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Tópico 02Gestão de Custos Classificação dos Custos e Despesas entre Fixos e Variáveis Diretos e Indiretos SUMÁRIO Introdução Terminologia Custos e Despesas Classificação dos Custos CUSTO FIXO (quanto ao volume) CUSTO VARIÁVEL (quanto ao volume) Custos Direto (quanto ao objeto) Custos indiretos (quanto ao objeto) Conclusão Referências Introdução Um dos temas relevantes e que está presente diariamente nas atividades realizadas na área de custos, está relacionado aos gastos. Você irá ver na prática, alguns exemplos, onde a fundamentação teórica apresentada será de fundamental importância para que você possa mensurar de forma correta os gastos. Após, iremos apresentar outro assunto, que em conjunto com os gastos, irá corroborar para que possamos realizar uma mensuração assertiva, a qual refere-se à classificação dos custos em relação ao seu critério de alocação (direto e indireto) e em relação ao volume de produção (fixo e variável) aspectos os quais estão presentes na elaboração dos produtos ou serviços e que em conjunto com a classificação dos gastos irão contribuir no processo de gestão de custos da empresa e finalizamos com os custos fabris que também é aspecto crucial no entendimento dos assuntos de custos, pois envolve estoque, custo do produto nas fases de processo e produto acabado. Para uma correta mensuração dos gastos, faz-se necessário que primeiro você possua um entendimento sobre a conceituação de cada gasto, bem como, em relação ao critério de alocação e produção, para após, você tenha condição de realizar uma classificação correta dos mesmos o que irá proporcionar a organização, a garantia de estar em conformidade também com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) as quais são emitidas pelo IASB (International Accounting Standards Board) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Para acompanhar e estar atualizado em relação as regulamentações, normas e diretrizes referentes aos Pronunciamento Contábeis bem como ao IASB acompanhe sempre a indicação abaixo. Para saber mais sobre as normas referente aos CPCs e ao IASB, clique aqui. Terminologia Antes de entrarmos propriamente no estudo da terminologia de custos, é importante fazermos uma breve contextualização a respeito dos gastos realizados, pois são várias as atividades operacionais realizadas pelas empresas. Nesse caso, na visão de Veiga e Santos (2016) a contabilidade de custos está centrada para realizar a análise dos gastos durante as atividades operacionais desenvolvidas pelas empresas que possui como escopo gerar informações para a tomada de decisão, onde serão envolvidas as áreas de precificação, produção, custos entre outras. Na área de custos, utilizamos uma variedade de terminologias. Assim, é necessário sabermos distinguir corretamente os tipos de gastos, sejam eles custos, despesas, perdas ou investimentos. Apesar de você poder achar simples classificar os mesmos, uma empresa poderá correr altos riscos em relação às suas margens, lucratividade e até em relação à sua sobrevivência, caso não classifique corretamente seus gastos. Antes de avançarmos, você sabe qual a diferença entre gasto e desembolso? Podemos definir o gasto como sendo as saídas de recursos as quais a empresa arca durante suas operações que são destinadas à fabricação de seus bens e serviços. Entretanto, os gastos não resultam obrigatoriamente em um fato financeiro, como é o caso da depreciação, exaustão ou amortização. Já o desembolso corresponde ao pagamento oriundo da aquisição de determinado bem ou serviço. Agora que você já sabe diferenciar quando ocorre um gasto ou desembolso, vamos conceituar cada um dos tipos de gastos. Quais são os tipos de Gastos: Custo, Despesa, Perda e Investimento. Confira neste vídeo quais são os principais tipos de gastos utilizados na terminologia de custos. Quais são os tipos de Gastos : Custo, Despesa, Perda e Investimento Conforme você pode observar, os tipos de gastos são custos, despesa, perda e investimento. Agora iremos conceituar os mesmos para que você possa identificar posteriormente cada