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2 Curso de Bombeiro Profissional Civil SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 3 www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 3 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil MÓDULO 2 – EQUIPAMENTOS DE COMBATE À INCÊNDIOS APRESENTAÇÃO Neste Módulo o Bombeiro civil irá aprender sobre os principais equipamentos que são utilizados no Combate ao Incêndio, bem como os sistemas fixos instalados nas edificações, de acordo com o risco e a carga de incêndio, e como a função do Bombeiro civil e totalmente preventiva, este conhecimento e importante para desempenhar suas atribuições de forma eficiente e eficaz. Deixando bem claro que se os equipamentos estão em pleno funcionamento, no caso de uma emergência os custos serão menores e as atividades da edificação voltarão ao normal num curto espaço de tempo. Vamos aos temas: Tema 1 – Equipamento de Operação Manual e auxiliar Tema 2 – Equipamentos de Sistema Fixos/ Automáticos www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 4 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 2. TEMA 1 – EQUIPAMENTOS DE OPERAÇÃO MANUAL Os equipamentos de Operação manual que são utilizados nos casos de emergências são vários e específicos, conhecer e entender o seu funcionamento e a qualidade do bom profissional. 2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS – TEÓRICOS/ PRÁTICOS Ao final do tema o aluno deverá ser capaz de: a) Conhecer os tipos e demonstrar na prática a operação de: extintores (portáteis e extintores sobre rodas, com carga de água, pó BC, pó ABC, CO2, etc.), hidrantes (predial, de coluna e subterrâneo), mangotinho, mangueiras de incêndio (tipos I, II, III, IV e V), chaves de mangueira (simples e mista), redutores, tampões e adaptadores para mangueiras e hidrantes, derivantes, válvula de recalque, passagem de nível, barrilete, esguichos (de jato sólido, regulável, formador e auto-edutor de espuma) e proporcionadores de espuma (de linha e de sistema); 2.2. AGENTES EXTINTORES Agente extintor é a substância utilizada para a extinção do fogo, pelo aproveitamento de suas propriedades físicas ou químicas, visando sempre à retirada de um dos elementos do tetraedro do fogo (resfriamento, abafamento ou quebra da reação em cadeia), podendo ser àquela encontrada na natureza ou substâncias produzidas pelo homem em laboratório. Podem estar acondicionadas em aparelhos portáteis (extintores), conjunto hidráulicos (hidrantes) ou dispositivos especiais automatizados (sprinkler e sistemas fixos de CO2). Quando esses agentes extintores estiverem acondicionados em recipientes próprios, para combate a incêndio, o emprego desses agentes em aparelhos extintores de incêndio são regrados por normas brasileiras (NBR) aprovadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os agentes extintores certificados no Brasil e que serão abordados são: a) Água - NBR 11715; b) Pós para extinção de incêndio - NBR 10721; c) Espuma mecânica - NBR 11751; e d) Gás carbônico - NBR 11716. 2.2.1. ÁGUA A água, na sua forma líquida, é o agente extintor mais utilizado nos combates a incêndios e, durante muito tempo, foi o único recurso utilizado. Sua ampla utilização se deve à sua disponibilidade na natureza e ao baixo custo. A água, em função de suas propriedades físicas e químicas, age principalmente por resfriamento, agindo, secundariamente, por abafamento. A água utilizada em incêndios conduz eletricidade por possuir sais minerais em sua composição, o que a torna inadequada para incêndios envolvendo equipamentos energizados (classe C), em razão do risco de choque elétrico. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 5 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil A água também não é indicada para extinguir incêndios envolvendo material pirofórico (classe D), uma vez que o oxigênio presente em sua composição promove violenta reação exotérmica (liberação de calor) ao entrar em contato com metais pirofóricos. A eficiência da água no combate ao fogo é decorrente basicamente de duas propriedades: ● A sua capacidade de absorver grande quantidade de calor (resfriamento); ● A sua capacidade de mudança de estado físico de líquido para vapor a 100°C, temperatura esta que em qualquer incêndio é ultrapassada com muita facilidade. A passagem da água para estado gasoso, reduz a concentração do comburente (oxigênio) no fogo (abafamento). 1 litro de água se transforma, a 1 ATM em 1700 litros de vapor. Tão importante quanto conhecer as propriedades da água é saber utilizá-la de forma racional no combate aos incêndios. O seu excesso causa tanta ou maior destruição que as chamas, a fumaça e o calor. A água utilizada em um combate a incêndio que não se transforma em vapor é desperdiçada, acumulando-se no ambiente e causando mais danos que benefícios. A água desperdiçada em um combate a incêndio costuma: Danificar mobília, equipamentos e outros ambientes que não tinham sido afetados pelo calor ou pelas chamas, aumentando o dano patrimonial; Necessitar de ações de esgotamento posteriores ou durante o combate a incêndio; e acumular-se em um ambiente de forma que possa causar uma sobrecarga estrutural da edificação (por causa da pressão da coluna d’água sobre o piso e as paredes) ou acidentes (encobrindo buracos e outros riscos para os bombeiros ao adentrarem no ambiente). A água apresenta algumas desvantagens no combate a incêndio decorrente de suas propriedades físicas: ● Alta tensão superficial - dificulta o recobrimento da superfície em chamas e prejudica a penetração no material em combustão; ● Baixa viscosidade — provoca o escoamento rápido (a água permanece pouco tempo sobre a superfície do material); e ● Densidade relativamente alta - prejudica o combate em líquidos inflamáveis de densidade menor que a da água, fazendo com que ela não permaneça sobre a superfície do líquido em chamas. 2.2.2. PÓS PARA EXTINÇÃO DE INCÊNDIO Durante muito tempo, o pó utilizado no combate a incêndio era conhecido como pó químico seco, porém, desde o início da década de 90, passou a ser chamado de pó para extinção de incêndio. Trata -se de um pó composto de partículas muito pequenas, normalmente de bicarbonato de sódio ou potássio, para aparelhos extintores destinados a combater incêndios em combustíveis sólidos e líquidos (ou gases) inflamáveis, e de monofosfato de amônia (fosfatomonoamônico) para extintores ditos polivalentes (ABC), ou seja, para incêndios em sólidos, líquidos (ou gases) e equipamentos elétricos energizados. Para o combate a incêndios de classe “D”, utilizou-se à pó a base de cloreto de sódio, cloreto de bário, monofosfato de amônia e grafite seco. O pó, quando aplicado sobre o fogo, promove sua a extinção por: ● Quebra da reação em cadeia, primariamente. ● Abafamento, secundariamente, pois sua utilização libera dióxido de carbono e vapor d’água, que isolam o comburente da reação. www.prevlifecursos.com – Av. 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Vantagens do uso da espuma mecânica: ● Abafamento: O combustível é isolado do comburente; ● Confinar o incêndio: A espuma faz com que o incêndio seja extinto por partes, mantendo a proteção e reduzindo a área em chamas; ● Contornar obstáculos: Por causa de sua fluidez, a espuma contorna mais facilmente os possíveis obstáculos; ● Resfriamento: Por ter pelo menos 94% de água em sua fase líquida, atua também resfriando a superfície do combustível e os sólidos próximos. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 35 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 3.11. SISTEMA FIXO DE COMBATE A INCÊNDIO POR GÁS CARBÔNICO A) SISTEMAS DE SUPRESSÃO POR INUNDAÇÃO POR CO2 O dióxido de carbono (CO2) é utilizado nesses sistemas por ser um gás inodoro, incolor, anticorrosivo, não condutor de eletricidade e facilmente disponível no mercado. Extingue o fogo pela redução do oxigênio existente no ambiente (abafamento). Os sistemas fixos de combate por CO2 devem ser projetados conforme a NFPA 12 e NBR no 12.232 (Normatiza sistema de CO2 para aplicação em extinção de incêndio em transformadores). Hoje o sistema de CO2 pode ser considerado, tecnologicamente, ultrapassado, comparando-se com o sistema de combate por agentes limpos, contemplados pela NFPA no 2001, que vêm ganhando a preferência do mercado. Mesmo assim, o sistema de CO2 é ainda muito usado por ser uma opção mais barata. O CO2 pode ser armazenado em alta ou baixa pressão. Os sistemas de pequeno e médio portes são, normalmente, armazenados em cilindros de aço de alta pressão (denominados sistemas HPCO2 — high pressure - alta pressão), contendo, cada um, 45 kg de gás interligados, formando um conjunto chamado de bateria, a qual pode proteger vários compartimentos separados. Para aplicações industriais ou quando uma capacidade de múltiplo alcance é requerida, geralmente, são adotados os sistemas de baixa pressão (LPCO2 — low pressure - baixa pressão), pois o armazenamento do CO2, como líquido em tanques refrigerados de baixa pressão é mais econômico. www.prevlifecursos.com – Av. 