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Promoção da Saúde e Prevenção

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Capacitação em 
Oncologia na Atenção 
Primária à Saúde
Módulo II - Promoção da Saúde e 
Prevenção do Câncer
 
Brasília (DF) 
2025
Aperfeiçoamento em 
Oncologia na Atenção 
Primária à Saúde
Capacitação em Oncologia na Atenção 
Primária em Saúde
E-book Disciplina 1 - Módulo II
PROMOÇÃO DA SAÚDE
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE
A.C.CAMARGO CANCER CENTER
Tiragem: 1ª edição – 2025 – versão eletrônica
Elaboração, distribuição e informações:
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS 
MUNICIPAIS DE SAÚDE - CONASEMS
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
Sala 144
Zona Cívico-Administrativo
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3022-8900
A.C.Camargo Cancer Center
R. Prof. Antônio Prudente, 211 – Liberdade
CEP: 01509-010 - São Paulo/S - Brasil
Tel.: (11) 2189-5000
Coordenação-geral:
Ana Paula Pinho – Diretora de Impacto Social 
A.C.Camargo Cancer Center
Cristiane Martins Pantaleão – CONASEMS
Hisham Mohamad Hamida – CONASEMS
Samara Kielmann Almeida dos Reis – 
A.C.Camargo Cancer Center 
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems 
Coordenação técnica e pedagógica:
Cristina Fatima Santos Crespo – CONASEMS 
Kelly Cristina Santana – CONASEMS
Samara Kielmann Almeida dos Reis – 
A.C.Camargo Cancer Center
Valdívia França Marçal – CONASEMS
Coordenação Educacional:
Kelly Cristina Santana – CONASEMS
Elaboração de Conteúdo:
Diego Furiato Gomes da Cruz
Revisão técnica/Curadoria:
Daiane Arruda Saraiva – A.C.Camargo Cancer 
Center
Fernando Freitas Alves – A.C.Camargo Cancer 
Center
Patricia da Silva Campos – CONASEMS
Samara Kielmann Almeida Dos Reis – 
A.C.Camargo Cancer Center 
Sara de Araújo Almeida – A.C.Camargo Cancer 
Center
Thiago Celestino Chulam – A.C.Camargo 
Cancer Center 
Designer Educacional:
Jacqueline Colen Ferreira Santos
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone – CONASEMS
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno – CONASEMS
André Persechini – CONASEMS
Alexandre Itabayana – CONASEMS
Bruno Vianna – CONASEMS
Caroline Boaventura – CONASEMS 
Icaro Duarte – CONASEMS
Lucas Mendonça – CONASEMS
Luciana Campello – CONASEMS
Luiz Carlos de Souza Coelho – CONASEMS
Vinícius Tadeu – CONASEMS
Wellington Tadeu – CONASEMS
Ygor Baeta Lourenço – CONASEMS
Revisão Linguística:
Aline Ferreira de Almeida – CONASEMS
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde LTDA 
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do 
Conasems
Imagens:
Freepik
Pexels 
Envato 
Flick Ministério da Saúde e CONASEMS
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – Compartilhamento pela mesma 
licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
                
 2025 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C.Camargo Cancer Center.
Ficha Catalográfica
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C.Camargo Cancer Center.
Promoção da Saúde [livro eletrônico]: Curso de Aperfeiçoamento em Oncologia na Atenção Primária em 
Saúde/ Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. [elaboração do conteúdo Diego Furiato 
Gomes da Cruz ]. - - 1. ed. - - Brasília. DF: CONASEMS, 2025. 
PDF
Vários colaboradores.
Bibliografia.
 1. Definições 2. Oncologia. 3.Epidemiologia. 4. Promoção da Saúde. 5. Prevenção
Seja bem-vindo(a) ao Módulo II: Promoção da Saúde e Prevenção do 
Câncer. Neste módulo vamos explorar conceitos fundamentais desta área, 
além de analisar dois casos clínicos que enriquecerão o seu aprendizado.
Entenderemos juntos como a Promoção da Saúde, tema da disciplina 1 
deste módulo, envolve ações para melhorar a qualidade de vida e reduzir 
fatores de risco.
Abordaremos na disciplina 2 a prevenção do câncer, focando nas medidas 
que visam evitar o desenvolvimento da doença.
Prossiga na construção do seu conhecimento referente à disciplina 1: 
Promoção da Saúde.
BEM-VINDO(A)!
 
Ao longo do conteúdo, serão analisadas situações práticas, utilizando 
exemplos do seu cotidiano, com casos ilustrativos que conectem a 
teoria à prática.
Esperamos que esse material seja uma ferramenta útil no seu processo 
de educação permanente em saúde, ajudando a realizar ações que 
previnam o câncer, reduzam seus efeitos e facilitem a detecção 
precoce.
Estude o material com atenção e utilize-o como uma referência sempre 
que necessário! Não deixe de acompanhar a teleaula.
Bons estudos! 
