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Aula 10: 
Estudo Clínico 
e Laboratorial 
do Líquido 
Pleural 
Profa. Thiara Manuele
ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
O sistema respiratório 
é constituído pelo:
1) Nariz,
2) Faringe
3) Laringe
4) Traqueia
4) Brônquios
5) PULMÕES.
Livro: Fisiologia Humana - Estácio
• Estruturalmente o sistema
respiratório é dividido em
duas partes:
1) Parte superior do sistema
respiratório: o nariz, faringe e
as estruturas presentes nessa
região.
2) Parte inferior do sistema
respiratório: Já a laringe,
traqueia, brônquios e pulmões.
ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
Fonte: google imagens.
• A classificação funcional também
divide o sistema respiratório em
duas partes.
1) PARTE CONDUTORA: tubos e
cavidades que apresentam
conexões tanto fora, como
também dentro dos pulmões.
• FUNÇÃO: filtrar, aquecer e
umedecer o ar. Constituído por
nariz, faringe, laringe, traqueia,
brônquios, bronquíolos e
bronquíolos terminais.
ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
Fonte: google imagens.
ASPECTOS 
MORFOFUNCIONAIS 
DO SISTEMA 
RESPIRATÓRIO
2) PARTE RESPIRATÓRIA:
• Tecidos localizados no
interior dos pulmões onde
ocorre a troca gasosa.
• As estruturas que
compões esse sistema são
os bronquíolos
respiratórios, ductos
alveolares, sacos alveolares
e alvéolos, e são os
principais locais de troca
gasosa entre o ar e o
sangue.
Fonte: google imagens.
http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_
• A caixa torácica
osteocartilaginosa ou
esqueleto torácico tem
o formato de uma
gaiola abaulada e
inclui o esterno, 12
pares de costelas e
cartilagens costais, 12
vértebras torácicas e
discos intervertebrais.
ANATOMIA PULMONAR
PAREDE TORÁCICA
Fonte: Google imagens.
http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_
• FUNÇÕES: proteção de órgãos torácicos a
abdominais contra forças externas, resistência
às pressões geradas pela inspiração, fixação e
sustentação dos membros superiores e fixação
de músculos, absorção choques, compressões
externas sem fraturas.
• Apesar da rigidez, o tórax é uma das regiões
mais dinâmicas do corpo, devido ao
movimento constante das estruturas que
circunda (coração, grandes vasos, pulmões e
traqueia), bem como de seu assoalho
(diafragma) e suas paredes.
ANATOMIA PULMONAR
PAREDE TORÁCICA
Fonte: Google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
CAVIDADE TORÁCICA
• Profunda a parede torácica, encontra-se a
cavidade torácica, que tem formato de um
cone truncado (parte superior mais estreita e
circunferência aumentando inferiormente).
• O assoalho muscular da cavidade torácica
(diafragma) apresenta uma invaginação
inferior profunda causada pelas vísceras da
cavidade abdominal.
• A cavidade torácica é dividida em três
compartimentos e abriga os principais
órgãos dos sistemas circulatório e
respiratório.
http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_
Fonte: Google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
CAVIDADE TORÁCICA
• O compartimento central do
tórax, ou mediastino, abriga
vísceras torácicas com
exceção dos pulmões (o
coração, por exemplo).
• Dos lados esquerdo e direito
do compartimento central
existem as cavidades
pulmonares direita e
esquerda, que alojam os
pulmões.
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Fonte: Google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
ÁRVORE BRONQUIAL
• A árvore brônquica é formada
pelos brônquios, bronquíolos, ductos
alveolares, sacos alveolares e alvéolos, e
é responsável por levar o ar aspirado
pelas fossas nasais até o pulmão.
• A traqueia, um pouco antes de penetrar
no pulmão através do hilo, ramifica-se
em duas, dando origem aos brônquios.
• Esses são denominados de brônquios
primários, que dentro do pulmão
dirigem-se para baixo e para fora,
originando três brônquios no pulmão
direito e dois no pulmão esquerdo.
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Fonte: Google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
NERVOS E VASOS
• Cada pulmão possui uma grande
artéria pulmonar e duas veias
pulmonares.
• As artérias pulmonares direita e
esquerda se originam do tronco
pulmonar do coração, que começa no
ventrículo direito. Elas conduzem
sangue pouco oxigenado.
• Cada artéria pulmonar faz parte da
raiz do pulmão, e se divide em artérias
lobares secundárias, e estas se
dividem, por sua vez, em artérias
segmentares terciárias.
