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Fundamentos da Medição de Pressão
Industrial
Conceitos, Referências e Transmissores Eletrônicos
1. O que é Pressão no Contexto Industrial?
Fisicamente, a pressão é definida como a força exercida por um fluido (líquido ou gás)
perpendicularmente sobre uma unidade de área. Na indústria, especialmente em ambientes de
alta criticidade estrutural como plataformas de produção de óleo e gás, separadores trifásicos e
gasodutos, a leitura exata da pressão é indispensável.
A pressão correta garante a eficiência termodinâmica da separação de fluidos, o escoamento
adequado nas linhas de produção e, acima de tudo, previne o colapso ou o rompimento
catastrófico de vasos e tubulações submetidos a condições extremas.
2. Referências de Pressão
Um erro comum na instrumentação é não especificar qual é a referência da pressão que está
sendo medida. Os instrumentos são calibrados com base em três referenciais primários:
Pressão Absoluta: É medida tendo como referência o zero absoluto (o vácuo total, onde não
há choque de moléculas). Seu valor é sempre positivo.
Pressão Manométrica (ou Relativa): É a pressão medida tendo como referência a pressão
atmosférica local. É a mais utilizada no dia a dia da manutenção e operação. Quando a
pressão de um sistema é igual à da atmosfera externa, o manômetro indica zero.
Pressão Diferencial: É a diferença matemática entre duas pressões lidas em pontos distintos
do processo. Essencial para medições indiretas de nível e vazão, bem como para monitorar o
entupimento de filtros industriais.
3. Tecnologias de Elementos Sensores
A evolução da instrumentação substituiu gradativamente os velhos sensores puramente
mecânicos (como o Tubo de Bourdon, foles e diafragmas) por células sensoras eletrônicas
miniaturizadas de altíssima precisão e confiabilidade.
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3.1. Sensores Piezoresistivos
Baseiam-se no princípio de que determinados materiais (como o silício) sofrem alteração em sua
resistência elétrica quando submetidos a uma deformação mecânica. O sensor é composto por
uma ponte de Wheatstone gravada em um chip de silício. Quando o fluido de processo pressiona
a célula, o chip se deforma microscopicamente, desbalanceando a ponte e gerando um sinal
elétrico em milivolts (mV), que é amplificado e linearizado pelo transmissor.
3.2. Sensores Capacitivos
Consistem em uma câmara de medição contendo um diafragma central flexível posicionado entre
duas placas fixas. Essas placas formam um capacitor elétrico duplo. A pressão do processo move
o diafragma central para mais perto de uma placa e mais longe da outra, alterando a capacitância
do conjunto. O circuito microprocessado converte essa variação em um sinal de saída
padronizado, como 4 a 20 mA ou rede HART.
4. Acessórios e Proteção em Ambientes Severos
Selos Remotos e Manifolds: Em operações críticas, como aquelas em plataformas offshore
expostas a atmosfera salina severa, ou ao lidar com fluidos altamente corrosivos e viscosos, os
transmissores de pressão não podem entrar em contato direto com o produto.
Para isso, utilizam-se os selos mecânicos (diafragmas capilares preenchidos com óleo inerte,
como o silicone), que transferem a pressão do processo para o sensor do instrumento sem
permitir o contato físico direto. Além disso, blocos de válvulas conhecidos como manifolds (de 2, 3
ou 5 vias) são instalados junto aos transmissores para permitir o bloqueio, dreno e equalização do
instrumento, garantindo a segurança do técnico durante intervenções de calibração no campo.
Documento gerado para fins de introdução e consulta. Material formatado para compartilhamento acadêmico e
profissional. 
	Fundamentos da Medição de Pressão Industrial
	1. O que é Pressão no Contexto Industrial?
	2. Referências de Pressão
	3. Tecnologias de Elementos Sensores
	3.1. Sensores Piezoresistivos
	3.2. Sensores Capacitivos
	4. Acessórios e Proteção em Ambientes Severos

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