COMO NAVEGAR 
NESTE E-BOOK
Antes de iniciar a leitura do material, veja aqui 
algumas dicas para aproveitar ao máximo os 
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LISTA DE SIGLAS E 
ABREVIATURAS
APS | Atenção Primária à Saúde
DCNT | Doenças Crônicas Não Transmissíveis
ESF | Estratégia Saúde da Família
INCA | Instituto Nacional de Câncer
INEP | Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais 
Anísio Teixeira
HPV | Papilomavírus Humano
PACS | Programa Agentes Comunitários de Saúde
PNAB | Política Nacional de Atenção Básica
PNAS | Política Nacional de Assistência Social
PNH | Política Nacional de Humanização
PNPCC | Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer
PNPS | Política Nacional de Promoção à Saúde
RCBP | Registros de Câncer de Base Populacional
RHC | Registros Hospitalares de Câncer
SIM/DATASUS | Sistema de Mortalidade / Departamento de 
Informática do Sistema Único de Saúde
SUS | Sistema Único de Saúde
Diferenças entre os tipos de 
tumores
FIGURA 01 20
Registros de câncer
FIGURA 02 27
Análise de Incidência e Mortalidade 
do câncer 
FIGURA 03 28
Mortalidade dos principais 
cânceres no Brasil, em ambos os 
sexos, entre 2017 a 2023
FIGURA 04 33
Fatores de risco para o câncer e 
outras doenças crônicas não 
transmissíveis (DCNT)
FIGURA 05 37
Relação entre fatores de risco e 
câncer
FIGURA 06 39
LISTA DE FIGURAS
 
 
LISTA DE FIGURAS
Causas de câncer
FIGURA 07 40
Fatores de risco modificáveis e não 
modificáveis
FIGURA 08 43
Programas de Rastreamento
FIGURA 09 48
Estratégias de detecção precoce a 
partir da evolução da doença
FIGURA 10 49
Processo de encaminhamento de 
pacientes com suspeita de câncer
FIGURA 11 50
Ações de saúde segundo níveis de 
atenção
FIGURA 12 56
Ciclo de melhoria dos cuidados de saúde
FIGURA 13 62
Objetivos da APS
FIGURA 14 68
LISTA DE FIGURAS
Principais diferenças entre os 
tumores benignos e malignos
QUADRO 01 21
Formas de tratamento para o 
câncer
QUADRO 02 23
Modalidades de rastreamento
QUADRO 03 51
Principais diferenças entre o 
rastreamento e o diagnóstico 
precoce
QUADRO 04 53
LISTA DE QUADROS
Incidência de câncer no Brasil
TABELA 01
29
Distribuição proporcional dos 10 
tipos de cânceres mais incidentes 
esperados para o triênio de 2023 a 
2025, por sexo, exceto pele não 
melanoma
TABELA 02
30
LISTA DE TABELAS
APRESENTAÇÃO01 14
02 17TERMOS, DEFINIÇÕES E CONCEITOS 
EM ONCOLOGIA
03 25
EPIDEMIOLOGIA, PROMOÇÃO DA 
SAÚDE E PREVENÇÃO DO CÂNCER 
COM FOCO NA APS
04 35ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM 
ONCOLOGIA
‘
 
SUMÁRIO
05 45DIAGNÓSTICO PRECOCE
 E RASTREAMENTO
SUMÁRIO
07 63SITUAÇÕES-PROBLEMA
06 58POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONTROLE E 
PREVENÇÃO DO CÂNCER
08 69FINALIZANDO
09 72REFERÊNCIAS 
APRESENTAÇÃO
01
A Promoção da Saúde envolve ações que buscam melhorar a 
qualidade de vida e reduzir fatores de risco, incentivando estilos de vida 
saudáveis. 
Nesse sentido, a prevenção do câncer está relacionada às ações para 
evitar o surgimento dadoença, como: 
● evitar o tabagismo e o 
consumo excessivo de 
álcool;
● alimentação saudável e 
manter peso adequado;
● praticar atividade física 
regularmente;
● vacinar-se contra o HPV e 
Hepatite B;
● além do diagnóstico 
precoce por meio de 
exames de rastreamento, 
que iremos conhecer nas 
próximas disciplinas.
A integração entre promoção da saúde e prevenção do câncer é 
essencial para reduzir a incidência, mortalidade e impacto social da 
doença. 
15
11
Em virtude desta magnitude, 
instituiu-se a Política Nacional 
de Prevenção e Controle do 
Câncer (PNPCC) que é uma 
política do Ministério da saúde a 
qual organiza e orienta as ações 
de prevenção, diagnóstico, 
tratamento, reabilitação e 
cuidados paliativos relacionados 
ao câncer no Sistema Único de 
Saúde (SUS). Vale ressaltar a 
Política Nacional de Prevenção e 
Controle do Câncer no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS) e 
o Programa Nacional de 
Navegação da Pessoa com 
Diagnóstico de Câncer.
A PNPCC e a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer tem 
como objetivo reduzir a incidência, a mortalidade e melhorar a qualidade 
de vida das pessoas com câncer, promovendo o acesso equitativo e 
integral aos serviços de saúde.
17
16
02
TERMOS, 
DEFINIÇÕES E 
CONCEITOS EM 
ONCOLOGIA
Câncer é um termo que abrange mais de 100 diferentes tipos de 
doenças malignas que têm em comum o crescimento desordenado 
de células, que podem invadir tecidos adjacentes ou órgãos a 
distância.
O câncer surge a partir de uma alteração no DNA da célula, que 
recebe instruções erradas para as suas atividades. As alterações 
podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, 
que a princípio são inativos em células normais. 
Quando ativados, os 
proto-oncogenes tornam-se 
oncogenes, responsáveis por 
transformar as células 
normais em células 
cancerosas.
VAMOS CONVERSAR 
SOBRE NEOPLASIA?
O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese e, 
em geral, acontece lentamente, levando vários anos para uma célula cancerosa se 
propagar e dar origem a um tumor visível. 
Nessa perspectiva, os efeitos cumulativos de diferentes agentes cancerígenos ou 
carcinógenos são os responsáveis pelo início, promoção, progressão e inibição do 
tumor.
18
14
A carcinogênese é 
determinada pela exposição a 
esses agentes, em uma dada 
frequência e em dado período, 
e pela interação entre eles. 
Devem ser consideradas as 
características individuais, que 
facilitam ou dificultam a 
instalação do dano celular. Esse 
processo é composto por três 
estágios: de iniciação, de 
promoção e de progressão.
Tumor e neoplasia – É importante explicar que nem todo tumor ou 
neoplasia é câncer, mas todo câncer é uma forma de neoplasia ou tumor 
maligno. 
Saiba Mais
19
Além disso, cada um tem características diferentes, como está 
detalhado no Quadro 1 e ilustrado na Figura 1.
Na imagem abaixo (Figura 1), é possível observar uma estrutura bem 
definida, com bordas claras e um conteúdo parecido. Já na imagem à 
direita, o tumor maligno apresenta um crescimento desorganizado, 
sem limites claros e bem definidos.
Figura 1: Diferenças entre os tipos de tumores
Fonte: INCA, 2020.
Tumor benigno Tumor maligno
20
Quadro 1: Principais diferenças entre os tumores benignos e 
malignos
Tumor benigno Tumor maligno
Formado por células que são bem 
diferentes das células normais, com uma 
estrutura parecida com o tecido de onde 
elas surgiram.
Formado por células muito diferentes das 
normais, chamadas de anaplásicas; essas 
células são atípicas e não têm uma 
função específica.
Crescimento lento, que pode diminuir ou 
parar; as divisões das células (mitoses) 
são normais e acontecem raramente.
Crescimento rápido, as divisões celulares 
(mitoses) são anormais e numerosas.
Não se espalha para outras partes do 
corpo (metástase).
Geralmente se espalha para outras partes 
do corpo (metástase).
Fonte: INCA, 2020.
21
Existem três principais formas de tratar o câncer: cirurgia, 
radioterapia e quimioterapia. Além dessas, também existem: 
● hormonioterapia;
● imunoterapia;
● terapia-alvo; e
● transplante de medula óssea.
Tratamentos medicamentosos podem ser usados juntos à 
radioterapia, dependendo do tipo de câncer. Segue abaixo mais 
informações sobre esses tratamentos (Quadro 2), a seguir.
QUAIS AS FORMAS DE
 SE TRATAR O CÂNCER?
