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LÍNGUA PORTUGUESA 39 a solução para o seu concurso! Editora Parênteses a) Para isolar datas, palavras, referências em citações, frases intercaladas de valor explicativo, podendo substituir o travessão ou a vírgula: “Mal me viu, perguntou (sem qualquer discrição, como sempre) quem seria promovido.” Travessão 1 – Para introduzir a fala de um personagem no discurso direto: “O rapaz perguntou ao padre: — Amar demais é pecado?” 2 – Para indicar mudança do interlocutor nos diálogos: “— Vou partir em breve. — Vá com Deus!” 3 – Para unir grupos de palavras que indicam itinerários: “Esse ônibus tem destino à cidade de São Paulo — SP.” 4 – Para substituir a vírgula em expressões ou frases explicativas: “Michael Jackson — o retorno rei do pop — era imbatível.” Aspas 1 – Para isolar palavras ou expressões que violam norma culta, como termos populares, gírias, neologismos, estrangeirismos, arcaísmos, palavrões, e neologismos. “Na juventude, ‘azarava’ todas as meninas bonitas.” “A reunião será feita ‘online’.” 2 – Para indicar uma citação direta: “A índole natural da ciência é a longanimidade.” (Machado de Assis) QUESTÕES 1. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ Especialista em Proteção Radiológica/2022 Assunto: Significação de vocábulo e expressões Texto Maria José Paulo Mendes Campos Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de um com- panheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre. Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devota- va-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comun- gava todos os dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal no- turno, perseguindo um ladrão, para espanto de meus cinco anos. Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos. Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler as primeiras sen- tenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que ha- via decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”. Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo. Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as al- mas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas. Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza. Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato exótico. Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste. Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomen- dava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão. Em “escutava maternalmente meus contos toscos” (parágrafo 4), a palavra toscos pode ser substituída, sem a alteração de seu significado no contexto, por (A) criativos (B) malfeitos (C) primorosos (D) incompletos (E) sofisticados 2. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Ad- ministrador/2022 Assunto: Significação de vocábulo e expressões Texto Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroele- trônico) são, por definição, produtos que têm componentes elétri- cos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibilidade de conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equipamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletro- domésticos, equipamentos médicos, brinquedos, sistemas de alar- me, automação e controle. LÍNGUA PORTUGUESA 4040 a solução para o seu concurso! Editora Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após certo tem- po, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsolescência perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas no- vas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças fun- cionais, dando à geração em uso aspecto de ultrapassada, o que induz o consumidor à troca. O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos pro- blemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em satisfazer suas necessidades. Afinal, eletroele- trônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e a explosão da indústria da informação é uma força motriz da socieda- de, oferecendo ferramentas para rápidos avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constan- te busca de informações em tempo real, e a sua interação com no- vas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os jovens. Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescentes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a cinco vezes maior que a do lixo urbano. No trecho “Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os jo- vens.” (parágrafo 3), a palavra que apresenta o sentido contrário ao da palavra destacada é (A) atração (B) encanto (C) repulsa (D) sedução (E) embevecimento 3. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/Ad- ministrador/2022 Assunto: Significação de vocábulo e expressões Texto Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroele- trônico) são, por definição, produtos que têm componentes elétri- cos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibilidade de conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equipamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletro- domésticos, equipamentos médicos, brinquedos, sistemas de alar- me, automação e controle. Obsolescência programada é a decisão intencionalde fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após certo tem- po, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsolescência perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas no- vas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças fun- cionais, dando à geração em uso aspecto de ultrapassada, o que induz o consumidor à troca. O lixo eletroeletrônico é mais um desafio que se soma aos pro- blemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em satisfazer suas necessidades. Afinal, eletroele- trônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e a explosão da indústria da informação é uma força motriz da socieda- de, oferecendo ferramentas para rápidos avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constan- te busca de informações em tempo real, e a sua interação com no- vas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os jovens. Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescentes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a cinco vezes maior que a do lixo urbano. AFONSO, J. C. Revista Ciência Hoje, n. 314, maio 2014. São Paulo: SBPC. Disponível em: https://cienciahoje.periodicos.capes. gov.br/ storage/acervo/ch/ch_314.pdf. Adaptado. No 3o parágrafo, no trecho “a explosão da indústria da infor- mação é uma força motriz da sociedade”, a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por (A) infalível (B) obrigatória (C) abrangente (D) imprescindível (E) impulsionadora 4. CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021 Assunto: Predicado O que é o QA e por que ele pode ser mais importante que o QI no mercado de trabalho Há algum tempo, se você quisesse avaliar as perspectivas de al- guém crescer na carreira, poderia considerar pedir um teste de QI, o quociente de inteligência, que mede indicadores como memória e habilidade matemática. Mais recentemente, passaram a ser avaliadas outras letrinhas: o quociente de inteligência emocional (QE), uma combinação de habilidades interpessoais, autocontrole e comunicação. Não só no mundo do trabalho, o QE é visto como um kit de habilidades que pode nos ajudar a ter sucesso em vários aspectos da vida. Tanto o QI quanto o QE são considerados importantes para o sucesso na carreira. Hoje, porém, à medida que a tecnologia rede- fine como trabalhamos, as habilidades necessárias para prosperar no mercado de trabalho também estão mudando. Entra em cena então um novo quociente, o de adaptabilidade (QA), que considera a capacidade de se posicionar e prosperar em um ambiente de mu- danças rápidas e frequentes. O QA não é apenas a capacidade de absorver novas informa- ções, mas de descobrir o que é relevante, deixar para trás noções obsoletas, superar desafios e fazer um esforço consciente para mu- dar. Esse quociente envolve também características como flexibili- dade, curiosidade, coragem e resiliência. LÍNGUA PORTUGUESA 41 a solução para o seu concurso! Editora Amy Edmondson, professora de Administração da Harvard Bu- siness School, diz que é a velocidade vertiginosa das mudanças no mercado de trabalho que fará o QA vencer o QI. Automatiza-se fa- cilmente qualquer função que envolva detectar padrões nos dados (advogados revisando documentos legais ou médicos buscando o histórico de um paciente, por exemplo), diz Dave Coplin, diretor da The Envisioners, consultoria de tecnologia sediada no Reino Unido. A tecnologia mudou bastante a forma como alguns trabalhos são feitos, e a tendência continuará. Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas com mais rapidez e precisão do que um humano. Para evitar a obsolescência, os trabalhadores que cumprem es- sas funções precisam desenvolver novas habilidades, como a criati- vidade para resolver novos problemas, empatia para se comunicar melhor e responsabilidade. Edmondson diz que toda profissão vai exigir adaptabilidade e flexibilidade, do setor bancário às artes. Digamos que você é um contador. Seu QI o ajuda nas provas pelas quais precisa passar para se qualificar; seu QE contribui na conexão com um recrutador e de- pois no relacionamento com colegas e clientes no emprego. Então, quando os sistemas mudam ou os aspectos do trabalho são auto- matizados, você precisa do QA para se acomodar a novos cenários. Ter QI, mas nenhum QA, pode ser um bloqueio para as habili- dades existentes diante de novas maneiras de trabalhar. No mundo corporativo, o QA está sendo cada vez mais buscado na hora da contratação. Uma coisa boa do QA é que, mesmo que seja difícil mensurá-lo, especialistas dizem que ele pode ser desenvolvido. Como diz Edmondson: “Aprender a aprender é uma missão crítica. A capacidade de aprender, mudar, crescer, experimentar se tornará muito mais importante do que o domínio de um assunto.” A frase em que o verbo apresenta a mesma predicação que o verbo ocorrer em “Isso ocorre porque um algoritmo pode executar essas tarefas” (parágrafo 5) é: (A) “Entra em cena então um novo quociente”. (parágrafo 3) (B) “Esse quociente envolve também características como flexi- bilidade, curiosidade, coragem e resiliência.” (parágrafo 4) (C) “A tecnologia mudou bastante a forma como alguns traba- lhos são feitos”. (parágrafo 5) (D) “você é um contador.” (parágrafo 7) (E) “Seu QI o ajuda nas provas”. (parágrafo 7) 5. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ Especialista em Proteção Radiológica/2022 Assunto: Orações subordinadas adverbiais Texto Maria José Paulo Mendes Campos Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de um com- panheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre. Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devota- va-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comun- gava todos os dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal no- turno, perseguindo um ladrão, para espanto de meus cinco anos. Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos. Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler as primeiras sen- tenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que ha- via decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”. Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo. Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre,aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as al- mas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas. Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza. Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato exótico. Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste. Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomen- dava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão. No trecho: “Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que recebera, menina-e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal noturno, perseguindo um ladrão”, (parágrafo 2), a oração destacada pode ser substituída, sem prejuízo de seu significado, por (A) por isso perseguia um ladrão. (B) enquanto perseguia um ladrão. (C) embora perseguisse um ladrão. (D) desde que perseguisse um ladrão. (E) por mais que perseguisse um ladrão. LÍNGUA PORTUGUESA 4242 a solução para o seu concurso! Editora 6. CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente de Tecnologia/2021 Assunto: Orações subordinadas adverbiais Lições após um ano de ensino remoto na pandemia No momento em que se tornam ainda mais complexas as dis- cussões sobre a volta às aulas presenciais, o ensino remoto conti- nua a ser a rotina de muitas famílias, atualmente. Mas um ano sem precedentes na história veio acompanhado de lições inéditas para professores, alunos e estudiosos. Diante do pouco acesso a planos de dados ou a dispositivos, a alternativa de muitas famílias e professores tem sido se conectar regularmente via aplicativos de mensagens. Uma pesquisa apontou que 83% dos professores mantinham contato com seus alunos por meio dos aplicativos de mensagens, muito mais do que pelas próprias plataformas de aprendizagem. Esse uso foi uma grande surpresa, mas é porque não temos outras ferramentas de massificação. A maior parte do ensino foi feita pelo celular e, geralmente, por um celular compartilhado (entre vários membros da família), o que é algo muito desafiador. Outro aspecto a ser considerado é que, felizmente, mensagens direcionadas são uma forma relativamente barata de comunicação. A importância de cultivar interações entre os estudantes, mesmo que eles não estejam no mesmo ambiente físico, também é uma forma de motivá-los e melhorar seus resultados. Recentemente, uma pesquisadora afirmou que “Aprendemos que precisamos dos demais: comparar estratégias, falar com alunos, com outros profes- sores e dar mais oportunidades de trabalho coletivo, mesmo que seja cada um na sua casa. Além disso, a pandemia ressaltou a im- portância do vínculo anterior entre escolas e comunidades”. Embora seja difícil prever exatamente como o fechamento das escolas vai afetar o desenvolvimento futuro dos alunos, educado- res internacionais estimam que estudantes da educação básica já foram impactados. É preciso pensar em como agrupar esses alunos e averiguar os que tiveram ensino mínimo ou nulo e decidir como enfrentar essa ruptura, com aulas ou encontros extras, com anos (letivos) de transição. IDOETA, P.A. 8 lições após um ano de ensino remoto na pan demia. Dis- ponível em: <https://educacao.uol.com.br/noticias/ bbc/2021/04/24/ 8-licoes-apos-um-ano-de-ensino-remoto-na- pandemia. htm>. Acesso em: 21 jul. 2021. Adaptado. No trecho “A importância de cultivar interações entre os estu- dantes, mesmo que eles não estejam no mesmo ambiente físico” (parágrafo 4), a expressão destacada estabelece com a oração prin- cipal a relação de (A) condição (B) concessão (C) comparação (D) conformidade (E) proporcionalidade 7. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”Sem Área”/2021 Assunto: Orações subordinadas adverbiais Relacionamento com o dinheiro Desde cedo, começamos a lidar com uma série de situações ligadas ao dinheiro. Para tirar melhor proveito do seu dinheiro, é muito importante saber como utilizá-lo da forma mais favorável a você. O aprendizado e a aplicação de conhecimentos práticos de educação financeira podem contribuir para melhorar a gestão de nossas finanças pessoais, tornando nossas vidas mais tranquilas e equilibradas sob o ponto de vista financeiro. Se pararmos para pensar, estamos sujeitos a um mundo finan- ceiro muito mais complexo que o das gerações anteriores. No entan- to, o nível de educação financeira da população não acompanhou esse aumento de complexidade. A ausência de educação financeira, aliada à facilidade de acesso ao crédito, tem levado muitas pessoas ao endividamento excessivo, privando-as de parte de sua renda em função do pagamento de prestações mensais que reduzem suas ca- pacidades de consumir produtos que lhes trariam satisfação. Infelizmente, não faz parte do cotidiano da maioria das pesso- as buscar informações que as auxiliem na gestão de suas finanças. Para agravar essa situação, não há uma cultura coletiva, ou seja, uma preocupação da sociedade organizada em torno do tema. Nas escolas, pouco ou nada é falado sobre o assunto. As empresas, não compreendendo a importância de ter seus funcionários alfabeti- zados financeiramente, também não investem nessa área. Similar problema é encontrado nas famílias, nas quais não há o hábito de reunir os membros para discutir e elaborar um orçamento familiar. Igualmente entre os amigos, assuntos ligados à gestão financeira pessoal muitas vezes são considerados invasão de privacidade e pouco se conversa em torno do tema. Enfim, embora todos lidem diariamente com dinheiro, poucos se dedicam a gerir melhor seus recursos. A educação financeira pode trazer diversos benefícios, entre os quais, possibilitar o equilíbrio das finanças pessoais, preparar para o enfrentamento de imprevistos financeiros e para a aposentadoria, qualificar para o bom uso do sistema financeiro, reduzir a possibi- lidade de o indivíduo cair em fraudes, preparar o caminho para a realização de sonhos, enfim, tornar a vida melhor. No trecho do parágrafo 3 “As empresas, não compreendendo a importância de ter seus funcionários alfabetizados financeiramen- te, também não investem nessa área”, a oração destacada tem valor semântico de (A) causa (B) proporção (C) alternância (D) comparação (E) consequência 8. CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Informa- ção/2021 Assunto: Orações reduzidas Medo da eternidade Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha prova- do chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o di- nheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinhei- ro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. — Não acaba nunca, e pronto. Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de- LÍNGUA PORTUGUESA 43 a solução para o seu concurso! Editora -rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa,de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. — Acabou-se o docinho. E agora? — Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia con- trafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis con- fessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava afli- ção. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! — Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigan- do, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, en- vergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim. LISPECTOR, Clarice. Medo da eternidade. A frase que guarda o mesmo sentido do trecho “Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.” é: (A) Até que não suportei mais, e, como atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. (B) Até que não suportei mais, e, já que atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. (C) Até que não suportei mais, e, para que atravessasse o por- tão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. (D) Até que não suportei mais, e, embora atravessasse o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. (E) Até que não suportei mais, e, quando atravessei o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. 9. CESGRANRIO - Tec Ban (BASA)/BASA/2022 Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênte- ses etc) Maior fronteira agrícola do mundo está no bioma amazônico”, diz pesquisador da Embrapa O Brasil é um dos poucos países no mundo com a possibilidade de ampliar áreas com a agropecuária. De fato, um estudo da ONU mostra que o país será o grande responsável por produzir os ali- mentos necessários para atender os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. De acordo com pesquisadores da Embrapa, a região possui potencial e áreas para ampliação sus- tentável da agricultura. Portanto, a responsabilidade do agricultor brasileiro é muito grande. A região amazônica se mostra promissora para a agricultura, pois ela é rica em um insumo fundamental, a água. Estados como Rondônia e Acre têm municípios que recebem até 2.800 milímetros de chuvas por ano. E isso proporciona a qualidade e a possibilidade de semear mais de uma cultura por ano. Entretanto, as críticas internacionais, quanto ao uso e à am- pliação da agricultura na região amazônica, são um limitante para a exploração dessas áreas. Para cada nova área aberta para a agricul- tura, parte deveria ser obrigatoriamente destinada à preservação ambiental, segundo as exigências dos países que compram nossos produtos agrícolas. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o em- prego adequado da vírgula está plenamente atendido em: (A) A criação de animais para a produção de alimentos, é de grande importância para o sustento de milhares de famílias. (B) A floresta Amazônica, apesar de parecer homogênea, pos- sui muitas diferenças na sua vegetação. (C) A melhor maneira de proteger as povoações situadas nas margens dos rios, é procurar soluções que impeçam o comér- cio ilegal. (D) O estado do Amazonas apresenta, a maior população in- dígena do Brasil com aproximadamente trinta mil habitantes. (E) O número de estudiosos preocupados com o futuro do pla- neta, aumentou devido ao aquecimento global. 10. CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Infor- mação/2022 Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênte- ses etc) Uma cena É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conse- guiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada. Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol. É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua ca- deira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássa- ros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora LÍNGUA PORTUGUESA 4444 a solução para o seu concurso! Editora das gaiolas. Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sen- tada muito ereta, com seu vestido estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repou- sa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando alguém passar. É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente. Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placi- damente em sua cadeira na calçada, observando as manhãs, está atrás das grades. Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades. Nada mais o im- pressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem sa- ber o que dizer. Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe. Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o em- prego adequado da vírgula está plenamente atendido em: (A) O outono que o Rio nos oferece, tem um ar fino, quase frio. (B) Uma senhora de cabelos muito brancos, ficava sentada, em uma cadeira. (C) Ele se incomodou, com as grades do Rio. (D) Todos os dias que passo pelo Aterro vejo, as árvores cada vez mais crescidas. (E) O porteiro, que prende passarinhos em gaiolas, não vê que o outonofica mais lindo quando estamos livres. 11. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/Especialista em Proteção Radiológica/2022 Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênte- ses etc) Texto Maria José Paulo Mendes Campos Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de um com- panheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre. Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devota- va-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comun- gava todos os dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal no- turno, perseguindo um ladrão, para espanto de meus cinco anos. Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa dos filhos e dos netos. Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler as primeiras sen- tenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que ha- via decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”. Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo. Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as al- mas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas. Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza. Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato exótico. Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste. Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomen- dava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão. Considerando-se o emprego da vírgula, a frase que está de acordo com o padrão formal escrito da língua é (A) Eu que era frágil, sentia-me seguro, em sua presença. (B) Todos os dias, Maria José lia poemas para seu filho. (C) Seu desejo, era sempre, estar por perto para me proteger. (D) Maria José era uma mulher terna e, ao mesmo tempo firme. (E) Nem ela, nem o médico, nem eu, esperávamos aquele des- fecho, triste. LÍNGUA PORTUGUESA 45 a solução para o seu concurso! Editora 12. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ Administrador/2022 Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênte- ses etc) O emprego da vírgula está plenamente de acordo com as exi- gências da norma-padrão da Língua Portuguesa em: (A) Caso sejam priorizadas medidas de proteção ao meio am- biente, a substituição dos lixões por uma forma adequada para tratar o lixo será benéfica. (B) Em todo o mundo há uma preocupação com a maneira de descartar o lixo por isso, é sempre preferível corrigir nossos há- bitos. (C) O aterro sanitário apresenta inúmeras vantagens, como a redução da poluição porém, há desvantagens, como o seu alto custo. (D) O lixo eletrônico encontrado, em televisores, rádios, gela- deiras, celulares, pilhas compromete a saúde pública. (E) O lixo hospitalar decorrente do atendimento médico a se- res humanos ou animais, acarreta muitos problemas de saúde pública. 13. CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Infor- mação/2021 Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênte- ses etc) Medo da eternidade Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha prova- do chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o di- nheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinhei- ro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. — Não acaba nunca, e pronto. Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de- -rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários. Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. — Acabou-se o docinho. E agora? — Agora mastigue para sempre. Assustei-me, não sabia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia con- trafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis con- fessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava afli- ção. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia. — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! — Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ele não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigan- do, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá. Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, en- vergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim. A frase que apresenta todas as vírgulas corretamente emprega- das, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, é: (A) A menina que descobriu o chicle, também experimentou, a possibilidade da eternidade. (B) São consideradas maravilhosas, aquelas histórias deprínci- pes e fadas, que vivem eternamente. (C) Aproveitou, a textura, o sabor docinho do chicle, e ainda o comparou com o mundo impossível da eternidade. (D) Muitas crianças, quando se deparam com o desconhecido, passam a fantasiar sobre ele na tentativa de entendê-lo. (E) Quando as crianças sonham, em serem príncipes, princesas e fadas, elas fantasiam sobre viverem felizes para sempre. 14. CESGRANRIO - Esc BB/BB/Agente Comercial/2021 Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênte- ses etc) A palavra salário vem mesmo de “sal”? Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal. Faz sentido. O di- nheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C., na forma de discos de metal precioso (moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras de cobre (fun- damentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para ostentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal. Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que ga- rantia a preservação da carne. A demanda por ele, então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que quisesse, a qualquer momento. As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o gran- de meio universal de troca – seja em Roma, seja em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimoló- gico. Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época LÍNGUA PORTUGUESA 4646 a solução para o seu concurso! Editora era formada por cidadãos comuns, que abandonavam seus afaze- res voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de sobrevivência). A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do his- toriador Plínio, o Velho (um contemporâneo de Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados re- cebiam após batalhas bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra sala- rium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já era mesmo pago na for- ma de moedas. VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal” VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado. O período em que o sinal de dois pontos é empregado para introduzir uma enumeração, como no trecho que segue “demanda garantida” (parágrafo 2), é: (A) A remuneração faz parte do conjunto de ganhos de um prestador de serviço; ou seja: todos os ganhos auferidos pela pessoa compõem sua remuneração. (B) As horas extras, o vale-transporte e o plano de saúde po- dem fazer parte da remuneração: muitos trabalhadores esco- lhem seus empregos com base nessas vantagens. (C) O gerente informou aos candidatos como seria a remune- ração pelos serviços: “O valor mensal vai depender de diversos itens, a serem combinados.” (D) Muitos itens já fizeram papel de dinheiro: o sal, usado até hoje por tribos da Etiópia, a cachaça, utilizada no Brasil colo- nial, e o bacalhau, antes usado na Escandinávia. (E) O tabaco também já foi usado como moeda de troca: no sé- culo XVIII, o estado americano de Virginia adotou esse método. 15. CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Infor- mação/2022 Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conec- tores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Uma cena É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conse- guiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada. Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol. É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua ca- deira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássa- ros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas. Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sen- tada muito ereta, com seu vestido estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repou- sa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando alguém passar. É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os diasa. Parece coisa de antigamente. Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placi- damente em sua cadeira na calçada, observando as manhãs, está atrás das grades. Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades. Nada mais o im- pressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeadab, fiquei sem saber o que dizer. Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sentec, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringed. Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvorese. A frase na qual o que cumpre somente a função de promover a continuidade do texto sem acumular a função de retomar um an- tecedente é: (A) “Cena que se repete todos os dias”. (B) “eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gra- deada”. (C) “Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente”. (D) “são de um ferro simbólico, que prende, constrange, res- tringe.” (E) “os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pen- durados nas árvores.” 16. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLEAR/ Administrador/2022 Assunto: Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conec- tores - Pronomes relativos, Conjunções etc) Texto Entulho eletrônico: risco iminente para a saúde e o ambiente Os resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (lixo eletroele- trônico) são, por definição, produtos que têm componentes elétri- cos e eletrônicos e que, por razões de obsolescência (perspectiva ou programada) e impossibilidade de conserto, são descartados pelos consumidores. Os exemplos mais comuns são televisores e equipamentos de informática e telefonia, mas a lista inclui eletro- domésticos, equipamentos médicos, brinquedos, sistemas de alar- me, automação e controle. Obsolescência programada é a decisão intencional de fabricar um produto que se torne obsoleto ou não funcional após certo tem- po, para forçar o consumidor a comprar uma nova geração desse produto. Já a obsolescência perspectiva é uma forma de reduzir a vida útil de produtos ainda funcionais. Nesse caso, são lançadas no- vas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças fun- cionais, dando à geração em uso aspecto de ultrapassada, o que LÍNGUA PORTUGUESA 47 a solução para o seu concurso! Editora induz o consumidor à troca. O lixo eletroeletrônicoé mais um desafio que se soma aos pro- blemas ambientais da atualidade. O consumidor raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos, preocupando- se em satisfazer suas necessidades. Afinal, eletroele- trônicos são tidos como sinônimos de melhor qualidade de vida, e a explosão da indústria da informação é uma força motriz da socieda- de, oferecendo ferramentas para rápidos avanços na economia e no desenvolvimento social. O mundo globalizado impõe uma constan- te busca de informações em tempo real, e a sua interação com no- vas tecnologias traz maiores oportunidades e benefícios, segundo estudo da Organização das Nações Unidas (ONU). Tudo isso exerce um fascínio irresistível para os jovens. Dois aspectos justificam a inclusão dos eletroeletrônicos entre as preocupações da ONU: as vendas crescentes, em especial nos mercados emergentes (inclusive o Brasil), e a presença de metais e substâncias tóxicas em muitos componentes, trazendo risco à saúde e ao meio ambiente. Segundo a ONU, são gerados hoje 150 milhões de toneladas de lixo eletroeletrônico por ano, e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade três a cinco vezes maior que a do lixo urbano. AFONSO, J. C. Revista Ciência Hoje, n. 314, maio 2014. São Paulo: SBPC. Disponível em: https://cienciahoje.periodicos.capes. gov.br/ storage/acervo/ch/ch_314.pdf. Adaptado. No texto, o referente do termo ou expressão em destaque está corretamente explicitado, entre colchetes, no trecho: (A) “Nesse caso, são lançadas novas gerações com aparência inovadora e pequenas mudanças funcionais.” [obsolescência programada] - parágrafo 2 (B) “O consumidor raramente reflete sobre as consequências do consumo crescente desses produtos”. [lixo eletroeletrônico] - parágrafo 3 (C) “preocupando-se em satisfazer suas necessidades.” [consu- midor] - parágrafo 3 (D) “e sua interação com novas tecnologias traz maiores opor- tunidades e benefícios”. [constante busca] - parágrafo 3 (E) “e esse tipo de resíduo cresce a uma velocidade” [substân- cias tóxicas] - parágrafo 4 17. CESGRANRIO - Tec Ban (BASA)/BASA/2022 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) “Maior fronteira agrícola do mundo está no bioma amazônico”, diz pesquisador da Embrapa O Brasil é um dos poucos países no mundo com a possibilidade de ampliar áreas com a agropecuária. De fato, um estudo da ONU mostra que o país será o grande responsável por produzir os ali- mentos necessários para atender os mais de 9 bilhões de pessoas que habitarão o planeta em 2050. De acordo com pesquisadores da Embrapa, a região possui potencial e áreas para ampliação sus- tentável da agricultura. Portanto, a responsabilidade do agricultor brasileiro é muito grande. A região amazônica se mostra promissora para a agricultura, pois ela é rica em um insumo fundamental, a água. Estados como Rondônia e Acre têm municípios que recebem até 2.800 milímetros de chuvas por ano. E isso proporciona a qualidade e a possibilidade de semear mais de uma cultura por ano. Entretanto, as críticas internacionais, quanto ao uso e à am- pliação da agricultura na região amazônica, são um limitante para a exploração dessas áreas. Para cada nova área aberta para a agri- cultura, partedeveria ser obrigatoriamente destinada à preservação ambiental, segundo as exigências dos países que compram nossos produtos agrícolas. POPOV, Daniel. Canal Rural. Disponível em: https://www.canalrural. com.br/projeto-soja-brasil/noticia/maior-fronteira-agricola- -mun- do-amazonia-embrapa/. 19 set. 2019. Acesso em: 30 nov. 2021. Adaptado. De acordo com o texto, para atender às exigências internacio- nais, o país deve (A) conscientizar os agricultores da necessidade de ampliar seus negócios. (B) diversificar os tipos de culturas que exigem a utilização de muita água. (C) garantir a destinação de terras a atividades de preservação ambiental. (D) liberar as áreas de cultivo de produtos agrícolas na região amazônica. (E) restringir as terras amazônicas ao desenvolvimento da pe- cuária. 18. CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Infor- mação/2022 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Uma cena É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conse- guiu vencer os prédios e arrasta seus raios pelo mar, pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada. Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol. É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua ca- deira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássa- ros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas. Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sentada muito ereta, com seu vestidoestampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repou- sa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando alguém passar. É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente. Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placi- damente em sua cadeira na calçada, observando as manhãs, está atrás das grades. Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades. Nada mais o im- pressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, LÍNGUA PORTUGUESA 4848 a solução para o seu concurso! Editora tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem sa- ber o que dizer. Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhora. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe. Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores. SEIXAS, Heloisa. Contos mínimos. Rio de Janeiro: Record, 2001. Esse texto, que se inicia a partir do cotidiano de uma velha se- nhora que tem por hábito sentar-se na calçada observando as ma- nhãs, constrói uma crítica (A) ao abandono dos idosos que, na velhice, se veem sozinhos, sem o apoio e o carinho de sua família. (B) ao excesso de pessoas e carros nas ruas, que somente é per- cebido por quem se afasta da cidade por um tempo e retorna. (C) às cenas diárias que repetem costumes do passado, que há muito já deveriam ter sido abandonados pela população. (D) às grades, que hoje dominam o cenário das cidades e que foram sendo colocadas aos poucos ao redor de todos nós. (E) às autoridades de segurança pública, que não atuam em prol do direito de ir e vir, sem riscos, da população. 19. CESGRANRIO - Tec Cien (BASA)/BASA/Tecnologia da Infor- mação/2022 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Uma cena É de manhã. Não num lugar qualquer, mas no Rio. E não numa época qualquer, mas no outono. Outono no Rio. O ar é fino, quase frio, as pedras portuguesas da calçada estão úmidas. No alto, o céu já é de um azul escandaloso, mas o sol oblíquo ainda não conse- guiu vencer os prédiose arrasta seus raios pelo mar, pelas praias, por cima das montanhas, longe dali. Não chegou à rua. E, naquele trecho, onde as amendoeiras trançam suas copas, ainda é quase madrugada. Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.a É uma senhora de cabelos muito brancos, sentada em sua ca- deira, na calçada. Na rua tranquila, de pouco movimento, não passa quase ninguém a essa hora, tão de manhãzinha. Nem carros, nem pessoas. O que há mais é o movimento dos porteiros e dos pássa- ros. Os primeiros, com suas vassouras e mangueiras, conversando sobre o futebol da véspera. Os segundos, cantando – dentro ou fora das gaiolas. Mas, mesmo com tão pouco movimento, a senhora já está sen- tada muito ereta, com seu vestido estampado, de corte simples, suas sandálias. Tem o olhar atento, o sorriso pronto a cumprimentar quem surja. No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repou- sa, mas também parece pronta a erguer -se num aceno, quando alguém passar.b É uma cena bonita, eu acho. Cena que se repete todos os dias. Parece coisa de antigamente. Parece. Não fosse por um detalhe. A senhora, sentada placi- damente em sua cadeira na calçada, observando as manhãs, está atrás das grades. Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as gradesd. Nada mais o im- pressionou, tudo ele achou normal. Fez comentários vagos sobre as árvores crescidas no Aterro, sobre o excesso de gente e carros, tudo sem muita ênfase. Mas e essas grades, me perguntou, por que todas essas grades? E eu, espantada com seu espanto, eu que de certa forma já me acostumara à paisagem gradeada, fiquei sem sa- ber o que dizer. Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senhorae. Todos os dias, o porteiro coloca ali a cadeira para que ela se sente, junto ao jardim, em frente à portaria, por trás da proteção do gradil pintado com tinta cor de cobre. E essa cena tão singela, de sabor tão antigo, se desenrola assim, por trás de barras de ferro, que mesmo sendo de alumínio para não enferrujar são de um ferro simbólico, que prende, constrange, restringe. Eu, da calçada, vejo-a sempre por entre as tiras verticais de metal, sua figura frágil me fazendo lembrar os passarinhos que os porteiros guardam nas gaiolas, pendurados nas árvores. O texto apresenta-se dividido em dois momentos: o primeiro, em que o narrador descreve minuciosamente a cena observada; e o segundo, em que o narrador se aproxima mais do leitor, estabelecendo, com ele, uma quase conversa e colocando-se explicitamente no texto. O início do segundo momento se dá com o trecho: (A) “Mesmo assim, ela já está lá – como se à espera do sol.” (B) “No braço da cadeira de plástico branco, sua mão repousa, mas também parece pronta a erguer-se num aceno, quando alguém passar.” (C) “É uma cena bonita, eu acho.” (D) “Meu irmão, que foi morar fora do Brasil e ficou 15 anos sem vir aqui, ao voltar só teve um choque: as grades.” (E) “Penso nisso agora, ao passar pela rua e ver aquela senho- ra.” 20. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/Especialista em Proteção Radiológica/2022 Assunto: Interpretação de Textos (compreensão) Texto Maria José Paulo Mendes Campos Faz um ano que Maria José morreu. Era meiga quase sempre, violenta quando necessário. Eu era menino e apanhava de um com- panheiro maior, quando ela me gritou da sacada se eu não via a pedra que marcava o gol. Dei uma pedrada no outro e acabei com a briga por milagre. Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos, devota- va-se ao alívio de misérias físicas e morais do próximo, estudava o mistério teológico, exigia sempre o mais difícil de si mesma, comun- gava todos os dias, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco. Mas nunca deixou de ter na gaveta o revólver que havia recebido, menina- e-moça, das mãos do pai, e que empunhou no quintal no- turno, perseguindo um ladrão, para espanto de meus cinco anos. Já perto dos setenta anos, ela explicava para um amigo meu que tinha chegado à humildade da velhice; já não se importava com quem tentasse ofendê-la, mas conservava o revólver para a defesa LÍNGUA PORTUGUESA 49 a solução para o seu concurso! Editora dos filhos e dos netos. Tratou-me com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou- me a ler as primeiras sen- tenças; me falava do Cura d’Ars e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire; dizia-me sorrindo versos de Antônio Nobre que ha- via decorado quando menina; discutia comigo as ideias finais de Tolstoi; escutava maternalmente meus contos toscos. Quando me desgarrei nos primeiros envolvimentos adolescentes, Maria José, com irônico afeto, me repetia a advertência de Drummond: “Paulo, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será”. Logo que me fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez minha amiga: nada me perguntava, adivinhava tudo. Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice. Com o gosto espontâneo da qualidade das coisas, renunciou às vaidades mais singelas. Sensível, alegre, aprendeu a encarar o sofrimento de olhos lúcidos. Fiel à disciplina religiosa, compreendia celestialmente as al- mas que perdiam o rumo. Fé, Esperança e Caridade eram para ela a flecha e o alvo das criaturas. Tornara-se tão íntima da substância terrestre – a dor – que se fazia difícil para o médico saber o que sentia; acabava dizendo que doía um pouco, por delicadeza. Capaz de longos jejuns e abstinências, já no final da vida, podia acompanhar um casal amigo a Copacabana, passar do bar da moda ao restaurante diferente, beber dois cafés ou três uísques em santa serenidade e aceitar com alegria o prato exótico. Gostava das pessoas erradas, consumidas de paixão, admirava São Paulo e Santo Agostinho, acreditava que era preciso se fazer violência para entrar no reino celeste. Poucas horas antes de morrer, pediu um conhaque e sorriu, destemida e doce, como quem vai partir para o céu. Santificara-se. Deus era o dia e a noite de seu coração, o Pai, a piedade, o fogo do espírito. Perdi quem me amava e perdoava, quem me encomen- dava à compaixão do Criador e me defendia contra o mundo de revólver na mão. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7173/maria- jose. Acesso em: 05 fev. 2022. No texto, o narrador apresenta Maria José ao leitor, descreven- do- a a partir de aspectos subjetivos, como em: (A) “Faz um ano que Maria José morreu.” (parágrafo 1) (B) “Visitava os miseráveis, internava indigentes enfermos” (pa- rágrafo 2) (C) “comungava todos os dias” (parágrafo 2) (D) “apresentou-me aos contos de Edgar Poe e aos poemas de Baudelaire” (parágrafo 4) (E) “Terna e firme, nunca lhe vi a fraqueza da pieguice.” (pará- grafo 6) GABARITO 1 B 2 C 3 E 4 A 5 B 6 B 7 A 8 E 9 B 10 E 11 B 12 A 13 D 14 D 15 C 16 C 17 C 18 D 19 C 20 E ANOTAÇÕES ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ NOÇÕES DE DIREITO 175 a solução para o seu concurso! Editora II - pessoa portadora de deficiência, física ou mental; (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). III –(VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). IV - pessoa portadora de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna,hanseníase, paralisia irreversível e incapacitan- te, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anqui- losante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.(Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). §1º A pessoa interessada na obtenção do benefício, juntando prova de sua condição, deverá requerê-lo à autoridade administra- tiva competente, que determinará as providências a serem cumpri- das. (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). §2º Deferida a prioridade, os autos receberão identificação própria que evidencie o regime de tramitação prioritária. (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). §3º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). §4º (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.008, de 2009). Art. 70. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília 29 de janeiro de 1999; 178º da Independência e 111º da República. QUESTÕES 1. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Assistente em Administração Um cidadão deseja comunicar que um certo servidor público está exercendo de forma negligente o cargo que ocupa. Nos termos da Constituição Federal, a lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indi- reta, regulando especialmente a disciplina contra o exercício negli- gente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública, através de uma (A) delação (B) representação (C) notificação (D) acusação (E) indicação 2. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Assistente em Administração Um médico ortopedista, exercendo suas atividades em deter- minado município, com horário livre, resolveu realizar concurso para ocupar cargo no Estado. Após aprovação no certame, ele passa a exercer atividades nos dois órgãos, o municipal e o estadual, ocu- pando cargos de médico. Em determinado momento, o serviço de medicina do Estado passa por uma troca de chefia. Esse novo che- fe exige que o ortopedista modifique os seus dias de plantão para melhor atender ao interesse público. Ocorre que os dias indicados coincidem com os realizados no município. O ortopedista, então, requer que seus dias de plantão sejam mantidos para poder exercer seu direito de acumulação de cargos. Nos termos da Constituição Federal, a cumulação, quando pre- vista, é possível, desde que haja compatibilidade de (A) conhecimentos (B) horários (C) gerentes (D) locais (E) órgãos 3. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Técnico de Assuntos Educa- cionais O servidor público W foi demitido do serviço público, após pro- cesso administrativo disciplinar. Inconformado, ele propôs ação ju- dicial, buscando o retorno ao serviço público, tendo obtido decisão favorável, após dez anos de duração do processo. Nos termos da Lei no 8.112/1990, quando invalidada a demis- são por decisão judicial, ocorre a denominada (A) reinclusão (B) reintegração (C) recondução (D) revisão (E) repristinação 4. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Técnico de Assuntos Educa- cionais P obtém aprovação para ingressar no serviço público federal, tendo tomado posse e entrado em exercício nos prazos legais. Sen- do profissional altamente qualificado na sua área de conhecimento, logo após entrar em exercício, também logra aprovação para cur- sar mestrado no exterior do país. Baseado na Lei nº 8.112/1990, P requer licença com vencimentos para manter seu vínculo com o serviço público. O referido estatuto do servidor, no caso de período em que ocorre o estágio probatório, veda a concessão de licença para (A) capacitação (B) acompanhar cônjuge (C) tratar doença (D) serviço militar (E) atividade política 5. CESGRANRIO - 2018 - LIQUIGÁS - Assistente Administrativo I É juridicamente viável que um órgão público edite portaria ou qualquer outro ato normativo para regular internamente como se dará a movimentação de seu pessoal. No entanto, essa normatização interna não pode ofender as leis vigentes e deve respeitar os entendimentos das jurisprudências que atualmente explicitam que (A) o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro ór- gão ou entidade do mesmo Poder, é denominado redistribui- ção, demandando a vinculação entre os graus de responsabili- dade, equivalência de vencimentos e manutenção da essência das atribuições do cargo. (B) o servidor não poderá ser cedido para ter exercício em ou- tro órgão ou entidade dos Poderes da União, dos Estados, ou do Distrito Federal e dos Municípios, para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. (C) a permuta é o deslocamento do servidor para exercer fun- ção distinta da exercida no órgão de origem, a pedido ou de ofício, com mudança de sede, observados os interesses da ad- ministração e a equivalência de vencimentos. NOÇÕES DE DIREITO 176176 a solução para o seu concurso! Editora (D) a remoção do servidor implica seu deslocamento dentro do mesmo órgão ou entidade, e determina a alteração em seu cargo, mudança no nível de escolaridade, especialidade, habi- litação profissional e efeito pecuniário positivo direto para o servidor. (E) os servidores movimentados não possuem assegurados os seus direitos e vantagens a que faziam jus no órgão ou entidade de origem, e devem estar conscientes de que, com a movimen- tação de pessoal, há risco de prejuízo para o servidor na con- tagem de seu tempo de férias e concessão de licença prêmio. 6. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Assistente em Administração Um servidor público, ao tomar posse no cargo, apresentou sua declaração de bens. Além da declaração anual, a Lei n° 8.429/1992 e suas altera- ções determina que o servidor deve apresentar declaração atuali- zada quando (A) mudar de sede. (B) for promovido. (C) for transferido para o exterior. (D) deixar o exercício do cargo. (E) houver processo administrativo. 7. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO - Assistente em Administração O presidente de comissão de sindicância e processo adminis- trativo de determinado órgão público competente para julgar todos os servidores que pratiquem atos contrários ao Estatuto do Servi- dor deseja abdicar dessa função. Nos termos da Lei n° 9.784/1999 e suas alterações, a compe- tência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e (A) transferência (B) modificação (C) conexão (D) avocação (E) continência 8. CESGRANRIO - 2018 - Petrobras Nos termos da Constituição de 1988, o direito de propriedade é um direito (A) social, cabendo ao proprietário respeitar os limites da fun- ção social. (B) social, pois não possibilita ao proprietário dispor conforme o seu próprio e exclusivo interesse. (C) individual, que impede qualquer tipo de intervenção do Es- tado. (D) individual absoluto, que possibilita ao proprietário sempre dispor conforme o seu próprio e exclusivo interesse. (E) individual relativo, cabendo ao proprietário respeitar os li- mites da função social. 9. CESGRANRIO - 2018 - Transpetro Quando um ato administrativo é revogado por conveniência e oportunidade da Administração, deve ser observado, quanto à for- ma, o princípio da (A) simetria (B) motivação (C) vinculação (D) acidentalidade (E) essencialidade 10. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO Um gerente administrativo de determinado órgão público rece- be treinamento para diminuir os equívocos na atuação do Estado na relação com os administrados. Em uma das aulas do curso, são abordados os atributos do ato administrativo que, segundo a doutrina, inclui a (A) condicionalidade (B) estabilização (C) certeza de origem (D) presunção de legitimidade (E) simplicidade 11. CESGRANRIO - 2018 - LIQUIGÁS - Profissional Júnior No denominado controle jurisdicional, é assente que não se pode substituir o administrador quanto ao aspecto da decisão mais conveniente. Isso restringeo âmbito de atuação dessa espécie de controle à (A) legalidade (B) oportunidade (C) reanálise (D) modificabilidade (E) primazia 12. CESGRANRIO - 2023 - AGERIO A banca organizadora de um concurso para o cargo de agente de saúde em um determinado município decide estabelecer, como etapa necessária para o certame, a realização de avaliação psicoló- gica. Para sujeitar o candidato a cargo público a exame psicotécnico antes mesmo da publicação do ato em que se organiza o certame, é indispensável a previsão (A) no edital (B) em aviso (C) em portaria (D) em lei (E) em resolução 13. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO J é portador de necessidades especiais e pretende ingressar no serviço público. Nos termos da Lei n° 8.112/1990, às pessoas por- tadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras. Para tais pessoas, serão reservadas, das vagas oferecidas no concurso, até (A) 5% (B) 10% (C) 15% (D) 20% (E) 30% 14. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO Q é servidor público e postulou readaptação por ter sofrido limitações que impediriam o exercício no cargo público originário que ocupava. Ao submeter-se à inspeção de saúde, foi diagnostica- do como totalmente incapaz para o serviço público. Nesse caso, nos termos da Lei no 8.112/1990, o servidor Q será (A) exonerado (B) demitido (C) disponibilizado NOÇÕES DE DIREITO 177 a solução para o seu concurso! Editora (D) aposentado (E) retornado 15. CESGRANRIO - 2019 - UNIRIO As regras de acumulação de cargos previstas no sistema jurídi- co pátrio são rígidas. Nos casos em que não é possível a acumulação de cargos ou quando o limite de acumulação já foi atingido, como no caso de médico que acumula dois cargos públicos de médico, para evitar ilegalidade, a Lei n° 8.112/1990 estabelece que no ato da posse, o empossando apresente declaração de não exercício de outra(o) (A) inserção comunitária (B) atividade filantrópica (C) função social (D) emprego privado (E) cargo público GABARITO 1 B 2 B 3 B 4 A 5 A 6 D 7 D 8 E 9 A 10 D 11 A 12 D 13 D 14 D 15 E ANOTAÇÕES ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ ______________________________________________________ MATEMÁTICA 241 a solução para o seu concurso! Editora Altura da face = Altura do tetraedro = Área da face: AF = Área total: AT = Volume do tetraedro: QUESTÕES 1. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NU- CLEAR/2022 Assunto: Adição, subtração, multiplicação e divisão de núme- ros naturais Um jogo de estratégia é jogado por dois jogadores num tabu- leiro quadriculado com 10 linhas e 10 colunas, conforme a Figura a seguir. Cada jogador recebe 16 fichas que devem ser colocadas nas ca- sas do tabuleiro e, após a colocação de todas as fichas de ambos os jogadores, um jogador é sorteado para colocar uma peça especial em qualquer uma das casas não ocupadas. Quantas são as casas não ocupadas nas quais o jogador escolhi- do pode colocar a peça especial? (A) 78 (B) 72 (C) 68 (D) 64 (E) 62 2. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NU- CLEAR/2022 Assunto: Números inteiros (propriedades, operações, módulo etc) Sejam a, b e c números reais tais que a ≠ 0 e a < b < c. É necessariamente verdadeiro que (A) a . b < b . c (B) b - a < c - b (C) (D) a . b < a . c (E) a + b < a + c 3. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NU- CLEAR/2022 Assunto: Frações e dízimas periódicas M = 6,6666... é uma dízima periódica de período 6; N = 2,3333... é uma dízima periódica de período 3. Dividindo M por N, encontra-se o mesmo resultado que divi- dindo (A) 20 por 7 (B) 65 por 23 (C) 29 por 9 (D) 66 por 23 (E) 37 por 13 4. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NU- CLEAR/2022 Assunto: Frações e dízimas periódicas Em certa escola técnica, cada estudante só pode fazer um curso de cada vez. Do total de estudantes, 1/4 cursa enfermagem, e 1/6 dos restantes cursa eletrônica. Além desses estudantes de enfer- magem e de eletrônica, a escola possui 350 estudantes em outros cursos. Sendo X o total de estudantes dessa escola, qual é a soma dos algarismos de X? (A) 11 (B) 12 (C) 13 (D) 14 (E) 15 5. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NU- CLEAR/2022 Assunto: Números reais (propriedades e operações; intervalos) Sejam x1, x2 e x3 números reais. A média aritmética desses três números é maior que zero se, e apenas se, (A) X2 > 0 (B) X1 + X2 + X3 > 0 (C) X1 > 0 ; X2 > 0 ; X3 > 0 (D) X1 . X2 . X3 > 0 (E) XI < 0 para, no máximo, um valor de i entre 1, 2 e 3 MATEMÁTICA 242242 a solução para o seu concurso! Editora 6. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021 Assunto: Análise combinatória (princípio fundamental da con- tagem, arranjos, combinações, permutações) De quantas formas diferentes, em relação à ordem entre as pessoas, dois homens e quatro mulheres poderão ser dispostos em fila indiana, de modo que entre os dois homens haja, pelo menos, uma mulher? (A) 10 (B) 20 (C) 48 (D) 480 (E) 720 7. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022 Assunto: Porcentagem Em outubro de 2021, segundo dados do Banco Central, os sa- ques nas cadernetas de poupança superaram os depósitos em cerca de R$7,4 bilhões. Foram R$278 bilhões em depósitos e R$285,4 bi- lhões em saques, aproximadamente, no período. Disponível em: <https://g1.globo.com/economia/ noti- cia /2021/11/05/saques-na-poupanca-superam-depositos-em- -r-743-bilhoes-em-outubro.ghtml>. Acesso em: 12 nov. 21. Adap- tado. Tomando-se como base o valor totaldos depósitos, a diferença percentual entre os totais de retirada e de depósitos, no mês de outubro de 2021, (A) foi de menos de 2%. (B) ficou entre 2% e 8%. (C) ficou entre 8% e 14%. (D) ficou entre 14% e 20%. (E) foi superior a 20%. 8. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NU- CLEAR/2022 Assunto: Porcentagem Na tentativa de atrair clientela, um hotel passou a cobrar por 4 diárias o mesmo valor que cobrava por 3 diárias, o que implica um desconto, no preço da diária, de (A) 20% (B) 25% (C) 30% (D) 33% (E) 75% 9. CESGRANRIO - TEC BAN (BASA)/BASA/2022 Assunto: Interpretação de gráficos e tabelas A Tabela a seguir apresenta as cotações, em dólares america- nos, de 6 criptomoedas no dia 18 de novembro de 2021. Criptomoeda Ticker Preço Bitcoin BTC $58.685,62 Ethereum ETH 4.111,28 Binance Coin NB $553,42 Tether USDT $1,00 Solana SOL $197,32 Cardano ADA $1,80 Disponível em: <https://www.seudinheiro.com/2021 /bitcoin/bitcoin -btc-criptomoedas-hoje-18-11/>. Acesso em: 25 nov. 21. O valor de 1 Bitcoin corresponde a (A) mais de 10 Ethereums (B) menos de 100 Binance Coins (C) aproximadamente 58 Tethers (D) mais de 400 Solanas (E) menos de 30.000 Cardanos 10. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONU- CLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022 Assunto: Proporções. Grandezas proporcionais. Divisão em partes proporcionais Todo ano, os organizadores de uma festa encomendam copos de 300 mL em formato de prisma regular hexagonal reto. Para a fes- ta do próximo ano, os organizadores pediram que a fábrica também confeccionasse copos de 500 mL, mantendo o mesmo formato e a mesma proporção do copo de 300 mL, ou seja, os dois copos devem ser semelhantes. Desprezando-se a espessura do material do copo, qual deve ser a razão entre o lado do hexágono da base do copo de 500 mL e do copo de 300 mL? (A) (B) (C) MATEMÁTICA 243 a solução para o seu concurso! Editora (D) (E) 11. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONU- CLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022 Assunto: Regra de três simples Uma bomba d’água esvazia uma piscina em 10 horas. Se a vazão promovida pela bomba fosse 25% maior, em quanto tempo ela esvaziaria a piscina? (A) 8h (B) 7h30min (C) 6h (D) 5h (E) 2h30min 12. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLO- GIA/2021 Assunto: Regra de três simples André, Bianca e Carol precisam pintar um painel de 50m². Para pintar 1m², André gasta 12 minutos, Bianca gasta 20 minutos, e Ca- rol, 15 minutos. Supondo-se que os três pintaram, juntos, o mesmo painel, sem fazer pausas e a velocidades constantes, quanto tempo eles leva- ram para a conclusão da tarefa? (A) 3h 40min (B) 4h 10min (C) 5h 50min (D) 6h (E) 6h 20min 13. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONU- CLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022 Assunto: Regra de três composta Enchentes trazem tragédias não somente às pessoas, mas tam- bém aos animais. Um abrigo de gatos gastava, em 30 dias, 72 kg de ração, alimentando igualmente seus 28 gatos. Porém, recebeu mais alguns novos gatos, vítimas de enchente. Com esse acréscimo no número de animais e adotando a recomendação de um veterinário para aumentar em 40% a quantidade de ração para cada gato, 24 kg de ração passaram a ser suficientes para apenas 5 dias. Quantos novos gatos o abrigo recebeu? (A) 6 (B) 8 (C) 9 (D) 12 (E) 15 14. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE DE TECNOLO- GIA/2021 Assunto: Unidades de Medida (distância, massa, volume, tem- po, etc) Um escriturário mantém um desempenho de preencher 30 re- latórios por hora e faz uma pausa de 10 minutos às 13h. Durante a pausa, seu chefe pergunta a que horas receberá todos os relatórios preenchidos. Se falta apenas 1 relatório e meio, e o escriturário pretende manter seu desempenho, a partir de que horas o chefe pode contar com todos os relatórios preenchidos? (A) 13h02min (B) 13h03min (C) 13h10min (D) 13h12min (E) 13h13min 15. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONU- CLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022 Assunto: Equações de segundo grau e equações biquadradas Para b ∈ R, considere a equação 2x + b = x² - 2x - 4. A equação dada possui 2 raízes reais distintas quando, e apenas quando, (A) b < 8 (B) b > -8 (C) b = -8 (D) b < 0 (E) b ≠ -4 16. CESGRANRIO - TBN (CEF)/CEF/”SEM ÁREA”/2021 Assunto: Progressão aritmética Preocupado com sua saúde, um professor decidiu começar a correr. O profissional que o orientou estabeleceu como meta correr 5 km por dia. Entretanto, como o professor está fora de forma, terá de seguir um programa de treinamento gradual. Nas duas primei- ras semanas, ele correrá, diariamente, 1 km e caminhará 4 km; na terceira e na quarta semanas, correrá 1,5 km e caminhará 3,5 km por dia. A cada duas semanas, o programa será alterado, de modo a reduzir a distância diária caminhada em 0,5 km e a aumentar a corrida em 0,5 km. Desse modo, se o professor não interromper o programa de treinamento, ele começará a correr 5 km diários na (A) 9a semana (B) 12a semana (C) 17a semana (D) 18a semana (E) 20a semana MATEMÁTICA 244244 a solução para o seu concurso! Editora 17. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ECONOMISTA/2022 Assunto: Função de primeiro grau O salário líquido (S), em reais, de um determinado profissional é o salário bruto menos os descontos. O salário bruto é a soma de uma parcela fixa, igual a R$5.000,00, com uma parcela variável (a comissão) que é sempre igual a 5% do valor total de suas vendas (v), em reais. Ele desconta um total de 10% para previdência, sobre o valor total do salário bruto e paga (desconta) 20% de Imposto de Renda sobre a diferença entre o salário bruto e a previdência. Ele ainda desconta R$ 2.000,00 de plano de saúde. O salário líquido S, em função do valor total vendido v, em re- ais, pode ser, algebricamente, expresso por: (A) S = 0,72v + 3600 (B) S = 0,36v + 4500 (C) S = 0,36v + 1600 (D) S = 0,036v + 1600 (E) S = 0,072v + 3600 18. CESGRANRIO - ESC BB/BB/AGENTE COMERCIAL/2021 Assunto: Função de segundo grau Para os seis primeiros meses de um investimento, a evolução, em milhares de reais, de um certo investimento de R$ 3.000,00 é ex- pressa pela fórmula , onde M(x) indica quantos milhares de reais a pessoa poderá retirar após x meses desse investimento. Um cliente pretende deixar esse investimento por seis meses. Nesse caso, de quanto será a sua perda, em reais, em relação ao máximo que ele poderia ter retirado? (A) 1.000 (B) 3.000 (C) 4.000 (D) 5.000 (E) 6.000 19. CESGRANRIO - PNS (ELETRONUCLEAR)/ELETRONUCLE- AR/ENGENHARIA AMBIENTAL/2022 Assunto: Função exponencial e inequações exponenciais Ao representar a função y = x0,5 em um sistema de eixos or- togonais com escalas logarítmicas (escala log-log), obtém- se um gráfico que é uma (A) parábola com concavidade positiva (B) hipérbole com concavidade negativa (C) reta com coeficiente angular positivo (D) reta com coeficiente angular negativo (E) reta com coeficiente angular nulo 20. CESGRANRIO - PNMO (ELETRONUCLEAR)/ELETRONU- CLEAR/ESPECIALISTA EM SEGURANÇA DE ÁREA PROTEGIDA DE NUCLEAR/2022 Assunto: Geometria espacial A Figura a seguir ilustra um aquário que tem a forma de um paralelepípedo retângulo, cujas dimensões internas são 50 cm, 30 cm e 30 cm. Esse aquário está apoiado em uma mesa horizontal e já possui uma quantidade de água cujo nível é de 18 cm. Um peixe foi colocado no aquário e, estando totalmente submerso, fez com que o nível da água subisse 0,2 cm. Qual o volume, em cm³, do peixe? (A) 300 (B) 500 (C) 5400 (D) 9000 (E) 27000 GABARITO 1 C 2 E 3 A 4 A 5 B 6 D 7 B 8 B 9 A 10 E 11 A 12 B 13 D 14 E 15 B 16 C 17 D 18 A 19 C 20 A REALIDADE BRASILEIRA 330330 a solução para o seu concurso! Editora QUESTÕES 1.(CESGRANRIO - 2016 - Agente de Pesquisas e Mapeamento (IBGE) Disponível em: <http://www.atlassocioeconomico.rs.gov.br/upload/mapa_popula%C3%A7%C3%A3o_absoluta_brasil_2010.gif>.Acesso em: 31 maio 2016. O estado do Sudeste com menor população absoluta é (A) Rio Grande do Sul (B) São Paulo (C) Rio de Janeiro (D) Minas Gerais (E) Espírito Santo 2. (CESGRANRIO - 2016 - Agente de Pesquisas e Mapeamento (IBGE) No gráfico a seguir, é apresentada a evolução das populações urbana e rural no Brasil. REALIDADE BRASILEIRA 331 a solução para o seu concurso! Editora A partir da década de 1970, verifica-se a ultrapassagem do contingente de população urbana em relação à rural, que decorre do se- guinte fator estrutural: (A) Expansão da agroecologia (B) Redução do analfabetismo (C) Regressão do rodoviarismo (D) Avanço da industrialização (E) Realização de megaeventos 3.(CESGRANRIO - 2016 - Agente de Pesquisas por Telefone (IBGE) A diminuição da razão de dependência permite que o país comece a mudar suas prioridades em termos de políticas públicas. É preciso lembrar, contudo, que essa queda não é homogênea entre as regiões, os estados e os diferentes grupos de renda. LACERDA, Antônio Corrêa de. [et al.] Economia Brasileira. São Paulo: Saraiva, 2013, p.266. O conteúdo do trecho acima envolve o conceito de Razão de Dependência Total. Esse conceito tem relação direta com a razão (A) de uma situação populacional de altas taxas de mortalidade e natalidade para uma de baixas taxas (B) da população entre 0 e 14 anos sobre a população em idade ativa (C) da população dependente (0 a 14 anos e 65 anos ou mais) sobre a população em idade ativa (D) da quantidade da população economicamente ativa sobre o número de desempregados (E) do número médio de nascidos vivos de mulheres entre 14 e 49 anos 4.(CESGRANRIO - 2014 - Agente de Pesquisas e Mapeamento (IBGE) Banhada por importantes rios e com abundância de ventos, a região Sul é um dos maiores polos de geração de energia do País. É lá que se encontra a maior usina hidrelétrica do planeta em geração por MW/hora, Itaipu Binacional, localizada em Foz do Iguaçu (PR), res- ponsável pelo fornecimento de 17,3% da energia consumida no Brasil e 72,5% do consumo no Paraguai. O Globo. Suplemento Especial Sul, 12 dez. 2013, p. 2. Adaptado A usina hidrelétrica mencionada no texto, localiza-se na bacia hidrográfica do rio (A) Paraná (B) Uruguai (C) Paraguai (D) Tocantins (E) Parnaíba 5.(CESGRANRIO - 2011 - Professor (SEEC RN)/Geografia) Estabelecendo-se uma relação entre espaço urbano/industrial e problemas ambientais, um dos desafios a ser enfrentado no mundo é gerar cada vez mais energia, ampliando a participação de fontes renováveis e limpas. Sobre a matriz energética brasileira, reconhece-se que, comparada à matriz energética mundial, ela apresenta (A) mais equilíbrio, apesar de a participação do petróleo ultrapassar a média mundial. (B) muito desequilíbrio, por ser mais dependente do petróleo que a maioria dos países. (C) pouca expressão do setor renovável em relação ao setor não renovável. (D) menor representação das fontes de energia limpa. (E) participação inexpressiva do álcool combustível. 6.(CESGRANRIO - 2016 - Agente de Pesquisas e Mapeamento (IBGE) O Atlas Geográfico Escolar do IBGE de 2002 apresenta uma classificação de cidades no Brasil, tais como: centros regionais, metrópoles regionais, metrópoles nacionais e metrópoles globais. Sendo assim, com base nesse Atlas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são cidades classificadas, respectivamente, como: (A) metrópole global e metrópole regional (B) metrópole nacional e metrópole regional (C) metrópole global e metrópole nacional (D) metrópole nacional e centro regional (E) metrópole global e centro regional 7.(CESGRANRIO - 2016 - Agente de Pesquisas por Telefone (IBGE) No Censo do IBGE de 2010, o país possuía uma população de aproximadamente 191 milhões de habitantes. Desses, cerca de 161 milhões viviam nas zonas urbanas, enquanto apenas 29 milhões viviam na zona rural. Mas nem sempre foi assim. Até a década de 1960, a maioria da população morava no campo e a quantidade de cidades era bem menor do que a atual. [...] Na década de 1970, o número de habitantes morando nas cidades foi, pela primeira vez, maior do que a população que vivia na zona rural. Esse crescimento do meio urbano REALIDADE BRASILEIRA 332332 a solução para o seu concurso! Editora proporcionalmente maior do que o do meio rural recebe o nome de Urbanização [...] Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/urbanizacao-no-brasil.htm>. Acesso em: 09 maio 2016. A partir de 1990, especialmente, há novas tendências no processo de urbanização brasileiro. Uma dessas tendências é a(o) (A) redução do custo de vida nas metrópoles (B) retração das áreas de ocupação irregular (C) alteração do ritmo de crescimento das grandes cidades (D) aumento na velocidade das migrações inter-regionais (E) colapso das políticas de planejamento urbano a favor das classes média e alta 8.(CESGRANRIO - 2014 - Agente de Pesquisas e Mapeamento (IBGE) O tipo climático predominante na porção setentrional do território brasileiro representado no climograma acima é o (A) temperado continental (B) equatorial (C) tropical de altitude (D) subtropical (E) tropical semiárido 9.(CESGRANRIO - 2013 - Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas A I (IBGE) No Brasil, ocorre um tipo climático com aspectos bem definidos: médias elevadas de temperatura de 25 a 28 oC e pequena amplitude térmica anual, em torno de 3 oC. Nesse tipo de clima, as chuvas são abundantes e bem distribuídas ao longo do ano, favorecidas direta- mente pela convergência dos ventos alísios e pela dinâmica de uma massa de ar continental. Os aspectos acima mencionados caracterizam o tipo climático (A) equatorial (B) subtropical (C) semiárido (D) tropical de altitude (E)tropical com duas estações 10.(CESGRANRIO - 2018 - Técnico Bancário (BASA) Um domínio natural do Brasil se destaca na parte setentrional do país pela extraordinária extensão de terras baixas florestadas, dis- posto em anfiteatro, com fortíssima entrada de energia solar, ausência de estações secas prolongadas pronunciadas em quase todos os subespaços regionais, com elevado abastecimento de umidade. É o domínio que menos sofreu com o desmatamento. AB’SÁBER, A. N. Os Domínios de Natureza no Brasil. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. Adaptado. As características acima descrevem qual domínio natural brasileiro? (A) Caatinga (B) Araucárias (C) Amazônico (D) Cerrado (E) Mares de Morros REALIDADE BRASILEIRA 333 a solução para o seu concurso! Editora 11.(CESGRANRIO - 2013 - Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas A I (IBGE) Disponível em: <vivaterra.org.br.> Acesso em: 03 ago. 2013. Na imagem acima, está registrada uma vegetação típica do am- biente natural denominado (A) caatinga (B) manguezal (C) campo limpo (D) campo rupestre (E) mata de cocais 12.(CESGRANRIO - 2011 - Professor (SEEC RN)/Pedagogia/Sem Especialidade) A segunda viagem ao interior do país, rumo a São Paulo, come- çou no dia 14 de agosto, três semanas antes do Grito do Ipiranga. O objetivo, como na vez anterior, era apaziguar os ânimos na pro- víncia, dividida entre dois grupos políticos, um ligado à família do ministro José Bonifácio e outro, ao coronel Francisco Inácio, coman- dante da força pública e aliado da João Carlos Oeynhausen, presi- dente da junta provisória local. GOMES, Laurentino. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. Sobre o período da história do Brasil referido no texto, analise as afirmações a seguir. I – Os movimentos revoltosos tinham o objetivo de efetivar a Proclamação da República. II – As viagens foram realizadas por D. Pedro I como parte do processo que levou à Independência do Brasil. III – As mudanças nos regimes políticos no Brasil foram feitas à custa de embates, gerados, muitas vezes, pela contradição de inte- resses entre grupos sociais. É correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. 13.(CESGRANRIO - 2009 - Professor de Educação Básica (SEDUC TO)/História) “(...)a adoção de uma solução monárquica no Brasil, a manu- tenção da unidade da ex-colônia e a construção de um governo civil estável foram em boa parte consequência do tipo de elite política existente à época da Independência, gerado pela política colonial portuguesa”. CARVALHO. José Murilo de Carvalho. A construção da ordem: a elite política imperial. Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. 2003. p. 21. De acordo com o autor do texto, as particularidades do pro- cesso de independência do Brasil em relação aos seus vizinhos da América Espanhola devem ser atribuídas, principalmente, à homo- geneidade cultural da elite política que conduziu a emancipação da América Portuguesa e a formação do Estado imperial brasileiro. En- tre outras evidências históricas, esta tese é fundamentada na (A) união das elites criollas da América Espanhola em torno do bolivarismo. (B) restrição da Coroa lusitana à criação de universidades na América Portuguesa. (C) adoção da forma republicana de governo por todas as ex- -colônias espanholas. (D) ampla participação dos criollos nos altos cargos da buro- cracia espanhola. (E) predominância de analfabetos entre os conselheiros de Es- tado do Império. 14.(CESGRANRIO - 2010 - Analista (IBGE)/História) Em 15 de novembro de 1890, foi instalada a Assembleia Na- cional Constituinte encarregada de elaborar a primeira Constituição republicana. O tema principal da discussão foi a relação entre o po- der central e os estados. Ao fim e ao cabo, a Constituição de 1891 definiu que (A) as rendas advindas da exportação ficariam com os gover- nos estaduais. (B) as forças armadas ficariam sob o comando do Congresso Nacional. (C) o ensino primário deveria ficar a cargo da União. (D) o sistema de saúde deveria ficar a cargo dos governos es- taduais. (E) o orçamento participativo favoreceria a representação mu- nicipal. 15.(CESGRANRIO - 2010 - Analista (IBGE)/História) Os anos iniciais da República no Brasil foram caracterizados por uma intensa instabilidade política. O governo de Campos Sales (1898-1902) é visto como o construtor de um pacto político que garantiu certa estabilidade ao regime. Esse pacto, conhecido como a política dos estados, consistiu num sistema de compromissos po- líticos por meio do qual o governo federal garantia a autonomia dos grupos oligárquicos dominantes em cada estado, em troca de apoio das bancadas estaduais no Congresso Nacional. Entre os efeitos da política dos estados, identifica-se o(a) (A) fortalecimento do poder Executivo Estadual, em detrimen- to do poder Executivo Federal e o do Legislativo. (B) fortalecimento do poder Legislativo que ampliou sua auto- nomia em relação ao poder Executivo. (C) equilíbrio de poder entre os estados da federação que al- REALIDADE BRASILEIRA 334334 a solução para o seu concurso! Editora ternavam a liderança do Poder Executivo de forma igualitária. (D) neutralização das oposições, pois o Congresso era contro- lado pelos partidos republicanos hegemônicos. (E) fraude eleitoral, pois o voto aberto e não obrigatório favo- recia o controle das eleições por parte das oligarquias locais. 16.(CESGRANRIO - 2014 - Agente de Pesquisas por Telefone (IBGE) Desde que o jornal integralista A Offensiva estampara as pri- meiras convocações para o evento na praça da Sé, esquerdistas dos mais variados matizes idealizaram uma contramanifestação, combi- nada propositadamente para o mesmo dia (7 de outubro de 1934), horário e local. “És amigo da liberdade? Queres que o Brasil mar- che para a paz e o progresso? Repugna-te o crime e a bandalheira? És amante da arte, da ciência e da filosofia? Pois, então, guerra ao integralismo com todas as suas energias”, incitava um panfleto da Federação Operária de São Paulo, de orientação anarquista. NETO, Lira. [ ] Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo (1930 -1945). São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p.193. O embate previamente anunciado entre esquerdistas e integra- listas foi fatal e ocorreu no governo do presidente (A) Café Filho (B) Getúlio Vargas (C) Jânio Quadros (D) Washington Luís (E) Juscelino Kubitschek 17.(CESGRANRIO - 2010 - Analista (IBGE)/História) Ao longo da república, na sociedade brasileira, o exercício da ci- dadania sofreu transformações associadas a ações estatais promo- toras de maior inclusão política e social, dentre as quais cita-se o(a) (A) voto feminino, a partir de 1934. (B) seguro desemprego, por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). (C) direito de voto para os analfabetos, a partir de 1946. (D) reconhecimento da liberdade sindical, a partir de 1937. (E) proteção dos direitos indígenas, a partir de 1891. 18.(CESGRANRIO - 2010 - Professor (Pref Salvador)/História) Nas cidades gregas da Antiguidade, a democracia limitava-se à minoria da população. Os escravos e as mulheres não tinham di- reitos políticos. Além disso, só aqueles que nasciam na cidade de Atenas podiam ser cidadãos. De acordo com a Constituição Brasileira de1988, quem NÃO pode votar no Brasil atualmente são os (A) maiores de 70 anos. (B) maiores de dezesseis anos. (C) estrangeiros naturalizados. (D) analfabetos. (E) que estão cumprindo o serviço militar obrigatório. 19.(CESGRANRIO - 2010 - Professor (Pref Salvador)/História) Trabalhadores homenageiam Vargas pelos seus 10 anos de governo na Esplanada do Castelo. Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1940. Disponível em: http://novahistorianet.blogspot.com Acesso em: 17 set. 2010. No que se refere à política trabalhista, Getúlio Vargas conjugou com bastante sucesso uma forte repressão ao movimento operário com a criação de um conjunto de leis que representaram avanço para os trabalhadores. No dia 1o de maio de 1943, foi assinado o Decreto-Lei no 5.452 que instituía a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e unificava toda a legislação trabalhista já existente no país. Desde então, a CLT sofreu alterações, mas, tendo em vista o Decreto de 1943, registra- -se que, naquela ocasião, os trabalhadores obtiveram as seguintes conquistas: I - adoção no território nacional da Carteira Profissional, que passou a ser obrigatória para o exercício de qualquer emprego as- salariado; II - estabelecimento do limite máximo de 8 horas diárias para a jornada de trabalho do empregado; III - direito a todo empregado de um descanso semanal de 24 horas consecutivas. IV - aprovação do salário mínimo, pago diretamente pelo em- pregador a todo trabalhador do sexo masculino. V - liberação para a formação de mais de um Sindicato repre- sentativo da mesma categoria econômica ou profissional, ou pro- fissão liberal, sem restrições por parte do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Estão corretas APENAS as conquistas apresentadas em (A) I, II e III. (B) I, III e IV. (C) I, III e V. (D) II, IV e V. (E) III, IV e V. REALIDADE BRASILEIRA 335 a solução para o seu concurso! Editora 20.(CESGRANRIO - 2010 - Analista (IBGE)/História) A criação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1938, durante a presidência de Getúlio Vargas, objetivou a produção e a sistematização de informações e dados sobre o povo e o território brasileiros de modo a conhecer o país e a instrumenta- lizar o poder público em suas ações destinadas ao desenvolvimento e à modernização nacional. PORQUE Na conjuntura política da época da criação do Instituto Brasilei- ro de Geografia e Estatística (IBGE) – o Estado Novo – ampliaram-se as atribuições do governo federal por meio de ações centralizado- ras e intervencionistas, cuja eficácia em muito dependia de saberes tecnicamente especializados e confiáveis. Analisando as afirmações acima, conclui-se que (A) as duas afirmativas são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. (B) as duas afirmativas são verdadeiras, mas a segunda não jus- tifica a primeira. (C) a primeira afirmativa é verdadeira, e a segunda é falsa. (D) a primeira afirmativa é falsa, e a segunda verdadeira. (E) as duas afirmativassão falsas. GABARITO 1 E 2 D 3 C 4 A 5 A 6 C 7 C 8 B 9 A 10 C 11 B 12 D 13 B 14 A 15 E 16 B 17 A 18 E 19 A 20 A ANOTAÇÕES ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________ ___________________________________________