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Consumíveis 1 INSPEÇÃO VISUAL E DIMENSIONAL DOS CONSUMÍVEIS Por ocasião do recebimento e utilização, OS consumíveis deverão ser examinados de acordo com OS seguintes aspectos: 1.1 EMBALAGEM Os eletrodos revestidos são embalados de forma a garantir um certo grau de es- tanqueidade. A embalagem de eletrodos e fluxos não deve apresentar defeitos que provoquem a contaminação e/ou danos no consumível. As duas formas mais utilizadas de embalagens para OS eletrodos revestidos são as latas em folhas-de-flandres e OS cartuchos. Latas As latas devem ser providas de costura longitudinal e de tampas providas de emborrachamento na parede interna ao longo das bordas de fechamento, a fim de auxiliar na estanqueidade após fechamento. Cartuchos Os cartuchos devem ser de plástico, de polietileno de alta densidade, com fita seladora adesiva ou em caixa de papelão. 1.2 IDENTIFICAÇÃO DA EMBALAGEM Por exigência normativa, as embalagens devem conter as seguintes informações (Figura 1.1), de modo legível e sem rasuras: - Marca comercial; Especificação AWS; Classificação AWS; Diâmetro do eletrodo; Número da corrida; OK 4804 Data de fabricação. ASME SFA-5.1 DIÂMETRO mm E7018 AWS 3,25 TENSÃO DO ARCO: 20-30V PRODUÇÃO TIPO DE CORRENTE: CA ou CC+ 1915 C(mm) COR (A) P (KG) DATA EMBALAGEM Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 2 300 50- 90 10 2,5 350 65-105 15 090899 3,25 350 110-150 15 4 450 140-195 25 EMBALADOR 5 450 185-270 25 1959 6 450 225-355 25 HOMOLOGAÇÕES BV: E7018 Figura 1.1 Identificação típica de eletrodo em ABS-BV-DNV-GL-LRS: GRAU 3YHH tampa de embalagem em folha-de-flandres INDUSTRIA BRASILEIRA CGC MANTENHA EM LUGAR SECO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 129 FBTS 2012 - todos direitos reservadosConsumíveis 1.3 CONTROLE NO RECEBIMENTO O controle no recebimento, pelo usuário, compreende: verificação do estado da embalagem; - identificação da embalagem; identificação da classe do eletrodo; verificação dos dados do certificado e confronto com a especificação correspondente, quando solicitado na compra; exame visual dos consumíveis, por amostragem; verificação do peso líquido; controle dimensional. Vejamos cada um deles: Exame Visual: É a inspeção, à vista desarmada, do eletrodo, procurando identificar a eventual existência de oxidação na ponta de pega e ponta de arco, bem como descontinuidades e defeitos na porção revestida e excentricidade aparente do revestimento. O exame visual é realizado por meio de planos de amostragem simples, e a escolha dos eletrodos para a formação do lote de amostra deve ser feita de forma aleatória. Quaisquer irregularidades ou descontinuidades encontradas no revestimento do eletrodo devem ser consideradas inaceitáveis. NOTA: O diâmetro do eletrodo revestido corresponde ao diâmetro da parte metálica (alma) do eletrodo. O consumível, por ocasião de seu emprego, deve apresentar as mesmas condições verificadas quando do recebimento, no que se refere a defeitos e identificação. 1.4 IDENTIFICAÇÃO As especificações da AWS obrigam que todos eletrodos revestidos sejam iden- tificados individualmente, de forma legível, definindo claramente a sua classificação AWS. Assim sendo, muitos fabricantes, além de informarem a classificação AWS, como requerido, ainda mencionam a sua marca comercial. 130 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos direitos reservadosConsumíveis Exemplo: Eletrodo Revestido fabricado pela ESAB Eletrodo E 6010 (classificação AWS) OK 22.45 P (marca comercial da ESAB) A identificação da classe do eletrodo, por exigência normativa, é aplicada por meio de tinta na porção revestida do eletrodo, próximo à ponta de pega, até 65 mm da extremidade. Ver Figura 1.2. 8018-C2 Distância ≤ 65 mm Figura 1.2 - Dimensão padrão para posicionamento da identificação da classe de eletrodos revestidos. 