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AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO OBJETIVO DA DISCIPLINA Para alcançar esse conhecimento em tecnologia, trabalharemos os objetivos específicos da disciplina, levando os alunos a: Compreender a terminologia usual de informática; Identificar os elementos que constituem a TI; Entender as implicações do uso das redes e seus elementos, as comunicações no mundo dos negócios, além dos recursos computacionais utilizados na disseminação, interna e externa, da informação na organização: internet, intranet, extranet; Perceber a importância da informação para a organização e a questão da segurança, confiabilidade, compartilhamento e disseminação da informação por meio da TI; Conhecer os principais tipos de sistema de informação que atendam aos diversos níveis hierárquicos e aplicabilidades no ambiente empresarial, - Conhecimento dos conceitos básicos do Microsoft Excel. SUMÁRIO SISTEMA EMPRESARIAL E SEUS SUBSSISTEMAS DEFINIÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ORGANIZAÇÃO COMO SISTEMA DADO, INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E SABEDORIA INDICADORES EMPRESÁRIAS E A INFORMAÇÃO CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM TI INDICADORES DE QUALIDADE DO SISTEMA PROFISSIONAIS DE TI E SEUS RELACIONAMENTOS A TI VERDE O USO DA TI NAS ORGANIZAÇÕES PLANEJAMENTO DOS RECURSOS NA EMPRESA (ERP) COMPUTAÇÃO NAS NUVENS PRÁTICA EM LABORATÓRIO: A PLANILHA ELETRÔNICA DO EXCEL DEFINIÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A Expressão tecnologia da informação (TI) é utilizada para designar o conjunto de recursos não humanos dedicados ao armazenamento, ao processamento e à comunicação da informação, bem como à organização desses recursos em um sistema capaz de executar um conjunto de tarefas. É a Metodologia aplicada a diversos recursos computacionais, que mediam, por redes, hardwares (computadores, impressoras etc.), softwares e outros recursos tecnológicos, informações em tempo real às pessoas, viabilizando negócios, processos e afins por meio de sistemas integrados. SISTEMA EMPRESARIAL E SEUS SUBSISTEMAS EMPRESA - SISTEMA SUBSISTEMAS Visão sistêmica Sistema inter-relacionados organização Produção de produtos e/ou serviços Comercial (marketing) Financeiro Recursos humanos Jurídico/legal SISTEMA EMPRESARIAL E SEUS SUBSISTEMAS Qualquer empresa apresenta, operacionalmente, elementos relacionados às suas atividades internas e externas, e os seus componentes como divisões e áreas. É necessário perceber a empresa sob uma visão sistêmica, como um sistema aberto, social, dinâmico e composto de vários subsistemas em constante interação, entre si e com o meio ambiente. Visão sistêmica significa conseguir enxergar e compreender o todo por meio da análise das partes que o formam, e envolve entender a relação do ambiente interno com o ambiente externo, assim como são passadas as informações. Chiavenato (1979, p. 383) afirma que os “sistemas são conjuntos de elementos dinamicamente inter‑relacionados desenvolvendo uma atividade ou função para atingir um ou mais objetivos ou propósitos”. O sistema dá a ideia de conjunto e reforça a unidade da empresa. A função básica do sistema é a retroalimentação, um ciclo contínuo de levantamento de dados. É IMPORTANTE A TI não se restringe a equipamentos (hardwares), programas (softwares) e redes de comunicação de dados, mas envolve também as pessoas (denominadas peopleware), que estabelecem o planejamento de informática, o desenvolvimento de sistemas, o suporte de software, os processos de produção e operação, o suporte de hardware etc., além de redes que interligam os computadores, a administração de bancos de dados ou outras tecnologias de processamento e comunicação de informações, como a internet. A empresa é um sistema composto de vários subsistemas, entre eles: SUBSISTEMAS • Produção de produtos e/ou serviços: envolve planejamento e controle; engenharia de produtos e/ou serviços; sistemas de qualidade; custos; manutenção • Comercial (marketing): envolve marketing; clientes; pedidos; faturamento; administração de vendas, contratos e distribuição; exportação; pesquisas. • Materiais (logística): abrange fornecedores; compras; estoque; recepção e expedição; importação. • Financeiro: engloba contas a pagar; contas a receber; fluxo de caixa; movimentos bancários; administração do capital • Recursos humanos: compreende a área de recrutamento e seleção; administração de pessoal; folha de pagamento; cargos e salários; treinamento; benefícios; segurança e medicina do trabalho. • Jurídico/legal: abarca as áreas de contabilidade e recolhimentos; ativo fixo ou patrimônio; livros fiscais de entrada e saída São um conjunto de partes que agem de forma interdependente em um todo. O conceito de organização é reunir finanças, recursos humanos, equipamentos e processos, com o objetivo de atingir determinado resultado. A função da organização é determinar o quanto de recursos e quais as atividades serão necessários para atingir os objetivos da empresa, combinando os grupos para que funcionem, atribuindo as responsabilidades a quem irá realizar qualquer atividade, e transferindo para as pessoas a autoridade necessária para a execução de suas atribuições. A organização pode ser considerada um todo corporativo, formado por diversos recursos disponíveis, em que a organização é vista como uma unidade social complexa, na qual interagem grupos sociais. Desse modo, podemos dizer que organização é uma instituição ou associação com objetivos predefinidos. ORGANIZAÇÃO COMO UM SISTEMA Segundo Chiavenato (1985, p. 36): as organizações são propositada e planejadamente constituídas e elaboradas para atingir determinados objetivos, e também são reconstruídas, isto é, reestruturadas e redefinidas, na medida em que os objetivos são atingidos ou na medida em que se descobrem meios melhores para atingi-los com menor custo e menor esforço. Como conceito, Lacombe e Heilborn (2003) definem organização como um grupo de pessoas constituído para, de forma organizada, alcançar um objetivo, e oferecem um caminho que nem sempre possui o mesmo roteiro de entendimento e nem sempre alcança a mesma visão sobre esse assunto. As organizações também vivem em ambientes institucionalizados que condicionam sua estrutura e desenvolvimento. Ideias sobre estilo de gerenciamento, formas de organização, tratamento de empregados e de clientes são institucionalizadas, quando forem moralmente sustentáveis, e manifestam‑se como regras defendidas na estrutura formal. A fonte de legitimação para os arranjos estruturais de uma organização e seus processos está na esfera do ambiente institucional. Há diversas formas de visualizar a empresa, e diversas dessas formas resultam na função do planejamento. Nessa função concentra-se o sistema em dois níveis: • Os relacionamentos de autoridade e a responsabilidade entre os presentes e os futuros membros da empresa, o estabelecimento de grupos de trabalho, proporcionando as atividades intergrupais. • A acumulação de fábrica, maquinaria e equipamento, capital e, mais recentemente, tecnologia, dispondo-as da maneira mais produtiva. Quanto ao método, pode ser considerado a forma de operacionalizar o que está previsto na função da organização. Os métodos buscam facilitar o processo de criação da área de organização, sistemas e métodos (OSM), considerando que os processos representam um conjunto de atividades sequenciais, que mostraram relação lógica entre si, com a finalidade de atender e superar as carências e expectativas dos clientes externos e internos da empresa, sendo o método o verdadeiro controle, já que as atividades não produzem efeito sem controle. Segundo Rocha (1998, p. 8): Define-se OSM como sendo a função mista de Organização e Planejamento, desenvolvendo-se na construção da estrutura de recursos e de operações de uma instituição, assim como na determinação de seus planos, principalmente na definição dos procedimentos, rotinas e métodos. Estruturação sistêmica da organização Chamamos de visão sistêmica conseguir enxergar e compreender o todo por meio daprocessamento Internet das coisas Esse termo retrata um campo em que muitos objetos do dia a dia estarão conectados à internet e se comunicando reciprocamente. São sistemas que, ao conectar coisas animadas ou inanimadas à Internet com identificadores exclusivos, oferecem uma situação que proporciona visibilidade à rede, aos dispositivos e ao ambiente. A Internet das Coisas (IoT) é uma rede de dispositivos inteligentes conectados à internet que coletam, compartilham e processam dados para automatizar tarefas e otimizar processos. Como funciona Os dispositivos IoT capturam informações do ambiente, como temperatura, umidade, consumo de energia ou desempenho de máquinas, e enviam esses dados para servidores na nuvem, onde podem ser analisados em tempo real. Aplicativos e assistentes virtuais permitem que usuários ou sistemas automatizados controlem esses dispositivos remotamente . A comunicação pode ocorrer via Wi-Fi, Bluetooth, redes móveis ou outros protocolos de conectividade Aplicações práticas – Internet das Coisas Domésticas: sistemas de iluminação, termostatos inteligentes, assistentes virtuais, eletrodomésticos conectados Industriais: monitoramento de máquinas, otimização de processos, redução de custos e aumento da eficiência. Cidades inteligentes: gestão de tráfego, iluminação pública, monitoramento ambiental e segurança urbana. Saúde/agricultura: monitoramento remoto de pacientes, irrigação inteligente e controle de condições ambientais Inteligência artificial (IA) A IA, é um ramo de pesquisa da ciência da computação que busca, por meio de símbolos computacionais, construir dispositivos que aparentem a capacidade do ser humano de ser inteligente. O desenvolvimento desse ramo da tecnologia teve início na Segunda Guerra Mundial. Os