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ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Na prova prática de acompanhamento de soldagem, o aluno deve executar a 
inspeção antes, durante e após a execução da soldagem em 3 etapas, as quais serão 
descritas de forma detalhada. 
 
1ª PARTE – Duração: 60 minutos 
 
INSPEÇÃO PRÉVIA 
O aluno deve: 
a) Verificar as condições ambientais, as condições de segurança e higiene, os 
equipamentos de soldagem, os instrumentos de medição e os consumíveis a serem 
utilizados pelo soldador; 
Os parâmetros citados acima são abordados em vários itens do procedimento de 
acompanhamento de soldagem o qual será entregue ao aluno. Deve-se verificar as 
informações contidas nestes, e analisar no ambiente de soldagem se há conformidade ou 
não dos mesmos. 
Quando itens não satisfatórios forem identificados no ambiente de soldagem, deve-se 
anotar o número dos mesmos e relatar o parâmetro que está não conforme no relatório de 
não conformidades. 
 
b) Determinar a posição de soldagem da junta a ser soldada, para verificar 
posteriormente se está de acordo com a posição de soldagem especificada na IEIS 
(Instrução de execução e inspeção de soldagem). 
O aluno deve utilizar o clinômetro para determinar a posição de soldagem da junta em 
questão, a qual pode ser uma chapa, uma junta de ângulo ou um tubo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 -Tubo, junta em ângulo e chapa 
 
• Determinação da posição de Soldagem em uma chapa 
 
 Para se determinar a posição de soldagem em uma chapa deve-se verificar o 
ângulo de inclinação e de rotação da mesma. Ao posicionar o clinômetro, aparelho 
utilizado para medir ângulos, paralelamente ao eixo da junta determina-se o ângulo de 
inclinação. Para determinar o ângulo de rotação deve-se posicionar o clinômetro 
perpendicularmente ao eixo da junta. Ver figuras 2 e 3. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notas: 
1 – O plano de referência horizontal é sempre considerado com a face da solda 
voltada para baixo. 
2 – A inclinação do eixo da solda é medida partindo do plano de referência horizontal 
em direção ao plano de referência vertical. 
3 – O ângulo de rotação da face da solda é determinado pela linha perpendicular à 
face da solda em seu centro o qual passa através do eixo da solda. Olhando para o 
ponto P, o ângulo de rotação da face da solda é medido no sentido horário a partir 
do ponto de referência (0º). 
Tabela para posições de soldas em chanfro 
Posição Diagrama de referência Inclinação Rotação 
Plana A 0º - 15º 150º - 210º 
Horizontal 
 
B 0º - 15º 
 
80º - 150º 
210º - 280º 
Sobre-cabeça 
 
C 
 
0º - 80º 
 
0º - 80º 
280º - 360º 
Vertical 
 
D 15º - 80º 
80º - 90º 
80º - 280º 
0º - 360º E 
Plano de referência Horizontal Plano de referência Vertical 
Ponto P 
Ponto de referência ( 0°) 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Ângulos de rotação básicos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2 – Medição do ângulo de inclinação na chapa 
270° 90° 
0° ou 360° 
180° 
Sentido de rotação - horário 
Ângulo de inclinação � 36º 
 
A leitura para verificar o ângulo 
de inclinação é direta, pois o 
ângulo de inclinação varia de 0º 
à 90º, e o clinômetro também 
mede até o ângulo de 90º. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 – Medição do ângulo de rotação na chapa 
 
 
 
 
 
 
• Determinação da posição de soldagem em uma junta de ângulo 
 
Para se determinar a posição de soldagem em uma junta de ângulo deve-se 
verificar o ângulo de inclinação e de rotação desta junta. Para determinar o ângulo de 
inclinação deve-se posicionar o clinômetro paralelamente ao eixo da junta e para 
determinar o ângulo de rotação deve-se posicionar o clinômetro perpendicularmente 
ao eixo da junta. Ver figuras 4 e 6. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ângulo de rotação � 107º 
 
A leitura para verificar o 
ângulo de rotação deve ser 
feita a partir do 0º da base do 
clinômetro, no sentido anti-
horário até chegar ao 
ponteiro. 
0º da base do clinômetro. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notas: 
1 – O plano de referência horizontal é sempre considerado com a face da solda 
voltada para baixo. 
2 – A inclinação do eixo da solda é medida partindo do plano de referência horizontal 
em direção ao plano de referência vertical. 
3 – O ângulo de rotação da face da solda é determinado pela linha perpendicular à 
face da solda em seu centro o qual passa através do eixo da solda. Olhando para o 
ponto P, o ângulo de rotação da face da solda é medido no sentido horário a partir 
do ponto de referência (0º). 
Tabela para posições de soldas em ângulo 
Posição Diagrama de referência Inclinação Rotação 
Plana A 0º - 15º 150º - 210º 
Horizontal B 0º - 15º 125º - 150º 
210º - 235º 
Sobre-cabeça C 0º - 80º 0º - 125º 
235º - 360º 
Vertical 
D 15º - 80º 
80º - 90º 
125º - 235º 
0º - 360º E 
Ponto de referência ( 0°) 
Plano de referência Horizontal 
Plano de referência Vertical 
Ponto P 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Ângulos de rotação básicos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 – Medição do ângulo de inclinação na junta em ângulo 
Sentido de rotação - horário 
270° 
90° 
0° ou 360° 
180° 
Ângulo de inclinação � 40º 
 
