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Tópico 02 Gestão de Custos Classificação dos Custos e Despesas entre Fixos e Variáveis Diretos e Indiretos 26-10-2026

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Tópico 02Gestão de Custos 
Classificação dos Custos e Despesas entre 
Fixos e Variáveis Diretos e Indiretos 
SUMÁRIO 
 Introdução 
 Terminologia 
 Custos e Despesas 
 Classificação dos Custos 
 CUSTO FIXO (quanto ao volume) 
 CUSTO VARIÁVEL (quanto ao volume) 
 Custos Direto (quanto ao objeto) 
 Custos indiretos (quanto ao objeto) 
 Conclusão 
 Referências 
Introdução 
Um dos temas relevantes e que está presente diariamente nas 
atividades realizadas na área de custos, está relacionado aos gastos. 
Você irá ver na prática, alguns exemplos, onde a fundamentação 
teórica apresentada será de fundamental importância para que você 
possa mensurar de forma correta os gastos. Após, iremos apresentar 
outro assunto, que em conjunto com os gastos, irá corroborar para que 
possamos realizar uma mensuração assertiva, a qual refere-se à 
classificação dos custos em relação ao seu critério de alocação (direto e 
indireto) e em relação ao volume de produção (fixo e variável) aspectos 
os quais estão presentes na elaboração dos produtos ou serviços e que 
em conjunto com a classificação dos gastos irão contribuir no processo 
de gestão de custos da empresa e finalizamos com os custos fabris que 
também é aspecto crucial no entendimento dos assuntos de custos, 
pois envolve estoque, custo do produto nas fases de processo e produto 
acabado. 
Para uma correta mensuração dos gastos, faz-se necessário que 
primeiro você possua um entendimento sobre a conceituação de cada 
gasto, bem como, em relação ao critério de alocação e produção, para 
após, você tenha condição de realizar uma classificação correta dos 
mesmos o que irá proporcionar a organização, a garantia de estar em 
conformidade também com as normas internacionais de contabilidade 
(IFRS) as quais são emitidas pelo IASB (International Accounting 
Standards Board) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). 
Para acompanhar e estar atualizado em relação as regulamentações, 
normas e diretrizes referentes aos Pronunciamento Contábeis bem 
como ao IASB acompanhe sempre a indicação abaixo. 
Para saber mais sobre as normas referente aos CPCs e ao IASB, clique 
aqui. 
Terminologia 
Antes de entrarmos propriamente no estudo da terminologia de custos, 
é importante fazermos uma breve contextualização a respeito dos 
gastos realizados, pois são várias as atividades operacionais realizadas 
pelas empresas. Nesse caso, na visão de Veiga e Santos (2016) a 
contabilidade de custos está centrada para realizar a análise dos gastos 
durante as atividades operacionais desenvolvidas pelas empresas que 
possui como escopo gerar informações para a tomada de decisão, onde 
serão envolvidas as áreas de precificação, produção, custos entre 
outras. 
Na área de custos, utilizamos uma variedade de terminologias. Assim, é 
necessário sabermos distinguir corretamente os tipos de gastos, sejam 
eles custos, despesas, perdas ou investimentos. Apesar de você poder 
achar simples classificar os mesmos, uma empresa poderá correr altos 
riscos em relação às suas margens, lucratividade e até em relação à sua 
sobrevivência, caso não classifique corretamente seus gastos. 
Antes de avançarmos, você sabe qual a diferença entre gasto e 
desembolso? 
Podemos definir o gasto como sendo as saídas de recursos as quais a 
empresa arca durante suas operações que são destinadas à fabricação 
de seus bens e serviços. Entretanto, os gastos não resultam 
obrigatoriamente em um fato financeiro, como é o caso da depreciação, 
exaustão ou amortização. Já o desembolso corresponde ao pagamento 
oriundo da aquisição de determinado bem ou serviço. 
Agora que você já sabe diferenciar quando ocorre um gasto ou 
desembolso, vamos conceituar cada um dos tipos de gastos. 
Quais são os tipos de Gastos: Custo, Despesa, Perda e Investimento. 
