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2025
Brasília (DF) Capacitação em
Oncologia na Atenção 
Primária à Saúde
Módulo III - Aspectos Clínicos 
do Câncer e Integralidade do 
Cuidado
 
Brasília (DF) 
2025
SINTOMAS INICIAIS E 
SINAIS DE ALERTA DO 
CÂNCER
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE
A.C.CAMARGO CANCER CENTER
Capacitação em Oncologia na Atenção 
Primária à Saúde
E-book Disciplina 1 - Módulo III
Tiragem: 1ª edição – 2025 – versão eletrônica
Elaboração, distribuição e informações:
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS 
MUNICIPAIS DE SAÚDE - CONASEMS
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
Sala 144
Zona Cívico-Administrativo
CEP: 70058-900 – Brasília/DF
Tel.: (61) 3022-8900
A.C.Camargo Cancer Center
R. Prof. Antônio Prudente, 211 – Liberdade
CEP: 01509-010 - São Paulo/SP - Brasil
Tel.: (11) 2189-5000
Coordenação-geral:
Cristiane Martins Pantaleão – CONASEMS
Hisham Mohamad Hamida – CONASEMS
Ana Paula Pinho – Diretora de Impacto Social 
A.C.Camargo Cancer Center
Samara Kielmann Almeida dos Reis – 
A.C.Camargo Cancer Center 
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems 
Coordenação técnica e pedagógica:
Cristina Fatima Santos Crespo - CONASEMS 
Kelly Cristina Santana – CONASEMS
Samara Kielmann Almeida dos Reis – 
A.C.Camargo Cancer Center 
Valdívia França Marçal – CONASEMS
Coordenação Educacional:
Kelly Cristina Santana – CONASEMS
Elaboração de Conteúdo:
Andréa Paiva Gadêlha Guimarães
Antônio Cássio Pelizzon
Genival Barbosa de Carvalho
João Pedreira Duprat Netto
José Guilherme Vartanian
Manoel Jesus Pinheiro Coelho Junior
Stênio de Cássio Zequi
Thiago Celestino Chulam
Viviane Sonaglio
Revisão técnica/Curadoria:
Daiane Arruda Saraiva
Fernando Freitas Alves
Patricia da Silva Campos
Samara Kielmann
Sara de Araújo Almeida
Thiago Celestino Chulam
Designer Educacional:
Jacqueline Colen Ferreira Santos
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone – CONASEMS
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno – CONASEMS
André Persechini - CONASEMS
Alexandre Itabayana – CONASEMS
Caroline Boaventura - CONASEMS 
Icaro Duarte - CONASEMS
Lucas Mendonça – CONASEMS
Luciana Campello - CONASEMS
Luiz Carlos de Souza Coelho - CONASEMS
Wellington Tadeu - CONASEMS
Ygor Baeta Lourenço – CONASEMS
Revisão Linguística:
Renata Alves Pires
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde LTDA 
Fotografias e ilustrações:
Biblioteca do Banco de Imagens do 
Conasems
Imagens:
Freepik
Pexels 
Envato 
Flick Ministério da Saúde e CONASEMS
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – Compartilhamento pela mesma 
licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.
                
 2025 Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. AC Camargo Cancer Center.
Ficha Catalográfica
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C.Camargo Cancer Center.
Sinais iniciais e sinais de alerta do câncer[livro eletrônico]: Curso Aperfeiçoamento em Oncologia na 
Atenção Primária à Saúde / Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. A.C.Camargo Cancer 
Center; [elaboração do conteúdo Diego Furiato Gomes da Cruz]. - - 1. ed. - - Brasília. DF: CONASEMS, 2025. 
PDF
Vários colaboradores.
Bibliografia.
 1. Sintomas Iniciais. 2. Sinais de Alerta. 3.Tipos de Câncer. 4.Diagnóstico Precoce. 5. Prevenção.
Nesta disciplina, abordaremos os sintomas iniciais e os sinais de alerta 
do câncer! Nosso objetivo é auxiliar você, profissional de saúde, a 
conhecer os tipos mais comuns de câncer, apresentando também os 
sinais e os sintomas que você poderá reconhecer na população.
Você aprendeu nas disciplinas anteriores que o câncer é o 
crescimento descontrolado de células em qualquer parte do corpo, 
manifestando-se em diversos tipos. Nesta disciplina, focaremos nos 
tipos mais comuns: câncer de boca, faringe e laringe, colorretal, colo 
do útero, pediátrico, de pele, de próstata e de pulmão.
Provavelmente você conhece alguém que tem ou teve câncer na sua 
região, então vamos aprender como reconhecer os principais tipos. 
Vamos lá?
BEM-VINDO(A)!
COMO NAVEGAR 
NESTE E-BOOK
Antes de iniciar a leitura do material, veja aqui 
algumas dicas para aproveitar ao máximo os 
recursos disponíveis.
SUMÁRIO : Uma forma rápida de acessar 
facilmente as temáticas. 
Quer retornar à lista das temáticas? Basta clicar no 
ícone no canto superior da página.
QR CODE
Sempre que surgir o QR CODE, 
aponte a câmera do seu celular 
para acessar o conteúdo. Você 
também pode clicar sobre ele 
com o botão direito do mouse 
para abrir em uma nova aba ou 
navegador. 
INEP| Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas 
Educacionais Anísio Teixeira.
INCA| Instituto Nacional do Câncer.
HPV| Papilomavírus Humano.
PCC| Práticas de Cuidado Continuado.
CCR| Câncer Colorretal.
LLA| Leucemia Linfoblástica Aguda.
IARC| Agência Internacional de Pesquisa em Câncer.
EVALI| Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Produtos de 
Cigarro Eletrônico.