A leitura para verificar o ângulo 
de inclinação é direta, pois o 
ângulo de inclinação varia de 0º 
à 90º, e o clinômetro também 
mede até o ângulo de 90º. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 Para encontrar o ângulo de rotação na junta em ângulo, pode-se medir distâncias 
iguais a partir de um ponto central, marcado com giz, e posicionar o clinômetro 
tangenciando as marcações feitas no metal de base, conforme mostrado nas figuras 5 e 6. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 5 – Marcação das distâncias 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6 – Medição do ângulo de rotação na junta em ângulo 
30 mm 
30 mm 
Ponto central 
Ângulo de rotação � 157º 
 
A leitura para verificar o 
ângulo de rotação deve ser 
feita a partir do 0º da base 
do clinômetro, no sentido 
anti-horário até chegar ao 
ponteiro. 
0º da base do clinômetro. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
• Determinação da posição de soldagem em um tubo 
 
Para se determinar a posição de soldagem em um tubo deve-se verificar apenas 
o ângulo de inclinação do mesmo. Para determinar o ângulo de inclinação deve-se 
posicionar o clinômetro perpendicularmente ao eixo da junta. Deve-se verificar a 
posição ou as posições de soldagem compreendidas dentro da área de interesse 
determinada pelo examinador. 
 
1° Passo – Identificar a geratriz superior do tubo utilizando o clinômetro e marcar o 
ponto com um giz, conforme mostrado na figura 7. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7 – Geratriz superior do tubo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ponto de tangência entre o clinômetro 
e o tubo - Geratriz SUPERIOR. 
Ponteiro do clinômetro no zero 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
2° Passo – Verificar a distância em milímetros (mm) do ponto zero (geratriz 
superior), até o ponto inicial (PI) e ponto final (PF) da área de interesse, conforme 
mostrado nas figuras 8 e 9.Figura 8 – Área de interesse em um tubo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9 – Medição do ponto de início e fim da área de interesse 
Geratriz superior 
Ponto de início da área de 
interesse a partir da 
geratriz superior� 50 mm Ponto final da área de 
interesse a partir da 
geratriz superior� 160 mm 
Área de interesse 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
3° Passo – Verificar o ângulo de inclinação posicionando o clinômetro 
perpendicularmente ao eixo da junta, conforme mostra a figura 10. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10 – Medição do ângulo de inclinação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ângulo de inclinação � 40º 
 
A leitura para verificar o ângulo 
de inclinação é direta, pois o 
ângulo de inclinação varia de 0º 
à 90º, e o clinômetro também 
mede até o ângulo de 90º. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Com o valor do ângulo de inclinação encontrado (ex.: 40°), verifica-se quais são 
as posições de soldagem encontradas em um tubo de acordo com a legenda. Ver 
figura 11. Se o tubo fosse soldado por completo na prova de Acompanhamento de 
soldagem, as posições em um tubo com ângulo de inclinação de 40º seriam: 
Posição: horizontal, vertical e sobre-cabeça. 
 
 Deve-se medir os comprimentos em milímetros (mm) de cada posição de 
soldagem, na vista lateral, e transferi-los para a semicircunferência. Em seguida 
deve-se traçar uma reta a partir do centro da circunferência até tangenciar o limite 
final de cada posição de soldagem, conforme mostrado na figura 11. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 11 – Determinação da posição de soldagem em um tubo 
 
Posições para soldas em 
chanfro circunferencial, 
indicadas por áreas 
sombreadas para tubo, cuja 
inclinação varia de 0º a 90º. 
Comprimento de cada 
posição de soldagem, na 
vista lateral, em um tubo a 
40° de inclinação. 
Limite final da posição horizontal 
em um tubo a 40° de inclinação 
Limite final da posição vertical 
em um tubo a 40° de inclinação 
Legenda 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
A partir das retas traçadas determina-se o ângulo no limite final de cada posição de 
soldagem, utilizando o transferidor de ângulo conforme mostrado na figura 12. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 12 – Medição dos ângulos no final de cada posição de soldagem 
 
101º 
Régua posicionada 
paralelamente à reta traçada 
no final da posição vertical em 
um tubo a 40º de inclinação. 
21º 
Régua posicionada 
paralelamente à reta traçada no 
final da posição horizontal em 
um tubo a 40º de inclinação. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Em seguida deve-se encontrar uma correlação entre o comprimento de extensão 
soldada no tubo a cada 1º ou encontrar diretamente uma correlação entre o comprimento 
de extensão soldada e o ângulo no limite final de cada posição. Mede-se então o diâmetro 
externo (Øext) do tubo, conforme figura 13, para determinar o comprimento da junta 
circunferencial (perímetro � P) com o intuito de encontrar a correlação citada acima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura – 13 Medição do diâmetro externo do tubo 
 
 
Fórmula para encontrar o comprimento da junta � Perímetro (P) 
 
P = Øext x π 
π � (Pi) tem um valor constante � 3,14. 
 
