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Capacitação em Oncologia na Atenção Primária à Saúde Módulo II - Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer Brasília (DF) 2025 Aperfeiçoamento em Oncologia na Atenção Primária à Saúde Capacitação em Oncologia na Atenção Primária em Saúde E-book Disciplina 1 - Módulo II PROMOÇÃO DA SAÚDE CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE A.C.CAMARGO CANCER CENTER Tiragem: 1ª edição – 2025 – versão eletrônica Elaboração, distribuição e informações: CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE - CONASEMS Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, Sala 144 Zona Cívico-Administrativo CEP: 70058-900 – Brasília/DF Tel.: (61) 3022-8900 A.C.Camargo Cancer Center R. Prof. Antônio Prudente, 211 – Liberdade CEP: 01509-010 - São Paulo/S - Brasil Tel.: (11) 2189-5000 Coordenação-geral: Ana Paula Pinho – Diretora de Impacto Social A.C.Camargo Cancer Center Cristiane Martins Pantaleão – CONASEMS Hisham Mohamad Hamida – CONASEMS Samara Kielmann Almeida dos Reis – A.C.Camargo Cancer Center Organização: Núcleo Pedagógico do Conasems Coordenação técnica e pedagógica: Cristina Fatima Santos Crespo – CONASEMS Kelly Cristina Santana – CONASEMS Samara Kielmann Almeida dos Reis – A.C.Camargo Cancer Center Valdívia França Marçal – CONASEMS Coordenação Educacional: Kelly Cristina Santana – CONASEMS Elaboração de Conteúdo: Diego Furiato Gomes da Cruz Revisão técnica/Curadoria: Daiane Arruda Saraiva – A.C.Camargo Cancer Center Fernando Freitas Alves – A.C.Camargo Cancer Center Patricia da Silva Campos – CONASEMS Samara Kielmann Almeida Dos Reis – A.C.Camargo Cancer Center Sara de Araújo Almeida – A.C.Camargo Cancer Center Thiago Celestino Chulam – A.C.Camargo Cancer Center Designer Educacional: Jacqueline Colen Ferreira Santos Coordenação de desenvolvimento gráfico: Cristina Perrone – CONASEMS Diagramação e projeto gráfico: Aidan Bruno – CONASEMS André Persechini – CONASEMS Alexandre Itabayana – CONASEMS Bruno Vianna – CONASEMS Caroline Boaventura – CONASEMS Icaro Duarte – CONASEMS Lucas Mendonça – CONASEMS Luciana Campello – CONASEMS Luiz Carlos de Souza Coelho – CONASEMS Vinícius Tadeu – CONASEMS Wellington Tadeu – CONASEMS Ygor Baeta Lourenço – CONASEMS Revisão Linguística: Aline Ferreira de Almeida – CONASEMS Assessoria executiva: Conexões Consultoria em Saúde LTDA Fotografias e ilustrações: Biblioteca do Banco de Imagens do Conasems Imagens: Freepik Pexels Envato Flick Ministério da Saúde e CONASEMS Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte. 2025 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C.Camargo Cancer Center. Ficha Catalográfica Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C.Camargo Cancer Center. Promoção da Saúde [livro eletrônico]: Curso de Aperfeiçoamento em Oncologia na Atenção Primária em Saúde/ Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. [elaboração do conteúdo Diego Furiato Gomes da Cruz ]. - - 1. ed. - - Brasília. DF: CONASEMS, 2025. PDF Vários colaboradores. Bibliografia. 1. Definições 2. Oncologia. 3.Epidemiologia. 4. Promoção da Saúde. 5. Prevenção Seja bem-vindo(a) ao Módulo II: Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer. Neste módulo vamos explorar conceitos fundamentais desta área, além de analisar dois casos clínicos que enriquecerão o seu aprendizado. Entenderemos juntos como a Promoção da Saúde, tema da disciplina 1 deste módulo, envolve ações para melhorar a qualidade de vida e reduzir fatores de risco. Abordaremos na disciplina 2 a prevenção do câncer, focando nas medidas que visam evitar o desenvolvimento da doença. Prossiga na construção do seu conhecimento referente à disciplina 1: Promoção da Saúde. BEM-VINDO(A)! Ao longo do conteúdo, serão analisadas situações práticas, utilizando exemplos do seu cotidiano, com casos ilustrativos que conectem a teoria à prática. Esperamos que esse material seja uma ferramenta útil no seu processo de educação permanente em saúde, ajudando a realizar ações que previnam o câncer, reduzam seus efeitos e facilitem a detecção precoce. Estude o material com atenção e utilize-o como uma referência sempre que necessário! Não deixe de acompanhar a teleaula. Bons estudos! COMO NAVEGAR NESTE E-BOOK Antes de iniciar a leitura do material, veja aqui algumas dicas para aproveitar ao máximo os recursos disponíveis. SUMÁRIO: uma forma rápida de acessar facilmente as temáticas. Quer retornar à lista das temáticas? Basta clicar no ícone no canto superior da página. QR CODE Sempre que surgir o QR CODE, aponte a câmera do seu celular para acessar o conteúdo. Você também pode clicar sobre ele com o botão direito do mouse para abrir em uma nova aba ou navegador. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS APS | Atenção Primária à Saúde DCNT | Doenças Crônicas Não Transmissíveis ESF | Estratégia Saúde da Família INCA | Instituto Nacional de Câncer INEP | Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira HPV | Papilomavírus Humano PACS | Programa Agentes Comunitários de Saúde PNAB | Política Nacional de Atenção Básica PNAS | Política Nacional de Assistência Social PNH | Política Nacional de Humanização PNPCC | Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer PNPS | Política Nacional de Promoção à Saúde RCBP | Registros de Câncer de Base Populacional RHC | Registros Hospitalares de Câncer SIM/DATASUS | Sistema de Mortalidade / Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde SUS | Sistema Único de Saúde Diferenças entre os tipos de tumores FIGURA 01 20 Registros de câncer FIGURA 02 27 Análise de Incidência e Mortalidade do câncer FIGURA 03 28 Mortalidade dos principais cânceres no Brasil, em ambos os sexos, entre 2017 a 2023 FIGURA 04 33 Fatores de risco para o câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) FIGURA 05 37 Relação entre fatores de risco e câncer FIGURA 06 39 LISTA DE FIGURAS LISTA DE FIGURAS Causas de câncer FIGURA 07 40 Fatores de risco modificáveis e não modificáveis FIGURA 08 43 Programas de Rastreamento FIGURA 09 48 Estratégias de detecção precoce a partir da evolução da doença FIGURA 10 49 Processo de encaminhamento de pacientes com suspeita de câncer FIGURA 11 50 Ações de saúde segundo níveis de atenção FIGURA 12 56 Ciclo de melhoria dos cuidados de saúde FIGURA 13 62 Objetivos da APS FIGURA 14 68 LISTA DE FIGURAS Principais diferenças entre os tumores benignos e malignos QUADRO 01 21 Formas de tratamento para o câncer QUADRO 