• As duas veias pulmonares (superior e
inferior) conduzem sangue oxigenado
dos lobos pulmonares até o átrio
esquerdo do coração.
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Fonte: Google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
PULMÕES
• Os pulmões são dois
órgãos esponjosos
localizados dentro
da caixa torácica.
• O pulmão direito é
dividido em 3
partes, conhecidas
como lobos.
• O pulmão esquerdo
possui 2 lobos. O
pulmão esquerdo é
menor, porque o
coração está
localizado desse
lado do corpo.
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Fonte: Google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
PLEURA
•Cada pulmão é recoberto
por um saco seroso fechado,
conhecido como pleura, que
apresenta dois folhetos:
PLEURA PULMONAR, que
reveste a superfície do
pulmão e mantém uma
continuidade com a PLEURA
PARIETAL, que recobre a
face interna do tórax.
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Fonte: Google imagens.
•Entre as pleuras
existe um espaço
denominado de
CAVIDADE PLEURAL
o qual contém uma
película muito fina
de LÍQUIDO
PLEURAL.
ANATOMIA PULMONAR
LÍQUIDO PLEURAL
Fonte: Google imagens.
• O LÍQUIDO PLEURAL é lubrificante
para o movimento de inspiração e
expiração dos pulmões, é responsável
pelo deslizamento de um folheto
contra o outro devido às constantes
mudanças de volume do pulmão em
consequência dos movimentos do
sistema respiratório.
• É derivado do filtrado plasmático a
partir de capilares sanguíneos nos
pulmões.
• É encontrado em pequenas
quantidades entre as camadas
das pleuras.
Fonte: google imagens.
ANATOMIA PULMONAR
LÍQUIDO PLEURAL
PATOLOGIAS QUE AFETAM A PLEURA E O 
LÍQUIDO PLEURAL
• Uma variedade de condições e
doenças pode provocar
inflamação das pleuras
(pleurite) e/ou acúmulo
excessivo de líquido pleural
(derrame pleural).
• A análise do líquido pleural é
um grupo de exames que
avaliam esse líquido para
determinar a causa de seu
aumento.
Fonte: Google imagens.
PNEUMOTÓRAX
•É a presença de ar
entre as duas
camadas da pleura,
resultando em
colapso parcial ou
total do pulmão.
Fonte: Google imagens.
PNEUMOTÓRAX
PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO
PRIMÁRIO
• Ocorre sem nenhuma causa
aparente em pessoas sem doença
pulmonar conhecida.
• Em geral, o pneumotórax
espontâneo primário é
provocado pela ruptura de uma
pequena área debilitada do
pulmão (bolha).
• A doença é mais comum em
homens altos com menos de 40
anos e fumantes.
Fonte: Google imagens.
PNEUMOTÓRAX
PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO
SECUNDÁRIO
• Ruptura de uma bolha em
pessoas idosas com doença
pulmonar obstrutiva
crônica (DPOC), mas também
ocorre em pessoas com outras
doenças pulmonares,
como fibrose
cística, asma, histiocitose
pulmonar de células de
Langerhans, sarcoidose, abscesso
pulmonar, tuberculose e
pneumonia por Pneumocystis.
Fonte: Google imagens.
PNEUMOTÓRAX
PNEUMOTÓRAX CATAMENIAL
• Ocorre 48 horas após o início da
menstruação em mulheres na
pré-menopausa e, algumas vezes,
em mulheres na pós-menopausa
tomando estrogênio.
• A causa é a endometriose no
tórax, possivelmente devido a
tecido do revestimento do útero
(endométrio) indo para os
pulmões através de uma abertura
no diafragma ou pelas veias.
Fonte: Google imagens.
PNEUMOTÓRAX
PNEUMOTÓRAX APÓS UMA
LESÃO
•Procedimento médico como
toracocentese, broncoscopia
ou toracoscopia, trauma,
agressão, e projetil.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
• O derrames pleural
é definido como o
acúmulo de líquido
dentro do espaço
pleural.