Exemplo prático: 
 
Diâmetro externo encontrado � 168 mm 
 
P = 168 x 3,14 � P = 527,52 mm 
 
Faz-se uma regra de três simples para encontrar a correlação entre o comprimento de 
extensão soldada a cada 1º. 
 
360° ---------------- 527,52 mm 
1° ------------------- X 
 
X = 527,52 x 1° � X = 1,46 mm � 1° = 1,46 mm 
 360° 
Øext. = 168 mm 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Com os valores dos ângulos e da correlação acima encontrada � 1,46 mm/º pode-se 
determinar a extensão soldada das posições existentes em um tubo a 40° de inclinação. 
Deve-se medir estas extensões a partir da geratriz superior em direção ao lado em que 
está identificada a área de interesse. 
 
Limite final da posição Horizontal � 21° x 1,46 mm/º = 31 mm 
 
Limite final da posição Vertical � 101° x 1,46 mm/º = 147 mm 
 
Ao verificar o comprimento do início e fim da área de interesse, também a partir da 
geratriz superior do tubo, consegue-se determinar a posição ou as posições de soldagem 
compreendidas na área de interesse onde ocorrerá a soldagem. Conforme mostrado na 
figura 9, o início e final da área de interesse, respectivamente, têm uma extensão de 50mm 
e 160mm a partir da geratriz superior do tubo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A posição horizontal termina em 31 mm. No mesmo ponto inicia-se a posição 
vertical, a qual se extende até 147 mm, ponto este onde se inicia a posição sobre-cabeça. 
Como a área de interesse está compreendida a partir de 50 mm até 160 mm, pode-se 
concluir que as posições de soldagem dentro da área de interesse são Vertical e Sobre-
cabeça. 
 
 
0° 
101° � 147 mm 
Geratriz superior 21° � 31 mm 
Área de interesse 
50 mm 
160 mm 
Ponto final da posição 
horizontal e/ou ponto inicial 
da posição vertical. 
Ponto final da posição 
vertical e/ou ponto inicial 
da posição sobre-cabeça. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
c) Executar a inspeção visual e dimensional da junta a ser soldada e fazer um croqui da 
mesma, “croqui da junta e do chanfro” assinalando as dimensões encontradas; 
 
O aluno deve verificar se há defeitos no ponteamento da junta, se a mesma encontra-
se isenta de óleo, graxa, óxido, tinta e resíduo do exame por líquido penetrante e se o 
ângulo do chanfro, abertura de raiz, espessura do metal de base e face da raiz estão de 
acordo com as dimensões especificadas na IEIS. 
 
Na inspeção dimensional da junta preparada para soldagem deve-se observar dentro 
da área de interesse, a conformidade da preparação do bisel e montagem da junta quanto 
a: ângulo do chanfro (soma-se a medidas dos ângulos do bisel nos dois componentes da 
junta) conforme figura 14, abertura de raiz – ver figura 15, face de raiz e espessura do 
metal de base conforme mostrado na figura 16. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 14 – Medição dos ângulos do bisel 
 
32,5º 
30º 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 15 – Medição da abertura de raiz 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 16 – Medição da espessura do metal de base 
 
 
 
2 mm 
9,5 mm 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
Os valores encontrados nas medições e a posição de soldagem devem ser 
registrados, conforme mostrado na figura 17. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17 – Registro da posição de soldagem e das medidas encontradas no dimensional 
da junta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2
 9,5 
2
62,5º 
9,5 
Vertical e Sobre-cabeça 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
d) Instalar o alicate (multímetro) para posterior verificação de intensidade de corrente 
elétrica e tensão; 
 
O multímetro deve ser acoplado ao cabo em que está fixado o porta eletrodo, o mais 
próximo possível do porta eletrodo, para que seja feita a medição da intensidade de 
corrente elétrica. A unidade de medida é o AMPERE (A). 
 
