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BASQUETE e VÔLEI ADAPTADO
Prof. Elaine Russo Roos
A história do basquete adaptado 
1946 marca um ponto crucial na trajetória do basquete em cadeira de rodas. 
Nos Estados Unidos, um grupo de veteranos de guerra com lesões na medula espinhal começou a experimentar um esporte adaptado em suas cadeiras de rodas, com base nas ideias do médico Ludwig Guttmann, pioneiro da reabilitação de pessoas com deficiência. Esses homens encontraram no basquete uma oportunidade, não apenas de reabilitação física, mas também de recuperação emocional e social.
As primeiras partidas de basquete em cadeira de rodas eram improvisadas, jogadas em quadras de hospitais e centros de reabilitação
A inclusão do basquete em cadeira de rodas nos Jogos Paralímpicos em 1960, em Roma, foi um marco definitivo.
O primeiro Campeonato Mundial de Basquete em Cadeira de Rodas foi realizado em 1973, na cidade de Stoke Mandeville, no Reino Unido.
No Brasil, foi fundado o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, em 1958, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida e Aldo Miccolis – dois pioneiros do movimento no Brasil.
O basquete adaptado é também conhecido como basquete em cadeira de rodas.
O basquete em cadeira de rodas pode ser praticado por homens e mulheres com deficiência físico-motora (paraplegia ou deficiência nos membros inferiores).
Atletas andantes podem jogar, mas devem usar a cadeira de rodas durante a prática do esporte.
Basquete Adaptado 
Basquete Adaptado 
A primeira modalidade paralímpica praticada no Brasil foi o basquete em cadeira de rodas. 
Atualmente, é um dos esportes paralímpicos mais realizados, e, no país, há aproximadamente 110 clubes que oferecem essa modalidade. 
Ao longo dos anos, a tecnologia evoluiu para fornecer cadeiras de rodas especificamente projetadas para a prática do basquete, oferecendo maior agilidade e velocidade aos atletas.
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS. https://cbbc.org.br
FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS. https://iwbf.org/
Variam de 1 a 4, levando em consideração a funcionalidade dos membros superiores, tronco e membros inferiores. 
Cada classificação representa um nível diferente de habilidade funcional. 
A classificação pode variar ligeiramente entre diferentes organizações e competições
O objetivo principal é garantir que as equipes sejam equilibradas em termos de habilidades dos jogadores.
Classificações
Categorias:
• 1 (1.0 a 1.5): atletas com maior comprometimento funcional. Podem ter limitações significativas nos membros superiores, tronco e membros inferiores. Geralmente, têm menor agilidade e mobilidade na cadeira de rodas. 
• 2 (2.0 a 2.5): os jogadores apresentam habilidades funcionais moderadamente comprometidas. Podem ter melhor controle dos membros superiores e do tronco em comparação aos atletas da categoria 1. Demonstram uma combinação de velocidade e agilidade em suas cadeiras de rodas.
• 3 (3.0 a 3.5): os jogadores têm menos limitações funcionais. Apresentam bom controle dos membros superiores e do tronco, permitindo uma ampla gama de movimentos. Demonstram maior agilidade e capacidade de manobra na cadeira de rodas. 
• 4 (4.0 a 4.5): os jogadores têm as menores limitações funcionais. Apresentam excelente controle dos membros superiores, tronco e membros inferiores. Demonstram alta agilidade e habilidade na cadeira de rodas
Classificações
O total de pontos de classificação dos cinco jogadores em quadra não pode exceder 14 pontos em nenhum momento do jogo.
EXEMPLO DE DIVISÃO
	Jogador	Classe Funcional
	Jogador A	4.0
	Jogador B	3.5
	Jogador C	3.0
	Jogador D	2.0
	Jogador E	1.5
	Total	14.0 pontos
Lembrando que o objetivo é garantir que as equipes sejam equilibradas em termos de habilidades dos jogadores
Regras
Muitas regras se assemelhem às do basquete convencional.
Existem algumas modificações importantes para garantir a segurança e a acessibilidade no jogo
A principal diferença em relação ao basquete convencional é que os jogadores devem quicar, arremessar ou passar a bola a cada dois toques dados na cadeira de rodas. 
É obrigatório que todos os jogadores utilizem a cadeira de rodas própria para a prática do basquete.
Regras
Quadra e Cesta: Dimensões da quadra – 28 m de comprimento por 15 m de largura 
Altura da cesta – 3,05 m – seguem o padrão do basquete convencional. 
Duração do Jogo: As partidas são disputadas em quatro quartos de 10 minutos. 
Regra do Drible: Ao segurar a bola, um jogador pode dar no máximo duas impulsões na cadeira antes de ter que driblar (quicar), passar ou arremessar a bola. 
Cadeiras de Rodas: As cadeiras são específicas para o esporte, adaptadas e padronizadas, e são consideradas parte do corpo do atleta. 
Classificação Funcional: Os atletas são avaliados numa escala de 1 a 4,5, que representa o grau do seu comprometimento físico-motor. A soma das pontuações dos jogadores de uma equipe em quadra não pode exceder 14 pontos, o que garante o equilíbrio e a inclusão de todos os níveis de deficiência. 
Faltas: Uma falta acontece quando um jogador atinge intencionalmente a cadeira de um adversário com a sua cadeira, seja na lateral ou na parte de trás. 
