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Explorando as características da Terra e seus elementos Olá, estudante! Você já parou para pensar na relação entre o solo, a água e o relevo com a vida no planeta? E como os movimentos da Terra influenciam nosso dia a dia, desde a sucessão do dia e da noite até as estações do ano? Nesta videoaula, vamos conhecer esses temas e entender como o clima, a vegetação e o relevo se conectam para formar os ecossistemas. Esse conhecimento é muito útil para sua prática profissional, pois ajuda a compreender melhor o ambiente e sua influência na educação. Vem com a gente nessa experiência! PONTO DE PARTIDA Você já se perguntou como podemos tornar o ensino sobre a Terra e seus elementos mais envolvente para as crianças? O solo, a água, o relevo, o clima e a vegetação fazem parte do nosso cotidiano, mas muitas vezes são vistos apenas como conceitos isolados nos livros didáticos. Para que os alunos realmente compreendam sua importância, é preciso proporcionar aos alunos modos de perceber essas relações na prática. Como podemos ajudar nessa construção de conhecimento? Nesta aula, vamos discutir maneiras de tornar o ensino sobre a Terra mais próximo da realidade dos estudantes. Como apresentar os diferentes tipos de solo de forma que os alunos percebam suas características no ambiente ao redor? Como explorar a água para além do seu uso diário e levá-los a entender seu papel na manutenção da vida? E como o relevo influencia não apenas a paisagem, mas também a vegetação e o clima de cada região? Entender esses elementos é importante, e pensar em como eles afetam a vida humana e os ecossistemas. Isso abre caminho para trabalhar temas como sustentabilidade e preservação ambiental, estimulando uma visão mais consciente desde cedo. Mas ensinar isso em sala de aula nem sempre é simples. Muitas escolas enfrentam desafios. Por isso, vamos conhecer estratégias criativas e acessíveis para abordar esses temas. O objetivo é que você se sinta seguro para ensinar esses conceitos de forma clara, despertando nos alunos a curiosidade e o desejo de aprender sobre o mundo. Então, vamos começar esse estudo juntos! VAMOS COMEÇAR Compreender os aspectos naturais da Terra e sua relação com a vida é uma responsabilidade importante para aqueles que ensinam nos anos iniciais. Nesse contexto, professores em formação devem desenvolver uma visão integrada sobre os elementos do planeta, despertando nos alunos a curiosidade, o pensamento crítico e o desejo pela investigação científica. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça a ideia de que as Ciências Naturais devem ser ensinadas como um meio de compreender o mundo natural e suas interações, incentivando uma postura ativa e reflexiva diante das questões ambientais. Para isso, é importante que os docentes utilizem metodologias ativas, como experimentações práticas, atividades ao ar livre e discussões interdisciplinares, o que favorece uma aprendizagem participativa e significativa (FREIRE, 1996). Contudo, muitos professores enfrentam desafios significativos ao abordar essa temática em sala de aula. Uma das dificuldades comuns é estabelecer conexões claras entre os conceitos científicos e o cotidiano dos alunos, o que pode resultar em falta de interesse e compreensão por parte destes. A carência de recursos pedagógicos adequados e a insegurança dos docentes diante de conteúdos específicos também tornam o ensino das ciências mais desafiador. Outro aspecto relevante é a limitação do tempo disponível, pois frequentemente o ensino de ciências acaba sendo relegado a segundo plano em comparação às disciplinas consideradas mais centrais, como Português e Matemática. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 1/20 Para superar essas barreiras, é fundamental investir em formação inicial e continuada de professores, proporcionando estratégias práticas e acessíveis que despertem interesse nos estudantes. Em situações em que as escolas enfrentam escassez de recursos ou limitação de espaço físico, os professores podem recorrer a materiais alternativos e estratégias criativas. Experimentos simples, realizados com objetos cotidianos, atividades ao ar livre em áreas próximas à escola,bem como o uso de vídeos educativos e simulações digitais são alternativas eficazes que complementam o ensino das ciências. A construção de modelos com materiais recicláveis e a realização de projetos interdisciplinares podem garantir experiências de aprendizagem enriquecedoras, mesmo em contextos estruturais limitados. Práticas investigativas, como a observação direta do ambiente natural e pequenas pesquisas conduzidas pelos próprios alunos, podem fortalecer a conexão entre a aprendizagem científica e o cotidiano dos estudantes. É importante reconhecer, porém, que relacionar conteúdos científicos às experiências concretas dos alunos demanda planejamento criterioso e acesso a recursos nem sempre disponíveis. Isso reforça ainda mais a importância do apoio institucional e do investimento em materiais didáticos específicos (PRECIOZO et al., 2022). Estudo dos diferentes tipos de solo, água e relevo, e sua importância para a vida A relação entre os elementos naturais da Terra – clima, vegetação e relevo – e os ecossistemas é importante para compreender a dinâmica da vida no planeta. Esses componentes não atuam isoladamente, mas interagem entre si constantemente, influenciando os ecossistemas e sendo influenciados por eles. Explorar essas relações oferece uma visão integrada e dinâmica do nosso planeta, permitindo compreender melhor como a vida se adapta aos diversos ambientes. O clima exerce um papel significativo na distribuição dos ecossistemas devido às suas características de temperatura, precipitação e umidade. Regiões quentes e úmidas, como a Amazônia, apresentam florestas exuberantes, enquanto áreas áridas, como o Saara, são ocupadas por desertos. O clima também determina a disponibilidade de água e influencia a decomposição da matéria orgânica, impactando diretamente na fertilidade do solo. A vegetação responde diretamente às condições do clima e do relevo, desempenhando diversas funções nos ecossistemas: fornece alimento e abrigo para os animais, regula o ciclo da água e do carbono, além de proteger o solo contra a erosão. A diversidade vegetal influencia diretamente a biodiversidade presente em cada região. O relevo, com suas diferentes altitudes, inclinações e exposição solar, gera microclimas específicos e afeta a distribuição da água e dos nutrientes. Por exemplo, montanhas podem criar barreiras climáticas, resultando em diferentes tipos de vegetação em suas encostas. Também influencia processos como a erosão do solo e a formação de rios e córregos. Os ecossistemas são comunidades complexas formadas por organismos vivos e o ambiente físico, mantendo relações de interdependência. Essas interações influenciam o clima, a vegetação e o relevo, criando ciclos naturais. Por exemplo, a vegetação libera vapor d'água, influenciando a formação de chuvas. Os ciclos biogeoquímicos (água, carbono e nitrogênio) são dependentes dessas interações entre clima, vegetação e relevo e são fundamentais para a vida. Compreender as zonas climáticas, os biomas e a geomorfologia permite aos estudantes entenderem os impactos das mudanças climáticas na natureza. Essas atividades pedagógicas, como a exploração sensorial de diferentes tipos de solo, experiências práticas com água e a observação de relevos no ambiente escolar, são especialmente planejadas para trabalhar conteúdos das Ciências Naturais com crianças da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Tais propostas estimulam a curiosidade, despertam o interesse pelo meio ambiente e encontram respaldo em importantes referências teóricas. Autores como Odum (1971) e Vitousek (1997) destacam justamente a relevância dessas interações ecológicas como fatores determinantes para a existência e a distribuição dos seres vivos no planeta. Osal. Educação Ambiental e sustentabilidade na escola: práticas pedagógicas inovadoras. São Paulo: Editora Unesp, 2021. Artigo acadêmico Esse artigo discute diferentes abordagens da educação ambiental, com destaque para a perspectiva crítica e transformadora, tão necessária no contexto da prática docente voltada à sustentabilidade. LAYRARGUES, P. P.; LIMA, G. L. Educação ambiental: fundamentos teóricos e metodológicos. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 10, n. 2, p. 11-23, 2015. Podcast – Educação e Sustentabilidade Programa: “Fala, Educador!” – Episódio: “Como trabalhar sustentabilidade com crianças” Nesse episódio, educadores discutem experiências práticas de como abordar o tema da sustentabilidade com os pequenos, promovendo responsabilidade e protagonismo desde cedo. Filme: “Amanhã” (Demain) Esse documentário apresenta experiências reais ao redor do mundo em que comunidades encontram soluções sustentáveis para os problemas sociais e ambientais. Uma excelente inspiração para pensar a educação como agente de transformação. REFERÊNCIAS BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte. 10. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. BETTI, Mauro. Educação física e sociedade. São Paulo: Movimento, 1991. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. BRACHT, Valter. Educação física e aprendizagem social: uma proposta crítica. São Paulo: Cortez, 2000. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 16/20 CALLAI, Helena Copetti. A formação do pensamento espacial: o conhecimento geográfico na escola. In: CASTELLAR, Sonia Regina Vanzella (Org.). Ensino de geografia: práticas e textualizações no cotidiano escolar. São Paulo: Contexto, 2005. p. 61–78. CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. São Paulo: Cortez, 2012. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2001. CHALHOUB, Sidney. A cidade e o escravo: trabalho livre e escravidão em Rio de Janeiro, 1870–1888. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. CHASSOT, Attico. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 3. ed. Porto Alegre: Ed. da UFRGS, 2003. COSSON, Rildo. Ler e escrever com a literatura infantil. São Paulo: Contexto, 2006. D'AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. DARIDO, Suraya Cristina; RANGEL, Irene Conceição Andrade. Educação física na escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, Marta Maria Castellar. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2002. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GUIMARÃES, Mauro. Educação ambiental: da compreensão das críticas à proposta de uma linha do tempo para a formação de educadores ambientais. In: REIGOTA, Marcos (Org.). Comportamento ambiental e consciência crítica. São Paulo: Cortez, 2004. p. 123–144. HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2007. KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. 3. ed. Campinas: Papirus, 2007. KLEIMAN, Ângela B. Letramento e práticas sociais de leitura. 9. ed. Campinas: Mercado de Letras, 2008. LORENZATO, Sergio. O saber docente e os desafios do ensino da matemática. Campinas: Autores Associados, 2006. MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2007. MORTIMER, Eduardo Fleury; MACHADO, Andréa Helena. A construção do conhecimento científico e o ensino de ciências. In: MACHADO, Andréa Helena; ABRAHÃO, Maria Helena Menna Barreto (Orgs.). Ensino de ciências por investigação. Porto Alegre: Artmed, 2007. OSTETTO, Luciana Esmeralda. Arte e educação infantil: nos rastros do brincar e do sensível. Campinas: Autores Associados, 2006. PINSKY, Carla Bassanezi. História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2013. PRETTO, Nelson De Luca. Educação e tecnologia: o novo ritmo da informação. São Paulo: Loyola, 2008. REES, William E. O paradigma do desenvolvimento sustentável: natureza, origens e implicações. In: SACHS, Ignacy (Org.). Rumo à ecossocioeconomia: teoria e prática do desenvolvimento sustentável. São Paulo: Cortez, 2010. p. 63–81. ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2013. SANTOS, Wladimir Souza. Educação em ciências e alfabetização científica: desafios da inserção da pesquisa no cotidiano escolar. São Paulo: Cortez, 2009. SKOVSMOSE, Ole. Educação matemática e democracia. Campinas: Papirus, 2000. SMOLE, Kátia Cristina Stocco; DINIZ, Maria Ignez. Matemática na educação infantil: contextualizando conceitos matemáticos. Porto Alegre: Artmed, 2001. SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998. VESENTINI, José William. Sociedade e espaço: geografia geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 2004. PONTO DE CHEGADA Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta Unidade, que é analisar as relações entre os elementos naturais da Terra e sua influência nos ecossistemas e na vida humana, você investiga como solo, água, relevo, clima e vegetação interagem para formar diferentes ambientes. Esse olhar permite compreender como essas interações influenciam a biodiversidade, a ocupação do espaço e as atividades humanas. Ao examinar os movimentos da Terra, você identifica como a rotação e a translação regulam fenômenos naturais como o ciclo do dia e da noite e as estações do ano. Essa relação com o tempo e o clima afeta desde o comportamento dos seres vivos até as práticas agrícolas e culturais desenvolvidas por diferentes sociedades ao longo da história. Ao explorar o Sistema Solar, você amplia a compreensão sobre os corpos celestes e sua influência na Terra. A posição do Sol, os movimentos da Lua e fenômenos astronômicos, como eclipses e fases lunares, impactam diretamente a vida no planeta e servem de referência para a organização do tempo e da navegação, além de inspirarem diferentes interpretações culturais e científicas. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 17/20 Esse conhecimento possibilita um ensino mais dinâmico e conectado à realidade dos alunos, incentivando a observação, a experimentação e a construção do pensamento científico. Para refletir: De que forma os elementos naturais da Terra estão conectados e influenciam a vida nos ecossistemas? Como os movimentos da Terra interferem nas atividades humanas e nos ciclos da natureza? De que maneira a observação do céu ajudou diferentes civilizações a se organizar ao longo da história? ENCERRAMENTO DA UNIDADE Olá, estudante! Você já parou para pensar como a rotação da Terra define seu dia e sua noite? Ou como o relevo, o clima e a vegetação se conectam para formar os ecossistemas? Nesta videoaula, vamos explorar essas relações e entender como os elementos naturais influenciam a vida no planeta. Também vamos olhar para o céu e descobrir os mistérios do Sistema Solar e os fenômenos astronômicos que impactam nosso cotidiano. Esse conhecimento vai transformar seu olhar sobre o mundo e enriquecer sua prática docente. Curioso? Vamos começar! É HORA DE PRATICAR A comunidade de Serra Verde sempre dependeu do cultivo de alimentos e da criação de animais para sua subsistência. Nos últimos anos, os moradores começaram a notar mudanças no clima: períodos de seca mais longos, chuvas irregulares e aumento da erosão do solo. As plantações não crescem como antes, e os rios que abastecem a região apresentam níveis mais baixos de água. Para complicar ainda mais, novas construções nas áreas mais altas estão alterando o relevo local, o que pode estar intensificando os impactos ambientais. Diante desse cenário,a escola da comunidade organizou um projeto para investigar as possíveis causas e buscar soluções para minimizar os impactos dessas mudanças. Como professor(a), você foi convidado(a) a orientar os estudantes nessa investigação. Questões norteadoras: Como os elementos naturais da Terra (solo, água, relevo, vegetação e clima) interagem e influenciam o equilíbrio ambiental da região? De que forma os movimentos da Terra e os fenômenos climáticos podem estar relacionados às mudanças percebidas pela comunidade? Quais estratégias sustentáveis podem ser adotadas para mitigar os impactos e garantir a preservação do meio ambiente? Resolução do estudo de caso Esse estudo de caso permite analisar como os elementos naturais interagem e influenciam diretamente a vida humana e os ecossistemas, uma das competências desenvolvidas nesta Unidade. O cenário de Serra Verde reflete um problema real que envolve questões ambientais, geográficas e sociais, exigindo um olhar investigativo para compreender os impactos e buscar soluções sustentáveis. Para responder às questões, os estudantes podem observar como a combinação entre solo, relevo, vegetação, água e clima afeta o ecossistema local. A erosão do solo pode estar ligada ao desmatamento nas áreas mais altas, que diminui a retenção de água e facilita o escoamento superficial. As mudanças nos padrões de chuva podem ser influenciadas por variações climáticas regionais ou até mesmo globais. Além disso, a ocupação do território sem planejamento pode intensificar problemas ambientais, como o assoreamento dos rios e a perda da biodiversidade. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 18/20 Um caminho para a solução envolve a adoção de práticas sustentáveis. Técnicas como o reflorestamento de áreas degradadas, a construção de curvas de nível para evitar a erosão, o uso consciente da água e o fortalecimento da agricultura sustentável podem ajudar a minimizar os impactos. Compreender os fenômenos astronômicos e climáticos pode auxiliar a comunidade a se adaptar às variações sazonais e otimizar suas práticas agrícolas. Embora não exista uma única solução para o problema, refletir sobre essas conexões permite entender a complexidade das interações entre os elementos naturais e humanos. A questão central é: como equilibrar o desenvolvimento humano e a preservação ambiental para garantir a sustentabilidade da região? DÊ O PLAY ASSIMILE Para sintetizar os conteúdos da unidade e fixar os principais conceitos abordados nesta unidade, apresentamos uma imagem que ilustra a conexão entre os elementos da Terra, ecossistemas e astronomia em uma composição visual integrada. No centro, a Terra aparece em movimento, representando a rotação e a translação, fundamentais para os ciclos naturais, como a sucessão do dia e da noite e as estações do ano. Ao redor do planeta, diferentes paisagens demonstram a interação entre clima, vegetação e relevo, com montanhas, rios, florestas e desertos simbolizando a diversidade ambiental. No espaço, o Sol e os planetas do Sistema Solar destacam a influência dos corpos celestes na vida terrestre, enquanto elementos sustentáveis, como a preservação da água e o uso de energias renováveis, reforçam a importância do equilíbrio entre a ação humana e o meio ambiente. Ê 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 19/20 REFERÊNCIAS AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia das células. São Paulo: Moderna, 2013. BERTUCI, A. A.; OVIGLI, D. F. Ciências Naturais: práticas pedagógicas para os anos iniciais do Ensino Fundamental. São Paulo: Cortez, 2020. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 2018. CARVALHO, A. M. P. de. Ensino de Ciências: unindo pesquisa e prática. São Paulo: Cortez, 2010. CHASSOT, A. A ciência através dos tempos. 9. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2018. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GOMES, L.; COELHO, M. Astronomia e educação: métodos e práticas no ensino fundamental. Rio de Janeiro: Editora InterCiência, 2020. ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1971. SILVA, L. C. et al. Educação Ambiental e sustentabilidade na escola: práticas pedagógicas inovadoras. São Paulo: Editora Unesp, 2021. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 20/20diferentes tipos de solo – argiloso, arenoso, humífero e calcário – influenciam a biodiversidade e o uso agrícola. Cada tipo de solo tem suas particularidades que podem ser exploradas na escola por meio de atividades práticas, como observação direta e experimentos simples de retenção de água. A água, distribuída em rios, lagos, oceanos e aquíferos, é tema de destaque devido à sua importância e aos desafios relacionados ao seu uso consciente. Nas escolas, os professores podem abordar este tema com atividades práticas, como a construção de filtros caseiros, reutilização da água e monitoramento de seu consumo. O relevo condiciona tanto as formas de ocupação humana quanto as atividades econômicas. Montanhas, planaltos e planícies resultam de processos geológicos contínuos, como erosão e sedimentação, afetando diretamente as práticas agrícolas e a urbanização. Professores podem utilizar mapas físicos, visitas a locais próximos e simulações práticas para facilitar o entendimento pelos alunos. Compreender as características do solo, da água e do relevo ajuda os estudantes a perceberem a importância do ambiente em suas vidas, estimulando atitudes de preservação e uso consciente dos recursos naturais (OLIVEIRA, 2015; SILVA et al., 2021; AMABIS & MARTHO, 2013). Compreensão dos movimentos da Terra (rotação e translação) e sua influência no ciclo dia/noite e nas estações do ano A Terra está sempre em movimento, sendo dois deles especialmente importantes para a vida: a rotação e a translação. A rotação acontece quando a Terra gira ao redor do seu próprio eixo, levando cerca de 24 horas para completar uma volta. Esse movimento gera a alternância entre o dia e a noite, influenciando diretamente a temperatura e a luminosidade em diferentes locais do planeta. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 2/20 Para facilitar o entendimento da rotação terrestre, é possível utilizar métodos práticos e lúdicos na sala de aula. Experimentos simples, como demonstrar o dia e a noite utilizando uma lanterna e um globo terrestre, ajudam os estudantes a entenderem melhor esses fenômenos. Jogos educativos, dramatizações e maquetes tridimensionais também tornam o aprendizado mais divertido e interessante (SANCHES, 2018). Nas regiões polares, por exemplo, o Sol pode permanecer visível durante meses ou desaparecer por longos períodos, influenciando diretamente o comportamento dos animais locais, que ajustam seus ciclos de atividade e repouso, e as comunidades humanas, que adaptam rotinas diárias e hábitos culturais ao ritmo peculiar da luz solar. Isso afeta diretamente a vida dos animais da região, como os ursos polares e as renas, que precisam adaptar seus comportamentos alimentares e migratórios para sobreviver. Já em regiões tropicais, como na Amazônia, a luz solar constante favorece o crescimento das plantas e mantém uma biodiversidade rica e diversificada. A translação é o movimento da Terra ao redor do Sol, levando cerca de 365 dias para completar uma volta. Esse movimento, junto com a inclinação do eixo da Terra, origina as estações do ano, influenciando o clima e os ciclos biológicos das plantas e animais. A translação também tem impacto direto na agricultura, determinando as épocas ideais para plantio e colheita. Regiões com estações definidas precisam ajustar suas práticas agrícolas ao longo do ano, como o cultivo de maçãs em regiões temperadas ou o plantio de soja e feijão em regiões subtropicais, enquanto regiões tropicais, com variações climáticas menores, conseguem cultivar quase o ano todo. SIGA EN FRENTE Relação entre os elementos naturais da Terra (clima, vegetação e relevo) e os ecossistemas As mudanças na intensidade e na duração da luz solar também influenciam as atividades humanas, como práticas agrícolas, como o cultivo de milho e trigo alinhado ao ciclo solar, e tradições culturais, como festas populares relacionadas ao solstício ou equinócio, comuns em várias regiões do mundo. Em muitas comunidades, a duração do dia determina os períodos de trabalho, festas e colheitas, mostrando a importância de ensinar esses fenômenos de forma interdisciplinar. No inverno, árvores de regiões mais frias perdem folhas para economizar água, e animais como ursos entram em hibernação. No verão, o aumento de alimento disponível estimula a reprodução de espécies como aves migratórias e insetos polinizadores. Em locais secos, como o Cerrado brasileiro, as plantas desenvolvem adaptações específicas, como raízes profundas para armazenar água durante a seca. Algumas plantas têm folhas pequenas ou cobertas por uma camada de cera, que ajuda a reduzir a perda de água. Essas adaptações ajudam a preservar a biodiversidade local. Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o ensino sobre os movimentos da Terra deve ser interdisciplinar, relacionando ciências com elementos históricos e culturais. Para tornar esse aprendizado mais significativo, os professores podem utilizar atividades práticas, como comparar diferentes adaptações das plantas ao clima por meio da observação direta no entorno escolar, desenhos ilustrativos e discussões em grupo sobre as diferenças observadas. Recursos como globos terrestres, experimentos com sombras para simular fusos horários, utilizando uma lanterna para representar o Sol e objetos pequenos como referência, observando como as sombras mudam ao girar o objeto lentamente, demonstrando a variação de luz em diferentes locais da Terra e o uso de vídeos educativos e simulações digitais tornam o aprendizado mais concreto e interessante (BERTUCI & OVIGLI, 2020). VAMOS EXERCITAR Nesta aula, conversamos sobre como ensinar os elementos da Terra – solo, água, relevo, clima e vegetação – de um jeito que faça sentido para as crianças. No início, trouxemos algumas questões: como tornar esses conteúdos mais próximos do dia a dia dos alunos? Como despertar o interesse deles para assuntos que, muitas vezes, parecem distantes? E como lidar com os desafios da sala de aula, como a falta de recursos? Vimos que uma das melhores formas de tornar esse aprendizado mais envolvente é trazer a ciência para a realidade dos estudantes. Pequenas atividades, como comparar diferentes tipos de solo, observar as mudanças na sombra ao longo do dia ou criar experimentos simples com água, ajudam a transformar teoria em experiência. Mesmo sem muitos materiais sofisticados, podemos explorar o ambiente ao redor e incentivar a curiosidade natural das crianças. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 3/20 Outro ponto importante é conectar esses conteúdos com questões atuais, como o uso consciente dos recursos naturais e a preservação do meio ambiente. Quando os alunos percebem como o solo afeta a agricultura, como a água é necessária para a vida ou como o relevo influencia as paisagens, eles começam a enxergar a ciência no mundo real. Cada escola e cada turma têm suas próprias possibilidades e desafios. Mas o mais importante é lembrar que ensinar Ciências não é só passar informações – é ajudar as crianças a olhar para o mundo com mais curiosidade e compreensão. E você, que outras ideias tem para tornar esse ensino mais envolvente? A aprendizagem está por toda parte, basta estimular o olhar certo! SAIBA MAIS Para aprofundar os conteúdos abordados nesta aula, sugerimos alguns materiais que contribuirão para a construção do seu conhecimento: Indicação de artigo: SANTOS, H. G. dos. Por que o solo é tão importante quanto a água e o ar? Embrapa, 2019. O artigo aborda a importância do solo na manutenção da vida, explicando sua relação com a água e o ar e destacando a necessidade de conservação para o equilíbrio ambiental. Indicação de vídeo: MANUAL DO MUNDO. Rotação e Translação da Terra - Os Movimentos do Planeta Terra. Esse vídeo educativo explica os movimentos da Terra de maneira didática,demonstrando a relação entre rotação, translação e os fenômenos do dia/noite e das estações do ano. Indicação de podcast: Ciência Explica – Episódio "O Clima e a Vida na Terra". Episódio que aborda como o clima influencia os ecossistemas e a biodiversidade, explicando de forma simples as relações entre temperatura, precipitação e vegetação em diferentes partes do planeta. REFERÊNCIAS AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia das células. São Paulo: Moderna, 2013. BERTUCI, A. A.; OVIGLI, D. F. Ciências Naturais: práticas pedagógicas para os anos iniciais do Ensino Fundamental. São Paulo: Cortez, 2020. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 2018. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. ODUM, E. P. Ecologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1971. OLIVEIRA, R. R. Geomorfologia e práticas pedagógicas no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, 2015. SANCHES, R. Ensino de Ciências nos anos iniciais: práticas e experimentos em sala de aula. São Paulo: Editora Senac, 2018. SILVA, L. C. et al. Educação Ambiental e sustentabilidade na escola: práticas pedagógicas inovadoras. São Paulo: Editora Unesp, 2021. VITOUSEK, P. Human domination of Earth’s ecosystems. Science, v. 277, n. 5325, p. 494-499, 1997. BERTUCI, L.; OVIGLI, D. Educação interdisciplinar e práticas investigativas: conceitos e aplicações em sala de aula. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna, 2020. SILVA, M. A. et al. Gestão sustentável da água: experiências educativas para escolas. São Paulo: Cortez, 2021. O sistema solar e seus mistérios Olá, estudante! 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 4/20 Nesta videoaula, vamos conhecer os corpos celestes do Sistema Solar, suas características e movimentos. Você verá como o Sol influencia o equilíbrio do sistema e a vida na Terra. Também exploraremos a dinâmica dos planetas, seus movimentos e interações. Compreender esses fenômenos amplia nossa visão sobre o universo e nos ajuda a conectar os conteúdos astronômicos ao cotidiano. Na educação, esse conhecimento permite despertar a curiosidade científica nos alunos e incentivar o pensamento investigativo. Se o céu sempre despertou questionamentos, esta aula trará novas respostas – e talvez novas perguntas. Vamos começar? PONTO DE PARTIDA Você já parou para olhar o céu e se perguntou como tudo se mantém em movimento sem que a gente perceba? O Sol, os planetas, as estrelas e outros corpos celestes seguem trajetórias definidas por forças invisíveis, garantindo o equilíbrio do Sistema Solar. Nesta aula, estudaremos esses elementos, entenderemos o papel do Sol como fonte de energia e descobriremos como os planetas se movem ao seu redor. Agora, pense: e se o Sol deixasse de existir? O que mudaria na Terra e no restante do Sistema Solar? Ao longo da aula, vamos refletir sobre essa questão e perceber como esses conhecimentos fazem parte do nosso dia a dia e do ensino de Ciências. Compreender a dinâmica do Sistema Solar permite relacionar fenômenos astronômicos com o cotidiano e torná-los acessíveis no ensino de Ciências. Vamos começar? VAMOS COMEÇAR O Sistema Solar e seus mistérios O Sistema Solar sempre despertou grande interesse humano, sendo um dos temas mais envolventes para o ensino das ciências desde os primeiros anos escolares. Sua complexidade e diversidade de elementos tornam esse estudo fascinante para crianças e jovens e oferecem uma oportunidade para explorar conceitos fundamentais da astronomia e estimular o pensamento científico. A observação do céu e a formulação de hipóteses incentivam os alunos a compreenderem a relação da Terra com outros corpos celestes. Esse processo promove um aprendizado investigativo e interativo, que desperta a curiosidade e amplia sua visão sobre o universo. Ao relacionar fenômenos astronômicos com o cotidiano, os estudantes desenvolvem uma compreensão mais profunda das interações entre os corpos celestes e seu impacto na vida terrestre. Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, a compreensão dos corpos celestes e seus movimentos pode ser um caminho para despertar nos estudantes a curiosidade e o interesse pela ciência. Ao vivenciar e explorar esses fenômenos, os alunos ampliam sua percepção sobre a relação entre a Terra e o universo, desenvolvendo habilidades de observação e análise crítica. Essa abordagem estimula questionamentos, promove a investigação científica e fortalece a capacidade dos estudantes de estabelecer conexões entre o que observam e os conceitos astronômicos estudados em sala de aula. Autores como Chassot (2018), Buffon (2020) e Gomes e Coelho (2020) destacam a importância da observação direta do céu, pois ela possibilita que os alunos percebam padrões astronômicos, como a variação das sombras ao longo do dia e as fases da Lua, permitindo a construção de explicações baseadas na investigação e experimentação. Esses fenômenos influenciam diretamente o cotidiano dos estudantes, desde os ciclos do dia e da noite até as mudanças climáticas, afetando aspectos culturais, econômicos e sociais. O conhecimento sobre esses eventos permite compreender melhor o funcionamento do mundo ao nosso redor, ajudando a contextualizar práticas agrícolas, ritmos biológicos e até mesmo festividades que seguem padrões astronômicos. A astronomia tem uma influência na organização dos fusos horários, que foram padronizados para alinhar os horários das atividades humanas à rotação da Terra. Esse ajuste afeta diretamente a economia global, influenciando a sincronização de mercados financeiros, horários de trabalho e funcionamento de transportes internacionais. Por exemplo, bolsas de valores ao redor do mundo operam em horários específicos baseados nos fusos horários, impactando negociações internacionais e tomadas de decisão econômica. O sistema de navegação também se baseia em referências astronômicas, como a latitude e longitude, permitindo que exploradores e navegadores ao longo da história se localizassem utilizando a posição das estrelas. Atualmente, sistemas de 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 5/20 GPS continuam a depender de cálculos astronômicos para fornecer coordenadas precisas, demonstrando como o conhecimento do universo está diretamente ligado ao funcionamento da sociedade moderna. Por exemplo, o calendário islâmico é baseado nos ciclos lunares, o que faz com que o mês do Ramadã varie a cada ano. O calendário maia, altamente preciso, era usado para prever eclipses e determinar períodos de plantio e colheita. Já as tradições ligadas aos solstícios e equinócios, como o Inti Raymi dos povos andinos e as celebrações do solstício de inverno em Stonehenge, demonstram a importância da observação astronômica para diversas civilizações. Dessa forma, ao reconhecer a ciência como parte integrante do dia a dia, os alunos desenvolvem uma visão crítica e consciente sobre os fenômenos naturais e seu impacto na sociedade, percebendo como diferentes culturas interpretam e utilizam o conhecimento astronômico ao longo da história. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça a relevância do ensino de astronomia para a compreensão de fenômenos naturais relacionados à Terra e ao universo, essencial para uma formação integral dos estudantes. A BNCC sugere que o ensino desses conteúdos seja realizado de maneira interdisciplinar, com atividades investigativas que estimulem a curiosidade e a exploração do ambiente. Na prática, essas diretrizes podem ser aplicadas por meio de estratégias como projetos interdisciplinares, nos quais os alunos relacionam a astronomia com outras áreas do conhecimento, como História e Geografia, analisando diferentes modelos cosmológicos ao longo do tempo. Um exemplodisso é o projeto "Astronomia na Escola", desenvolvido em algumas instituições de ensino fundamental, no qual os alunos criam um planetário artesanal utilizando materiais recicláveis para simular o movimento dos astros e compreender os deslocamentos dos planetas ao redor do Sol. A observação do céu noturno pode ser complementada com o uso de aplicativos educativos, simuladores digitais e construção de modelos tridimensionais dos planetas. Oficinas experimentais, como a construção de relógios solares e a simulação das fases da Lua com lanternas e esferas, ajudam a consolidar conceitos de forma lúdica e interativa. Essas práticas tornam o aprendizado mais significativo, promovendo a participação ativa dos estudantes e fortalecendo sua compreensão sobre a dinâmica do universo. Identificação dos corpos celestes do Sistema Solar (planetas, estrelas, satélites naturais e cometas) e suas principais características O Sistema Solar é composto por diversos corpos celestes fascinantes e variados. Entre eles estão os planetas rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), satélites naturais como a Lua e Europa (satélite de Júpiter), além de cometas famosos como o Halley e Hale-Bopp. Autores como Langhi e Nardi (2013), Oliveira (2020) e Longhini (2010) apontam que o ensino desses conceitos pode ser potencializado por práticas pedagógicas ativas, que estimulam a curiosidade e tornam a aprendizagem mais significativa. Para a educação infantil e anos iniciais, recomenda-se a utilização de atividades lúdicas e interativas que facilitem a compreensão dos conceitos astronômicos. A modelagem com massa permite que as crianças criem representações dos planetas e satélites, promovendo a experimentação e o aprendizado tátil. Jogos e quebra-cabeças temáticos ajudam na identificação dos corpos celestes, enquanto a contação de histórias sobre missões espaciais e exploração planetária desperta o interesse científico. O teatro de fantoches pode ser uma estratégia eficaz para apresentar narrativas sobre os planetas e suas características de forma envolvente. O sol como fonte de energia: sua importância para a vida na Terra e para o equilíbrio do Sistema Solar O Sol desempenha papel fundamental na manutenção da vida terrestre, sendo fonte primária de energia luminosa e térmica. Macêdo (2014) e Gangui & Adúriz-Bravo (2018) destacam práticas pedagógicas que integram teoria e experiência direta para tornar a aprendizagem mais concreta desde cedo. A energia solar influencia diariamente atividades cotidianas, desde o crescimento das plantas até a geração de energia elétrica, além de regular os ciclos climáticos que determinam as condições ambientais que sustentam a vida. Além da agricultura, a energia solar é amplamente utilizada na produção de eletricidade por meio de painéis fotovoltaicos, que abastecem residências, indústrias e espaços públicos. Em muitas regiões, o aquecimento solar de água também é uma solução sustentável para reduzir o consumo de energia elétrica em edifícios. Países como Alemanha e China investem amplamente na energia solar como alternativa sustentável para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Um exemplo notável é o projeto "Solar Home Systems" em Bangladesh, que já forneceu eletricidade a milhões de residências rurais por meio da instalação de pequenos sistemas fotovoltaicos. Esse programa permite que famílias que antes dependiam de querosene para iluminação tenham acesso a uma fonte de energia limpa e renovável. Como resultado, houve uma melhora significativa na qualidade de vida, incluindo maior acesso à educação, pois crianças agora podem estudar à noite, e o incentivo ao desenvolvimento econômico local, com pequenos negócios funcionando por mais tempo. As tecnologias, como estufas solares, auxiliam na secagem de alimentos e grãos, contribuindo para a conservação dos produtos agrícolas e reduzindo desperdícios, beneficiando comunidades rurais em diversas partes do mundo. Para tornar o ensino mais dinâmico, algumas atividades práticas podem ser desenvolvidas. A pintura e o desenho ao ar livre permitem que os alunos observem e registrem as mudanças nas sombras ao longo do dia, promovendo uma discussão sobre a posição do Sol. A construção de relógios solares com materiais recicláveis auxilia na compreensão da relação entre tempo e posição solar, tornando o aprendizado mais concreto; experimentos com o cultivo de plantas demonstram o impacto da luz solar na fotossíntese, reforçando a importância do Sol para a vida na Terra. Outra abordagem interessante é a construção de fornos solares com caixas e papel alumínio, permitindo que os alunos compreendam na prática o calor 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 6/20 produzido pela energia solar. Por fim, experimentos simples com pequenas células solares ajudam a ilustrar a conversão da energia solar em eletricidade, mostrando sua aplicação no cotidiano. SIGA EM FRETE Dinâmica dos planetas e seus movimentos em torno do Sol Para abordar os movimentos dos planetas em suas órbitas, as fases da Lua e alguns fenômenos celestes, é ideal utilizar analogias, experimentações e atividades práticas que tornem o aprendizado significativo. Os planetas não ficam parados no espaço; eles se movem ao redor do Sol seguindo caminhos chamados órbitas. Esse movimento acontece por causa da gravidade, que mantém os planetas "presos" ao Sol, como se estivessem girando em um carrossel invisível. Para ajudar as crianças a entenderem essa ideia, uma forma divertida é usar uma bacia e uma bolinha pequena. Quando a bola é girada dentro da bacia, ela não sai para longe, mas segue um trajeto circular, assim como os planetas. Outra sugestão é uma brincadeira em que uma criança fica no centro, representando o Sol, enquanto as outras giram ao redor, simulando as diferentes órbitas dos planetas. Também vale apostar em materiais concretos, como móbiles do Sistema Solar, para tornar a explicação mais visual e