1.5 TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO 1.5.1 Eletrodos Revestidos O transporte interno, não sendo a granel, deve ser conduzido sobre "pallets" (estrados de madeira), através de empilhadeiras. Assim, evitam-se danos e choques às embalagens. Cartuchos plásticos devem ser armazenados no sentido horizontal e as latas guardadas na posição vertical, com as pontas de pega voltadas para baixo, a fim de preservar as pontas de arco, ou seja, a região mais sensível. (Figura 1.4). ESTOCAGEM HORIZONTAL ESTOCAGEM VERTICAL Figura 1.4 Formas de estocagem das embalagens sobre estrado a) embalagens plásticas; b) embalagens em folhas- de- flandres CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 131 FBTS 2012 todos OS direitos reservadosConsumíveis Sobre cada estrado de madeira do tipo padrão, é possível colocar até uma tonelada de eletrodos embalados, 0 que corresponde a até sete camadas. Por medida de segurança, é recomendado posicionar quatro cantoneiras de tábua nos cantos do estrado. (Figura 1.5). 1 2 LATAS DE EMBALAGEM 3 4 CANTONEIRAS EM "L" DE MADEIRA ESTRADO Figura 1.5 Diagrama de posicionamento das embalagens sobre estrado No local do armazenamento dos estrados, deverá ser adotado um sistema que garanta rotatividade, evitando manutenção prolongada das embalagens no estoque, a fim de minimizar efeito do envelhecimento. Adota-se, então, a técnica "first in-first out", com eletrodos mais antigos saindo em primeiro lugar do estoque para uso. O armazenamento adequado requer condições controladas de temperatura e umidade, face à não- estanqueidade total das embalagens. A estocagem das embalagens (eletrodos revestidos, varetas e fluxos) pode ser feita em um compartimento fechado do almoxarifado. No interior deste compartimento, as seguintes condições devem ser observadas: A temperatura deve ser de, no mínimo, 10°C acima da temperatura ambiente, e igual ou superior a 20°C; A umidade relativa do ar deve ser de, no máximo, 50%. Essas condições são atendidas, quase sempre, em ambientes fechados, não reque- rendo maiores cuidados. Entretanto, face às diversidades de características geográficas de nosso país, existem lugares onde ar poderá conter maior quantidade de umidade nas temperaturas mais altas do que nas baixas. Nestes casos, a umidade atmosférica poderá ser mantida baixa pelo uso de um desumidificador. Em regiões de baixa temperatura no inverno, como a região Sul, recomenda-se O uso de aquecedor e ventilador para 0 aquecimento e homogeneização da temperatura. Nessas condições climáticas, é imperativo que a temperatura do armazenamento se situe, pelo menos, a 5°C acima da temperatura ambiente. 132 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos OS direitos reservadosConsumíveis Em decorrência da higroscopicidade dos principais constituintes do revestimento de todos eletrodos revestidos, sejam eles básicos ou celulósicos enfatizamos, via de regra, que: QUANDO AINDA EM SUAS EMBALAGENS ORIGINAIS SEM USO, TODOS OS ELETRODOS, SEJAM ELES BÁSICOS OU CELULÓSICOS, DEVEM SER ARMAZENADOS NAS CONDIÇÕES PRESCRITAS. O local de estocagem dos eletrodos em suas embalagens originais terá de ser preparado, a fim de permitir a manutenção das propriedades originais do produto. 2 MANUSEIO, ARMAZENAMENTO, SECAGEM E MANUTENÇÃO DA SECAGEM Resumindo, no que se refere ao manuseio e armazenamento de eletrodos, à seca- gem e à manutenção da secagem, devem ser observados seguintes aspectos: Para efeito de aplicação dos requisitos de secagem, as embalagens são consideradas como não-estanque; Os eletrodos, varetas e fluxos em estoque, devem ser armazenados em estufa; A ordem de retirada de embalagens do estoque deve evitar a utilização preferencial dos materiais recém-chegados e, consequentemente, o armazenamento prolongado de alguns lotes; Os eletrodos devem ser dispostos em prateleiras. Na estufa de secagem, em camada com uma altura não superior a 50 mm, e na estufa de manutenção, em camada com altura não superior a 150 mm; A secagem e manutenção da secagem de fluxos podem ocorrer em dois tipos dife- rentes de estufas: 1°) Estufa com bandeja: onde a camada de fluxo na bandeja não deve ser superior a 50mm; Estufa sem bandeja: que deve contar com dispositivo misturador do fluxo. A temperatura e tempo mínimo de secagem e de manutenção das condições de secagem devem estar de acordo com as recomendações do fabricante. Para OS eletrodos de baixo hidrogênio de especificação AWS A5.1 e classificação E7018 (como exemplo), recomenda- -se uma secagem a 350°C ± durante 1 hora; devem eles, ainda, ser mantidos em estufa de manutenção da secagem em temperatura não inferior a 150°C; CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos direitos reservadosConsumíveis Quando houver dúvidas quanto ao tratamento a ser dado aos consumíveis, fa- bricante deve ser sempre consultado sobre 0 manuseio, armazenamento, secagem e manutenção da secagem; Devem ser elaborados formulários específicos para controle de secagem dos consumíveis. 