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LEGISLAÇÃO ADUANEIRA – EVP 
 
Importação 
 
Dependendo do produto é necessário pedir autorização prévia ao governo brasileiro para realizar a importação. 
Essa autorização chama-se LI – LICENÇA DE IMPORTAÇÃO, que é um pedido para importar. É um documento da 
fase do controle administrativo do Comercio Exterior. 
 
A LI não é exigida em todos os casos. A maior parte das importações brasileiras está dispensada da LI. Em regra, a LI 
é prévia ao embarque. Sendo a LI autorizada o importador procura o Exportador que vai procurar um 
transportador para embarcar a mercadoria, que é o frete. Para tal, é emitido o CONHECIMENTO DE CARGA. 
 
Há casos em que a LI será emitida após o embarque da mercadoria. Mas em regra a LI é prévia ao embarque. 
 
Quando a mercadoria chega ao Brasil, a Receita Federal faz o segundo controle do Comércio Exterior, que é o 
controle da circulação transfronteiriça de mercadoria e de veículos, é o controle aduaneiro. O procedimento para 
que de fato a mercadoria entre no país é preciso fazer o Despacho de Importação. 
 
Controle administrativo  SECEX 
Controle aduaneiro  Receita 
Controle cambial  BACEN 
 
A integração dos órgãos que atuam no comércio exterior é feita pelo SISCOMEX – Sistema integrado de Comercio 
Exterior; que é um instrumento administrativo que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle 
das operações de comércio exterior. 
 
No Comércio Exterior temos: 
*Órgãos anuentes  são responsáveis pela autorização de operações na fase do controle administrativo. Ex: 
ANVISA, IMETRO, MAPA... 
*Órgãos gestores  são responsáveis pelos grandes controles do Comercio Exterior. Ex: SECEX, BACEN, Receita. 
 
Controle administrativo 
*Nas importações  LI- Licença de Importação 
*Nas exportações  RE – Registo de Exportação 
 
Estes documentos são prévios aos documentos do 
Controle aduaneiro. 
Controle aduaneiro 
*Nas importações  DI – Declaração de importação 
*Nas exportações  DE – Declaração de Exportação 
 
*O SISCOMEX iniciou-se em 1992, com o módulo SISCOMEX EXPORTAÇÃO. 
* O SISCOMEX importação surgiu em 1997 
* SISCOMEX Transito, surge em 2002 
* DRAWBACK WEB surgiu em 2008 
* SISCOMEX CARGA, surgiu em 2008  responsável pelo controle de cargas marítimas 
* SISCOMEX MANTRA, surgiu em 1995  faz o controle de carga aéreo. 
* NOVOEX, surgiu em 2010, é um SISCOMEX EXPORTAÇÃO – versão WEB se aplica por enquanto ao controle 
administrativo. 
 
Para uma empresa operar no Comércio Exterior ela precisa se habilitar no SISCOMEX na Receita Federal. 
Habilitação no Comercio Exterior está normatizada na IN 650/2006. 
 
São quatro habilitações no SISCOMEX: 
* Habilitação Ordinária  é feita análise fiscal da empresa. É aplicada para as pessoas jurídicas que atuem com 
habitualidade no comercio exterior. 
* Habilitação Simplificada  são as empresas que realizem operações de “pequena monta”, que significa que no 
período de 6 meses teve operações de importação menor que 150 mil dólares, e operações de exportação menor 
que 300 mil dólares. 
 
As Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista também necessitam da habilitação simplificada. 
 
Empresas que fazem importação de bens destinados ao Ativo Permanente, e empresas que atuam exclusivamente 
como encomendante. 
 
* Habilitação Especial  Vale para os Órgãos públicos, para Autarquias, Fundações Públicas. 
 
* Habilitação Restrita  É aplicável para pessoa física ou pessoa jurídica que tenha operado no Comercio Exterior, 
e que quer apenas a habilitação para consulta/retificação de declaração. 
 
“RADAR”  É outro sistema da RFB, que é acessado pelo auditor da Receita para ter informações detalhadas da 
empresa. 
 
No ato da 1ª operação, a empresa é automaticamente inscrita no REI – REGISTRO DE EXPORTADORES E 
IMPORTADORES, que é um grande banco de dados administrado pela SECEX. 
 
A inscrição no REI é automática, na primeira operação de importação e exportação. 
 
Exceção – Ficam dispensadas de inscrição no REI as importações via remessa postal, com ou sem expectativa de 
recebimento até o valor de 50 mil dólares. 
 
Pessoa física pode importar? Sim, pessoa física pode importar, mas está proibida de importar com fins comerciais. 
Em relação à exportação é também proibida com a finalidade comercial. Mas, o pequeno agricultor/pecuarista e os 
artesãos artistas ou assemelhados podem exportar com finalidade comercial. 
 
A finalidade do controle aduaneiro: 
*Tem finalidade extra fiscal, pois seu objetivo não é a arrecadação, mas sim a tutela de bens jurídicos que sejam 
importantes para o Estado. 
 
Direito aduaneiro é um ramo autônomo do direito. Tem princípios específicos: 
* finalidade extra-fiscal 
* universalidade do controle aduaneiro. ( todos se submetem ao controle aduaneiro, exceto: mala consular e mala 
diplomática). 
 
O Direito aduaneiro há medidas de defesa comercial. 
 
JURISDIÇÃO DO DIREITO ADUANEIRO 
 
Art. 2o O território aduaneiro compreende todo o território nacional. 
Art. 3o A jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se por todo o território aduaneiro e abrange: 
I - a zona primária, constituída pelas seguintes áreas demarcadas pela autoridade aduaneira local: (a) a área terrestre ou 
aquática, contínua ou descontínua, nos portos alfandegados; (b) a área terrestre, nos aeroportos alfandegados; e (c) a área 
terrestre, que compreende os pontos de fronteira alfandegados; e 
II - a zona secundária, que compreende a parte restante do território aduaneiro, nela incluídas as águas territoriais e o espaço 
aéreo. 
O art. 237 da CF/88 diz que a fiscalização e controle sobre o comercio exterior compete ao Ministério da Fazenda. 
§ 1o Para efeito de controle aduaneiro, as zonas de processamento de exportação (ZPE)  que são regimes aduaneiros 
aplicados em áreas especiais. Tem o objetivo de promover o desenvolvimento regional. 
§ 2o Para a demarcação da zona primária, deverá ser ouvido o órgão ou empresa a que esteja afeta a administração do local a 
ser alfandegado. 
§ 3o A autoridade aduaneira poderá exigir que a zona primária, ou parte dela, seja protegida por obstáculos que impeçam o 
acesso indiscriminado de veículos, pessoas ou animais. 
§ 4o A autoridade aduaneira poderá estabelecer, em locais e recintos alfandegados, restrições à entrada de pessoas que ali não 
exerçam atividades profissionais, e a veículos não utilizados em serviço. 
§ 5o A jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se ainda às Áreas de Controle Integrado criadas em regiões limítrofes dos 
países integrantes do Mercosul com o Brasil (Acordo de Alcance Parcial para a Facilitação do Comércio no 5 - Acordo de 
Recife, e Segundo Protocolo Adicional ao Acordo de Recife, Anexo - Acordo de Alcance Parcial de Promoção do Comércio no 5 
para a Facilitação do Comércio ) 
Art. 4o O Ministro de Estado da Fazenda poderá demarcar, na orla marítima ou na faixa de fronteira, zonas de vigilância 
aduaneira, nas quais a permanência de mercadorias ou a sua circulação e a de veículos, pessoas ou animais ficarão sujeitas às 
exigências fiscais, proibições e restrições que forem estabelecidas: 
§ 1o O ato que demarcar a zona de vigilância aduaneira poderá: I - ser geral em relação à orla marítima ou à faixa de fronteira, 
ou específico em relação a determinados segmentos delas; II - estabelecer medidas específicas para determinado local; e III -
 ter vigência temporária. 
§ 2o Na orla marítima, a demarcação da zona de vigilância aduaneira levará em conta, além de outras circunstâncias de 
interesse fiscal, a existência de portos ou ancoradouros naturais, propícios à realização de operações clandestinas de carga e 
descarga de mercadorias. 
§ 3o Compreende-se na zona de vigilância aduaneira a totalidade do Município atravessado pela linha de demarcação, ainda 
que parte dele fique fora da área demarcada. 
 