Confira neste vídeo quais são os principais tipos de gastos utilizados na 
terminologia de custos. 
Quais são os tipos de Gastos : Custo, Despesa, Perda e Investimento 
 
Conforme você pode observar, os tipos de gastos são custos, despesa, 
perda e investimento. Agora iremos conceituar os mesmos para que 
você possa identificar posteriormente cada um deles de forma correta. 
Custo – “Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de 
outros bens ou serviço. O custo é também um gasto, só que 
reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização 
dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um 
produto ou execução de um serviço. Exemplos: a matéria-prima foi 
um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou 
investimento, e assim ficou durante o tempo de sua estocagem; no 
momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o custo da 
matéria-prima como parte integrante do bem elaborado”. 
Despesa – “Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a 
obtenção de receitas. As despesas são itens que reduzem o patrimônio 
líquido e que têm essa característica de representar sacrifícios no 
processo de obtenção de receitas. Não se confunde com a despesa 
(muito menos com o custo), exatamente por sua característica de 
anormalidade e involuntariedade; não é um sacrifício feito com 
intenção de obtenção de receita. Exemplos comuns: perdas com 
incêndios, obsoletismo de estoques etc.”. 
Perda – “Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. 
São itens que vão diretamente à conta de resultado, assim como as 
despesas, mas não representam sacrifícios normais ou derivados de 
forma voluntária das atividades destinadas à obtenção da receita”. 
Investimento – “Gasto ativado em função de sua vida útil ou de 
benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). Podem ser de diversas 
naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um 
gasto contabilizado temporariamente como investimento; a máquina 
é um gasto que se transforma num investimento” 
(MARTINS, 2018, p.13). 
Já na visão de Viceconti (2018) a matéria-prima adquirida pela 
indústria, enquanto a mesma não for utilizada, será considerada um 
investimento. Já no momento em que essa matéria-prima for solicitada 
pela produção, ela irá passar a ser um custo dentro do processo 
produtivo. 
Portanto, agora que você já possui o entendimento correto sobre os 
gastos, vamos exemplificar uma situação que está presente diariamente 
nas rotinas operacionais da empresa, sendo: 
A empresa Pr*atofeit* fez a compra de um computador para o setor 
administrativo e adquiriu também uma nova máquina para seu setor 
de produção. O computador será destinado para uma nova 
colaboradora que irá começar suas atividades na empresa. A máquina 
também irá entrar em operação após as instalações estarem prontas, 
pois necessita de ajustes operacionais. 
Como você classificaria a compra do computador para o setor 
administrativo e da máquina para o setor de produção em relação ao 
tipo de gasto? 
Acertou? Tenho certeza de que sim. Nesse caso, veja que no momento 
da compra do computador e da máquina a empresa Pr*atofeit* fez um 
investimento. Ao ser entregue o computador para a nova colaboradora 
bem como ser colocada em operação a máquina, estamos ativando 
ambos. Entretanto, a máquina a qual possui relação com a produção e 
foi ativada pela depreciação por exemplo, irá gerar um custo. Já o 
computador que foi ativado também, irá gerar uma despesa, pois está 
alocado ao setor administrativo. Viu? Tinha certeza de que você iria 
acertar. 
Os gastos, realizados pela empresa em momento futuro, mesmo que 
classificados temporiamente, poderão ser classificados como 
investimento, custo ou despesa. Portanto, uma classificação errada dos 
gastos, poderá distorcer completamente a análise gerencial da 
empresa, bem como a tomada de decisão. 
O que acha de testar seus conhecimentos e verificar se realmente está 
fera na classificação dos gastos? Sugiro que primeiro você analise as 
alternativas e anote suas respostas. Após, irei comentar as opções e 
você poderá ver como foi seu desempenho, mas tenho certezade que 
você irá se sair muito bem, vamos lá! 
Conforme Simões e Crepaldi (2018) podemos definir os gastos 
conforme apresentado a seguir, neste caso, relacione sua definição com 
o respectivo tipo de gasto e após, assinale a opção correta. 
1. É o pagamento resultante da aquisição ou produção de um bem, serviço ou 
despesa. Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada. 