um deles de forma correta. Custo – “Gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviço. O custo é também um gasto, só que reconhecido como tal, isto é, como custo, no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços), para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento, e assim ficou durante o tempo de sua estocagem; no momento de sua utilização na fabricação de um bem, surge o custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado”. Despesa – “Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. As despesas são itens que reduzem o patrimônio líquido e que têm essa característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. Não se confunde com a despesa (muito menos com o custo), exatamente por sua característica de anormalidade e involuntariedade; não é um sacrifício feito com intenção de obtenção de receita. Exemplos comuns: perdas com incêndios, obsoletismo de estoques etc.”. Perda – “Bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. São itens que vão diretamente à conta de resultado, assim como as despesas, mas não representam sacrifícios normais ou derivados de forma voluntária das atividades destinadas à obtenção da receita”. Investimento – “Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento; a máquina é um gasto que se transforma num investimento” (MARTINS, 2018, p.13). Já na visão de Viceconti (2018) a matéria-prima adquirida pela indústria, enquanto a mesma não for utilizada, será considerada um investimento. Já no momento em que essa matéria-prima for solicitada pela produção, ela irá passar a ser um custo dentro do processo produtivo. Portanto, agora que você já possui o entendimento correto sobre os gastos, vamos exemplificar uma situação que está presente diariamente nas rotinas operacionais da empresa, sendo: A empresa Pr*atofeit* fez a compra de um computador para o setor administrativo e adquiriu também uma nova máquina para seu setor de produção. O computador será destinado para uma nova colaboradora que irá começar suas atividades na empresa. A máquina também irá entrar em operação após as instalações estarem prontas, pois necessita de ajustes operacionais. Como você classificaria a compra do computador para o setor administrativo e da máquina para o setor de produção em relação ao tipo de gasto? Acertou? Tenho certeza de que sim. Nesse caso, veja que no momento da compra do computador e da máquina a empresa Pr*atofeit* fez um investimento. Ao ser entregue o computador para a nova colaboradora bem como ser colocada em operação a máquina, estamos ativando ambos. Entretanto, a máquina a qual possui relação com a produção e foi ativada pela depreciação por exemplo, irá gerar um custo. Já o computador que foi ativado também, irá gerar uma despesa, pois está alocado ao setor administrativo. Viu? Tinha certeza de que você iria acertar. Os gastos, realizados pela empresa em momento futuro, mesmo que classificados temporiamente, poderão ser classificados como investimento, custo ou despesa. Portanto, uma classificação errada dos gastos, poderá distorcer completamente a análise gerencial da empresa, bem como a tomada de decisão. O que acha de testar seus conhecimentos e verificar se realmente está fera na classificação dos gastos? Sugiro que primeiro você analise as alternativas e anote suas respostas. Após, irei comentar as opções e você poderá ver como foi seu desempenho, mas tenho certezade que você irá se sair muito bem, vamos lá! Conforme Simões e Crepaldi (2018) podemos definir os gastos conforme apresentado a seguir, neste caso, relacione sua definição com o respectivo tipo de gasto e após, assinale a opção correta. 1. É o pagamento resultante da aquisição ou produção de um bem, serviço ou despesa. Pode ocorrer antes, durante ou após a entrada da utilidade comprada. 2. São todos os gastos ativados em função da utilidade futura de bens ou serviços obtidos. É realizado na obtenção de um bem para o ativo, bem este ativado em função de sua vida útil. 3. São os gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços, sejam eles desembolsados ou não. 4. São gastos com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas, que provocam redução do patrimônio. 