3 EQUIPAMENTOS PARA ARMAZENAMENTO, SECAGEM E MANUTENÇÃO DA SECAGEM Pode-se concluir que cada tipo de consumível merece um tratamento específico de manuseio, e que fator que dimensiona este tratamento é grau de higroscopicidade (tendência de absorver umidade) do revestimento do consumível. Para executar este serviço, tem-se que dispor de equipamentos adequados e em perfeito funcionamento para abranger todas as fases de tratamento. Vejamos, por exemplo, tratamento dispensado a 3 tipos distintos de consumíveis de soldagem: Eletrodo nú (arame sólido) para soldagem a arco submerso; Eletrodo de revestimento celulósico (por exemplo: AWS E6010); Eletrodo de revestimento básico, de alta higroscopicidade (por exemplo: AWS E7018). 3.1 TIPOS DE ESTUFAS Os tipos de estufas a serem empregadas no tratamento de consumíveis são as seguintes: 3.1.1 - Estufa para Armazenamento (Estocagem) Pode ser um compartimento fechado de um almoxarifado, que deve conter aque- cedores elétricos e ventiladores para circulação do ar quente entre as embalagens (Figura 3.1). Deve manter a temperatura pelo menos 10°C acima da temperatura ambiente, porém nunca inferior a 20°C, e deve também ser dotada de estrados ou prateleiras para estocar as embalagens. 134 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos direitos reservadosConsumíveis VENTILADOR AQUECEDOR ELÉTRICO DESUMIDIFICADOR Figura 3.1 Equipagem típica de um compartimento de armazenamento 3.1.2 Estufa para Secagem Utilizada para a secagem de eletrodos revestidos e fluxos de baixo hidrogênio. Deve dispor de aquecimento controlado, por meio de resistência elétrica, e renova- ção do ar, por meio de controlada através de, por exemplo, válvula tipo borboleta (Figura 3.2), cujo diâmetro deve ser superior a 10 mm. Deve ser dotada de, pelo menos, dois instrumentos controladores de temperatu- ra, tais como termostato e termômetro, assim como de prateleiras furadas ou em forma de grade. Para eletrodos revestidos de baixo hidrogênio, a estufa de secagem deve manter a temperatura de até 400°C. A estufa para secagem de fluxo deve ter dispositivo agitador ou bandejas afastadas das paredes verticais em, no mínimo, 25 mm. CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS - VOLUME 3 FBTS 2012 - todos direitos reservadosConsumíveis Termostato Prateleiras em forma de grade Figura 3.2 Estufa para Secagem / Armazenamento Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 3.1.3 Estufa para Manutenção da Secagem A estufa de manutenção da secagem, normalmente de menor porte que a anterior, deve atender mesmos requisitos de funcionamento que a estufa de secagem, exceto quanto à temperatura, que deve atingir até 200°C (Figura 3.3). As estufas de construção cilíndrica, usadas na manutenção da secagem, têm como características facilitar a circulação do ar e uniformizar a distribuição do calor, evitando que a umidade se concentre em cantos mal ventilados como, por exemplo, nas estufas de formato retangular ou quadrado. Janela de ventilação Prateleiras e divisórias furadas Figura 3.3 - Estufa para manutenção da secagem NOTA: Neste tipo de estufa, 0 termostato se situa em sua face traseira. 136 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos direitos reservadosConsumíveis OBSERVAÇÕES: As prateleiras devem sempre permitir a livre circulação de ar. Para tanto, devem ser furadas ou em forma de grade. Devem existir, no mínimo, duas estufas, sendo uma para secagem e outra para manutenção da secagem, ou, ainda, cada estufa atendendo alternadamente às duas condições. 