22
Método de 
Tratamento
Descrição
Quimioterapia
Destrói células cancerígenas que formam um tumor ou se 
multiplicam descontroladamente. Estas células estão 
espalhadas por todo o corpo.
Radioterapia
Atua em uma área específica do corpo. Utiliza equipamentos 
especiais para aplicar radiação em regiões predeterminadas.
Cirurgia
Remove o tumor e, em alguns casos, parte dos tecidos ao redor 
para garantir que todas as células cancerosas sejam retiradas. 
Pode ser o único tratamento ou combinado com quimioterapia, 
imunoterapia, terapia-alvo ou radioterapia.
Imunoterapia
Ajuda o próprio sistema imunológico do corpo a combater as 
células cancerosas. Fortalece as defesas naturais do organismo 
para identificar e atacar o câncer de forma mais eficaz.
Terapia-alvo
Alveja diretamente partes específicas das células cancerosas 
(receptores) que causam o crescimento e disseminação do 
tumor. Afeta apenas as células cancerosas, causando menos 
danos às células normais.
Transplante Medula 
Óssea
Substitui a medula óssea doente por células-tronco saudáveis 
que produzirão novas células sanguíneas. É utilizado para tratar 
certos casos, como leucemia e outros distúrbios sanguíneos.
Quadro 2: Formas de tratamento para o câncer 
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
23
É importante que o profissional da Atenção Primária conheça os principais 
tratamentos para compreender as necessidades das pessoas com câncer 
ao utilizarem o serviço de saúde na Atenção Primária.
A imunoterapia é um avanço 
recente no tratamento do câncer, e 
alguns tipos de medicamentos já 
estão sendo oferecidos pelo 
Sistema Único de Saúde (SUS), 
como o Ipilimumabe, Nivolumabe, 
Pembrolizumabe. No entanto, ela é 
indicada para alguns tipos 
específicos de melanoma. Cada ser 
é único, por isso, é importante 
entender que não existe apenas um 
tratamento que funcione para todos 
os casos de câncer.
Para a equipe médica definir o tratamento mais adequado para o 
paciente, é preciso saber qual o tipo de câncer, suas características 
morfológicas, a etapa do desenvolvimento da doença e outros 
aspectos, como a resposta do paciente ao tratamento indicado. 
Para saber mais sobre o câncer, clique aqui ou 
escaneio o QR code ao lado. Acesse a página do 
Instituto Nacional do Câncer – INCA e realize a 
leitura do livro ABC do Câncer – Abordagens 
Básicas para o Controle do Câncer.
Atenção
24
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer
03
EPIDEMIOLOGIA, 
PROMOÇÃO 
DA SAÚDE E PREVENÇÃO 
DO CÂNCER COM FOCO 
NA APS
A epidemiologia é a ciência que estuda 
como as doenças se espalham em 
diferentes lugares, como cidades e áreas 
rurais, ao longo do tempo. 
Ela nos ajuda a monitorar a população 
para identificar se doenças, como o 
câncer, estão aumentando ou diminuindo. 
Esses dados revelam quais tipos são mais 
comuns em diferentes faixas etárias e 
gêneros — como crianças, jovens, adultos, 
idosos, homens e mulheres. 
Essa análise é muito relevante, pois 
permite entender com mais precisão quais 
tipos de câncer ocorrem com maior 
frequência e em que idade aparecem. 
Com essas informações, é possível 
planejar melhor ações de prevenção e 
tratamento, aumentando as chances de 
cura e evitando mortes prematuras (entre 
30 e 69 anos). 
O QUE É 
EPIDEMIOLOGIA? 
26
Conforme vimos no Módulo I – 
Disciplina 1, Epidemiologia doCâncer, essas são as fontes de dados 
sobre câncer no Brasil que qualquer 
pessoa pode acessar online:
Figura 2: Registros de Câncer
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
1. Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP): coleta dados 
sobre novos casos de câncer em diferentes regiões.
2. Registros Hospitalares de Câncer (RHC): registra informações dos 
pacientes que recebem tratamento nos hospitais.
3. Sistema de Mortalidade (SIM/DATASUS): informa sobre as 
causas de morte, incluindo câncer.
Então, todos esses sistemas de controle são de extrema importância 
para a saúde pública e para o desenvolvimento de estratégias eficazes 
de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.
RCBP
Coleta dados 
sobre novos 
casos de câncer.
RHC
Registra informações dos 
pacientes que recebem 
tratamento nos hospitais.
SIM/DATASUS
Informa sobre as causas 
de morte.
ONDE ENCONTRAR 
OS DADOS 
EPIDEMIOLÓGICOS?
27
Quando falamos de epidemiologia, é importante entender os 
conceitos de incidência e mortalidade, já estudados na disciplina 
anterior. Eles ajudam a mostrar o impacto das doenças na 
população. 
Relembrando os conceitos:
Incidência: refere-se ao número de novos casos de 
câncer diagnosticados em um determinado período.
Mortalidade: refere-se ao número de mortes 
causadas pelo câncer em um determinado período.
Esses termos são importantes para entender como o câncer afeta as 
pessoas no Brasil.
Você consegue pensar em por que essas informações são 
importantes para seu trabalho?
Veja no infográfico a seguir um exemplo sobre a análise de 
incidência e mortalidade no câncer.
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Câncer de
pâncreas
Baixa incidência, mas 
alta mortalidade, indica 
diagnóstico tardio.
Câncer de
pele
Baixa incidência e 
mortalidade devido à 
detecção precoce.
Câncer de
mama
Alta incidência, mas baixa 
mortalidade, devido ao 
rastreamento eficaz.
Câncer de
pulmão
Alta incidência e 
mortalidade refletem 
agressividade da 
doença.
Figura 3: Análise de Incidência e Mortalidade do câncer
28
Entre 2023 e 2025, o Brasil deve ter 704 mil 
novos casos de câncer, sendo 483 mil se 
excluirmos o câncer de pele não 
melanoma (afeta a camada mais 
superficial da pele), que será o mais 
comum (220 mil casos). 
Os cânceres mais frequentes serão:
Tabela 1: Incidência de câncer no Brasil
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
COMO ESTÁ A 
INCIDÊNCIA DE 
CÂNCER NO BRASIL?
Novos Casos de Câncer no Brasil (2023-2025)
29
A Tabela 2 mostra a distribuição proporcional dos 10 tipos de cânceres 
mais incidentes estimados para o triênio de 2023 a 2025, por sexo.
Fonte: INCA, 2020.
Tabela 2: Distribuição proporcional dos 10 tipos de cânceres mais 
incidentes esperados para o triênio de 2023 a 2025, por sexo, 
exceto pele não melanoma
30
26
Esses dados mostram como a doença é uma das principais 
preocupações de saúde pública.