5. São bens ou serviços consumidos de forma anormal e involuntária. Trata-se de gastos não intencionais decorrentes de fatores externos, fortuitos ou da atividade produtiva normal da empresa. 6. É definido como sendo o sacrifício financeiro o qual a empresa arca para obter determinado produto ou serviço. ( ) Gasto ( ) Custo ( ) Despesa ( ) Perda ( ) Investimento ( ) Desembolso A sequência correta é: 1. 6,3,2,5,4,1 2. 1,5,2,6,4,3 3. 2,5,3,1,4,6 4. 1,4,5,6,2,3 5. 6,3,4,5,2,1 Custos e Despesas Podemos dizer que um dos aspectos que causam grande confusão nas organizações está relacionado à classificação de custos e despesas, bem como em relação ao seu nível de alocação (direto ou indireto) e ao nível de produção ou nível de atividade (fixo ou variável). Diferença contábil entre custos e despesas Conforme Bruni e Famá (2019), uma das grandes polêmicas presentes na contabilidade de custos refere-se à distinção de custos e despesas, onde os custos são alocados aos produtos e serviços durante o processo de elaboração, já as despesas são associadas ao período e não repercutem, de forma direta, na elaboração dos produtos ou serviços, conforme podemos verificar na figura abaixo. Na figura abaixo, podemos evidenciar uma das principais características que diferenciam os custos das despesas em relação ao balanço patrimonial e à demonstração do resultado do exercício. Figura 1: Diferenciação de custos e despesas. Custos no BP e Despesas na DRE. Nesse caso, Bruni e Famá (2019) comentam que conforme evidenciado na figura acima, os gastos incorridos até o momento que o produto esteja pronto para comercialização será denominado custos, já os gastos gerados após os produtos estarem prontos são denominados de despesas. Na visão de Stopatto (2020) todo o sacrifício para se obter receitas são denominadas despesas, neste caso, todo o bem ou serviço consumido com o objetivo de se ter receitas são consideradas despesas. A partir desse momento, quando ocorre a venda, o custo irá se transformar em despesa onde teremos na DRE o CPV (custo do produto vendido) na indústria, já na empresa comercial iremos ter o CMV (custo da mercadoria vendida). Portanto, no momento da venda irão ser geradas as despesas, as quais conforme apresentado anteriormente serão consideradas como o custo da mercadoria vendida e custo do produto vendido. Portanto, aqueles custos iniciais gerados pelas atividades fabris e comerciais irão passar de custos para despesas no momento da venda, indo ser alocadas na demonstração do resultado do exercício (DRE). Nesse sentido, é importante sabermos que as despesas irão reduzir o Patrimônio Líquido (PL). Assim, seu esforço está associado ao processo de obtenção de receitas. Conforme mencionado por Crepaldi (2018), as receitas podem variar ou não em função do volume de receitas do período, sendo nesse caso, classificadas entre fixa ou variável. Agora, você irá ver quais são os principais tipos de despesas presentes nas atividades operacionais das empesas, sendo: – “Administrativas: de modo geral, são relativas às áreas de apoio da empresa (administração geral, finanças, contabilidade, recursos humanos etc”.). – “Comerciais: surgem pela necessidade de criar receitas, como propaganda e publicidade, telefone, ou em função de vendas já efetuadas, como comissões, fretes de entregas etc”. – “Financeiras: são decorrentes da insuficiência de capital de giro próprio da empresa, que é obrigada a buscar e a remunerar capitais de terceiros”. – “Tributárias: encargos devidos à administração pública em relação aos impostos” (CREPALDI, 2018, p.21). Classificação dos Custos Os custos podem ser classificados em razão do volume (fixo ou variável) dos produtos fabricados e em relação ao objeto (direto e indireto). Primeiramente, você irá ver como se classificam os custos em relação ao volume, onde iremos apresentar os custos fixos e variáveis. CUSTO FIXO (quanto ao volume) Conforme Bertó e Beulke (2013), a característica principal dos custos e despesas fixas está em permanecer inalterada em relação ao volume