02 23 Modalidades de rastreamento QUADRO 03 51 Principais diferenças entre o rastreamento e o diagnóstico precoce QUADRO 04 53 LISTA DE QUADROS Incidência de câncer no Brasil TABELA 01 29 Distribuição proporcional dos 10 tipos de cânceres mais incidentes esperados para o triênio de 2023 a 2025, por sexo, exceto pele não melanoma TABELA 02 30 LISTA DE TABELAS APRESENTAÇÃO01 14 02 17TERMOS, DEFINIÇÕES E CONCEITOS EM ONCOLOGIA 03 25 EPIDEMIOLOGIA, PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DO CÂNCER COM FOCO NA APS 04 35ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM ONCOLOGIA ‘ SUMÁRIO 05 45DIAGNÓSTICO PRECOCE E RASTREAMENTO SUMÁRIO 07 63SITUAÇÕES-PROBLEMA 06 58POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO DO CÂNCER 08 69FINALIZANDO 09 72REFERÊNCIAS APRESENTAÇÃO 01 A Promoção da Saúde envolve ações que buscam melhorar a qualidade de vida e reduzir fatores de risco, incentivando estilos de vida saudáveis. Nesse sentido, a prevenção do câncer está relacionada às ações para evitar o surgimento dadoença, como: ● evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool; ● alimentação saudável e manter peso adequado; ● praticar atividade física regularmente; ● vacinar-se contra o HPV e Hepatite B; ● além do diagnóstico precoce por meio de exames de rastreamento, que iremos conhecer nas próximas disciplinas. A integração entre promoção da saúde e prevenção do câncer é essencial para reduzir a incidência, mortalidade e impacto social da doença. 15 11 Em virtude desta magnitude, instituiu-se a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) que é uma política do Ministério da saúde a qual organiza e orienta as ações de prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos relacionados ao câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Vale ressaltar a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer. A PNPCC e a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer tem como objetivo reduzir a incidência, a mortalidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas com câncer, promovendo o acesso equitativo e integral aos serviços de saúde. 17 16 02 TERMOS, DEFINIÇÕES E CONCEITOS EM ONCOLOGIA Câncer é um termo que abrange mais de 100 diferentes tipos de doenças malignas que têm em comum o crescimento desordenado de células, que podem invadir tecidos adjacentes ou órgãos a distância. O câncer surge a partir de uma alteração no DNA da célula, que recebe instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas. VAMOS CONVERSAR SOBRE NEOPLASIA? O processo de formação do câncer é chamado de carcinogênese ou oncogênese e, em geral, acontece lentamente, levando vários anos para uma célula cancerosa se propagar e dar origem a um tumor visível. Nessa perspectiva, os efeitos cumulativos de diferentes agentes cancerígenos ou carcinógenos são os responsáveis pelo início, promoção, progressão e inibição do tumor. 18 14 A carcinogênese é determinada pela exposição a esses agentes, em uma dada frequência e em dado período, e pela interação entre eles. Devem ser consideradas as características individuais, que facilitam ou dificultam a instalação do dano celular. Esse processo é composto por três estágios: de iniciação, de promoção e de progressão. Tumor e neoplasia – É importante explicar que nem todo tumor ou neoplasia é câncer, mas todo câncer é uma forma de neoplasia ou tumor maligno. Saiba Mais 19 Além disso, cada um tem características diferentes, como está detalhado no Quadro 1 e ilustrado na Figura 1. Na imagem abaixo (Figura 1), é possível observar uma estrutura bem definida, com bordas claras e um conteúdo parecido. Já na imagem à direita, o tumor maligno apresenta um crescimento desorganizado, sem limites claros e bem definidos. Figura 1: Diferenças entre os tipos de tumores Fonte: INCA, 2020. Tumor benigno Tumor maligno 20 Quadro 1: Principais diferenças entre os tumores benignos e malignos Tumor benigno Tumor maligno Formado por células que são bem diferentes das células normais, com uma estrutura parecida com o tecido de onde elas surgiram. Formado por células muito diferentes das normais, chamadas de anaplásicas; essas células são atípicas e não têm uma função específica. Crescimento lento, que pode diminuir ou parar; as divisões das células (mitoses) são normais e acontecem raramente. Crescimento rápido, as divisões celulares (mitoses) são anormais e numerosas. Não se espalha para outras partes do corpo (metástase). Geralmente se espalha para outras partes do corpo (metástase). Fonte: INCA, 2020. 21 Existem três principais formas de tratar o câncer: cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Além dessas, também existem: ● hormonioterapia; ● imunoterapia; ● terapia-alvo; e ● transplante de medula óssea. Tratamentos medicamentosos podem ser usados juntos à radioterapia, dependendo do tipo de câncer. Segue abaixo mais informações sobre esses tratamentos (Quadro 2), a seguir. QUAIS AS FORMAS DE SE TRATAR O CÂNCER? 22 Método de Tratamento Descrição Quimioterapia Destrói células cancerígenas que formam um tumor ou se multiplicam descontroladamente. Estas células estão espalhadas por todo o corpo. Radioterapia Atua em uma área específica do corpo. Utiliza equipamentos especiais para aplicar radiação em regiões predeterminadas. Cirurgia Remove o tumor e, em alguns casos, parte dos tecidos ao redor para garantir que todas as células cancerosas sejam retiradas. Pode ser o único tratamento ou combinado com quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo ou radioterapia. Imunoterapia Ajuda o próprio sistema imunológico do corpo a combater as células cancerosas. Fortalece as defesas naturais do organismo para identificar e atacar o câncer de forma mais eficaz. Terapia-alvo Alveja diretamente partes específicas das células cancerosas (receptores) que causam o crescimento e disseminação do tumor. Afeta apenas as células cancerosas, causando menos danos às células normais. Transplante Medula Óssea Substitui a medula óssea doente por células-tronco saudáveis que produzirão novas células sanguíneas. É utilizado para tratar certos casos, como leucemia e outros distúrbios sanguíneos. Quadro 2: Formas de tratamento para o câncer Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). 