LISTA DE SIGLAS E 
ABREVIATURAS
LISTA DE FIGURAS
Estruturas anatômicas do 
sistema vocal 
Fotos de casos de tumor orofaringe 
(amígdala esquerda)
Sintomas do câncer de intestino 
Representação do sistema 
reprodutor feminino 
FIGURA 05
FIGURA 04
FIGURA 02
FIGURA 01 17
35
29
20
Fotos de casos de câncer de 
língua
FIGURA 03 22
LISTA DE FIGURAS
Epidemiologia do câncer infantojuvenil
Camadas da pele 
Fatores de risco para câncer de pele, do menor 
ao maior impacto 
Caminhos para o Carcinoma Espinocelular 
FIGURA 09
FIGURA 08
FIGURA 07
FIGURA 06 45
55
54
51
CEC no braço localmente avançado 
FIGURA 10 56
CEC em região frontal 
FIGURA 11 56
Melanoma acral plantar pé direito 
FIGURA 12
59
LISTA DE FIGURAS
Melanoma extensivo superficial com regressão 
e satelitose 
Melanoma acral plantar pé esquerdo com 
foto de dermatoscopia 
Estratégia de tratamento para câncer de 
pulmão
Tumor de pulmão achado em tomografia de 
tórax
FIGURA 16
FIGURA 15
FIGURA 14
FIGURA 13 59
71
70
59
LISTA DE QUADROS
CÂNCERES PEDIÁTRICOS MAIS FREQUENTES
QUADRO 01 47
APRESENTAÇÃO01 12
02 14CÂNCER DE BOCA, LARINGE
E FARINGE 
03 26CÂNCER COLORRETAL
04 33CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
‘
SUMÁRIO
05 43TUMORES PEDIÁTRICOS
‘
‘
CÂNCER DE PELE06 50
07 60CÂNCER DE PRÓSTATA
08 65CÂNCER DE PULMÃO
09 72FINALIZANDO
‘
SUMÁRIO
4410 REFERÊNCIAS 75
01
APRESENTAÇÃO
Nesta disciplina, exploraremos os sintomas iniciais e os sinais de alerta 
do câncer, equipando você com o conhecimento necessário para 
reconhecer e orientar de forma eficaz sobre prevenção e cuidados na 
comunidade. A disciplina abordará os tipos mais comuns de câncer e 
suas classificações, e ajudará a analisar o contexto social e as melhores 
estratégias de comunicação para promover hábitos de vida saudáveis.
Nosso objetivo é transformar 
cada visita domiciliar e consulta 
de rotina em uma oportunidade 
de intervir precocemente, 
aumentando as chances de 
tratamento bem-sucedido e 
melhorando a qualidade de vida 
dos pacientes.
13
02
CÂNCER DE BOCA, 
LARINGE E FARINGE 
15
Conheça os fatores de risco: 
● histórico de exposição ao 
cigarro;
● consumo de álcool;
● HPV (Papilomavírus 
Humano); 
● dietas com poucas frutas, 
legumes e vegetais;
● exposição a substâncias 
químicas;
● outros fatores, como idade 
avançada (mais frequente 
em homens acima dos 50 
anos);
● e predisposição genética.
Iniciaremos o nosso processo de estudo entendendo sobre os 
cânceres relacionados a boca, laringe (onde ficam as cordas 
vocais) e garganta (faringe). 
16
Fique atento aos principais fatores de risco, para que você possa 
orientar o usuário do serviço de saúde sobre a importância da prática 
de hábitos saudáveis para a prevenção de doenças.
Para melhor compreensão, entenda quais estruturas da cabeça e do 
pescoço estamos abordando.
Boca: Inclui lábios, parte anterior da língua, assoalho bucal (região sob a 
língua), mucosa jugal (bochecha), gengivae palato duro (céu da boca 
até o limite onde se encontram os dentes).
Faringe: Compreende a parte posterior da língua, as amígdalas e o 
palato mole (onde se localiza a úvula).
Laringe: Região onde se encontram as cordas vocais.
A seguir, observe a representação dessa estrutura no infográfico:
17
Fonte: Conteudista.
Figura 1: Estruturas anatômicas do sistema vocal 
18
Epidemiologia: No Brasil, 
registram-se aproximadamente 
15 mil novos casos de câncer de 
boca e 7 mil de laringe, 
anualmente. Quanto aos 
cânceres de faringe, o Instituto 
Nacional do Câncer (INCA) 
estima cerca de 3 mil novos 
casos por ano. 
Dessa forma, os cânceres na 
região da cabeça e do pescoço 
estão entre os três tipos mais 
comuns em homens. Nas 
mulheres, essas neoplasias são 
mais frequentes após os 50 
anos, sendo o câncer da 
glândula tireoide o quinto mais 
comum.
19
A manifestação mais comum dos 
cânceres bucais é uma lesão que 
não cicatriza, apresentando 
crescimento progressivo e nem 
sempre causando dor no estágio 
inicial. Diferentemente da afta, 
que surge repentinamente, causa 
dor e desaparece em poucos 
dias, uma lesão maligna cresce 
lentamente, e geralmente 
apresenta-se ulcerada, com 
bordas elevadas.
Os fatores de risco variam conforme a localização anatômica. Entenda: 
Os cânceres labiais estão mais relacionados à exposição 
solar (fator de risco para tumores de pele e lábio, e não 
para as demais topografias de boca).
O consumo de tabaco, associado ou não ao álcool, 
configura-se como o principal fator etiológico para o 
câncer de boca.
A obesidade (os dados sobre obesidade como fator de 
risco para faringe ainda são heterogêneos, pois a literatura 
ainda é controversa a respeito dessa associação) e a baixa 
ingestão de frutas e legumes estão associadas ao aumento 
do risco de câncer de boca e faringe.
O câncer de faringe tem se manifestado em pacientes mais 
jovens, sem histórico de tabagismo, mas com exposição ao 
vírus HPV.
CÂNCER DE BOCA 
SINAIS DE ALERTA
20
Qualquer lesão na cavidade oral que persista por duas semanas ou 
mais deve ser avaliada por um profissional de saúde habilitado para 
realização de biópsia.
Figura 2- Fotos de casos de câncer de língua 
Fonte: A.C.Camargo Cancer Center. 
Podem se manifestar, inicialmente, 
como desconforto ou dificuldade para 
deglutir (disfagia), de forma 
semelhante ao câncer de boca. O que 
os diferencia dos quadros infecciosos 
é a persistência dos sintomas por 
mais de duas semanas.
CÂNCERES DE 
FARINGE 
SINAIS DE 
ALERTA
21
A duração prolongada 
dos sintomas e sua 
intensificação gradual 
são sinais importantes de 
alerta para neoplasias, 
diferenciando dos 
quadros infecciosos, que 
podem causar 
alterações vocais 
geralmente associadas a 
tosse, alterações nasais 
e, eventualmente, febre, 
com duração limitada a 
poucos dias.
22
Quando acometem as amígdalas, uma característica distintiva é o 
aumento unilateral (de apenas um lado), frequentemente 
acompanhado de linfonodomegalia cervical (aumento dos gânglios 
linfáticos do pescoço, popularmente conhecidos como "ínguas").
Figura 3 - Fotos de casos de tumor orofaringe (amígdala esquerda)
Fonte: A.C.Camargo Cancer Center. 
Acometem principalmente as cordas 
vocais, tendo como manifestação mais 
comum a rouquidão com piora 
progressiva ao longo de meses. 
CÂNCERES DE 
LARINGE
 SINAIS DE 
ALERTA
 
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 39.550 novos casos de 
câncer de cabeça e pescoço por ano entre 2023 e 2025, excluindo os 
de pele. 
O tratamento dos cânceres de boca é fundamentalmente cirúrgico, 
consistindo na remoção da lesão com margem de segurança e dos 
linfonodos cervicais, podendo ser complementado com a 
radioterapia, associada ou não à quimioterapia. 