de atividade comercializada, dentro dos limites de capacidade, ou seja, não se modifica em função do aumento ou diminuição do volume comercializado dentre desses limites. Conforme você já pôde observar anteriormente quando estudamos a definição dos custos, o mesmo se refere ao consumo alocado em produtos ou serviços. Agora eu lhe pergunto, e o que vem a ser custo fixo? Na visão de Stopato (2020) “Temos um custo fixo quando em cada período seu valor está estabelecido e é independente do volume produzido em determinado intervalo de tempo”. Portanto, podemos sintetizar nossa análise e dizer que o custo fixo ocorre quando seu valor independe do volume produzido. Conforme apresentado no gráfico acima, os custos fixos, são aqueles que não se alteram em razão da variação do volume produzido, entretanto, o que você acha? O custo fixo pode variar de valor? Posso dizer que essa é uma questão que parece simples, mas, muitas empresas acham que o fato de uma conta não variar de valor irá caracterizá-la como sendo um custo fixo, entretanto, o custo fixo pode variar. Não é o fato de não alterar seu valor que irá caracterizá-lo como sendo um custo fixo, pois o critério o qual deve ser levado em consideração é em relação ao volume produzido. Veja um exemplo: Figura 3: Exemplo de custo fixo – Aluguel da fábrica. No caso do aluguel da fábrica o mesmo pode sofrer um reajuste em determinado período, entretanto, mesmo com essa alteração de valor, o aluguel mesmo assim, deve ser considerado um custo fixo, pois sabemos que se for fabricado um produto ou mil, o valor do aluguel será o mesmo, ou seja, não possui uma relação direta com o volume de produto fabricados. Conforme Crepaldi (2018), os custos fixos são aqueles em que determinado período o volume de produção acaba não se alterando em relação ao seu valor total, entretanto, temos que observar que o seu valor unitário acaba ficando menor com o aumento do volume produzido. Já o custo total não irá alterar na mesma proporção em relação ao volume que será produzido. Vale lembrar que “os custos dentro de determinada faixa de produção nem sempre serão fixos, podendo variar em razão de grandes oscilações no volume de produção. Quanto mais se produzir, menor será o custo por unidade” (CREPALDI, 2018, p.25). Você deve ficar atento, pois o custo fixo será considerado fixo em relação ao volume total de produção, entretanto, ele será variável em relação à unidade produzida, nesse caso, o custo fixo unitário irá diminuir com o acréscimo da quantidade produzida. Já os custos fixos totais permanecem estáveis qualquer que seja o volume de produção (CREPALDI, 2018). Agora você irá ver o custo variável bem como suas principais características e aplicações. CUSTO VARIÁVEL (quanto ao volume) Em relação aos custos e despesas variáveis Bertó e Beulke(2013) comentam que o foco está relacionado ao volume de vendas, onde o valor irá se modificar em relação ao volume produzido, ou seja, quanto maior for a produção, maior será o custo variável. Cabe ressaltar que o contrário também pode ocorrer, ou seja, quanto menor for o volume de produção, menor será o custo variável. Conforme apresentado no gráfico acima, podemos verificar que um aumento na quantidade produzida irá gerar custos maiores, ou seja, nesse caso, existe uma relação direta entre a quantidade produzida e o aumento dos custos variáveis. Veja um exemplo: Figura 5: Exemplo de variável – Matéria prima. No exemplo acima, podemos verificar que um fondue poderia ser comercializado com 15 morangos e 200 gramas de chocolate derretido, ou seja, quanto mais essa sobremesa for vendida, mais morangos e chocolates irão ser precisos. Importante você saber em relação ao custo variável é que o mesmo será variável “em relação ao volume de produção, mas será fixo em relação a unidade produzida. Os custos variáveis unitários são fixos ao longo do processo produtivo” (CREPALDI, 2018, p. 25). Neste caso, os custos variáveis totais serão impactados pelo aumento ou diminuição da quantidade produzida. São aqueles os quais irão sofrer alteração em razão do volume de atividades (CREPALDI, 2018). Portanto, fechamos