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Especialmente indicado para locais não habitados com riscos elétricos e líquidos inflamáveis, penetra em todas as aberturas do local protegido, extinguindo o incêndio rapidamente. Exemplos: CPDs, transformadores e geradores, máquinas, galerias de arte, depósitos de inflamáveis, sala de baterias, coifas, dutos de exaustão e outros locais onde a extinção por outros meios pode danificar objetos ou equipamentos. Seu uso em área ocupada por pessoas não é recomendado, devido ao risco potencial de asfixia. Entretanto, podem ser utilizados desde que com sistemas de bloqueio adequados para evitar descargas em presença de seres humanos e com um sistema de alarme de pré-ativação. O sistema de bloqueio ou retardo (time delay) é o dispositivo manual que, quando ativado, retarda o acionamento das baterias de CO2. Entretanto, após liberação do gás, não é mais possível parar o processo. O sistema de supressão por CO2 deve possuir dispositivo de pré-alarme e sistema de bloqueio (retardo). Devem existir, também, meios que possibilitem o rápido abandono do ambiente protegido onde devem ser fixadas em todas as portas placas de sinalização de advertência para o risco, com os seguintes dizeres: “ATENÇÃO — AMBIENTE PROTEGIDO COM CO2 – AO ALARME, ABANDONE O RECINTO”. Para o cálculo do tempo de evacuação, deve-se considerar o tempo que uma pessoa, caminhando em velocidade não superior a 40 metros/minuto, mesmo situada em local e condição mais desfavorável da área protegida, consiga chegar a um local seguro. O sistema fixo de CO2 entra em operação quando o calor irradiado pelo fogo fazer com que o sistema de detecção instalado no local comande dispositivos de advertência sonoros e luminosos. Ao mesmo tempo, uma unidade retardadora do sistema de disparo da instalação é acionada num período de 20 a 90 segundos. www.prevlifecursos.com – Av. 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Em caso de incêndio, serão acionados um ou mais detectores, os quais, por sua vez, enviarão um sinal elétrico à central de detecção e alarme, que, imediatamente, identifica e sinaliza o incêndio, disparando um pré-alarme intermitente, avisando aos ocupantes do local e solicitando providências por parte da brigada de incêndio. Passado determinado tempo, é tocado novo alarme, agora contínuo, para a total retirada de pessoas da área. Em um sistema totalmente automatizado, antes da descarga do agente extintor, a central efetua comando para que: os avisadores sonoros e visuais, luzes de rotas de fuga, dispositivos de alívio de pressão, bombas de incêndio e etc. Entre em funcionamento; sejam desligados sistemas de ventilação, ar condicionado, alimentação elétrica; bombas e válvulas de alimentação de combustíveis sejam fechadas; portas corta-fogo com eletroímãs, dumpers e portas de fuga, no caso de sistemas de controle de acesso, sejam desbloqueadas. 3.12. SISTEMA FIXO DE COMBATE A INCÊNDIO POR ÁGUA NEBULIZADA O sistema de combate a incêndio por nebulização / water sprayou dilúvio é adequado a instalações de diversos portes, dimensões e níveis complexidade como estações de trem e metrô, centrais de energia, transformadores, geradores, indústrias, aviação e marinha. O sistema de água nebulizada é capaz de extinguir o incêndio sem causar danos às pessoas e equipamentos. O sistema suprime rapidamente o fogo com a mínima quantidade de água, devido à descarga em alta pressão e velocidade das gotas d' água, criando micro-gotas que possibilitam: ● O resfriamento do incêndio. ● A retirada do oxigênio da zona de combustão. ● O bloqueio do calor radiante. ● A lavagem dos gases tóxicos e fumaça no local protegido, agilizando a liberação da área afetada. A aplicação do sistema de combate a incêndio por nebulização /water spray ou dilúvio é recomendada para proteção de incêndios industriais ou em equipamentos que utilizem líquidos combustíveis, a exemplo de: transformadores, disjuntores, reatores, tanques de resfriamento, fabricação de óleos, tintas ou vernizes, galeria de cabos, equipamentos imersos em óleo e até mesmo em situações em que não é possível utilizar portas corta-fogo. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 38 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 3.13. SISTEMA DE ÁGUA NEBULIZADA A ALTA PRESSÃO O sistema de água nebulizada permite grande eficácia na extinção do incêndio sem ser perigoso para as pessoas e sem danificar os equipamentos. Está aplicado em milhares de instalações em todo o mundo, com referências especiais na Marinha, em estações de Metrô, na Aviação, em Centrais de Energia e na Indústria. É o sistema indicado para proteção de Postos de Transformação, de Galerias de Cabos, de Salas Eléctricas, entre outros. O princípio deste sistema é baseado na descarga de gotas de água a alta velocidade de pequena dimensão (cerca de 50 a 120 microns), arrefecendo a zona do incêndio e retirando o oxigênio da zona de combustão. O incêndio é extinto rapidamente com a mínima quantidade de água. A água potável a alta pressão ao passar a alta velocidade pelos difusores, criam a emissão de microgotas - água nebulizada que determina uma ampla superfície de absorção de calor possibilitando um arrefecimento da zona de incêndio. A alta velocidade das gotas permite penetrar no conjunto de gases quentes alcançando com facilidade a superfície de combustão mesmo em fogos de grande dimensão. A extinção do fogo é obtida de forma muito eficaz porque: ● A zona do incêndio é arrefecida ● O oxigénio é afastado da zona de combustão ● O calor radiante é bloqueado. Outro aspecto importante da aplicação deste sistema é a lavagem e decantação dos fumos e dos gases tóxicos desde a atmosfera protegida até ao solo. Esta característica minimiza os danos causados por fumos e gases corrosivos, nos equipamentos e melhora as condições de acessibilidade e permanência de pessoas na zona. O Sistema trabalha com pressões de água superiores a 35 bar e emite microgotas com dimensão de 20 a 200 microns. Consegue-se com grande eficácia: ● O controle do incêndio - através da limitação do crescimento e propagação do incêndio pelo umedecimento dos materiais adjacentes e pela redução da temperatura dos gases de combustão. ● Supressão do incêndio - pela redução rápida dos fatores que acompanham o incêndio tais como a libertação de calor e a emissão de gases. ● Extinção do incêndio - pela completa supressão do mesmo até ao desaparecimento total e impossibilidade de reacendimento. As instalações do sistema de água nebulizada realizam-se com tubagem de aço inox de pequeno diâmetro. Os difusores e todos os acessórios e tubagens são em aço inox de forma a evitar possíveis corrosões e assim a entrada de partículas que possam obstruir os canais dos difusores e danificar o equipamento de bomba. O sistema completo é constituído pelos difusores de água nebulizada, pelo grupo de bomba, pela tubulação de aço inox e pelo depósito de água. www.prevlifecursos.com – Av. 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Resfriamento - A água nebulizada possui uma grande capacidade de resfriamento. A sua divisão em gotas de tamanho micrométrico produz uma grande superfície de captação de calor, pelo que essas micro gotas, em contato com as chamas e com os gases da combustão, se transformam em vapor de água, absorvendo o equivalente a 540 calorias por grama de água utilizada. A rápida evaporação destas pequenas gotas permite um eficaz arrefecimento na área do incêndio. Deve ter-se em consideração que a água utilizada nos sistemas de sprinklers tradicionais só absorve o equivalente a 1 caloria por grama de água. Abafamento - A expansão provocada pela rápida evaporação das gotas de água origina um deslocamento do volume equivalente de oxigénio na superfície do incêndio, enquanto que no resto do recinto se mantêm os níveis de oxigénio normais (entre 17% e 19%), o que se traduz numa melhoria das condições de acessibilidade e de permanência do pessoal necessário. Diminuição do calor radiante - O calor radiante é um dos fenómenos que contribuem para a manutenção da reação de combustão. A neblina gerada no local reduz enormemente este fenômeno. Além disso, o sistema de água nebulizada permite o controle da fumaça pelo processo de decantação que as pequenas gotas de água exercem sobre este e sobre os gases corrosivos inerentes à combustão, conservando a atmosfera limpa e habitável, evitando assim os danos causados pelo fumaça que são, geralmente, aqueles que ocupam o lugar mais relevante nas perdas produzidas pelos incêndios. B) CARACTERÍSTICAS E VANTAGENS DA EXTINÇÃO POR ÁGUA NEBULIZADA ● Mínimas quantidades de água - agente ecológico e sem restrições futuras; ● Extinção por resfriamento, redução local do oxigénio e bloqueio do calor radiante; ● Sistema especial de lavagem de fumos e gases da combustão para salas técnicas; ● Utilização de materiais de alta qualidade e durabilidade; ● Excelente capacidade de abafamento do incêndio; ● Danos mínimos como consequência do incêndio, da água e da fumaça; www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 40 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil ● Necessidade de um espaço muito limitado para a instalação do sistema; ● Custos reduzidos de recarga e de manutenção do sistema; ● Seguro para as pessoas, para os equipamentos e para o meio ambiente. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 41 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlifehttp://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 4. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS Site da Internet: http://www.combatteextintores.com.br/site/index.php/mp-extintores/57-capacidade-extintora, acessado em 28/12/2016; Site da Internet: http://www.bombeiros.com.br/br/bombeiros/glossario.php, acessado em 28/12/2016; NBR 15219 - Plano de emergência contra incêndio – Requisitos. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas. FUNDACENTRO, “Introdução à Engenharia de Segurança de Sistemas”, 4 ed.. São Paulo: Fundação, 1994. FireEx Internacional de Proteção Industrial Ltda, “Introdução à Análise de Risco – sistemática e métodos”, 1ª edição, 1997. IPT, Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, “Manual de Regulamentação de Segurança contra Incêndios”, 1992. NFPA 1620. “Recommended Practice for Pre-incident Planning”. Quincy: National Fire Protection Association, 1998. NFPA. “Handbook of Fire Protection”. 18 ed. Quincy: National Fire Protection Association, 1998. 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Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 42 http://www.combatteextintores.com.br/site/index.php/mp-extintores/57-capacidade-extintora http://www.bombeiros.com.br/br/bombeiros/glossario.php http://www.gmextintores.com.br/extintor-agua-pressurizada-ap/ http://jcsequipamentos.com.br/imaster/extintores/extintor-co2 http://www.petrobras.com.br/pt/produtos-e-servicos/produtos/domesticos/gas-liquefeito-de-petroleo-glp/ http://www.suapesquisa.com/o_que_e/gas_natural.htm http://www.mixandi.com.br/gases-industriais/oxigenio-industrial.php http://www.infosolda.com.br/biblioteca-digital/livros-senai/higiene-e-seguranca/32-fogo-em-cilindros-de-acetileno.html http://www.infosolda.com.br/biblioteca-digital/livros-senai/higiene-e-seguranca/32-fogo-em-cilindros-de-acetileno.html http://www.gamagases.com.br/catalogo_nitrogenio.htm http://bombeiroswaldo.blogspot.com.br/2012/10/sistemas-de-supressao-especiais-gases.html http://www.gmextintores.com.br/extintor-agua-pressurizada-ap/ http://jcsequipamentos.com.br/imaster/extintores/extintor-co2 http://www.bucka.com.br/tipos-de-hidrante-e-seu-funcionamento/acessado%20em%2021/01/17 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlifenecessidade de encontrar um agente extintor que suprisse as desvantagens encontradas quando da utilização da água na extinção dos incêndios, principalmente naqueles envolvendo líquidos derivados de petróleo. A solução encontrada foi o emprego de agentes tenso ativos na água, a fim de melhorar sua propriedade extintora. Os agentes tenso ativos são aditivos empregados para diminuir a tensão superficial da água, melhorando a propriedade de espalhamento sobre a superfície em chamas e a penetração no material. Constitui-se de uma fase líquida (na superfície) e uma dispersão gasosa (no interior), apresentando uma estrutura formada pelo agrupamento de bolhas originadas a partir da introdução de agentes tenso ativos e ar na água. As espumas apresentam densidade muito menor que da água. Assim, as espumas espalham-se sobre a superfície do material em combustão, isolando-o do contato com o oxigênio atmosférico. Assim, mais leve que os líquidos inflamáveis, atua primariamente por abafamento e, por conter água, agem secundariamente por resfriamento. Essa é uma das razões que a torna mais eficiente do que a água no combate a incêndios que envolvem líquidos inflamáveis. As espumas mecânicas são formadas a partir da dosagem de um líquido gerador de espuma na água, sendo que por um processo mecânico, o ar é introduzido na mistura. Semelhantemente à água, a espuma também não é indicada para incêndios em equipamentos energizados e em metais pirofóricos. 2.2.4. GÁS CARBÔNICO O dióxido de carbono (CO2), também conhecido como anidrido carbônico ou gás carbônico, é um gás inerte, sendo um agente extintor de grande utilização que atua principalmente por abafamento, por promover a retirada ou a diluição do oxigênio presente na combustão e, secundariamente, por resfriamento. É um gás sem cheiro, sem cor e não conduz eletricidade, sendo recomendado na extinção de incêndios em líquidos ou gases inflamáveis e equipamentos elétricos energizados. Apesar de agir eficientemente por abafamento, não é recomendado para incêndios em combustíveis sólidos, por causa da dificuldade de penetração no combustível e pelo baixo poder de resfriamento, comparando-se com o da água. Possui a grande vantagem de não deixar resíduo, o que o torna adequado para ambientes com equipamentos ou maquinários sensíveis à umidade, como centros de processamento de dados e computadores. Por outro lado, a partir de uma concentração de 9% por volume, o gás carbônico causa inconsciência e até a morte por asfixia, o que restringe o seu uso em ambientes fechados ou com a presença humana. O gás carbônico pode ser encontrado em aparelhos extintores portáteis ou em sistemas fixos (baterias) www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 7 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 2.3. EXTINTORES DE INCÊNDIO Extintores são recipientes metálicos que contém em seu interior agentes extintores para combate imediato e rápido a princípios de incêndio. Os extintores podem ser portáteis ou sobre rodas, conforme o seu tamanho e uso. Os extintores portáteis também são conhecidos simplesmente por extintores e os extintores sobre rodas, por carretas. Os extintores classificam-se em conformidade com a classe de incêndio a que se destinam, ou seja, “A”, “B”, “C” e “D”. O sucesso na operação de um extintor dependerá basicamente de: a) Uma fabricação de acordo com as normas técnicas (ABNT); b) Uma adequada distribuição dos aparelhos na planta; c) Uma inspeção periódica da área a proteger; d) Uma manutenção adequada e eficiente; e e) Pessoal habilitado no correto manuseio do aparelho. 2.3.1. TIPOS DE AGENTES EXTINTORES Os extintores devem conter uma carga de agente extintor em seu interior, essa carga é chamada de unidade extintora e é especificada em norma. São equipamentos de acionamento manual, portátil ou sobre rodas, constituído de recipiente ou cilindro, componentes e agente extintor, destinados para o combate a princípios de incêndio. 2.3.1.1. ÁGUA – AP (ÁGUA PRESSURIZADA) São aparelhos de fácil manuseio, destinados a combater princípios de incêndio. Recebem o nome do agente extintor que transportam em seu interior (por exemplo: extintor de água, porque contém água em seu interior). É o agente extintor mais abundante na natureza. Age principalmente por resfriamento. Os extintores podem ser pressurizados ou por pressão injetada. 2.3.1.2. PÓ QUÍMICO SECO - PQS Os pós químicos secos são substâncias constituídas de bicarbonato de sódio, bicarbonato de potássio ou cloreto de potássio, que pulverizadas, formam uma nuvem de pó sobre o fogo, extinguindo-o por quebra da reação em cadeia e por abafamento. Extintor de pó químico seco, pode ser: pressurizado e pressão injetada www.prevlifecursos.com – Av. 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Mais leve que todos os líquidos inflamáveis é utilizada para extinguir incêndios por abafamento e, por conter água, possui uma ação secundária de resfriamento. Mecânica (pressurizado) e mecânica (pressão injetada). 2.3.2. EXTINTORES SOBRE RODAS (CARRETAS) Os extintores sobre rodas, também chamados de carretas, são aparelhos montados sobre rodas e com grande quantidade de agente extintor. As carretas recebem o nome do agente extintor que transportam, da mesma forma que os extintores portáteis. Devido ao seu tamanho e a sua capacidade de carga, a operação destes aparelhos geralmente é realizada por dois operadores. As carretas podem ser: de água; de espuma mecânica; de pó químico seco e de gás carbônico 2.3.3. CAPACIDADE EXTINTORA MÍNIMA EXIGIDA A capacidade extintora de um extintor de incêndio ou a sua eficácia de extinção é a medida do poder de extinção de fogo que ele tem em função de sua carga, que pode constituir uma ou mais unidades extintoras, obtida em ensaios práticos normalizados. A capacidade extintora mínima de cada tipo de extintor de incêndio, para que se constitua numa unidade extintora, é identificada por caracteres alfanuméricos: a) Um número, que representa a capacidade extintora ou o tamanho do fogo que pode ser extinto por uma unidade extintora ou pelo extintor de incêndio; b) Uma letra maiúscula, que identifica a classe de fogo adequada para o referido agente extintor. Os extintores são certificados de acordo com a sua "capacidade extintoras" e a condição mínima para que constituam uma unidade extintora, deve atender a tabela abaixo, no caso dos extintores portáteis e sobre rodas: EXTINTORES PORTÁTEIS EXTINTORES SOBRE RODAS (CARRETA) AGENTE EXTINTOR CAPACIDADE CARGA MÍNIMA AGENTE EXTINTOR CAPACIDADE CARGA MÍNIMA Água 2 A 10 Litros Água 10 A 75 litros Espuma mecânica 2 A: 10B 09 litros Espuma mecânica 6 A : 10 B 75 litros Dióxido de Carbono 5B: C 04 kg Dióxido de Carbono 10B: C 25 kg Pó Químico BC 10B: C 04 Kg Pó Químico BC 20B: C 20 kg Pó Químico ABC 2 A: 10B: C 04 kg Pó Químico ABC 10 A:20B: C 20 kg Composto halogenado 5B : C 02 kg 2.3.4. MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784– Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 9 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil A manutenção começa com o exame periódico e completo dos extintores e termina com a correção dos problemas encontrados, visando um funcionamento seguro e eficiente. É realizada através de inspeções, onde são verificados: localização, acesso, visibilidade, rótulo de identificação, lacre e selo das manutenções, peso, danos físicos, obstrução no bico ou na mangueira, peças soltas ou quebradas e pressão nos manômetros. 