castigo. A pena é seria um mal justo para punir o mal injusto do
crime.
 Kant: a pena seria um fim em si mesma.
 Hegel: a pena é a negação da negação do Direito.
 Crítica: a pena não teria finalidade prática, pois seria apenas um
instrumento de vingança estatal.
FINALIDADES DA PENA
TEORIA RELATIVA
 Finalidade preventiva
PREVENÇÃO 
GERAL
NEGATIVA
POSITIVA
PREVENÇÃO 
ESPECIAL
NEGATIVA
POSITIVA
TEORIA RELATIVA
 PREVENÇÃO GERAL: dirigida à coletividade
 PREVENÇÃO GERAL NEGATIVA: é a intimidação coletiva.
 PREVENÇÃO GERAL POSITIVA: é a reafirmação do direito penal.
 PREVENÇÃO ESPECIAL: dirigida ao agente.
 PREVENÇÃO ESPECIAL NEGATIVA: neutralização do criminoso para
evitar a reincidência.
 PREVENÇÃO ESPECIAL POSITIVA: ressocialização do condenado.
FINALIDADES DA PENA
TEORIA MISTA, ECLÉTICA OU UNITÁRIA
 RETRIBUIÇÃO + PREVENÇÃO
 Art. 59 do CP: a medida da pena deve ser aquela necessária e
suficiente para reprovação (teoria absoluta) e prevenção do crime
(teorias da prevenção geral e especial da criminalidade).
 ESPÉCIES DE PENA – Art. 32
SANÇÃO PENAL
PENAS
MEDIDAS DE 
SEGURANÇA
PRIVATIVAS DE 
LIBERDADE
RESTRITIVAS DE 
DIREITOS
MULTA
RECLUSÃO
DETENÇÃO
PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA
PERDA DE BENS E VALORES
LIMITAÇÃO DE FIM DE SEMANA
PSC
INTERDIÇÃO TEMP. DE DIREITOS
LIMITAÇÃO DE FIM DE SEMANA
PRISÃO SIMPLES
 PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE – Art. 33 a 42, 
CP
PENA PRIVATIVA DE 
LIBERDADE
RECLUSÃO
DETENÇÃO
ABERTO
SEMIABERTO
FECHADO
ABERTO
SEMIABERTO
PRISÃO SIMPLES
ABERTO
SEMIABERTO
REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA – Art. 33
 REGIME ABERTO: casa de albergado  pena igual ou inferior à 4 anos +
primariedade
 REGIME SEMIABERTO: colônia agrícola ou industrial  pena superior à 4
anos e igual ou inferior à 8 anos + primariedade
 REGIME FECHADO: penitenciária pena superior à 8 anos
REGIME DISCIPLINA DIFERENCIADO (Art. 52, LEP)
1) Duração máxima de até 2 (dois) anos, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave de 
mesma espécie; 
2) Recolhimento em cela individual;
3) Visitas quinzenais, de 2 (duas) pessoas por vez, a serem realizadas em instalações equipadas para 
impedir o contato físico e a passagem de objetos, por pessoa da família ou, no caso de terceiro, 
autorizado judicialmente, com duração de 2 (duas) horas
4) Direito do preso à saída da cela por 2 (duas) horas diárias para banho de sol, em grupos de até 4 
(quatro) presos, desde que não haja contato com presos do mesmo grupo criminoso
5) Entrevistas sempre monitoradas, exceto aquelas com seu defensor, em instalações equipadas para 
impedir o contato físico e a passagem de objetos, salvo expressa autorização judicial em contrário;
6) Fiscalização do conteúdo da correspondência; 
7) Participação em audiências judiciais preferencialmente por videoconferência, garantindo-se a 
participação do defensor no mesmo ambiente do preso. 
REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO
 SÓ PODE SER IMPOSTO PELO JUIZ
 HIPÓTESES DE CABIMENTO:
1) Prática de fato previsto como crime doloso que ocasione subversão da ordem e
disciplina internas (art. 52, ‘caput’);
2) Presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, de alto risco para a
ordem interna ou da sociedade (art. 52, §1º):
3) Presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros sob os quais recaiam
fundadas suspeitas de envolvimento ou participação, a qualquer título, m organização
criminosa, associação criminosa ou milícia privada, independentemente da prática de
falta grave. (art. 52, §2º);
REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO
REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA
CRITÉRIOS: quantidade e espécie de pena, reincidência e circunstâncias judiciais.
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime,
bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime:
I - as penas aplicáveis dentre as cominadas;
II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos;III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;
IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena,
se cabível.
TEMPO DE CUMPRIMENTO DE PENA
Art. 75. O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser
superior a 40 anos (alteração Pacote Anticrime).
§ 1º Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja
superior a 40 anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste
artigo.
DETRAÇÃO DA PENA
Art. 42 - Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de
segurança, o tempo de prisão provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de
prisão administrativa e o de internação em qualquer dos
estabelecimentos referidos no artigo anterior.
PROGRESSÃO DE REGIME
A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a
transferência para regime menos rigoroso (Art. 112 da LEP).
FECHADO SEMIABERTO ABERTO
REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA
 É possível a progressão per saltum?
REGRA:
Súmula 491-STJ: É inadmissível a chamada progressão per saltum de regime
prisional.
EXCEÇÕES:
 Quando houver demora por culpa do Estado na transferência do preso.
 Quando o Estado não oferece vaga no regime conquistado pelo
reeducando.
PROGRESSÃO DE REGIME (Pacote Anticrime)
REQUISITO OBJETIVO TEMPORAL PARA PROGRESSÃO – Art. 112 da LEP
16% Primário + crime sem violência ou grave ameaça
20% Reincidente + crime sem violência ou grave ameaça
25% Primário + crime com violência ou grave ameaça
30% Reincidente + crime com violência ou grave ameaça
40% Primário + crime hediondo ou equiparado
50%
Primário + crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, vedado o livramento condicional
Exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de
crime hediondo ou equiparado
Crime de constituição de milícia privada
60% Reincidente + crime hediondo ou equiparado
70% Reincidente + crime hediondo ou equiparado, com resultado morte, vedado o livramento condicional
PROGRESSÃO DE REGIME
 REQUISITOS PARA GESTANTES, MÃE OU RESPONSÁVEL POR CRIANÇAS OU
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (Art. 112, §3º, LEP)
I - não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa;
II - não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente;
III - ter cumprido ao menos 1/8 (um oitavo) da pena no regime anterior;
IV - ser primária e ter bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do
estabelecimento;
V - não ter integrado organização criminosa.
 REQUISITO PARA CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (Art. 33, §4º, CP)
§ 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de
regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou, ou à
devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais.
PROGRESSÃO DE REGIME
 REQUISITO SUBJETIVO
Art. 112, § 1º Em todos os casos, o apenado só terá direito à progressão de
regime se ostentar boa conduta carcerária, comprovada pelo diretor do
estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.
 PROCEDIMENTO:
Art. 112, § 2º A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será
sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do
defensor, procedimento que também será adotado na concessão de livramento
condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas
normas vigentes.
PROGRESSÃO PARA O REGIME ABERTO
 REQUISITOS ADICIONAIS (Art. 114, LEP)
1) Aceitação do programa e condições impostas pelo juiz;
2) Comprovação de trabalho;
3) Mostrar que irá ajustar-se ao novo regime;
4) Cumprimento de condições especiais e gerais;
RECOLHIMENTO DOMICILIAR
Art. 117, LEP. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime
aberto em residência particular quando se tratar de:
I - condenado maior de 70 (setenta) anos;
II - condenado acometido de doença grave;
III - condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;
IV - condenada gestante.