3.1.4 Estufa Portátil de Manutenção da Secagem Como as demais, deve também dispor de aquecimento por meio de resistências elétricas e ter condições de acompanhar cada soldador individualmente. Para eletrodos revestidos de baixo hidrogênio, a estufa portátil deve manter a temperatura entre 80 e 150°C (Figura 3.4). O estado de conservação das estufas portáteis deve ser constantemente verificado, assim como 0 estado de conexão elétrica com a rede de energia. Exemplo: Figura 3.4 Estufa portátil de manutenção de secagem CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - CIS - VOLUME 3 137 FBTS 2012 - todos OS direitos reservadosConsumíveis PARTE Inspeção Visual e Dimensional de Eletrodos O aluno deve verificar se eletrodos apresentados satisfazem às exigências da especificação AWS A 5.1 Item 4 ( Inspeção de Recebimento) deste procedimento de inspeção. A inspeção deverá ser individual para cada um dos itens abaixo: Identificação (*); Alma; Revestimento. Obs: (*) Se o eletrodo não pertencer à especificação AWS A5.1, analise-se como se fosse e cite isto no "Relatório de Inspeção de Consumíveis de Soldagem". O aluno deve justificar seu laudo em caso de reprovação dos itens analisados. Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282 748/0001-80 PARTE Inspeção de Estufas O aluno deve verificar se a situação apresentada atende ao procedimento de ar- mazenagem, secagem e manutenção de secagem de eletrodos revestidos Itens 5 e 6 deste procedimento de inspeção e registrar o resultado no "Relatório de Inspeção de Estufas" da seguinte forma: (a) Indique itens do procedimento aplicável à situação; (b) Dê o laudo para cada item separadamente; (c) Justifique seu laudo em caso de reprovação. Obs: Não é necessário avaliar a estufa portátil de manutenção de secagem (cochicho). 138 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 - todos OS direitos reservadosConsumíveis 1. OBJETIVO Os procedimentos e critérios de aceitação a seguir serão utilizados na qualifica- ção de inspetores de soldagem N1, sendo aplicável para inspeção de recebimento, armazenagem, secagem e manutenção de consumíveis de qualquer classificação. 2. REFERÊNCIAS 2.1 PETROBRAS N 133 Rev. M Soldagem (procedimento); 2.2 AWS A 5.1 2010 (especificação). 3. DEFINIÇÕES 3.1 Consumível material empregado da deposição ou proteção de solda, tais como: eletrodo, vareta, arame, anel consumível, gás e fluxo; 3.2 Equipamento de Soldagem máquinas, ferramentas, estufas, instrumentos e demais aparelhos empregados na operação de soldagem. 4. INSPEÇÃO DE RECEBIMENTO 4.1 O eletrodo revestido deve apresentar identificação individual conforme itens abaixo: 4.1.1 Pelo menos uma impressão legível da designação do eletrodo (classifi- cação AWS mais qualquer designação opcional) deve ser aplicada ao revestimento do eletrodo, o mais próximo possível da ponta de pega, porém não mais distante do que 65 mm (2 ½ in) dessa ponta. 4.1.2 Os números impressos, referenciais a classificação do eletrodo, devem ser em negrito e de tamanho suficiente para que sejam facilmente legíveis. 4.1.3 A tinta usada para impressão deve proporcionar um contraste suficiente com 0 revestimento do eletrodo, de forma que números e letras sejam legíveis, tanto antes como após a soldagem. 4.1.4 O prefixo "E", empregado na classificação do eletrodo, pode ser omitido na impressão aplicada no revestimento do eletrodo. 4.2 A vareta deve ser identificada, por tipagem, em ambas as extremidades. O arame em rolo deve ser identificado no carretel. CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 139 FBTS 2012 todos os direitos reservadosConsumíveis 4.3 Para eletrodo revestido, a alma e 0 revestimento devem estar livres de defeitos que possam interferir na deposição uniforme do eletrodo. Sinais de oxidação na alma são inaceitáveis. 