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2025 Brasília (DF) Situações- problema Material Complementar 01 SITUAÇÃO- PROBLEMA 1 Dona Maria, 55 anos, mora em uma área atendida pela Unidade de Saúde da Família “Vida Nova”. Durante uma visita domiciliar, o ACS observa que ela nunca realizou mamografia, apesar de estar na faixa etária recomendada (50-69 anos). Dona Maria relata medo do exame e diz que “não sente nada de errado”. Ela é sedentária, consome alimentos ultraprocessados com frequência, é obesa e tem histórico familiar de câncer de mama. Cabe à equipe de saúde realizar a escuta qualificada e estabelecer o vínculo e o acolhimento, aliado à orientação sobre sinais de alerta e plano de cuidado compartilhado, para fortalecer o compromisso do paciente com o autocuidado. É seu papel, também, facilitar, quando necessário, o acesso a serviços especializados. Isso promove maior adesão ao acompanhamento clínico. 02 Sr. José, 60 anos, também atendido pela mesma unidade, apresenta queixas de alterações intestinais (diarreia intermitente) há dois meses e perda de peso inexplicada. Ele é fumante há 30 anos e nunca realizou exames de rastreamento para câncer colorretal. Durante a consulta, ele menciona que “não gosta de médicos” e evita procurar ajuda, por receio de um diagnóstico grave. Analise as perguntas adiante, e anote suas respostas. Para registrar sua resposta, você poderá utilizar o espaço destinado a elas ou a ferramenta disponível no AVA. 03 1. Quais são os principais aspectos a serem considerados pela equipe da APS na abordagem de Dona Maria? 2. Como a equipe multiprofissional pode atuar no cuidado de Dona Maria? 3. Quais são os principais aspectos a serem considerados na abordagem de Sr. José? Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 05. Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 06. Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 07. Resumo da Resolução: Os casos de Dona Maria e Sr. José ilustram desafios comuns na APS: barreiras emocionais, desinformação e fatores de risco modificáveis. A equipe multiprofissional deve atuar de forma integrada, combinando rastreamento, educação e acolhimento, para garantir a adesão às estratégias preventivas. A APS é essencial para transformar essas trajetórias, promovendo saúde e qualidade de vida por meio de um cuidado centrado na pessoa. 04 4. Como a equipe multiprofissional pode atuar no cuidado de Sr. José? 5. Quais estratégias podem ser adotadas para promover a prevenção e a adesão de Dona Maria e Sr. José? Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 08. Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 09. 05 1. Quais são os principais aspectos a serem considerados pela equipe da APS na abordagem de Dona Maria? Resposta: Rastreamento: Dona Maria está na faixa etária para mamografia bienal (50-74 anos), mas não aderiu ao exame. Fatores de Risco: Sedentarismo, obesidade, dieta inadequada e histórico familiar aumentam o risco de câncer de mama. Barreiras Emocionais: Medo do exame e desconhecimento sobre a importância do rastreamento. Educação em Saúde: Necessidade de orientações sobre hábitos saudáveis e benefícios da detecção precoce. Acompanhe adiante as respostas para os questionamentos apresentados. RESPOSTAS SITUAÇÃO-PROBLEMA 1 Clique aqui e retorne para o registro da sua resposta 06 2. Como a equipe multiprofissional pode atuar no cuidado de Dona Maria? Resposta: Equipe médica: Realizar exame clínico das mamas e solicitar mamografia, explicando o procedimento e seus benefícios. Equipe enfermagem: Acolher Dona Maria, esclarecendo dúvidas sobre o exame e agendando a mamografia. ACS: Reforçar a importância do rastreamento em visitas domiciliares e acompanhar Dona Maria até a unidade de saúde, se necessário. Equipe psicologia: Oferecer suporte emocional para lidar com o medo do exame, promovendo confiança por meio de atendimentos individuais ou grupos. Equipe