REGRESSÃO DE REGIME
 FALTA GRAVE
Art. 112, § 6º O cometimento de falta grave durante a execução da pena
privativa de liberdade interrompe o prazo para a obtenção da progressão no
regime de cumprimento da pena, caso em que o reinício da contagem do
requisito objetivo terá como base a pena remanescente.
 REGRESSÃO DE REGIME:
Art. 118. A execução da pena privativa de liberdade ficará sujeita à forma
regressiva, com a transferência para qualquer dos regimes mais rigorosos,
quando o condenado:
I - praticar fato definido como crime doloso ou falta grave;
II - sofrer condenação, por crime anterior, cuja pena, somada ao restante da
pena em execução, torne incabível o regime.
REMIÇÃO DA PENA
Art. 126, LEP. O condenado que cumpre a pena em regime fechado ou
semiaberto poderá remir, por trabalho ou por estudo, parte do tempo de
execução da pena.
 1 dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar divididas em 3 dias
 1 dia de pena a cada 3 dias de trabalho
 O tempo utilizado pelo apenado para a leitura de livros pode ser
computado para fins de remição da pena?
 PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS (Art. 43 a 48, 
CP)
 Nenhum dos crimes do Código Penal cominam penas restritivas de
direitos.
 Penas substitutivas à pena privativa de liberdade: são aplicadas
independentemente de cominação na parte especial.
 Há previsão no preceito secundário somente de alguns crimes
previstos em leis especiais (Exemplo: Art. 302 do CTB - Penas -
detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter
a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor).
ESPÉCIES DE PRD (Art. 43)
I – Prestação pecuniária (Art. 45):
§ 1o A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima, a seus
dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social, de
importância fixada pelo juiz, não inferior a 1 (um) salário mínimo nem superior a
360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. O valor pago será deduzido do
montante de eventual condenação em ação de reparação civil, se coincidentes os
beneficiários.
§ 2o No caso do parágrafo anterior, se houver aceitação do beneficiário, a
prestação pecuniária pode consistir em prestação de outra natureza.
FINALIDADE: reparação do dano causado.
ESPÉCIES DE PRD (Art. 43)
II – Perda de bens e valores (Art. 45):
§ 3o A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á,
ressalvada a legislação especial, em favor do Fundo Penitenciário Nacional, e
seu valor terá como teto – o que for maior – o montante do prejuízo causado ou
do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em consequência da prática do
crime.
Atenção: bens obtidos de forma lícita.
ESPÉCIES DE PRD (Art. 43)
III – Prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas:
Art. 46. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às
condenações superiores a seis meses de privação da liberdade.
APLICAÇÃO: Penas superiores à seis meses de PPL.
LOCAL DE CUMPRIMENTO (§2º): entidades assistenciais, hospitais, escolas, orfanatos
e outros estabelecimentos congêneres, em programas comunitários ou estatais.
APTIDÕES PESSOAIS (§3º): As tarefas a que se refere o § 1o serão atribuídas conforme
as aptidões do condenado, devendo ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa por
dia de condenação, fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho.
ESPÉCIES DE PRD (Art. 43)
IV – Interdição temporária de direitos
Art. 47 - As penas de interdição temporária de direitos são:
I - proibição do exercício de cargo, função ou atividade pública, bem como de
mandato eletivo; (proibição provisória)
II - proibição do exercício de profissão, atividade ou ofício que dependam de
habilitação especial, de licença ou autorização do poder público; (crime relacionado
com a profissão)
III - suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo.
IV – proibição de frequentar determinados lugares.
V - proibição de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos.ESPÉCIES DE PRD (Art. 43)
V – Limitação de fim de semana
Art. 48 - A limitação de fim de semana consiste na obrigação de permanecer,
aos sábados e domingos, por 5 (cinco) horas diárias, em casa de albergado ou
outro estabelecimento adequado.
Parágrafo único - Durante a permanência poderão ser ministrados ao
condenado cursos e palestras ou atribuídas atividades educativas.