***A jurisdição dos serviços aduaneiros podechegar às fronteiras fora do país. 
*** As zonas de vigilância aduaneira se submetem a exigências especiais. Quem demarca essa Zona de vigilância 
Aduaneira é o Ministro da Fazenda. 
 
QUESTÕES: 
 
(TTN-1997) A zona primária aduaneira compreende a área terrestre ocupada pelos aeroportos alfandegados, 
incluindo o espaço aéreo correspondente, a área terrestre ocupada pelos portos alfandegados e a área contígua 
aos pontos de fronteira alfandegados. ERRADA 
 
Área terrestre ou aquática nos portos alfandegários 
Zona Primária Área terrestre nos aeroportos alfandegários 
 Área terrestre nos pontos de fronteiras alfandegados 
 
(TRF-2002.2) A jurisdição dos serviços aduaneiros, exercida atualmente, compreende os portos, os aeroportos e os 
pontos de fronteira. ERRADA, compreende todo o território nacional inclusive os portos, os aeroportos e os 
pontos de fronteira 
 
(TRF-2002-2) Nas zonas de vigilância aduaneira demarcadas na faixa de fronteira terrestre é proibida a presença ou 
circulação de mercadorias, animais e veículos em viagem internacional. ERRADA, porque não se pode dizer que é 
proibida a presença ou circulação de4 mercadorias, mas é certo dizer que há restrições especiais. 
 
(Questão Inédita) A jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se às Áreas de Controle Integrado criadas em 
regiões limítrofes dos países integrantes do MERCOSUL com o Brasil. CERTA. 
 
PORTOS, AEROPORTOS E PONTOS DE FRONTEIRA ALFANDEGADOS. 
 
Alfandegamento  é um ato declaratório da autoridade aduaneira, que autoriza que certas operações sejam 
realizadas em determinados locais. 
 
Art. 5o Os portos, aeroportos e pontos de fronteira (zona primária) serão alfandegados por ato declaratório da autoridade 
aduaneira competente, para que neles possam, sob controle aduaneiro: I - estacionar ou transitar veículos procedentes do 
exterior ou a ele destinados; II - ser efetuadas operações de carga, descarga, armazenagem ou passagem de mercadorias 
procedentes do exterior ou a ele destinadas; e III - embarcar, desembarcar ou transitar viajantes procedentes do exterior ou a 
ele destinados. 
Art. 6o O alfandegamento de portos, aeroportos ou pontos de fronteira será precedido da respectiva habilitação ao tráfego 
internacional pelas autoridades competentes em matéria de transporte. 
Parágrafo único. Ao iniciar o processo de habilitação de que trata o caput, a autoridade competente notificará a Secretaria da 
Receita Federal do Brasil. 
Art. 7o O ato que declarar o alfandegamento estabelecerá as operações aduaneiras autorizadas e os termos, limites e 
condições para sua execução. 
Art. 8o Somente nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados poderá efetuar-se a entrada ou a saída de 
mercadorias procedentes do exterior ou a ele destinadas  zona primária. 
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica à importação e à exportação de mercadorias conduzidas por linhas de 
transmissão ou por dutos, ligados ao exterior, observadas as regras de controle estabelecidas pela Secretaria da Receita 
Federal do Brasil. 
 
 
Para que O ALFANDEGAMENTO seja concedido é preciso observar: 
 
Art. 13. O alfandegamento de portos, aeroportos e pontos de fronteira somente poderá ser efetivado: I - depois de atendidas 
as condições de instalação do órgão de fiscalização aduaneira e de infra-estrutura indispensável à segurança fiscal; II - se 
atestada a regularidade fiscal do interessado; III - se houver disponibilidade de recursos humanos e materiais; e IV - se o 
interessado assumir a condição de fiel depositário da mercadoria sob sua guarda. 
§ 1o O disposto no caput aplica-se, no que couber, ao alfandegamento de recintos de zona primária e de zona secundária.  
há recintos alfandegados tanto na zona primária como na zona secundária 
§ 2o Em se tratando de permissão ou concessão de serviços públicos, o alfandegamento poderá ser efetivado somente após a 
conclusão do devido procedimento licitatório pelo órgão competente, e o cumprimento das condições fixadas em contrato. 
§ 3o O alfandegamento poderá abranger a totalidade ou parte da área dos portos e dos aeroportos. 
§ 4o Poderão, ainda, ser alfandegados silos ou tanques, para armazenamento de produtos a granel, localizados em áreas 
contíguas a porto organizado ou instalações portuárias, ligados a estes por tubulações, esteiras rolantes ou similares, 
instaladas em caráter permanente. 
§ 5o O alfandegamento de que trata o § 4o é subordinado à comprovação do direito de construção e de uso das tubulações, 
esteiras rolantes ou similares, e ao cumprimento do disposto no caput. 
§ 6o Compete à Secretaria da Receita Federal do Brasil declarar o alfandegamento a que se refere este artigo e editar, no 
âmbito de sua competência, atos normativos para a implementação do disposto neste Capítulo. 
Art. 14. Nas cidades fronteiriças, poderão ser alfandegados pontos de fronteira para o tráfego local e exclusivo de veículos 
matriculados nessas cidades. 
§ 1
o
 Os pontos de fronteira de que trata o caput serão alfandegados pela autoridade aduaneira regional, que poderá fixar as 
restrições que julgar convenientes. 
§ 2o As autoridades aduaneiras locais com jurisdição sobre as cidades fronteiriças poderão instituir, no interesse do controle 
aduaneiro, cadastros de pessoas que habitualmente cruzam a fronteira (Decreto-Lei nº 37, de 1966, art. 34, inciso I). 
 
OS RECINTOS ALFANDEGADOS 
 
Art. 9o Os recintos alfandegados serão assim declarados pela autoridade aduaneira competente, na zona primária ou na zona 
secundária, a fim de que neles possam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro 
de: I - mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro especial; II - bagagem de 
viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados; e III - remessas postais internacionais. 
Parágrafo único. Poderão ainda ser alfandegados, em zona primária, recintos destinados à instalação de lojas francas. 
 
Lojas Francas  Free Shops, são estabelecimentos localizados em áreas primárias e são autorizados a vender a 
passageiros em viagens internacionais. As lojas francas estão em zona primária. 
 
PORTOS SECOS 
 
*** são chamados de “portos secos” os recintos que se localizam fora da zona primária de portos e aeroportos 
alfandegados. Geralmente estão localizados em zonas secundárias, mas podem ser encontrados nas zonas de 
fronteira. 
 
Art. 11. Portos secos são recintos alfandegados de uso público nos quais são executadas operações de movimentação, 
armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem, sob controle aduaneiro. 
§ 1o Os portos secos não poderão ser instalados na zona primária de portos e aeroportos alfandegados. 
§ 2o Os portos secos poderão ser autorizados a operar com carga de importação, de exportação ou ambas, tendo em vista as 
necessidades e condições locais. 
 
QUESTÕES: 
 
(Questão Inédita) Portos secos são recintos alfandegados de uso privado nos quais são executadas operações de 
movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem, sob controle aduaneiro. 
ERRADO, porque são de uso público. 
 
(Questão Inédita) Os portos secos poderão ser instalados na zona primária de portos e aeroportos alfandegados. 
ERRADO, porque não serão instalados em zona primária, mas podem em zona de fronteiras. 
 