envolvente. Essas atividades dialogam com a abordagem de Kenski (2012), que destaca a importância do uso de experimentações e materiais manipuláveis no ensino de Ciências, pois possibilitam que os estudantes construam conceitos de forma ativa e significativa. Ao ensinar Astronomia para crianças, é importante usar uma linguagem acessível e recursos visuais que facilitem a compreensão. Mais do que transmitir informações, o objetivo é despertar o olhar curioso para o céu e estimular a vontade de investigar o mundo ao redor. Quando os conteúdos são conectados ao cotidiano e apresentados de maneira interativa, o aprendizado se torna muito mais significativo e inspirador. Como aponta Freire (1996), o aprendizado se constrói no diálogo entre o conhecimento e a experiência, sendo o professor um mediador nesse processo. Assim, ao trazer a Astronomia para a realidade infantil, é possível tornar esse conhecimento mais próximo, instigante e prazeroso. VAMOS EXERCITAR No início da aula, levantamos uma questão intrigante: o que aconteceria se o Sol deixasse de existir? Agora que estudamos os elementos do Sistema Solar, seus movimentos e a importância do Sol, podemos refletir sobre essa questão com mais embasamento. O Sol não é apenas uma estrela no centro do nosso sistema, mas a principal fonte de energia que mantém os ciclos naturais da Terra, regula o clima, influencia os fusos horários e possibilita a fotossíntese, essencial para a vida. Sem ele, a temperatura cairia drasticamente, a atmosfera sofreria mudanças severas e os planetas perderiam suas órbitas, tornando- se corpos vagando no espaço. Ao longo da aula, percebemos que a astronomia está presente no nosso dia a dia de diversas formas: desde a organização do tempo e o funcionamento dos GPS até a cultura e as tradições baseadas nos ciclos astronômicos. Esses conhecimentos ajudam a compreender a relação entre os astros e a vida na Terra e podem ser exploradosem sala de aula de forma lúdica e interativa. Agora, fica a reflexão: de que outras formas a astronomia influencia nossa vida sem que percebamos? Como o conhecimento sobre os corpos celestes pode contribuir para avanços científicos e tecnológicos? De que maneira o ensino da astronomia pode despertar o interesse dos estudantes para outras áreas do conhecimento? SAIBA MAIS Para aprofundar os conteúdos abordados nesta aula, apresentandos três sugestões distintas e complementares. Capítulo de livro: “Sistema Solar” O livro Sistema Solar torna acessíveis as maravilhas do nosso sistema, explorando seus planetas, luas, o Sol, asteroides e o Cinturão de Kuiper. Com uma abordagem envolvente, inicia com uma visão geral e segue uma organização baseada na distância dos planetas em relação ao Sol. Para esta leitura indicamos o capítulo “Sistema Solar”. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 7/20 CHOWN, Marcus. Sistema solar. 1. ed. São Paulo: Blucher, 2010. E-book. Disponível na sua biblioteca virtual 3.0. Reportagem: "Corpos celestes: o que são, tipos, curiosidades" Nesta reportagem do Mundo Educação, você encontrará uma explicação clara e objetiva sobre os diferentes tipos de corpos celestes, suas características e curiosidades. É uma leitura recomendada para complementar os conhecimentos adquiridos em aula. Filme: "WALL-E" Este filme de animação aborda temas relacionados ao espaço e à importância de cuidar do nosso planeta. Além de entreter, "WALL-E" estimula reflexões sobre sustentabilidade e exploração espacial, sendo uma excelente opção para complementar os estudos de astronomia. Recomendado para todas as idades. REFERÊNCIAS BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC). Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 2017. BIZZO, Nélio. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática, 2009. BUFFON, J. Fundamentos da Astronomia educacional. São Paulo: Editora Ciência & Educação, 2020. CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Ensino de Ciências: unindo pesquisa e prática. São Paulo: Cortez, 2010. CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 9. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2018. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. GANGUI, A.; ADÚRIZ-BRAVO, A. Didática da Astronomia: teoria e prática. Buenos Aires: Editorial Científica, 2018. GOMES, L.; COELHO, M. Astronomia e educação: métodos e práticas no ensino fundamental. Rio de Janeiro: Editora InterCiência, 2020. KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2012. KRASILCHIK, Myriam. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Edusp, 2000. LANGHI, R.; NARDI, R. Ensino de Astronomia: fundamentos e práticas para a sala de aula. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2013. LONGHINI, M. Astronomia para crianças: um guia prático para professores. Curitiba: Editora CRV, 2010. MACÊDO, M. O Sol e suas influências no planeta Terra. Recife: Editora Universitária, 2014. OLIVEIRA, C. Cosmos na Educação Infantil e Fundamental. Belo Horizonte: Editora FTD, 2020. Fenômenos Naturais e Astronômicos: Uma Janela para o Universo Olá, estudante! Nesta videoaula, você irá conhecer fenômenos astronômicos fascinantes, como as fases da Lua, os eclipses, as constelações e eventos espaciais que impactam a Terra. Compreender esses temas amplia sua visão sobre o universo e sua influência no cotidiano, contribuindo para sua prática profissional ao conectar ciência, cultura e educação. Esses conhecimentos abrem novas perspectivas, instigando a curiosidade e fortalecendo o pensamento crítico dos estudantes. Acompanhe a aula e amplie sua compreensão sobre o universo. PONTO DE PARTIDA Você já parou para observar o céu à noite e se perguntou como os movimentos celestes influenciam nosso dia a dia? Nesta aula, vamos compreender fenômenos astronômicos, como as fases da Lua, os eclipses e as constelações, e explorar eventos espaciais que afetam a Terra, como meteoros e tempestades solares. Esses conhecimentos são fundamentais para a educação científica, permitindo que você os leve para a prática pedagógica e instigue o interesse dos estudantes pelo universo. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 8/20 Mas por que a Lua muda de aparência ao longo do mês? Como os eclipses ocorrem e por que nem sempre são visíveis? De que forma as constelações ajudaram na orientação ao longo da história? Ao longo da aula, responderemos a essas perguntas e refletiremos sobre como esses fenômenos moldaram diferentes culturas e influenciam nossa percepção do espaço. Prepare-se para descobrir como o céu que observamos guarda segredos fascinantes e pode ser uma poderosa ferramenta de ensino. Vamos começar! VAMOS COMEÇAR Observação das fases da Lua e dos eclipses (solar e lunar) e suas explicações científicas A Lua desperta curiosidade devido às suas mudanças de aparência ao longo do mês. Explicar que ela não possui luz própria, mas reflete a luz do Sol, é fundamental para compreender as diferentes fases lunares. A Lua passa por oito fases ao longo de seu ciclo, que dura cerca de 29,5 dias. As fases são: Lua Nova: a Lua está entre a Terra e o Sol, e sua face iluminada não é visível da Terra. Lua Crescente: apenas uma pequena parte do lado iluminado da Lua é visível, aumentando gradativamente. Quarto Crescente: metade da Lua está iluminada, formando um semicírculo. Gibosa Crescente: mais da metade da Lua está visível, aproximando-se da fase cheia. Lua Cheia: a face iluminada da Lua está totalmente visível da Terra. Gibosa Minguante: a Lua começa a diminuir de tamanho visível, mantendo ainda grande parte iluminada. Quarto Minguante: apenas metade da Lua está visível novamente, mas agora no lado oposto ao Quarto Crescente. Lua Minguante: apenas uma pequena parte iluminada é visível, até desaparecer novamente na Lua Nova. Para tornar esse aprendizado mais dinâmico, uma experiência simples é utilizar uma lanterna e uma bola branca: ao movimentar a bola, as crianças percebem como a luz ilumina diferentes partes, formando as fases da Lua. Essa atividade permite que os alunos visualizem de maneira concreta o ciclo lunar, promovendo uma aprendizagem mais interativa e intuitiva. Segundo Lago (2013), o uso de recursos manipulativos auxilia significativamente na construção do conhecimento astronômico, tornando os conceitos mais acessíveis aos estudantes. Os autores Trevisan e Puzzo (2006) ressaltam que atividades experimentais contribuem para a correção de concepções alternativas sobre as fases da Lua e eclipses. Outra forma de estimular a observação é propor que as crianças desenhem a Lua durante algumas noites e comparem as mudanças. Uma ideia divertida é usar bolachas recheadas para representar as fases lunares, raspando o recheio para ilustrar cada etapa. Além das mudanças no céu, a Lua também influencia as marés. Esse fenômeno pode ser demonstrado de maneira simples ao balançar um recipiente com água, mostrando como a gravidade afeta os oceanos. Para realizar essa atividade, encha um recipiente transparente com água até a metade e coloque-o sobre uma superfície plana. Peça aos alunos que observem a superfície da água em repouso. Em seguida, mova o recipiente suavemente para frente e para trás, simulando o efeito da atração gravitacional da Lua sobre os oceanos. Os alunos poderão perceber como pequenas oscilações criam ondas dentro do recipiente, representando o fluxo das marés. Para tornar a experiência mais visual, podem-se adicionar pequenos objetos flutuantes, como pedaços de cortiça, para demonstrar o deslocamento da água. Os eclipses, por sua vez, são fenômenos que ilustram a interação entre a Terra, a Lua e o Sol, assim como as fases da Lua e as marés. No eclipse solar, a Lua bloqueia a luz do Sol por alguns minutos, lançando umasombra sobre partes da Terra. No eclipse lunar, a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre a Lua, que pode adquirir tons avermelhados. Para facilitar a compreensão desses eventos, pode-se simular eclipses com uma lanterna e esferas de tamanhos diferentes, demonstrando a formação das sombras no espaço. Para realizar a simulação, posicione uma lanterna fixa como fonte de luz, representando o Sol. Em seguida, utilize uma esfera maior para representar a Terra e uma menor para simbolizar a Lua. Movimente a esfera menor ao redor da maior, observando como as sombras