DURAÇÃO DAS PRD
 Prestação de serviço à comunidade;
 Interdição temporária de direitos;
 Limitação de fim de semana.
PRAZO (Art. 55): mesma duração da pena privativa de liberdade substituída.
RESSALVA: Art. 46, §4º Se a pena substituída for superior a um ano, é facultado ao
condenado cumprir a pena substitutiva em menor tempo (art. 55), nunca inferior à
metade da pena privativa de liberdade fixada.
OBS.: as penas de prestação pecuniária e perda de bens e valores não estão
sujeitas ao tempo da PPL.
APLICAÇÃO DAS PRD
REQUISITOS PARA SUBSTITUIÇÃO (Art. 44):
I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos (pena
concreta) e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa
ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo;
II – o réu não for reincidente em crime doloso (salvo se a medida for socialmente
recomendável e não ocorra a reincidência específica - §3º)
III – a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do
condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa
substituição seja suficiente. (requisitos subjetivos)
APLICAÇÃO DAS PRD
CRITÉRIOS DE APLICAÇÃO (Art. 44, § 2º):
a) Condenação igual ou inferior a 1 ano: a substituição pode ser feita por multa
ou por uma pena restritiva de direitos.
Obs.: Art. 66, §2º: se a PPL for de até seis meses, aplica-se a multa; se ultrapassar
seis meses e inferior a um ano, aplica-se a PRD.
a) Condenação superior a 1 ano: a pena privativa de liberdade pode ser
substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas
de direitos.
APLICAÇÃO DAS PRD
CONVERSÃO:
Art. 44, §4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade
quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. No cálculo
da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da
pena restritiva de direitos, respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção
ou reclusão.
OBS.: a pena de multa não pode ser convertida em PPL.
§ 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz
da execução penal decidirá sobre a conversão, podendo deixar de aplicá-la se for
possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior.
 PENA DE MULTA – Art. 49
A pena de multa consiste no pagamento ao fundo penitenciário da
quantia fixada na sentença e calculada em dias-multa. Será, no mínimo,
de 10 e, no máximo, de 360 dias-multa.
ESPÉCIES:
a) Multa abstrata: cominada pelo tipo penal.
b) Multa substitutiva: substitutiva da PPL.
PENA DE MULTA – Art. 49 a 52, CP
FIXAÇÃO DA PENA
1ª FASE: fixa a quantidade de dias-multa: 10 a 360. Tempo fixado de acordo com
as circunstâncias judiciais, agravantes, atenuantes e causas de aumento e
diminuição de pena.
2ª FASE: fixa o valor do dia-multa, não pode ser inferior a 1/30 do SMN, nem
maior que 5x o valor do SMN. Valor fixado de acordo com a situação econômica do
réu (§1º).
ATENÇÃO: Art. 60 § 1º - A multa pode ser aumentada até o triplo, se o juiz
considerar que, em virtude da situação econômica do réu, é ineficaz, embora
aplicada no máximo.
EXECUÇÃO DA PENA DE MULTA
MUDANÇA PACOTE ANTICRIME
Art. 51. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa
será executada perante o juiz da execução penal e será considerada
dívida de valor, aplicáveis as normas relativas à dívida ativa da
Fazenda Pública, inclusive no que concerne às causas interruptivas e
suspensivas da prescrição.
 APLICAÇÃO DA PENA - DOSIMETRIA
 Modelo trifásico de aplicação da pena:
1ª Fase: fixação da pena-base considerando as
circunstâncias judiciais (Art. 59)
2ª Fase: agravantes e atenuantes
3ª Fase: causas de aumento e de diminuição da
pena
1ª Fase – PENA-BASE
Fixação da pena com base nas circunstâncias judiciais:
Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à
personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime,
bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e
suficiente para reprovação e prevenção do crime.
 Não há regra sobre o quantum de cada circunstância
 Se não houver circunstâncias desfavoráveis a pena-base deve ser fixada no
mínimo legal.