(TRF 2002.2) As operações de despacho aduaneiro nos portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados a 
título permanente serão efetuados nos horários, locais e condições determinados pela autoridade aduaneira. 
CERTA 
 
ADMINISTRAÇÃO ADUANEIRA, art. 15 a 24 
 
Art. 15. O exercício da administração aduaneira compreende a fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, essenciais à 
defesa dos interesses fazendários nacionais, em todo o território aduaneiro (Constituição, art. 237).Parágrafo único. As atividades de fiscalização de tributos incidentes sobre as operações de comércio exterior serão 
supervisionadas e executadas por Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil. 
Art. 17. Nas áreas de portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados, bem como em outras áreas nas quais se 
autorize carga e descarga de mercadorias, ou embarque e desembarque de viajante, procedentes do exterior ou a ele destinados, a 
autoridade aduaneira tem precedência sobre as demais que ali exerçam suas atribuições. (Princípio da supremacia da autoridade 
aduaneira.) 
§ 1o A precedência de que trata o caput implica: 
I - a obrigação, por parte das demais autoridades, de prestar auxílio imediato, sempre que requisitado pela autoridade 
aduaneira, disponibilizando pessoas, equipamentos ou instalações necessários à ação fiscal; 
II - a competência da autoridade aduaneira, sem prejuízo das atribuições de outras autoridades, para disciplinar a entrada, a 
permanência, a movimentação e a saída de pessoas, veículos, unidades de carga e mercadorias nos locais referidos no caput, 
no que interessar à Fazenda Nacional. 
§ 2o O disposto neste artigo aplica-se igualmente à zona de vigilância aduaneira, devendo as demais autoridades prestar à 
autoridade aduaneira a colaboração que for solicitada. 
Art. 18. O importador, o exportador ou o adquirente de mercadoria importada por sua conta e ordem têm a obrigação de 
manter, em boa guarda e ordem, os documentos relativos às transações que realizarem, pelo prazo decadencial (05 ANOS, 
contados da data do fato gerador) estabelecido na legislação tributária a que estão submetidos, e de apresentá-los à 
fiscalização aduaneira quando exigidos. 
 
Supremacia da Autoridade Aduaneira: 1. Requisição de auxilio; 2. Regulamentar a circulação. 
 
 Manter os documentos em boa guarda e ordem 
  OBRIGAÇÃO 
 Apresentar documentos quando solicitado 
 
Art. 22. Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à autoridade fiscal todas as informações de que disponham com 
relação aos bens, negócios ou atividades de terceiros:  caso de processo administrativo. 
I - os tabeliães, os escrivães e demais serventuários de ofício; 
II - os bancos, as casas bancárias, as caixas econômicas e demais instituições financeiras; 
III - as empresas de administração de bens; 
IV - os corretores, os leiloeiros e os despachantes oficiais; 
V - os inventariantes; 
VI - os síndicos, os comissários e os liquidatários; e 
VII - quaisquer outras entidades ou pessoas que a lei designe, em razão de seu cargo, ofício, função, ministério, atividade ou 
profissão. 
 
***A LC 105/2001  diz que para requisitar informações protegidas por sigilo bancário é preciso que se tenha um 
PAD – Processo Administrativo instaurado; Processo de fiscalização em curso; e o exame das informações deve ser 
indispensável, nessas circunstâncias podem ser requisitadas as informações protegidas pelo sigilo bancário. 
 
Parágrafo único. A obrigação prevista de prestar informações não abrange a prestação de informações quanto a fatos sobre 
os quais o informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério, atividade 
ou profissão, nos termos da legislação específica (Lei no 5.172, de 1966, art. 197, parágrafo único). 
Art. 23. A autoridade aduaneira que proceder ou presidir a qualquer procedimento fiscal lavrará os termos necessários para 
que se documente o início do procedimento, na forma da legislação aplicável, que fixará prazo máximo para a sua conclusão 
(Lei no 5.172, de 1966, art. 196, caput). 
 
O início da fiscalização depende da lavratura de um termo de início de fiscalização, pois a partir desse momento 
não há mais o beneficio da espontaneidade do sujeito passivo. Se antes do inicio da fiscalização, o sujeito passivo se 
acusar, a responsabilidade dele fica excluída. Por isso é importante documentar o inicio da fiscalização. O prazo 
máximo da fiscalização aduaneira deve ser estabelecido. 
 
Art. 24. No exercício de suas atribuições, a autoridade aduaneira terá livre acesso: 
I - a quaisquer dependências do porto e às embarcações, atracadas ou não; e 
II - aos locais onde se encontrem mercadorias procedentes do exterior ou a ele destinadas. 
Parágrafo único. Para o desempenho das atribuições referidas no caput, a autoridade aduaneira poderá requisitar papéis, 
livros e outros documentos, bem como o apoio de força pública federal, estadual ou municipal, quando julgar necessário. 
 
***Requisitar tem efeito vinculante, não é solicitar! 
 
QUESTÕES: 
 
(Questão Inédita) A administração aduaneira, exercida apenas na zona primária, compreende a fiscalização e o 
controle sobre o comércio exterior, essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais. ERRADO, porque a 
administração aduaneira tem jurisdição em território aduaneiro que abrange todo o território nacional. 
 
(Questão Inédita) A fiscalização aduaneira deverá ser ininterrupta, em horários determinados, ou eventual, nos 
portos, aeroportos, pontos de fronteira e recintos alfandegados. ERRADA, porque a fiscalização poderá ser 
initerrupta. 
Fiscalização aduaneira ÷ Controle aduaneiro 
 
 SERÁ DETERMINADA INITERRUPTA 
 
(Questão Inédita) O importador, o exportador ou o adquirente de mercadoria importada por sua conta e ordem 
têm a obrigação de manter, em boa guarda e ordem, os documentos relativos às transações que realizarem, pelo 
prazo decadencial estabelecido na legislação tributária a que estão submetidos, e de apresentá-los à fiscalização 
aduaneira quando exigidos. CERTO, o prazo é de 5 anos a contar da data do fato gerador. 
 
(Questão Inédita) A autoridade aduaneira que proceder ou presidir a qualquer procedimento fiscal lavrará os 
termos necessários para que se documente o início do procedimento, na forma da legislação aplicável, sendo 
dispensável o prazo máximo para a sua conclusão. ERRADO, porque o prazo tem que ser estabelecido para 
conclusão. 
 
(Questão Inédita) As instituições financeiras não estão obrigadas, em razão do sigilo bancário, a prestar 
informações à autoridade aduaneira em sede de processo administrativo. ERRADO. Considerando a LC 105/2001 
que estabelece critérios para que essas informações sejam prestadas. 
 
CONTROLE ADUANEIRO DE VEÍCULOS (art. 26 – art.53) 
 
Art. 26. A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados só poderá ocorrer em porto, aeroporto 
ou ponto de fronteira alfandegado. ( REGRA) 
§ 1o O controle aduaneiro do veículo será exercido desde o seu ingresso no território aduaneiro até a sua efetiva saída, e será 
estendido a mercadorias e a outros bens existentes a bordo, inclusive a bagagens de viajantes. 
§ 2o O titular da unidade aduaneira jurisdicionante poderá autorizar a entrada ou a saída de veículos por porto, aeroporto ou 
ponto de fronteira não alfandegado, em casos justificados, e sem prejuízo do disposto no § 1o. 
Art. 27. É proibido ao condutor de veículo procedente do exterior ou a ele destinado Implica em PENA DE PERDIMENTO. 
I - estacionar ou efetuar operações de carga ou descarga de mercadoria, inclusive transbordo (passar a mercadoria de veículo 
para outro), fora de local habilitado; 
II - trafegar no território aduaneiro em situação ilegal quanto às normas reguladoras do transporte internacional 
correspondente à sua espécie; e 
III - desviá-lo da rota estabelecida pela autoridade aduaneira, sem motivo justificado. 
Art. 28. É proibido ao condutor do veículo colocá-lo nas proximidades de outro, sendo um deles procedente do exterior ou a 
ele destinado, de modo a tornar possível o transbordo de pessoa ou mercadoria, sem observância das normas de controle 
aduaneiro. 
Parágrafo único. Excetuam-se da proibição prevista no caput, os veículos: 
I - de guerra, salvo se utilizados no transporte comercial;II - das repartições públicas, em serviço; 
III - autorizados para utilização em operações portuárias ou aeroportuárias, inclusive de transporte de passageiros e 
tripulantes; e (guindaste). 
IV - que estejam prestando ou recebendo socorro. (ambulância) 
Art. 29. O ingresso em veículo procedente do exterior ou a ele destinado será permitido somente aos tripulantes e 
passageiros, às pessoas em serviço, devidamente identificadas, e às pessoas expressamente autorizadas pela autoridade 
aduaneira (Decreto-Lei no 37, de 1966, art. 38). 
Art. 30. Quando conveniente aos interesses da Fazenda Nacional, poderá ser determinado, pela autoridade aduaneira, o 
acompanhamento fiscal de veículo pelo território aduaneiro. 
 