2. São todos os gastos ativados em função da utilidade futura de bens ou serviços 
obtidos. É realizado na obtenção de um bem para o ativo, bem este ativado em 
função de sua vida útil. 
3. São os gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens 
ou serviços, sejam eles desembolsados ou não. 
4. São gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e 
consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas, que provocam 
redução do patrimônio. 
5. São bens ou serviços consumidos de forma anormal e involuntária. Trata-se de 
gastos não intencionais decorrentes de fatores externos, fortuitos ou da atividade 
produtiva normal da empresa. 
6. É definido como sendo o sacrifício financeiro o qual a empresa arca para obter 
determinado produto ou serviço. 
 ( ) Gasto 
 ( ) Custo 
 ( ) Despesa 
 ( ) Perda 
 ( ) Investimento 
 ( ) Desembolso 
A sequência correta é: 
1. 6,3,2,5,4,1 
2. 1,5,2,6,4,3 
3. 2,5,3,1,4,6 
4. 1,4,5,6,2,3 
5. 6,3,4,5,2,1 
 Custos e Despesas 
Podemos dizer que um dos aspectos que causam grande confusão nas 
organizações está relacionado à classificação de custos e despesas, bem 
como em relação ao seu nível de alocação (direto ou indireto) e ao nível 
de produção ou nível de atividade (fixo ou variável). 
Diferença contábil entre custos e despesas 
Conforme Bruni e Famá (2019), uma das grandes polêmicas presentes 
na contabilidade de custos refere-se à distinção de custos e despesas, 
onde os custos são alocados aos produtos e serviços durante o processo 
de elaboração, já as despesas são associadas ao período e não 
repercutem, de forma direta, na elaboração dos produtos ou serviços, 
conforme podemos verificar na figura abaixo. 
 
Na figura abaixo, podemos evidenciar uma das principais 
características que diferenciam os custos das despesas em relação ao 
balanço patrimonial e à demonstração do resultado do exercício. 
Figura 1: Diferenciação de custos e despesas. 
Custos no BP e Despesas na DRE. 
Nesse caso, Bruni e Famá (2019) comentam que conforme evidenciado 
na figura acima, os gastos incorridos até o momento que o produto 
esteja pronto para comercialização será denominado custos, já os 
gastos gerados após os produtos estarem prontos são denominados de 
despesas. 
Na visão de Stopatto (2020) todo o sacrifício para se obter receitas são 
denominadas despesas, neste caso, todo o bem ou serviço consumido 
com o objetivo de se ter receitas são consideradas despesas. A partir 
desse momento, quando ocorre a venda, o custo irá se transformar em 
despesa onde teremos na DRE o CPV (custo do produto vendido) na 
indústria, já na empresa comercial iremos ter o CMV (custo da 
mercadoria vendida). Portanto, no momento da venda irão ser geradas 
as despesas, as quais conforme apresentado anteriormente serão 
consideradas como o custo da mercadoria vendida e custo do produto 
vendido. Portanto, aqueles custos iniciais gerados pelas atividades 
fabris e comerciais irão passar de custos para despesas no momento da 
venda, indo ser alocadas na demonstração do resultado do exercício 
(DRE). 
Nesse sentido, é importante sabermos que as despesas irão reduzir o 
Patrimônio Líquido (PL). Assim, seu esforço está associado ao processo 
de obtenção de receitas. 
Conforme mencionado por Crepaldi (2018), as receitas podem variar 
ou não em função do volume de receitas do período, sendo nesse caso, 
classificadas entre fixa ou variável. Agora, você irá ver quais são os 
principais tipos de despesas presentes nas atividades operacionais das 
empesas, sendo: 
– “Administrativas: de modo geral, são relativas às áreas de apoio da 
empresa (administração geral, finanças, contabilidade, recursos 
humanos etc”.). 
– “Comerciais: surgem pela necessidade de criar receitas, como 
propaganda e publicidade, telefone, ou em função de vendas já 
efetuadas, como comissões, fretes de entregas etc”. 
– “Financeiras: são decorrentes da insuficiência de capital de giro 
próprio da empresa, que é obrigada a buscar e a remunerar capitais de 
terceiros”. 