Quanto aos tumores de faringe e laringe, a abordagem terapêutica 
é definida conforme sua extensão. O tratamento pode ser 
inicialmente cirúrgico, seguido ou não de radioterapia e 
quimioterapia. Alternativamente, você pode optar pela radioterapia, 
associada ou não à quimioterapia, quando considerar que uma 
intervenção cirúrgica pode provocar alterações graves na deglutição 
ou na fala.
23
Saiba Mais
Clique ou escaneie o QR Code ao lado e 
saiba sobre: Julho Verde reforça 
importância do diagnóstico precoce do 
câncer de cabeça e pescoço.
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/julho-verde-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/julho-verde-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
https://portal.fiocruz.br/video/o-uso-da-categoria-territorio-na-saude
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/julho-verde-reforca-importancia-do-diagnostico-precoce-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
24
Por isso, sempre que a rouquidão persistir, o paciente deve ser 
encaminhado para avaliação médica, preferencialmente por um 
Otorrinolaringologista ou Cirurgião de Cabeça e Pescoço, uma vez 
que o exame diagnóstico específico (laringoscopia) é habitualmente 
realizado apenas por esses especialistas.
Vamos conhecer agora as modalidades de tratamento, que 
dependem da extensão da doença, o que denominamos 
estadiamento. 
O estadiamento funciona como uma documentação completa da 
abrangência da neoplasia, avaliando tanto o local de origem quanto 
os demais órgãos afetados. Essa avaliação é normalmente realizada 
por meio de exames como ultrassonografia, tomografia 
computadorizada ou ressonância magnética. 
O câncer de laringe provoca uma 
rouquidão que se agrava 
progressivamente durante dias ou 
meses. 
25
É fundamental estar atento aos sinais de alerta durante as visitas 
domiciliares e as consultas de rotina. Ao identificar lesões suspeitas, 
que não apresentem cicatrização dentro do período esperado, 
proceda com o encaminhamento do paciente para avaliação médica 
especializada, que poderá solicitar biópsia, quando julgar necessário. 
O diagnóstico precoce é decisivo para o prognóstico favorável nos 
cânceres de cabeça e pescoço.
Clique ou escaneie o QR Code ao lado e veja sobre 
a importância do diagnóstico precoce. Julho 
Verde, mês dedicado ao alerta a esses tipos de 
câncer, destaca a importância da prevenção contra 
os principais fatores de risco.
https://www.gov.br/inca/pt-br/canais-de-atendimento/imprensa/releases/2024/diagnostico-precoce-e-fundamental-para-o-controle-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
https://portal.fiocruz.br/video/o-uso-da-categoria-territorio-na-saude
https://www.gov.br/inca/pt-br/canais-de-atendimento/imprensa/releases/2024/diagnostico-precoce-e-fundamental-para-o-controle-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
03
CÂNCER 
COLORRETAL
27
O câncer colorretal (CCR) é um 
dos tipos mais comuns de 
câncer, e afeta o cólon 
(intestino grosso) e o reto. 
Qualquer lesão na cavidade 
oral que persista por duas 
semanas ou mais deve ser 
avaliada por um profissional de 
saúde habilitado para 
realização de biópsia. 
Geralmente, tem início a partir 
de pólipos — pequenos 
crescimentos na parede interna 
do cólon ou do reto — que, ao 
longo dos anos, podem evoluir 
para câncer. 
SINTOMAS INICIAIS 
DE ALERTA
28
Os sintomas iniciais costumam ser sutis, e frequentemente se 
confundem com outros problemas digestivos. Entre os principais 
sinais de alerta estão: 
Alterações persistentes nos hábitos intestinais, como diarreia ou 
constipação; presença de sangue nas fezes, que pode ser vermelho 
vivo ou escurecido; muco nas evacuações; desconforto abdominal 
constante, incluindo cólicas, gases ou dor; sensação de evacuação 
incompleta ou vontade frequente de evacuar; fraqueza ou fadiga 
sem causa aparente; perda de peso involuntária e anemia 
inexplicada. 
Fique atento aos sinais e 
sintomas do usuário do 
serviço de saúde. Quanto 
mais cedo for o 
diagnóstico, maiores são 
as chances de cura.
29
Figura 4 - Sintomas do câncerde intestino
Fonte: Elaborado pelo autor. 
30
O diagnóstico do CCR pode ser feito 
por meio de diferentes métodos, 
sendo a colonoscopia o principal 
deles. Trata-se de um exame 
endoscópico que permite visualizar 
todo o cólon e o reto, com 
possibilidade de realizar biópsias 
durante o procedimento. 
A sigmoidoscopia flexível é semelhante, mas avalia apenas o 
reto e a parte final do cólon. 
Os exames de fezes também são importantes e podem 
identificar sangue oculto ou alterações genéticas nas células 
eliminadas nas evacuações. 
O toque retal, embora mais limitado, pode detectar alterações 
no reto. 
Já exames de imagem como a tomografia computadorizada 
(TC) e a ressonância magnética (RM) são úteis para avaliar a 
extensão da doença.
MÉTODOS 
DIAGNÓSTICOS
31
O tratamento do câncer colorretal 
envolve diferentes abordagens, 
que variam de acordo com o 
estágio da doença e as 
características individuais de cada 
paciente. 
A cirurgia é, na maioria das vezes, o tratamento principal, e 
pode incluir desde ressecções endoscópicas, indicadas para 
lesões menores, até ressecções segmentares ou colectomias 
totais, nos casos mais extensos. 
MODALIDADES DE 
TRATAMENTO
32
Outros tratamentos como radioterapia, quimioterapia, 
imunoterapia e terapias-alvo também podem ser utilizados, 
conforme indicação médica. Cada caso deve ser avaliado 
individualmente, considerando o estágio da doença, as 
características do tumor e as condições clínicas do paciente, 
para definição do melhor plano diagnóstico e terapêutico.
Nesse contexto, a atenção primária 
tem um papel relevante no apoio ao 
paciente e na assistência a outras de 
suas necessidades, como o 
acompanhamento de comorbidades.
04
CÂNCER DO 
COLO DO ÚTERO
34
O câncer do colo do útero é um 
tumor maligno que se 
desenvolve na porção inferior do 
útero, região conhecida como 
colo uterino. 
A principal causa desse tipo de câncer é a infecção persistente pelo 
Papilomavírus Humano (HPV), especialmente pelos tipos 16 e 18, 
considerados de alto risco oncogênico. 
O HPV é um vírus transmitido principalmente por via sexual, por 
meio do contato direto com a pele ou as mucosas infectadas — o 
que inclui relações sexuais com ou sem penetração. 
Existem mais de 200 tipos de 
HPV identificados, mas 
apenas alguns deles estão 
diretamente relacionados ao 
desenvolvimento de câncer. 