nutrição: Elaborar um plano alimentar com foco em alimentos frescos e redução de peso e de alimentos ultraprocessados. Equipe fisioterapia: Propor atividades físicas leves, como caminhadas comunitárias, para combater o sedentarismo. Clique aqui e retorne para o registro da sua resposta 07 3. Quais são os principais aspectos a serem considerados na abordagem de Sr. José? Resposta: Sinais de Alerta: Alterações intestinais e perda de peso inexplicada sugerem a necessidade de investigação imediata. Fatores de Risco: Tabagismo crônico eleva o risco de câncer colorretal e outros. Rastreamento Atrasado: Ausência de exames como pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia. Resistência ao Cuidado: Desconfiança em relação ao sistema de saúde e medo de diagnóstico. Clique aqui e retorne para o registro da sua resposta 08 4. Como a equipe multiprofissional pode atuar no cuidado de Sr. José? Resposta: Equipe médica: Avaliar sintomas, solicitar pesquisa de sangue oculto nas fezes e, se indicado, colonoscopia. Discutir os riscos do tabagismo e oferecer opções de cessação. Equipe enfermagem: Orientar sobre a coleta do exame de sangue oculto e preparar Sr. José para a colonoscopia, explicando o procedimento. ACS: Estabelecer vínculo, por meio de visitas regulares, incentivando a busca por atendimento e monitorando a adesão. Equipe psicologia: Acolher o medo de um diagnóstico grave, utilizando técnicas de escuta ativa para reduzir a resistência. Equipe nutrição: Propor uma dieta rica em fibras para melhorar a saúde intestinal, abordando o impacto do tabagismo na nutrição. Equipe fisioterapia: Sugerir exercícios para melhorar a disposição geral, complementando o plano de cuidado. Clique aqui e retorne para o registro da sua resposta 09 5. Quais estratégias podem ser adotadas para promover a prevenção e a adesão de Dona Maria e Sr. José? Resposta: Educação em Saúde: Realizar oficinas sobre prevenção do câncer, abordando rastreamento, hábitos saudáveis e desmistificação de exames. Acompanhamento Personalizado: Criar planos de cuidado compartilhados, com metas claras para Dona Maria (ex.: realizar mamografia) e Sr. José (ex.: iniciar investigação). Grupos Comunitários: Incluir ambos em atividades como caminhadas ou rodas de conversa, para promover apoio mútuo. Campanhas Locais: Organizar mutirões de rastreamento para mama e colorretal, integrando ações do “Outubro Rosa” e do “Março Azul”. Uso de Tecnologia: Registrar dados no prontuário eletrônico para monitoramento contínuo e alertas sobre exames pendentes. Clique aqui e retorne para o registro da sua resposta 10 “E agora, depois do câncer?” Joana, 48 anos, é moradora de uma comunidade atendida pela Unidade de Saúde da Família “Esperança Viva”. Há dois anos, foi diagnosticada com câncer de colo de útero, tendo passado por cirurgia, radioterapia e sessões de quimioterapia. Desde o término do tratamento, realiza consultas periódicas com a equipe da unidade. Joana relata que sente cansaço constante, está com dificuldades para manter uma alimentação equilibrada e perdeu peso. Refere dor pélvica ocasional e ressecamento vaginal, e evita relações sexuais. Também demonstra insegurança emocional, dizendo que “vive com medo de o câncer voltar”. Trabalha como costureira e é a principal provedora do lar, vivendo com o filho adolescente. Agora acompanhe a situação de Joana. SITUAÇÃO- PROBLEMA 2 11 Veja as reflexões feitas a seguir e registre suas respostas. Para anotar sua resposta, você poderá utilizar o espaço destinado a elas ou a ferramenta disponível no AVA. 1. Quais são os principais aspectos a serem considerados pela equipe da APS na abordagem de Joana? 2. Como a equipe multiprofissional pode atuar no cuidado de Joana? Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ouacesse a página 13. Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 14. 12 3. Quais estratégias podem ser adotadas para promover a qualidade de vida e prevenir recidivas? 