projetadas simulam um eclipse solar quando a Lua bloqueia a luz da lanterna e um eclipse lunar quando a sombra da Terra recobre a Lua. Para adaptar essa atividade a diferentes faixas etárias, crianças mais novas podem apenas observar o efeito da sombra e discutir suas percepções, enquanto alunos mais velhos podem registrar as variações da sombra e compará-las com imagens reais de eclipses. A observação dos eclipses pode ser um momento especial na sala de aula, incentivando as crianças a registrarem suas percepções e discutirem a importância desses fenômenos para a ciência. É importante ressaltar que a observação de um eclipse solar deve ser feita com segurança, utilizando filtros apropriados para proteger os olhos. Muitas culturas interpretam os eclipses de formas diferentes ao longo da história. Os antigos chineses, por exemplo, viam os eclipses como um dragão devorando o Sol, enquanto os maias os associavam a eventos cíclicos de renovação. Já os 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 9/20 vikings acreditavam que os lobos celestiais Hati e Skoll perseguiam o Sol e a Lua, causando os eclipses ao alcançá-los. Explorar essas interpretações pode ser um ponto de partida para uma abordagem interdisciplinar, conectando mitologia, história e astronomia, tornando o aprendizado mais rico e significativo. Constelações e sua relevância histórica e cultural na orientação e no imaginário humanos Desde tempos remotos, as constelações têm desempenhado um papel fundamental na vida humana. Antigas civilizações utilizaram os padrões estelares para navegação, marcação do tempo e elaboração de mitologias. A observação do céu noturno era uma maneira de compreender o mundo e sua relação com os astros, influenciando práticas culturais e agrícolas. Além do aspecto científico, explorar as constelações sob uma perspectiva cultural pode enriquecer o aprendizado. Cada civilização interpretou as estrelas de maneira única. Ao redor do mundo, diversas culturas têm sua própria interpretação sobre as constelações. Os egípcios, por sua vez, alinhavam suas pirâmides com a constelação de Órion, acreditando que estava ligada ao deus Osíris. Já os chineses desenvolveram um sistema próprio de agrupamento estelar, distinto do ocidental, e utilizavam suas constelações para prever eventos naturais e orientar o plantio agrícola. Propor atividades em que os alunos criem suas próprias constelações e histórias baseadas nos padrões estelares pode estimular a criatividade e o pensamento crítico. Outro ponto interessante a ser abordado é o zodíaco e sua influência em diversas culturas. Hoje, as constelações continuam a despertar fascínio, sendo uma porta de entrada para o ensino da astronomia. De acordo com Atulim (2011), o uso de recursos tecnológicos, como softwares de simulação, pode facilitar a identificação de constelações e a compreensão dos movimentos celestes. Langhi e Nardi (2007) também enfatizam que a observação direta do céu noturno, aliada à construção de instrumentos ópticos simples, torna o aprendizado mais significativo. A abordagem interdisciplinar permite conexões com disciplinas como História e Geografia. Por exemplo, ao estudar as constelações utilizadas para navegação, os alunos podem analisar mapas antigos e comparar técnicas de orientação usadas por diferentes civilizações. Já em Geografia, é possível relacionar a posição das constelações com a localização dos hemisférios e fusos horários, ampliando a compreensão sobre os impactos da astronomia na organização do tempo e espaço. Discutir como as constelações foram utilizadas para navegação por diferentes povos ou como calendários agrícolas se baseavam nos movimentos estelares são formas de mostrar como a astronomia sempre esteve presente no cotidiano humano. Langhi e Nardi (2007) destacam que a observação direta do céu noturno e a construção de instrumentos ópticos simples são estratégias eficazes para aproximar os estudantes da astronomia, promovendo uma aprendizagem ativa e contextualizada. SIGA EM FRENTE Fenômenos naturais e espaciais: meteoros, auroras boreais e tempestades solares e seus impactos na Terra As tempestades solares são eventos causados por explosões na superfície do Sol, que liberam grandes quantidades de partículas carregadas no espaço. Essas partículas são conhecidas como ejeções de massa coronal (EMC) e podem atingir a magnetosfera da Terra, causando perturbações no campo magnético do planeta. Esse fenômeno pode impactar diversos aspectos da vida cotidiana, especialmente na tecnologia e nas comunicações. As tempestades solares mais intensas podem afetar satélites de comunicação, GPS, redes elétricas e até mesmo causar danos aos sistemas eletrônicos de aeronaves e espaçonaves. Um exemplo histórico desse impacto ocorreu em 1859, no chamado Evento de Carrington, quando uma intensa tempestade solar causou falhas em sistemas telegráficos e gerou auroras boreais visíveis em locais incomuns, como o Caribe. Atualmente, os cientistas monitoram a atividade solar por meio de telescópios espaciais e satélites, como o Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), para prever e minimizar os efeitos dessas tempestades. Uma maneira de ilustrar esse fenômeno na sala de aula é por meio de uma experiência com bobinas eletromagnéticas para demonstrar a indução eletromagnética, fenômeno responsável pelos danos causados às redes elétricas durante tempestades solares intensas. Langhi e Nardi (2014) reforçam que o ensino de fenômenos astronômicos deve estar relacionado ao impacto que eles exercem na vida moderna, tornando o aprendizado mais contextualizado e significativo. O universo é palco de eventos fascinantes, e alguns deles podem ser observados diretamente da Terra. As chuvas de meteoros, por exemplo, são espetáculos celestes que despertam curiosidade e podem ser acompanhados em determinadas épocas do ano. Esses eventos ocorrem porque a Terra, em sua órbita ao redor do Sol, atravessa regiões do espaço repletas de detritos deixados por cometas e asteroides. Quando essas partículas entram na atmosfera terrestre, queimam devido ao atrito, produzindo o efeito luminoso característico das chuvas de meteoros. Algumas das mais famosas incluem as Perseidas, visíveis em agosto, e as Geminídeas, que ocorrem em dezembro. Para uma melhor observação, recomenda-se procurar locais afastados da poluição luminosa e observar durante a madrugada, quando a visibilidade é maior, e tomar cuidado com a segurança no local escolhido para observação. Esses 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 10/20 eventos ocorrem quando partículas de poeira deixadas por cometas entram na atmosfera terrestre e queimam devido ao atrito com o ar. Segundo Buffon (2020), o estudo das chuvas de meteoros não apenas amplia o conhecimento sobre fenômenos celestes, mas também desperta o interesse dos alunos para a investigação científica. Gangui e Adúriz-Bravo (2018) destacam que a abordagem experimental dessas ocorrências pode contribuir para a compreensão dos processos físicos envolvidos na entrada de meteoros na atmosfera. Outro fenômeno impressionante são as auroras boreais e austrais, que acontecem nas regiões polares quando partículas carregadas do Sol interagem com o campomagnético da Terra. Embora não sejam visíveis no Brasil devido à localização geográfica do país fora das regiões polares, onde as auroras ocorrem com maior frequência, vídeos e simulações podem ajudar a compreender esse fenômeno. Conforme Langhi e Nardi (2014), o ensino de fenômenos astronômicos deve estar sempre relacionado ao impacto que eles exercem na vida cotidiana, tornando a aprendizagem mais contextualizada. Buffon (2020) salienta que o uso de tecnologias digitais permite que os alunos explorem esses fenômenos mesmo sem uma observação direta. Plataformas como NASA's Eyes on the Solar System e aplicativos como Stellarium permitem explorar visualmente esse fenômeno de maneira interativa. Além disso, documentários como Aurora: Fire in the Sky fornecem explicações detalhadas sobre as causas e os impactos das auroras. Como complemento, experimentos simples com ímãs e limalha de ferro podem ilustrar como o campo magnético da Terra protege o planeta dessas partículas solares. Outro campo fascinante relacionado à astronomia é a astrobiologia, que investiga as condições necessárias para a existência da vida fora da Terra e como a busca por essas condições tem impulsionado a ciência. Com o avanço das tecnologias de observação espacial, cientistas têm identificado diversos exoplanetas, que são planetas orbitando outras estrelas fora do Sistema Solar. Os telescópios espaciais Kepler e James Webb são importantes para a identificação desses planetas, analisando suas atmosferas e buscando sinais que possam indicar a presença de água, metano e outros elementos essenciais para a vida. Entre os exoplanetas mais estudados, destaca-se o sistema TRAPPIST-1, que possui sete planetas rochosos, alguns deles localizados na chamada zona habitável, onde a temperatura pode permitir a presença de água líquida. Para envolver os alunos nessa discussão, uma atividade interessante é simular a descoberta de exoplanetas utilizando lâmpadas e esferas de diferentes tamanhos para representar estrelas e planetas, observando como a luz de uma estrela se altera quando um planeta passa à sua frente, fenômeno conhecido como método do trânsito planetário. Gangui e Adúriz-Bravo (2018) enfatizam que a observação e análise de exoplanetas promovem o pensamento investigativo e aproximam os alunos das metodologias científicas utilizadas pelos astrônomos. VAMOS EXERCITAR Ao longo da aula, compreendemos por que a Lua muda de aparência ao longo do mês: sua posição em relação ao Sol e à Terra faz com que diferentes porções de sua superfície sejam iluminadas e visíveis para nós. Também discutimos como ocorrem os eclipses, fenômenos que acontecem quando há um alinhamento específico entre a Terra, a Lua e o Sol, e por que nem sempre conseguimos vê-los de qualquer lugar do planeta. Foi possível explorarmos o papel das constelações na história, desde sua importância para a navegação até sua influência nas diferentes culturas. Agora, é hora de refletir: como a observação desses fenômenos pode enriquecer o ensino de ciências? Você pode testar uma das atividades que discutimos, como simular as fases da Lua com uma lanterna e uma bola, criar um modelo para representar os eclipses ou observar o céu noturno e registrar as mudanças da Lua ao longo dos dias. E, finalmente, pensem sobre como a poluição luminosa afeta nossa capacidade de enxergar os astros e de que maneira a tecnologia tem nos ajudado a explorar o espaço com mais precisão? SAIBA MAIS Para aprofundar os conteúdos abordados nesta aula, apresentamos algumas sugestões. Não deixe de consultá-los e assim ampliar seus conhecimentos sobre o tema. Artigo Acadêmico – Justificativas para o ensino de Astronomia: o que dizem os professores dos anos iniciais? Esse artigo analisa as justificativas apresentadas por professores dos anos iniciais do ensino fundamental para o ensino de astronomia, oferecendo reflexões sobre as práticas pedagógicas e a importância desse conhecimento na formação dos estudantes. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 11/20 LANGHI, R.; NARDI, R. Justificativas para o ensino de Astronomia: o que dizem os professores dos anos iniciais? Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, v. 14, n. 3, 2014. Filme – “Estrelas Além do Tempo” Que tal ver como a astronomia e a exploração espacial impactaram a história? Esse filme conta a história real de três cientistas brilhantes que ajudaram a NASA a lançar astronautas ao espaço. Uma excelente maneira de refletir sobre o impacto da astronomia na sociedade e a importância do conhecimento científico. Podcast – “Ciência Hoje: O Universo em Perspectiva” Nesse episódio, especialistas discutem como os avanços tecnológicos revolucionaram nossa compreensão do espaço. Desde telescópios espaciais até sondas que exploram outros planetas, você vai descobrir como a ciência está cada vez mais perto de desvendar os mistérios do cosmos. REFERÊNCIAS ATULIM, J. A. A observação do céu e o ensino de astronomia: desafios e possibilidades. São Paulo: Editora Ciência e Educação, 2011. BUFFON, M. Astronomia e fenômenos celestes: uma abordagem investigativa. Porto Alegre: Editora Astronômica, 2020. GANGUI, A.; ADÚRIZ-BRAVO, A. Ensino de astronomia e investigação científica: estratégias didáticas. Buenos Aires: Ediciones Astronómicas, 2018. LANGHI, R.; NARDI, R. A astronomia no ensino fundamental: propostas metodológicas e reflexões pedagógicas. São Paulo: Editora Universitária, 2007. LANGHI, R.; NARDI, R. Fenômenos astronômicos e suas implicações no cotidiano: um olhar para o ensino de ciências. Campinas: Editora da Unicamp, 2014. LAGO, A. Recursos didáticos e a construção do conhecimento astronômico. Rio de Janeiro: Editora Ciência e Educação, 2013. TREVISAN, R.; PUZZO, R. Atividades experimentais no ensino de astronomia: um caminho para a aprendizagem significativa. Curitiba: Editora Educacional, 2006. MANO, Amanda de Mattos Pereira; SARAVALI, Eliane Giachetto. As fases da Lua, os eclipses e as relações espaciais: um estudo piagetiano. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e Matemática, v. 17, n. 39, p. 28-46, 2021. LONGHINI, Marcos Daniel. A Lua e suas fases: entre a disponibilidade de observação e o desafio da compreensão. Revista Latino-Americana de Educação em Astronomia - RELEA, n. 32, p. 43-69, 2021. LIMA, Flávia Pedroza; MOREIRA, Ildeu de Castro. Tradições astronômicas tupinambás na visão de Claude D’Abbeville. Revista Brasileira de História da Ciência, v. 3, n. 1, p. 4-18, 2010. SILVA, André Luiz da; LIMA, Flávia Pedroza. Astronomia cultural: análise de materiais e caminhos para o ensino. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 10, n. 1, p. 1-16, 2019. Sustentabilidade Planetária e a Ciência como Aliada Olá, estudante! Nesta videoaula, vamos conversar sobre sustentabilidade planetária e refletir sobre como a ciência pode colaborar para transformar a relação entre seres humanos e o meio ambiente. Você vai entender por que esse tema precisa estar presente nas práticas educativas e como ele pode inspirar ações concretas e conscientes desde os primeiros anos escolares. Esses conteúdos são fundamentais para quem deseja educar com responsabilidade, formando cidadãos críticos, solidários e comprometidos com o futuro do planeta. Assista com atenção e aproveite cada ideia! PONTO DE PARTIDA 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 12/20 Você já parou para pensar no quanto nossas escolhas do dia a dia impactam o planeta? Nesta aula, vamos conversar sobre sustentabilidade planetária e o papel da ciência como aliada na construção de uma sociedade mais consciente e responsável com o meio ambiente. Vamos discutir por que é tão importante levar esses temas para a sala de aula e como eles se conectam com a formação de valores nas crianças desde os primeiros anos escolares. Mas,afinal, como educar para a sustentabilidade de forma significativa? Como despertar nos estudantes o desejo de cuidar do planeta, sem cair no discurso pronto ou distante da realidade? Essas são algumas das perguntas que vão nos acompanhar ao longo da aula, guiando as reflexões e sugestões práticas que preparamos para você. Fique com a gente! O que você aprenderá aqui pode fazer toda a diferença na sua prática como educador e, quem sabe, também nas pequenas atitudes do seu cotidiano. Vamos começar? VAMOS COMEÇAR Reflexões sobre os impactos das atividades humanas no equilíbrio ambiental do planeta Terra As atividades humanas, ao longo da história, vêm provocando profundas transformações nos ecossistemas terrestres. Desde a Revolução Industrial, esse processo se intensificou com a exploração desenfreada dos recursos naturais, a utilização de combustíveis fósseis e a produção em larga escala de resíduos, o que resultou em impactos severos sobre o equilíbrio ambiental do planeta. As consequências dessas ações se manifestam em fenômenos como o aquecimento global, a poluição dos solos, das águas e do ar, o desmatamento, a perda da biodiversidade e as mudanças climáticas — todos eles indicativos de uma crise ambiental planetária. A compreensão da sustentabilidade planetária exige o reconhecimento de que os recursos naturais são finitos e interdependentes. O conceito de "limites planetários", desenvolvido pelo Stockholm Resilience Centre, destaca a existência de fronteiras ecológicas que não devem ser ultrapassadas para que a Terra continue oferecendo condições seguras de vida. Ao introduzir essa noção desde os primeiros anos escolares, promovemos nas crianças a consciência de que suas escolhas — ao consumir água, ao produzir lixo ou ao optar por determinados produtos — impactam diretamente o futuro do planeta. Nesse contexto, a escola ocupa um lugar central como espaço de formação de valores e atitudes. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) reforça essa responsabilidade ao prever que o ensino de Ciências nos anos iniciais deve fomentar a compreensão de fenômenos naturais e tecnológicos e a tomada de decisões baseadas em evidências. Já na Educação Infantil, a BNCC orienta que as crianças tenham experiências significativas com os elementos da natureza, promovendo atitudes de cuidado e respeito. A Educação Ambiental crítica, como defendem Guimarães (2004) e Loureiro (2006), propõe que o trabalho pedagógico ultrapasse a abordagem informativa e estimule uma transformação nas relações sociais e nas formas de se relacionar com a natureza. Trata-se de promover uma educação que envolva o sensível, o ético e o político. Carvalho (2012) também defende que a Educação Ambiental deve ser tratada como eixo estruturante da prática pedagógica, articulando conhecimentos, valores e ações. A importância da astronomia no entendimento da preservação da Terra e de seus recursos naturais Refletir sobre o lugar da Terra no universo é uma das formas mais poderosas de despertar o senso de pertencimento e responsabilidade planetária. A astronomia, ao ampliar a percepção de que habitamos um planeta único, frágil e finito, colabora significativamente para o entendimento da necessidade de sua preservação. Ao contemplarmos a imensidão do cosmos, percebemos a raridade das condições que permitem a vida — atmosfera, água em estado líquido, temperatura adequada, entre outros aspectos — e somos convidados a rever nossas atitudes em relação aos recursos naturais. Segundo Chassot (2003), a astronomia nos ajuda a desenvolver o "espírito cósmico", ou seja, a consciência de que fazemos parte de um sistema muito maior e de que a Terra, apesar de ser o nosso lar, não é o centro do universo. Essa perspectiva desloca o olhar antropocêntrico e favorece a construção de uma ética ecológica mais ampla, como propõe Morin (2001) ao falar da necessidade de uma “cabeça bem-feita” capaz de conectar os saberes. Trabalhar com conteúdos de astronomia nas escolas estimula a curiosidade e o encantamento das crianças, ao mesmo tempo em que promove o pensamento científico e o raciocínio lógico. A BNCC (2017) inclui a astronomia como um dos objetos de conhecimento desde os anos iniciais, apontando para a relevância de temas como o movimento da Terra, as fases da Lua, o sistema solar e as características dos planetas. Esses conteúdos, quando associados à discussão sobre sustentabilidade, ajudam a fortalecer uma visão sistêmica da vida no planeta. Projetos pedagógicos que exploram a observação do céu, a construção de maquetes do sistema solar, ou a criação de murais que relacionem o planeta Terra ao cosmos são oportunidades para articular ciência, sensibilidade e compromisso socioambiental. Ao olhar para o céu, as crianças aprendem não apenas sobre estrelas e galáxias, mas também sobre a responsabilidade de cuidar do único planeta que, até hoje, conhecemos como habitável. Avanços da ciência e da tecnologia espacial na busca por soluções para a sustentabilidade e a sobrevivência da vida na Terra 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 13/20 O campo da ciência e da tecnologia espacial tem contribuído significativamente para o enfrentamento dos desafios ambientais da atualidade. Por meio de satélites, por exemplo, é possível monitorar o desmatamento, o avanço da desertificação, a elevação do nível dos oceanos e as mudanças nos padrões climáticos com grande precisão. Esses dados são fundamentais para que cientistas e gestores públicos desenvolvam políticas ambientais mais eficazes e baseadas em