– “Tributárias: encargos devidos à administração pública em relação 
aos impostos” (CREPALDI, 2018, p.21). 
Classificação dos Custos 
Os custos podem ser classificados em razão do volume (fixo ou 
variável) dos produtos fabricados e em relação ao objeto (direto e 
indireto). 
Primeiramente, você irá ver como se classificam os custos em relação 
ao volume, onde iremos apresentar os custos fixos e variáveis. 
CUSTO FIXO (quanto ao volume) 
Conforme Bertó e Beulke (2013), a característica principal dos custos e 
despesas fixas está em permanecer inalterada em relação ao volume de 
atividade comercializada, dentro dos limites de capacidade, ou seja, 
não se modifica em função do aumento ou diminuição do volume 
comercializado dentre desses limites. 
Conforme você já pôde observar anteriormente quando estudamos a 
definição dos custos, o mesmo se refere ao consumo alocado em 
produtos ou serviços. Agora eu lhe pergunto, e o que vem a ser custo 
fixo? 
Na visão de Stopato (2020) “Temos um custo fixo quando em cada 
período seu valor está estabelecido e é independente do volume 
produzido em determinado intervalo de tempo”. Portanto, podemos 
sintetizar nossa análise e dizer que o custo fixo ocorre quando seu valor 
independe do volume produzido. 
 
Conforme apresentado no gráfico acima, os custos fixos, são aqueles 
que não se alteram em razão da variação do volume produzido, 
entretanto, o que você acha? 
O custo fixo pode variar de valor? 
Posso dizer que essa é uma questão que parece simples, mas, muitas 
empresas acham que o fato de uma conta não variar de valor irá 
caracterizá-la como sendo um custo fixo, entretanto, o custo fixo pode 
variar. Não é o fato de não alterar seu valor que irá caracterizá-lo como 
sendo um custo fixo, pois o critério o qual deve ser levado em 
consideração é em relação ao volume produzido. 
Veja um exemplo: 
Figura 3: Exemplo de custo fixo – Aluguel da fábrica. 
No caso do aluguel da fábrica o mesmo pode sofrer um reajuste em 
determinado período, entretanto, mesmo com essa alteração de valor, 
o aluguel mesmo assim, deve ser considerado um custo fixo, pois 
sabemos que se for fabricado um produto ou mil, o valor do aluguel 
será o mesmo, ou seja, não possui uma relação direta com o volume de 
produto fabricados. 
Conforme Crepaldi (2018), os custos fixos são aqueles em que 
determinado período o volume de produção acaba não se alterando em 
relação ao seu valor total, entretanto, temos que observar que o seu 
valor unitário acaba ficando menor com o aumento do volume 
produzido. Já o custo total não irá alterar na mesma proporção em 
relação ao volume que será produzido. Vale lembrar que “os custos 
dentro de determinada faixa de produção nem sempre serão fixos, 
podendo variar em razão de grandes oscilações no volume de 
produção. Quanto mais se produzir, menor será o custo por unidade” 
(CREPALDI, 2018, p.25). 
Você deve ficar atento, pois o custo fixo será considerado fixo em 
relação ao volume total de produção, entretanto, ele será variável em 
relação à unidade produzida, nesse caso, o custo fixo unitário irá 
diminuir com o acréscimo da quantidade produzida. Já os custos fixos 
totais permanecem estáveis qualquer que seja o volume de produção 
(CREPALDI, 2018). 
Agora você irá ver o custo variável bem como suas principais 
características e aplicações. 
CUSTO VARIÁVEL (quanto ao volume) 
Em relação aos custos e despesas variáveis Bertó e Beulke(2013) 
comentam que o foco está relacionado ao volume de vendas, onde o 
valor irá se modificar em relação ao volume produzido, ou seja, quanto 
maior for a produção, maior será o custo variável. Cabe ressaltar que o 
contrário também pode ocorrer, ou seja, quanto menor for o volume de 
produção, menor será o custo variável. 