23 É importante que o profissional da Atenção Primária conheça os principais tratamentos para compreender as necessidades das pessoas com câncer ao utilizarem o serviço de saúde na Atenção Primária. A imunoterapia é um avanço recente no tratamento do câncer, e alguns tipos de medicamentos já estão sendo oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como o Ipilimumabe, Nivolumabe, Pembrolizumabe. No entanto, ela é indicada para alguns tipos específicos de melanoma. Cada ser é único, por isso, é importante entender que não existe apenas um tratamento que funcione para todos os casos de câncer. Para a equipe médica definir o tratamento mais adequado para o paciente, é preciso saber qual o tipo de câncer, suas características morfológicas, a etapa do desenvolvimento da doença e outros aspectos, como a resposta do paciente ao tratamento indicado. Para saber mais sobre o câncer, clique aqui ou escaneio o QR code ao lado. Acesse a página do Instituto Nacional do Câncer – INCA e realize a leitura do livro ABC do Câncer – Abordagens Básicas para o Controle do Câncer. Atenção 24 https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer 03 EPIDEMIOLOGIA, PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DO CÂNCER COM FOCO NA APS A epidemiologia é a ciência que estuda como as doenças se espalham em diferentes lugares, como cidades e áreas rurais, ao longo do tempo. Ela nos ajuda a monitorar a população para identificar se doenças, como o câncer, estão aumentando ou diminuindo. Esses dados revelam quais tipos são mais comuns em diferentes faixas etárias e gêneros — como crianças, jovens, adultos, idosos, homens e mulheres. Essa análise é muito relevante, pois permite entender com mais precisão quais tipos de câncer ocorrem com maior frequência e em que idade aparecem. Com essas informações, é possível planejar melhor ações de prevenção e tratamento, aumentando as chances de cura e evitando mortes prematuras (entre 30 e 69 anos). O QUE É EPIDEMIOLOGIA? 26 Conforme vimos no Módulo I – Disciplina 1, Epidemiologia doCâncer, essas são as fontes de dados sobre câncer no Brasil que qualquer pessoa pode acessar online: Figura 2: Registros de Câncer Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). 1. Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP): coleta dados sobre novos casos de câncer em diferentes regiões. 2. Registros Hospitalares de Câncer (RHC): registra informações dos pacientes que recebem tratamento nos hospitais. 3. Sistema de Mortalidade (SIM/DATASUS): informa sobre as causas de morte, incluindo câncer. Então, todos esses sistemas de controle são de extrema importância para a saúde pública e para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. RCBP Coleta dados sobre novos casos de câncer. RHC Registra informações dos pacientes que recebem tratamento nos hospitais. SIM/DATASUS Informa sobre as causas de morte. ONDE ENCONTRAR OS DADOS EPIDEMIOLÓGICOS? 27 Quando falamos de epidemiologia, é importante entender os conceitos de incidência e mortalidade, já estudados na disciplina anterior. Eles ajudam a mostrar o impacto das doenças na população. Relembrando os conceitos: Incidência: refere-se ao número de novos casos de câncer diagnosticados em um determinado período. Mortalidade: refere-se ao número de mortes causadas pelo câncer em um determinado período. Esses termos são importantes para entender como o câncer afeta as pessoas no Brasil. Você consegue pensar em por que essas informações são importantes para seu trabalho? Veja no infográfico a seguir um exemplo sobre a análise de incidência e mortalidade no câncer. Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Câncer de pâncreas Baixa incidência, mas alta mortalidade, indica diagnóstico tardio. Câncer de pele Baixa incidência e mortalidade devido à detecção precoce. Câncer de mama Alta incidência, mas baixa mortalidade, devido ao rastreamento eficaz. Câncer de pulmão Alta incidência e mortalidade refletem agressividade da doença. Figura 3: Análise de Incidência e Mortalidade do câncer 28 Entre 2023 e 2025, o Brasil deve ter 704 mil novos casos de câncer, sendo 483 mil se excluirmos o câncer de pele não melanoma (afeta a camada mais superficial da pele), que será o mais comum (220 mil casos). Os cânceres mais frequentes serão: Tabela 1: Incidência de câncer no Brasil Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). COMO ESTÁ A INCIDÊNCIA DE CÂNCER NO BRASIL? Novos Casos de Câncer no Brasil (2023-2025) 29 A Tabela 2 mostra a distribuição proporcional dos 10 tipos de cânceres mais incidentes estimados para o triênio de 2023 a 2025, por sexo. Fonte: INCA, 2020. Tabela 2: Distribuição proporcional dos 10 tipos de cânceres mais incidentes esperados para o triênio de 2023 a 2025, por sexo, exceto pele não melanoma 30 26 Esses dados mostram como a doença é uma das principais preocupações de saúde pública. A incidência de câncer será maior em homens (17% a mais do que em mulheres, em alguns casos), com números parecidos aos de países em desenvolvimento. As regiões Sul e Sudeste terão 70% dos casos, com a maioria acontecendo na Região Sudeste. No entanto, os tipos de câncer podem variar em cada região do Brasil. Entre 2023 e 2025, espera-se que, a cada ano, cerca de 7.930 novos casos de câncer ocorram em crianças e adolescentes no Brasil. Isso significa que a cada 1 milhão de crianças e adolescentes, aproximadamente 134 podem ser diagnosticados com algum tipo de câncer. Desse total, a previsão é que ocorram 4.230 casos em meninos e 3.700 casos em meninas, sendo o risco um pouco maior para os meninos: cerca de 140 casos por milhão, enquanto para as meninas esse número é de 128 casos por milhão. IMPORTANTE Cerca de 80% a 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio ser humano, os hábitos e o comportamento podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer. 31 27 Por outro lado, entre 10% e 20% dos casos de câncer têm uma ligação genética, ou seja, passam de pais para filhos. Há exames especializados que ajudam a identificar esse tipo de câncer mais cedo. Esses tipos de tumores, associados à herança genética, costumam acometer pessoas com menos de 40 anos. A seguir, iremos abordar mais detalhes sobre os fatores de risco do câncer. Isso vai te ajudar a entender melhor como orientar as famílias e a comunidade sobre prevenção e cuidados necessários! 