principais idealizadores foram os cientistas Herbert Simon e Allen Newell, que tinham como objetivo criar um ser que simulasse a vida do ser humano, ao fundarem o primeiro laboratório de IA na Universidade de Carnegie Mellon (Pensilvânia, EUA). O objetivo da IA é fornecer softwares que possam raciocinar sobre as entradas e explicar as saídas de dados. Ela proporciona interações quase humanas com softwares e oferece apoio a decisões para tarefas específicas, mas não é uma substituição aos seres humanos, e sim um grande auxílio para as pessoas. Como a IA funciona A IA combina imensas quantidades de dados com processamento rápido e algoritmos inteligentes, permitindo ao software aprender com padrões ou informações nos dados. Segundo o SAS Institute Inc. (s.d.), ela é um campo de estudo que engloba os seguintes subcampos: Modelos analíticos Uma rede neural Deep learning Computação cognitiva Ela usa métodos de redes neurais, estatística, pesquisas de operações e física para encontrar insights escondidos em dados, sem ser especificamente programada para olhar um determinado lugar ou chegar a uma determinada conclusão. Utilizando IA e computação cognitiva, o objetivo final é que a máquina simule processos humanos através da capacidade de interpretar imagens e fala Utiliza grandes redes neurais com muitas camadas de unidades de processamento, aproveitando-se de avanços no poder computacional e em técnicas de treinamento aprimoradas para aprender padrões complexos em grandes quantidades de dados É um subcampo de IA que almeja uma interação natural e humana com máquinas. Qualidade e segurança da informação Atualmente, a informação é um recurso valioso, importante e fator imprescindível para a integração da empresa, a inovação e a tomada de decisões. Para transformar dados primários em informação é necessário arranjá-los e organizá-los para se tornarem patrimônio de valor. Para isso, a TI é vital e deve ser encarada como um recurso estratégico para a organização. Por meio da organização da informação pode-se chegar a conhecimentos primordiais para a tomada de decisões e a continuidade e desenvolvimento da empresa. Características de uma informação qualificada: • Precisa: não contém erro. • Acessível: possui facilidade de acesso. • Completa: contém o necessário. • Flexível: pode ser manejada com facilidade. • Segura: deve ser garantida. • Verificável: deve ser mensurável. • Veloz: deve ser rápida. • Relevante: deve conter o essencial. • Confiável: deve ser exata O que é segurança da informação? Segurança da informação é um conjunto de práticas e recursos utilizados para proteger sistemas, dados e informações contra o acesso indevido, o ataque de criminosos e o uso impróprio, assim como para prevenir a perda ou o roubo de dados. Nenhuma empresa é capaz de alcançar um nível de controle de cem por cento das ameaças à segurança da informação, especialmente pelo fato de haver uma dinâmica de inovação constante de hardware e software. Mudanças na segurança cibernética vão requerer novos tipos de habilidades para combater ameaças, como ataques cibernéticos ou ações praticadas por hackers (pessoa com interesse e conhecimento nessa área, capaz de fazer hack – uma modificação – em um sistema) e transmissão de vírus que infectam, danificam e roubam informações de computadores e demais bancos de dados on-line. Investimentos em segurança da informação devem ser distribuídos equitativamente entre a prevenção e a detecção e resposta, já que não é possível conter todas as ameaças, mas é necessário saber como superá-las Quais são os princípios da segurança da informação? Segundo Positivo Tecnologia (2017), para entender o que representa a segurança da informação, é necessário conhecer seus princípios básicos: • Confidencialidade: a informação só pode ser acessada e atualizada por pessoas autorizadas e credenciadas. A empresa precisa contar com mecanismos de segurança de TI capazes de impedir que pessoas não autorizadas acessem informações confidenciais, principalmente por má-fé. • Confiabilidade: é o caráter de autenticidade da informação. Deve ser assegurada ao usuário a boa qualidade da informação em que ele estará trabalhando. • Integridade: é a garantia de que a informação sempre estará completa, certa e conservada contra alterações indevidas, fraudes ou até mesmo a sua destruição, sendo possível evitar violações da informação, de forma acidental ou proposital. • Disponibilidade: é a certeza de que a informação estará acessível e disponível para as pessoas autorizadas. Hoje em dia, os mecanismos de acesso remoto tornam possível a disponibilidade da informação a qualquer hora e em qualquer lugar. Esse mecanismo viabilizou o gerenciamento remoto de TI. • Autenticidade: é saber, por meio de registro apropriado, quem realizou qualquer tipo de acesso e efetuou atualizações e exclusões de informações, de modo que haja confirmação da sua autoria e originalidade Principais ameaças à segurança da informação Todo dia surgem novas ameaças à segurança da informação. Elas são bem abrangentes. Podemos destacar: • Falhas: no desenvolvimento, na implementação ou na configuração de mecanismos de segurança em softwares. • Negação de serviço: bloqueio de acesso por hackers. • Phishing: captura de dados para realização de fraudes. • Malwares: roubo ou sequestro de dados por meio de invasões a computadores e bases de dados. • Vírus: danos a sistemas e aplicativos Melhores práticas de segurança da informação As práticas de segurança vão do básico ao sofisticado e dependem do mecanismo adotado pelo gestor de TI. Algumas são tradicionais e conhecidas pela maioria das pessoas, e outras, somente pelos especialistas da área. Com base em Positivo Tecnologia (2017), vamos mostrar as melhores práticas de segurança da informação, descritas da forma mais simples e objetiva: • Detecção de vulnerabilidades de hardware e software: os equipamentos de TI (hardwares) e os sistemas e aplicativos (softwares) passam por uma evolução tecnológica contínua e precisam ser substituídos periodicamente. Sua aquisição tem que levar em conta aspectos técnicos e de qualidade, e não apenas o quesito preço. • Cópias de segurança(backup): mecanismo indispensável para garantir a disponibilidade da informação caso as bases de armazenamento sejam danificadas ou roubadas. O backup pode ser armazenado em dispositivos físicos como servidores de backup, CD, pen drive, HD externo, nuvem. • Eficácia no controle de acesso: temos mecanismos físicos, lógicos ou uma combinação destes para o controle de acesso à informação. • Política de segurança da informação: documento que estabelece orientações de comportamento para os colaboradores da organização no que tange às regras de uso dos recursos de TI. • Decisão pela estrutura de nuvem pública/privada/híbrida: uma das formas mais desenvolvidas para garantir a segurança da informação é a utilização de uma estrutura de computação em nuvem. • Gestão de riscos: conhecer as principais fontes de risco é o ponto de partida para mapear as situações que podem configurar ameaças à segurança da informação e para tornar possível o desenvolvimento de boas práticas de gestão de riscos. Segurança dos sistemas de informação A avaliação de riscos (ou análise de riscos) é provavelmente a parte mais complicada da implementação da norma ISO 27001. Ao mesmo tempo, essa avaliação (e tratamento) de riscos é a etapa mais importante no início do projeto de segurança da informação, pois define os fundamentos para a segurança da informação em sua organização. De acordo com a norma ISO 27002, a segurança da informação eficaz reduz riscos, protegendo a organização das ameaças e vulnerabilidades e, assim, reduzindo o impacto aos seus ativos. A questão é: por que ela é tão importante? A resposta é bem simples, embora não compreendida por muitas pessoas: a principal filosofia da norma ISO 27001 é identificar incidentes que poderiam ocorrer, e avaliar os riscos, e então encontrar formas apropriadas de evitá-los. Deve-se avaliar cada risco e focar nos mais importantes. A família de padrões da information security management system (ISMS) conforme Palma (2014), consiste nas seguintes normas internacionais: • ISO/IEC 27000: sistemas de gerenciamento de segurança da informação – visão geral e vocabulário. • ISO/IEC 27001: sistemas de gerenciamento de segurança da informação – requisitos. • ISO/IEC 27002: código de práticas para controles de segurança da informação. • ISO/IEC 27003: orientação para implementação do sistema de gerenciamento de segurança da informação Conceitos básicos do Excel O Excel é um programa de planilha eletrônica desenvolvido pela Microsoft e incluído no Pacote Office para Windows, que pode ser utilizado para calcular, armazenar e trabalhar com lista de dados, fazer relatórios e gráficos, e é recomendado para planejamentos, previsões, análises estatísticas e financeiras, simulações e manipulação numérica em geral. Por ser um programa escrito para Windows, tem acesso a todas as funções que o ambiente proporciona – por exemplo, a troca de dados entre aplicativos (Word, PowerPoint etc.). A planilha eletrônica é um conjunto de colunas e linhas, cuja intersecção é chamada de célula. Cada célula possui um endereço único ou referência. Com esse programa é possível formatar e desenvolver planilhas, com custos de implantação de projetos, demonstração de despesas, análise de gráficos, entre muitas outras funções disponíveis. A função principal do Excel é criar fórmulas e inserir cálculos, além de permitir organizar os dados e configurar diversos tipos de gráficos. PRÁTICA EM LABORATÓRIO: PLANILHA ELETRÔNICA DO MICROSOFT EXCEL image1.jpeg image2.png image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image19.png image20.png image21.png image22.