 
Conforme apresentado no gráfico acima, podemos verificar que um 
aumento na quantidade produzida irá gerar custos maiores, ou seja, 
nesse caso, existe uma relação direta entre a quantidade produzida e o 
aumento dos custos variáveis. 
Veja um exemplo: 
Figura 5: Exemplo de variável – Matéria prima. 
No exemplo acima, podemos verificar que um fondue poderia ser 
comercializado com 15 morangos e 200 gramas de chocolate derretido, 
ou seja, quanto mais essa sobremesa for vendida, mais morangos e 
chocolates irão ser precisos. 
Importante você saber em relação ao custo variável é que o mesmo será 
variável “em relação ao volume de produção, mas será fixo em relação a 
unidade produzida. Os custos variáveis unitários são fixos ao longo do 
processo produtivo” (CREPALDI, 2018, p. 25). Neste caso, os custos 
variáveis totais serão impactados pelo aumento ou diminuição da 
quantidade produzida. São aqueles os quais irão sofrer alteração em 
razão do volume de atividades (CREPALDI, 2018). 
Portanto, fechamos aqui a relação dos custos em relação ao volume. Na 
próxima seção, avançaremos onde será abordada a classificação dos 
custos em relação ao objeto. 
Custos Direto (quanto ao objeto) 
 Iremos abordar agora a classificação dos custos em relação ao objeto, 
onde os mesmos são classificados em direto e indireto. 
Podemos dizer que os custos diretos são aqueles os quais podem 
facilmente serem identificados, quantificados e mensurados 
monetariamente em relação a uma unidade de produto ou serviço˜ 
(PADOVEZE; TAKARA, p. 21). 
Nesse caso podemos verificar que os custos diretos são fáceis de serem 
mensurados, ou seja, no caso industrial será considerado direto todos 
os custos os quais conseguimos mensurar de forma precisa. Algumas 
medidas utilizadas para mensurar os custos diretos podem ser: Kg, 
horas máquina, litro, unidade. 
Conforme Dutra (2017), os custos diretos são aqueles que podem ser 
alocados diretamente a uma função de acumulação de custos, seja um 
produto, serviço, ordem de produção, atividade. Em algumas situações 
todos os custos podem ser classificados como diretos, como seria no 
caso da produção de apenas um tipo de produto, desde que nessa 
situação não exista variação das especificidades na fabricação dos 
mesmos, ou na prestação de apenas um tipo de serviço. Nessa situação, 
só haverá custos diretos. Nesse caso, “todo custo cuja parcela 
pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no 
momento de sua ocorrência classifica-se como direto” (DUTRA, 2017, 
p.25”. 
Você sabia que o custo direto tem particularidade própria, entretanto, 
na prática, é apenas uma particularidade, pois esse custo poderá ser 
aplicado em mais de uma função de custo? 
Figura 6: Função de custo direto. 
Após analisarmos a figura 6, podemos perceber a função de custos 
desmembrada, onde após termos a chapa única, é possível mensurar de 
forma precisa a quantidade material o qual vai ser utilizada por 
exemplo na fabricação dos móveis de escritório, como mesa, rack, mesa 
de centro, sendo apresentado nesse caso, a função custo. 
Figura 7: Função de custo direto x móveis de escritório feito através de uma chapa de 
madeira. 
Entendeu a função de custo através da imagem? Não tem problema, 
abaixo gravei um vídeo para explicar para você como funciona esta 
característica dos custos diretos. 
Após virmos os custos diretos, é hora de você estudar o custo indireto 
bem como sua aplicabilidade e principais características. 
Custos indiretos (quanto ao objeto) 
Diferentemente dos custos diretos, nos custos indiretos não temos uma 
precisão ao mensurar os custos de forma precisa, nesse caso, existe a 
necessidade de alocar os custos indiretos de forma arbitrária ou através 
de estimativas. Alguns exemplos são: 
 Energia elétrica da fábrica utilizada na fabricação de vários produtos; 
 Depreciação das máquinas de produção onde são fabricados vários 
tipos de produtos; 
 Gastos com serviço de limpeza da fábrica. 
Conforme Dutra (2017), os custos indiretos “ocorrem em determinadas 
atividades, onde não existe a possibilidade de mensurar diretamente, 
quanto cada atividade, ou órgãos, consome em cada uma das funções 
de acumulações de custos no momento de sua incidência. 