 Se houver mais de uma qualificadora, somente uma qualifica o crime, a outra deve
ser aplicada como agravante genérica ou, subsidiariamente, como circunstância
judicial desfavorável.
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
1 - CULPABILIDADE
 Não confundir com a culpabilidade da teoria do crime.
 A circunstância correta deveria ser “grau de culpabilidade”
 Significa a análise da maior ou menor reprovabilidade da conduta do
agente.
 Entende-se que a culpabilidade é a soma de todas as demais circunstâncias:
antecedentes + conduta social + personalidade do agente + motivos do
crime + comportamento da vítima
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
2 – MAUS ANTECEDENTES
 Análise da vida pregressa do condenado no que tange à prática de crimes.
 Súmula 444 - É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso
para agravar a pena-base.
 A reincidência não pode ser considerada nesta fase, pois se trata de circunstância
agravante, analisada na segunda fase da dosimetria da pena (Súmula 241, STJ)
 Maus antecedentes são unicamente as condenações definitivas que não
caracterizam reincidência.
 ATENÇÃO: condenações extintas há mais de cinco anos consideram-se maus
antecedentes?
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
3 – CONDUTA SOCIAL
 Comportamento do agente perante à sociedade
 Análise do comportamento com a família, trabalho, atividades de lazer, etc.
 O fato de o réu não possuir trabalho não pode ser considerado como
conduta social negativa (STJ)
 Não pode ser utilizado o mesmo fundamento para desvalorar os maus
antecedentes e a conduta social
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
4 – PERSONALIDADE DO AGENTE
 Características psicológicas do condenado
 Parte da doutrina defende que o juiz não teria capacidade técnica para
aferir a personalidade do agente, que dependeria da realização da perícia
elaborada por profissional competente.
 Elementos já analisados nos maus antecedentes e relativos à conduta social
não podem ser utilizados para desvalorar a personalidade do agente.
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
5 - MOTIVOS
 São as causas que levaram o agente a praticar o crime.
 Quando o motivo já constar no próprio tipo penal elementar não poderá ser
levado em conta nesta fase da dosimetria (Exemplo: motivo de relevante
valor social ou moral; motivo torpe; motivo fútil  já constam como
qualificadoras ou privilegiadoras do homicídio)
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
6 - CIRCUNSTÂNCIAS
 São elementos relacionados com o tempo, lugar e maneira de execução do
crime.
 Não podem ser consideradas as circunstâncias que já são qualificadoras,
privilegiadoras, causas de aumento ou diminuição de pena, e agravantes ou
atenuantes.
 A gravidade do crime em abstrato não pode ser considerada como
circunstância judicial desfavorável.
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
7 – CONSEQUÊNCIAS DO CRIME
 Avalia-se a extensão do dano causado pelo crime à vítima e aos seus
familiares
 Exemplo: morte de pai de família que sustentava os filhos menores.
 O resultado do próprio crime não pode ser utilizado como circunstância
desfavorável
 Crimes contra a administração pública estão entre os que trazem
consequências mais graves à sociedade
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS
8 – COMPORTAMENTO DA VÍTIMA
 Atitude da vítima que de certa forma provoca ou facilita a prática do crime
 Desde que não conste como privilegiadora do tipo penal
Não pode haver agressão por parte da vítima, pois poderia incorrer em
legítima defesa
 Se o comportamento da vítima é negativo, esta circunstância deve ser
valorada para beneficiar o réu
 Se o comportamento da vítima foi neutro, não pode ser utilizado como
circunstância negativa
2ª Fase – AGRAVANTES E ATENUANTES
Artigos 61 a 66 do Código Penal
 Só pode ser aplicada se não estiver prevista como elementar do crime,
qualificadora ou privilegiadora.
 Não há previsão expressa do quantum de aumento ou redução, mas, em
regra, o juiz utiliza o critério de até 1/6
 Não podem ser aplicadas de forma a ultrapassar os limites legais da pena
em abstrato: Súmula 231 STJ – a incidência da circunstância atenuante não
pode conduzir à redução da pena abaixo do mínimo legal.