aqui a relação dos custos em relação ao volume. Na próxima seção, avançaremos onde será abordada a classificação dos custos em relação ao objeto. Custos Direto (quanto ao objeto) Iremos abordar agora a classificação dos custos em relação ao objeto, onde os mesmos são classificados em direto e indireto. Podemos dizer que os custos diretos são aqueles os quais podem facilmente serem identificados, quantificados e mensurados monetariamente em relação a uma unidade de produto ou serviço˜ (PADOVEZE; TAKARA, p. 21). Nesse caso podemos verificar que os custos diretos são fáceis de serem mensurados, ou seja, no caso industrial será considerado direto todos os custos os quais conseguimos mensurar de forma precisa. Algumas medidas utilizadas para mensurar os custos diretos podem ser: Kg, horas máquina, litro, unidade. Conforme Dutra (2017), os custos diretos são aqueles que podem ser alocados diretamente a uma função de acumulação de custos, seja um produto, serviço, ordem de produção, atividade. Em algumas situações todos os custos podem ser classificados como diretos, como seria no caso da produção de apenas um tipo de produto, desde que nessa situação não exista variação das especificidades na fabricação dos mesmos, ou na prestação de apenas um tipo de serviço. Nessa situação, só haverá custos diretos. Nesse caso, “todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento de sua ocorrência classifica-se como direto” (DUTRA, 2017, p.25”. Você sabia que o custo direto tem particularidade própria, entretanto, na prática, é apenas uma particularidade, pois esse custo poderá ser aplicado em mais de uma função de custo? Figura 6: Função de custo direto. Após analisarmos a figura 6, podemos perceber a função de custos desmembrada, onde após termos a chapa única, é possível mensurar de forma precisa a quantidade material o qual vai ser utilizada por exemplo na fabricação dos móveis de escritório, como mesa, rack, mesa de centro, sendo apresentado nesse caso, a função custo. Figura 7: Função de custo direto x móveis de escritório feito através de uma chapa de madeira. Entendeu a função de custo através da imagem? Não tem problema, abaixo gravei um vídeo para explicar para você como funciona esta característica dos custos diretos. Após virmos os custos diretos, é hora de você estudar o custo indireto bem como sua aplicabilidade e principais características. Custos indiretos (quanto ao objeto) Diferentemente dos custos diretos, nos custos indiretos não temos uma precisão ao mensurar os custos de forma precisa, nesse caso, existe a necessidade de alocar os custos indiretos de forma arbitrária ou através de estimativas. Alguns exemplos são: Energia elétrica da fábrica utilizada na fabricação de vários produtos; Depreciação das máquinas de produção onde são fabricados vários tipos de produtos; Gastos com serviço de limpeza da fábrica. Conforme Dutra (2017), os custos indiretos “ocorrem em determinadas atividades, onde não existe a possibilidade de mensurar diretamente, quanto cada atividade, ou órgãos, consome em cada uma das funções de acumulações de custos no momento de sua incidência. Veja um exemplo: Figura 8: Exemplo de custo variável – Rateio do valor do custo do gás para fabricar vários pratos alimentícios feito pelo chef de cozinha. Figura 9: Exemplo de custo variável – Elaboração de vários pratos de alimentação onde um dos custos indiretos é o gás de cozinha. Relação gás (custo indireto) x vários pratos alimentícios elaborados. Conseguiu interpretar a figura acima? Acredito que sim, mas que tal dar uma olhada nos comentários que preparei para você! Tenho certeza de que irá gostar! Após você ter estudado a classificação dos custos em relação ao volume (fixo ou variável) dos produtos fabricados e em relação ao objeto (direto e indireto), vou disponibilizar para você, um resumo que irá lhe ajudar logo a seguir na resolução de um exercício. Figura 10: Classificação dos custos em relação ao volume x relação ao objeto. O que acha de testar seus conhecimentos e verificar se realmente está fera na classificação dos custos e dos gastos? Sugiro que primeiro você analise as alternativas e anote suas respostas. Após, irei comentar as opções e você poderá ver como foi seu desempenho, mas tenho certeza de que você irá se sair muito bem, vamos lá! A empresa Pr*atofeit* apresenta em suas rotinas operacionais as seguintes atividades, neste caso, classifique as mesmas em sendo custo fixo (CF), custo variável (CV), despesa variável (DV), perda (P), investimento (I), e despesa fixa (DF). 