• Possui múltiplascausas e
normalmente, são
classificados como
transudatos ou
exsudatos.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
• Um grande número de doenças pode causar derrame pleural:
1. Insuficiência cardíaca
2. Tumores
3. Pneumonia
4. Embolia pulmonar
5. Cirurgia, como cirurgia de revascularização coronariana recente
6. Lesão torácica
7. Cirrose
8. Insuficiência renal
9. Lúpus eritematoso sistêmico (LES ou lúpus)
10. Pancreatite
11. Artrite reumatoide
12. Tuberculose
13. Síndrome nefrótica (proteína na urina e hipertensão arterial)
14. Diálise peritoneal
15. Medicamentos como hidralazina, procainamida, isoniazida, fenitoína,
clorpromazina, metilsergida, interleucina-2, nitrofurantoína,
bromocriptina, dantroleno e procarbazina.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
DERRAMES TRANSUDATIVOS:
Aquoso, claro e transparente,
sem células, com baixa
concentração de proteínas.
CAUSAS: Insuficiência cardíaca,
Cirrose, Síndrome nefrótica,
Insuficiência renal avançada.
Hipotireoidismo descompensa
do.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
• DERRAMES EXSUDATIVOS: rico em
proteínas e células inflamatórias, tem
aparência mais viscosa e opaca, por
vezes, com sinais de sangue misturado,
podendo no casos de infecções se
apresentar tipicamente como uma
coleção de pus. Normalmente ocorre por
inflamação da pleura.
CAUSAS: pneumonia, infecções virais,
tuberculose, cânceres com metástases para
a pleura, linfoma, embolia pulmonar,
Lúpus, artrite reumatoide, radioterapia.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
•HEMOTÓRAX: líquido
sanguinolento (hematócrito
do líquido pleural > 50% do
hematócrito periférico) na
cavidade pleural
CAUSA: trauma, coagulopatia,
ruptura de grande vaso
sanguíneo, como aorta ou
artéria pulmonar.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
• EMPIEMA: pus no
espaço pleural.
CAUSA: complicação da
pneumonia,
toracotomia, abscessos
(pulmonar, hepático ou
subdiafragmático) ou
trauma penetrante com
infecção secundária.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
DERRAME QUILOSO (QUILOTÓRAX):
• Acúmulo de linfa entre as pleuras.
A linfa costuma se acumular nesta
região por uma lesão nos vasos
linfáticos do tórax. Branco e leitoso,
rico em triglicerídios ou linfa.
CAUSA: traumatismo, tumor,
infecção ou devido a uma alteração
congênita na anatomia do recém
nascido.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
DERRAMES
QUILIFORMES:
(colesterol ou
pseudoquiloso): baixo
teor de triglicerídios e
alto teor de colesterol.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
PRESENÇA DE URINA NO ESPAÇO
PLEURAL (URINOTÓRAX)
• É incomum e pode se acumular se os
tubos que drenam a urina dos rins
(ureteres) estiverem obstruídos.
• A urina chega ao espaço pleural
passando pelos poros do diafragma
torácico devido a um gradiente de
pressão ou por meio da ligação entre os
vasos linfáticos das regiões
retroperitoneal e pleural.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
• ENCARCERAMENTO PULMONAR: é o encarceramento do pulmão por
tecido fibroso desencadeado por empiema ou tumor. Como o pulmão não
pode se expandir, a pressão pleural torna-se mais negativa que o normal,
aumentando a transudação de líquido dos capilares pleurais parietais.
• DERRAMES IATROGÊNICOS: podem ser provocados por migração ou
deslocamento da sonda de alimentação para dentro da traqueia ou a
perfuração da veia cava superior por um acesso venoso central,
acarretando a infusão de alimentos ou de solução intravenosa para a
cavidade pleural.
• DERRAMES SEM CAUSA ÓBVIA: embolia pulmonar oculta, tuberculose ou
doença maligna.
DERRAME PLEURAL
SINTOMAS
• Falta de ar (dispneia), mesmo em
repouso;
• Cansaço ao realizar esforços;
• Dor para respirar, especialmente
nas inspirações profundas (a
chamada dor pleurítica).
• Em casos mais graves, pode
ocorrer uma elevação entre as
costelas, como se a pele estivesse
sendo empurrada de dentro para
fora.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
COLETA DA AMOSTRA
BIÓPSIA DA PLEURA
• Obtenção de fragmento de tecido pleural
para análise anatomopatológica e definição
de diagnóstico de um derrame pleural.
• O ponto da biópsia é localizado por exame
físico ou com o auxílio do ultrassom.
• Após a identificação do ponto ideal de
punção, é feita anestesia local e o tórax é
puncionado com uma agulha específica. São
retirados então vários fragmentos de pleura
para análise.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
COLETA DA AMOSTRA
BIÓPSIA DA PLEURA
• Obtenção de fragmento de tecido pleural
para análise anatomopatológica e definição
de diagnóstico de um derrame pleural.