32 28 Os tipos de câncer que mais causam mortes no Brasil, em ambos os sexos, estão apresentados na Figura 4: Pulmão, Próstata, Estômago, Esôfago e colorretal (intestino grosso). A mortalidade por câncer no Brasil também é preocupante, e esse número tende a aumentar com o envelhecimento da população e os fatores de risco, como hábitos de vida pouco saudáveis. Em 2021, mais de 230 mil pessoas morreram por causa da doença no país. Imaginem uma cidade com essa quantidade de moradores! Isso equivale à população dessa cidade desaparecendo em um único ano. Isso dá uma ideia do impacto devastador da doença no país. MORTALIDADE POR CÂNCER NO BRASIL 25 Figura 4: Mortalidade dos principais cânceres no Brasil, em ambos os sexos, entre 2017 a 2023 Fonte: Adaptado de INCA, 2017/2023. 33 293 3 No Brasil, o câncer tem uma grande repercussão na economia e na qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Ele acresce os custos para o sistema de saúde e diminui a capacidade de trabalho das pessoas. Por isso, entender esses dados e investir na prevenção e no diagnóstico precoce pode ajudar a minimizar os gastos e melhorar a vida dos pacientes. Vamos pensar juntos? Muitas vezes, os pacientes demoram a buscar atendimento ou diagnóstico precoce, o que aumenta o risco de morte. Como profissional da APS, é importante educar e conscientizar a comunidade sobre fatores de risco e as medidas de prevenção. Atenção Refletindo O Instituto Nacional de Câncer (INCA) organiza a publicação das estimativas de câncer desde 1995. A metodologia adotada é análoga à utilizada pela International Agency for Research on Cancer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), nas estimativas mundiais. Suas principais fontes de informação são os registros de câncer e o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Esses sistemas são continuamente monitorados e aperfeiçoados de modo a garantir uma ampla cobertura, com qualidade, em todo o território nacional. 34 https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO EM ONCOLOGIA 04 A Organização Mundial da Saúde acredita que cerca de 40% das mortes por câncer poderiam ser evitadas, o que faz da prevenção um componente primordial aos planos de controle do câncer, uma vez que o câncer é uma doença cujo processo tem início com um dano a um gene ou a um grupo de genes e alguns fatores podem contribuir para o seu desenvolvimento. Dessa forma, a prevenção do câncer refere-se a um conjunto de medidas para diminuir ou preservar a exposição do indivíduo a fatores que aumentam a possibilidade de desenvolver uma determinada doença ou sofrer um determinado agravo. PREVENIR O CÂNCER É POSSÍVEL? 36 Os Fatores de risco de câncer podem ser encontrados no ambiente físico, ser herdados ou retratar comportamentos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural. Veja o infográfico a seguir e conheça outros fatores: A prevenção com ênfase nos fatores associados ao modo de vida em todas as idades e com intervenções de combate a agentes ambientais e ocupacionais cancerígenos pode trazer bons resultados na redução do câncer. Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 5: Fatores de risco para o câncer e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)Acesso à informação Disponibilidade de conhecimento e dados. Educação Nível de escolaridade. Nível socioeconômico O status financeiro e social de um indivíduo. Desigualdades sociais Disparidades no acesso a recursos e oportunidades. Acesso a bens e serviços Disponibilidade de necessidades essenciais e serviços. 37 O risco de câncer, em uma determinada população, depende das condições sociais, ambientais, políticas e econômicas que a rodeiam, bem como das características biológicas dos indivíduos que a compõem. Essa compreensão é essencial na definição de investimentos em pesquisas de avaliação de risco e em ações efetivas de prevenção. Há fatores que dão ao organismo a capacidade de se proteger contra determinada doença, conhecidos como fatores de proteção. Podemos considerar tais fatores, o consumo de frutas, legumes e verduras, a prática de atividade física e a amamentação. É de extrema importância que a educação em saúde e a promoção do conhecimento sobre hábitos e alimentação saudáveis sejam realizados na APS. CAUSAS DE CÂNCER 38 O estudo dos fatores de risco e de proteção, isolados ou combinados, permite estabelecer relações de causa-efeito com determinados tipos de câncer, porém, alguns aspectos devem ser enfatizados: Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 6: Relação entre fatores de risco e câncer Identificação de Fatores de Risco Estabelecimento de relações causa-efeito Dificuldade de reconhecimento Surgimento tardio de sintomas Causas variadas Causas externas Causas Internas Interrelação 39 Pensando sobre as causas externas ou internas ao organismo, ambas estão interrelacionadas, conforme Figura 7: Figura 7: Causas de câncer Fonte: INCA, 2020. Podemos considerar como causas externas: o cigarro: pode causar câncer de pulmão em cerca de 90% dos casos; a bebida alcoólica: pode causar câncer de boca, orofaringe e laringe; 40 Se houver um serviço de apoio à pessoa que deseja parar de fumar ou ingerir bebida alcoólica, comunique ao usuário do serviço para que ele possa buscar apoio especializado. micro-organismos, como o Papilomavírus Humano (HPV): associado aos cânceres do colo do útero, pênis, entre outros. Helicobacter Pylori (HP): bactéria associada ao desenvolvimento do câncer gástrico e do linfoma gástrico, entre outros. comportamentos sedentários: a obesidade e a alimentação não saudável podem causar diversos tipos de câncer, como de intestino, ovário, endométrio, tireoide, mama, próstata, esôfago, fígado, entre outros. Já as causas internas, como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. São raros os casos exclusivos de câncer associados a fatores hereditários, familiares e étnicos. Alguns tipos de câncer, como os de mama, estômago e intestino, parecem ter correlação familiar, embora não se possa afastar a hipótese de exposição a outros fatores. 41 Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso poderia explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando ocorre exposição a um mesmo carcinógeno. Sim. A exposição a alguns fatores de risco modificáveis, principalmente no de maior impacto, podem substituir modos de vida individual e coletivo. Podemos classificar os fatores de risco entre modificáveis e não modificáveis. E quais são esses fatores de risco Mas será que é possível modificar o risco de uma pessoa desenvolver câncer? 