4.4 São inaceitáveis irregularidades ou descontinuidades no revestimento de eletrodo revestido, tais como redução localizada de espessura, trincas (transversais e lon- gitudinais), destacamento com ou sem exposição da alma, falta de aderência, envelhecimento e ausência de conicidade na ponta do arco. 4.5 A ponta de arco de cada eletrodo deve ser suficientemente descoberta e limpa, e 0 revestimento deve ser suficientemente cônico para permitir uma abertura de arco fácil. O comprimento do dano na ponta de arco (medida a partir da extremidade descoberta da alma até ponto onde houver revestimento total da seção transversal e sendo a área descoberta maior que 50% da circunferência da alma), não deve exceder 3 mm ou dobro do diâmetro da alma do eletrodo, entre essas duas dimensões a que for menor será 0 parâmetro máximo admissível. Eletrodos com o revestimento apresentando dano na ponta de arco, não deve exceder 6 mm ou dobro do diâmetro da alma do eletrodo, que for menor entre essas duas dimensões será parâmetro máximo admissível, desde que a Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 área descoberta não seja maior que 50% da circunferência da alma. 4.6 Eletrodo nu ou vareta com sinais de oxidação são inaceitáveis. 4.7 O consumível por ocasião de seu emprego deve apresentar as mesmas condições das de recebimento, no que se refere à isenção de defeitos, identificação e estado na embalagem. 5. ARMAZENAGEM 5.1 A estufa para armazenagem ou recebimento de eletrodos revestidos, eletrodos nus, eletrodos tubulares, varetas e fluxos deve dispor de meio de aquecimento, termômetro e higrômetro, de modo a atender ao 5.7. Estas estufas não devem ser ligadas diretamente na fonte de soldagem. 5.2 Quando armazenadas na posição vertical, as embalagens de eletrodos revestidos devem ser posicionadas com as pontas de abertura de arco voltadas para cima. 5.3 A ordem de retirada de embalagens do estoque deve evitar a utilização prefer- encial dos materiais recém-chegados e consequente armazenagem prolongada de alguns lotes. 5.4 A embalagem do revestido, vareta ou rolo de arame deve indicar, de modo legível e sem rasuras, a sua marca comercial, a sua especificação, a sua classificação, seu diâmetro, número de sua corrida e data de sua fabricação. 5.5 Os eletrodos revestidos devem ser armazenados em suas embalagens originais. 140 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos OS direitos reservadosConsumíveis 5.6 A estufa de armazenagem deverá dispor de um espaço específico para os eletro- dos segregados. 5.7 Os eletrodos revestidos, eletrodos nus, eletrodos tubulares, varetas e fluxos em sua embalagem original devem ser armazenados sobre estrados ou prateleiras, em estufas que atendam às condições citadas no 5.1. As seguintes condições, no interior da estufa, devem ser observadas: a) A temperatura deve ser, no mínimo, 10 °C acima da temperatura ambiente, mas sempre igual ou superior a 20 °C e não ultrapassando 40 °C; b) A umidade relativa do ar deve ser no máximo c) Se fabricante do consumível indicar valores de temperatura e umidade relativa distintos que das exigidos em a) e b), OS mesmos devem ser atendidos. 6. SECAGEM E MANUTENÇÃO DA SECAGEM 6.1 A secagem e a manutenção da secagem de eletrodos revestidos e fluxos devem obedecer aos parâmetros especificados pelo fabricante. Caso não haja uma reco- mendação específica do fabricante, devem ser utilizados OS seguintes parâmetros: Eletrodos revestidos de baixo hidrogênio devem ser submetidos às seguintes condições: Estufa de secagem: temperatura de °C ± 30 durante 1 hora; Estufa de manutenção da secagem: temperatura de 150 °C a 180 °C. 6.2 A secagem e a manutenção de secagem serão efetuadas em estufas que aten- dam aos requisitos do item 6.7 (para estufa de secagem) e 6.8 (para estufa de manutenção de secagem). 6.3 Na estufa de secagem, OS eletrodos revestidos devem ser dispostos em prateleiras, em camada não superior a 50 mm e na estufa de manutenção da secagem em camada igual ou inferior a 150 mm. 6.4 Nas estufas com bandejas para secagem ou manutenção da secagem, a camada de fluxo deve ser igual ou inferior a 50 mm. 6.5 A estufa de secagem e de manutenção de secagem deverá ter plaquetas de identificação para cada grupo de eletrodos com as informações de classificação AWS e bitola. Deverá existir uma plaqueta para 0 local dos eletrodos que serão ressecados. 