Para medir a tensão, o multímetro deve ser instalado, fixando a ponteira do fio preto 
do aparelho no cabo conectado ao negativo da máquina de solda, e a ponteira do fio 
vermelhono cabo conectado ao positivo da máquina de solda. A unidade de medida é o 
VOLT (V). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 18 – Polaridade direta (negativa) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 19 – Polaridade inversa (positiva) 
A
B
Eletrodo
FonteCabo a ser conectado 
o amperímetro 
A
B
Eletrodo 
Fonte 
Cabo a ser conectado 
o amperímetro 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 Se o cabo em que se encontra fixado o porta eletrodo for conectado no pólo 
negativo da máquina, então a polaridade é direta (negativa). Se estiver conectado no pólo 
positivo da máquina, então a polaridade é inversa (positiva). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 20 – Instalação dos multímetros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Multímetro 
Multímetro 
Ponteira do fio preto fixado no 
cabo conectado ao negativo 
da máquina de solda. 
Pólo negativo 
da máquina 
Pólo positivo 
da máquina 
Ponteira do fio vermelho fixado 
no cabo conectado ao positivo 
da máquina de solda. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
e) Selecionar os lápis térmicos. 
 
O aluno deve selecionar os lápis térmicos corretos, de acordo com as temperaturas de 
pré-aquecimento (temperatura mínima) e de interpasse (temperatura máxima), 
especificadas na IEIS. Caso não tenha exatamente os lápis com as temperaturas 
informadas na IEIS, deve-se selecionar um lápis de pré-aquecimento com uma 
temperatura imediatamente acima da temperatura mínima e um lápis de interpasse com 
uma temperatura imediatamente abaixo da temperatura máxima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O lápis térmico deve ser utilizado antes do soldador iniciar cada passe de solda. Deve-
se passar no metal de base dos componentes da junta, respeitando a distância mínima 
estabelecida no procedimento de acompanhamento de soldagem, e em toda a extensão da 
área de interesse delimitada pelo examinador. Não há necessidade de se fazer um risco 
contínuo. 
 Antes da execução do passe de raiz deve-se passar o lápis de pré-aquecimento. Em 
todos os demais passes deve-se passar primeiro o lápis de interpasse. Caso a temperatura 
seja inferior à temperatura de interpasse deve-se passar o lápis de pré-aquecimento nos 
demais passes também, para verificar se a temperatura da junta encontra-se dentro da 
faixa de temperatura de pré-aquecimento e interpasse. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo: 
 
Temperatura de Pré-aquecimento ≥ Temperatura especificada na IEIS 
 
Temperatura de Interpasse ≤ Temperatura especificada na IEIS 
 
Nota: Quando a temperatura indicada nos lápis térmicos selecionados, 
não for a mesma solicitada na IEIS, deve-se considerar o valor indicado 
nos lápis para controle de temperatura durante a soldagem. 
Nota: Se, ao passar o lápis de interpasse e este não fundir, deve-se 
passar o lápis de pré-aquecimento para se certificar de que a temperatura 
da junta está acima da mínima. 
 Se, ao passar o lápis de interpasse e este fundir, nota-se que a 
temperatura da peça está acima ou igual à temperatura máxima. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Exemplo: Na IEIS (Instrução de Execução e Inspeção de Soldagem) informa que as 
temperaturas de pré-aquecimento e de interpasse são respectivamente de 50°C e 170°C. 
Os lápis disponíveis na obra para controle de temperatura são: 45°C, 55°C, 67°C, 104°C, 
120°C,145°C, 150°C, 160°C, 175°C, 220°C e 250°C. Quais os lápis térmicos corretos a 
serem escolhidos? 
 
R.: Como não se tem à disponíveis os lápis com as temperaturas especificadas na IEIS, 
deve-se então escolher: 
 Lápis de pré-aquecimento � 55°C. 
 Lápis de interpasse � 160°C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 21 – Utilização do lápis térmico 
 
50°C 170°C 
55°C 160°C 
Temp. de Pré-aquecimento (mínima) Temp. de Interpasse (máxima) 
Temp. imediatamente 
acima da mínima 
Temp. imediatamente 
abaixo da máxima 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
f) Verificar a qualificação do soldador 
 
A verificação da qualificação do soldador é executada pela confrontação dos 
parâmetros de soldagem os quais o profissional está qualificado, encontrados na 
RELAÇÃO DE SOLDADORES E OPERADORES DE SOLDAGEM QUALIFICADOS, com 
os parâmetros de soldagem especificados na IEIS. O sinete do soldador e a IEIS a ser 
adotada são informados pelo examinador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ampliação das faixas dos 
parâmetros de soldagem em 
que o soldador sinete (S-051) 
está qualificado. F Number Progressão Cobre-junta 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Supondo que o examinador tenha informado que a soldagem será executada pelo 
soldador S-051 e a IEIS a ser adotada é esta acima com identificação nº. 93257.03-A. 
 
 Confrontando todos os parâmetros o soldador S-051 não poderia soldar a junta 
devido os seguintes parâmetros: 
 
• F Number, pois o soldador está qualificado para soldar com consumíveis que pertençam 
ao grupamento de FNº 1 a 3, e a IEIS está especificada a utilização do FNº4; 
• Progressão de soldagem, pois na IEIS a soldagem será realizada na ascendente e o 
soldador está qualificado na descendente; 
• Cobre-junta, pois a soldagem na IEIS será realizada sem cobre-junta, e o soldador est á 
qualificado para soldar apenas com cobre-junta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não tem cobre-junta 
F Number 
Progressão 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
2ª PARTE – Duração: Realizada enquanto durar a soldagem. 
 