1. Comissões sobre venda 2. Consumo de leite condensado na fabricação de doces 3. Energia elétrica da área administrativa 4. Energia elétrica da fábrica 5. Compra de máquina industrial 6. Limpeza e conservação do setor administrativo 7. Incêndio na fábrica ocasionado por descarga elétrica atingindo o estoque. 8. Aluguel da fábrica Comentário da questão e gabarito. Podemos perceber através do exercício realizado que os gastos, bem como a classificação dos custos e despesas, estão presentes nas atividades operacionais realizadas pelas empresas, nesse caso, são aspectos fundamentais a serem monitorados. Agora que você já estudou os custos em relação ao volume e ao objeto, vamos tratar de um tema muito importante na contabilidade de custos o qual se refere aos custos fabris. Conforme Pinto et.al (2018) a avaliação dos estoques e a apuração do resultado é um dos objetivos da contabilidade de custo. Iremos abordar agora quais são as principais variáveis que teremos que estudar para apurar os custos fabris e a apuração do resultado, sendo os mesmos: Custos Fabris Figura 11: Termos mais utilizados na apuração dos custos fabris e apuração do resultado. Você verá a seguir a definição de cada uma das terminologias mencionadas acima e logo em seguida irá poder praticar através de um exercício. Custo primário corresponde à soma dos materiais diretos, mais a mão de obra direta. Custo de transformação corresponde ao esforço em transformar a matéria prima em produto acabado, é o somatório da mão de obra direta mais os gastos gerais de fabricação (GGF). Custo de produção é o custo o qual foi produzido em determinado período, sendo composto por material direto, mão de obra direta e GGF. Custos dos produtos fabricados é a soma dos custos dos produtos fabricados até o fim do encerramento do exercício, neste caso, corresponde ao custo de produção do período mais o custoda produção dos períodos anteriores ainda em estoque. Custo dos produtos vendidos corresponde ao custo dos produtos entregues aos clientes no período, ou seja, o custo dos produtos acabados que saíram do depósito (PINTO, et.al (2018). Nesse caso, podemos mencionar que os componentes de acumulação para apuração do cálculo fabril são: Componentes de acumulação do custo fabril e fórmulas para apuração. Figura 12: Componente de acumulação. Vamos praticar um pouco! A empresa Pr*atofeit* fabrica sapatos. Ao final do ano 31/12/X1 apresentava em suas contas as seguintes informações em sua demonstração financeira, contendo os respectivos valores em suas rubricas, conforme apresentado abaixo: Aquisição de matéria-prima (200) Mão de obra direta (140) Salário da engenheira da fábrica (100) Insumo do processo produtivo (30) Depreciação das máquinas (20) Seguro da fábrica (10) Combustível das máquinas (25) Estoque inicial de matéria-prima (15) Estoque final de matéria-prima (20) Estoque inicial de produto em processo (13) Estoque final de produto em processo (05) Estoque inicial de produto acabado (45) Estoque final de produto acabado (50) Após identificar as contas, você deve apurar o cálculo do: 1. Custo da matéria-prima 2. Custo fabril 3. Custo dos produtos fabricados 4. Giro do estoque 5. Custo de transformação Através das fórmulas disponibilizadas na ilustração dos componentes de acumulação dos custos fabris, você deverá chegar aos seguintes resultados: 1. Custo da matéria prima = 195 2. Custo fabril = 520 3. Custo dos produtos fabricados = 528 4. Giro do estoque = 523 5. Custo de transformação = 325 Conclusão Podemos concluir com o estudo realizado, que as terminologias dos gastos apesar de parecerem simples, devem ser utilizadas e classificadas de forma correta, bem como seus custos, sejam