A incidência de câncer será maior em homens (17% a mais do que em 
mulheres, em alguns casos), com números parecidos aos de países em 
desenvolvimento.
As regiões Sul e Sudeste terão 70% dos casos, com a maioria 
acontecendo na Região Sudeste. 
No entanto, os tipos de câncer podem variar em cada região do Brasil.
Entre 2023 e 2025, espera-se que, a cada ano, cerca de 7.930 novos 
casos de câncer ocorram em crianças e adolescentes no Brasil. Isso 
significa que a cada 1 milhão de crianças e adolescentes, 
aproximadamente 134 podem ser diagnosticados com algum tipo de 
câncer.
Desse total, a previsão é que ocorram 4.230 casos em meninos e 
3.700 casos em meninas, sendo o risco um pouco maior para os 
meninos: cerca de 140 casos por milhão, enquanto para as meninas 
esse número é de 128 casos por milhão.
IMPORTANTE
Cerca de 80% a 90% dos casos de câncer estão 
associados a causas externas. As mudanças 
provocadas no meio ambiente pelo próprio ser 
humano, os hábitos e o comportamento podem 
aumentar o risco de diferentes tipos de câncer. 31
27
Por outro lado, entre 10% e 20% dos casos de câncer têm uma ligação 
genética, ou seja, passam de pais para filhos. Há exames especializados 
que ajudam a identificar esse tipo de câncer mais cedo. Esses tipos de 
tumores, associados à herança genética, costumam acometer pessoas 
com menos de 40 anos.
A seguir, iremos abordar mais detalhes sobre os fatores de risco do 
câncer. Isso vai te ajudar a entender melhor como orientar as famílias e 
a comunidade sobre prevenção e cuidados necessários!
32
28
Os tipos de câncer que mais 
causam mortes no Brasil, em 
ambos os sexos, estão 
apresentados na Figura 4: 
Pulmão, Próstata, Estômago, 
Esôfago e colorretal (intestino 
grosso).
A mortalidade por câncer no Brasil 
também é preocupante, e esse 
número tende a aumentar com o 
envelhecimento da população e 
os fatores de risco, como hábitos 
de vida pouco saudáveis. Em 2021, 
mais de 230 mil pessoas 
morreram por causa da doença no 
país.
Imaginem uma cidade com essa 
quantidade de moradores! Isso 
equivale à população dessa 
cidade desaparecendo em um 
único ano. Isso dá uma ideia do 
impacto devastador da doença no 
país.
MORTALIDADE POR 
CÂNCER NO BRASIL
25
Figura 4: Mortalidade dos principais cânceres no Brasil, em 
ambos os sexos, entre 2017 a 2023
Fonte: Adaptado de INCA, 2017/2023.
33
293
3
No Brasil, o câncer tem uma grande repercussão 
na economia e na qualidade de vida dos 
pacientes e suas famílias. Ele acresce os custos 
para o sistema de saúde e diminui a capacidade 
de trabalho das pessoas. Por isso, entender esses 
dados e investir na prevenção e no diagnóstico 
precoce pode ajudar a minimizar os gastos e 
melhorar a vida dos pacientes.
Vamos pensar juntos?
Muitas vezes, os pacientes demoram a buscar 
atendimento ou diagnóstico precoce, o que 
aumenta o risco de morte. Como profissional da 
APS, é importante educar e conscientizar a 
comunidade sobre fatores de risco e as medidas 
de prevenção. 
Atenção
Refletindo
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) organiza a 
publicação das estimativas de câncer desde 1995. 
A metodologia adotada é análoga à utilizada pela 
International Agency for Research on Cancer 
(IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), 
nas estimativas mundiais. Suas principais fontes de 
informação são os registros de câncer e o Sistema 
de Informação sobre Mortalidade (SIM). Esses 
sistemas são continuamente monitorados e 
aperfeiçoados de modo a garantir uma ampla 
cobertura, com qualidade, em todo o território 
nacional.
34
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa
https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa
ESTRATÉGIAS DE 
PREVENÇÃO EM 
ONCOLOGIA
04
A Organização Mundial da Saúde acredita 
que cerca de 40% das mortes por câncer 
poderiam ser evitadas, o que faz da 
prevenção um componente primordial aos 
planos de controle do câncer, uma vez que 
o câncer é uma doença cujo processo tem 
início com um dano a um gene ou a um 
grupo de genes e alguns fatores podem 
contribuir para o seu desenvolvimento. 
Dessa forma, a prevenção do câncer 
refere-se a um conjunto de medidas para 
diminuir ou preservar a exposição do 
indivíduo a fatores que aumentam a 
possibilidade de desenvolver uma 
determinada doença ou sofrer um 
determinado agravo.
PREVENIR O CÂNCER 
É POSSÍVEL?
36
Os Fatores de risco de câncer podem ser encontrados no ambiente 
físico, ser herdados ou retratar comportamentos ou costumes próprios 
de um determinado ambiente social e cultural. 
Veja o infográfico a seguir e conheça outros fatores:
A prevenção com ênfase nos fatores 
associados ao modo de vida em todas as 
idades e com intervenções de combate a 
agentes ambientais e ocupacionais 
cancerígenos pode trazer bons 
resultados na redução do câncer. 
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 5: Fatores de risco para o câncer e outras doenças crônicas 
não transmissíveis (DCNT)Acesso à
informação
Disponibilidade de 
conhecimento e dados.
 
Educação
Nível de escolaridade.
 
 
Nível 
socioeconômico
O status financeiro e social 
de um indivíduo.
Desigualdades 
sociais
Disparidades no acesso a 
recursos e oportunidades.
Acesso a bens 
e serviços
Disponibilidade de 
necessidades essenciais e 
serviços.
37
O risco de câncer, em uma 
determinada população, 
depende das condições 
sociais, ambientais, políticas e 
econômicas que a rodeiam, 
bem como das características 
biológicas dos indivíduos que a 
compõem. 
Essa compreensão é essencial na definição de 
investimentos em pesquisas de avaliação de risco e em 
ações efetivas de prevenção. 
Há fatores que dão ao organismo a capacidade de se 
proteger contra determinada doença, conhecidos como 
fatores de proteção. Podemos considerar tais fatores, o 
consumo de frutas, legumes e verduras, a prática de 
atividade física e a amamentação.
É de extrema importância que a educação em saúde e a 
promoção do conhecimento sobre hábitos e 
alimentação saudáveis sejam realizados na APS.
