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SEGUNDA LICENCIATURA EM Ciências Biológicas 
 ALUNO (A): Juliana Olivetto 
 RA: 853628 
 RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO 
 
 UNIFATECIE 
 2026 
 ALUNO (A): Juliana Olivetto 
 RA: 853628 
 RELATÓRIO FINAL DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO 
 
 
 Relatório de Conclusão do Estágio, 
 apresentado, como requisito final para 
 cumprimento das atividades exigidas na 
 disciplina do Estágio Supervisionado. 
 Professor(a) Orientador(a) do Curso: 
 BÁRBARA CASSIMIRA DE SOUZA 
 Coordenadora de Estágio: THAIS LUANI 
 PORTO OLIVEIRA 
 UNIFATECIE 
 2026 
 ATIVIDADES 
 RELATÓRIO FINAL: ATIVIDADES DE PRÁTICA DOCENTE 
 1. Atividade 1: Estudo de Caso – Prática Docente e Mediação Pedagógica 
 A prática docente na Educação Básica exige do professor uma constante 
 reflexão sobre a realidade da sala de aula e a capacidade de reorganizar suas 
 estratégias de ensino frente a contextos complexos. Diante de uma turma que 
 apresenta baixa participação, desmotivação, conflitos interpessoais e dificuldades 
 específicas de leitura, escrita, interpretação ou organização dos estudos, a postura 
 adequada do professor deve ser pautada na ética, na escuta sensível, na empatia e 
 na responsabilidade social. Cabe ao educador abandonar uma visão culpabilizadora 
 do estudante e assumir o papel de mediador, reconhecendo a diversidade de ritmos 
 e saberes presentes no espaço escolar e garantindo o direito inalienável de todos à 
 aprendizagem. 
 Para que essa intervenção seja efetiva, o diálogo precisa ser conduzido de 
 maneira articulada entre a turma, a família e a equipe pedagógica. Com os 
 estudantes, a comunicação deve ser horizontal e transparente, abrindo espaço para 
 que expressem suas angústias e participem ativamente da construção de 
 combinados de convivência. Com as famílias, o diálogo precisa ser parceiro e 
 acolhedor, superando a lógica de uma comunicação apenas punitiva ou restrita a 
 queixas, buscando somar esforços entre escola e lar. Já com a equipe pedagógica, 
 o diálogo deve ser colaborativo e reflexivo, fundamentado no planejamento conjunto 
 e no apoio mútuo para a tomada de decisões institucionais. 
 Como encaminhamentos pedagógicos para superar a desmotivação e 
 melhorar a participação, sugere-se a diversificação das metodologias de ensino, 
 como a adoção de metodologias ativas, o uso de recursos lúdicos e visuais, e 
 propostas de trabalho em grupo estruturadas com papéis definidos, o que favorece a 
 superação dos conflitos. Além disso, para atender às defasagens na leitura, escrita e 
 organização, é fundamental implementar atividades diversificadas e o apoio 
 pedagógico individualizado quando necessário, respeitando as necessidades 
 específicas de cada aluno. 
 Por fim, todo esse processo deve ser sistematicamente registrado, 
 acompanhado e avaliado pela escola. O registro diário no diário de classe e em 
 portfólios individuais permite documentar os avanços, as barreiras encontradas e a 
 eficácia das intervenções aplicadas. O acompanhamento contínuo assegura que as 
 estratégias possam ser redimensionadas em tempo hábil, enquanto a avaliação 
 formativa garante que o foco permaneça no processo de desenvolvimento global do 
 estudante, assegurando a função social da escola na formação integral dos sujeitos. 
 2. Atividade 2: Plano de Aula 
 Campo Preenchimento 
 Área/Campo Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Biologia 
 Tema Leis de Mendel e Hereditariedade (Introdução à Genética) 
 Ano/série 3º Ano do Ensino Médio 
 Carga horária 2 horas/aula (aprox. 100 minutos) 
 Objetivo da aula Compreender os conceitos básicos da hereditariedade e a 
 1ª Lei de Mendel, aplicando-os na resolução de problemas 
 práticos sobre a transmissão de características genéticas. 
 Conteúdos Conceitos básicos de genética (gene, alelo, genótipo, 
 fenótipo,homozigoto e heterozigoto). Primeira Lei de 
 Mendel. Uso do Diagrama/Quadro de Punnett. 
 Metodologia Metodologia ativa (Aprendizagem Baseada em Problemas 
 e Resolução de Casos Práticos), exposição dialogada com 