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image23.pnganálise das partes que o formam, e entender como funcionam e se integram seus processos de obtenção, transformação e entrega de seus serviços, produtos e informações ao mercado e, principalmente, aos seus próprios clientes. Sistema é um conjunto de elementos interdependentes, que interagem de forma organizada para alcançar um objetivo. Existem distintas definições, porém a ideia de sistema compreende: • um conjunto de entidades chamadas de partes ou elementos; • a presença de alguma relação ou interação entre as partes. 15 Os parâmetros (ou componentes) dos sistemas são: • Entrada (input): compreende os recursos físicos e abstratos de que o sistema é feito, incluindo todas as influências que ele recebe do ambiente. Essa importação de energia, informações ou materiais permite a renovação das organizações. • Processamento ou transformação (throughput): refere-se a como a organização transforma a energia disponível em resultados, ou seja, como ela processa seus insumos e os transforma em produtos e serviços. • Saída ou resultado (output): são os produtos do sistema (produtos e serviços para os clientes, salários e impostos, lucro dos acionistas, poluição etc • Retroalimentação (feedback): é o retorno da informação, a realimentação do sistema, que permite corrigir desvios ou ainda reforçá-lo. O feedback visa manter o desempenho de acordo com o padrão escolhido. • Ambiente (environment): é o conjunto de todos os fatores que possam ter alguma influência sobre a operação do sistema. As fronteiras de um sistema são as condições ambientais em que ele deve operar. Quanto à constituição, os tipos mais comuns de sistemas são: • Físicos ou concretos: coisas reais – equipamentos, objetos, hardware etc. • Abstratos: só existem no plano das ideias – conceitos, planos, filosofia, softwares etc. Quanto à interação com o ambiente: • Fechados: são herméticos, não trocam energia com o ambiente. A rigor, não existem sistemas fechados na acepção exata do termo Abertos: apresentam relações de intercâmbio com o ambiente, são adaptativos, trocam matéria e energia regularmente, por inúmeras entradas e saídas. O sistema e o ambiente são inter‑relacionados e interdependentes INDICADORES EMPRESARIAIS E A INFORMAÇÃO A busca contínua por melhoria no desempenho corporativo leva as companhias a investir na geração de indicadores de desempenho. A concorrência viva, as mudanças constantes do mercado, o ingresso de novas tecnologias e a maior exigência por parte do público consumidor compõem barreiras a serem vencidas por meio do aumento do desempenho organizacional. Conforme Rezende (2013, p. 18): Num nível mais concreto, os indicadores devem ser entendidos como variáveis. Uma variável é uma representação operacional de um atributo (qualidade, característica, propriedade) de um sistema. A variável não é o próprio atributo ou atributo real, mas uma representação, imagem ou abstração deste. Aumento da eficiência Eficiência é atingir o resultado com o mínimo de perda de recursos versus a produtividade da equipe. Ela possui foco interno e refere-se aos custos envolvidos. Ocorre quando algo é realizado da melhor maneira possível com menos desperdício ou em menor tempo. Eficácia diz respeito a chegar ao destino. É expressa pelo alcance de metas independentemente dos custos implicados. Possui foco externo e refere-se aos resultados. Podemos entender a eficácia como a ação que produz os efeitos desejados. Indicadores estratégicos, táticos e operacionais O planejamento estratégico tático e operacional por meio de indicadores de desempenho serve para detectar padrões e tendências na sua área de atuação, o que pode se converter em novas oportunidades de negócio. O estabelecimento de um sistema de gestão de indicadores de desempenho tem duas finalidades: planejar e controlar o destino da organização. O planejamento estratégico, tático e operacional deve determinar o que se espera para o futuro da empresa e, na sequência, monitorar os dados para ver se a empresa continua no caminho certo. Os indicadores são compostos de: • Índice: representa a unidade de medida dos indicadores. • Referencial comparativo: índice utilizado como padrão de comparação com outros indicadores, internos ou externos. • Meta: índice definido como ponto a ser alcançado em um futuro determinado. As metas são constituídas por três componentes: objetivo, valor e prazo. • Fórmula de obtenção do indicador: metodologia utilizada para que o índice seja acurado. Indicadores estratégicos Indicadores estratégicos são subordinados ao planejamento estratégico da empresa e delimitam seu futuro, além dos dez ou até mesmo vinte anos. Por isso, estão ligados à missão e à visão da empresa. A missão é o propósito de existir da empresa e diz os motivos pelos quais ela foi criada. Os indicadores estratégicos são relacionados em análises iniciais das condições interna e externa da empresa: • Internamente, questões como modelo de negócio, diferenças da empresa em relação à concorrência, sua capacidade de inovação e capital intelectual são avaliadas. • Externamente, são analisados os concorrentes, a situação econômica do país, políticas da área de atuação da empresa, legislações e outras variáveis que atingem sua atividade. Indicadores táticos Depois de saber o que a empresa quer para, no mínimo, os próximos dez anos, o próximo passo é determinar como cada área vai contribuir para que esses objetivos sejam atingidos. São então identificadas as metas gerenciais, de médio prazo. O planejamento tático corresponde a um plano de ação a ser levado a cabo num prazo de dois a cinco anos e deve estar completamente alinhado ao planejamento estratégico. Repetindo o exemplo anterior, suponhamos que o objetivo da empresa, a longo prazo, seja tornar-se líder mundial no mercado de cafés orgânicos. No nível tático, deve-se questionar o que pode ser feito para que esse objetivo seja atingido. Primeiro, aumentar a produção de modo que ela atenda à demanda; segundo, contratar uma equipe de vendedores maior; e assim por diante. Indicadores operacionais Os indicadores operacionais também são chamados de curto ou curtíssimo prazo, geralmente diários, semanais ou mensais. Eles estão estreitamente ligados aos processos e à operação da empresa como um todo. Os indicadores operacionais são atribuídos às pessoas, envolvendo cada colaborador da empresa de modo que ele contribua para os objetivos estratégicos da organização. Método Smart Ao adotar as melhores práticas para medição de resultados, temos a maneira mais eficaz de integrar a cultura da gestão por indicadores de desempenho e obter o melhor que a empresa pode gerar. Esse deve ser o objetivo ao se determinarem os indicadores estratégicos, táticos e operacionais de desempenho, com o uso do método Smart para definir os indicadores de desempenho que permitem que as atenções sejam direcionadas àquilo que é realmente importante para a empresa. O método Smart, criado por Peter Drucker, é um acrônimo, uma palavra formada pelas iniciais dos termos, em inglês: specific (específico), measurable (mensurável), attainable (atingível), relevant (relevante) e time-based (temporal). Vejamos um pouco mais sobre esse acrônimo que dá nome ao método. Tecnologia para aperfeiçoar a gestão de indicadores A pequena empresa pode começar com poucos indicadores de desempenho, mas à medida que a organização vai crescendo, o número de indicadores aumenta extraordinariamente, e com isso a necessidade de planejar e controlar processos, pessoas e variáveis internas e externas. E fazer tudo isso à mão fica impraticável. Por isso, uma das práticas que podemos orientar é o uso de tecnologias da informação que auxiliem a identificar, mensurar e analisar os indicadores da empresa. Uma delas é o sistema de gestão do desempenho. Um sistema de gestão do desempenho é uma solução completa, que ajuda desde o planejamento estratégico até a desagregação deste nos planos tático e operacional. Com ele, a empresa é capaz de estruturarsuas estratégias e constatar quais são os indicadores mais importantes para cada circunstância, ilustrando os resultados de forma gráfica, obtendo uma visão completa do desempenho organizacional. DEFINIÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO O Sistema de Informação Empresarial (SIE) é uma combinação estruturada de recursos humanos, tecnológicos, procedimentos e dados organizados para coletar, processar, armazenar e distribuir informações dentro de uma organização. Um SIE transforma dados brutos (como números de vendas, horas trabalhadas ou estoque) em informações úteis e contextualizadas para apoiar as operações rotineiras e a tomada de decisões estratégicas. FINALIDADE Apoio à decisão: Fornecer relatórios e análises precisas para gestores em todos os níveis. Eficiência operacional: Automatizar tarefas repetitivas e otimizar fluxos de trabalho. Integração de processos: Conectar diferentes setores (financeiro, RH, compras, vendas) em um único fluxo de dados. Vantagem competitiva: Identificar tendências de mercado, comportamentos de clientes e gargalos internos. CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS Integração: Compartilhamento centralizado de dados entre departamentos. Flexibilidade e escalabilidade: Capacidade de se adaptar ao crescimento e às mudanças da empresa. Segurança da informação: Controle de acesso por níveis de usuário e proteção de dados sensíveis. Acessibilidade e confiabilidade: Dados atualizados e disponíveis no tempo certo para quem precisa. • Sistemas do nível operacional (SNO): • Sistemas do nível de conhecimento (SNC): • Sistemas de informação gerenciais (SIG) • Sistemas de nível estratégico (SNE): CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS temos quatro tipos principais de sistemas que atendem a diversos níveis organizacionais: • Sistemas do nível operacional (SNO): São os sistemas integrados que atendem ao nível operacional, realizando transações