 
*Pela ZONA PRIMARIA ( porto/aeroportos/ponto de fronteiras alfandegados) 
 *Excepcionalmente é possível a entrada de veículos por local não alfandegado 
Entrada/ saída de veículos *Controle aduaneiro desde o ingresso até a saída do veiculo, com possibilidade de 
acompanhamento fiscal. 
* Na entrada do veículo o transportador tem obrigação de prestar informações. 
* Termo de entrada  formaliza o ingresso do veiculo no país. 
 
Art. 32. Após a prestação das informações de que trata o art. 31, e a efetiva chegada do veículo ao País, será emitido o 
respectivo termo de entrada, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
Parágrafo único. As operações de carga, descarga ou transbordo em embarcações procedentes do exterior somente 
poderão ser executadas depois de prestadas as informações referidas no art. 31. 
 
Busca em Veículos  prerrogativa da autoridade aduaneira que pode ser exercida a qualquer tempo, mas tem 
que ser precedida de comunicação verbal ou escrita. 
 
Se há indícios de falsa declaração de conteúdo, a autoridade poderá ordenar a descarga de volumes para 
verificação, para isso é preciso fazer a lavratura do termo de ocorrência. 
 
Art. 34. A autoridade aduaneira poderá proceder a buscas em qualquer veículo para prevenir e reprimir a ocorrência de 
infração à legislação aduaneira, inclusive em momento anterior à prestação das informações referidas no art. 31. 
§ 1o A busca a que se refere o caput será precedida de comunicação, verbal ou por escrito, ao responsável pelo veículo. 
§ 2o A Secretaria da Receita Federal do Brasil disporá sobre os casos excepcionais em que será realizada a visita a 
embarcações, prevista no art. 32 da Lei no 5.025, de 10 de junho de 1966 (Decreto-Lei no 37, de 1966, art. 37, § 3o, com a 
redação dada pela Lei no 10.833, de 2003, art. 77). 
 
Documentos importantes no controle aduaneiro de veículo: 
**Conhecimento de carga  para cada contrato de frete 
**Manifesto de carga  é um documento do veículo que reúne diversos conhecimentos de carga. É individualizado 
por trecho. 
 
Art. 43. Para cada ponto de descarga no território aduaneiro, o veículo deverá trazer tantos manifestos quantos forem os 
locais, no exterior, em que tiver recebido carga.  Ex: Holanda, Itália, Santos (3 manifestos) 
Parágrafo único. A não-apresentação de manifesto ou declaração de efeito equivalente, em relação a qualquer ponto de 
escala no exterior, será considerada declaração negativa de carga.  isso é não trouxe carga. 
 
Art. 53. O manifesto será submetido à conferência final para apuração da responsabilidade por eventuais diferenças quanto a 
extravio ou a acréscimo de mercadoria  conferência final de manifesto. 
 
 Conferência Final de Manifesto – é a comparação entre o manifesto de carga e os Registros de Descarga, cujo 
objetivo é apurar extravio/acréscimo de volume ou de mercadoria. 
 
Quando ocorre o extravio imputação de responsabilidade ao transportador. 
 
O que ocorre se houver omissão de volume em manifesto de carga? A omissão de volume poderá ser suprida 
mediante apresentação da mercadoria. Sob declaração do responsável pelo veiculo, anteriormente ao 
conhecimento da irregularidade pela autoridade aduaneira. 
 
QUESTÕES: 
 
(TTN-1998) A não-apresentação de manifesto de carga ou de documento equivalente em relação a qualquer ponto 
de escala no exterior impedirá a Alfândega de liberar o veículo para as operações de carga, descarga ou transbordo 
até a sua efetiva regularização. ERRADA, porque a não apresentação de manifesto implica em declaração 
negativa de carga. 
 
(AFTN-1996) A descrição, a propriedade, o valor, a origem e o destino de uma mercadoria exportada e a condições 
relativas ao seu transporte e à entrega ao destinatário são atestados através do manifesto de carga. ERRADO, 
porque são atestados no conhecimento de carga e não no manifesto, que é o comprovante de posse da 
mercadoria. 
 
(TTN-1997) A conferência final do manifesto em confronto com os registros de descarga da mercadoria dos veículos 
transportadores feita pela fiscalização aduaneira tem por finalidade verificar as divergências porventura existentes 
e intimar o importador a pagar as multas correspondentes. ERRADO, O objetivo é imputar responsabilidade ao 
transportador. 
 
(TTN-1998) Em ato de busca em veículo procedente do exterior e havendo indícios de falsa declaração de conteúdo 
em volume ou unidade de carga manifestados, a autoridade aduaneira poderá determinar a descarga do volume ou 
unidade de carga para a devida verificação, lavrando-se termo de ocorrência. CERTO 
 
(TRF-2002.2) A busca aduaneira, para prevenir ou reprimir a ocorrência de extravio ou de acréscimos de volumes 
ou de mercadorias, deve ser precedida da lavratura do termo de entrada do veículo e da comunicação ao 
responsável, que poderá ser verbal. ERRADA, porque a busca não tem o objetivo de prevenir ou reprimir o 
extravio ou acréscimo e sim reprimir ou prevenir infração a legislação aduaneira, quem verifica o extravio ou 
acréscimo é a conferencia final de manifesto de carga. A busca aduaneira pode ocorrer a qualquer tempo, e não 
precisa ser precedida de termo, mas deve ser precedida de comunicação escrita ou verbal ao responsável. 
 
(Questão Inédita) A entrada ou a saída de veículos procedentes do exterior ou a ele destinados, em qualquer 
situação, somente poderá ocorrer em porto, aeroporto ou ponto de fronteira alfandegado. ERRADO, porque 
poderá ocorrer por local não alfandegado, que não seja a zona primária, desde que autorizada pelo titular da 
unidade jurisdicionante. 
 
(Questão Inédita) É proibido ao condutor do veículo colocá-lo nas proximidades de outro, sendo um deles 
procedente do exterior ou a ele destinado, de modo a tornar possível o transbordo de pessoa ou mercadoria, sem 
observância das normas de controle aduaneiro. CERTO 
 
(Questão Inédita) A autoridade aduaneira somente poderá proceder a buscas em um veículo para prevenir e 
reprimir a ocorrência de infração à legislação aduaneira em momento posterior à prestação das informações. 
ERRADO, pode ocorrer a qualquer tempo. 
 
TRIBUTOS SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR 
 
II imposto sobre importação 
IE  imposto sobre exportação 
IPI  imposto sobre produtos industrializados 
PIS/Pasep  Sobre Importação 
COFINS  Importação 
ICMS  Imposto sobre Circulação de Mercadoria 
CIDE  Combustível 
ARFMM Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante 
 
A tributação no Comércio Exterior tem finalidade extra-fiscal, pois o objetivo é a regulação da economia. 
 
Produtos, Bens e Mercadorias. 
 
Mercadorias – tem finalidade 
comercial. É objeto de uma 
operação comercial. 
Produtos – tem conceito mais 
abrangente, porque é tudo aquilo 
que resulta de outro. 
Bem – tudo que é passível de 
avaliação pecuniária. 
 
 
 
 
 
Produtos: estrangeiros, nacionais, nacionalizados e desnacionalizados. 
 
 
Produto estrangeiro É aquele que é produzido/fabricado no exterior, observando as regras de 
origem. 
Produto nacional É aquele que é produzido/fabricado no país, observando as regras de 
origem. 
Produtonacionalizado É aquele em que na operação comercial, o produto tem âmino de 
definitividade. Nacionalização é uma operação de título definitivo. 
Produto desnacionalizado É um produto nacional que é exportado em caráter definitivo. 
 
Imposto de Importação 
 
Art. 69. O imposto de importação incide sobre mercadoria estrangeira. 
Parágrafo único. O imposto de importação incide, inclusive, sobre bagagem de viajante e sobre bens enviados como presente 
ou amostra, ou a título gratuito (Decreto no 1.789, de 12 de janeiro de 1996, art. 62). 
 