• O ponto da biópsia é localizado por exame
físico ou com o auxílio do ultrassom.
• Após a identificação do ponto ideal de
punção, é feita anestesia local e o tórax é
puncionado com uma agulha específica. São
retirados então vários fragmentos de pleura
para análise.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
COLETA DA AMOSTRA
PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE)
• Retirada de líquido do espaço pleural, tanto
para diagnóstico da causa do acúmulo do
líquido quanto para alívio dos sintomas como
a falta de ar e tosse provocada por esse
líquido.
• O procedimento é realizado com o paciente
sentado. O ponto da punção é localizado por
exame físico ou com o auxílio do ultrassom.
• Após a identificação do ponto ideal de
punção, é feita anestesia local e o tórax é
puncionado com uma agulha específica.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
COLETA DA AMOSTRA
PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE)
• Pode ser realizada em ambulatório. Nesse
caso, o paciente fica em repouso por cerca
de duas horas após o procedimento.
• Para a realização do procedimento são
necessários exames de imagem (radiografia
ou tomografia de tórax) e de sangue
atualizados (hemograma e coagulograma).
• O uso de medicações anticoagulantes ou
antiagregantes plaquetários deve ser
interrompido para reduzir o risco de
complicações.
• Apesar de rara, a principal complicação do
procedimento é o sangramento.
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
COLETA DA AMOSTRA
PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE)
Contraindicações relativas
•Anticoagulação ou distúrbio hemorrágico
•Alteração da anatomia da parede torácica
•Celulite ou herpes-zóster no local da punção da 
toracocentese
•Pneumopatia suficientemente grave para tornar as 
complicações capazes de colocar a vida em risco
•Paciente com tosse descompensada ou não cooperante
Fonte: Google imagens.
DERRAME PLEURAL
COLETA DA AMOSTRA
PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE)
COMPLICAÇÕES
• Pneumotórax
• Sangramento
• Nova expansão de edema pulmonar e/ou hipotensão
• Hemotórax por lesão de vasos intercostais
• Punção do baço ou do fígado
• Síncope vasovagal (perda súbita e transitória da consciência).
Fonte: Google imagens.
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
• Diagnosticar a causa do
derrame pleural.
• A análise inicia-se pela
inspeção visual, que
pode:
• Distinguir sanguinolento
e quiloso (ou quiliforme)
de outros derrames.
• Identificar derrames
purulentos fortemente
sugestivos de empiema.
Fonte: Google imagens.
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
AMOSTRA
• As amostras devem
ser coletadas em
três tubos para as
análises
microbiológicas,
citológicas e
bioquímicas.
• Caso a amostra seja
coletada em apenas
um tubo, ela deve
ser destinada
primeiramente para
análises
microbiológicas, em
seguida para
análises citológicas
e, após, para
análises
bioquímicas.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006000900001
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
AMOSTRA
https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006000900007
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
PREPARO DA AMOSTRA
• Na realização da contagem global de
células, o setor de citologia deve utilizar a
amostra de líquido pleural fresca, não
centrifugada e devidamente
homogeneizada, enquanto para a
contagem diferencial de leucócitos deve-
se utilizar o sedimento obtido por
centrifugação em baixa rotação seguido
de ressuspensão em solução salina.
• Uma alíquota do líquido pleural deve ser
identificada e armazenadaem geladeira
durante 30 dias para eventual realização
de outras dosagens.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
Fonte: Google imagens.
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
EXAME FÍSICO
• A visualização de
cor e aspecto
deve ser
realizada antes e
após a
centrifugação da
amostra, pois
essas
características
auxiliam na
identificação da
etiologia do
derrame.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
Fonte: Google imagens.
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
CONTAGEM GLOBAL DE CÉLULAS 
• É uma etapa muito importante para fazer a diferenciação
da amostra entre transudato e exsudato.
•Os tipos celulares que podem ser encontrados no líquido
pleural são os eritrócitos e as células nucleadas, que
incluem leucócitos e células mesoteliais.
•A contagem global dessas células é realizada comumente
em câmara de Neubauer. No entanto, pode ser realizada
em qualquer retículo de contagem.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
CONTAGEM GLOBAL DE CÉLULAS 
• Acima de 1.000 células são encontrados nos exsudatos.