Veja um exemplo: 
Figura 8: Exemplo de custo variável – Rateio do valor do custo do gás para fabricar 
vários pratos alimentícios feito pelo chef de cozinha. 
Figura 9: Exemplo de custo variável – Elaboração de vários pratos de alimentação 
onde um dos custos indiretos é o gás de cozinha. Relação gás (custo indireto) x vários 
pratos alimentícios elaborados. 
Conseguiu interpretar a figura acima? Acredito que sim, mas que tal 
dar uma olhada nos comentários que preparei para você! Tenho certeza 
de que irá gostar! 
Após você ter estudado a classificação dos custos em relação ao volume 
(fixo ou variável) dos produtos fabricados e em relação ao objeto 
(direto e indireto), vou disponibilizar para você, um resumo que irá lhe 
ajudar logo a seguir na resolução de um exercício. 
Figura 10: Classificação dos custos em relação ao volume x relação ao objeto. 
O que acha de testar seus conhecimentos e verificar se realmente está 
fera na classificação dos custos e dos gastos? Sugiro que primeiro você 
analise as alternativas e anote suas respostas. Após, irei comentar as 
opções e você poderá ver como foi seu desempenho, mas tenho certeza 
de que você irá se sair muito bem, vamos lá! 
A empresa Pr*atofeit* apresenta em suas rotinas operacionais as 
seguintes atividades, neste caso, classifique as mesmas em sendo custo 
fixo (CF), custo variável (CV), despesa variável (DV), perda (P), 
investimento (I), e despesa fixa (DF). 
1. Comissões sobre venda 
2. Consumo de leite condensado na fabricação de doces 
3. Energia elétrica da área administrativa 
4. Energia elétrica da fábrica 
5. Compra de máquina industrial 
6. Limpeza e conservação do setor administrativo 
7. Incêndio na fábrica ocasionado por descarga elétrica atingindo o estoque. 
8. Aluguel da fábrica 
Comentário da questão e gabarito. 
Podemos perceber através do exercício realizado que os gastos, bem 
como a classificação dos custos e despesas, estão presentes nas 
atividades operacionais realizadas pelas empresas, nesse caso, são 
aspectos fundamentais a serem monitorados. 
Agora que você já estudou os custos em relação ao volume e ao objeto, 
vamos tratar de um tema muito importante na contabilidade de custos 
o qual se refere aos custos fabris. Conforme Pinto et.al (2018) a 
avaliação dos estoques e a apuração do resultado é um dos objetivos da 
contabilidade de custo. Iremos abordar agora quais são as principais 
variáveis que teremos que estudar para apurar os custos fabris e a 
apuração do resultado, sendo os mesmos: 
Custos Fabris 
Figura 11: Termos mais utilizados na apuração dos custos fabris e apuração do 
resultado. 
Você verá a seguir a definição de cada uma das terminologias 
mencionadas acima e logo em seguida irá poder praticar através de um 
exercício. 
Custo primário corresponde à soma dos materiais diretos, mais a mão 
de obra direta. 
Custo de transformação corresponde ao esforço em transformar a 
matéria prima em produto acabado, é o somatório da mão de obra 
direta mais os gastos gerais de fabricação (GGF). 
Custo de produção é o custo o qual foi produzido em determinado 
período, sendo composto por material direto, mão de obra direta e 
GGF. 
Custos dos produtos fabricados é a soma dos custos dos produtos 
fabricados até o fim do encerramento do exercício, neste caso, 
corresponde ao custo de produção do período mais o custoda 
produção dos períodos anteriores ainda em estoque. 
Custo dos produtos vendidos corresponde ao custo dos produtos 
entregues aos clientes no período, ou seja, o custo dos produtos 
acabados que saíram do depósito (PINTO, et.al (2018). 
Nesse caso, podemos mencionar que os componentes de acumulação 
para apuração do cálculo fabril são: 
Componentes de acumulação do custo fabril e fórmulas para apuração. 
Figura 12: Componente de acumulação. 