4. Como a APS pode garantir acompanhamento contínuo e estratégias de sobrevivência a longo prazo? Resumo da Resolução: A situação de Joana evidencia como o cuidado oncológico vai além do tratamento da doença e requer uma abordagem centrada na pessoa, multiprofissional e contínua. A APS tem papel essencial na prevenção terciária, garantindo seguimento clínico, apoio à reabilitação, saúde emocional e estratégias de sobrevivência que permitam à usuária retomar sua vida com dignidade e qualidade. Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 15. Clique aqui e veja as respostas para essa pergunta ou acesse a página 16. 13 Acompanhe adiante as respostas para os questionamentos apresentados. 1. Quais são os principais aspectos a serem considerados pela equipe da APS na abordagem de Joana? Resposta: Seguimento clínico oncológico: monitorar sinais de recidiva (dor persistente, sangramentos anormais, emagrecimento acentuado). Efeitos tardios do tratamento: alterações hormonais e sexuais, dor crônica, fadiga oncológica. Saúde mental: medo da recidiva, possível ansiedade ou depressão. Reinserção social e laboral: impacto na capacidade produtiva. Rede de apoio: presença de suporte familiar e comunitário. RESPOSTAS SITUAÇÃO- PROBLEMA 1 Clique aqui ou acesse a página 11 e retorne para o registro da sua resposta. 14 2. Como a equipe multiprofissional pode atuar no cuidado de Joana? Resposta: Equipe médica e enfermagem: manter acompanhamento regular com exames clínicos e laboratoriais, manejo da dor, rastreamento de efeitos tardios e encaminhamentos, se necessário. Equipe nutrição: elaborar plano alimentar individualizado para recuperação nutricional e correção de carências, orientando sobre alimentos que minimizam desconfortos gastrointestinais. Equipe psicologia: acolher emocionalmente Joana, auxiliando no enfrentamento do medo da recidiva e na reconstrução da autoestima. Possibilidade de incluir em grupos terapêuticos. Equipe fisioterapia: avaliar e tratar a fadiga oncológica com exercícios leves e progressivos; realizar fisioterapia pélvica para auxiliar no controle da dor e na melhora da função sexual; orientar sobre ergonomia no trabalho. Equipe fonoaudiologia: embora não haja queixas diretas nessa área, pode ser envolvida em casos de disfunções de deglutição ou fala, se surgirem. A perda de peso é um fator de risco para disfagia e aspiração. ACS: manter o vínculo com Joana, por meio de visitas domiciliares e acompanhamento regular. Clique aqui ou acesse a página 11 e retorne para o registro da sua resposta. 15 3. Quais estratégias podem ser adotadas para promover a qualidade de vida e prevenir recidivas? Resposta: Educação em saúde: orientação sobre hábitos saudáveis (alimentação, atividade física, cessação do tabagismo, saúde sexual). Promoção de autocuidado: ajudar Joana a identificar sinais de alerta e a expressar seus sentimentos. Oficinas terapêuticas/grupos de apoio: permitir troca de experiências com outras mulheres que passaram por tratamento oncológico. Atividade física supervisionada: ajudar na redução da fadiga e na melhora do bem-estar. Plano de cuidados compartilhado: elaborado com a usuária e a equipe, incluindo metas e prioridades acordadas. Clique aqui ou acesse a página 12 e retorne para o registro da sua resposta. 17 4. Como a APS pode garantir acompanhamento contínuo e estratégias de sobrevivência a longo prazo? Resposta: Estabelecimento de cronograma de consultas e exames de rotina. Registro das condutas e da evolução no prontuário eletrônico. Acompanhamento conjunto por diferentes profissionais, conforme necessidades. Inserção de Joana em ações comunitárias de promoção da saúde. Avaliação periódica do impacto psicossocial do câncer em sua vida. Articulação com os níveis secundário e terciário, quando necessário. Clique aqui ou acesse a página 12 e retorne para o registro da sua resposta. 16