 o uso de recursos visuais e resolução colaborativa de 
 problemas em duplas. 
 Recursos didáticos Datashow/Projetor, lousa, marcadores, fichas impressas 
 com problemas práticos e árvores genealógicas 
 simplificadas. 
 Desenvolvimento da 
 aula 
 Introdução (20 min) com sondagem; Desenvolvimento (50 
 min) explicação e demonstração na lousa; Prática Guiada 
 (30 min) com resolução de problemas. 
 Atividade avaliativa Resolução em duplas de uma lista curta com duas 
 situações-problema aplicadas ao cotidiano. 
 Critérios de 
 avaliação 
 Participação, diferenciação de genótipo/fenótipo, correta 
 montagem do Quadro de Punnett. 
 Referências BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). MEC, 
 2018. AMABIS, J. M.; MARTHOS, G. R. Biologia das 
 Populações. Moderna, 2016. 
 3. Atividade 3: Proposta de Avaliação e Recuperação da Aprendizagem 
 Campo Preenchimento 
 Conteúdo avaliado Conceitos básicos de genética, Primeira Lei de Mendel e 
 uso do Quadro de Punnett. 
 Objetivo da avaliação Verificar a compreensão da transmissão de características 
 hereditárias e aplicação das proporções genotípicas e 
 fenotípicas. 
 Tipo de instrumento Avaliação processual e formativa: Resolução de 
 situações-problema em duplas, com consulta e 
 socialização. 
 Descrição da 
 atividade 
 Resolução de duas situações-problema: cruzamento 
 monogenético (probabilidades) e diferenciação entre 
 genótipo e fenótipo. 
 Critérios de avaliação Raciocínio lógico-científico, aplicação prática e precisão 
 conceitual. 
 Estratégia de 
 recuperação 
 Oficina de tutoria ("Estação de Aprendizagem") com uso 
 de materiais concretos para simulação de cruzamentos. 
 Forma de 
 acompanhamento 
 Registro descritivo individual no portfólio. 
 4. Atividade 4: Plano de Intervenção Pedagógica Inclusiva 
 A construção de um ambiente escolar inclusivo exige do professor a 
 capacidade de identificar e eliminar barreiras que impeçam a participação plena dos 
 estudantes. Diante disso, este plano considera como foco principal a inclusão de um 
 estudante com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculado no Ensino Médio, 
 que apresenta barreiras na comunicação social, sensibilidade a estímulos sensoriais 
 excessivos e dificuldades na abstração de conceitos biológicos complexos, além de 
 conviver com colegas de ritmos de aprendizagem variados. A proposta 
 fundamenta-se no Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), garantindo que o 
 conhecimento em Ciências Biológicas seja acessível a todos sem exceção. 
 Para transpor tais barreiras, serão adotadas adaptações metodológicas 
 significativas, como a fragmentação de conteúdos abstratos em etapas menores, o 
 uso de analogias visuais cotidianas e a estruturação de rotinas previsíveis em sala 
 de aula. O trabalho em duplas produtivas será estimulado, permitindo a mediação 
 colaborativa entre os pares. No que tange aos recursos didáticos, tecnológicos e 
 assistivos, serão priorizados materiais táteis e tridimensionais (como modelos 
 celulares e maquetes de DNA), recursos visuais organizados por infográficos e o uso 
 de softwaresinterativos de simulação biológica, que facilitam o engajamento e 
 respeitam o perfil de processamento sensorial do estudante com TEA. 
 O processo avaliativo será repensado para ser justo e acessível, deixando de 
 focar apenas em avaliações tradicionais escritas e de alta carga de memorização. A 
 avaliação passará a ser processual, formativa e diversificada, utilizando portfólios, 
 apresentações visuais, mapas conceituais e provas orais ou adaptadas com 
 enunciados diretos e claros, permitindo que o estudante demonstre o que aprendeu 
 de acordo com suas potencialidades. 
 Por fim, esta intervenção respeita profundamente a diversidade e o direito à 
 ao reconhecer que a deficiência não está no aluno, mas nas barreiras impostas pelo 
 ambiente escolar rígido. Ao flexibilizar métodos, adaptar recursos e acolher as 
 singularidades, a escola cumpre sua função social de promover uma educação 
 libertadora, justa e verdadeiramente democrática.

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