CAUSAS DE CÂNCER
38
O estudo dos fatores de risco e de 
proteção, isolados ou combinados, 
permite estabelecer relações de 
causa-efeito com determinados tipos de 
câncer, porém, alguns aspectos devem 
ser enfatizados: 
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 6: Relação entre fatores de risco e câncer
Identificação de 
Fatores de Risco
Estabelecimento de 
relações causa-efeito
Dificuldade de 
reconhecimento
Surgimento
tardio de 
sintomas
Causas 
variadas
Causas 
externas
Causas 
Internas
Interrelação
39
Pensando sobre as causas externas ou internas ao organismo, 
ambas estão interrelacionadas, conforme Figura 7:
Figura 7: Causas de câncer
Fonte: INCA, 2020.
Podemos considerar como causas externas:
o cigarro: pode causar 
câncer de pulmão em 
cerca de 90% dos casos;
a bebida alcoólica: pode 
causar câncer de boca, 
orofaringe e laringe;
40
Se houver um 
serviço de apoio à 
pessoa que deseja 
parar de fumar ou 
ingerir bebida 
alcoólica, 
comunique ao 
usuário do serviço 
para que ele possa 
buscar apoio 
especializado.
micro-organismos, como o Papilomavírus 
Humano (HPV): associado aos cânceres do 
colo do útero, pênis, entre outros.
Helicobacter Pylori (HP): bactéria associada ao 
desenvolvimento do câncer gástrico e do 
linfoma gástrico, entre outros.
comportamentos sedentários: a obesidade e a 
alimentação não saudável podem causar 
diversos tipos de câncer, como de intestino, 
ovário, endométrio, tireoide, mama, próstata, 
esôfago, fígado, entre outros.
Já as causas internas, como hormônios, condições imunológicas e 
mutações genéticas são, na maioria das vezes, geneticamente 
pré-determinadas e estão ligadas à capacidade do organismo de se 
defender das agressões externas. 
São raros os casos exclusivos de câncer associados a fatores 
hereditários, familiares e étnicos. Alguns tipos de câncer, como os de 
mama, estômago e intestino, parecem ter correlação familiar, embora 
não se possa afastar a hipótese de exposição a outros fatores.
41
Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas 
pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. 
Isso poderia explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e 
outras não, quando ocorre exposição a um mesmo carcinógeno.
Sim. A exposição a alguns 
fatores de risco modificáveis, 
principalmente no de maior 
impacto, podem substituir 
modos de vida individual e 
coletivo. 
Podemos classificar os fatores 
de risco entre modificáveis e 
não modificáveis.
E quais são esses 
fatores de risco
Mas será que é possível 
modificar o risco de uma 
pessoa desenvolver 
câncer?
42
Veja o infográfico a seguir sobre esses dois fatores:
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 8: Fatores de risco modificáveis e não modificáveis
43
A prevenção do câncer depende de medidas para reduzir ou evitar a 
exposição aos seus fatores de risco. Esse é o nível mais abrangente das 
ações de controle da doença.
Refletindo
44
No que se refere aos fatores modificáveis, a APS tem um papel 
relevante na promoção da saúde através da educação e 
conscientização sobre a prática de hábitos saudáveis, como a 
prática de exercícios físicos, manutenção do peso corporal 
adequado e alimentação balanceada.
DIAGNÓSTICO 
PRECOCE E 
RASTREAMENTO
05
De maneira geral, entende-se que, 
quanto antes o câncer for 
detectado e tratado, mais efetivo o 
tratamento tende a ser, maior a 
possibilidade de cura e melhor a 
qualidade de vida do paciente.
A seguir, você vai conhecer as duas 
estratégias utilizadas na detecção 
precoce:
• diagnóstico precoce;
• rastreamento. 
Diagnóstico precoce 
O diagnóstico precoce tem como objetivo identificar uma doença o 
mais cedo possível, a partir dos sintomas e/ou sinais clínicos 
apresentados pelo paciente. Por isso, é essencial que os profissionais de 
saúde conheçam os principais sinais, sintomas e fatores de risco para o 
câncer. A exposição a fatores de risco é uma das condições que devem 
ser observadas na suspeita da doença. 
46
O rastreamento é realizado de forma 
sistemática através de exames em 
pessoas sem sinais e sintomas que 
tem por objetivo encontrar o câncer 
pré-clínico ou as lesões 
pré-cancerígenas e encaminhar para 
investigação diagnóstica. 
De acordo com o Ministério da Saúde, programas de rastreamento 
podem ser oferecidos de duas formas.
Rastreamento organizado: ou rastreamento populacional, ocorre 
quando um exame comprovadamente efetivo para detectar uma 
doença, condição ou risco é oferecido de forma sistematizada para 
a população-alvo. 
Rastreamento oportunístico: ocorre quando a pessoa procura o 
serviço de saúde por algum outro motivo e o profissional de saúde 
aproveita o momento para ofertar um exame comprovadamente 
efetivo para detectar uma determinada doença, condição ou risco.
Veja a seguir a demonstração gráfica destas duas formas:
Rastreamento
47
A APS é a porta de entrada 
do usuário do serviço de 
saúde que necessita 
realizar exames de 
rastreamento. Conhecer os 
tipos e a sua importância 
contribui para a realização 
do diagnóstico precoce.
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 9: Programas de Rastreamento
48
Diagnóstico precoce é a estratégia utilizada na tentativa de se 
descobrir, o mais cedo possível, uma doença, valorizando e 
considerando os sintomas e/ou sinais clínicos que o paciente 
apresenta, principalmente quando associados aos fatores de risco. 
Já o rastreamento, quando indicado, deve ser ofertado segundo 
diretrizes do Ministério da Saúde que estabeleçam a população-alvo, o 
tipo de exame e a periodicidade, conforme Figura 10.
Figura 10: Estratégias de detecção precoce a partir da evolução 
da doença 
Fonte: Adaptado de World Health Organization, 2020, p. 73. 
Refletindo
49
Câncer
pré-invasivo
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 11: Processo de encaminhamento de pacientes com
 suspeita de câncer
Sua atuação como profissional de saúde nessa forma de controle é 
de suma importância, lembrando que a APS é um espaço 
privilegiado para ações de detecção precoce de câncer, que, 
evidentemente, terão impacto na sobrevida do paciente em muitos 
tipos de câncer. Em sua prática assistencial, aplique seus 
aprendizados: 
50
Quadro 3: Modalidades de rastreamento
Fonte: Elaborado pelo INCA com base em World Health Organization, 2020. 
Programas de rastreamento 
organizado tendem a ser mais 
custo-efetivos, além de causarem 
menos danos. 
A OMS classifica o rastreamento em dois tipos, o oportunístico e o 
organizado. É possível enumerar alguns critérios, geralmente 
utilizados para distinguir as duas modalidades de rastreamento. 