ACOMPANHAMENTO DA SOLDAGEM 
 
Durante a execução da soldagem é necessário medir e anotar os parâmetros de 
soldagem para verificar se a técnica e demais requisitos do procedimento e da IEIS estão 
sendo seguidos. 
 
Ao terminar o tempo de 60 minutos da primeira parte, o examinador e o soldador 
chegam ao ambiente de soldagem. O aluno deve então verificar se o soldador possui 
identificação visível (n° do sinete ou nome completo), caso não esteja aparente deve-se 
questionar sobre a identificação ou nome do profissional em questão. Verifica-se também 
se o mesmo está com o equipamento de proteção individual (EPI) completo, em caso de 
negativa deve-se anotar uma não-conformidade relatando o n° do item do procedimento e 
a justificativa da não-conformidade. 
 
A numeração da lente filtrante também deve ser verificada e comparada com o 
especificado no item do procedimento de soldagem. Justificar em caso de não-
conformidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 22 – Numeração da lente filtrante na máscara do soldador 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
N° da lente � 10 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
Antes de executar a soldagem no passe de raiz, deve-se observar se o soldador vai 
fazer limpeza inicial na junta, e anotar no relatório de acompanhamento de soldagem o tipo 
de limpeza realizada ou se não houve limpeza inicial. 
 
A cada passe a ser realizado, o aluno deve anotar os parâmetros de soldagem 
analisados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Parâmetros de soldagem a serem verificados 
antes, durante e após a soldagem. 
 9,5 
2
2
62,5º 
9,5 
Vertical e Sobre-cabeça 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 Deve-se medir o diâmetro (Ø) da alma do eletrodo e verificar a classificação e marca 
comercial do mesmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 23 – Medição da alma do eletrodo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura24 – Classificação do eletrodo 
Classificação � E 7018 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 O tipo polaridade e a corrente devem ser anotados. Corrente contínua (CC) com 
polaridade inversa (positiva) ou polaridade direta (negativa). 
 
 Após a verificação do tipo de corrente e polaridade, deve-se passar o lápis de pré-
aquecimento (temperatura mínima) antes de ser executado o passe de raiz e anotar se a 
temperatura da peça no momento encontra-se menor ( 3 x Ø da alma do eletrodo). A progressão de soldagem (ascendente ou 
descendente) deve ser verificada somente quando a posição de soldagem da peça for 
vertical. 
Multímetro 
posicionado 
para verificar 
tensão
Botão para zerar no 
multímetro para 
verificar a intensidade 
de corrente elétrica 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 26 – Medição da largura do passe de solda 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 27 – Progressão Ascendente Figura 28 – Progressão Descendente 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 Após verificar todos os parâmetros de soldagem no primeiro passe, analisa-se tudo 
novamente nos passes seguintes. Entretanto, no momento de passar o lápis térmico, deve-
se passar primeiro o lápis de interpasse. 
 
 
 
 
No campo “croqui da seqüência de passes” deve-se fazer um croqui da junta 
indicando os passes de solda e numerando-os, de acordo com a seqüência de deposição. 
Assinale e numere, também, as camadas de solda, conforme mostrado na figura 29. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 29 – Parâmetros de soldagem anotados 
 
Nota: Recordar a explicação na 1ª Parte � letra e) Selecionar os lápis térmicos. 
Parâmetros de soldagem verificados. 
 9,5 
2
3
62,5º 
9,5 
 160 ----- 
Ascendente 
Ascendente 
Ascendente 
2
Vertical e sobre-cabeça 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 Em cada passe deve-se anotar qual o método de limpeza utilizado e as 
descontinuidades detectadas, conforme mostrado na figura 30. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 30 – Método de limpeza e descontinuidades anotadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não houve 
3° passe - escovamento 
1° passe - escovamento 
2° passe - escovamento 
Abertura de arco, deposição insuficiente, 
mordedura, respingo, poros e escórias. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
3ª PARTE 
 
EMISSÃO DO RELATÓRIO – Duração: 30 minutos 
 
 
Emitir o relatório de acompanhamento de soldagem, conforme instrução abaixo. 
Circundar o valor ou item que não estiver em conformidade com os parâmetros de 
soldagem informados na IEIS. Ver figura 31. 
 
Emitir o relatório de não-conformidades com a identificação dos itens não-satisfatórios 
e com a informação das justificativas dos mesmos. Ver figura 32. 
 
O examinador informa no início da prova, com qual IEIS o candidato deve confrontar os 
parâmetros anotados antes, durante e após a soldagem. 
 