*O Imposto de importação tem caráter extra-fiscal. 
*O princípio da legalidade  quanto à alteração de alíquota, não observa o princípio da legalidade, pois para 
alterar as alíquotas basta ato do Poder Executivo. Por meio de resolução, a CAMEX – Câmara do Comercio Exterior 
é quem fixa as alíquotas do II. 
* O II não obedece ao princípio da ANTERIORIDADE E nem da ANTERIODADE NONAGESIMAL 
 
Art. 73. Para efeito de cálculo do imposto DE IMPORTAÇÃO, considera-se ocorrido o fato gerador: 
I - na data do registro da declaração de importação de mercadoria submetida a despacho para consumo; 
II - no dia do lançamento do correspondente crédito tributário, quando se tratar de: 
a) bens contidos em remessa postal internacional não sujeitos ao regime de importação comum; 
b) bens compreendidos no conceito de bagagem, acompanhada ou desacompanhada; 
c) mercadoria constante de manifesto ou de outras declarações de efeito equivalente, cujo extravio ou avaria tenha sido 
apurado pela autoridade aduaneira; ou 
d) mercadoria estrangeira que não haja sido objeto de declaração de importação, na hipótese em que tenha sido consumida 
ou revendida, ou não seja localizada; 
III - na data do vencimento do prazo de permanência da mercadoria em recinto alfandegado, se iniciado o respectivo despacho 
aduaneiro antes de aplicada a pena de perdimento da mercadoria, na hipótese a que se refere o inciso XXI do art. 689 
IV - na data do registro da declaração de admissão temporária para utilização econômica (ex; locação de um guindaste) 
Parágrafo único. O disposto no inciso I aplica-se, inclusive, no caso de despacho para consumo de mercadoria sob regime 
suspensivo de tributação, e de mercadoria contida em remessa postal internacional ou conduzida por viajante, sujeita ao 
regime de importação comum. 
 
Fato gerador do II  entrada de mercadoria estrangeira no território aduaneiro: 
 
*** Pode ocorrer: na data do registro da declaração de importação (DI), a DI é o documento que marca o inicio do 
despacho de importação, é um documento de controle aduaneiro. 
 
Para consumo  a mercadoria entra no país em caráter definitivo. Ela é nacionalizada. 
 Despacho Para admissão  aplica-se aos regimes aduaneiros especiais. Não houve nacionalização. 
 Para internação 
 
***Pode ocorrer também no dia do lançamento do correspondente crédito tributário, quando não ocorre registro 
de DI, quando se tratar: 
 
a) Remessa postal internacional que não está sujeita ao regime de importação. Estão isentas as remessas 
internacionais menores que 50 dólares, sendo que o remetente e o destinatário sejam pessoas físicas. 
 
**O RTS – Regime de Tributação Simplificada se aplicam as remessas postais cujo valor seja menor que 3 mil 
dólares. Caracteriza-se por 60% do Imposto de Importação. 
**O RTC – Regime de Tributação Comum se aplicam as remessas postais cujo valor seja maior que 3 mil dólares. 
Neste caso, há registro da DI. 
 
b) Bens compreendidos no conceito de bagagem, acompanhada ou desacompanhada. 
 
No caso da bagagem pode ser acompanhada ou desacompanhada. 
* isenção até 500 dólares (via área ou marítima), por via e de até 300 dólares ( por via terrestre). 
* É aplicado o Regime Tributação Especial – incidindo apenas o II com alíquota de 50% sobre o que exceder o valor 
da isenção. 
* É aplicado o Regime Tributação Comum (tem registro de DI), os bens não enquadrados como bagagem. 
* Perdimento  quando o viajante traz bens/produtos proibidos. 
Bagagem são bens trazidos do exterior para uso, consumo ou para presentear. 
 
c) Mercadoria constante de manifesto ou de outras declarações de efeito equivalente, cujo extravio ou avaria 
tenha sido apurado pela autoridade aduaneira. 
 
** Mesmo se houver extravio ou avaria, terá incidência tributária, neste caso, o fato gerador será a data do 
lançamento. A vistoria aduaneira apura a responsabilidade pelo extravio e avaria da mercadoria. 
Vistoria aduaneira ÷ Conferência de manifesto 
 
 Apura responsabilidade pelo Extravio ou acréscimo 
 Apura responsabilidade pelo Extravio ou avaria 
 
d) mercadoria estrangeira que não haja sido objeto de declaração de importação, na hipótese em que tenha sido 
consumida ou revendida, ou não seja localizada. 
 
Ocorre fato gerador do II na admissão de bens em regimes aduaneiros especiais? Para a ESAF não ocorria fato 
gerador na importação da admissão temporária de bens. 
 
Contudo, para a doutrina, ocorre sim o fato gerador na admissão temporária de bens. E a ESAF nas provas de 
comercio internacional entende que SIM. 
 
Portanto não há duvidas que a admissão temporária para utilização econômica ocorre o fato gerador. 
 
 Mercadoria não estrangeria 
SITUAÇÃO DE NÃO TRIBUTAÇÃO Não incidência do imposto 
 Não ocorrência do fato gerador 
 
Art. 70. Considera-se estrangeira, para fins de incidência do imposto, a mercadoria nacional ou nacionalizada exportada, que 
retorne ao País, salvo se: 
I - enviada em consignação e não vendida no prazo autorizado  EXPORTAÇÃO EM CONSIGNAÇÃO 
II - devolvida por motivo de defeito técnico, para reparo ou para substituição; 
III - por motivo de modificações na sistemática de importação por parte do país importador; 
IV - por motivo de guerra ou de calamidade pública; ou 
V - por outros fatores alheios à vontade do exportador. 
Parágrafo único. Serão ainda considerados estrangeiros, para os fins previstos no caput, os equipamentos, as máquinas, os 
veículos, os aparelhos e os instrumentos, bem como as partes, as peças, os acessórios e os componentes, de fabricação 
nacional, adquiridos no mercado interno pelas empresas nacionais de engenharia, e exportados para a execução de obras 
contratadas no exterior, na hipótese de retornarem ao País. 
 
***Na exportação definitiva a mercadoria se desnacionaliza. Assim é considerada mercadoria estrangeira, incidindo 
o II. 
*** O II não incide em mercadorias não-estrangeira. 
*** Exportação em consignação é um regime administrativo concedido pela SECEX, que no prazo de 720 dias deve 
comprovar o ingresso ou o retorno da mercadoria. 
 
Art. 71. O imposto não incide sobre: 
I - mercadoria estrangeira que, corretamente descrita nos documentos de transporte, chegar ao País por erro inequívoco ou 
comprovado de expedição, e que for redestinada ou devolvida para o exterior; 
II - mercadoria estrangeira idêntica, em igual quantidade e valor, e que se destine a reposição de outra anteriormente 
importada que se tenha revelado, após o desembaraço aduaneiro, defeituosa ou imprestável para o fim a que se destinava, 
desde que observada a regulamentação editada pelo Ministério da Fazenda;  HIPÓTESE DE SUBSTITUIÇÃO DE 
MERCADORIA. 
III - mercadoria estrangeira que tenha sido objeto da pena de perdimento, exceto na hipótese em que não seja localizada, 
tenha sido consumida ou revendida; 
IV - mercadoria estrangeira devolvida para o exterior antes do registro da declaração de importação, observada a 
regulamentação editada pelo Ministério da Fazenda; 
V - embarcações construídas no Brasil e transferidas por matriz de empresa brasileira de navegação para subsidiária integral no 
exterior, que retornem ao registro brasileiro, como propriedade da mesma empresa nacional de origem;  qdo a matriz 
mandapara a Filial, no retorno a Matriz não há incidência de II. 
VI - mercadoria estrangeira avariada ou que se revele imprestável para os fins a que se destinava, desde que seja destruída sob 
controle aduaneiro, antes do desembaraço aduaneiro, sem ônus para a Fazenda Nacional; e 
VII - mercadoria estrangeira em trânsito aduaneiro de passagem, acidentalmente destruída; 
 
§ 1o Na hipótese do inciso I - mercadoria estrangeira que chegar ao País por erro inequívoco ou comprovado de expedição: 
I - será dispensada a verificação da correta descrição, quando se tratar de remessa postal internacional destinada 
indevidamente por erro do correio de procedência; e 
II - considera-se erro inequívoco de expedição, aquele que, por sua evidência, demonstre destinação incorreta da mercadoria. 
§ 2o A mercadoria a que se refere o inciso I do caput poderá ser redestinada ou devolvida ao exterior, inclusive após o 
respectivo desembaraço aduaneiro, observada a regulamentação editada pelo Ministério da Fazenda. 
§ 3o Será cancelado o eventual lançamento de crédito tributário relativo a remessa postal internacional: 
I - destruída por decisão da autoridade aduaneira; 
II - liberada para devolução ao correio de procedência; ou 
III - liberada para redestinação para o exterior. 
 