2ª Fase – AGRAVANTES E ATENUANTES
Artigos 61 a 66 do Código Penal
 Uma circunstância agravante pode ser compensada por uma atenuante,
desde que não seja preponderante com relação a outra (Art. 66).
 Circunstâncias preponderantes: motivo; reincidência; e personalidade
(idade, confissão).
 Menoridade do réu (21 anos) prepondera sobre todas as demais
circunstâncias (STF/STJ)
CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES
Artigos 61 e 62 do CP
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou
qualificam o crime:
I - a reincidência;
II - ter o agente cometido o crime:
a) por motivo fútil ou torpe;
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro
crime;
c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou
tornou impossível a defesa do ofendido;
CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES
d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de
que podia resultar perigo comum;
e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge;
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de coabitação ou de
hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma da lei específica;
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão;
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher grávida;
i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade;
j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade pública, ou de
desgraça particular do ofendido;
l) em estado de embriaguez preordenada.
CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES
Agravantes no caso de concurso de pessoas
Art. 62 - A pena será ainda agravada em relação ao agente que:
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais
agentes; (autor intelectual)
II - coage ou induz outrem à execução material do crime; (autoria mediata)
III - instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-
punível em virtude de condição ou qualidade pessoal;
IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de recompensa
OBS.: o rol de agravantes é taxativo.
CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES
REINCIDÊNCIA
Art. 63 - Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de
transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado
por crime anterior.
REQUISITOS:
a) Prática de crime anterior;
b) Trânsito em julgado da sentença condenatória;
c) Prática de novo crime, após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.
OBS.: no caso de sentença estrangeira, não é necessária homologação do STJ para
configurar a reincidência.
CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES
REINCIDÊNCIA
Art. 64 - Para efeito de reincidência:
I - não prevalece a condenação anterior, se entre a data do cumprimento ou extinção
da pena e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco)
anos, computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se
não ocorrer revogação; (critério da temporariedade)
II - não se consideram os crimes militares próprios e políticos.
Tecnicamente primário: tem condenação definitiva, mas ainda não transitou em
julgado quando praticou novo crime.
CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES
Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena:
I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na
data da sentença;
II - o desconhecimento da lei;
III - ter o agente:
a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral;
b) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após o crime, evitar-lhe ou
minorar-lhe as consequências, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano;
c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de
autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da
vítima;
d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;
e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto, se não o provocou.
CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES
ATENUANTE INOMINADA
Art. 66 - A pena poderá ser ainda atenuada em razão de circunstância
relevante, anterior ou posterior ao crime, embora não prevista expressamente
em lei.
Exemplo: casos de coculpabilidade.
3ª Fase – CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO
 GENÉRICAS: previstas na parte geral do CP e aplicam-se a todos os crimes
(Exemplo: tentativa)
 ESPECÍFICAS: previstas na parte especial e na legislação extravagante (Exemplo:
furto noturno)
 As majorantes e minorantes podem ultrapassar os limites legais, pois há previsão
na lei.
 São aplicáveis sobre o resultado da segunda fase e não sobre a pena-base.
 Art. 68, Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de diminuição
previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só
diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua
3ª Fase – CAUSAS DE AUMENTO E DIMINUIÇÃO
 Art. 68, Parágrafo único - No concurso de causas de aumento ou de diminuição
previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só
diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua.
 Juiz aplica primeiro as causas de aumento e depois as causas de diminuição.
 Após as três fases de aplicação da pena, já com a pena definitiva, deve o
magistrado fixar o regime de cumprimento cabível à espécie.
 Em seguida, deve analisar a possibilidade de substituição da pena privativa de
liberdade por restritiva de direitos. Se esta não for cabível, deve o juiz analisar a
viabilidade do sursis.

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