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Aula 10: Estudo Clínico e Laboratorial do Líquido Pleural Profa. Thiara Manuele ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO O sistema respiratório é constituído pelo: 1) Nariz, 2) Faringe 3) Laringe 4) Traqueia 4) Brônquios 5) PULMÕES. Livro: Fisiologia Humana - Estácio • Estruturalmente o sistema respiratório é dividido em duas partes: 1) Parte superior do sistema respiratório: o nariz, faringe e as estruturas presentes nessa região. 2) Parte inferior do sistema respiratório: Já a laringe, traqueia, brônquios e pulmões. ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Fonte: google imagens. • A classificação funcional também divide o sistema respiratório em duas partes. 1) PARTE CONDUTORA: tubos e cavidades que apresentam conexões tanto fora, como também dentro dos pulmões. • FUNÇÃO: filtrar, aquecer e umedecer o ar. Constituído por nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e bronquíolos terminais. ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO Fonte: google imagens. ASPECTOS MORFOFUNCIONAIS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 2) PARTE RESPIRATÓRIA: • Tecidos localizados no interior dos pulmões onde ocorre a troca gasosa. • As estruturas que compões esse sistema são os bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos, e são os principais locais de troca gasosa entre o ar e o sangue. Fonte: google imagens. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ • A caixa torácica osteocartilaginosa ou esqueleto torácico tem o formato de uma gaiola abaulada e inclui o esterno, 12 pares de costelas e cartilagens costais, 12 vértebras torácicas e discos intervertebrais. ANATOMIA PULMONAR PAREDE TORÁCICA Fonte: Google imagens. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ • FUNÇÕES: proteção de órgãos torácicos a abdominais contra forças externas, resistência às pressões geradas pela inspiração, fixação e sustentação dos membros superiores e fixação de músculos, absorção choques, compressões externas sem fraturas. • Apesar da rigidez, o tórax é uma das regiões mais dinâmicas do corpo, devido ao movimento constante das estruturas que circunda (coração, grandes vasos, pulmões e traqueia), bem como de seu assoalho (diafragma) e suas paredes. ANATOMIA PULMONAR PAREDE TORÁCICA Fonte: Google imagens. ANATOMIA PULMONAR CAVIDADE TORÁCICA • Profunda a parede torácica, encontra-se a cavidade torácica, que tem formato de um cone truncado (parte superior mais estreita e circunferência aumentando inferiormente). • O assoalho muscular da cavidade torácica (diafragma) apresenta uma invaginação inferior profunda causada pelas vísceras da cavidade abdominal. • A cavidade torácica é dividida em três compartimentos e abriga os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ Fonte: Google imagens. ANATOMIA PULMONAR CAVIDADE TORÁCICA • O compartimento central do tórax, ou mediastino, abriga vísceras torácicas com exceção dos pulmões (o coração, por exemplo). • Dos lados esquerdo e direito do compartimento central existem as cavidades pulmonares direita e esquerda, que alojam os pulmões. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ Fonte: Google imagens. ANATOMIA PULMONAR ÁRVORE BRONQUIAL • A árvore brônquica é formada pelos brônquios, bronquíolos, ductos alveolares, sacos alveolares e alvéolos, e é responsável por levar o ar aspirado pelas fossas nasais até o pulmão. • A traqueia, um pouco antes de penetrar no pulmão através do hilo, ramifica-se em duas, dando origem aos brônquios. • Esses são denominados de brônquios primários, que dentro do pulmão dirigem-se para baixo e para fora, originando três brônquios no pulmão direito e dois no pulmão esquerdo. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ Fonte: Google imagens. ANATOMIA PULMONAR NERVOS E VASOS • Cada pulmão possui uma grande artéria pulmonar e duas veias pulmonares. • As artérias pulmonares direita e esquerda se originam do tronco pulmonar do coração, que começa no ventrículo direito. Elas conduzem sangue pouco oxigenado. • Cada artéria pulmonar faz parte da raiz do pulmão, e se divide em artérias lobares secundárias, e estas se dividem, por sua vez, em artérias segmentares terciárias. • As duas veias pulmonares (superior e inferior) conduzem sangue oxigenado dos lobos pulmonares até o átrio esquerdo do coração. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ Fonte: Google imagens. ANATOMIA PULMONAR PULMÕES • Os pulmões são dois órgãos esponjosos localizados dentro da caixa torácica. • O pulmão direito é dividido em 3 partes, conhecidas como lobos. • O pulmão esquerdo possui 2 lobos. O pulmão esquerdo é menor, porque o coração está localizado desse lado do corpo. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ Fonte: Google imagens. ANATOMIA PULMONAR PLEURA •Cada pulmão é recoberto por um saco seroso fechado, conhecido como pleura, que apresenta dois folhetos: PLEURA PULMONAR, que reveste a superfície do pulmão e mantém uma continuidade com a PLEURA PARIETAL, que recobre a face interna do tórax. http://petdocs.ufc.br/index_artigo_id_407_desc_Pneumologia_pagina__subtopico_46_busca_ Fonte: Google imagens. •Entre as pleuras existe um espaço denominado de CAVIDADE PLEURAL o qual contém uma película muito fina de LÍQUIDO PLEURAL. ANATOMIA PULMONAR LÍQUIDO PLEURAL Fonte: Google imagens. • O LÍQUIDO PLEURAL é lubrificante para o movimento de inspiração e expiração dos pulmões, é responsável pelo deslizamento de um folheto contra o outro devido às constantes mudanças de volume do pulmão em consequência dos movimentos do sistema respiratório. • É derivado do filtrado plasmático a partir de capilares sanguíneos nos pulmões. • É encontrado em pequenas quantidades entre as camadas das pleuras. Fonte: google imagens. ANATOMIA PULMONAR LÍQUIDO PLEURAL PATOLOGIAS QUE AFETAM A PLEURA E O LÍQUIDO PLEURAL • Uma variedade de condições e doenças pode provocar inflamação das pleuras (pleurite) e/ou acúmulo excessivo de líquido pleural (derrame pleural). • A análise do líquido pleural é um grupo de exames que avaliam esse líquido para determinar a causa de seu aumento. Fonte: Google imagens. PNEUMOTÓRAX •É a presença de ar entre as duas camadas da pleura, resultando em colapso parcial ou total do pulmão. Fonte: Google imagens. PNEUMOTÓRAX PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO PRIMÁRIO • Ocorre sem nenhuma causa aparente em pessoas sem doença pulmonar conhecida. • Em geral, o pneumotórax espontâneo primário é provocado pela ruptura de uma pequena área debilitada do pulmão (bolha). • A doença é mais comum em homens altos com menos de 40 anos e fumantes. Fonte: Google imagens. PNEUMOTÓRAX PNEUMOTÓRAX ESPONTÂNEO SECUNDÁRIO • Ruptura de uma bolha em pessoas idosas com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), mas também ocorre em pessoas com outras doenças pulmonares, como fibrose cística, asma, histiocitose pulmonar de células de Langerhans, sarcoidose, abscesso pulmonar, tuberculose e pneumonia por Pneumocystis. Fonte: Google imagens. PNEUMOTÓRAX PNEUMOTÓRAX CATAMENIAL • Ocorre 48 horas após o início da menstruação em mulheres na pré-menopausa e, algumas vezes, em mulheres na pós-menopausa tomando estrogênio. • A causa é a endometriose no tórax, possivelmente devido a tecido do revestimento do útero (endométrio) indo para os pulmões através de uma abertura no diafragma ou pelas veias. Fonte: Google imagens. PNEUMOTÓRAX PNEUMOTÓRAX APÓS UMA LESÃO •Procedimento médico como toracocentese, broncoscopia ou toracoscopia, trauma, agressão, e projetil. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL • O derrames pleural é definido como o acúmulo de líquido dentro do espaço pleural. • Possui múltiplascausas e normalmente, são classificados como transudatos ou exsudatos. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL • Um grande número de doenças pode causar derrame pleural: 1. Insuficiência cardíaca 2. Tumores 3. Pneumonia 4. Embolia pulmonar 5. Cirurgia, como cirurgia de revascularização coronariana recente 6. Lesão torácica 7. Cirrose 8. Insuficiência renal 9. Lúpus eritematoso sistêmico (LES ou lúpus) 10. Pancreatite 11. Artrite reumatoide 12. Tuberculose 13. Síndrome nefrótica (proteína na urina e hipertensão arterial) 14. Diálise peritoneal 15. Medicamentos como hidralazina, procainamida, isoniazida, fenitoína, clorpromazina, metilsergida, interleucina-2, nitrofurantoína, bromocriptina, dantroleno e procarbazina. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL DERRAMES TRANSUDATIVOS: Aquoso, claro e transparente, sem células, com baixa concentração de proteínas. CAUSAS: Insuficiência cardíaca, Cirrose, Síndrome nefrótica, Insuficiência renal avançada. Hipotireoidismo descompensa do. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL • DERRAMES EXSUDATIVOS: rico em proteínas e células inflamatórias, tem aparência mais viscosa e opaca, por vezes, com sinais de sangue misturado, podendo no casos de infecções se apresentar tipicamente como uma coleção de pus. Normalmente ocorre por inflamação da pleura. CAUSAS: pneumonia, infecções virais, tuberculose, cânceres com metástases para a pleura, linfoma, embolia pulmonar, Lúpus, artrite reumatoide, radioterapia. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL •HEMOTÓRAX: líquido sanguinolento (hematócrito do líquido pleural > 50% do hematócrito periférico) na cavidade pleural CAUSA: trauma, coagulopatia, ruptura de grande vaso sanguíneo, como aorta ou artéria pulmonar. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL • EMPIEMA: pus no espaço pleural. CAUSA: complicação da pneumonia, toracotomia, abscessos (pulmonar, hepático ou subdiafragmático) ou trauma penetrante com infecção secundária. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL DERRAME QUILOSO (QUILOTÓRAX): • Acúmulo de linfa entre as pleuras. A linfa costuma se acumular nesta região por uma lesão nos vasos linfáticos do tórax. Branco e leitoso, rico em triglicerídios ou linfa. CAUSA: traumatismo, tumor, infecção ou devido a uma alteração congênita na anatomia do recém nascido. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL DERRAMES QUILIFORMES: (colesterol ou pseudoquiloso): baixo teor de triglicerídios e alto teor de colesterol. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL PRESENÇA DE URINA NO ESPAÇO PLEURAL (URINOTÓRAX) • É incomum e pode se acumular se os tubos que drenam a urina dos rins (ureteres) estiverem obstruídos. • A urina chega ao espaço pleural passando pelos poros do diafragma torácico devido a um gradiente de pressão ou por meio da ligação entre os vasos linfáticos das regiões retroperitoneal e pleural. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL • ENCARCERAMENTO PULMONAR: é o encarceramento do pulmão por tecido fibroso desencadeado por empiema ou tumor. Como o pulmão não pode se expandir, a pressão pleural torna-se mais negativa que o normal, aumentando a transudação de líquido dos capilares pleurais parietais. • DERRAMES IATROGÊNICOS: podem ser provocados por migração ou deslocamento da sonda de alimentação para dentro da traqueia ou a perfuração da veia cava superior por um acesso venoso central, acarretando a infusão de alimentos ou de solução intravenosa para a cavidade pleural. • DERRAMES SEM CAUSA ÓBVIA: embolia pulmonar oculta, tuberculose ou doença maligna. DERRAME PLEURAL SINTOMAS • Falta de ar (dispneia), mesmo em repouso; • Cansaço ao realizar esforços; • Dor para respirar, especialmente nas inspirações profundas (a chamada dor pleurítica). • Em casos mais graves, pode ocorrer uma elevação entre as costelas, como se a pele estivesse sendo empurrada de dentro para fora. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL COLETA DA AMOSTRA BIÓPSIA DA PLEURA • Obtenção de fragmento de tecido pleural para análise anatomopatológica e definição de diagnóstico de um derrame pleural. • O ponto da biópsia é localizado por exame físico ou com o auxílio do ultrassom. • Após a identificação do ponto ideal de punção, é feita anestesia local e o tórax é puncionado com uma agulha específica. São retirados então vários fragmentos de pleura para análise. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL COLETA DA AMOSTRA BIÓPSIA DA PLEURA • Obtenção de fragmento de tecido pleural para análise anatomopatológica e definição de diagnóstico de um derrame pleural. • O ponto da biópsia é localizado por exame físico ou com o auxílio do ultrassom. • Após a identificação do ponto ideal de punção, é feita anestesia local e o tórax é puncionado com uma agulha específica. São retirados então vários fragmentos de pleura para análise. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL COLETA DA AMOSTRA PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE) • Retirada de líquido do espaço pleural, tanto para diagnóstico da causa do acúmulo do líquido quanto para alívio dos sintomas como a falta de ar e tosse provocada por esse líquido. • O procedimento é realizado com o paciente sentado. O ponto da punção é localizado por exame físico ou com o auxílio do ultrassom. • Após a identificação do ponto ideal de punção, é feita anestesia local e o tórax é puncionado com uma agulha específica. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL COLETA DA AMOSTRA PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE) • Pode ser realizada em ambulatório. Nesse caso, o paciente fica em repouso por cerca de duas horas após o procedimento. • Para a realização do procedimento são necessários exames de imagem (radiografia ou tomografia de tórax) e de sangue atualizados (hemograma e coagulograma). • O uso de medicações anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários deve ser interrompido para reduzir o risco de complicações. • Apesar de rara, a principal complicação do procedimento é o sangramento. Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL COLETA DA AMOSTRA PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE) Contraindicações relativas •Anticoagulação ou distúrbio hemorrágico •Alteração da anatomia da parede torácica •Celulite ou herpes-zóster no local da punção da toracocentese •Pneumopatia suficientemente grave para tornar as complicações capazes de colocar a vida em risco •Paciente com tosse descompensada ou não cooperante Fonte: Google imagens. DERRAME PLEURAL COLETA DA AMOSTRA PUNÇÃO PLEURAL (TORACOCENTESE) COMPLICAÇÕES • Pneumotórax • Sangramento • Nova expansão de edema pulmonar e/ou hipotensão • Hemotórax por lesão de vasos intercostais • Punção do baço ou do fígado • Síncope vasovagal (perda súbita e transitória da consciência). Fonte: Google imagens. ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL • Diagnosticar a causa do derrame pleural. • A análise inicia-se pela inspeção visual, que pode: • Distinguir sanguinolento e quiloso (ou quiliforme) de outros derrames. • Identificar derrames purulentos fortemente sugestivos de empiema. Fonte: Google imagens. ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL AMOSTRA • As amostras devem ser coletadas em três tubos para as análises microbiológicas, citológicas e bioquímicas. • Caso a amostra seja coletada em apenas um tubo, ela deve ser destinada primeiramente para análises microbiológicas, em seguida para análises citológicas e, após, para análises bioquímicas. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006000900001 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL AMOSTRA https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006000900007 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL PREPARO DA AMOSTRA • Na realização da contagem global de células, o setor de citologia deve utilizar a amostra de líquido pleural fresca, não centrifugada e devidamente homogeneizada, enquanto para a contagem diferencial de leucócitos deve- se utilizar o sedimento obtido por centrifugação em baixa rotação seguido de ressuspensão em solução salina. • Uma alíquota do líquido pleural deve ser identificada e armazenadaem geladeira durante 30 dias para eventual realização de outras dosagens. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 Fonte: Google imagens. ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL EXAME FÍSICO • A visualização de cor e aspecto deve ser realizada antes e após a centrifugação da amostra, pois essas características auxiliam na identificação da etiologia do derrame. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 Fonte: Google imagens. ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL CONTAGEM GLOBAL DE CÉLULAS • É uma etapa muito importante para fazer a diferenciação da amostra entre transudato e exsudato. •Os tipos celulares que podem ser encontrados no líquido pleural são os eritrócitos e as células nucleadas, que incluem leucócitos e células mesoteliais. •A contagem global dessas células é realizada comumente em câmara de Neubauer. No entanto, pode ser realizada em qualquer retículo de contagem. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL CONTAGEM GLOBAL DE CÉLULAS • Acima de 1.000 células são encontrados nos exsudatos. • VALORES DE PH INFERIORES A 7,2: empiema, artrite reumatóide, derrame parapneumônico complicado, tuberculose, malignidade, fístula esofago-pleural e acidose sistêmica. • CONTAGEM DE HEMÁCIAS ACIMA DE 100.000: hemotórax, neoplasias e tromboembolismo. • AUMENTO DE NEUTRÓFILOS: pneumonia, infarto pulmonar e pancreatite. • PREDOMINÂNCIA DE POLIMORFONUCLEARES: transudatos. • AUMENTO DE LINFÓCITOS: inflamações crônicas como tuberculose, lúpus eritematoso sistêmico, linfoma, uremia e artrite reumatóide. • EOSINOFILIA: pneumotórax, traumas, derrames pós- operatórios, infarto pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, doenças parasitárias, infecções por fungos e síndromes de hipersensibilidade. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 REFERÊNCIA • pH: 7,64 • Hemacias:exsudatos malignos. • HAPTOGLOBINA: elevados no líquido pleural são encontrados em exsudatos. Esta proteína é produzida sobretudo no fígado, mas pode também ser produzida por células tumorais. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA PROTEÍNA C-REATIVA • Marcador sensível na discriminação entre exsudatos e transudatos e como parâmetro capaz de diferenciar os exsudatos de origem inflamatória das demais etiologias. • Neste contexto, no diagnóstico diferencial de derrames pleurais, níveis elevados de PCR podem diferenciar exsudatos. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA • Α1-GLICOPROTEINA ÁCIDA, • Α2-MACROGLOBULINA, • HAPTOGLOBINA, • CERULOPLASMINA, • TRANSFERRINA • Elevadas em exsudatos e transudatos de várias etiologias. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA • INTERFERON- Γ •O Interferon-γ (INF-γ) é uma citocina produzida pelos linfócitos T CD4. A produção de INF- γ parece ser um mecanismo de defesa útil, uma vez que estimula a produção de peróxido de hidrogênio pelos macrófagos, facilitando a eliminação dos parasitas intra-celulares. • Esta linfocina, que inibe o crescimento das micobactérias no interior dos monócitos, tem sido usada no diagnóstico de tuberculose pleural. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA MARCADORES TUMORAIS •A etiologia maligna é uma das principais causas de derrame pleural exsudativo e mais de 90% dos derrames malignos são devidos a doença metastática. Ex: carcinomas pulmonares, mamários e linfomas. •Os tumores primários ou metastáticos podem invadir a pleura visceral, afetando o fluxo normal de reabsorção do líquido pleural ou causando aumento da permeabilidade capilar e consequente aumento da produção de fluido. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA • MARCADORES TUMORAIS • Antigénio Carcinoembrionário (CEA), CA-125, CA-15.3 e fragmentos da citoqueratina 19 (CYFRA 21-1). Os níveis dos diferentes marcadores no líquido pleural eram significativamente maiores em doentes com derrames malignos ou provavelmente malignos. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 https://core.ac.uk/download/pdf/19132547.pdf ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA MARCADORES IMUNOLÓGICOS •Cerca de 5% dos doentes com Artrite Reumatóide (AR) e 50% dos doentes com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) desenvolvem derrames pleurais durante a evolução da sua doença. •Elevação de Fator Reumatóide. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA •ANTICORPOS ANTI-NUCLEARES •O doseamento dos anticorpos anti- nucleares (ANA) no líquido pleural pode ser utilizado para o diagnóstico dos derrames pleurais graves. •Títulos elevados: anticorpos anti-ssDNA, anti-dsDNA, anti-Sm, anti-SSA e anti-SSB. Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 ANÁLISE DO LÍQUIDO PLEURAL BIOQUÍMICA •NÍVEIS DE COMPLEMENTO •A maioria dos doentes com derrames pleurais secundários a LES ou AR tem níveis reduzidos de complemento, independentemente de qual é doseado (C3, C4 ou CH50) Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 Fonte: Comar. Estud Biol. 2008 jan/dez;30(70/71/72):17-25 BILIRRUBINA https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5653/derrame_pleural.htm#:~:text=Prote%C3%ADnas%3A%20a%20maioria%20dos%20transudatos,4%2C0%20g%2FdL. https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5653/derrame_pleural.htm#:~:text=Prote%C3%ADnas%3A%20a%20maioria%20dos%20transudatos,4%2C0%20g%2FdL. Fonte: Google imagens.