Não ocorrência do fato gerador: 
 
Art. 74. Não constitui fato gerador do imposto a entrada no território aduaneiro: 
I - do pescado capturado fora das águas territoriais do País, por empresa localizada no seu território, desde que satisfeitas às 
exigências que regulam a atividade pesqueira; e 
II - de mercadoria à qual tenha sido aplicado o regime de exportação temporária, ainda que descumprido o regime. 
Parágrafo único. Na hipótese de descumprimento de que trata o inciso II, aplica-se a multa referida no art. 724. 
 
***O retorno de exportação temporária é chamado de reimportação. O retorno de uma exportação temporária 
não ocorre o fato gerador. 
 
O Lançamento pode ser: de oficio, por declaração ou por homologação. Em regra para o II o lançamento será por 
homologação. 
 O prazo decadencial é de 5 anos para homologação a partir da data da ocorrência do fato gerador. 
 
Base de cálculo do Imposto de Importação. 
 
** Alíquota ad valore  A base de calculo será o valor aduaneiro 
** Alíquota for específica  a base de cálculo será a quantidade de mercadoria na unidade de medida estatística. 
 
Sujeito passivo do II  Contribuinte e o responsável 
 
*Os contribuintes são: importador; o destinatário da remessa postal e o adquirente de mercadoria. 
 
Entreposta aduaneira  regime aduaneiro especial, a mercadoria está armazenada com os tributos suspensos. Só 
quando alguém compra é que a mercadoria será nacionalizada, nesse momento os tributos serão recolhidos. O 
adquirente passa a ser o contribuinte. 
 
Art. 104. É contribuinte do imposto: 
I - o importador, assim considerada qualquer pessoa que promova a entrada de mercadoria estrangeira no território 
aduaneiro; 
II - o destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente; e 
III - o adquirente de mercadoria entrepostada. 
 
Art. 105. É responsável pelo imposto: 
I - o transportador, quando transportar mercadoria procedente do exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso; 
II - o depositário, assim considerada qualquer pessoa incumbida da custódia de mercadoria sob controle aduaneiro 
III - qualquer outra pessoa que a lei assim designar. 
 
Art. 106. É responsável solidário: 
I - o adquirente ou o cessionário de mercadoria beneficiada com isenção ou redução do imposto; 
II - o representante, no País, do transportador estrangeiro; 
III - o adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por 
intermédio de pessoa jurídica importadora. 
IV - o encomendante predeterminado que adquire mercadoria de procedência estrangeira de pessoa jurídica importadora 
V - o expedidor, o operador de transporte multimodal ou qualquer subcontratado para a realização do transporte multimodal; 
VI - o beneficiário de regime aduaneiro suspensivo destinado à industrialização para exportação, no caso de admissão de 
mercadoria no regime por outro beneficiário, mediante sua anuência, com vistas à execução de etapa da cadeia industrial do 
produto a ser exportado; e 
VII - qualquer outra pessoa que a lei assim designar. 
 
REGIME DE TRIBUTAÇÃO SIMPLIFICADA - RTS aqueles que se aplicam as remessas postais, permite a classificação 
genérica, e a alíquota é diferenciada, sendo de 60% do II, e isenção de PIS/PASEP, IPI e Confins 
 
NCM – nomenclatura comum do MERCOSUL 
TEC – Tarifa externa comum 
 
Do Regime de Tributação Simplificada 
 
Art. 99. O regime de tributação simplificada é o que permite a classificação genérica, para fins de despacho de importação, de bens 
integrantes de remessa postal internacional, mediante a aplicação de alíquotas diferenciadas do imposto de importação (60% do II), e 
isenção do imposto sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação; 
Parágrafo único. Compete ao Ministério da Fazenda: 
I - estabelecer os requisitos e as condições a serem observados na aplicação do regime de tributação simplificada 
II - definir a classificação genérica dos bens e as alíquotas correspondentes (Decreto-Lei no 1.804, de 1980, art. 1o, § 2o). 
 
Art. 100. O disposto nesta Seção poderá ser estendido às encomendas aéreas internacionais transportadas ao amparo de 
conhecimento de carga, observada a regulamentação editada pelo Ministério da Fazenda; 
Parágrafo único. Na hipótese de encomendas aéreas internacionais destinadas a pessoa física, haverá isenção da contribuição 
para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. 
 
REGIME DE TRIBUTAÇÃO ESPECIAL - RTE  aqueles que se aplicam ao despacho de bens integrantes de bagagem, 
exige só o II com a alíquota de 50%, incidindo sobre o valor que exceder o limite de isenção. 
 
O Limite é: 
Via área ou marítima  500 dólares 
Via terrestre ou lacustre  300 dólares 
 
Do Regime de Tributação Especial 
 
Art. 101. O regime de tributação especial é o que permite o despacho de bens integrantes de bagagem mediante a exigência 
tão somente do imposto de importação, calculado pela aplicação da alíquota de cinquenta por cento sobre o valor do bem, 
apurado em conformidade com o disposto no art. 87. 
Art. 102. Aplica-se o regime de tributação especial aos bens: 
I - compreendidos no conceito de bagagem, no montante que exceder o limite de valor global a que se refere o inciso III do art. 
157 . 
II - adquiridos em lojas francas de chegada, no montante que exceder o limite de isenção a que se refere o art. 169. 
 
REGIME DE TRIBUTAÇÃO UNIFICADA- RTU  aqueles que se aplicam por via terrestre as mercadorias provenientes 
do Paraguai. 
 
Quem pode se habilitar no RTU são apenas as microempresas importadoras varejistas optantes do SIMPLES 
nacional. 
 
Há mercadorias que não podem ser importadas pelo RTU: armas e munições, fogos de artíficio; bebidas, cigarros, 
medicamentos proibidos. 
 
 
Do Regime de Tributação Unificada 
 
Art. 102-A. O regime de tributação unificada é o que permite a importação, por via terrestre, de mercadorias procedentes do 
Paraguai, mediante o pagamento unificado do imposto de importação, do imposto sobre produtos industrializados, da 
contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, observado o limite máximo de valor por habilitado, 
conforme estabelecido em ato normativo; 
§ 1o Poderão ser importadas ao amparo do regime de que trata o caput somente as mercadorias relacionadas em ato 
normativo específico. 
§ 2o É vedada a inclusão no regime de que trata o caput de quaisquer mercadorias que não sejam destinadas ao consumidor 
final, bem como de armas e munições, fogos de artifícios, explosivos, bebidas, inclusivealcoólicas, cigarros, veículos 
automotores em geral e embarcações de todo tipo, inclusive suas partes e peças, medicamentos, pneus, bens usados e bens 
com importação suspensa ou proibida no Brasil; 
§ 3o O habilitado não fará jus a qualquer benefício fiscal de isenção ou de redução dos impostos e contribuições referidos no 
caput, bem como de redução de alíquotas ou bases de cálculo; 
 
QUESTÕES 
 
1- (TTN-1998)- Para efeito de cálculo do imposto de importação considera-se ocorrido o fato gerador na data do 
registro da declaração de importação para admissão nos regimes aduaneiros especiais, exceto o de drawback. 
ERRADO 
 
2-(TTN-1998)- Para efeito de cálculo do imposto de importação, considera-se ocorrido o fato gerador no dia do 
lançamento respectivo, quando se tratar de mercadoria constante de manifesto ou documento equivalente, cuja 
falta ou avaria for apurada pela autoridade aduaneira. CERTO, porque não tem DI. Será realizada a vistoria 
aduaneira e logo após será feito o lançamento. A vistoria tem o objetivo de apurar a responsabilidade pelo 
extravio ou avaria, sendo responsável o transportador e o depositário. 
 