Ex: Será utilizado a IEIS nº. 93257.03-A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nota: Executar a inspeção visual e dimensional da junta soldada em 
conformidade com o critério de aceitação fornecido no ANEXO A. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 31 – Exemplo de relatório de acompanhamento de soldagem preenchido 
 
 25,4mm 4,8mm 
 
 
Juntas de ângulo 
Considerar inaceitável: 
 
• Diferença entre pernas maior que 3,2mm; 
• Dimensões de pernas abaixo do valor mínimo indicado na tabela abaixo: 
 
Espessura nominal da alma Valor mínimo da perna 
e ≤ 9,5mm 9,5mm9,5mm 15,9mm 22,0mm 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
ANEXO B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
PROCEDIMENTO DE ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
1 – CONDIÇÕES DE SEGURANÇA 
 
1.1 - As operações de soldagem devem ser realizadas em atmosferas não inflamáveis e os 
materiais combustíveis (ex: papelão, estopa, solvente, etc.) devem ser separados ou protegidos 
do risco de fogo. Onde for praticável, deve-se mover o objeto a ser soldado para um local 
seguro. 
 
1.2 - Próximo ao local de soldagem, deve existir extintor de incêndio adequado aos materiais e 
equipamentos utilizados nas operações de soldagem; 
 
1.3 - Em oficinas ou pipe-shop deve ser utilizado biombos ou anteparos de madeira ou lona 
que neutralizem a ação da radiação infravermelha e ultravioleta, protegendo assim, os demais 
trabalhadores que estiverem próximos à área de soldagem; 
 
1.4 - Em locais confinados de soldagem devem ser instalados ventiladores e/ou exaustores 
próximos à área de soldagem ou sobre ela direcionados. 
 
2 – CONDIÇÕES AMBIENTAIS 
 
2.1 – A soldagem não deve ser executada quando a superfície da peça, numa faixa de 150mm 
centrada na junta a ser soldada, estiver úmida ou à temperatura menor que +15°C; 
 
2.2 - Para temperatura da peça inferior a +15°C a soldagem pode ser executada desde que a 
região a ser soldada seja aquecida à no mínimo 50°C; 
 
2.3 - A umidade das peças deve ser removida por meio de secagem com chama; 
 
2.4 - A soldagem não deve ser executada sob neve, chuva, vento forte ou poeira; proveniente 
de jato abrasivo, a menos que a junta esteja protegida; 
 
2.5 - Para todos os processos de soldagem, meios de proteção devem ser empregados para 
evitar correntes de ar que possam alterar as condições de soldagem. 
 
3 – SOLDADOR 
 
3.1 – A soldagem deve ser realizada por soldador qualificado de acordo com a norma aplicável 
e documentos técnicos (Anexo B); 
 
3.2 - Os soldadores e operadores de soldagem devem executar operações de corte ou 
soldagem devidamente munidos com equipamentos de proteção individual (EPI’s) evitando 
assim lesões ou doenças ocupacionais. Devem ser utilizados todos os EPI’s (botas, luvas, 
polainas, aventais, mangotes, gorros) e os mesmos devem estar em bom estado de uso; 
 
3.3 - A lente filtrante deverá possuir identificação visível de acordo com o processo de 
soldagem ou operação de soldagem ou de corte a ser realizado. E o seu n° deverá ser no 
mínimo 10; 
 
3.4 - Os cabos não deverão estar enrolados ou apoiados sobre o corpo do soldador; 
 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
4 – PREPARAÇÕES DAS JUNTAS PARA SOLDAGEM 
 
4.1 - As juntas a serem soldadas devem estar isentas de óleo, graxa, óxido, tinta, resíduos do 
exame por líquido penetrante, areia e fuligem do preaquecimento a gás, numa faixa de no 
mínimo 20 mm de cada lado das bordas, interna e externamente. 
 
4.2 - As juntas preparadas devem estar montadas por ponteamento dentro do chanfro e o 
comprimento dos pontos de solda não deverá ser menor que 25 mm ou devem dispor de meios 
de montagem do tipo (cachorro, apêndices, etc). 
 
4.3 – A solda dos dispositivos auxiliares de montagem, o ponteamento e outras soldas 
provisórias, serão considerados como soldas definitivas. O ponteamento deve ser inspecionado 
visualmente e não apresentar poros, mordeduras e trincas. 
 
4.4 - Depósitos de carbono, escória e cobre resultantes do corte com eletrodo de carbono, 
deverão ser removidos para garantir a remoção total da zona afetada termicamente, e as 
ferramentas de remoção de escória e de limpeza não devem ser de cobre ou de ligas de cobre. 
 
4.5 - No caso de preparação de superfícies de aço inox austenítico, as ferramentas deverão ser 
de aço inoxidável ou revestidas com o mesmo. As escovas devem ser de aço inoxidável e os 
discos de corte deverão ter alma de nylon ou similar. Estas ferramentas devem ser utilizadas 
exclusivamente em aços inoxidáveis. 
 
 
5 – PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA DE INTERPASSE 
 
5.1 - A temperatura de preaquecimento deve ser medida no metal de base, em todos os 
membros da junta, do lado oposto à fonte de aquecimento, a uma distância igual ou superior a 
75mm da região a ser soldada: 
 
Nota: no caso de aquecimento com chama, onde a temperatura só possa ser medida pelo lado 
da fonte, o aquecimento deve ser interrompido pelo menos por 1 minuto, para cada 25 mm de 
espessura da peça, antes de sua medição. 
 
5.2 - A temperatura de interpasse deve ser medida no metal de solda, do lado em que for 
depositado o passe seguinte, quando for utilizado o pirômetro de contato. No caso de lápis de 
fusão, a medição deve ser feita em uma zona adjacente para evitar contaminação do passe 
seguinte. 
 
 
6 – MARTELAMENTO 
 
6.1 - O martelamento não deve ser executado no 1° ou no último passe. Em materiais com 
espessura inferior ou igual a 15 mm, o martelamento não deverá ser executado em nenhum 
passe. O uso da picadeira para retirada da escória e defeitos, não é considerado 
martelamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
7 – EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM 
 
7.1 – Antes de se iniciar a soldagem, todos os cabos e conexões devem ser examinados para 
determinar se são eficazes mecânica e eletricamente para as correntes de soldagem 
requeridas. Os cabos de solda devem estar bem conectados a máquina de solda, ao alicate e 
ao aterramento. Devem estar secos e livres de óleo e graxa. 
 
7.2 - Porta-eletrodo e cabos devem estar com seu isolamento em boas condições, sem falhas e 
sem regiões desprotegidas, e dimensionadas corretamente para as condições de trabalho e 
segurança pessoal. 
 
7.3 – Os aparelhos, instrumentos de medição e teste, e os equipamentos de soldagem devem 
ser calibrados e estar dentro do prazo de validade. 
 
7.4 - A intensidade de corrente de soldagem deve ser verificada com amperímetro o mais 
próximo possível do porta eletrodo. 
 
7.5 - Estufas portáteis (cochichos) devem dispor de resistências elétricas e, serem utilizadas 
para manter a secagem de eletrodos de baixo hidrogênio durante seu uso no campo. Essas 
estufas devem estar na faixa de operação de 80°C a 150°C. 
 
8 – TÉCNICA DE SOLDA 
 
8.1 - Para passe estreito, será admissível uma largura de passe de até três vezes o diâmetro 
de alma do eletrodo e para passe oscilante, a largura do passe deverá ser maior que três 
vezes o diâmetro da alma do eletrodo. 
 
8.2 – A operação de soldagem não deverá ser interrompida antes que tenha sido completado o 
passe de raiz e mais um passe de reforço. 
 
8.3 - O arco elétrico de soldagem deverá ser aberto no chanfro ou em uma chapa apêndice 
utilizada para esse fim. 
 
8.4 - Durante a execução de soldagem, escória, poro e outras descontinuidades visíveis 
deverão ser removidas, exceto na camada de acabamento, onde o esmerilhamento não é 
permitido; 
 
8.5 - Após a soldagem o eletrodo deve ser retirado do porta-eletrodo. Quando o soldador 
interromper o trabalho por um tempo apreciável deve desconectar o cabo do porta-eletrodo da 
máquina de solda, e a mesma deve ser desligada. 
 
9 – LIMPEZA 
 
9.1 - A limpeza inicial e entre passe deverão ser de acordo com o previsto na IEIS e a solda 
deve estar livre de defeito conforme o critério de aceitação; 
 
10 – CONSUMÍVEL 
 
10.1 - Para consumíveis de baixo-hidrogênio, quando utilizados, devem ser mantidos em 
estufas portáteis em temperatura entre 80°C e 150°C. 
 
 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Posições para soldas em 
chanfro circunferencial, 
indicadas por áreas 
sombreadaspara tubo, cuja 
inclinação varia de 0º a 90º. 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notas: 
1 – O plano de referência horizontal é sempre considerado com a face da solda voltada 
para baixo. 
2 – A inclinação do eixo da solda é medido partindo do plano de referência horizontal em 
direção ao plano de referência vertical. 
3 – O ângulo de rotação da face da solda é determinado pela linha perpendicular à face da 
solda em seu centro o qual passa através do eixo da solda. A posição de referência (0º) de 
rotação da face da solda aponta invariavelmente na direção oposta ao aumento do ângulo 
do eixo da solda. Olhando para o ponto P, o ângulo de rotação da face da solda é medido 
no sentido horário a partir do ponto de referência (0º). 
 
 
 
 
Tabela para posições de soldas em chanfro 
Posição Diagrama de referência Inclinação Rotação 
Plana A 0º - 15º 150º - 210º 
Horizontal 
 
B 0º - 15º 
 
80º - 150º 
210º - 280º 
Sobre-cabeça 
 
C 
 
0º - 80º 
 
0º - 80º 
280º - 360º 
Vertical 
 
D 15º - 80º 
80º - 90º 
80º - 280º 
0º - 360º E 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Notas: 
1 – O plano de referência horizontal é sempre considerado com a face da solda voltada 
para baixo. 
2 – A inclinação do eixo da solda é medido partindo do plano de referência horizontal em 
direção ao plano de referência vertical. 
3 – O ângulo de rotação da face da solda é determinado pela linha perpendicular à face da 
solda em seu centro o qual passa através do eixo da solda. A posição de referência (0º) de 
rotação da face da solda aponta invariavelmente na direção oposta ao aumento do ângulo 
do eixo da solda. Olhando para o ponto P, o ângulo de rotação da face da solda é medido 
no sentido horário a partir do ponto de referência (0º). 
 