rotineiras como vendas, compras, contas bancárias, fluxos de matérias-primas . Têm como objetivo coletar, armazenar, processar e distribuir dados das diversas transações realizadas na empresa. Objetivo Principal Responder a perguntas de rotina e acompanhar o fluxo de transações ao longo da empresa (ex.: "Quantos produtos temos no estoque hoje?", "A fatura do cliente X foi paga?", "Qual o registro de ponto do funcionário Y?"). Principais Características Alto Volume e Velocidade: Processam centenas ou milhares de operações simples diariamente. Padronização: As tarefas são altamente repetitivas e seguem regras fixas bem definidas (pouca ou nenhuma subjetividade). Precisão e Confiabilidade: Falhas no SNO interrompem o negócio imediatamente (ex.: se o sistema do caixa cai, a loja não vende). Alimentadores do Sistema: São os SNOs que geram a base de dados bruta utilizada depois pelos níveis superiores (gerencial e estratégico). • Sistemas do nível de conhecimento (SNC): São sistemas que Envolvem a automação de escritório a fim de controlar o fluxo de documentos. Eles Coordenam e comunicam diversas unidades da empresa, seus colaboradores e fontes externas, como clientes e fornecedores. Objetivo Principal Ajudar a organização a descobrir, criar, gerenciar e distribuir conhecimento, garantindo que as inovações, documentos técnicos e novos processos sejam integrados ao fluxo de trabalho para manter a empresa competitiva. Principais Características Foco na Inovação e Criação: Diferente do nível operacional (que apenas registra transações), o SNC foca em criar ou aperfeiçoar ideias, projetos e processos. Ferramentas Especializadas: Exigem alto poder de processamento gráfico e computacional (como modelagem 3D e renderização). Integração do Saber: Garantem que o conhecimento técnico da equipe não se perca e seja compartilhado com o restante da organização. • Sistemas de informação gerenciais (SIG) São sistemas que atendem atividades de controle, tomada de decisões e procedimentos administrativos dos gerentes médios, e dão suporte ao nível gerencial por meio de relatórios, processos correntes, apoiando o planejamento, controle e decisão; Objetivo Principal Converter o grande volume de dados brutos operacionais em relatórios consolidados, resumos e indicadores estruturados para apoiar gestores, gerentes de setor e supervisores no acompanhamento das metas e na tomada de decisões de médio prazo. Principais Características Foco no Nível Tático: Atende gerentes, chefes de equipe e coordenadores de departamento. Informações Estruturadas e Periódicas: Produz relatórios agendados (diários, semanais, mensais) sobre o desempenho interno da empresa. Orientação para o Presente e Passado recente: Avalia o progresso em relação às metas estabelecidas Integração de Dados: Coleta e consolida informações vindas diretamente dos sistemas operacionais (SNO/SPT). • Sistemas de nível estratégico (SNE): São sistemas que ajudam a alta direção da empresa a enfrentar problemas e o curso das tendências, tanto no ambiente externo como interno da empresa, ajudando os executivos a criar estratégias de longo prazo para acompanhar as tendências do mercado. Objetivo Principal Ajudar a alta gestão a enfrentar decisões não estruturadas e de longo prazo, combinando dados consolidados de dentro da empresa com informações cruciais do ambiente externo (mercado, legislação e concorrência). Principais Características Foco na Alta Liderança: Projetados para diretores, presidentes e conselhos administrativos. Integração Externa e Interna: Consomem resumos das operações internas e cruzam com dados externos (taxas de juros, ações dos concorrentes, mudanças na legislação). Interface Gráfica e Sintética: Utilizam dashboards visuais com gráficos dinâmicos Decisões Não Estruturadas: Lidam com cenários onde não existem respostas exatas ou regras pré-definidas. Os sistemas de informação também podem ser classificados de diferentes maneiras: • Por níveis organizacionais: os principais sistemas de informação organizacionais são: - Sistemas de informações por departamento ou áreas: são sistemas desenvolvidos para as áreas departamentais de uma organização. Eles podem funcionar independentemente ou interconectados. - Sistemas de informações empresariais: são um conjunto de sistemas departamentais, combinados com outros aplicativos. - Sistemas interorganizacionais: são sistemas de informações fazendo a interligação de diversas empresas, envolvidas em redes, alianças e outros relacionamentos, como na relação comprador/fornecedor, participantes de joint-ventures etc. • Por áreas funcionais: os principais sistemas de informação funcionais são: sistema de informação contábil; sistema de informação financeiro; sistema de informação industrial; sistema de informação de vendas e marketing; - sistema de informação de recursos humanos. Impacto dos sistemas de informação Atualmente, a tecnologia está preocupada em apoiar as decisões por meio de informações, ao contrário do simples processamento de dados, não ficando restrita ao fornecimento e processamento das informações. Seu benefício está direcionado para a viabilização das estratégias do negócio, adicionando valores a produtos e serviços. A informação é um dos recursos mais importantes de uma organização e deve ser gerida com grande determinação, visto que leva à tomada de decisões que comprometem o futuro da organização. A informação é o resultado do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (humano, animal ou máquina) que a recebe. DADO, INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E SABEDORIA Primeiro vamos entender os conceitos: • Dado: uma informação bruta são registros soltos, aleatórios, sem análise e que ainda não passaram por nenhum processo e nenhuma organização para serem utilizados. Existem dois tipos de dados: estruturados e não estruturados. • Informação: é o dado já processado, a estruturação ou organização desse dado, em que já se tem algum tipo de organização, e será utilizado para qualquer tipode conceito, tanto qualitativo como quantitativo. • Conhecimento: dá-se a partir do momento em que a pessoa passa a utilizar a informação adquirida, por meio da interpretação, transformando-a em conhecimento. • Sabedoria: é a capacidade do homem de conhecer seus erros e corrigi-los, e de colocar em prática o que apresenta de conhecimento, tanto na vida pessoal como na profissional. A sabedoria é a capacidade para julgar corretamente quando, como, onde e com que objetivo se aplica o conhecimento adquirido. DADO, INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E SABEDORIA NA EMPRESA ATRIBUTOS DE QUALIDADE DA INFORMAÇÃO Toda informação que circula em uma empresa — seja um relatório financeiro, um e-mail entre equipes ou uma instrução de trabalho na fábrica — precisa idealmente seguir esses princípios (Pilares)? Toda informação que circula na empresa deve ser? INFORMAÇÃO: Aqui está o detalhamento de como esses seis pilares funcionam na prática ? ATUAL Aderente à realidade, em decorrência da velocidade da inovação tecnológica, da economia e da cultura, criando novos padrões de comportamento e negócio. A informação reflete a realidade do momento exato e não contém erros numéricos ou de fato. Em uma empresa refere-se aos dados processados e contextualizados que refletem o estado presente do negócio, de seus processos e do mercado, entregues em tempo útil para tomada de decisão. Principais Características Tempestividade: Disponibilizada no momento exato em que a decisão precisa ser tomada, sem atrasos que a tornem obsoleta. Acurácia e Precisão: Livre de erros e alinhada à realidade operacional e financeira no instante da consulta. Relevância: Diretamente conectada ao contexto estratégico ou operacional da empresa, descartando ruídos. Dinamismo e Atualização Contínua: Sofre alterações constantes à medida que novas transações ou eventos ocorrem. Integridade: Apresenta uma visão completa da situação, sem omitir dados críticos que possam distorcer a análise. CORRETA É necessário saber o que fazer com as informações coletadas, o que pode ser desprezado e o que é relevante. É o dado processado que representa a realidade de forma exata, precisa e confiável, livre de erros, distorções ou ambiguidades, servindo como base segura para a tomada de decisão. Principais Características Exatidão: Corresponde fielmente aos fatos, números ou eventos reais sem divergências. Consistência: Mantém a mesma validade e sentido em diferentes sistemas, relatórios ou departamentos da empresa. Verificabilidade: Pode ser auditada, comprovada e rastreada até sua fonte original. Clareza: É apresentada de forma unívoca, sem dar margem a interpretações dúbias ou incorretas. Completude: Contém todos os elementos necessários para o seu entendimento, já que a omissão de partes essenciais pode torná-la incorreta por falta de contexto. RIGOROSA A informação deve ser específica com o que ela está informando. Informação rigorosa é o dado processado sob critérios estritos de precisão, metodologia científica ou técnica e conformidade a padrões estabelecidos, garantindo exatidão minuciosa e ausência de ambiguidades em cenários críticos. Principais Características Alta Precisão e Detalhamento: Vai além do mero "estar correto", apresentando métricas detalhadas, margens de erro explicitadas e casas decimais exatas quando necessário. Metodologia Padronizada: Coletada, tratada e apresentada seguindo regras formais, padrões regulatórios (como ISO, IFRS ou LGPD) ou protocolos científicos consolidados. Rastreabilidade e Auditabilidade: Cada etapa da sua geração pode ser reconstruída para validar como o dado final foi alcançado. Consistência Lógica: Ausência de contradições internas ou falhas de premissa em toda a sua estrutura analítica. Objetividade Estrita: Isenta de inferências pessoais, viés cognitivo ou estimativas sem fundamentação