os mesmos direto, indireto, fixo ou variáveis. Uma classificação errada dos gastos e custos irá gerar informações distorcidas da empresa e nesse caso, o setor de controladoria o qual possui entre seus objetivos fornecer informações para a tomada de decisão estará comprometido. Podemos perceber que existem vários temas os quais se complementam na área de custos, entretanto, tenho certeza de que você agora estará preparado, pois terá o conhecimento necessário para poder não apenas classificar de forma correta os custos e gastos, mas principalmente fornecer as informações corretas para que a empresa possa conseguir maximizar seus resultados, pois pequenos erros podem, por exemplo, afetar a precificação, a rentabilidade da empresa, bem como até sua permanência no mercado no qual atua. Para finalizar nosso estudo, iremos realizar um comentário final que vai contemplar todo o nosso estudo. Vamos utilizar o esquema abaixo. Tenho certeza de que você irá gostar! Figura 13: Conclusão final a respeito da relação gastos e custos. Comentário final da conclusão do tópico. Glossário – Abreviaturas ABRASCA – Associação Brasileira das Sociedades Anônimas de Capital Aberto APIMEC – Associação dos analistas e profissionais do investimento do mercado de capitais B3 – Bolsa de valores CFC – Conselho Federal de Contabilidade CPC –Comitê de Pronunciamentos Contábeis CMV – Custo da mercadoria vendida CPV- Custo do produto vendido DRE – Demonstração do Resultado do Exercício EMP- Estoque de matéria prima EPP- Estoque de produto em processo EPA- Estoque de produto acabado FIPECAFI – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeira GGF- Gasto geral de fabricação IASB – International Accounting Standards Board IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil IFRS – International Financial Reporting Standards MO- Mão de obra MOD – Mão de obra direta MP- Matéria-prima PA- Produto acabado SI- Saldo inicial SF- Saldo final Referências BERTÓ, DALVIO J., BEULKE, Rolando. Gestão de custos. 3. Ed. São Paulo: Saraiva, 2013. BRUNI, Adriano Leal. FAMÁ, Rubens. Gestão de custos e formação de preços: com aplicações na calculadora HP 12C e Excel. 7. Ed. – São Paulo: Atlas, 2019 CPC. Comitê de pronunciamentos contábeis. Disponível em: http://www.cpc.org.br/CPC/Documentos-Emitidos/Pronunciamentos CREPALDI. Silvio A., CREPALDI. Guilherme Simões. Contabilidade de custos. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2018. DUTRA, René G. Custos uma abordagem prática. 8 ed. São Paulo: Atlas, 2017. MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. Grupo GEN, 2018. E- book. ISBN 9788597018080. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597018080/ MEGLIORINI, Evandir. Custos: análise e gestão. 3 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. PADOVEZE, Clóvis L.; JR., Franco Kaolu T. Custo e preços de serviços: logística, hospitais, transporte, hotelaria, mão de obra, serviços em geral.Grupo GEN, 2013. E-book. ISBN 9788522477760. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522477760/ PINTO, Alfredo A.G. Contabilidade de custos. 4 ed. Rio de Janeiro: FGV editora VEIGA, Windsor Espenser. SANTOS, Fernando Almeida. Contabilidade de custos: gestão em serviços, comércio e indústria. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2016. VICECONTI, Silvério N. Contabilidade de custos: um enfoque direito e objetivo. 12 ed. São Paulo: Saraiva, 2018. YouTube. (2023). Carlos Morales. Tipos de Gastos. 00min25. Disponível em: https://youtu.be/5VJak_WxXCk You Tube (2023). Carlos Morales. Comentário sobre exercício classificação dos gastos. 03min59. Disponível em: You Tube (2023). Carlos Morales. Custo direto. 01:41. Disponível em: https://youtu.be/PqXWppB-HK0 You Tube (2023). Carlos Morales. Custo indireto. 01:09. Disponível em: https://youtu.be/lDJFUXCdPt8 You Tube (2023). Carlos Morales. Custo fixo, custo variável, perdas, investimentos, despesas. 02:40. Disponível em: You Tube (2023). Carlos Morales. Conclusão da lição. 02:59. Disponível em: You Tube (2023). Carlos Morales. Importancia dos gastos para maximizar resultados. 01min58. Disponível em: