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Manutenção Industrial Data: / / Aluno (a): Avaliação Prática Final INSTRUÇÕES: POR FAVOR, LEIA AS INSTRUÇÕES: · Preencha os dados no Cabeçalho para sua identificação; · Esta Avaliação contém 02 (duas) questões, totalizando 10 (dez) pontos; · Leia com atenção os enunciados e faça o que se pede; · As respostas devem ser digitadas abaixo de cada pergunta; · NÃO serão aceitas respostas e textos retirados da íntegra Internet, assim como imagens (desde que seja pedida). A interpretação e execução fazem parte do processo. · Ao terminar grave o arquivo com o nome APF Disciplina – Nome do Aluno; · Só serão aceitas as extensões .docx (M.S. Word) ou .PDF; · Envie o arquivo pelo sistema no local indicado; · Atividades enviadas “em branco”, plagiadas de sites ou repetidas de outros alunos, terão notas ZERO. · Verifiquem no campo de comentário o feedback dado pelo tutor. · Em caso de dúvidas consulte o seu Tutor. 1) Numa escala de tipos de manutenção industrial, apresente uma lista com os principais tipos. Dentre os piores tipos de manutenção industrial, escolha um deles e apresente argumentos evidenciando sua escolha. Os principais tipos de manutenção industrial são: · Manutenção Corretiva Não Planejada (ou Reativa): Atua após a falha ocorrer. · Manutenção Corretiva Planejada: A falha é detectada antes de causar um colapso total, permitindo agendar o reparo. · Manutenção Preventiva: Baseada em tempo ou uso (calendário ou horas de funcionamento) para evitar falhas. · Manutenção Preditiva: Monitora as condições reais dos equipamentos (vibração, temperatura) para intervir apenas quando necessário. · Manutenção Prescritiva: Utiliza inteligência artificial para prescrever a solução exata para um problema futuro. O Pior Tipo de Manutenção Industrial Dentre todos os modelos, a Manutenção Corretiva Não Planejada é considerada o pior tipo de manutenção industrial. Ela se baseia na filosofia do "quebrou, consertou", o que gera graves consequências para a indústria: · Altos custos: Reparos emergenciais exigem fretes expressos de peças e, muitas vezes, mão de obra terceirizada cara. · Insegurança: Falhas repentinas aumentam drasticamente o risco de acidentes de trabalho e danos ambientais. · Lucro cessante: A linha de produção para de forma inesperada, atrasando entregas e gerando ociosidade na fábrica. · Redução da vida útil: Operar uma máquina até o seu limite extremo danifica outros componentes periféricos Argumentos evidenciando sobre: A Manutenção Corretiva Não Planejada ocupa o nível mais baixo e prejudicial na escala industrial devido ao seu caráter puramente reativo e imprevisível. Abaixo estão os argumentos técnicos e financeiros que evidenciam por que adotá-la como estratégia principal é a pior escolha para uma fábrica: · O Efeito Cascata Financeiro: O custo de um reparo emergencial chega a ser de 3 a 5 vezes maior do que uma intervenção programada. Além do preço da peça em si, gasta-se com fretes expressos, horas extras de equipes de manutenção e, em muitos casos, a substituição de componentes periféricos que foram destruídos junto com a peça principal. · Incerteza e Quebra de Contratos (Lucro Cessante): Quando uma máquina crítica falha sem aviso, a produção para. Isso gera ociosidade da mão de obra de operação, atrasos nas entregas de clientes e, consequentemente, aplicação de multas contratuais e danos à reputação da empresa. · Riscos Críticos à Segurança do Trabalho: Falhas catastróficas e repentinas (como o travamento de um motor, estouro de tubulações ou curtos-circuitos) põem em risco direto a integridade física dos operadores. Além disso, manutenções feitas sob a pressão do tempo aumentam as chances de erros e acidentes devido à pressa para retomar a produção. · Infiltração de Desperdício na Gestão de Estoque: Como não há previsão de quando a máquina vai quebrar, o gestor cai em uma armadilha dupla. Ou ele mantém um estoque gigante e caro de peças sobressalentes "por garantia" (capital parado), ou a fábrica para por semanas esperando uma peça importada chegar. · Destruição da Vida Útil do Ativo: Operar um equipamento até o seu limite estrutural acelera o desgaste global da máquina. O estresse mecânico e térmico acumulado faz com que o ativo precise ser descartado ou passe por uma reforma completa (retrofit) muito antes do seu tempo estimado de fábrica. 