empírica. RELEVANTE Refere-se ao que é importante, ao que é indispensável; é qualquer uma das informações gerenciais com potencial para afetar a decisão que o gerente irá tomar em relação a uma informação Informação relevante é o dado processado que possui valor estratégico e pertinência direta para o receptor, sendo essencial para resolver um problema específico, direcionar uma ação ou atender a uma necessidade de tomada de decisão. Principais Características Pertinência Contextual: Está diretamente relacionada ao objetivo, meta ou problema que o gestor ou colaborador está tentando resolver no momento. Poder de Influência: Capacidade real de alterar, modificar ou embasar uma decisão, agregando valor ao processo em andamento. Filtragem de Ruídos: Elimina o excesso de dados supérfluos ou secundários (informações acessórios), focando apenas no que é decisivo. Adequação ao Destinatário: É customizada para o nível de quem a consome (estratégico, tático ou operacional), respondendo exatamente às perguntas necessárias daquele público. Oportunidade (Timing): Surge no momento em que faz diferença prática; uma informação excelente que chega tarde perde sua relevância. DISPONÍVEL A informação deve estar disponível no momento em que se precisa dela, não pode haver atrasos. Informação disponível é o dado processado e organizado que se encontra acessível aos usuários autorizados no momento em que necessitam, estando pronta para consulta, análise ou utilização nos sistemas e canais da empresa. Principais Características Acessibilidade: Pode ser localizada e recuperada com facilidade por quem possui os privilégios de acesso adequados. Prontidão de Uso: Encontra-se em formato útil e imediatamente consumível, sem barreiras técnicas ou burocráticas excessivas. Segurança e Controle de Acesso: Está acessível para as pessoas certas, protegida por políticas de governança para evitar vazamentos ou uso indevido. Interoperabilidade: Conecta-se e circula entre diferentes sistemas e plataformas da organização (como ERP, CRM ou bancos de dados). Visibilidade e Encontrabilidade: É devidamente indexada e catalogada, permitindo que os colaboradores saibam que ela existe e onde encontrá-la. ORGANIZADA É fundamental para otimizar a eficiência e a tomada de decisões. Informação organizada é o conjunto de dados processados que passou por um processo de estruturação, ordenação, categorização e padronização, tornando-se compreensível, facilmente localizável e pronto para o processamento ou tomada de decisão. Principais Características Estruturação e Padronização: Segue modelos, formatos, nomenclaturas e taxonomias bem definidos (como tabelas, metadados e bancos de dados relacionais). Categorização e Classificação: Agrupa-se por critérios lógicos (como departamento, data, tipo de cliente ou prioridade), eliminando o caos de dados dispersos. Fácil Localização (Encontrabilidade): Permite buscas ágeis através de índices, chaves primárias, tags ou diretórios intuitivos. Coerência e Relacionamento: Conecta-se de forma lógica com outros conjuntos de informação dentro da empresa (ex.: relacionar o histórico do cliente às suas faturas). Redução da Carga Cognitiva: Apresenta-se em formatos visuais ou estruturados que facilitam a leitura e a interpretação rápida por parte dos gestores. Níveis de classificação das informações nas organizações • RESTRITA: • CONFIDENCIAL: • PÚBLICA: • DE USO INTERNO: As informações confidenciais são aquelas que, se divulgadas interna ou externamente, podem acarretar para a empresa grandes perdas financeiras, problemas de imagem, de competitividade etc. São informações estratégicas que devem estar disponíveis apenas para grupos limitados de colaboradores, precisam ser protegidas contra acessos internos e externos indevidos. Informações de uso interno são aquelas que não podem ser divulgadas para pessoas de fora da organização, mas que, caso isso aconteça, não há possibilidade da ocorrência de um grande prejuízo à organização. São dados que não necessitam de proteção sofisticada contra vazamentos, pois podem ser de conhecimento público. Pública Informações de livre acesso aopúblico externo e imprensa sem prejuízo à empresa. Uso Interno Dados voltados para a operação diária da empresa, compartilhados entre colaboradores. Confidencial Ativos altamente sensíveis restritos a equipes específicas. Divulgação gera danos sérios. Restrita / Secreta Informações de nível estratégico máximo e dados pessoais sensíveis. Acesso ultrarrestrito. Níveis Padrão de Classificação Classificação e definição das informações Fazer a classificação das informações, aos níveis de acesso, é um dos passos da segurança que sua empresa precisa tomar. A classificação das informações reside na definição de níveis de proteção que cada uma deve receber. Por exemplo, os relatórios financeiros da sua empresa devem ter um nível de proteção maior do que a lista de números de telefone internos dos departamentos ou pessoas. A classificação da segurança da informação serve para garantir que nenhum dado seja divulgado impropriamente e que apenas as pessoas que têm direito recebam acesso à informação. A classificação da informação faz parte da norma ISO 27001. A norma é considerada a principal diretriz de segurança da informação e recomenda que as informações sejam classificadas de acordo com seu valor, criticidade, requisitos legais e sensibilidade. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM TI (PETI) Precisamos lembrar que o domínio da TI pode ser um pouco mais complexo, pois, há algum tempo, o departamento de TI se tornou uma área extremamente influente nas organizações, e isso porque todas as outras áreas de uma empresa vão ao encontro da TI. Pode-se afirmar que o papel da TI no desenvolvimento e execução de estratégias de negócios tem crescido muito na era da informação digital. Especialistas concordam que um PETI começa com uma estratégia de negócio que já considera a TI. Somente então os gestores de TI conseguirão construir seus próprios planejamentos funcionais para apoiar a estratégia do negócio. Afinal, é papel do gestor de TI manter o posicionamento estratégico entre as práticas de TI e os objetivos do negócio. Qual é o objetivo do PETI? Ao montar um PETI, o objetivo deve estar alinhado com os objetivos da organização. Por exemplo: incentivar a colaboração entre áreas, encontrar vantagens competitivas, ou otimizar processos e mitigar custos. Para isso, é necessário levar em consideração alguns pontos: • metas com programações diferentes devem ser estabelecidas; • a infraestrutura de TI deve ser ajustada a diferentes tendências e processos da empresa; • aumentos na produtividade devem ser estimulados INDICADORES DE QUALIDADE NOS SISTEMAS É impossível conhecer o rendimento da área de TI sem realizar a avaliação periódica da área, pois sem uma avaliação você não tem como saber se a TI vem cumprindo seus objetivos e colaborando com os resultados da empresa. No entanto, traçar metas e objetivos para essa área não é tarefa fácil. Muitos gestores acabam focando mais nas ações internas, estabelecendo metas que dizem respeito somente à atuação do setor de TI. O ideal é uma combinação entre metas operacionais e estratégicas, que seja capaz de demonstrar a dimensão e o impacto das ações da TI nos resultados da organização Métricas versus indicadores de desempenho Métricas são números absolutos, que traduzem a eficiência e eficácia da área, e estão ligados a tarefas internas para o funcionamento do setor. As métricas são representadas por números (valores absolutos), medidas, volumes etc. Para o setor de TI, uma métrica que pode e deve ser utilizada é a quantidade de atendimentos feitos por um determinado período, que pode ser mensal, quinzenal, semanal ou diário. Os indicadores de desempenho estão mais ligados ao negócio. Eles representam a forma como o setor contribui para o resultado da empresa. Geralmente, os indicadores são representados por percentuais Principais métricas e indicadores de desempenho para o setor de TI: • Métricas - Atendimento aos chamados: tem o papel estratégico no desenvolvimento de soluções para viabilizar o negócio, e é fato que uma das principais atividades da TI é o atendimento de demandas. Nível de satisfação: Isso é muito importante para saber como está a qualidade dos serviços prestados pela área. O ideal é que você tenha um aplicativo para registrar a abertura, o fluxo de atendimento e a avaliação final do usuário. Assim, pode gerar um relatório estatístico que permita uma visão global sobre o atendimento da área. - Prazos de entrega: A medição pode ocorrer do momento em que há a primeira reunião de apresentação até a entrega do produto final. • Indicadores de desempenho - Capacidade de produção: o indicador mede o que a área é capaz de produzir em um intervalo de tempo predeterminado. - Produtividade da equipe: a produtividade está ligada à eficiência dos processos da TI, medindo a proporção de recursos empregados em relação à entrega de soluções. - Qualidade da entrega: a qualidade dos serviços prestados está relacionada à capacidade de produzir resultados de acordo com os objetivos da TI PROFISSIONAIS DE TI E SEUS RELACIONAMENTOS A área de informática, nos últimos anos, foi marcada pelo grande desenvolvimento tecnológico em vários segmentos. A associação dos computadores com as mais diversas áreas e os recursos de informação originaram a revolução tecnológica em que vivemos, promovendo alterações no modo de vida das pessoas por meio de soluções de informática em praticamente todas as áreas da vida. Essas transformações proporcionaram o surgimento de profissões novas no campo da informática. Sendo assim, é de suma importância analisar o desempenho dos profissionais de informática quanto aos seus relacionamentos com os demais profissionais. Habilidade de comunicação desses profissionais é essencial para a qualidade