42 Veja o infográfico a seguir sobre esses dois fatores: Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 8: Fatores de risco modificáveis e não modificáveis 43 A prevenção do câncer depende de medidas para reduzir ou evitar a exposição aos seus fatores de risco. Esse é o nível mais abrangente das ações de controle da doença. Refletindo 44 No que se refere aos fatores modificáveis, a APS tem um papel relevante na promoção da saúde através da educação e conscientização sobre a prática de hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, manutenção do peso corporal adequado e alimentação balanceada. DIAGNÓSTICO PRECOCE E RASTREAMENTO 05 De maneira geral, entende-se que, quanto antes o câncer for detectado e tratado, mais efetivo o tratamento tende a ser, maior a possibilidade de cura e melhor a qualidade de vida do paciente. A seguir, você vai conhecer as duas estratégias utilizadas na detecção precoce: • diagnóstico precoce; • rastreamento. Diagnóstico precoce O diagnóstico precoce tem como objetivo identificar uma doença o mais cedo possível, a partir dos sintomas e/ou sinais clínicos apresentados pelo paciente. Por isso, é essencial que os profissionais de saúde conheçam os principais sinais, sintomas e fatores de risco para o câncer. A exposição a fatores de risco é uma das condições que devem ser observadas na suspeita da doença. 46 O rastreamento é realizado de forma sistemática através de exames em pessoas sem sinais e sintomas que tem por objetivo encontrar o câncer pré-clínico ou as lesões pré-cancerígenas e encaminhar para investigação diagnóstica. De acordo com o Ministério da Saúde, programas de rastreamento podem ser oferecidos de duas formas. Rastreamento organizado: ou rastreamento populacional, ocorre quando um exame comprovadamente efetivo para detectar uma doença, condição ou risco é oferecido de forma sistematizada para a população-alvo. Rastreamento oportunístico: ocorre quando a pessoa procura o serviço de saúde por algum outro motivo e o profissional de saúde aproveita o momento para ofertar um exame comprovadamente efetivo para detectar uma determinada doença, condição ou risco. Veja a seguir a demonstração gráfica destas duas formas: Rastreamento 47 A APS é a porta de entrada do usuário do serviço de saúde que necessita realizar exames de rastreamento. Conhecer os tipos e a sua importância contribui para a realização do diagnóstico precoce. Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 9: Programas de Rastreamento 48 Diagnóstico precoce é a estratégia utilizada na tentativa de se descobrir, o mais cedo possível, uma doença, valorizando e considerando os sintomas e/ou sinais clínicos que o paciente apresenta, principalmente quando associados aos fatores de risco. Já o rastreamento, quando indicado, deve ser ofertado segundo diretrizes do Ministério da Saúde que estabeleçam a população-alvo, o tipo de exame e a periodicidade, conforme Figura 10. Figura 10: Estratégias de detecção precoce a partir da evolução da doença Fonte: Adaptado de World Health Organization, 2020, p. 73. Refletindo 49 Câncer pré-invasivo Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 11: Processo de encaminhamento de pacientes com suspeita de câncer Sua atuação como profissional de saúde nessa forma de controle é de suma importância, lembrando que a APS é um espaço privilegiado para ações de detecção precoce de câncer, que, evidentemente, terão impacto na sobrevida do paciente em muitos tipos de câncer. Em sua prática assistencial, aplique seus aprendizados: 50 Quadro 3: Modalidades de rastreamento Fonte: Elaborado pelo INCA com base em World Health Organization, 2020. Programas de rastreamento organizado tendem a ser mais custo-efetivos, além de causarem menos danos. A OMS classifica o rastreamento em dois tipos, o oportunístico e o organizado. É possível enumerar alguns critérios, geralmente utilizados para distinguir as duas modalidades de rastreamento. Veja a seguir no Quadro 3 as Modalidades de rastreamento. Rastreamento oportunístico Os exames de rastreamento são realizados a partir de demanda própria dos indivíduos ou oferecidos por profissionais de saúde por ocasiãoda procura da unidade por outros motivos. Rastreamento organizado Há uma coordenação das ações. A população-alvo é monitorada e convidada para a realização do exame de rastreamento na periodicidade definida. Os fluxos de seguimento na investigação diagnóstica e tratamento são bem definidos e os indicadores do programa são monitorados periodicamente. Nessa modalidade, existe um monitoramento das informações e dos indicadores relativos ao rastreamento e ao seguimento dos indivíduos. Em geral, há programas de qualidade relativos ao teste de rastreamento e/ou de confirmação diagnóstica. 51 A convocação e o monitoramento da população permitem alcançar os indivíduos que necessitam realizar o exame na idade e na periodicidade recomendadas, diminuindo a possibilidade de repetições desnecessárias de exames e de rastreamento em indivíduos fora da população-alvo. Entre os benefícios descritos do rastreamento, destaca-se o pressuposto de que detectar o câncer em um estágio assintomático resultará em aplicação de tratamentos menos agressivos, maior possibilidade de sucesso no tratamento e aumento da sobrevida. Entretanto, evidências sólidas indicam importantes riscos à saúde, como resultados falsos-positivos e falsos-negativos, sobretratamento e sobrediagnóstico. Esses malefícios também podem levar ao aumento de custos para o indivíduo e o sistema de saúde. PENSE NISSO: O diagnóstico precoce é uma das estratégias para a detecção precoce do câncer, direcionada a indivíduos com sinais e/ou sintomas suspeitos, visando identificar o câncer no estágio mais inicial possível. 52 Para sintetizar as distinções entre as estratégias de detecção precoce, o Quadro 4 apresenta as principais diferenças entre o rastreamento e o diagnóstico precoce. Componentes Diagnóstico precoce Rastreamento Teste ou exame. O teste diagnóstico é aplicado apenas nas pessoas com sintomas. O teste de rastreamento é aplicado em uma população-alvo previamente definida, e, naqueles que apresentarem resultado positivo, serão aplicados outros testes para a confirmação diagnóstica. Requisitos para o sistema de saúde. Instalações e profissionais para o diagnóstico clínico oportuno, patologia, radiologia, estadiamento, acesso ao tratamento imediato. Além dos requisitos para o diagnóstico precoce, são imprescindíveis recursos adicionais para o convite e a aplicação do teste de rastreamento em toda a população-alvo definida, bem como testes diagnósticos adicionais para todas as pessoas que tiveram resultado positivo no rastreamento. Necessidade de profissionais capacitados. Profissionais de saúde habilitados para identificar sinais e sintomas precoces, diagnosticar e tratar o câncer. Profissionais de saúde capacitados, como no diagnóstico precoce, e profissionais adicionais para realizar os exames de rastreamento e a interpretação de seus resultados. Estratégia de conscientização da população. Conhecimento sobre sinais e sintomas suspeitos de câncer para obter avaliação médica imediata. Conhecimento sobre sinais e sintomas de câncer e sobre os critérios para participação no programa de rastreamento. Quadro 4: Principais diferenças entre o rastreamento e o diagnóstico precoce Diferenças entre rastreamento e diagnóstico precoce 53 Componentes Diagnóstico precoce Rastreamento Seguimento. Fluxo de referência para garantir tratamento acessível e disponível. Busca da população ausente no rastreamento e aumento da responsabilidade para garantir acompanhamento dos casos positivos. Potenciais benefícios. Redução do estadiamento da doença no diagnóstico, quando vinculado ao tratamento, pode ocorrer redução na mortalidade. Potencial redução da incidência na população, se o objetivo do rastreamento for a detecção e o tratamento da lesão precursora (por exemplo, cânceres do colo do útero e de cólon e reto); redução no estadiamento da doença no momento do diagnóstico na população-alvo; Redução da mortalidade quando o rastreio for efetivo e vinculado ao tratamento adequado. Potenciais malefícios. Baixo: testes são limitados às pessoas com sinais e sintomas. Alto: testes são aplicados a toda a população-alvo. Geralmente, muitos resultados positivos no rastreamento não serão cânceres, mas requerem exames e procedimentos adicionais que podem levar a complicações, danos psicológicos e aumento de custos financeiros. Alguns resultam em sobrediagnóstico e sobretratamento. Aplicabilidade e evidências científicas atuais. É bem aceito pelos serviços de saúde para melhorar o diagnóstico oportuno de câncer. Relevante para todos os sistemas de saúde, especialmente para os mais frágeis. Benefícios documentados em sistemas com bastante recursos, para um número limitado de cânceres (por exemplo, colo do útero e mama); evidência de danos e custos significativos. 54 A detecção precoce do câncer deve ser realizada principalmente no âmbito da Atenção Primária, observando as evidências científicas, os protocolos nacionais e a realidade locorregional, conforme disposto na Política Nacional para Prevenção e Controle de Câncer (PNPCC) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer. A Atenção Primária é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde, sendo a coordenadora do cuidado e a ordenadora da rede de atenção. Está organizada de modo a responder, de forma regionalizada, contínua e sistematizada, à maior parte das necessidades de saúde de uma população, integrando ações preventivas e curativas, bem como a atenção a indivíduos e comunidades. Os níveis de atenção diferenciam-se de acordo com a tecnologia oferecida e dividem-se em Atenção Primária, Média Complexidade ou Nível Secundário e de Alta Complexidade ou Nível Terciário. Detecção Precoce na Rede de Atenção à Saúde 5355 Figura 12: Ações de saúde segundo níveis de atenção Fonte: INCA. Adaptação NEAD. Na Figura 12 serão apresentadas as ações de saúde de acordo com cada nível de atenção. Conheça. A Atenção Primária é responsável por comunicar e articular os pontos entre as redes, direcionando, de forma oportuna, a partir de conhecimento técnico ampliado, as demandas do indivíduo para os demais níveis de atenção, como o secundário e terciário. IMPORTANTE 56 A promoção da saúde no câncer envolve um conjunto de estratégias e ações destinadas a prevenir a doença, detectar precocemente e melhorar a qualidade de vida de indivíduos afetados. Considerando os seguintes aspectos importantes que serão apresentados abaixo: Essas ações e elementos destinam-se não apenas a diminuir a incidência e mortalidade por câncer, mas trabalham juntas para promover um estilo de vida saudável e melhorar a qualidade de vida das pessoas, enfatizando a importância da ação coletiva e do suporte social na promoção da saúde. Saiba mais sobre câncer. Escaneie o QR code ou clique sobre ele para acessar a página do Instituto Nacional do Câncer (INCA). ● Educação e Conscientização ● Detecção Precoce ● Estilo de Vida Saudável ● Apoio Psicológico e Social ● Políticas Públicas ● Promoção da Saúde Mental ● Participação ● Ambientes Favoráveis Saiba Mais 57 https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer https://www.gov.br/inca/pt-br https://www.gov.br/inca/pt-br 06 POLÍTICAS PÚBLICAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO DO CÂNCER Conheça as políticas públicas destinadas à saúde ao controle e prevenção do câncer: Política Nacional de Humanização (PNH): define os princípios e estabelece as diretrizes para valorização dos diferentes sujeitos envolvidos no processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores. Política Nacional de Atenção Básica (Pnab): estabelece diretrizes e normas para a organização da Atenção Primária, para a EstratégiaSaúde da Família (ESF) e para o Programa Agentes Comunitários de Saúde (Pacs). Para conhecer a Pnab, acesse o anexo XXII da Portaria de Consolidação nº 2. Política Nacional de Promoção à Saúde (PNPS): tem por objetivo promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade, bem como os riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes — modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura e acesso a bens e serviços essenciais. Para conhecer a PNPS, acesse o anexo I da Portaria de Consolidação nº 2. Rede de Atenção à Saúde: a Portaria de Consolidação nº 3 concretiza as normas sobre a redes do SUS. Para conhecer a portaria, acesse: Rede de Atenção à Saúde. Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas: o anexo IV da Portaria de Consolidação nº 3 define a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do SUS e estabelece diretrizes para a organização de suas linhas de cuidado. 