Início: Cada equipe tem cinco jogadores em quadra. 
Movimentação: Os jogadores impulsionam as cadeiras e, a cada dois toques na cadeira, devem quicar ou passar a bola. 
Pontuação: Arremessos de dentro da linha de três pontos valem 2 pontos, enquanto os feitos de fora da linha valem 3 pontos, e lances livres valem 1 ponto. 
É obrigatório que todos os jogadores utilizem a cadeira de rodas própria para a prática do basquete. 
É comum ter uma barra protetora lateral na cadeira para a proteção do atleta. 
Na parte traseira do equipamento, é possível observar uma roda de apoio.
O contato físico é permitido, mas há restrições quanto a empurrar ou bloquear cadeiras.
VÔLEI SENTADO
A história do vôlei adaptado
O vôlei adaptado, também conhecido como vôlei sentado ou vôlei paralímpico, é uma variante inclusiva do vôlei convencional, adaptada para atletas com deficiência física.
Nasceu em 1950 com outro nome, o sitzball, modalidade alemã. No sitzball, a bola pode quicar uma vez no chão, a quadra tem medidas diferentes e não existe uma rede para dividir os lados, mas sim uma fita que delimita a altura
O primeiro país campeão de vôlei sentado foi Israel, em Toronto 1976, em que estreou nos Jogos Paralímpicos de Verão. 
Vôlei sentado
Sitzball
Classificações
Os atletas de vôlei sentado são classificados conforme a funcionalidade de seus membros inferiores e do tronco. 
A classificação é representada por um número que indica o grau de funcionalidade. 
AS CLASSES FUNCIONAIS GERALMENTE VARIAM DE 1 A 4, E CADA UMA DELAS TEM CRITÉRIOS ESPECÍFICOS DE FUNCIONALIDADE.
• Classe 1: os atletas têm maior comprometimento funcional nos membros inferiores e no tronco. Eles podem ter limitações significativas na mobilidade e no controle do tronco. 
• Classe 2: os atletas têm funcionalidade moderadamente reduzida nos membros inferiores e no tronco em comparação com atletas da classe 1. 
• Classe 3: os atletas têm menos limitações na funcionalidade dos membros inferiores e no tronco em comparação com as classes 1 e 2.
 • Classe 4: os atletas têm a funcionalidade menos comprometida nos membros inferiores e no tronco. Eles podem ter maior mobilidade e controle do tronco.
Atletas amputados, paralisados cerebrais ou afetados na medula espinhal (paratetra-pólio) podem participar de alguns eventos na categoria les autres.
Processo de classificação
As avaliações geralmente incluem testes de força, amplitude de movimento, equilíbrio e controle do tronco. 
Durante as avaliações, os atletas são observados em situações que simulam as demandas específicas do vôlei sentado.
De acordo com o grau de impacto nas funções na modalidade ocasionado pela sua deficiência, os atletas são divididos em dois grupos: VS1 e VS2.
Os atletas com amputações e limitações de locomoção mais acentuadossão classificados como D (do inglês disabled) ou VS1. Exemplo: amputação de perna.
Os atletas que têm problemas de articulação leves ou pequenas amputações nos membros são classificados como MD (do inglês minimally disabled) ou VS2. Exemplos: amputação de parte do pé, amputação bilateral de polegar. 
Cada time somente pode contar com dois jogadores da classe MD, e os dois não podem estar em quadra ao mesmo tempo
Processo de classificação
Para os amputados, há uma classificação específica.
• AK (above knee): quando a amputação ocorre acima ou através da articulação do joelho.
• BK (below knee): a amputação é feita abaixo do joelho, através ou acima da articulação tálus-calcâneo.
• AE (above elbow): amputação abaixo do cotovelo.
• BE (below elbow): amputação acima do cotovelo, através ou acima da articulação do pulso.
Por meio dessa classificação, eles são divididos em nove classes:
• Classe A1: duplo AK.
• Classe A2: AK simples.
• Classe A3: duplo BK.
• Classe A4: BK simples.
• Classe A5: duplo AE.
• Classe A6: AE simples.
• Classe A7: duplo BE.
• Classe A8: BE simples.
• Classe A9: amputações combinadas dos membros inferiores e superiores.
Todas essas classificações mencionadas são específicas e pontuais para que cada atleta seja alocado
em uma equipe de forma a possibilitar maior equidade e igualdade durante as partidas.
Regras
Seguem as regras semelhantes às do vôlei convencional, mas com adaptações para acomodar as necessidades dos jogadores.
Jogadores: Duas equipes de seis jogadores cada. 
Quadra: A quadra tem 10m de comprimento por 6m de largura. 
Rede: A altura da rede é de 1,15m no masculino e 1,05m no feminino. 
Pontuação: Os sets têm 25 pontos corridos e, em caso de empate (tie-break), o último set tem 15 pontos. A partida é ganha por quem vencer três sets. 
Bloqueio de Saque: Ao contrário do vôlei tradicional, no vôlei sentado é permitido bloquear o saque do adversário. 
Contato com o Solo: Os jogadores devem manter contato dos glúteos com o solo durante todas as ações do jogo, exceto nos momentos de deslocamento. 
A modalidade segue as regras da Federação Internacional de Vôlei
Sentado, a World ParaVolley. 
https://www.worldparavolley.org
No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Vôlei para Deficientes (CBVD). http://cbvd.org.br
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