35
Os tipos 16 e 18, em particular, são responsáveis por cerca de 70% dos 
casos de câncer do colo do útero em todo o mundo, sendo 
considerados os mais agressivos e com maior potencial de 
transformação maligna.
Figura 5 - Representação do sistema reprodutor feminino
Fonte: Brasil Escola.
36
1. Histórico sexual: Início precoce da 
atividade sexual, múltiplos parceiros 
sexuais e histórico de infecções 
sexualmente transmissíveis. 
2. Tabagismo. 
3. Sistema imunológico 
comprometido: Mulheres com 
sistema imunológico comprometido, 
como aquelas com HIV, têm maior 
risco de desenvolver câncer de colo 
do útero. 
4. Multiparidade: Ter várias 
gestações pode aumentar o risco de 
câncer cervical. 
FATORES DE RISCO
Veja, agora, os métodos de prevenção:
A vacinação é uma das 
estratégias mais 
eficazes para a 
prevenção do câncer 
do colo do útero, uma 
vez que atua 
diretamente na 
proteção contra os 
tipos de HPV mais 
frequentemente 
associados à doença. 
1. Exames preventivos: 
Realizar exames de 
Papanicolau e/ou teste 
de HPV regularmente.
2. Tratamento precoce 
das lesões precursoras.
3. Práticas sexuais 
seguras, com uso de 
preservativos.
4. Limitar o número de 
parceiros sexuais. 
5. Evitar o tabagismo.
37
Vacinação contra 
o HPV
Outros métodos 
de prevenção
https://vencerocancer.org.br/o-que-e-cancer/fatores-de-risco/tabagismo-e-alcool/
38
Em 2025, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, o esquema 
vacinal padrão prevê dose única para crianças e adolescentes entre 9 
e 14 anos. 
Para adolescentes de 15 a 19 anos que ainda não foram imunizados, 
está em vigor um programa de resgate, também com dose única. 
Indivíduos com o sistema 
imunológico comprometido 
— como pessoas vivendo com 
HIV, transplantados ou 
pacientes oncológicos — e 
crianças de 9 a 14 anos vítimas 
de violência sexual devem 
receber duas doses da vacina. 
Já os imunocomprometidos 
com idade entre 15 e 45 anos, 
bem como as pessoas 
diagnosticadas com 
Papilomatose Respiratória 
Recorrente (PRR), têm 
indicação para o esquema 
completo de três doses. A 
adesão à vacinação, 
especialmente na faixa etária 
ideal, é fundamental para 
reduzir significativamente a 
incidência do câncer cervical 
nas próximas gerações.
Saiba Mais
https://portal.fiocruz.br/video/o-uso-da-categoria-territorio-na-saude
39
Nos estágios iniciais, o câncer do colo 
do útero costuma ser assintomático, o 
que reforça a importância do 
rastreamento regular. À medida que a 
doença progride, podem surgir sinais 
clínicos que merecem atenção. 
O sangramento vaginal anormal é 
um dos primeiros alertas, 
especialmente quando ocorre após 
relações sexuais, entre os períodos 
menstruais ou em mulheres já na 
pós-menopausa. 
Também pode haver corrimento 
vaginal com odor fétido, dor pélvica 
ou dor durante as relações sexuais 
(dispareunia). 
SINTOMAS INICIAIS E 
SINAIS DE ALERTA
Profissional da saúde, 
perceba o quanto o 
exame de rastreamento, 
mesmo em mulheres 
sem sintomas, é 
fundamental para o 
diagnóstico precoce na 
atenção primária.
40
Em fases mais avançadas, podem aparecer sintomas decorrentes da 
invasão local do tumor, como dor lombar, inchaço dos membros 
inferiores (edema), presença de sangue na urina (hematúria), além de 
alterações urinárias e intestinais. 
A identificação precoce 
desses sinais é essencial 
para o sucesso do 
tratamento, permitindo 
intervenções menos 
agressivas e com 
melhores resultados.
41
Conforme vimos na disciplina 
anterior, a prevenção secundária 
tem como objetivo detectar o 
câncer em estágios iniciais, antes 
do aparecimento de sintomas 
graves, aumentando as chances de 
cura e reduzindo a necessidade de 
tratamentos invasivos. Envolve 
rastreamento e diagnóstico 
precoce. 
O rastreamento do câncer do colo do útero pode ser realizado por: 
1. Papanicolau: recomendado para mulheres de 25 a 64 anos; após 
dois exames anuais normais, passa a ser trienal. 
2. Teste de DNA-HPV: detecta a presença do vírus com maior 
sensibilidade, e pode ser feito a cada cinco anos (a tecnologia foi 
incorporada no SUS por meio da Portaria SECTICS/MS nº 3, de 07 de 
março de 2024, e ainda está em fase de implementação pelo 
Ministério da Saúde). 
3. Colposcopia: exame que amplia a visualização do colo do útero 
em casos de alterações nos exames de rastreio. 
4. Biópsia: indicada para confirmar o diagnóstico quando há 
alterações suspeitas na colposcopia.
PREVENÇÃO 
SECUNDÁRIA
42
● Cirurgia (indicação para estágios iniciais). 
● Radioterapia (principal em estágios localmente avançados).
● Quimioterapia (principal para doença localmente avançada).
● Imunoterapia (indicações recentes para doença avançada ou 
recidivada).
● Terapias-alvo (em contextos selecionados, como doença 
metastática – quando avança para outros órgãos). 
MODALIDADES DE 
TRATAMENTO
O tratamento indicado para o 
câncer do colo do útero 
depende do estadiamento da 
doença, da condição clínica da 
paciente e do desejo 
reprodutivo. O tratamento das 
lesões precursoras (alterações 
no colo do útero antes do 
desenvolvimento do câncer) 
também é importante para 
prevenir a evolução da doença. 
Podem incluir:
05
TUMORES 
PEDIÁTRICOS
44
Os tumores pediátricos 
englobam um grupo 
diversificado de doenças 
malignas que afetam crianças, 
adolescentes e jovens adultos. 
Também conhecidos como 
câncer infantil ou 
infantojuvenil, esses tumores 
diferem dos cânceres na 
população adulta emdiversos 
aspectos, como origem celular, 
biologia tumoral, fatores de 
risco e resposta ao tratamento. 
O câncer infantil geralmente 
se origina em células 
embrionárias ou em 
desenvolvimento. Os tipos 
mais comuns de câncer em 
crianças e adolescentes 
incluem leucemias, linfomas, 
tumores cerebrais, 
neuroblastoma, tumores 
renais e sarcomas.