2.3.5. TIPOS DE INSPEÇÕES: a) Semanais: Verificar acesso, visibilidade e sinalização. b) Mensais: Verificar se o bico ou a mangueira do extintor estão obstruídos. Observar a pressão do manômetro (se houver), o lacre e o pino de segurança. c) Semestrais: Verificar o peso do extintor de CO2 e do cilindro de gás comprimido, quando houver. Se o peso do extintor estiver abaixo de 90% do especificado, recarregar. d) Anuais: Verificar se não há dano físico no extintor, avaria no pino de segurança e no lacre. Recarregar o extintor se constatado qualquer violação nestes itens. e) Quinquenais: Fazer o teste hidrostático, que é a prova a que se submete o extintor a cada cinco anos ou toda vez que o aparelho sofrer acidentes, tais como: batidas, exposição a temperaturas altas, ataques químicos ou corrosão. Deve ser efetuado por pessoal habilitado e com equipamentos especializados. Nota: diferentemente do dizem algumas empresas, o conteúdo dentro do extintor, é valido enquanto o mesmo estiver íntegro e com o teste hidrostático válido. 2.3.6. TABELA DE CLASSE INCÊNDIO/ AGENTE EXTINTOR/ EFICIÊNCIA CLASSE INCÊNDIO Água Pressurizada (AP) Pó Químico Seco PQS Gás Carbônico CO2 Halon Espuma Mecânica Classe “A” Eficiente Pouco Eficiente Pouco Eficiente Pouco Eficiente Pouco Eficiente Classe “B” Não Eficiente Eficiente Eficiente Eficiente Classe “C” Não Eficiente* Eficiente Eficiente Não Classe “D” Não PQS** Não Não Não Alcance médio do jato 10 m 5 m 2,5 m 3,5 m 5 m Tempo de Descarga 60 s 15 s 25 s 15 s 60 s Método de extinção Resfriamento Quebra da reação em cadeia e abafamento Abafamento resfriamento Químico e abafamento Abafamento resfriamento Notas: *O uso de PQS não é indicado em equipamentos com componentes sensíveis. ** Para incêndio classe “D” use somente PQS especial. 2.4. OPERAÇÕES COM EXTINTORES 1º Passo – Localize o extintor mais próximo e mais adequado a classe de incêndio. 2º Passo - Transporte o extintor até próximo do foco do princípio do incêndio, na posição vertical utilizando, para isso, a alça de transporte. O extintor deve ser utilizado na posição vertical, pois se usado em outra posição há o risco de não funcionar adequadamente, com a liberação, apenas, do gás de pressurização e não expelindo o agente extintor (exceção ao de gás carbônico). 3º Passo - Rompa o lacre e retire o pino de segurança. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 10 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 4º Passo - Posicione-se sempre a favor do vento. 5º Passo - Empunhe a mangueira e aproxime-se do foco do incêndio cuidadosamente. 6º Passo - Aperte o gatilho e movimente o jato em forma de leque, atacando a base do fogo, procurando cobrir toda a área em chamas de forma sequencial e progressiva; 7º Passo - Ao final, assegure-se de que não houve reignição. O pó para extinção de incêndio deve ser aplicado de forma intermitente, para que crie uma película sobre o material em chamas. Se for aplicado de forma contínua, formará uma nuvem, dificultando a deposição do pó. Já o CO2 deve ser utilizado de forma contínua, e o jato deve ser mantido por alguns momentos após a extinção. Isso porque o CO2 atua afastando o oxigênio do foco. É preciso evitar a reignição. A água pode ser aplicada de forma contínua ou intermitente. 2.5. HIDRANTES Os hidrantes são importantíssimos no combate a incêndios em edificações e até mesmo na rua, podendo estar presentes em qualquer local para uso imediato. Por sua possibilidade de uso em vários tipos de ambientes, existem vários tipos do equipamento, cada um com suas particularidades. 2.5.1. HIDRANTE DE COLUNA O hidrante de coluna é a primeira opção que nos vem à mente quando pensamos na palavra, pois sua presença em filmes e desenhos animados é extremamente recorrente, e mesmo na cidade, quando caminhamos na rua, os vemos com frequência. Esse tipo de hidrante só pode ser usado pelo Corpo de Bombeiros, pois no chão, ao lado dele, existe uma tampa de ferro ou concreto sobre um registro que só pode ser aberto com uma chave específica, que está sempre sob posse do Corpo de Bombeiros local. O hidrante de solo conta com 1 ou mais saídas para mangueiras alguns tem ainda uma válvula para controlar a vazão da água. 2.5.2. HIDRANTE PREDIAL Encontrado em edificações comerciais e residenciais, normalmente está localizado no interior das caixas de incêndios e deve estar pronto para uso imediato nas operações de combate a incêndio pelo Corpo de Bombeiros, brigada de incêndio ou até mesmo ocupantes da edificação que tenham treinamento e forem familiarizados com o equipamento. As caixas de incêndio devem conter, entre outros acessórios: Esguicho regulável, Chave de mangueira e Mangueiras de incêndio. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 11 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 2.5.3. HIDRANTE DE RECALQUE Dispositivo do Sistema de Hidrantes, é encontrado normalmente em frente ás edificações e é utilizado pelos bombeiros para alimentar o sistema de incêndio de uma determinada edificação, garantindo que todos os hidrantes do sistema tenham água com pressão suficiente para combater as chamas. Esse sistema pode também ser utilizado para abastecer as próprias viaturas do Corpo de Bombeiros no caso de não existirem hidrantes de solo nas proximidades. Para mais especificações sobre sistemas de hidrantes, consulte a IT-22 do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e a ABNT NBR 13714. 2.6. MANGOTINHO Este sistema é pouco usado em novas instalações, por ser pouco conhecido no Brasil. É composto basicamente por uma rede hidráulica fixa com pontos de tomadas de água distribuídos nos pavimentos das edificações conforme Normas e legislações (conforme cada Estado). Em cada ponto de saída (válvula esfera) é conectado uma mangueira semirrígida (muito parecida com a mangueira de bomba de combustível) de 25mm (1 polegada) por 20m ou 30m de comprimento, na ponta final é conectado o esguicho regulável. Este equipamento é acoplado junto a parede ou coluna (entre outras formas), onde a mangueira fica armazenada em uma espécie de carretel, e enrolada facilitando e agilizando o uso em caso de emergência. Uma das diferenças entre sistema de hidrante e os mangotinhos: as mangueiras semirrígidas, o diâmetro chega a 25 mm, em comparação a hidrantes que podem ter mangueiras de até 63 mm, tendo então uma vazão menor de água em relação aos hidrantes. No entanto, os equipamentos contra incêndio do tipo mangotinho tem a utilização mais fácil do que o hidrante, pois ele fica sempre conectado ao esguicho, que ao lado da vazão e diâmetro menores facilita a utilização. Os hidrantes possuem peças que precisam ser montadas no exato momento do incêndio, o que dificulta quem está usando o hidrante. Os hidrantes possuem vazão maior que os mangotinhos e também conseguemextinguir incêndios com mais rapidez e eficiência. No entanto, a força necessária para mover a mangueira que tem diâmetro grande é muito www.prevlifecursos.com – Av. 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Considerando que o serviço de emergências exige rapidez e precisão, conjugadas ao máximo de segurança possível, conclui-se que as escadas de bombeiro devem ter desenhos especiais, bem como serem construídas com materiais que reduzam seu peso, sem prejudicar sua resistência. 2.7.1. TIPOS DE ESCADA Os tipos de escada portátil utilizados são: a) Escada simples. b) Escada prolongável. 2.7.1.1. ESCADA SIMPLES É a escada comum, com um só lanço, constituída de dois banzos rígidos e paralelos, unidos por degraus. a) CARACTERÍSTICAS: ● Número de lances: 1 ● Comprimento: de 4 a 8m ● Carga admissível: 2 homens, mais equipamento. b) TRANSPORTE Para agilizar o emprego da escada simples, deve-se transportá-la para o posicionamento com os pés voltados para a frente, e recolhê-la com o topo voltado para a frente. A escada estará deitada com os dois banzos no solo, sendo necessário levantar um deles para o início do transporte. Para um bombeiro levantar a escada, deve abaixar-se ao lado da escada na sua parte central, segurar nos degraus, retirar um banzo do chão e levantar-se, erguendo a escada e colocando-a na posição desejada. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 13 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 2.7.1.2. ESCADA PROLONGÁVEL A) MONTAGEM Para montar se faz em quatro operações sucessivas: ● RETIRAR A ESCADA - Compreende o ato de retirar do local onde está armazenada; ● TRANSPORTAR A ESCADA – Os bombeiros civis leva a escada até o local determinado; ● ELEVAR A ESCADA - Nesta operação, a extremidade dentada do lanço fixo (bases) é fixada ao solo pelos pés do Bombeiro civil 1, enquanto o Bombeiro civil 2, eleva a escada. Uma vez elevada a escada, o chefe desenvolve-a até a altura desejada, puxando a corda de desenvolvimento e acionando os grampos fixadores. Durante o desenvolvimento, o ajudante guarnecem a escada. ● FIXAR A ESCADA - Uma vez armada a escada, o Bombeiro civil 2, subirá e a amarrará, sempre que for possível. b) DESMONTAGEM DE DESARMAR Para desarmar a escada, as operações realizar-se-ão inversamente. c) POSICIONAMENTO NA ESCADA PROLONGÁVEL Os bombeiros devem utilizar a técnica padrão para subida, descida e tomada de posição que visam a sua maneabilidade com máxima presteza e segurança. ● Para subir - O bombeiro civil toma a posição inicial de subida; esta posição inicial consiste em colocar o pé esquerdo no primeiro degrau, e a mão direita segurando o banzo do lado em que se encontra, um pouco acima da cabeça, e constitui o 1º tempo; em seguida, executa o 2º tempo, levando o pé direito ao segundo degrau, ao mesmo tempo em que a mão esquerda vai segurar o banzo do mesmo lado em que se acha, um pouco acima da cabeça, e assim prossegue executando este movimento ascensional em dois tempos, alternados, pé esquerdo e mão direita, e pé direito e mão esquerda. A posição do corpo durante a subida é a seguinte: o tronco obedece à posição da escada sem nenhuma inclinação lateral, ligeiramente inclinado para frente o máximo possível aproximado da escada, sem, contudo roçar nos degraus. A cabeça, ligeiramente, inclinada para trás e o olhar sempre voltado para cima. Os braços e as pernas executam os movimentos de flexão e extensão de modo a conservar os joelhos e cotovelos sempre para fora dos banzos, e os pés tocam os degraus, somente, com as plantas. ● Para Descer - Observa-se o movimento inverso ao prescrito para a subida. Os movimentos de subida são executados a princípio na cadência do passo ordinário, devendo o bombeiro contar os tempos em voz alta; à proporção que forem adquirindo prática, poderão contar os tempos mentalmente e elevar a cadência até o passo acelerado. ● Para tomar posição - Para esquerda (direita), o bombeiro enfia o pé e a perna direita (esquerda) entre os dois degraus, na altura conveniente, até o salto da botina engatar no degrau imediatamente inferior, ficando a ponta do pé voltada para dentro; e desce o pé esquerdo (direito) mais um degrau fixando-o pelo salto da botina, ficando a ponta do pé voltada para fora. A posição é tomada nas escadas a fim de permitir ao bombeiro manter-se em segurança, sem auxílio das mãos, que ficam desimpedidas para qualquer serviço. D) TRANSPORTE DA ESCADA PROLONGÁVEL O transporte da escada prolongável se faz com o Bombeiro civil 1 à frente seguido do Bombeiro civil 2, ambos colocando-a no ombro esquerdo, pendente de um dos banzos, na altura dos dois primeiros e dos dois últimos degraus, respectivamente, por onde introduzem o braço esquerdo, segurando no banzo ou no degrau, para melhor acomodá-la. Pode ser conduzida também com o braço estendido no prolongamento do corpo. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 14 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 2.8. FERRAMENTAS HIDRÁULICAS São conexões, chaves, esguichos, juntas, utilizadas juntamente com o Sistema de Combate á Incêndios da empresa ou edificação, o Bombeiro civil se deparará com estes equipamentos, e o seu conhecimento e essencial. E são muitos utilizados no dia a dia. a) CHAVES DE MANGUEIRAS Haste de ferro que possui, em sua extremidade, uma seção cavada com ressalto interno. Empregada na conexão de mangueiras dotadas de junta storz do Tipo: 1 1/2"e 2 1/2". Pode ser simples ou conjugada. b) REDUTORES ou REDUÇÃO Tampões e adaptadores (mangueiras/ hidrantes) - Peça metálica de forma cilíndrica, dotada de junta storz. Utilizada na vedação da boca de expulsão, provida de junta storz. Tem diâmetro de 1 1/2"e 2 1/2". c) DIVISOR/ DERIVANTE Aparelho metálico dotado de uma boca de admissão de 2 1/2" e três ou duas bocas de expulsão de 1 1/2", providas de registro, tendo todas junta storz. Empregado na divisão do ramal de admissão (ligação) em três ou dois ramais de expulsão (linhas) para maior maneabilidade operacional. d) VÁLVULA DE RETENÇÃO É um acessório hidráulico que possui no seu interior um dispositivo de estancamento que permite a passagem de água numa só direção. Nas operações de sucção, são colocadas junto aos filtros para impedir o retorno da água pelos mangotes, mantendo a coluna d’água. Nas operações em locais de grande altura, como prédios, são colocadas junto à expedição da bomba, para manter a coluna d’água. E evitar os efeitos do golpe de aríete no corpo de bomba, na hipótese de ser fechado o esguicho. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel– Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 15 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil e) COLETOR Peça metálica que recebe água de duas fontes e a canaliza para uma, semelhante ao aparelho divisor, porém com função inversa. f) RALO E FILTRO São acessórios hidráulicos destinados a impedir a entrada de detritos em suspensão na água, nas operações de sucção. Os ralos situam-se na introdução do corpo de bomba e os filtros são acoplados na extremidade submersa do mangote. 2.9. FERRAMENTAS - CHAVES DE CONEXÕES E OUTRAS São ferramentas utilizadas para facilitar o acoplamento e desacoplamento de juntas de união e tampões ou, ainda, para abertura e fechamento de registros. A) CHAVE DE HIDRANTE - “T” Para permitir a abertura e fechamento das tampas de bocais de hidrantes. B) CHAVE DE MANGOTE Para acoplamento e desacoplamento de mangotes. C) CHAVES DE MANGUEIRA Para acoplamento e desacoplamento de juntas do tipo Storz. D) CAPA DE PINO São peças que adaptam os diversos calibres de pistão ao tamanho da chave. E) TAMPÃO Serve para colocar em extremidades de canalização de hidrantes. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 16 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil F) PASSAGEM DE NÍVEL Equipamento confeccionado de metal ou madeira que possui um canal central para a colocação de mangueira, protegendo-a e permitindo o tráfego de veículos sobre as linhas de mangueiras dispostas no solo. G) EDUTOR DE BOMBA DE SUCÇÃO Recomendado para drenar água em porões, poços e minas, assim como para transportar água caso a fonte esteja em local de difícil acesso. Possui corpo ajustável e duas válvulas de retenção para evitar o retorno da água. H) ESGUICHO CORTINA D’ÁGUA Usado para proteção contra nuvens de gás ou fumaça, resfriamento de objetos e formação de leque para proteger os Bombeiro. Pode ser montado em conjunto com outras unidades para aumentar a área de cobertura e dispensa a presença de um operador, pois é pressionado para completa aderência ao solo por meio da pressurização do sistema. I) ESGUICHO MULTIUSO Recomendado para ambientes externos ou internos, o Esguicho Multiuso pode ser utilizado na aplicação de espuma, penetração, proteção e ventilação. Possui excelente alcance e opera com pressão de 50 psi (3,5 kgf/cm²). É possível alterar do jato sólido para neblina sem necessidade de fechamento do esguicho. J) PROPORCIONADOR DE LINHA - ESPUMA Proporcionador de linha, projetado para dosar a mistura do concentrado de espuma (LGE) com o fluxo de água pressurizada. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 17 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil K) ESGUICHOS LANÇADORES ESPUMA Realizam a mistura de água e líquido gerador de espuma para formação da solução através de aberturas laterais estrategicamente projetadas para maior eficiência do equipamento. Os esguichos lançadores foram projetados para proteção de pequenas instalações e para proteção suplementar em áreas de diques de contenção, são normalmente empregados na extinção de incêndios em líquidos combustíveis e inflamáveis. L) BARRILETE Em um edifício existe o barrilete de distribuição de água e o barrilete de incêndio. A tomada d'água do barrilete de distribuição é alta, resguardando a reserva de incêndio. Mesmo que a água acabe e que só tenha a água do reservatório superior, o edifício nunca vai consumir a água destinada ao combate de incêndio. Já a saída do reservatório para alimentar o barrilete de incêndio é feita rente ao fundo. Em caso de incêndio, toda a água do reservatório superior poderá ser usada para combate ao fogo, tendo, no mínimo, o volume da reserva de incêndio. Após a saída do reservatório existe uma Válvula de retenção que impede que a água dos hidrantes retorne ao reservatório, pois a tubulação é ligada em uma válvula no passeio do edifício e em caso de incêndio, os bombeiros podem ligar um caminhão tanque com bomba que vai recalcar mais água na coluna dos hidrantes. Essa água deve sair nos hidrantes e não retornar ao reservatório. 2.10. FERRAMENTAS DE ARROMBAMENTO A) ALAVANCA HULLIGAN Ferramenta para arrombamento, tática portátil para uso exclusivo de forças especiais grupos antissequestro, bombeiros, resgatistas, confeccionada em material reforçado contendo 3 ponteiras dinâmicas versátil ideal para arrombamento em geral, medindo 78 cm e pensando 6,8 kg. Modelo: hulligan. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 18 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil B) MACHADO Ferramenta composta de uma cunha de ferro cortante, fixada em um cabo de madeira, podendo ter na outra extremidade do cabo formatos diferentes. Serve para corte e desbaste elementos de madeira. C) CORTA A FRIO Ferramenta para cortar telas, correntes, cadeados e outras peças metálicas D) CROQUE É constituído de uma haste, normalmente de madeira ou plástico rígido, tendo na sua extremidade uma peça metálica com uma ponta e uma fisga. Tem a finalidade de remover forros em brasa. E) ALAVANCA SIMPLES Barra de ferro rígida que se emprega para mover ou levantar objetos pesados. Apresenta-se em diversos tamanhos ou tipos www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 19 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil F) ALAVANCA PÉ-DE-CABRA Possui uma extremidade achatada e fendida, à semelhança de um pé-de-cabra. Muito utilizada no forçamento de portas e janelas, por ter pouca espessura. G) MALHO Ferramenta similar a uma marreta de grande tamanho, empregado no trabalho de arrombamento e demolição de pequenas partes de alvenaria. H) PICARETA Ferramenta de aço com duas pontas, sendo uma pontiaguda e outra achatada, adaptada em um cabo de madeira. É empregada nos serviços de escavações, demolições e na abertura de passagem por obstáculos de alvenaria. I) MOTO ABRASIVO Aparelho com motor que, mediante fricção, faz cortes em estruturas metálicas e de alvenaria. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 20 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 2.11. EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO LANTERNAS E REFLETORES A) LANTERNAS Seu funcionamento também é bastante básico. Quando o botão liga/desliga está pressionado ele fecha o circuito elétrico e a lâmpada acende. Coloque mais baterias e uma lâmpada mais potente e você obterá uma lanterna que ilumina mais. Após ligada, a lanterna pode prover luz continua até a bateria descarregar. Assim que isso acontece, basta inserir novas baterias para ligar a luz novamente. A lanterna cria um foco de luz que ilumina objetos próximos ou distantes dependendo do poder e forma do feixe de luz que ela emite. Para ampliar a capacidade de iluminar,os fabricantes colocam espelhos espalhados em volta da lâmpada com angulações que variam de acordo com seu propósito, chamados refletores. B) LANTERNA - USO TÁTICO O principal objetivo destas lanternas é fornecer suporte durante um uso tático/operacional para Bombeiros em emergências, como também para militares em operações que exija iluminação. C) LANTERNA DE LED São lanternas táticas possuem alta potência e resistência, alta intensidade de luz: Por serem utilizadas para revistar, vasculhas e explorar locais de risco, a intensidade de luz é importantíssima. Além disso, é um recurso de defesa usado para cegar temporariamente um agressor ao mirar o feixe de luz potente em seus olhos; D) TORRE DE REFLETORES Torre de iluminação, com 5 refletores + 1 auxiliar, com 4 tomadas 110/220 V, motogerador de 15 kva, diesel insonorizado, máximo 71 dB, basculamento e elevação de coluna motorizada, altura de 9,5 metros e giro dos refletores de 360o e mais de 70 horas de autonomia. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 21 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 3. TEMA 2 – EQUIPAMENTO SISTEMA FIXO/ OPERAÇÃO AUTOMÁTICOS O Bombeiro civil é um profissional prevencionista, isto é, tem suas atividades previstas na legislação de forma em sua grande maioria de prevenir, fiscalizar, inspecionar, orientar e instruir, e com isso para que suas atividades preventivas sejam desempenhadas com eficiência e eficácia, o mesmo deve conhecer os sistemas de prevenção e combate à incêndio, e vamos descrever os sistemas fixo e de operação automática para os nossos alunos. 3.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS – TEÓRICOS/ PRÁTICOS O aluno deverá ser capaz de: a) Conhecer os equipamentos e demonstrar na prática os principais procedimentos de emergência para o correto funcionamento de bombas (elétricas e a combustão), chuveiros automáticos (sprinklers) e sistemas fixos de combate a incêndio (com espuma mecânica, gases etc.) 3.2. SISTEMA DE HIDRANTES E DE MANGOTINHOS O sistema de hidrantes e de mangotinhos é considerado um sistema fixo de combate a incêndio, funcionando sob comando, liberando um jato de água sobre o foco de incêndio. Esse jato de água possui uma vazão calculada e compatível ao risco do local visando proteger, controlar ou extinguir o foco de incêndio no seu estágio inicial. Dessa forma, esse sistema possibilita o início do combate ao incêndio pelos usuários da edificação antes da chegada do Corpo de Bombeiros. Os hidrantes em edificações e áreas de risco diferem dos sistemas de hidrantes urbanos em relação a forma de abastecimento de água. Os sistemas urbanos apresentam pontos providos de registros e uniões de engate rápido, ligado à rede pública de abastecimento, podendo ser de coluna ou subterrâneo, enquanto que os sistemas prediais apresentam pontos de tomada com registros e uniões de engate rápido, mangueiras, esguichos e chave storz onde está ligado ao reservatório de água da edificação e não na rede pública. 3.3. CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS Os sistemas de hidrantes e mangotinhos e mangueiras, geralmente são classificados de acordo com o tipo de esguicho utilizado (compacto ou regulável), diâmetro e comprimento máximo da mangueira, número de saídas e vazão no hidrante ou mangotinho menos favorável. Cada tipo é aplicado em função da ocupação e uso da edificação. Os sistemas variam de acordo com a norma técnica ou regulamento adotado no local de execução do sistema de proteção e combate a incêndio. Os sistemas poderão, ainda, ser diferenciados quanto: ● Ao tipo de sistema de reserva: elevado, nível do solo, semi enterrado ou enterrado; ● A fonte de energia: ligação independente ou por gerador automatizado; ● Ao tipo de sistema de comando: manual (botoeira de acionamento) ou automático (chave de fluxo ou pressostatos); ● Aos tipos de bombas empregadas: bomba principal, bomba auxiliar, bomba de reforço e bomba de escorva. ● As características do reservatório: concreto armado, fibra, metálico, utilização de piscinas ou reservas naturais. ● Ao material da tubulação: aço, cobre e termoplásticos; ● As características do sistema de distribuição: interno ou externo à edificação; www.prevlifecursos.com – Av. 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O reservatório de água pode ser construído, na edificação ou área de risco, em concreto armado, metal apropriado ou qualquer outro material que apresente resistência mecânica as intempéries e ao fogo. A reserva de água deve ser prevista para permitir o primeiro combate, durante um determinado tempo. Após esse tempo considera-se que o Corpo de Bombeiros tenha chegado no local e atue no combate, utilizando-se da rede pública de abastecimento, fontes naturais como açudes, lagos e rios ou com seus veículos especiais munidos de reservatório próprio. 3.5. SISTEMA DE PRESSURIZAÇÃO Pode operar de três formas: por gravidade, por bombas ou por tanque de pressão. Esse sistema tem a função de fornecer energia para o transporte da água e ainda atingir o foco de incêndio a uma determinada distância, com vazão e pressão adequada. O sistema operado por bombas é composto por bomba principal ou bomba de incêndio, bomba de pressurização ou bomba jockey. A bomba de incêndio tem a finalidade de recalcar a água do reservatório para os hidrantes ou mangotinhos. Deve possuir motor elétrico ou a explosão. A bomba de pressurização ou bomba jockey tem a função de manter o sistema pressurizado e compensar pequenas perdas de pressão, em uma faixa pré estabelecida. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 23 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil O sistema operado por tanques de pressão é composto de bomba de incêndio e de tanque de pressão. O tanque de pressão, acoplado a uma bomba, fornecerá pressão e vazão constantes e contínuas ao sistema hidráulico. A bomba de incêndio acoplada ao tanque de pressão, com diafragma, poderá succionar água de um reservatório tanto acima quanto abaixo (reservatórios, poços etc.) e simultaneamente pressurizar a rede hidráulica. 3.6. SISTEMA DE COMANDO O acionamento do sistema de hidrantes e de mangotinhos pode ser manual, por meio de botoeira de comando do tipo liga e desliga ou automático, por meio de chave de fluxo ou de pressostato. Botoeira Chave fluxo Pressostato Quebre o vidro e com o auxílio do próprio martelo acione o botão Liga/Desliga. Para uso junto com Quadro de bombas. A chave de fluxo aciona o sistema automaticamente pelo deslocamento de água na tubulação, quando da abertura de um hidrante. E o pressostato aciona o sistema devido a uma variação de pressão hidráulica na rede, desta forma acionando a bomba de incêndio. 3.7. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO É composto pela tubulação, os hidrantes e mangotinhos. A tubulação consiste deum conjunto de tubos, conexões e de outros componentes hidráulicos como, por exemplo, válvulas de fechamento e de manobra (gaveta, globo, angulares, etc.) destinados a conduzir a água, desde o reservatório até aos pontos de hidrantes ou de mangotinhos. Todo e qualquer material previsto ou instalado deve ser capaz de resistir aos efeitos do calor, mantendo o seu funcionamento normal, ou seja, o meio de ligação entre os tubos, conexões e outros componentes devem garantir a estanqueidade e a estabilidade mecânica da junta não devendo sofrer comprometimento em seu desempenho. www.prevlifecursos.com – Av. 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Para o perfeito funcionamento do sistema de bomba de incêndio é necessário a instalação de válvula de alívio de pressão ou válvula redutora de pressão. A Bomba pode ser elétrica ou com motor a combustão, podendo também possuir chave compensadora para no momento do desligamento da energia elétrica passar automaticamente para o gerador de energia. 3.8.1. BOMBAS INCÊNDIO ELÉTRICAS Utiliza-se para que a pressão exigida no esguicho pela legislação local seja atendida, tendo em vista que apenas a pressão provocada pela gravidade (no caso de reservatório superior) não será suficiente para atender as exigências na maioria das vezes. A) ACIONAMENTO DA BOMBA PRINCIPAL Pode ser realizado por PRESSOSTATOS ou válvulas de fluxo. Na maioria das vezes utiliza-se pressostatos, que são dispositivos bem simples que irão ligar a bomba de acordo com a pressão do sistema. Exemplo: uma bomba de altura manométrica de 50 mca, com pressão máxima sem vazão de 60 mca (ou seja, quando o sistema estiver totalmente fechado, com todos os hidrantes fechados, a bomba irá atingir a pressão máxima de 60 mca), configura-se o pressostato para a bomba ser acionada automaticamente quando a pressão estiver abaixo de 50 mca. Em seguida colocamos a bomba no modo automático, dessa forma, ela só será acionada se provocarmos uma queda de pressão no sistema, ou seja, somente se um dos hidrantes for aberto, provocando assim uma grande queda de pressão e o acionamento do pressostato que irá ligar a bomba. Após ser ligada, a bomba irá pressurizar toda a rede e fornecer pressão suficiente para combater o incêndio. Após o incêndio ser extinto, deve-se deslocar até a casa de bombas e desliga-la manualmente. Resumindo: a bomba de incêndio é acionada automaticamente e desligada manualmente. www.prevlifecursos.com – Av. 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No primeiro exemplo o nosso prédio possui a reserva técnica de incêndio em um reservatório de água superior, ou seja, no pavimento mais elevado, e portanto quando surgirem pequenos vazamentos, não precisaremos esquentar a cabeça… Afinal de contas a própria ação da gravidade irá compensar estes pequenos vazamentos, tendo em vista que toda a tubulação estará pressurizada. Na segunda situação a nossa edificação possui reservatório inferior e portanto não terá como compensar os pequenos vazamentos por meio da gravidade. Nesse caso utilizamos uma BOMBA JOCKEY. A bomba jockey consiste em uma bomba de pressurização que irá manter o nosso sistema hidráulico pressurizado e compensar pequenos vazamentos, evitando assim que a bomba principal entre em acionamento sem necessidade. A bomba jockey é uma bomba que faz a segurança da bomba principal. É uma bomba menor que a bomba principal. Diferentemente da bomba principal, a bomba jockey deve ligar e desligar automaticamente. A altura manométrica da bomba jockey deve ser igual à pressão máxima da bomba principal sem vazão. No exemplo, a pressão máxima sem vazão da principal é de 60 mca, portanto a altura manométrica da jockey será de 60 mca. A vazão máxima da bomba jockey deve ser igual a 20 l/min ou 1,2 m³/h. Obs.: Existe ainda o cilindro de pressão, que serve como segurança para a bomba jockey, compensando pequeníssimos vazamentos e evitando que a bomba jockey entre em operação. 3.8.2. BOMBA DE INCÊNDIO COM PRESSOSTATO Agora você já sabe como funciona um sistema hidráulico de combate a incêndio. E se um dia você mesmo acionar um hidrante para combater um princípio e incêndio você já sabe que o processo irá ocorrer da seguinte maneira: 1 – Abertura da válvula de bloqueio do hidrante; 2 – Irá sair um pouco de água pelo hidrante devido o sistema estar previamente pressurizado e depois cessará a saída de água; 3 – Neste momento o sistema irá cair a pressão e o pressostato da bomba jockey irá liga-la. 4 – Devido à baixa vazão da bomba jockey (apenas 20 l/min), esta não será capaz de manter a pressurização da rede, ou seja, a pressão do sistema irá continuar caindo. www.prevlifecursos.com – Av. 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Um dos primeiros procedimento de segurança adotados quando detectado um princípio de incêndio é o de cortar a energia da área atingida, procedimento este que pode comprometer o funcionamento de bombas elétricas. Em projetos de sistema de bombeamento contra incêndios, normalmente as motobombas diesel são utilizadas na casa de bombas como bombas de incêndio reserva (backup), porém isto não é uma regra. Podem trabalhar em par com outra bomba de incêndio a diesel ou bomba de incêndio elétrica, como principal ou reserva. Contudo, apesar de sua maior autonomia e segurança ao comparar com bombas de incêndio elétricas, as bombas de incêndio a diesel necessitam de alguns componentes tais como válvula de alívio, waste cone com visor de fluxo e tanque de combustível. Por se tratar de um equipamento composto por um motor a combustão, ainda há de se considerar no projeto da casa de bombas o sistema de exaustão com a tubulação de escape e a circulação de ar para a ventilação e refrigeração do sistema de arrefecimento. Um fator muito importante na escolha dos conjuntos motobombas diesel para incêndio é o tipo do sistema de arrefecimento (refrigeração do motor diesel): Radiador ou Trocador de Calor. A escolha vai depender do ambiente de instalação das bombas de incêndio e do arranjo físico, indoor ou outdoor, que necessitam de uma boa área para ventilação e fluxo do ar. Motobombas diesel para incêndio com radiador necessitam de uma série de requisitos para correta instalação, especificada em normas como a NFPA-20, tais como a instalação do radiador de fronte a uma veneziana com coifa, entre outras exigências. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 28 http://incendio.germek.ind.br/produto-etiqueta/valvula-de-alivio http://incendio.germek.ind.br/categoria-produto/acessorios/agregados/waste-cone http://incendio.germek.ind.br/categoria-produto/acessorios/agregados/waste-cone https://hidromecanicagermek.com.br/bombas-de-incendio/tanques-de-combustivel-para-bombas-de-incendio-a-diesel http://www.nfpa.org/codes-and-standards/all-codes-and-standards/list-of-codes-and-standards?mode=code&code=20 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil Já as motobombas diesel para incêndio com trocador de calor são projetadas para utilização indoor, com pouca ou nenhuma ventilação no local de instalação. Seu sistema de arrefecimento não depende do fluxo de ar como o hélice do radiador, apenas da água do reservatório. Motobombas diesel para incêndio com sistema de arrefecimento por Radiador são indicadas para projetos onde a casa de bombas seja em ambiente aberto e bem ventilado. É importante considerar a ventilação e o fluxo de ar do radiador. Motobombas diesel para incêndio com sistema de arrefecimento por Trocador de Calor são projetadas para ocasiões especiais quando a casa de bombas NÃO oferece ventilação adequada ou ainda em salas subterrâneas. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 29 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil 3.9. SISTEMA DE COMBATE A INCÊNDIOS CHUVEIROS AUTOMÁTICOS É um componente do sistema de combate a incêndio que descarrega água quando for detectado um incêndio, por exemplo, quando uma temperatura predeterminada foi excedida. Eles são amplamente utilizados em todo o mundo, com mais de 40 milhões de pulverizadores instalados a cada ano. Quando se analisa um sistema de proteção contra incêndio, deve-se considerar uma série de importantes fatores, tais como: ● Perdas econômicas; ● Redução ou paralisação total das atividades comerciais e/ou industriais; ● Perdas de vidas humanas; Projetar um sistema de combate ao fogo significa, em última instância, entender os riscos de perdas a que uma edificação possa estar sujeita, sejam elas humanas ou econômicas. A partir dessa compreensão, um sistema inteligente minimizará ao máximo esses riscos. Desde sua invenção e correta aplicação, os sprinklers (chuveiros automáticos) tem demonstrado ser o melhor equipamento disponível, e que obteve maior êxito no combate ao incêndios em edificações. Contudo, é sempre bom lembrar que um sistema de sprinklers tem como função central realizar o primeiro combate ao incêndio, na sua fase inicial, para extingui-lo ou então controlá-lo até a chegada do Corpo de Bombeiros. Uma pesquisa realizada ao longo da década de 80 nos EUA (Solomon, 1996) apresentou os seguintes resultados: ● 8% dos focos de incêndio foram extintos ou controlados por apenas 1(um) sprinkler; ● 48% dos focos de incêndio foram extintos ou controlados por apenas 2(dois) sprinkler; ● 89% dos focos de incêndio foram extintos ou controlados por até 15(quinze) sprinkler; Adicionalmente, ainda nos apresenta mais duas informações interessantes: ● Os danos