Veja a seguir no Quadro 3 as Modalidades de rastreamento.
Rastreamento oportunístico
Os exames de rastreamento são 
realizados a partir de demanda própria 
dos indivíduos ou oferecidos por 
profissionais de saúde por ocasiãoda 
procura da unidade por outros motivos.
Rastreamento organizado
Há uma coordenação das ações. A 
população-alvo é monitorada e 
convidada para a realização do exame 
de rastreamento na periodicidade 
definida. Os fluxos de seguimento na 
investigação diagnóstica e tratamento 
são bem definidos e os indicadores do 
programa são monitorados 
periodicamente. Nessa modalidade, 
existe um monitoramento das 
informações e dos indicadores relativos 
ao rastreamento e ao seguimento dos 
indivíduos. Em geral, há programas de 
qualidade relativos ao teste de 
rastreamento e/ou de confirmação 
diagnóstica.
51
A convocação e o monitoramento da 
população permitem alcançar os 
indivíduos que necessitam realizar o 
exame na idade e na periodicidade 
recomendadas, diminuindo a 
possibilidade de repetições 
desnecessárias de exames e de 
rastreamento em indivíduos fora da 
população-alvo. 
Entre os benefícios descritos do 
rastreamento, destaca-se o 
pressuposto de que detectar o câncer 
em um estágio assintomático resultará 
em aplicação de tratamentos menos 
agressivos, maior possibilidade de 
sucesso no tratamento e aumento da 
sobrevida. 
Entretanto, evidências sólidas indicam 
importantes riscos à saúde, como 
resultados falsos-positivos e 
falsos-negativos, sobretratamento e 
sobrediagnóstico. Esses malefícios 
também podem levar ao aumento de 
custos para o indivíduo e o sistema de 
saúde. 
PENSE NISSO:
O diagnóstico precoce é uma das estratégias para a detecção precoce 
do câncer, direcionada a indivíduos com sinais e/ou sintomas 
suspeitos, visando identificar o câncer no estágio mais inicial possível. 
52
Para sintetizar as distinções entre as 
estratégias de detecção precoce, o 
Quadro 4 apresenta as principais 
diferenças entre o rastreamento e o 
diagnóstico precoce.
Componentes Diagnóstico precoce Rastreamento
Teste ou exame. 
O teste diagnóstico é 
aplicado apenas nas 
pessoas com sintomas.
O teste de rastreamento é aplicado em 
uma população-alvo previamente 
definida, e, naqueles que 
apresentarem resultado positivo, serão 
aplicados outros testes para a 
confirmação diagnóstica. 
Requisitos para
 o sistema de
 saúde.
Instalações e profissionais 
para
 o diagnóstico clínico 
oportuno,
 patologia, radiologia, 
estadiamento,
 acesso ao tratamento 
imediato.
Além dos requisitos para o diagnóstico 
precoce, são imprescindíveis recursos 
adicionais para o convite e a aplicação 
do teste de rastreamento em
 toda a população-alvo definida, bem 
como testes diagnósticos adicionais 
para todas as pessoas que
 tiveram resultado positivo no 
rastreamento.
Necessidade de
 profissionais
 capacitados.
Profissionais de saúde 
habilitados para identificar 
sinais e sintomas 
precoces, diagnosticar e 
tratar o câncer.
Profissionais de saúde capacitados, 
como no diagnóstico precoce, e 
profissionais adicionais para
 realizar os exames de rastreamento e 
a interpretação
 de seus resultados.
Estratégia de
 conscientização
 da população.
Conhecimento sobre 
sinais e sintomas 
suspeitos de câncer para 
obter avaliação médica 
imediata.
Conhecimento sobre sinais e sintomas 
de câncer e sobre os critérios para 
participação no programa de
 rastreamento.
Quadro 4: Principais diferenças entre o rastreamento e 
o diagnóstico precoce
Diferenças entre 
rastreamento e 
diagnóstico precoce
53
Componentes Diagnóstico precoce Rastreamento
Seguimento.
Fluxo de referência para 
garantir tratamento 
acessível e disponível.
 
Busca da população ausente no 
rastreamento e aumento da 
responsabilidade para garantir
 acompanhamento dos casos positivos.
Potenciais
 benefícios.
Redução do estadiamento 
da doença no diagnóstico, 
quando vinculado ao 
tratamento, pode ocorrer 
redução na mortalidade.
Potencial redução da incidência na 
população, se o objetivo do 
rastreamento for a detecção e o 
tratamento da lesão precursora (por 
exemplo, cânceres do colo do útero e 
de cólon e reto); redução no 
estadiamento da doença no momento
 do diagnóstico na população-alvo;
 Redução da mortalidade quando o 
rastreio for efetivo e vinculado ao 
tratamento adequado.
Potenciais
 malefícios.
Baixo: testes são limitados 
às pessoas com sinais e 
sintomas.
Alto: testes são aplicados a toda a 
população-alvo. Geralmente, muitos 
resultados positivos no rastreamento 
não serão cânceres, mas requerem
 exames e procedimentos adicionais 
que podem levar a complicações, 
danos psicológicos e aumento de 
custos financeiros. Alguns resultam em
 sobrediagnóstico e sobretratamento.
Aplicabilidade
 e evidências
 científicas
 atuais.
É bem aceito pelos 
serviços de saúde para 
melhorar o diagnóstico 
oportuno de câncer. 
Relevante para todos os 
sistemas de saúde, 
especialmente para os 
mais frágeis.
Benefícios documentados em sistemas 
com bastante recursos, para um 
número limitado de cânceres (por 
exemplo, colo do útero e mama); 
evidência de danos e custos 
significativos.
54
A detecção precoce do câncer deve ser 
realizada principalmente no âmbito da 
Atenção Primária, observando as 
evidências científicas, os protocolos 
nacionais e a realidade locorregional, 
conforme disposto na Política Nacional 
para Prevenção e Controle de Câncer 
(PNPCC) no âmbito do Sistema Único de 
Saúde (SUS) e o Programa Nacional de 
Navegação da Pessoa com Diagnóstico 
de Câncer.
A Atenção Primária é a porta de entrada preferencial do sistema de 
saúde, sendo a coordenadora do cuidado e a ordenadora da rede de 
atenção. 
Está organizada de modo a responder, de 
forma regionalizada, contínua e 
sistematizada, à maior parte das 
necessidades de saúde de uma população, 
integrando ações preventivas e curativas, 
bem como a atenção a indivíduos e 
comunidades. 
Os níveis de atenção 
diferenciam-se de acordo com a 
tecnologia oferecida e dividem-se 
em Atenção Primária, Média 
Complexidade ou Nível Secundário 
e de Alta Complexidade ou Nível 
Terciário.