do serviço. Quanto melhor a comunicação, melhor será a impressão transmitida ao cliente ou aos demais setores da empresa. Na área de informática, os funcionários têm um péssimo desempenho quando o assunto é comunicação. Um dos fatores agravantes na profissão de informática está na fase de levantamento de requisitos, implantação e treinamento de um software; assim como na assistência ao usuário, a capacidade de comunicação do profissional é determinante para o sucesso ou fracasso dos projetos. Como não poderia deixar de ser, o profissional da informação, à medida que conquistou importância, também incorporou responsabilidades, como a de manter o bom funcionamento e a integração dos sistemas eletrônicos. Profissional de Informática=Profissional da informação É necessário ao profissional desenvolver? Relacionamento interpessoal Trabalho em equipe Domínio de idiomas Abertura para inovações Visão de negócios Hoje em dia, é importante saber se relacionar com outros colaboradores da organização. O relacionamento interpessoal é fundamental para o bom convívio no trabalho. E extremamente importante se relacionar bem com todas elas, saber motivar os colegas, evitar conflitos e, principalmente, conversar Na área de tecnologia, saber inglês é fundamental. A maioria das empresas hoje exige algum conhecimento em inglês, lembrando que para algumas vagas é exigido, no mínimo, inglês avançado Basicamente, é sair da zona de conforto e pensar fora da caixa. A tecnologia evolui muito rapidamente e surgem, a todo momento, coisas novas. Além do conhecimento técnico, as empresas sempre querem que o profissional tenha alguma visão de negócio para que a tecnologia seja aplicada de maneira estratégica. 4 TI VERDE A TI verde é um conjunto de práticas e estratégias voltado para o uso sustentável e consciente da tecnologia da informação, com foco em eficiência energética, redução de lixo eletrônico e descarte adequado de equipamentos. O conceito de TI verde pode ser entendido como: O estudo e a prática de projetar, produzir, utilizar e descartar computadores, servidores e subsistemas associados – tais como monitores, impressoras, dispositivos de armazenamento e sistemas de rede e comunicação – de forma eficiente e eficaz,com o mínimo ou nenhum impacto ao meio ambiente (MURUGESAN, 2008, p. 25) Principais Práticas Eficiência energética: Reduzir o consumo de luz em servidores, computadores e data centers. Descarte correto: Reciclar e dar destino seguro a peças e aparelhos velhos para evitar materiais tóxicos no ambiente. Maior vida útil: Usar os equipamentos por mais tempo e consertar o que for possível antes de trocar A forma mais simples é a implementação do TI verde tático (com vantagens significativas, porém limitadas). Pode-se verificar a redução do consumo de energia elétrica com o desligamento dos monitores que não estejam em uso, o que representa 50% do total dos gastos com energia elétrica. Nas práticas de TI verde estratégico, pode-se substituir computadores convencionais por blade PCs, equipamentos que possibilitam ficar na mesa do usuário apenas o teclado, o mouse, o monitor e uma pequena caixa responsável pela conexão desses periféricos. No nível mais radical, o deep IT (TI verde a fundo), temos como exemplo as seguintes ações: desde o planejamento do datacenter, o consumo de energia alternativa (como a solar), a construção de datacenters de acordo com as normas e exigências ambientais, o uso da virtualização de servidores, a gestão do consumo elétrico gerado pelo resfriamento de equipamentos, até a extensão de medidas para o cotidiano dos funcionários TI verde e as empresas Quando se trata do mundo corporativo, a TI verde tem se concentrado em alguns pontos com foco no resultado esperado com o emprego das medidas e ações ecológicas. Um conjunto de práticas nos três níveis torna-se interessante para as empresas, pois a aplicação de ações de TI verde traz a redução de custos com energia elétrica bem como as iniciativas de responsabilidade socioambiental da instituição. Assim, pode-se agrupar as ações em virtude destes resultados: • Redução do consumo de energia elétrica e das emissões de carbono. • Atualização de sistema operacional e hardware, que, hoje, são os principais pontos que visam tanto à redução do consumo de energia elétrica quanto das emissões de carbono. • Virtualização de servidores, com a utilização de software que emula uma máquina virtual como um servidor físico, criando, assim, um ambiente isolado e independente da máquina real. A sociedade e o lixo eletrônico (e-lixo) E-lixo é um termo usado para qualquer equipamento eletrônico que perdeu sua vida útil e, consequentemente, foi jogado fora. Podemos citar como exemplo um computador desktop, um monitor, um celular ou um tablet. Outro possível sentido para e-lixo seria, para todos os equipamentos eletrônicos que não atingem seu propósito, um produto que não consegue mais satisfazer às necessidades de seu dono. Os produtos eletrônicos possuem em sua estrutura metais pesados e compostos químicos como mercúrio, chumbo, cádmio, entre outros, que podem afetar todas as formas de vida e causar, entre diversos males, anemia, câncer, problemas nos rins e pulmões, além de afetar o sistema nervoso e reprodutivo, podendo levar à morte. Existe uma série de práticas para o tratamento adequado do e-lixo, como o descarte correto em organizações que podem tratá-lo sem impactos significativos ao meio ambiente, a doação de produtos eletrônicos em bom estado e o uso consciente de novos produtos, evitando o consumismo supérfluo de tendências A TI trouxe novas necessidades que precisam ser levadas em consideração, já que os recursos de computação, em sua maioria, agridem o meio ambiente. Um dos fatores mais vistos pelas empresas é o aumento no consumo de energia elétrica; quanto mais recursos de computação são utilizados, mais energia é gasta. Logo, mais produção de energia é necessária. Os meios de produção mais utilizados agridem o meio ambiente, pois, à medida que o país foi se modernizando, o setor energético brasileiro foi se desenvolvendo. Outro ponto importante é que não basta somente saber usar recursos de TI, é necessário o gerenciamento do uso desses meios. Acima do gerenciamento dos recursos está a produção deles. Em geral, a produção de recursos de TI não é nada saudável para o meio ambiente, pois os insumos para sua fabricação causam muita agressão ao meio ambiente, tal como as partes dos produtos em si. Assim, os recursos de TI acarretam algumas desvantagens. Considerando as desvantagens dos recursos de TI é que surge a TI verde. Também conhecida como green IT, a TI verde tem como propósito diminuir os danos causados pelos recursos de TI ao meio ambiente, mas mantendo suas vantagens. Tem como uma de suas finalidades, inclusive no nível de produção, empregar recursos com um melhor ajuste às circunstâncias em que estão sendo informatizados e melhor administrá-los. Desenvolvimento sustentável O desenvolvimento sustentável equivale a manter o desenvolvimento econômico e social reduzindo por inteiro ou em parte os danos causados ao meio ambiente, mantendo uma cultura sustentável e, por último, promovendo o crescimento econômico. O Banco Mundial (2003) mostra que a procura dos consumidores atinge assuntos como a sustentabilidade no uso de recursos naturais, a recuperação de áreas degradadas, assim como a diminuição na emissão de poluentes. Segundo o relatório Brundtland, também chamado de “Nosso futuro comum”, emitido pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, da Organização das Nações Unidas (ONU) (1987), o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades. Tendo o desenvolvimento sustentável como uma meta a ser alcançada pelo tripé da sustentabilidade, expressão criada pelo economista John Elkington, que envolve a área ambiental, a social e a econômica, é possível concluir que as organizações empresariais, públicas, de ensino e outras deverão ser redesenhadas, reformuladas e reorganizadas. Benefícios da TI verde Ainda que as empresas estejam cientes da importância da TI verde, muitas ainda não adotaram essa sistemática nos recursos de TI; outras a adotaram em parte. Contudo, algumas grandes empresas na área de TI já a adotaram como algo obrigatório, caso da sul-coreana Samsung, por exemplo. Algumas se justificam pelo motivo de a maioria das empresas de TI não ter incorporado a TI verde em seus métodos de produção; outras, pelo simples fato de a TI verde trazer benefícios somente a longo prazo; outras, ainda, pelo investimento financeiro que terão de realizar para aplicação da TI verde. Apesar desses contratempos, ao estabelecer um compromisso com a sustentabilidade, a divulgação das metas verdes é um marketing para a empresa que acaba gerando um retorno positivo em sua imagem e maior interesse por parte de investidores Vantagens Economia de dinheiro: Menos gasto com energia elétrica e compra de novos aparelhos. Ajuda ao planeta: Menos poluição e emissão de gases do efeito estufa. Boa imagem: Melhora a visão da empresa perante clientes e regras ambientais Abordagens da TI verde Diante da responsabilidade de aplicação da TI verde, surge a necessidade de desenvolver estratégias para sua implementação. Não bastam mudanças ecológicas para que a organização gere desenvolvimento sustentável. É preciso planejamento para evitar que, em vez de sucesso para a empresa, essa implementação se torne um fracasso, pois a TI verde, na ótica do desenvolvimento sustentável, deve promover um equilíbrio entre a sustentabilidade social, econômica e ambiental. De acordo com Murugesan (2008), há três abordagens para adotar a TI verde • Abordagem incremental tática: preserva a infraestrutura atual de TI, incorporando políticas e medidas simples, para atingir objetivos pequenos. • Abordagem estratégica: é realizada uma auditoria na infraestrutura de TI. Todos os