evidências concretas. As pesquisas realizadas por agências espaciais, como a NASA e a ESA, têm impulsionado o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis com aplicações diretas na vida cotidiana — como sistemas de reaproveitamento de água, painéis solares mais eficientes, novos materiais biodegradáveis e soluções para geração de energia limpa. O conhecimento gerado para missões espaciais, muitas vezes, retorna à Terra em forma de inovação voltada à preservação ambiental e à melhoria da qualidade de vida. Autores como Sachs (2012) e Rees (2010) argumentam que, diante dos limites ecológicos do planeta, a ciência precisa se tornar cada vez mais integrada e voltada para a sustentabilidade. Nesse sentido, o diálogo entre a exploração espacial e os compromissos com a vida na Terra não apenas é possível, mas desejável — pois amplia as fronteiras do conhecimento humano em favor da continuidade da existência. Na escola, discutir esses avanços pode inspirar as crianças a enxergar a ciência como uma aliada da vida, da justiça social e do cuidado com o planeta. Trabalhos interdisciplinares com Tecnologias, Ciências, Geografia e Artes podem resultar em feiras de ciências, projetos de protótipos ecológicos, estudos sobre a vida fora da Terra e rodas de conversa sobre o futuro da humanidade. Ao falarmos sobre a formação científica, entendamos que ela se torna fundamental para a constituição de sujeitos críticos, capazes de compreender a complexidade dos problemas socioambientais e de se engajar na busca por soluções. A ciência, quando apresentada como processo de investigação e construção coletiva de conhecimento, aproxima-se da realidade dos estudantes e contribui para a formação de cidadãos conscientes e atuantes (CHASSOT, 2003; DELIZOICOV, ANGOTTI & PERNAMBUCO, 2002). Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a curiosidade e a capacidade de observação das crianças podem ser mobilizadas por meio de experimentos simples, registros de campo, rodas de conversa e uso de recursos tecnológicos. Essa abordagem ativa e investigativa é essencial para o desenvolvimento da alfabetização científica, como propõem Santos (2009) e Mortimer e Machado (2007). A Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os de número 4 (Educação de Qualidade), 12 (Consumo e Produção Responsáveis) e 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), indicamcaminhos para que a escola contribua efetivamente para a formação de uma cultura de sustentabilidade. Segundo Paulo Freire (1996), a educação precisa promover uma leitura crítica do mundo. Para isso, é necessário que a temática ambiental esteja presente de maneira transversal no currículo escolar. A transversalidade possibilita a articulação de saberes, a integração entre diferentes áreas do conhecimento e a construção de uma visão sistêmica e ética da realidade (Carvalho, 2012; Loureiro, 2006). A BNCC (2017), ao destacar os temas contemporâneos transversais, reforça a importância da sustentabilidade como eixo organizador das práticas educativas. SIGA EM FRENTE Parte inferior do formulário Na área de Língua Portuguesa, por exemplo, é possível trabalhar a sustentabilidade por meio da leitura e produção de textos com temática ambiental. Kleiman (2008) e Rojo (2013) apontam que o letramento crítico permite que os estudantes compreendam os discursos que circulam na sociedade e se posicionem diante deles. Na Educação Infantil, atividades como o reconto de histórias, a criação de cartazes ilustrados e rodas de conversa estimulam o cuidado com a natureza. Já nos anos iniciais, a produção de textos narrativos e informativos, a análise de reportagens e a elaboração de slogans para campanhas ecológicas promovem o protagonismo dos alunos em práticas de linguagem significativas (SOLÉ, 1998; COSSON, 2006). A Matemática também oferece contribuições valiosas. D'Ambrosio (2001) propõe a Etnomatemática como forma de valorizar saberes locais e promover uma educação contextualizada. Lorenzato (2006) e Skovsmose (2000) defendem o uso da matemática crítica para analisar dados e situações reais. Assim, crianças podem construir gráficos sobre o consumo de água na escola, resolver problemas relacionados 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 14/20 ao plantio de árvores ou estimar o tempo de decomposição de resíduos sólidos. Na Educação Infantil, contagens, classificações e comparações feitas com materiais recicláveis já introduzem essas noções de forma lúdica (SMOLE & DINIZ, 2001). Nas Artes, a sustentabilidade pode ser explorada por meio de atividades que envolvem a criação com materiais reaproveitados, colagens com elementos naturais e produção de murais sobre o planeta Terra. Ostetto (2006), Hernández (2007) e Barbosa (2010) destacam a importância das linguagens artísticas para desenvolver a sensibilidade estética, a imaginação e a consciência ética e ambiental. Dramatizações, pintura de paisagens ameaçadas e teatro de fantoches com histórias ecológicas também são estratégias potentes de sensibilização. A área de História permite compreender como as sociedades, ao longo do tempo, se relacionaram com a natureza. Pinsky (2013) e Chalhoub (2012) mostram que o estudo da história dos hábitos de consumo, das práticas agrícolas e dos modos de vida dos povos originários pode enriquecer o debate sobre sustentabilidade. Na Educação Infantil, atividades com fotos antigas, relatos de familiares e linhas do tempo ilustradas despertam o interesse pela história ambiental. Nos anos iniciais, é possível propor pesquisas sobre transformações nas paisagens e nas formas de viver. A Geografia, por sua vez, fornece ferramentas para a leitura e análise do espaço. Callai (2005), Cavalcanti (2001) e Vesentini (2004) defendem uma abordagem crítica e problematizadora da realidade geográfica. As crianças podem observar o entorno da escola, identificar áreas verdes e degradadas, produzir mapas afetivos e temáticos e discutir os impactos da ação humana sobre o território. O estudo de biomas brasileiros, das mudanças climáticas e das áreas de risco ambiental são temas relevantes para essa abordagem. Em Ciências da Natureza, como enfatizam Chassot (2003), Delizoicov et al. (2002) e Santos (2009), é necessário promover o encantamento, a investigação e a valorização da vida em todas as suas formas. A exploração sensorial de elementos naturais, os cuidados com plantas e pequenos animais e os experimentos sobre germinação, decomposição e ciclo da água são atividades que favorecem uma vivência concreta da sustentabilidade. A tecnologia, se utilizada de forma crítica e criativa, pode ser uma aliada importante. Kenski (2007), Pretto (2008) e Moran (2007) apontam que o uso de recursos digitais pode ampliar o acesso ao conhecimento e estimular o protagonismo infantil. Vídeos curtos, jogos educativos, aplicativos de monitoramento de consumo e construção de protótipos ecológicos são exemplos de como a sustentabilidade pode dialogar com a cultura digital na escola. Por fim, na Educação Física, é possível integrar o corpo, o movimento e a consciência ambiental. Betti (1991), Darido e Rangel (2005) e Bracht (2000) argumentam que o movimento humano pode ser um meio de conhecer o mundo e de desenvolver valores como cooperação, respeito e solidariedade. Trilhas ecológicas, jogos cooperativos, circuitos com materiais reutilizáveis e brincadeiras inspiradas na natureza fortalecem o vínculo das crianças com o meio ambiente. Assim, a sustentabilidade planetária, compreendida como um compromisso ético, científico e pedagógico, precisa estar no centro da prática educativa. Ao integrar saberes, estimular o pensamento crítico e promover o engajamento das crianças com os desafios do seu tempo, a escola se torna, de fato, um espaço de transformação. A ciência, nesse percurso, não é apenas um conjunto de conteúdos, mas uma aliada essencial na construção de futuros mais justos, diversos e sustentáveis. 05/11/2026, 12:05 Unidade de Exportação https://publish-p136102-e1403896.adobeaemcloud.com/content/vilt-group/exportUnit.html?key=8CA8C933-CD9C-F111-B8DE-7CED8DA88342 15/20 VAMOS EXERCITAR Com base nas reflexões que construímos ao longo da aula, ficou evidente que educar para a sustentabilidade exige sensibilidade, intencionalidade e conhecimento. Não basta falar de meio ambiente de forma genérica: é preciso ajudar os estudantes a compreenderem as relações entre suas ações cotidianas e os impactos no planeta. A ciência contribui com esse processo ao oferecer explicações sobre os fenômenos naturais, os efeitos das ações humanas e, principalmente, ao nos ajudar a buscar alternativas mais responsáveis e criativas para lidar com os desafios que enfrentamos. Ao perguntarmos como despertar nas crianças o desejo genuíno de cuidar do planeta, percebemos que a resposta não está em discursos prontos ou distantes da realidade. Pelo contrário: o caminho passa pelo envolvimento direto dos alunos em experiências significativas, como hortas escolares, campanhas de reaproveitamento, observação da natureza ao redor da escola ou debates sobre consumo consciente. São essas vivências, conectadas à sua realidade, que despertam o sentimento de pertencimento e responsabilidade. A sala de aula pode (e deve) ser um espaço onde o conhecimento científico se une à formação ética, ao diálogo e à ação. Quando isso acontece, formamos não apenas alunos informados, mas cidadãos ativos e comprometidos com o cuidado com a vida em todas as suas formas. Agora, fica o convite: quais práticas, mesmo que pequenas, você pode implementar para tornar sua prática pedagógica mais conectada com a sustentabilidade? Reflita, experimente, compartilhe — e siga transformando o mundo a partir da educação. SAIBA MAIS Para aprofundar os temas discutidos nesta aula, selecionamos materiais que ampliam a sua visão sobre sustentabilidade, práticas pedagógicas e o papel da ciência na formação de cidadãos conscientes. Confira: Capítulo de livro (Biblioteca Virtual) Capítulo recomendado: Capítulo 2 – Educação ambiental crítica na escola pública Esse capítulo apresenta práticas pedagógicas concretas para trabalhar a educação ambiental de forma crítica, participativa e interdisciplinar. Uma leitura para quem deseja aplicar o conceito de sustentabilidade no cotidiano escolar. SILVA, L. C. et