Detecção Precoce 
na Rede de Atenção 
à Saúde
5355
Figura 12: Ações de saúde segundo níveis de atenção
Fonte: INCA. Adaptação NEAD.
Na Figura 12 serão apresentadas as ações de saúde de acordo 
com cada nível de atenção. Conheça.
A Atenção Primária é responsável por comunicar e articular os 
pontos entre as redes, direcionando, de forma oportuna, a partir de 
conhecimento técnico ampliado, as demandas do indivíduo para os 
demais níveis de atenção, como o secundário e terciário.
IMPORTANTE
56
A promoção da saúde no câncer envolve um conjunto de 
estratégias e ações destinadas a prevenir a doença, detectar 
precocemente e melhorar a qualidade de vida de indivíduos 
afetados. 
Considerando os seguintes aspectos importantes que serão 
apresentados abaixo:
Essas ações e elementos destinam-se não apenas a diminuir a 
incidência e mortalidade por câncer, mas trabalham juntas para 
promover um estilo de vida saudável e melhorar a qualidade de vida 
das pessoas, enfatizando a importância da ação coletiva e do 
suporte social na promoção da saúde.
Saiba mais sobre câncer. Escaneie o QR 
code ou clique sobre ele para acessar a 
página do Instituto Nacional do Câncer 
(INCA).
● Educação e Conscientização
● Detecção Precoce
● Estilo de Vida Saudável
● Apoio Psicológico e Social
● Políticas Públicas
● Promoção da Saúde Mental
● Participação
● Ambientes Favoráveis
Saiba Mais
57
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer
https://www.gov.br/inca/pt-br
https://www.gov.br/inca/pt-br
06
POLÍTICAS PÚBLICAS DE 
CONTROLE E PREVENÇÃO 
DO CÂNCER
Conheça as políticas públicas 
destinadas à saúde ao controle e 
prevenção do câncer:
Política Nacional de Humanização (PNH): define os princípios e 
estabelece as diretrizes para valorização dos diferentes sujeitos 
envolvidos no processo de produção de saúde: usuários, 
trabalhadores e gestores.
Política Nacional de Atenção Básica (Pnab): estabelece 
diretrizes e normas para a organização da Atenção Primária, para 
a EstratégiaSaúde da Família (ESF) e para o Programa Agentes 
Comunitários de Saúde (Pacs). Para conhecer a Pnab, acesse o 
anexo XXII da Portaria de Consolidação nº 2.
Política Nacional de Promoção à Saúde (PNPS): tem por 
objetivo promover a qualidade de vida e reduzir a 
vulnerabilidade, bem como os riscos à saúde relacionados aos 
seus determinantes e condicionantes — modos de viver, 
condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, 
cultura e acesso a bens e serviços essenciais. Para conhecer a 
PNPS, acesse o anexo I da Portaria de Consolidação nº 2.
Rede de Atenção à Saúde: a Portaria de Consolidação nº 3 
concretiza as normas sobre a redes do SUS. Para conhecer a 
portaria, acesse: Rede de Atenção à Saúde.
Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas: 
o anexo IV da Portaria de Consolidação nº 3 define a Rede de 
Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito 
do SUS e estabelece diretrizes para a organização de suas linhas 
de cuidado.
01
02
03
04
POLÍTICAS GERAIS 
DE SAÚDE
59
05
Política Nacional de Assistência Social (Pnas): visa à garantia 
dos mínimos sociais, o provimento de condições para atender 
contingências sociais e universalização dos direitos sociais. 
Para conhecer a Pnas, acesse: Política Nacional de Assistência 
Social.
Entre as várias orientações do 
Ministério da Saúde voltadas para a 
organização do sistema de saúde em 
relação ao controle do câncer do 
Brasil, duas delas merecem destaque 
especial: 
06
AS POLÍTICAS ESPECÍFICAS 
RELACIONADAS AO 
CONTROLE DO CÂNCER 
02
03
60
Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no 
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa 
Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de 
Câncer: instituída em 2023, tem entre os objetivos diminuir a 
incidência dos diversos tipos de câncer e garantir o acesso 
adequado ao cuidado integral. A lei visa melhorar desde a 
prevenção até a reabilitação de pessoas com câncer, além 
de oferecer suporte psicológico.
A Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer 
na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças 
Crônicas no âmbito do SUS (PNPCC) – para conhecer a 
PNPCC, acesse o anexo IX da Portaria de Consolidação nº 2.
Portaria nº 1.399, de 17 de dezembro de 2019. Documento 
que redefine os critérios e parâmetros referenciais para a 
habilitação de estabelecimentos de saúde na alta 
complexidade em oncologia no âmbito do SUS. Acesse a 
íntegra da portaria nº 1.399/2019. 
01
O controle do câncer no país precisa do envolvimento de todos.
● No Brasil, a saúde é um direito de todos os cidadãos e cabe aos 
governos — federal, estadual e municipal — a responsabilidade 
de garanti-la.
● As políticas de saúde têm sido estabelecidas pelo Ministério da 
Saúde por meio das portarias e normas administrativas, 
considerando as prioridades sanitárias e as áreas que precisam 
de regulação. Esses documentos são publicados com a 
finalidade de ajudar no planejamento, na organização, na 
implementação, no monitoramento e na avaliação das ações de 
saúde para o controle das doenças.
● Nesse contexto, estão os trabalhadores e profissionais de saúde. 
Exercer suas atividades nos mais diversos postos de trabalho 
efetivos no país e saber quais são e como as políticas de saúde 
estão sendo desenvolvidas no seu Estado e na sua cidade 
também faz parte de suas atribuições enquanto profissional e 
cidadão. Procure conhecê-las. 
As políticas públicas de prevenção do câncer são fundamentais para 
reduzir a incidência da doença e melhorar a saúde da população. 
Refletindo
61
Essas políticas compreendem uma variedade de estratégias e 
ações que objetivam promover hábitos saudáveis, aumentar a 
conscientização sobre os fatores de risco e facilitar o acesso a 
serviços de saúde. 
Alguns dos principais componentes dessas políticas são:
Escaneie o QR code ou clique sobre 
ele para saber mais sobre a 
Legislação.
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 13: Ciclo de melhoria dos cuidados de saúde
62
https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14758.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14758.htm
07
SITUAÇÕES-PROBLEMA
Situação-Problema 1
● Nome: M.A.P.
● Idade: 55 anos
● Estado Civil: casada
● Profissão: do Lar
● Histórico Familiar: mãe com 
histórico de câncer de mama.
Queixa Principal:
Procura a UBS referindo um nódulo 
palpável na mama esquerda, notou 
há cerca de dois meses. O local está 
sensível com vermelhidão.