2) Apresente uma situação em que o ciclo PDCA pode ser aplicado em uma ocasião de manutenção industrial mecânica. Contextualize. Uma situação prática em que o ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) é aplicado para resolver um problema crônico de manutenção mecânica em uma linha de produção. Situação: Uma fábrica de laticínios possui uma esteira transportadora principal que leva as caixas de leite prontas para a área de paletização. Nos últimos dois meses, essa esteira apresentou 4 paradas inesperadas devido ao travamento dos rolamentos do motorredutor de acionamento. Cada parada interrompeu a produção por cerca de 2 horas (gerando desperdício de produto e ociosidade da equipe), além do alto custo com a troca emergencial das peças. O diagnóstico inicial da equipe técnica apontou contaminação por umidade devido à lavagem diária do setor e desalinhamento do eixo. Aplicação do Ciclo PDCA 1. Plan (Planejar) O foco desta etapa é identificar o problema, analisar as causas e propor um plano de ação. · Identificação do Problema: Quebras repetitivas por travamento de rolamentos na esteira de paletização, gerando 8 horas de parada de fábrica no último mês. · Análise das Causas (5 Porquês): 1. Por que o rolamento travou? Porque houve perda de lubrificação e entrada de água. 2. Por que entrou água? Porque o retentor atual não suporta o jato de alta pressão da limpeza diária. 3. Por que o eixo desalinhou? Porque a base do motor está sofrendo vibração excessiva por folga nos parafusos de fixação. · Plano de Ação: . Substituir os rolamentos comuns por rolamentos blindados de alta performance (com vedação especial para indústrias alimentícias). . Instalar uma calha de proteção metálica sobre o motor para desviar a água da lavagem. . Implementar uma rotina de alinhamento a laser e torqueamento dos parafusos da base a cada 15 dias. 2. Do (Fazer) Esta é a fase de execução física do plano de ação programado. · Execução: Durante a parada programada de manutenção no final de semana, a equipe mecânica realiza a troca dos rolamentos pelos novos modelos blindados. · Melhorias Mecânicas: A equipe de caldeiraria fabrica e instala a proteção contra os jatos d'água. · Treinamento: Os técnicos realizam o alinhamento a laser do conjunto e registram os valores de torque aplicados na base, treinando a equipe de lubrificadores sobre a nova rotina quinzenal. 3. Check (Verificar) Fase de monitoramento para avaliar se as ações implementadas surtiram efeito. · Monitoramento: O gestor de manutenção acompanha os indicadores de confiabilidade do ativo pelos próximos 60 dias. · Análise de Dados: A equipe utiliza um termovisor e um analisador de vibração portátil (técnicas de preventiva/preditiva) a cada duas semanas para verificar se a temperatura do rolamento e os níveis de vibração do eixo permanecem dentro dos limites ideais de fábrica. · Resultado: No período de teste, a esteira operou continuamente e zero paradas inesperadas foram registradas. 4. Act (Agir / Padronizar) Se os resultados foram positivos, consolida-se a mudança para que o problema não retorne. · Padronização: O plano de manutenção preventiva no software da empresa (como SAP ou SIMP) é atualizado. O rolamento blindado torna-se a peça padrão no estoque para aquele equipamento. · Lições Aprendidas: A proteção contra água é replicada para outras duas esteiras semelhantes na fábrica que sofriam com o mesmo risco ambiental. · Reinício do Ciclo: Caso o problema ainda persistisse (por exemplo, se a vibração continuasse alta), o ciclo voltaria ao "Plan" para investigar se a estrutura da base mecânica precisaria ser soldada ou reforçada. Manutenção Industrial Indústria 4.0 image2.jpegimage1.png