3- (AFRF-2002.2)- A importação de mercadoria estrangeira idêntica, em igual quantidade e valor, e que se destine à 
reposição de outra anteriormente importada que se tenha revelado, após o desembaraço aduaneiro, defeituosa ou 
imprestável para o fim a que se destinava, desde que satisfeitas as condições estabelecidas pelo Ministério da 
Fazenda, configura relativamente ao imposto de importação uma hipótese de não-incidência. CERTO, porque é 
uma das hipóteses de não incidência, sendo este um exemplo de substituição de mercadorias. 
 
4- (TRF-2003)- Não haverá incidência do imposto de importação na devolução de dois aparelhos de 
ultrassonografia nacionalizados, por motivo de defeito técnico e que retornaram ao país para substituição. CERTO, 
porque foi um fator alheio a vontade do exportador. 
 
5-(TRF-2003)- Não haverá incidência do imposto de importação no retorno ao país de veículo de fabricação 
nacional, adquirido no mercado interno, por empresa nacional de engenharia e exportado para execução de obra 
contratada no exterior. ERRADO, porque quando o veiculo foi exportado, ele se desnacionalizou, e o seu retorno 
se dá como mercadoria estrangeira, por isso haverá incidência do II. 
 
6-(TRF-2003)- Não haverá incidência do imposto de importação no retorno ao Brasil de peças de artesanato, sob a 
alegação de que não correspondia à amostra apresentada ao importador estrangeiro pelo representante de 
cooperativa de artesãos. CERTO, porque foi um fator alheio a vontade do exportador, a mercadoria é considerada 
não estrangeira, não havendo portanto incidência do II. 
 
7-(TRF-2002.2)- A responsabilidade tributária pelas faltas ou extravios de volumes ou de mercadorias importadas 
pode ser do transportador ou do depositário, conforme normas contidas na legislação tributária. CERTO, porque o 
transportador e o depositário são responsáveis pelo Importo de Importação. 
 
8-(TRF-2002.2-adaptada)- O destinatário de remessa postal internacional é contribuinte do imposto de importação. 
CERTO. 
 
9- (TRF-2002.2-adaptada)- O adquirente de mercadoria de procedência estrangeira, no caso de importação 
realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa jurídica importadora é responsável solidário pelo 
imposto de importação. CERTO. 
 
 10- (TRF-2002.2-adaptada)- O adquirente ou cessionário de mercadoria importada beneficiada com isenção ou 
redução do imposto de importação é contribuinte do imposto de importação. ERRADO, porque o adquirente ou o 
cessionário será responsável solitário. 
 
11- (TRF-2002.1)- A base de cálculo do imposto de importação é, em se tratando de alíquota específica, a 
quantidade de mercadoria expressa na unidade de medida indicada na Tarifa baixada pelo Ministério da Fazenda. 
ERRADO, porque não existe tarifa baixada. Mas se a tarifa for específica será a quantidade de mercadoria na 
unidade de medida estatística. 
 
12- (TRF-2002.1)- Caso se trate de mercadoria constante de manifesto ou documento equivalente, cuja falta for 
apurada pela autoridade aduaneira, reputar-se-á como ocorrido o fato gerador no dia do registro da declaração de 
importação. ERRADO, porque na falta ou avaria o fato gerador vai ocorrer no dia do lançamento, não há registro 
de DI. 
 
13-(TRF-2000)- Constitui base de cálculo do imposto de importação, quando a alíquota for ad valorem, o valor 
declarado pelo importador na Declaração de Importação devidamente registrada no SISCOMEX, incluído o frete 
interno no país de importação. ERRADO, porque quando a alíquota for ad valore, o valor da base de cálculo será o 
valor aduaneiro, e o frete interno no pais de importação não está incluído no valor aduaneiro. 
 
14- (TTN-1998)- É contribuinte do imposto de importação o importador, assim considerada qualquer pessoa que 
promova a entrada de mercadoria estrangeira no território nacional. CERTA 
 
15-(TTN-1997)- Para se configurar o fato gerador do imposto de importação e o momento de sua ocorrência, para 
fins de cálculo do imposto, são condições cumulativas a entrada da mercadoria estrangeira no território aduaneiro 
e o registro no SISCOMEX da declaração de importação para consumo. CERTA, conforme jurisprudência do STJ, 
que diz que o fato gerador é a entrada de mercadoria estrangeira no território nacional que se aperfeiçoa com o 
registro da DI. 
 
16- (AFTN-1994)- O imposto de importação não incide sobre mercadoria estrangeira idêntica, em igual quantidade 
e valor, e que se destine à reposição de outra anteriormente importada que se tenha revelado, após o despacho 
aduaneiro, defeituosa ou imprestável para o fim a que se destinava, desde que satisfeitas as condições 
estabelecidas pelo Ministro da Fazenda. CERTA 
 
17-(AFTN-1989)- No caso de falta de mercadoria constante de documento de carga ou equivalente, apurada pela 
autoridade aduaneira, considera-se ocorrido o fato gerador na data em que a autoridade aduaneira tenha iniciado 
a apuração do fato, ficando a mercadoria sujeita aos tributos então vigentes. ERRADA, porque na falta de 
mercadoria, o fato gerador ocorre na data do lançamento 
 
17- (AFTN-1989- adaptada)- O adquirente de mercadoria entrepostada é contribuinte do imposto de importação. 
CERTA 
 
18-(Analista dos Correios – 2011)- A Tarifa Externa Comum (TEC) aponta as alíquotas do imposto de importação 
aplicadas nas importações brasileiras. CERTA. 
 
19-(Analista dos Correios – 2011) O fato gerador do Imposto de Importação (II) é a expedição da licença de 
importação por meio do SISCOMEX. O recolhimento do II ocorre no desembaraço aduaneiro da mercadoria 
mediante débito automático na conta bancária do importador. ERRADO, o fato gerador será na data da DI, já a 
Licença de importação é um documento do controle administrativo. E o recolhimento do II não é na data do 
desembaraço da mercadoria e na data do regitro da DI. 
 
Despacho aduaneiro ÷ desembaraço aduaneiro  Desembaraço é o ato final do despacho. Despacho é todo o 
procedimento fiscal. 
 
20-(CODESP-2011)- O fato gerador do imposto de importação é a entrada de mercadoria estrangeira no território 
aduaneiro. Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o seguinte fato gerador na data de aplicação da 
pena de perdimento da mercadoria, na hipótese de mercadoria importada e que for considerada abandonada pelo 
decurso do prazo de permanência em recinto alfandegado. ERRADA, porque quando for aplicada a pena de 
perdimento não há incidência de imposto de importação. 
 
21-(AFRF-2003) A base de cálculo do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros, quando a alíquota for 
específica, é o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em 
condições de livre concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do produtono País. ERRADA, porque a 
alíquota for especifica a base de cálculo sera a quantidade na unidade de medida estatística. 
 
22-(AFRF-2003) É facultado ao Poder Executivo, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as 
alíquotas ou as bases de cálculo do imposto sobre a importação de produtos estrangeiros... ERRADA, pois o poder 
Executivo pode alterar as alíquotas. 
 
ISENÇÕES DO IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO (ART. 136, I E II) 
 
* Isenção subjetiva  concedida em razão da natureza da pessoa. Ex: União, Estados. 
* Isenções objetivas  concedidas em razão da finalidade ou destinação dos bens. Ex: Objetos de arte 
 
Há algumas isenções mistas: 
* concedida em razão da destinação dos bens e da natureza da pessoa. Ex Objetos de arte recebidos em doação 
por museus. 
 
Requisitos para concessão de isenções: 
1º - A obrigatoriedade de transporte em navio de bandeira brasileira 
2º - Inexistência de similar nacional. 
 
O Exame de similaridade é de reponsabilidade da SECEX, considerando 3 requisitos: Preço, Prazo, Qualidade. 
 