A seguir 
apresentaremos dois 
casos clínicos que 
poderão ser 
identificados em sua 
prática profissional. 
64
Exame Físico:
Ao exame físico, observa-se um nódulo de aproximadamente 4 cm 
na mama direita, com bordas irregulares e sensibilidade à 
palpação. A pele sobre o nódulo apresenta vermelhidão e calor.
Histórico da 
paciente M.A.P.
65
 
 
AVALIAÇÃO:
Diante da história clínica e do exame físico, a equipe de saúde da Atenção 
Primária decide encaminhar M.A.P. para uma avaliação especializada. São 
solicitados exames complementares, incluindo uma mamografia e uma 
ultrassonografia das mamas, além de uma biópsia do nódulo para 
confirmação diagnóstica.
1.
PLANO DE AÇÃO:
1. Encaminhar para serviço secundário;
2. Solicitar exames;
3. Indicar acompanhamento psicológico para suporte emocional;
4. Orientar sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento 
regular.
REFLEXÃO:
M.A.P. é uma paciente com alto risco devido ao histórico familiar e não 
seguiu as recomendações do Ministério da Saúde para realizar 
mamografias bienais. Ela procurou atendimento apenas após apresentar 
sintomas, levando à necessidade de um diagnóstico precoce. A equipe de 
saúde seguiu as diretrizes do SUS para solicitar exames e encaminhá-la ao 
nível secundário, visando avaliar a melhor proposta de tratamento 
conforme a Lei nº 12.732. Além disso, a UBS reconheceu a importância de 
oferecer suporte emocional e promover o autocuidado através de grupos 
na unidade.
66
 
Situação-Problema 2
Paciente: J.M.S., 58 anos, 
fumante há 30 anos, com 
histórico de tosse crônica e 
falta de ar progressiva. 
Recentemente, apresentou 
perda de peso inexplicada, 
fadiga intensa e dor torácica 
esporádica.
Diagnóstico Inicial: após 
avaliação clínica e realização 
de exames complementares 
(como tomografia 
computadorizada e biópsia 
pulmonar), foi diagnosticado 
com câncer de pulmão.
Contexto: procurou a UBS 
devido à perda do plano de 
saúde, agravamento dos 
sintomas respiratórios e piora 
da fadiga. Ele já possui 
comorbidades associadas, 
como hipertensão arterial e 
diabetes tipo 2.
O próximo caso prático é uma 
situação-problema na qual o 
paciente perdeu o plano de 
saúde durante uma 
investigação diagnóstica. Para 
dar continuidade, buscou auxílio 
na UBS.
67
Veja no infográfico a seguir quais os objetivos da APS:
Questões a serem consideradas:
garantir que tenha acesso a todos os exames e tratamentos 
necessários de forma ágil e eficaz;
identificar quais estratégias podem ser implementadas para o 
controle dos sintomas;
educar paciente e sua família sobre o controle das 
comorbidades associadas;
em momento oportuno, caso avançar da doença, informar a 
importância de um plano de cuidados paliativos para melhorar 
a qualidade de vida do paciente.
Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista).
Figura 14: Objetivos da APS
Acompanhamento do 
Paciente 
Envolve o monitoramento 
contínuo e a educação do 
paciente sobre o manejo da 
doença.
Prevenção de Complicações 
Foca na prevenção de 
complicações de saúde 
comuns em pacientes com 
câncer.
Encaminhamento para Tratamentos 
Facilita o acesso a tratamentos 
especializados, mantendo o 
acompanhamento contínuo.
Apoio Psicossocial 
Oferece suporte emocional e 
orientação para pacientes e 
suas famílias.
01
02
03
04
68
08
FINALIZANDO
Foram apresentados pontos importantes sobre epidemiologia,promoção da saúde e prevenção do câncer, que são essenciais 
para o trabalho do profissional da APS. 
Falamos sobre os números de incidência e mortalidade do câncer 
no Brasil, ressaltando a importância das ações de promoção e 
prevenção, como incentivar hábitos saudáveis e reduzir fatores de 
risco, como o uso do cigarro e a má alimentação. 
Também discutimos as estratégias de prevenção, como o 
rastreamento e a detecção precoce, que são fundamentais para 
identificar o câncer logo no início, o que aumenta as chances de 
sucesso no tratamento.
70
Além disso, falamos sobre os 
principais termos e conceitos 
em oncologia, explicando de 
forma simples o que é o câncer 
e os termos mais comuns na 
área. Também discutimos sobre 
políticas públicas de controle 
e prevenção do câncer, bem 
como direitos e benefícios do 
paciente oncológico.
Esse conteúdo será útil 
para sua prática diária, pois 
reforça o papel importante 
que o profissional da APS 
tem em atuar dentro da 
rede, favorecendo um 
atendimento 
individualizado, 
humanizado e eficaz, com 
foco na promoção da 
saúde e prevenção do 
câncer na comunidade.
71
09
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
AMERICAN CANCER SOCIETY. Cancer A-Z. Disponível em: 
https://www.cancer.org/cancer.html. Acesso em: 28 mar. 2025. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. 
Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2010. 95 p. (Série A. Normas e Manuais 
Técnicos) (Cadernos de Atenção Primária, n. 29).
BRASIL. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no 
SUS (CONITEC). Relatório de recomendação nº 541: Terapia alvo 
para melanoma. Brasília, 2020a. Disponível em: 
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relat
orio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf. Acesso em: 25 
mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). 
Portaria nº 1.399, de 17 de dezembro de 2019. Redefine os 
critérios e parâmetros referenciais para a habilitação de 
estabelecimentos de saúde na Alta Complexidade em oncologia 
no âmbito do Sistema único de Saúde (SUS). 2020b. Disponível em: 
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/doc
ument/informe-sus-onco-janeiro-2020_1.pdf. Acesso em: 24 mar. 
2025.
73
https://www.cancer.org/cancer.html
https://www.cancer.org/cancer.html
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relatorio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relatorio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf
https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relatorio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/portaria_1399_17dez2019.pdf%3E.
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/informe-sus-onco-janeiro-2020_1.pdf
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/informe-sus-onco-janeiro-2020_1.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica: Saúde 
da Família e Atenção à Saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 
2021. Disponível em: 
https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/35093/mod_resou
rce/content/1/un5/top4_1.html. Acesso em: 26 mar. 2025.
BRASIL. Lei nº 14.758, de 19 de dezembro de 2023. Institui a 
Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do 
Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de 
Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer; e altera a Lei nº 
8.080, de 19 de setembro de 1990 (Lei Orgânica da Saúde). Brasília, 
19 dez. 2023. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/
L14758.htm. Acesso em: 28 mar. 2025.
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