Vamos praticar um pouco! 
A empresa Pr*atofeit* fabrica sapatos. Ao final do ano 31/12/X1 
apresentava em suas contas as seguintes informações em sua 
demonstração financeira, contendo os respectivos valores em suas 
rubricas, conforme apresentado abaixo: 
 Aquisição de matéria-prima (200) 
 Mão de obra direta (140) 
 Salário da engenheira da fábrica (100) 
 Insumo do processo produtivo (30) 
 Depreciação das máquinas (20) 
 Seguro da fábrica (10) 
 Combustível das máquinas (25) 
 Estoque inicial de matéria-prima (15) 
 Estoque final de matéria-prima (20) 
 Estoque inicial de produto em processo (13) 
 Estoque final de produto em processo (05) 
 Estoque inicial de produto acabado (45) 
 Estoque final de produto acabado (50) 
Após identificar as contas, você deve apurar o cálculo do: 
1. Custo da matéria-prima 
2. Custo fabril 
3. Custo dos produtos fabricados 
4. Giro do estoque 
5. Custo de transformação 
Através das fórmulas disponibilizadas na ilustração dos componentes 
de acumulação dos custos fabris, você deverá chegar aos seguintes 
resultados: 
1. Custo da matéria prima = 195 
2. Custo fabril = 520 
3. Custo dos produtos fabricados = 528 
4. Giro do estoque = 523 
5. Custo de transformação = 325 
Conclusão 
Podemos concluir com o estudo realizado, que as terminologias dos 
gastos apesar de parecerem simples, devem ser utilizadas e 
classificadas de forma correta, bem como seus custos, sejam os 
mesmos direto, indireto, fixo ou variáveis. 
Uma classificação errada dos gastos e custos irá gerar informações 
distorcidas da empresa e nesse caso, o setor de controladoria o qual 
possui entre seus objetivos fornecer informações para a tomada de 
decisão estará comprometido. 
Podemos perceber que existem vários temas os quais se 
complementam na área de custos, entretanto, tenho certeza de que 
você agora estará preparado, pois terá o conhecimento necessário para 
poder não apenas classificar de forma correta os custos e gastos, mas 
principalmente fornecer as informações corretas para que a empresa 
possa conseguir maximizar seus resultados, pois pequenos erros 
podem, por exemplo, afetar a precificação, a rentabilidade da empresa, 
bem como até sua permanência no mercado no qual atua. 
Para finalizar nosso estudo, iremos realizar um comentário final que 
vai contemplar todo o nosso estudo. Vamos utilizar o esquema abaixo. 
Tenho certeza de que você irá gostar! 
Figura 13: 
Conclusão final a respeito da relação gastos e custos. 
Comentário final da conclusão do tópico. 
Glossário – Abreviaturas 
ABRASCA – Associação Brasileira das Sociedades Anônimas de Capital 
Aberto 
APIMEC – Associação dos analistas e profissionais do investimento do 
mercado de capitais 
B3 – Bolsa de valores 
CFC – Conselho Federal de Contabilidade 
CPC –Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
CMV – Custo da mercadoria vendida 
CPV- Custo do produto vendido 
DRE – Demonstração do Resultado do Exercício 
EMP- Estoque de matéria prima 
EPP- Estoque de produto em processo 
EPA- Estoque de produto acabado 
FIPECAFI – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e 
Financeira 
GGF- Gasto geral de fabricação 
IASB – International Accounting Standards Board 
IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil 
IFRS – International Financial Reporting Standards 
MO- Mão de obra 
MOD – Mão de obra direta 
MP- Matéria-prima 
PA- Produto acabado 
SI- Saldo inicial 
SF- Saldo final 
Referências 
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Contabilidade de custos: gestão em serviços, comércio e indústria. 
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You Tube (2023). Carlos Morales. Custo fixo, custo variável, perdas, 
investimentos, despesas. 02:40. Disponível em: 
 
You Tube (2023). Carlos Morales. Conclusão da lição. 
02:59. Disponível em: 
You Tube (2023). Carlos Morales. Importancia dos gastos para 
maximizar resultados. 01min58. Disponível em: 

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