01 02 03 04 POLÍTICAS GERAIS DE SAÚDE 59 05 Política Nacional de Assistência Social (Pnas): visa à garantia dos mínimos sociais, o provimento de condições para atender contingências sociais e universalização dos direitos sociais. Para conhecer a Pnas, acesse: Política Nacional de Assistência Social. Entre as várias orientações do Ministério da Saúde voltadas para a organização do sistema de saúde em relação ao controle do câncer do Brasil, duas delas merecem destaque especial: 06 AS POLÍTICAS ESPECÍFICAS RELACIONADAS AO CONTROLE DO CÂNCER 02 03 60 Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer: instituída em 2023, tem entre os objetivos diminuir a incidência dos diversos tipos de câncer e garantir o acesso adequado ao cuidado integral. A lei visa melhorar desde a prevenção até a reabilitação de pessoas com câncer, além de oferecer suporte psicológico. A Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas no âmbito do SUS (PNPCC) – para conhecer a PNPCC, acesse o anexo IX da Portaria de Consolidação nº 2. Portaria nº 1.399, de 17 de dezembro de 2019. Documento que redefine os critérios e parâmetros referenciais para a habilitação de estabelecimentos de saúde na alta complexidade em oncologia no âmbito do SUS. Acesse a íntegra da portaria nº 1.399/2019. 01 O controle do câncer no país precisa do envolvimento de todos. ● No Brasil, a saúde é um direito de todos os cidadãos e cabe aos governos — federal, estadual e municipal — a responsabilidade de garanti-la. ● As políticas de saúde têm sido estabelecidas pelo Ministério da Saúde por meio das portarias e normas administrativas, considerando as prioridades sanitárias e as áreas que precisam de regulação. Esses documentos são publicados com a finalidade de ajudar no planejamento, na organização, na implementação, no monitoramento e na avaliação das ações de saúde para o controle das doenças. ● Nesse contexto, estão os trabalhadores e profissionais de saúde. Exercer suas atividades nos mais diversos postos de trabalho efetivos no país e saber quais são e como as políticas de saúde estão sendo desenvolvidas no seu Estado e na sua cidade também faz parte de suas atribuições enquanto profissional e cidadão. Procure conhecê-las. As políticas públicas de prevenção do câncer são fundamentais para reduzir a incidência da doença e melhorar a saúde da população. Refletindo 61 Essas políticas compreendem uma variedade de estratégias e ações que objetivam promover hábitos saudáveis, aumentar a conscientização sobre os fatores de risco e facilitar o acesso a serviços de saúde. Alguns dos principais componentes dessas políticas são: Escaneie o QR code ou clique sobre ele para saber mais sobre a Legislação. Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 13: Ciclo de melhoria dos cuidados de saúde 62 https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/abc-do-cancer-abordagens-basicas-para-o-controle-do-cancer https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14758.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14758.htm 07 SITUAÇÕES-PROBLEMA Situação-Problema 1 ● Nome: M.A.P. ● Idade: 55 anos ● Estado Civil: casada ● Profissão: do Lar ● Histórico Familiar: mãe com histórico de câncer de mama. Queixa Principal: Procura a UBS referindo um nódulo palpável na mama esquerda, notou há cerca de dois meses. O local está sensível com vermelhidão. A seguir apresentaremos dois casos clínicos que poderão ser identificados em sua prática profissional. 64 Exame Físico: Ao exame físico, observa-se um nódulo de aproximadamente 4 cm na mama direita, com bordas irregulares e sensibilidade à palpação. A pele sobre o nódulo apresenta vermelhidão e calor. Histórico da paciente M.A.P. 65 AVALIAÇÃO: Diante da história clínica e do exame físico, a equipe de saúde da Atenção Primária decide encaminhar M.A.P. para uma avaliação especializada. São solicitados exames complementares, incluindo uma mamografia e uma ultrassonografia das mamas, além de uma biópsia do nódulo para confirmação diagnóstica. 1. PLANO DE AÇÃO: 1. Encaminhar para serviço secundário; 2. Solicitar exames; 3. Indicar acompanhamento psicológico para suporte emocional; 4. Orientar sobre a importância do autocuidado e do acompanhamento regular. REFLEXÃO: M.A.P. é uma paciente com alto risco devido ao histórico familiar e não seguiu as recomendações do Ministério da Saúde para realizar mamografias bienais. Ela procurou atendimento apenas após apresentar sintomas, levando à necessidade de um diagnóstico precoce. A equipe de saúde seguiu as diretrizes do SUS para solicitar exames e encaminhá-la ao nível secundário, visando avaliar a melhor proposta de tratamento conforme a Lei nº 12.732. Além disso, a UBS reconheceu a importância de oferecer suporte emocional e promover o autocuidado através de grupos na unidade. 66 Situação-Problema 2 Paciente: J.M.S., 58 anos, fumante há 30 anos, com histórico de tosse crônica e falta de ar progressiva. Recentemente, apresentou perda de peso inexplicada, fadiga intensa e dor torácica esporádica. Diagnóstico Inicial: após avaliação clínica e realização de exames complementares (como tomografia computadorizada e biópsia pulmonar), foi diagnosticado com câncer de pulmão. Contexto: procurou a UBS devido à perda do plano de saúde, agravamento dos sintomas respiratórios e piora da fadiga. Ele já possui comorbidades associadas, como hipertensão arterial e diabetes tipo 2. O próximo caso prático é uma situação-problema na qual o paciente perdeu o plano de saúde durante uma investigação diagnóstica. Para dar continuidade, buscou auxílio na UBS. 67 Veja no infográfico a seguir quais os objetivos da APS: Questões a serem consideradas: garantir que tenha acesso a todos os exames e tratamentos necessários de forma ágil e eficaz; identificar quais estratégias podem ser implementadas para o controle dos sintomas; educar paciente e sua família sobre o controle das comorbidades associadas; em momento oportuno, caso avançar da doença, informar a importância de um plano de cuidados paliativos para melhorar a qualidade de vida do paciente. Fonte: Adaptado de Diego Cruz (conteudista). Figura 14: Objetivos da APS Acompanhamento do Paciente Envolve o monitoramento contínuo e a educação do paciente sobre o manejo da doença. Prevenção de Complicações Foca na prevenção de complicações de saúde comuns em pacientes com câncer. Encaminhamento para Tratamentos Facilita o acesso a tratamentos especializados, mantendo o acompanhamento contínuo. Apoio Psicossocial Oferece suporte emocional e orientação para pacientes e suas famílias. 