Figura 6- Epidemiologia do câncer infantojuvenil
45
Epidemiologia: Os cânceres infantojuvenis representam cerca de 3% 
de todas as neoplasias malignas. De acordo com a Agência 
Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), estima-se que, 
anualmente, ocorram 215.000 novos casos de câncer em crianças com 
menos de 15 anos em todo o mundo, além de aproximadamente 85.000 
novos casos em adolescentes entre 15 e 19 anos. Veja essas 
informações no infográfico a seguir:
Fonte: Elaborado pelo autor. 
46
Sinais e sintomas: o 
diagnóstico precoce é o 
principal fator prognóstico 
para a sobrevida de crianças e 
adolescentes com câncer. No 
entanto, as causas do câncer 
pediátrico ainda são pouco 
compreendidas, e as medidas 
de prevenção para esse 
grupo etário têm mostrado 
pouco impacto. 
Entre os fatores que dificultam 
o diagnóstico precoce, 
destacam-se a raridade da 
doença em comparação com 
outras condições pediátricas 
e a presença de sinais e 
sintomas iniciais 
inespecíficos.
Os sinais mais comuns incluem:
● febre persistente sem causa aparente; 
● convulsões sem febre;
● emagrecimento inexplicado, cansaço, palidez, falta de ar, dor 
ou aumento de volume abdominal, dores de cabeça frequentes 
(principalmente ao despertar);
● dor óssea, manchas roxas na pele sem trauma local;
● sangramentos frequentes (nariz, gengiva, urina);
● aumento de gânglios linfáticos por mais de três semanas;
● reflexo branco no olho, alterações visuais e dificuldades no 
equilíbrio. 
Lembre-se de que é 
fundamental ter uma 
escuta qualificada para as 
queixas da criança e do 
adolescente.
47
Os métodos podem variar entre 
cirurgia, quimioterapia e 
radioterapia, a depender do 
tumor, do local e do estadiamento. 
Vamos conhecer alguns dos cânceres pediátricos mais frequentes 
em crianças e adolescentes. 
Câncer Fatores de risco Sinais e sintomas
Leucemia Linfoblástica Aguda 
(LLA)
 
Exposição à radiação ionizante; 
exposição a certos produtos 
químicos, como benzeno; 
síndromes genéticas, como a 
Síndrome de Down; histórico 
familiar de leucemia ou alterações 
cromossômicas.
Palidez, fadiga, febre persistente, 
infecções recorrentes, equimoses 
ou sangramentos fáceis; dor óssea 
ou nas articulações; linfonodos 
aumentados (linfadenopatia); 
aumento do fígado ou do baço 
(hepatomegalia ou 
esplenomegalia).
Meduloblastoma
Histórico familiar de tumores 
cerebrais; síndromes genéticas, 
como a Síndrome de Gorlin e a 
Síndrome de Turcot; exposição à 
radiação ionizante; mutação em 
genes como o PTCH1 (associado à 
Síndrome de Gorlin).
Dor de cabeça persistente, 
especialmente matinal; vômitos, 
geralmente pela manhã; perda de 
equilíbrio ou coordenação motora; 
visão dupla ou outros problemas 
visuais; mudanças de 
comportamento ou 
personalidade; fraqueza em um 
ou ambos os lados do corpo; 
convulsões (em alguns casos).
Quadro 1 - Cânceres pediátricos mais frequentes
MODALIDADES DE 
TRATAMENTO
48
Câncer Fatores de risco Sinais e sintomas
Osteossarcoma / Sarcoma de 
Ewing
Idade (mais comum em 
adolescentes e adultos jovens); 
histórico familiar de câncer ósseo 
(raro); alterações genéticas 
específicas; exposição à radiação 
ionizante em idade jovem.
Dor óssea ou inchaço persistente; 
massa palpável sobre o osso 
afetado; febre sem causa 
aparente; perda de peso; fadiga e 
fraturas patológicas.
Linfoma de Hodgkin e Não 
Hodgkin (Pediátrico)
 
Infecção pelo vírus Epstein-Barr 
(EBV), particularmente em 
Linfoma de Burkitt; deficiências 
imunológicas congênitas ou 
adquiridas (como HIV); histórico 
familiar de linfoma; exposição 
prévia à radioterapia; síndromes 
genéticas, como Síndrome de 
Wiskott-Aldrich e 
Ataxia-telangiectasia.
Linfonodos aumentados e 
indolores (linfadenopatia), 
especialmente no pescoço, nas 
axilas ou na virilha; febre 
persistente; suores noturnos; 
perda de peso inexplicada; fadiga; 
tosse ou dificuldade para respirar, 
particularmente em linfoma 
mediastinal.
Neuroblastoma
 
Histórico familiar de 
Neuroblastoma (casos raros de 
predisposição genética); 
síndromes genéticas associadas, 
como a Neurofibromatose tipo 1; 
alterações genéticas, como 
amplificação do oncogene MYCN 
e anormalidades congênitas 
associadas ao sistema nervoso.
Massa abdominal palpável; dor 
abdominal; fadiga e perda de 
apetite; perda de peso; febre; 
aumento de linfonodos; sintomas 
relacionados à compressão de 
estruturas vizinhas, como dor ou 
dificuldade respiratória.
Câncer Fatores de risco Sinais e sintomas
Tumor de Wilms
Síndromes genéticas, como a 
Síndrome de WAGR (Wilms, 
aniridia, genitourinária e atraso 
mental); Doenças congênitas 
associadas a malformações 
renais; história familiar de 
Tumor de Wilms; 
anormalidades genéticas 
específicas, como mutações no 
gene WT1.
Massa abdominal palpável, 
geralmente indolor; dor 
abdominal, hematúria (sangue 
na urina); febre; perda de 
apetite e perda de peso; 
hipertensão arterial.
 
49
Fonte: Elaborado pelo autor.
Nas últimas décadas, os avanços no diagnóstico, no 
tratamento e no suporte multidisciplinar têm sido 
fundamentais para melhorar o prognóstico das crianças 
com câncer. 
Em países com sistemas de saúde bem estruturados, a 
taxa de sobrevida global de pacientes pediátricos com 
neoplasias malignas supera 80%, representando um dos 
maiores progressos na oncologia moderna.
Saiba Mais
06
CÂNCER DE PELE
43
Ele se desenvolve devido ao 
crescimento desordenado das 
células na pele, o maior órgão do 
corpo humano, cuja função 
principal é proteger contra 
agressões externas, como 
fungos, bactérias e produtos 
químicos.
51
O câncer de pele é o tipo 
mais comum de câncer no 
Brasil e no mundo, 
representando cerca de 
25% de todos os tumores 
malignos diagnosticados 
no país.
A pele é composta por três camadas. A epiderme, a camada mais 
superficial, é formada por queratinócitos que produzem queratina, uma 
proteína que confere resistência. Ela é dividida em cinco camadas, 
cada uma com uma função específica. A derme, abaixo da epiderme, é 
elástica e rica em colágeno e elastina, fornecendo força e flexibilidade. 