equipamentos são analisados de maneira individual ou em grupos, formados por tipo de equipamento ou divididos por aplicação. Serve como base para optar por remanejamento de recursos, reutilização por meio de upgrades,descarte de equipamentos ou até substituição por novas tecnologias • Abordagem radical verde: essa abordagem agrega as medidas da abordagem estratégica, como a implementação de uma política de compensação de carbono para neutralizar a emissão de gases que geram o efeito estufa, incluindo o plantio de árvores, a compra de créditos de carbono, a geração de energia limpa, a reutilização de recursos naturais, como água das chuvas, por meio de cisternas, e a criação de programas de incentivo para que funcionários, alunos e comunidade comprem essas ideias e as tornem parte do seu dia a dia. Focos da TI verde A TI verde, conforme Nascimento (2013), pode ser conseguida por diversos focos, entre eles: • Computação com uso eficiente de energia: o uso de software e hardware mais rápidos, que consomem menor quantidade de energia. • Gerenciamento de energia: fazer auditoria quanto à compra de produtos de TI, monitorar o consumo de energia deles e de outros produtos no ambiente. • Projetos de data centers verdes: visa diminuir a quantidade de equipamentos mantendo o desempenho sob a demanda dos recursos de TI. • Descarte responsável e reciclagem: o descarte de equipamentos de TI para postos de coleta de reciclagem ou então a doação desses equipamentos. Uma nova estratégia utilizada pelas organizações é a reciclagem de cartuchos. • Produtos de TI com selo ecológico: apenas adquirir produtos de empresas que empregam TI verde na fabricação dos seus equipamentos de TI. • Consciência ecológica: conscientizar as pessoas na organização a adotarem a sustentabilidade no cotidiano – por exemplo, economia na impressão de documentos. USO DA TI NAS ORGANIZAÇÕES Tomando em consideração que a TI é definida por Rezende e Abreu (2001, p. 78) como “recursos tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação”, passa a ser necessário o uso dos recursos de TI de maneira apropriada, sendo preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial competitivo. Primeiro, vamos entender o que é internet, intranet e extranet: INTERNET INTRANET EXTRANET Facilita a interatividade das empresas e indivíduos com o mundo exterior, por meio das representações de multimídia. Diz-se que a internet permite a distribuição irrestrita de informação, sem limitação temporal ou geográfica. São redes fechadas que atendem a usuários internos das organizações. O principal objetivo é a fácil disponibilização dos serviços prestados pela empresa aos seus funcionários. Ela é uma rede que utiliza a tecnologia da internet, ou seja, coloca um servidor web para que os funcionários possam acessar as informações da empresa por um browser (navegador). por exemplo, o Internet Explorer. Refere-se a uma rede de computadores que utiliza a internet para partilhar seu sistema de informação com segurança. Uma extranet permite acesso externo controlado para negócios específicos ou projetos educacionais. Comércio eletrônico (e-commerce) O e-commerce é uma modalidade de comércio em que os negócios e transações financeiras são realizados por meio de dispositivos e plataformas eletrônicas, como computadores, tablets e smartphones. Há alguns anos, um pequeno empresário com a intenção de abrir um negócio no varejo só tinha uma opção: montar sua loja física. Com a chegada da internet, as coisas mudaram muito. Para quem já tem uma empresa física, operar também pela internet não só eleva as vendas, por meio do novo canal, como também traz mais visibilidade à marca. e de relacionamento com os clientes pode ser uma estratégia bastante lucrativa. Aliás, essa modalidade Usar a internet como canal de vendas de venda vem sendo amplamente empregada por comércios do Brasil e do mundo. Atualmente, é possível começar um negócio em poucos dias, vendendo produtos on-line, de forma prática, sem precisar de equipe, espaço comercial, complicações burocráticas etc. Magazine Luiza e Netshoes são exemplos de grandes empresas de e-commerce, ou seja, que vendem seus produtos pela internet. Esse mercado vem crescendo e promete dobrar de tamanho nos próximos dez anos. No Brasil, o e-commerce ainda apresenta diversas oportunidades a serem exploradas. A lógica de um e-commerce é simples. Depois de escolher seu mercado, o empreendedor passa a vender seus produtos pela internet, mesmo sem a ajuda de redes sociais – por exemplo, com uma conta no Mercado Livre e até mesmo em um site próprio, conhecido como loja virtual. Ao realizar uma venda, o vendedor separa o pedido e o leva até os Correios, parceiros oficiais de nove em cada dez e-commerces. Os Correios, por sua vez, ficam responsáveis por entregar o pedido ao consumidor no prazo estabelecido. Redes sociais Redes sociais são sites e aplicativos formados, dentro ou fora da internet, por pessoas e organizações com interesses comuns, atuando como plataformas de comunicação colaborativas, em que os usuários podem criar perfis e postar fotos, músicas, vídeos e textos, trocar informações, fazer amizades, entre outras possibilidades. É um fenômeno que alinha tecnologia com liberdade de expressão. Por isso, faz com que pessoas de várias nacionalidades, religiões, classes sociais e opiniões diversas integrem o mesmo espaço. As redes operam em diversos níveis – pessoal, familiar, de relacionamento, profissional –, mas sempre permitindo o compartilhamento de informações entre pessoas e/ou empresas. Quando se fala em rede social, o que vem à mente em primeiro lugar são sites como Facebook, Twitter e LinkedIn ou aplicativos como Snapchat e Instagram, próprios da atualidade. Redes sociais e o senso crítico A internet mudou definitivamente a maneira como percebemos o mundo. Graças a ela temos acesso a toda informação à distância de apenas um toque. Redes sociais para empresas Quando as empresas decidem ter uma página nas redes sociais, como Facebook, LinkedIn ou Twitter, devem se lembrar de que cada espaço possui características próprias. Por exemplo, a página da empresa deve ser mais descontraída quando está numa rede social como o Facebook, com uma linguagem mais atual, mas de acordo com a identidade e os valores da organização. No Twitter, a empresa deve enviar mensagens curtas e aproveitar essa rede para seu relacionamento com os clientes. Quanto ao LinkedIn, este possui um caráter profissional, sendo uma boa ferramenta na busca de profissionais competentes e qualificados. Utilizar a rede social para a divulgação de produtos e serviços e ainda constatar a opinião dos consumidores exige o conhecimento de técnicas e requisitos para que as postagens da empresa tenham visibilidade e alcancem a porção de mercado desejada. Empresas inseridas nas redes sociais para divulgação de seus produtos ou serviços buscam mais do que integração, comunicação e socialização. Estão à procura de fãs da sua marca. Para isso, é necessário investir em uma página atraente e criativa para o público-alvo. O uso de redes sociais foi adotado por pessoas no mundo todo e já é parte dos costumes. Isso tornou as redes um lugar em que as empresas gostam de interagir com seus prospects (estágio antes do cliente, definido como potencial cliente) e clientes, trazendo aspectos positivos, como: • Visão da empresa: as redes sociais são uma espécie de expositor da empresa. • Comunicação direta com o cliente: sempre é possível um relacionamento direto com cada cliente, estabelecendo contatos individualmente. • Segmentação de público: você deve segmentar postagens nas redes sociais de acordo com as características do público, direcionando esforços para as pessoas em conexão com sua proposta. • Conhecimento maior sobre cada cliente: as pessoas compartilham informações que podem ser raras para as empresas na hora de se aliarem ao seu público-alvo. • Criação de um ambiente monitorado pela empresa: independentemente de sua audiência, ela vai estar em alguma rede social. • Oportunidade de divulgação para empresas com baixo orçamento: ao contrário dos meios comuns, anunciar nas redes possui um custoao entendimento e à antecipação das necessidades dos clientes atuais e potenciais de uma empresa. Do ponto de vista tecnológico, CRM envolve capturar os dados do cliente ao longo de toda a empresa, consolidar todos os dados capturados interna e externamente em um banco de dados central, analisar os dados consolidados, distribuir os resultados dessa análise aos vários pontos de contato com o cliente e usar essa informação ao interagir com o cliente através de qualquer ponto de contato com a empresa (PEPPERS; ROGERS, 2001a, p. 53) O CRM, traduzido como gestão de relacionamento com o cliente, surge no meio corporativo como um conjunto de instrumentos com o objetivo de afunilar o relacionamento com os clientes, sendo muito mais do que um simples software, mas a base para a sustentação de estratégias de marketing de relacionamento desenvolvidas pelas empresas. Esses instrumentos compreendem sistemas informatizados que podem auxiliar nessa tarefa, e também deve existir uma completa mudança da cultura organizacional. O CRM tem a ver com captura, processamento, análise e distribuição de dados, mas com atenção ao cliente, que passa a ser o centro da organização, transformando o CRM em um dos melhores instrumentos de marketing para a fidelização dos clientes. Hoje, o CRM deixou de ser um sistema de relacionamento e é encarado como uma estratégia, já que envolve aquisição, análise e uso do conhecimento de consumidores para venda mais eficiente de produtos e serviços. Ao todo, são oito etapas para programar um CRM. Elas podem ser aplicadas a grandes, médios e pequenos negócios, mas necessitam de uma metodologia: • Planejamento para implantação: aqui é realizada uma análise geral que antecede a implantação