01 02 03 04 68 08 FINALIZANDO Foram apresentados pontos importantes sobre epidemiologia,promoção da saúde e prevenção do câncer, que são essenciais para o trabalho do profissional da APS. Falamos sobre os números de incidência e mortalidade do câncer no Brasil, ressaltando a importância das ações de promoção e prevenção, como incentivar hábitos saudáveis e reduzir fatores de risco, como o uso do cigarro e a má alimentação. Também discutimos as estratégias de prevenção, como o rastreamento e a detecção precoce, que são fundamentais para identificar o câncer logo no início, o que aumenta as chances de sucesso no tratamento. 70 Além disso, falamos sobre os principais termos e conceitos em oncologia, explicando de forma simples o que é o câncer e os termos mais comuns na área. Também discutimos sobre políticas públicas de controle e prevenção do câncer, bem como direitos e benefícios do paciente oncológico. Esse conteúdo será útil para sua prática diária, pois reforça o papel importante que o profissional da APS tem em atuar dentro da rede, favorecendo um atendimento individualizado, humanizado e eficaz, com foco na promoção da saúde e prevenção do câncer na comunidade. 71 09 REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS AMERICAN CANCER SOCIETY. Cancer A-Z. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer.html. Acesso em: 28 mar. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 95 p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Primária, n. 29). BRASIL. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC). Relatório de recomendação nº 541: Terapia alvo para melanoma. Brasília, 2020a. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relat orio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf. Acesso em: 25 mar. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Portaria nº 1.399, de 17 de dezembro de 2019. Redefine os critérios e parâmetros referenciais para a habilitação de estabelecimentos de saúde na Alta Complexidade em oncologia no âmbito do Sistema único de Saúde (SUS). 2020b. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/doc ument/informe-sus-onco-janeiro-2020_1.pdf. Acesso em: 24 mar. 2025. 73 https://www.cancer.org/cancer.html https://www.cancer.org/cancer.html https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relatorio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relatorio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2020/relatorio_541_terapiaalvo_melanoma_final_2020.pdf https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/portaria_1399_17dez2019.pdf%3E. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/informe-sus-onco-janeiro-2020_1.pdf https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/informe-sus-onco-janeiro-2020_1.pdf BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Atenção Básica: Saúde da Família e Atenção à Saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/35093/mod_resou rce/content/1/un5/top4_1.html. Acesso em: 26 mar. 2025. BRASIL. Lei nº 14.758, de 19 de dezembro de 2023. Institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer; e altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 (Lei Orgânica da Saúde). Brasília, 19 dez. 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/ L14758.htm. Acesso em: 28 mar. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Tabnet – Informações de Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/. Acesso em: 28 mar. 2025. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Tobacco. Disponível em: https://www.cdc.gov/biomonitoring/tobacco.html. Acesso em: 1º abr. 2025. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Como prevenir o câncer. Portal Gov.com, 05 jun. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-d o-cancer/como-prevenir-o-cancer. Acesso em: 30 mar. 2025. 74 https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/35093/mod_resource/content/1/un5/top4_1.html https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/35093/mod_resource/content/1/un5/top4_1.html https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/35093/mod_resource/content/1/un5/top4_1.html https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14758.htm%3E. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14758.htm%3E. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/L14758.htm%3E. https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabnet/ https://www.cdc.gov/biomonitoring/tobacco.html https://www.cdc.gov/biomonitoring/tobacco.html https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/como-prevenir-o-cancer%3E. https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/como-prevenir-o-cancer https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/como-prevenir-o-cancer INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer. 6. ed. rev. atual. Rio de Janeiro: INCA, 2020. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Detecção precoce do câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2021. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Atlas da mortalidade. Rio de Janeiro: INCA, 2022. Base de dados. Disponível em: https://www.inca.gov.br/app/mortalidade. Acesso em: 1º abr. 2025. INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCA). Estimativa. Portal Gov.com, 12 out. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/esti mativa. Acesso em: 03 abr. 2025. INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (INCA). Mortalidade. Disponível em: https://www.inca.gov.br/MortalidadeWeb/pages/Modelo04/con sultar.xhtml;jsessionid=9937D1A4058DEA506AB4BF0BE98E8A93# panelResultado. Acesso em: 03 abr. 2025. PORTAL DO GOVERNO BRASILEIRO. Legislação. Disponível em: https://www4.planalto.gov.br/legislacao/portal-legis/legislacao- 1/leis-ordinarias/2019-leis-ordinarias. 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Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3FfAcgT0oys. Acesso em: 1º jul. 2025. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Ações e Programas. Portal Gov.com, 18 abr. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-p rogramas/. Acesso em: 1º jul. 2025. SUS 20 Anos – Parte 01, 2008. 1 video (9 min 43 seg). Publicado pelo canal Concepcaopropaganda. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_Xg8LimlkZI. Acesso em: 1º jul. 2025. SUS 20 Anos – Parte 02, 2008. 1 video (9 min 51 seg). Publicado pelo canal Concepcaopropaganda. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=1k_o-EEYESM&feature=related. Acesso em: 1º jul. 2025. SUS 20 Anos – Parte 03, 2008. 1 vídeo (8 min 13 seg). Publicado pelo canal Concepcaopropaganda. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=D-0DXUvmI_Y&feature=relate. 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