• VALORES DE PH INFERIORES A 7,2: empiema, artrite
reumatóide, derrame parapneumônico complicado,
tuberculose, malignidade, fístula esofago-pleural e
acidose sistêmica.
• CONTAGEM DE HEMÁCIAS ACIMA DE 100.000:
hemotórax, neoplasias e tromboembolismo.
• AUMENTO DE NEUTRÓFILOS: pneumonia, infarto
pulmonar e pancreatite.
• PREDOMINÂNCIA DE POLIMORFONUCLEARES:
transudatos.
• AUMENTO DE LINFÓCITOS: inflamações crônicas como
tuberculose, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma,
uremia e artrite reumatóide.
• EOSINOFILIA: pneumotórax, traumas, derrames pós-
operatórios, infarto pulmonar, insuficiência cardíaca
congestiva, doenças parasitárias, infecções por fungos
e síndromes de hipersensibilidade.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
REFERÊNCIA
• pH: 7,64
• Hemacias:exsudatos malignos.
• HAPTOGLOBINA: elevados no líquido pleural são encontrados em
exsudatos. Esta proteína é produzida sobretudo no fígado, mas pode
também ser produzida por células tumorais.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
PROTEÍNA C-REATIVA 
• Marcador sensível na discriminação entre exsudatos e
transudatos e como parâmetro capaz de diferenciar os
exsudatos de origem inflamatória das demais etiologias.
• Neste contexto, no diagnóstico diferencial de derrames
pleurais, níveis elevados de PCR podem diferenciar
exsudatos.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
• Α1-GLICOPROTEINA ÁCIDA,
• Α2-MACROGLOBULINA,
• HAPTOGLOBINA,
• CERULOPLASMINA,
• TRANSFERRINA
• Elevadas em exsudatos e transudatos de várias etiologias.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
• INTERFERON- Γ
•O Interferon-γ (INF-γ) é uma citocina produzida pelos
linfócitos T CD4. A produção de INF- γ parece ser um
mecanismo de defesa útil, uma vez que estimula a
produção de peróxido de hidrogênio pelos macrófagos,
facilitando a eliminação dos parasitas intra-celulares.
• Esta linfocina, que inibe o crescimento das micobactérias
no interior dos monócitos, tem sido usada no diagnóstico
de tuberculose pleural.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
MARCADORES TUMORAIS
•A etiologia maligna é uma das principais causas de
derrame pleural exsudativo e mais de 90% dos derrames
malignos são devidos a doença metastática. Ex:
carcinomas pulmonares, mamários e linfomas.
•Os tumores primários ou metastáticos podem invadir a
pleura visceral, afetando o fluxo normal de reabsorção do
líquido pleural ou causando aumento da permeabilidade
capilar e consequente aumento da produção de fluido.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
• MARCADORES TUMORAIS
• Antigénio Carcinoembrionário (CEA), CA-125, CA-15.3 e fragmentos da
citoqueratina 19 (CYFRA 21-1). Os níveis dos diferentes marcadores no
líquido pleural eram significativamente maiores em doentes com derrames
malignos ou provavelmente malignos.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
https://core.ac.uk/download/pdf/19132547.pdf
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
MARCADORES IMUNOLÓGICOS
•Cerca de 5% dos doentes com Artrite
Reumatóide (AR) e 50% dos doentes com Lúpus
Eritematoso Sistémico (LES) desenvolvem
derrames pleurais durante a evolução da sua
doença.
•Elevação de Fator Reumatóide.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
•ANTICORPOS ANTI-NUCLEARES
•O doseamento dos anticorpos anti-
nucleares (ANA) no líquido pleural pode ser
utilizado para o diagnóstico dos derrames
pleurais graves.
•Títulos elevados: anticorpos anti-ssDNA,
anti-dsDNA, anti-Sm, anti-SSA e anti-SSB.
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL
BIOQUÍMICA
•NÍVEIS DE COMPLEMENTO
•A maioria dos doentes com derrames
pleurais secundários a LES ou AR tem
níveis reduzidos de complemento,
independentemente de qual é doseado
(C3, C4 ou CH50)
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25
BILIRRUBINA
https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5653/derrame_pleural.htm#:~:text=Prote%C3%ADnas%3A%20a%20maioria%20dos%20transudatos,4%2C0%20g%2FdL.
https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5653/derrame_pleural.htm#:~:text=Prote%C3%ADnas%3A%20a%20maioria%20dos%20transudatos,4%2C0%20g%2FdL.
Fonte: Google imagens.

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