materiais causados por incêndios em hotéis foram 78% menores nos hotéis que possuíam um sistema correto de sprinklers; ● Não se tem registro de mais do que 2(duas) vítimas fatais em edificações protegidas por sistemas de sprinklers corretamente projetados e operados; Os fundamentos da proteção contra incêndios das edificações com sprinklers estão baseados no princípio da descarga automática de água, com densidade suficiente para controlar ou extinguir os focos iniciais de incêndio. Quando se deseja elaborar um projeto de sistema de sprinklers que cumpra com esse objetivo é essencial que seja adotado um tipo adequado ao risco que se deseja proteger. De uma forma mais específica, o sistema de chuveiros automáticos deve ser projetado para atender às seguintes condições: ● A distribuição dos sprinklers deve ser por toda a área protegida; ● A área máxima por sprinkler, de acordo com o risco a proteger, não deve ser excedida; ● A interferência à descarga de água por obstruções deve ser mínima, de acordo com as normas; www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 30 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil ● A escolha da localização em relação ao teto ou ao telhado deve ser bem estudada para se obter uma sensibilidade adequada para o acionamento, em função de acúmulo mais rápido de calor junto ao sprinkler; O dimensionamento das tubulações, por tabela ou cálculo hidráulico, deve ser de acordo com a precisão requerida pelo risco a proteger, recomendada pelas normas vigentes. 3.9.1. CHUVEIROS AUTOMÁTICOS - SPRINKLERS Os chuveiros automáticos são dispositivos com elemento termo-sensível projetados para serem acionados em temperaturas pré-determinadas, lançando automaticamente água sob a forma de aspersão sobre determinada área, com vazão e pressão especificados, para controlar ou extinguir um foco de incêndio. Os chuveiros automáticos que possuem a Marca de Conformidade ABNT à norma ABNT NBR 6135 tem sua qualidade assegurada por um processo de certificação independente e de supervisão contínua. Os chuveiros automáticos ou sprinklers são compostos basicamente pelos seguintes componentes: ● Corpo: parte do chuveiro automático que contém rosca, para fixação na tubulação, braços e orifícios de descarga, e serve como suporte dos demais componentes; ● Defletor: componente destinado a quebrar o jato sólido, de modo a distribuir a água, segundo padrões estabelecidos nas normasbrasileiras; ● Obturador: componente destinado à vedação do orifício de descarga nos chuveiros automáticos e que também atua como base para o elemento termo-sensível tipo bulbo de vidro; ● Elemento Termo-Sensível: componente destinado a liberar o obturador por efeito da elevação da temperatura de operação e com isso fazer a água fluir contra o foco de incêndio. Os elementos termo-sensíveis podem ser do tipo ampola de vidro ou fusíveis de liga metálica. 3.9.2. POSIÇÕES Os chuveiros automáticos podem ser instalados em várias posições, e para cada uma delas tem um formato de defletor adequado. As posições mais encontradas nas instalações podem ser classificadas em: ● Pendente (Pendent): quando o chuveiro é projetado para uma posição na qual o jato é dirigido para baixo para atingir o defletor e espalhar o jato; ● Para Cima (UpRight): normalmente utilizada em instalações onde as canalizações são expostas (ex: garagem), esse modelo faz com que o jato suba verticalmente até encontrar o defletor, que de uma certa forma “reflete” o jato na direção oposta, ou seja, para baixo; www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 31 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil ● Lateral (Sidewall): modelo projetado com defletor especial para descarregar a maior parte da água para frente e para os lados, em forma de um quarto de esfera, e uma parte mínima para trás, contra a parede. 3.9.3. TEMPERATURAS Os chuveiros automáticos são aprovados em graus nominais de temperatura para seus acionamentos, variando de 57˚C a 343˚C, determinados pelas temperaturas máximas permitidas nos ambientes, já considerando uma margem mínima de acionamento de no mínimo 20˚C acima. Para que o acionamento dos chuveiros automáticos fique dentro do tempo estimado previsto pelos fabricantes, vários fatores podem influenciar, sendo os principais: ● A altura do pé-direito: quanto maior a altura, maior o tempo de acionamento; ● O afastamento chuveiro em relação ao teto: quanto maior a distância, maior o tempo de acionamento. As temperaturas de acionamento determinadas na NBR6135, e que seguem o padrão internacional, são identificadas da seguinte forma: Temperatura Nominal (˚C ) Coloração do Líquido 57 Laranja 68 Vermelha 79 Amarela 93 Verde 141 Azul 182 Roxa 183 a 260 Preta 3.9.4. VAZÃO A vazão de água através de um chuveiro automático depende da característica mecânica do mesmo, representada pelo seu fator de vazão K, e da pressão da água imposta na rede hidráulica. De forma simplificada a equação abaixo exprime bem essa relação: Vazão (l/min) = K (l/min.(KPa)-1/2) x Pressão(Kpa)1/2 De posse dos valores do K para uma gama de sprinkler, o projetista do sistema de proteção e combate ao incêndio, que de antemão já calculou o risco para um certo ambiente e a necessidade de vazão (ou vazão por m2) para o local, poderá determinar, facilmente, a quantidade e o tipo de sprinkler a ser aplicado na instalação. A) IDENTIFICAÇÃO As normas ABNT NBR 6135 e 6125 definem que os sprinklers devem apresentar no mínimo, no corpo e/ou no defletor, as seguintes marcações: ● Marca do fabricante e modelo do sprinkler ● Temperatura nominal de operação ● Ano de fabricação ● Diâmetro nominal do orifício ● Letra código da posição ● Cores corretas dos elementos termo-sensíveis www.prevlifecursos.com – Av. 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De rápida execução, esses sistemas são indicados para ocupações de risco leve e sujeitas a pressões de até 1,2 MPa. 3.9.5. SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO O ideal é que a instalação do sistema de chuveiros automáticos ocorra antes das instalações elétricas, do forro e dos acabamentos. Os tubos são sustentados por diferentes tipos de suporte, de acordo com o peso do sistema. Os suportes devem aguentar cinco vezes a massa do tubo cheio d ́água mais 100 kg em cada ponto de fixação. A) FORRO A montagem dos forros deve acontecer apenas depois de concluídos os testes e a limpeza do sistema, lembrando que as placas devem ser furadas para a instalação dos bicos dos sprinklers. Por questões estéticas, os pontos normalmente seguem um padrão já previsto no projeto. 3.9.6. VÁLVULA DE GOVERNO E ALARME Válvula de governo é integrado ao sistema de Sprinklers, é um conjunto de sistemas de alarme que atuam com retenção e alarme sobre a rede de Sprinklers. A VG é uma parte desse sistema, que pode ser observado na imagem abaixo, essa é uma parte, o alarme é outra e os Sprinklers são outra. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3411-0001 – Whatsapp – (15) 3012-8181 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 33 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Curso de Bombeiro Profissional Civil Podemos destacar as seguintes funções importantes de uma VGA (válvula de governo e alarme): ● Soar um alarme quando houver o acionamento de um ou mais sprinklers. Como esse alarme se dá por conta de um motor hidráulico, movido pelo fluxo de água da rede de sprinkler, não há portanto, o perigo de uma falta de energia não acioná-lo. A bomba de incêndio, que é suprida por fontes de energia diversas e redundantes, entrando em funcionamento fará soar o alarme; ● Outra função importantíssima da VGA é a possibilidade de “compartimentar” em áreas de operações mais específicas a rede de sprinkler. Quanto mais compartimentada for, mais fáceis, seguras e rápidas serão as manutenções futuras dessa rede de sprinkler. Uma vez que, para fazer a manutenção de uma VGA, o sistema precisa ficar inoperante; ● E por fim, a utilização de uma VGA, por ser também uma Válvula de Retenção, garante a pressão na rede de sprinklers. Este fato propicia o início do combate ao foco de incêndio através de um sprinkler, mesmo antes do acionamento da bomba hidráulica. 3.10. SISTEMA FIXO DE COMBATE A INCÊNDIO POR ESPUMA MECÂNICA Alguns incêndios necessitam de maneiras específicas para que o combate seja feito da maneira mais correta e segura. Um exemplo de agente usado para casos específicos é a Espuma Mecânica. O uso de espuma mecânica é ideal para combate a incêndios classe B (líquidos inflamáveis, graxas e gases combustíveis), já que age primariamente por abafamento e depois por resfriamento. Além disso, ela dificulta a reignição. É eficiente para incêndios classe A. Essa espuma se forma quando o LGE (Líquido Gerador de Espuma), um detergente concentrado e especialmente formulado conforme a NBR 15511, entra em contato com a água e o ar. Anteriormente, o LGE funcionava de maneira química e era produzido com proteína animal (LGEs Proteinicos e Fluoroproteinicos), até chegar no LGE que é usado hoje, que possui grandes vantagens quando o assunto é performance: ● Possibilidade de uso com água do mar; ● Melhor atuação em incêndio com derramamento de líquidos; ● Rápido abate às chamas;