 
 
 
Tabela para posições de soldas em ângulo 
Posição Diagrama de referência Inclinação Rotação 
Plana A 0º - 15º 150º - 210º 
Horizontal B 0º - 15º 125º - 150º 
210º - 235º 
Sobre-cabeça C 0º - 80º 0º - 125º 
235º - 360º 
Vertical 
D 15º - 80º 
80º - 90º 
125º - 235º 
0º - 360º E 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
REVALIDAÇÃO DO CURSO DE INSPETOR DE SOLDAGEM N1 0
 
 
Tabela de Marcas Comerciais homologadas pela FBTS 
 
 
SFA 
 
Classificação AWS 
 
Marca Comercial 
 
5.1 E 6010 
 
MGM-10F-S 
EG 6010 
Fleet Weld 5P+ 
OK 22.45P 
FOX 6010 
 
5.1 E 6013 
 
FOX 6013 
MGM-13F-S 
 
5.1 E7018 
 
S 7018 G 
GERDAU 7018 
OK 4804 
FOX EV 50 
OK 48.11 
 
5.1 E7018 / E 7018-1 
 
BR H4R 
KB Schwarz AN 
 
5.1 E 7018-1 
 
Simaouro 50 
FOX EV 50 
OK 55.00 
 
5.1 E 7024 
 
OK 33.80 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 125
 
CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA INSPEÇÃO VISUAL DE JUNTAS SOLDADAS 
 
Junta de Topo 
Considerar inaceitável: 
• Trinca; 
• Falta de Fusão; 
• Falta de Penetração; 
• Concavidade com profundidade maior que 2 mm ou 0,2e, a que for menor (onde “e” é 
a espessura nominal do metal de base); 
• Deposição Insuficiente; 
• Poro Isolado; 
• Porosidade Agrupada; 
• Mordedura na face ou na raiz com profundidade maior do que 1 mm ou 0,4e, a que for 
menor (onde “e” é a espessura nominal do metal de base); 
• Sobreposição; 
• Abertura de Arco; 
• Respingo; 
• Desalinhamento superior a 2 mm; 
• Embicamento ou pré-deformação superior a 5°; 
• Perfuração; 
• Altura do reforço da face e da penetração da raiz acima do especificado na tabela a 
seguir: 
 
Espessura nominal do metal de base Altura máxima 
e ≤ 6,4mm 1,6mm 
6,4mm 25,4mm 4,8mm 
 
 
Juntas de ângulo 
Considerar inaceitável: 
 
• Diferença entre pernas maior que 3,2mm; 
• Dimensões de pernas abaixo do valor mínimo indicado na tabela abaixo: 
 
Espessura nominal da alma Valor mínimo da perna 
e ≤ 9,5mm 9,5mm 
9,5mm 15,9mm 22,0mm 
 
 
 
 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 126
ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
Nome do Aluno: Data: ____/____/_____ 
Nome do Docente: Rubrica do Docente: Nota: 
CROQUI DO CHANFRO COM SUAS DIMENSÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
POSIÇÃO DE SOLDAGEM: ________________________ 
CROQUI DA SEQÜÊNCIA DE PASSES 
 
Nº DE 
PASSE 
Nº DA 
CAMADA 
ELETRODO LARG. DO 
PASSE 
(mm) 
TIPO DE 
CORRENTE 
E POLARID. 
ITENSI-
DADE DE 
CORRENTE 
(A) 
TENSÃO (V) PROGRESSÃO 
DE SOLDAGEM 
 
TEMPERAT. (ºC) 
CLASSIF. 
AWS 
NOME 
COMERCIAL 
DIÂM. 
(mm) 
PRÉ-
AQUECI-
MENTO 
INTER-
PASSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LIMPEZA INICIAL: (MÉTODO UTILIZADO) INSPEÇÃO VISUAL 
DESCONTINUIDADES VERIFICADAS APÓS O ÚLTIMO PASSE: 
 
 
LIMPEZA INTERPASSES: (MÉTODO UTILIZADO) ALTURA DO REFORÇO: mm EMBICAMENTO: 
LAUDO: 
( ) APROVADO ( ) REPROVADO 
 
 ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 
 
 
ACOMPANHAMENTO DE SOLDAGEM 127
 
RELATÓRIO DE NÃO-CONFORMIDADES 
NOME: Nº REG. DATA ____/____/_____ 
ITEM VERIFICADO NÃO CONFORMIDADE