do CRM, na qual são levantados os nomes das pessoas responsáveis pelo projeto, em que local serão instalados os servidores etc. • Treinamento dos recursos internos: nessa fase será realizado um treinamento na área de TI para alguns usuários-chave, que irão participar da implantação. • Design e análise da solução: agora é realizado o levantamento detalhado de como o CRM irá operar, onde deverão ser realizadas as reuniões com os usuários para que a equipe possa chegar a um consenso sobre as telas do sistema. • Construção da solução: é a hora de realizar a implantação das informações colhidas na etapa anterior. Nesse momento, o CRM começa a ganhar estrutura. • Treinamento do usuário final: esta é a etapa mais importante, é a hora de mostrar como o novo software irá apoiar o usuário com o relacionamento com o cliente. • Teste e homologação do que foi construído: a aplicação será homologada, testada em sua integralidade. • Fase de produção: nessa fase a empresa opera o sistema, embora o processo não tenha sido finalizado. • Acompanhamento da produção e relatório final: é o momento de a equipe de suporte trabalhar muito tirando todas as dúvidas dos usuários, e verificar o desempenho do sistema realizando ajustes em relação ao tempo de resposta. Seu objetivo principal é auxiliar as organizações a angariar e fidelizar clientes ou prospects, fidelizar clientes atuais procurando atingir a sua satisfação total, pelo melhor entendimento de suas necessidades e expectativas e pela formação de uma visão de 360 graus dos ambientes de marketing. O CRM abrange, na generalidade, três grandes áreas: • automatização da gestão de marketing; • automatização da gestão comercial, dos canais e da força de vendas; • gestão dos serviços ao cliente. BI (business intelligence = Inteligência de negócios) O termo business intelligence (BI), traduzido como inteligência de negócios, refere-se ao processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte à gestão de negócios. É o conjunto de metodologias, processos, estruturas e tecnologias que transformam uma grande quantidade de dados brutos em informação útil para tomada de decisões estratégicas. O BI é relativamente novo, mas pode tornar empresas mais produtivas e eficientes, economizando tempo e reduzindo custos. É uma junção perfeita, que exige grande alinhamento entre três pilares: • Coleta de dados: tudo o que acontece no negócio é analisado para determinar aspectos-chave, como produtividade, aproveitamento de oportunidades, gargalos, reputação no mercado etc. • Organização e análise: todos os dados captados em cada ação da empresa são organizados em um banco de dados e apresentados de forma visual, para facilitar a análise dos tomadores de decisão. • Ação e monitoramento: os responsáveis tomam decisões com base nas informações analisadas e monitoram seus resultados para ver se estão sendo bem-sucedidos big data O big data pode ser definido como um conjunto de técnicas capazes de analisar grandes quantidades de dados para a geração de resultados importantes, o que, com volumes menores, dificilmente seria possível. Engloba uma enorme quantidade de informações e dados que serão usados pelos profissionais, mostrando padrões e correlações, para a geração de resultados importantes que, em volumes menores, dificilmente seriam alcançados Benefícios do BI para o negócio O BI é utilizado em várias empresas para aprimorar os processos de tomada de decisão. Ainda assim, essa aproximação pode trazer benefícios que vão muito além da melhoria nessa parte do dia a dia de um gestor. Confira algumas das vantagens do investimento em BI, segundo o site Webfy (s.d.): • Aumento de faturamento: fornece uma série de informações para que o negócio possa identificar pontos de abordagens de marketing que podem ser melhorados para beneficiar os números de vendas. Com esses indicadores, os gestores conseguem avaliar a repercussão de estratégias de marketing e planejar campanhas de acordo com as demandas dos clientes. • Redução de custos: uma cadeia operacional que exige pouco capital para ser mantida é fundamental para a empresa continuar competitiva. Esse fator contribui para que o negócio possa concorrer em tempos de crise com capacidade de realizar aplicações estratégicas. • Melhoria nas rotinas internas: coloca o gestor em um lugar estratégico, pois ele conseguirá avaliar o funcionamento de todos os setores do negócio, identificando problemas na cadeia operacional, empecilhos em áreas importantes e pontos que precisam de melhoria. Com tais dados, é possível melhorar as atividades de toda a empresa, reduzindo o tempo necessário para executar rotinas A computação em nuvem refere-se ao fornecimento de serviços de TI, como servidores, armazenamento, bancos de dados, redes, software e inteligência artificial, pela Internet, conhecida como "a nuvem". Esses serviços são oferecidos sob demanda, permitindo que empresas acessem recursos de forma flexível e escalável, pagando apenas pelo que utilizam. A computação em nuvem é essencial hoje devido aos seus inúmeros benefícios. Ela elimina a necessidade de investimentos em infraestrutura física, como data centers e servidores, reduzindo custos operacionais. Além disso, permite que empresas escalem seus recursos rapidamente para atender às demandas em constante mudança, seja aumentando ou diminuindo a capacidade. COMPUTAÇÃO EM NUVEM (CLOUD COMPUTING): SAAS, PAAS E IAAS SaaS (software como serviço ): PaaS (plataforma como serviço ): IaaS (infraestrutura como serviço ): A computação em nuvem pode trazer diversas vantagens competitivas para as empresas: as SaaS, PaaS e IaaS. As siglas indicam o modelo de serviço prestado na nuvem: software como serviço (SaaS), plataforma como serviço (PaaS) e infraestrutura como serviço (IaaS). Você tem acesso ao software sem imposição de comprar sua licença, utilizando-o a partir da computação em nuvem. Nesse modelo, contrata-se um ambiente de desenvolvimento completo, sendo possível criar, modificar e aperfeiçoar softwares e aplicações utilizando a infraestrutura na nuvem. Nesse terceiro padrão dos modelos de nuvem, a empresa contrata uma capacidade de hardware que correspondente à sua necessidade de armazenamento,(backup): mecanismo indispensável para garantir a disponibilidade da informação caso as bases de armazenamento sejam danificadas ou roubadas. O backup pode ser armazenado em dispositivos físicos como servidores de backup, CD, pen drive, HD externo, nuvem. • Eficácia no controle de acesso: temos mecanismos físicos, lógicos ou uma combinação destes para o controle de acesso à informação. • Política de segurança da informação: documento que estabelece orientações de comportamento para os colaboradores da organização no que tange às regras de uso dos recursos de TI. • Decisão pela estrutura de nuvem pública/privada/híbrida: uma das formas mais desenvolvidas para garantir a segurança da informação é a utilização de uma estrutura de computação em nuvem. • Gestão de riscos: conhecer as principais fontes de risco é o ponto de partida para mapear as situações que podem configurar ameaças à segurança da informação e para tornar possível o desenvolvimento de boas práticas de gestão de riscos. Segurança dos sistemas de informação A avaliação de riscos (ou análise de riscos) é provavelmente a parte mais complicada da implementação da norma ISO 27001. Ao mesmo tempo, essa avaliação (e tratamento) de riscos é a etapa mais importante no início do projeto de segurança da informação, pois define os fundamentos para a segurança da informação em sua organização. De acordo com a norma ISO 27002, a segurança da informação eficaz reduz riscos, protegendo a organização das ameaças e vulnerabilidades e, assim, reduzindo o impacto aos seus ativos. A questão é: por que ela é tão importante? A resposta é bem simples, embora não compreendida por muitas pessoas: a principal filosofia da norma ISO 27001 é identificar incidentes que poderiam ocorrer, e avaliar os riscos, e então encontrar formas apropriadas de evitá-los. Deve-se avaliar cada risco e focar nos mais importantes. A família de padrões da information security management system (ISMS) conforme Palma (2014), consiste nas seguintes normas internacionais: • ISO/IEC 27000: sistemas de gerenciamento de segurança da informação – visão geral e vocabulário. • ISO/IEC 27001: sistemas de gerenciamento de segurança da informação – requisitos. • ISO/IEC 27002: código de práticas para controles de segurança da informação. • ISO/IEC 27003: orientação para implementação do sistema de gerenciamento de segurança da informação Conceitos básicos do Excel O Excel é um programa de planilha eletrônica desenvolvido pela Microsoft e incluído no Pacote Office para Windows, que pode ser utilizado para calcular, armazenar e trabalhar com lista de dados, fazer relatórios e gráficos, e é recomendado para planejamentos, previsões, análises estatísticas e financeiras, simulações e manipulação numérica em geral. Por ser um programa escrito para Windows, tem acesso a todas as funções que o ambiente proporciona – por exemplo, a troca de dados entre aplicativos (Word, PowerPoint etc.). A planilha eletrônica é um conjunto de colunas e linhas, cuja intersecção é chamada de célula. Cada célula possui um endereço único ou referência. Com esse programa é possível formatar e desenvolver planilhas, com custos de implantação de projetos, demonstração de despesas, análise de gráficos, entre muitas outras funções disponíveis. A função principal do Excel é criar fórmulas e inserir cálculos, além de permitir organizar os dados e configurar diversos tipos de gráficos. PRÁTICA EM LABORATÓRIO: PLANILHA ELETRÔNICA DO MICROSOFT EXCEL image1.jpeg image2.png image3.png image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image19.png image20.png image21.png image22.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image23.png