6.6 Os eletrodos de revestimento básico que, fora da estufa de manutenção de seca- Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 gem, não forem utilizados após uma jornada de trabalho devem ser identificados com tinta vermelha na ponta de pega e separados dos demais eletrodos. Permite- se apenas uma ressecagem. 6.7 As estufas de secagem de eletrodos revestidos e fluxos, terão as seguintes carac- terísticas: CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 141 FBTS 2012 todos direitos reservadosConsumíveis a) A estufa para secagem de eletrodos, varetas e fluxos deverá dispor de re- sistências elétricas, para controlar e manter a temperatura de até 400°C e de termômetro, termostato e respiro com diâmetro superior a 10mm. b) A estufa para secagem de eletrodos revestidos deverá possuir prateleiras furadas ou em forma de grade, afastadas no mínimo 25mm das paredes verticais. c) Os aparelhos e instrumentos de medição e teste deverão estar calibrados e dentro do prazo de validade. 6.8 As estufas de manutenção de secagem de eletrodos revestidos e fluxos, terão as seguintes características: a) A estufa para manutenção de secagem de eletrodos, varetas e fluxos deverá dispor de resistências elétricas, para controlar e manter a temperatura de até 200°C e de termômetro, termostato e respiro com diâmetro superior a 10mm. b) A estufa para manutenção de secagem de eletrodos revestidos deverá possuir prateleiras furadas ou em forma de grade. c) Os aparelhos e instrumentos de medição e teste deverão estar calibrados e dentro do prazo de validade. Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 142 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM CIS VOLUME 3 FBTS 2012 todos OS direitos reservadosConsumíveis RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM Nome: N° Reg. Data: / / Número do Laudo Eletrodo Item Inspecionado Justificativa (S/N) Exemplar autorizado para uso exclusivo - FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM - 27.282.748/0001-80 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - CIS - VOLUME 3 143 FBTS 2012 - todos direitos reservadosConsumíveis RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM Nome: N° Reg. Data: / / Número do Laudo Item Inspecionado Justificativa Eletrodo (S/N) Exemplar autorizado para uso exclusivo - FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM - 27.282.748/0001-80 144 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - CIS - VOLUME 3 FBTS 2012 - todos direitos reservadosConsumíveis RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS Nome: N° Reg. Data: / / Atende aos requisitos ( ) Manutenção de secagem Não atende aos requisitos Item do Laudo Justificativa Procedimento (S/N) Exemplar autorizado para uso exclusivo FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM - 27.282.748/0001-80 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - CIS - VOLUME 3 145 FBTS 2012 - todos direitos reservadosConsumíveis RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS Nome: N° Reg. Data: / / Atende aos requisitos ( ) Armazenagem ( ) Secagem ( ) Manutenção de secagem Não atende aos requisitos Item do Laudo Justificativa Procedimento (S/N) 1 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - CIS - VOLUME 3 FBTS 2012 - todos direitos reservadosConsumíveis RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS Nome: N° Reg. Data: / / Atende aos requisitos ( ) Armazenagem Secagem Manutenção de secagem Não atende aos requisitos Item do Laudo Justificativa Procedimento (S/N) Exemplar autorizado para uso exclusivo - FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - - CIS - VOLUME 3 147 FBTS 2012 - todos OS direitos reservadosConsumíveis RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE ESTUFAS Nome: N° Reg. Data: / / Atende aos requisitos ( ) Armazenagem ( ) Secagem Manutenção de secagem Não atende aos requisitos Item do Laudo Justificativa Procedimento (S/N) Exemplar autorizado para uso exclusivo - FUNDAÇÃO BRASILEIRA DE TECNOLOGIA DA SOLDAGEM 27.282.748/0001-80 148 CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM - CIS VOLUME 3 FBTS 2012 - todos OS direitos reservados

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