Já a hipoderme, a camada mais profunda, armazena energia e isola o 
corpo termicamente, sendo composta principalmente por células 
adiposas. Embora a pele tenha uma estrutura complexa e funcione 
como uma barreira protetora, ela é suscetível a diversas doenças e 
condições. 
EPIDERME
DERME
HIPODERME
Figura 7 - Camadas da pele
Fonte: Freepik.
52
O câncer de pele é a 
neoplasia mais prevalente no 
Brasil, com aproximadamente 
185 mil novos casos 
diagnosticados anualmente, 
conforme dados do Instituto 
Nacional do Câncer (INCA). 
Entre os tipos mais comuns 
estão o Carcinoma 
Basocelular (CBC), o 
Carcinoma Espinocelular 
(CEC) e o Melanoma, sendo os 
dois primeiros considerados 
cânceres de pele não 
melanoma, devido à sua alta 
prevalência, enquanto o 
melanoma se destaca pela 
alta morbimortalidade. 
O Carcinoma Basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, 
representando cerca de 80% dos casos diagnosticados no Brasil e no 
mundo.
EPIDEMIOLOGIA
Os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de pele:
● Exposição prolongada ao sol: A radiação ultravioleta (UV) é o 
principal fator de risco, pois danifica o DNA da pele.
● Pele e olhos claros: Pessoas com fototipo baixo (pela classificação 
de Fitzpatrick) são mais vulneráveis aos danos dos raios UV.
● Bronzeamento artificial: O uso de câmaras de bronzeamento 
aumenta a exposição à radiação.
● Sistema imunológicoenfraquecido: Condições que comprometem 
a imunidade aumentam a suscetibilidade ao câncer de pele.
● Exposição a agentes químicos: Substâncias como arsênico, 
alcatrão e tabaco são fatores de risco adicionais.
● Envelhecimento: Com o aumento da idade, ocorre um acúmulo de 
exposição solar, elevando o risco.
● Sexo masculino: O câncer de pele é mais comum em homens.
53
Fonte: Elaborado pelo autor.
54
Sinais e sintomas: O Carcinoma Basocelular pode se apresentar como 
uma pequena mancha, cicatriz ou protuberância com contornos 
irregulares e cores variando entre vermelha, rosada ou esbranquiçada. 
Pode estar associado a coceira, sangramento ou inflamação.
● Histórico familiar ou pessoal: Ter casos de câncer de pele na 
família ou já ter sido diagnosticado aumenta o risco.
● Síndromes genéticas: Doenças como Síndrome de Gorlin-Golz 
e Síndrome do Carcinoma Basocelular Nevoide também estão 
associadas a um risco maior.
Veja o infográfico a seguir, em que é possível recapitular tais fatores 
de risco.
E quanto aos sinais e sintomas desse tipo de câncer?
Figura 8 - Fatores de risco para câncer de pele, do 
menor ao maior impacto
55
Este é o segundo tipo mais comum 
de câncer de pele, originando-se nas 
células escamosas da epiderme. 
Assim como o carcinoma 
basocelular, ele tende a aparecer em 
áreas expostas ao sol, como rosto, 
pescoço, orelhas, braços, antebraços 
e mãos.
Fatores de risco: Além dos fatores citados para o Carcinoma Basocelular, 
o Carcinoma Espinocelular tem outros fatores específicos, como: 
● Infecção pelo HPV.
● Lesões crônicas: Áreas de queimaduras ou úlceras flebóticas.
● Doenças hereditárias: Como Xeroderma Pigmentoso, Albinismo, 
Epidermólise Bolhosa e Anemia de Fanconi.
Figura 9 - Caminhos para o Carcinoma Espinocelular 
Fonte: Elaborado pelo autor.
CARCINOMA 
ESCAMOCELULAR
56
Sinais e sintomas: O Carcinoma Escamocelular surge como manchas 
ou placas persistentes, frequentemente associadas a coceira, 
ardência, descamação e ulcerações. As lesões podem ter bordas 
irregulares, superfície áspera e coloração variável, e tendem a sangrar 
facilmente. Uma característica importante é a presença de feridas que 
não cicatrizam após 4 semanas.
Observe, a seguir, algumas imagens de câncer de pele Carcinoma 
Escamocelular (CEC). 
Figura 10 - CEC no braço localmente 
avançado
Fonte: arquivo pessoal do autor.
Figura 11 - CEC em região frontal
Fonte: arquivo pessoal do autor.
57
Antes de prosseguir, reflita sobre o seguinte: 
A detecção precoce do Carcinoma Espinocelular/Escamocelular, 
assim como outros tipos de câncer, aumenta as chances de sucesso 
no tratamento e as taxas de sobrevida.
É um tipo de câncer de pele que se 
desenvolve quando os melanócitos, 
células responsáveis pela produção 
de melanina, pigmento que dá cor à 
pele, começam a crescer 
desordenadamente, motivados por 
uma mutação genética (erro no DNA). 
Os melanócitos estão localizados na 
parte inferior da epiderme, camada 
externa da pele. 
Refletindo
MELANOMA
58
Sinais e sintomas: Alterações que ocorrem em manchas, pintas ou 
verrugas já existentes, ou quando há uma nova formação, pigmentada 
ou com aparência pouco comum.
A seguir algumas imagens de câncer de pele melanoma. 
Fatores de risco: Exposição excessiva aos raios ultravioleta (UV), que 
provocam danos à pele. Por isso ele é mais comum, principalmente, em 
áreas expostas, como braços, pernas, costas e face. Outros fatores de 
risco são o histórico familiar da doença, o sistema imunológico 
enfraquecido e o excesso de manchas, como sardas.
A incidência do melanoma continua 
aumentando e, com ela, também aumentam 
as pesquisas e os estudos a seu respeito. São 
inúmeros os aspectos relacionados ao 
melanoma que apresentam novidades nos 
últimos anos. Clique aqui ou escaneie o Qr 
Code ao lado, para acessar a cartilha com as 
Recomendações para o tratamento de 
melanoma cutâneo.
Saiba Mais
https://gbm.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Cartilha_Recomendacoes_GBM_maio23.pdf
https://www.gov.br/inca/pt-br/canais-de-atendimento/imprensa/releases/2024/diagnostico-precoce-e-fundamental-para-o-controle-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
https://portal.fiocruz.br/video/o-uso-da-categoria-territorio-na-saude
https://gbm.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Cartilha_Recomendacoes_GBM_maio23.pdf
59
A seguir, observe algumas imagens de câncer de pele melanoma. 
Figura 12 - Melanoma acral 
plantar pé direito
Fonte: arquivo pessoal 
do autor.
Figura 13 - Melanoma extensivo 
superficial com regressão e satelitose
Fonte: arquivo pessoal 
do autor.
Figura 14 - Melanoma acral 
plantar pé esquerdo com 
foto de dermatoscopia
Fonte: arquivo pessoal 
do autor.
Aprendemos até aqui os tipos mais 
comuns de câncer de pele, com seus 
fatores de risco, sintomas e sinais de 
alerta. 
O exame da pele é fundamental na 
identificação e no reconhecimento desses 
cânceres, e deve ser estimulado e 
realizado em toda consulta na Atenção 
Primária, principalmente nas populações 
de maior risco. 
07
CÂNCER DE PRÓSTATA
61
É o tumor que afeta a próstata, 
glândula localizada abaixo da 
bexiga e que envolve a uretra, 
canal que liga a bexiga ao 
orifício externo do pênis 
(Ministério da Saúde). O câncer 
de próstata (CP) é muito 
comum, acometendo cerca de 1 
(um) em cada 6 (seis) homens. 
Geralmente, esse tumor não 
apresenta sintomas nos estágios 
iniciais, pois cresce inicialmente 
na parte externa da glândula 
prostática, sem comprimir a 
uretra, não provocando sintomas 
urinários. Em fases avançadas, 
pode alterar o padrão urinário. 
Sintomas iniciais e sinais de alerta: Dificuldade ou dor ao urinar, 
fluxo urinário fraco ou interrompido, sensação de mal esvaziamento 
vesical ou necessidade frequente de urinar, especialmente à noite. 
53
Veja, agora, quais são os fatores de risco do câncer de próstata.
Idade: O risco aumenta significativamente após os 50 anos na 
população em geral e a partir dos 45 anos de idade nos homens 
afrodescendentes ou com histórico familiar desse câncer.  
Histórico Familiar: Ter parentes de primeiro grau com câncer de 
próstata eleva o risco em duas ou três vezes. 
Raça: Homens afrodescendentes têm dobro ou triplo de 
probabilidades de desenvolver câncer de próstata.  
Alimentação: Dietas ricas em gorduras, proteína animal e 
derivados de leite  e pobres em vegetais e castanhas podem 
aumentar o risco. 
Obesidade: Está associada a um risco maior de câncer de 
próstata agressivo.
5862
63
Dificuldade ou dor ao urinar, fluxo urinário fraco ou interrompido, 
sensação de mal esvaziamento vesical ou necessidade frequente de 
urinar, especialmente à noite, também são sintomas da Hiperplasia 
Prostática Benigna. Somente a avaliação médica irá identificar a 
causa correta dos sintomas. 
Vamos falar, agora, sobre os sintomas do Câncer de Próstata Avançado 
e os sinais de alerta: 
● Dor forte e persistente, contínua, nas regiões pélvica, lombar ou 
superior das coxas (isso geralmente se dá por metástases nos 
ossos do quadril, da bacia ou da coluna).
● Fraqueza, anemia, perda de peso, adinamia, falta de apetite. 
● Em casos graves, podem ocorrer fraturas em fêmur ou bacia 
afetados por metástases, após traumas leves ou quedas de 
pequenas alturas. 
Atenção
64
Métodos de Diagnóstico: 
1. Toque Retal. 
2. PSA (Antígeno Prostático Específico). 
3. Biópsia da Próstata. 
4. Ultrassonografia Transretal. 
5. Ressonância Magnética da Próstata. 
6. Tomografia computadorizada de abdome e pélvis. 
7. Cintilografia óssea.
Modalidades de Tratamento: 
1. Cirurgia denominada prostatectomia radial. 
2. Radioterapia.
3. Vigilância ativa. 
4. Hormonioterapia. 
5. Quimioterapia.
Para finalizar, é importante comentar sobre o câncer de pênis, que 
apesar de raro, é potencialmente grave. Quando detectado 
precocemente, nos estágios iniciais, tem alta chance de cura, por 
meio de cirurgias menosmutiladoras e com menos efeitos colaterais. 
08
CÂNCER DE PULMÃO
66
A redução do número de pessoas fumantes proporcionou uma 
diminuição na incidência do câncer de pulmão em homens, nas 
últimas décadas. No entanto, ao contrário, está ocorrendo um 
aumento entre as mulheres.
Normalmente, o diagnóstico é tardio, 
pois os sintomas iniciais são muito 
inespecíficos, ou seja, podem ser 
confundidos com outras condições 
respiratórias comuns, como tosse 
persistente e falta de ar. Isso faz com 
que o câncer de pulmão seja uma das 
principais causas de morte por câncer 
no mundo, pois é descoberto 
tardiamente. 
Exemplos de sinais de alerta: Tosse, 
tosse com sangue, falta de ar, dor ao 
respirar, dor para engolir ou perda de 
peso progressiva. 
O câncer de pulmão é o terceiro 
mais frequente em homens e o 
quarto entre as mulheres. São 
cerca de 33 mil novos casos por 
ano.
SINAIS E 
SINTOMAS
63
FATORES DE RISCO
Os principais fatores de risco são 
o tabagismo e a exposição 
passiva ao tabaco, responsável 
por cerca de 85% dos casos 
diagnosticados. Outros fatores 
de risco incluem exposição a 
algumas substâncias, como as 
liberadas na produção do 
alumínio e na mineração. Além 
disso, os produtos da combustão 
de motores a diesel, a poluição 
do ar e as radiações também são 
fatores de risco. Esses agentes 
podem potencializar o dano 
causado pelo cigarro. 
RASTREAMENTO 
A principal ferramenta 
utilizada é a tomografia 
computadorizada de baixa 
dose de radiação, realizada 
anualmente em pacientes 
com mais de 50 anos que 
sejam tabagistas ou tenham 
parado de fumar há menos 
de 15 anos. 
Clique ou escaneie o QR Code ao lado e saiba 
mais sobre O rastreamento do câncer de pulmão 
no Brasil: recomendações da Sociedade 
Brasileira de Cirurgia Torácica, Sociedade 
Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Colégio 
Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por 
Imagem.
67
Saiba Mais
https://www.gov.br/inca/pt-br/canais-de-atendimento/imprensa/releases/2024/diagnostico-precoce-e-fundamental-para-o-controle-do-cancer-de-cabeca-e-pescoco
https://portal.fiocruz.br/video/o-uso-da-categoria-territorio-na-saude
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38536982/
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38536982/
Esses tumores são agrupados em dois grandes grupos, que 
dependem dos tipos de células que os originaram. O principal tipo é 
o carcinoma de pulmão de não pequenas células, que representa 
85% dos casos; dentre eles existem o Adenocarcinoma, mais comum 
em mulheres não fumantes, e o Carcinoma de Células Escamosas 
(epidermoide). 
68
O uso dos Dispositivos Eletrônicos 
para Fumar (DEF) – conhecidos como 
cigarros eletrônicos, vapes, pods ou 
“pendrives” – tem se popularizado, 
especialmente entre adolescentes e 
jovens, por conta das variadas formas, 
cores e sabores que eles oferecem. 
Embora muitas vezes sejam 
divulgados como uma opção mais 
segura em comparação ao cigarro 
tradicional, estudos recentes mostram 
que esses dispositivos também 
apresentam riscos importantes à 
saúde. Um exemplo preocupante é a 
EVALI, que surge de uma sigla em 
inglês e é definida como uma lesão 
pulmonar associada ao uso de 
produtos de cigarro eletrônico e vapes. 
Saiba Mais
O Carcinoma de Células Escamosas (epidermoide), fortemente ligado 
ao tabagismo, que pode causar sintomas precoces, como tosse com 
sangue, é um carcinoma de grandes células, sendo um tipo raro e 
muito agressivo, que costuma se disseminar mais rapidamente.
69
O carcinoma de pulmão de pequenas células representa cerca de 10 
a 15% dos casos. Associado quase exclusivamente ao tabagismo, é 
muito agressivo, cresce rapidamente e frequentemente já está 
disseminado no momento do diagnóstico. Existem outros tipos, mas 
são bem mais raros.
Modalidades de tratamento: os tratamentos dos cânceres de pulmão 
estão passando por uma grande revolução, e a decisão sobre qual 
estratégia utilizar é cada vez mais personalizada, de acordo com as 
características dos pacientes e dos tumores e a experiência do local 
onde o tratamento está sendo realizado. 
70
De forma geral, o carcinoma de pulmão de não pequenas células pode 
ser tratado com cirurgia, nos casos localizados, com 
quimiorradioterapia, nas formas localmente avançadas, ou com 
imunoterapia e terapias-alvo, nos casos mais avançados e metastáticos. 
Veja no infográfico a seguir a representação das modalidades de 
tratamento do câncer de pulmão.
Figura 15 - Estratégia de tratamento para câncer de pulmão
Fonte: Elaborado pelo autor.
71
Seja você um disseminador dos hábitos mais saudáveis de vida, 
oriente a sua população quanto aos perigos do uso dos cigarros e do 
álcool e priorize, sempre que possível, uma alimentação 
diversificada, com frutas e legumes. 
Figura 16 - Tumor de pulmão achado em tomografia de tórax
Fonte: arquivo pessoal do autor.
Os carcinomas de pequenas células usualmente são tratados com 
quimioterapia, associada ou não à radioterapia, a depender da 
extensão. 
Nas doenças disseminadas, além da quimioterapia, pode-se usar 
imunoterapia ou terapia-alvo. 
09
FINALIZANDO
73
Em conclusão, a Atenção Primária à Saúde é crucial na 
detecção precoce e na prevenção dos cânceres mais 
comuns, atuando como ponto de contato inicial com o 
usuário para orientação sobre fatores de risco e rastreamento 
regular. 
A educação e a conscientização no nível primário podem 
promover mudanças comportamentais e incentivar a busca 
por cuidados médicos, além de permitir a identificação 
precoce de sinais suspeitos, aumentando as chances de 
tratamento bem-sucedido. 
74
A integração da atenção primária com outras áreas da saúde 
fortalece a integralidade do cuidado contínuo e oportuno, 
facilitando encaminhamentos adequados e garantindo um 
tratamento eficaz. 
Capacitar os profissionais de saúde para reconhecer sinais de alerta 
e oferecer acompanhamento contínuo é fundamental para reduzir a 
morbimortalidade e melhorar a qualidade de vida, tornando a 
atenção primária um protagonista essencial na luta contra o câncer. 
10
REFERÊNCIAS
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e Terapêuticas em Oncologia. 2021. Disponível em: 
https://accamargo.org.br/sobre-o-cancer/noticias/quinta-edicao-d
o-manual-de-condutas-e-praticas-oncologicas-do-accamargo. 
Acesso em: 21 abr. 2025.
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do Câncer Colorretal. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
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https://www.eva.org.br. Acesso em: 21 abr. 2025.
INCA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES 
DA SILVA). Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer 
colorretal. Rio de Janeiro: INCA, 2024.
INCA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES 
DA SILVA). Dieta, nutrição, atividade física e câncer: uma 
perspectiva global: um resumo do terceiro relatório de especialistas 
com uma perspectiva brasileira. Rio de Janeiro: INCA, 2020. 
Disponível em: 
https://www.inca.gov.br/publicacoes/relatorios/dieta-nutricao-ativi
dade-fisica-e-cancer-uma-perspectiva-global-um-resumo-do. 
Acesso em: 21 abr. 2025.
INCA (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES 
DA SILVA). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil. 2023. 
Disponível em: 
https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/docum
ent/estimativa-2023.pdf. Acesso em: 21 abr. 2025.
76
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https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/estimativa-2023.pdf
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https://www.nccn.org/guidelines/category_1. Acesso em: 21 abr. 
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SANTOS, Vanessa Sardinha. Câncer do colo do útero. Brasil Escola. 
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Acesso em: 21 abr. 2025.
77
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AGÊNCIA GOV. Julho Verde reforça importância do diagnóstico 
precoce do câncer de cabeça e pescoço. Agência Gov, 09 jul. 
2024. Disponível em: 
https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/julho-verde-refo
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GRUPO BRASILEIRO DE MELANOMA. Cartilha sobre Carcinoma 
Basocelular. São Paulo: GBM, [s.d.] Disponível em: 
https://gbm.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Livro-GBM_C
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https://gbm.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Livro-GBM_Cartilha-CBC2023_v6.pdf
https://gbm.org.br/wp-content/uploads/2023/06/Livro-GBM_Cartilha-CBC2023_v6.pdf
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https://gbm.org.br/wp-content/uploads/2023/05/Cartilha_Recomendacoes_GBM_maio23.pdf
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https://www.gov.br/saude
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MATERIAL COMPLEMENTAR:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA: 
https://www.sbcp.org.br
PEREIRA et. al. Rastreamento do câncer de pulmão no Brasil: 
recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica. 
Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Colégio 
Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. J. Bras. 
Pneumol. v. 50, n. 1. e20230233, 2024. Disponível em: 
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38536982/ Acesso em: 10 out. 
2025.
Aplicativos e Ferramentas Digitais: "Saúde da Mulher" (Ministério da 
Saúde), disponíveis para Android/iOS, com lembretes de exames e 
informações sobre saúde feminina.
Cursos Gratuitos EAD para Profissionais da APS: Telessaúde Brasil 
Redes: https://www.telessaude.ufmg.br e Universidade Aberta do 
SUS (UNA-SUS): https://www.unasus.gov.br
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https://www.sbcp.org.br/
https://www.sbcp.org.br
http://et.al
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38536982/
https://www.telessaude.ufmg.br/
https://www.unasus.gov.br/
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