Ex-tarifário é uma redução objetiva do Imposto de Importação, porque é concedido em virtude do produto, pelo 
prazo de 2 anos. Aplicam-se aos bens de capital, informática e telecomunicações desde que não tenham similar 
nacional. Ao ser concedido, a alíquota fica reduzida a 0%. O ex-tarifário é concedido pela CAMEX. 
 
Imunidade do Imposto de Importação 
 
*** Na literalidade do Regulamento Aduaneiro-RA só há uma imunidade: a imunidade cultural (livros, jornais e 
periódicos). Imunidade é uma hipótese de não incidência constitucionalmente estabelecida. 
 
As importações realizadas pela União, Estado, Municípios, Partidos políticos gozam de isenção ou imunidade. O RA 
trata de isenção subjetiva. O STF, porém, entende que imunidades sobre patrimônio, renda e serviço alcança 
Imposto de Importação. 
 
IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO - IE 
 
O imposto de exportação – IE incide sobre mercadorias nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pela CAMEX, 
tendo como fato gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da 
exportação no SISCOMEX; sua base de cálculo é o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos 
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, 
pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda 
 
* Tem finalidade extra-fiscal de regulação da economia. 
* No Brasil a política comercial tem sido direcionada para estimular as exportações, nesse sentido a maior parte 
dos produtos brasileiros está desonerada do IE. 
 
* O motivo para taxar um produto para exportação visa o desabastecimento interno. 
* Não precisa obedecer ao princípio da legalidade quanto a alteração de alíquotas, pois um ato do Poder Executivo 
pode alterar a alíquota, cuja competência é a CAMEX. 
* O IE não obedece ao princípio da ANTERIORIDADE E nem da NOVENTENA. 
 
Incidência e fato gerador 
 
* O fato gerador do IE é a saída da mercadoria do território nacional. Considera-se o fato gerador ocorrido na data 
do Registro de Exportação - RE, documento utilizado no controle administrativo das exportações. 
 
II o fato de gerador ocorre na data da (DI) – Declaração de Importação controle aduaneiro 
IE  o fato de gerador ocorre na data da (RE) – controle administrativo 
 
O IE incide sobre as seguintes mercadorias: 
*mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao exterior 
A incidência do IE tem natureza excepcional porque o IE só vai incidir sobre os produtos que estão relacionados 
pela CAMEX. 
 
Base de cálculo do IE  é o Preço normal que a mercadoria ou seu similar alcançaria ao tempo da sua exportação, 
em uma venda em condições de livre concorrência no mercado internacional. (art. 214). 
 
Se o preço normal for de difícil apuração, a CAMEX fixará critérios específicos ou estabelecerá pauta de valores 
mínimos. 
 
Um indicativo do preço normal seria o valor FOB da mercadoria, que é o valor da mercadoria a bordo do navio no 
porto de embarque. Não se consideram nesse valor o frete e o seguro. 
 
Alíquota do IE Será de 30% podendo a CAMEX reduzir ou aumentar essa alíquota. A alíquota máxima é 150%. 
 
Pagamento do IE  a forma e o prazo do pagamento do IE é de competência do Ministério da Fazenda. E o MF 
pode determinar que o pagamento sdeja feito antes da saída da mercadoria do território brasileiro. 
 
O pagamento do imposto de exportação será realizado na forma e momento fixados pelo Ministro da Fazenda, que 
poderá determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser exportada. 
 
Sujeito Passivo do IE  Contribuinte do IE  É o exportador. 
Sujeito ativo do IE  é a União 
 
Art. 214. A base de cálculo do imposto é o preço normal que a mercadoria, ou sua similar, alcançaria, ao tempo da exportação, 
em uma venda em condições de livre concorrência no mercado internacional, observadas as normas expedidas pela Câmara de 
Comércio Exterior. 
§ 1o Quando o preço da mercadoria for de difícil apuração ou for suscetível de oscilações bruscas no mercado internacional, a 
Câmara de Comércio Exterior fixará critérios específicos ou estabelecerá pauta de valor mínimo, para apuração da base de 
cálculo. 
§ 2o Para efeito de determinação da base de cálculo do imposto, o preço de venda das mercadorias exportadas não poderá ser 
inferior ao seu custo de aquisição ou de produção, acrescido dos impostos e das contribuições incidentes e da margem de 
lucro de quinze por cento sobre a soma dos custos, mais impostos e contribuições Art. 215. O imposto será calculado pela 
aplicação da alíquota de trinta por cento sobre a base de cálculo. 
§ 1o Para atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior, a Câmara de Comércio Exterior poderá reduzir ou 
aumentar a alíquota do imposto. 
§ 2o Em caso de elevação, a alíquota do imposto não poderá ser superior a cento e cinqüenta por cento. 
 
QUESTÕES 
 
23- (TRF-2003)- O imposto de exportação incide sobre mercadorias nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pela 
CAMEX, tendo como fato gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro 
da exportação no SISCOMEX; sua base de cálculo é o preço normal ou o preço apurado segundo critérios 
específicos fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, 
pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda. CERTO 
 
24-(CODESP-2011)- Para atender os objetivos de política cambial e do comércio exterior, o poder executivo pode 
sujeitar a exportação de certos produtos a imposto de exportação, com alíquota máxima de 30%. ERRADO. Porque 
a alíquota máxima é de 150% 
 
25- (AFRF-2002.2-adaptada)- O preço normal determinado legalmente para apuração da base de cálculo do 
imposto de exportação corresponde ao valor de transação, ou seja, o preço efetivamente pago ou a ser pago pelo 
comprador no exterior. ERRADO, porque o valor aduaneiro é o preço efetivamente pago ou a pagar e o preço 
normal é o preço que a mercadoria ou a sua similar alcançaria ao tempo de sua exportação pela livre 
concorrência no mercado internacional. 
 
26-(TRF-2002.1)- O pagamento do imposto de exportação será realizado na forma e momento fixados pelo Ministro 
da Fazenda, que poderá determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a 
ser exportada. CERTA 
 
27-(TRF-2002.1)- As normas legais e regulamentares que dispõem sobre o imposto de exportação prescrevem que 
o imposto de exportação incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao exterior. CERTA 
 
28- (TRF-2002.1)- Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto de exportação na data do efetivo embarque, 
devidamente comprovado pela exibição do conhecimento de transporte. ERRADO,porque considera ocorrido o 
fato gerador na data do Registro da Exportação. 
 
29-(TRF-2002.1)-Poderá o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior reduzir ou elevar a alíquota 
do imposto de exportação para atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. ERRADO, é a 
CAMEX. 
 
30-(AFTN-1998)-Sobre o imposto de exportação, é correto afirmar-se que se considera ocorrido o fato gerador, 
para efeito de seu cálculo, na data do registro da exportação no Sistema Integrado de Comércio Exterior 
(SISCOMEX). CERTO 
 
31-(AFTN-1998)- O imposto de exportação tem como objetivo arrecadar recursos para programas de fomento à 
competitividade das exportações. ERRADO, porque o Imposto de Exportação tem caráter extra-fiscal. 
 
32-(TTN-1997)- O fato gerador do imposto de exportação é à saída da mercadoria nacional do território aduaneiro, 
não se aplicando tal regra às mercadorias nacionalizadas. ERRADO, se aplica não só as nacionais mais também as 
nacionalizadas. 
 
33-(Analista dos Correios – 2011)- O imposto de exportação é aplicado sobre exportações de determinados couros 
brasileiros. CERTA. 
 
IMPOSTO SOBRE O PRODUTO INDUSTRIALIZADO SOBRE AS IMPORTAÇÕES 
 
* Finalidade do IPI é extra-fiscal além de ser responsável por importantes ingressos na UNIÃO. 
 
Alíquotas. 
* Não obedece ao Princípio da Legalidade no caso de alterações das alíquotas. 
* O IPI não obedece ao Princípio da Anterioridade, mas obedece ao Princípio da Noventena. 
 
Incidência e fato gerador 
 
* Fato gerador do IPI  Na importação o fato gerador é o desembaraço aduaneiro. 
No registro da DI, os tributos são automaticamente recolhidos. 
 
A incidência do IPI  Não incide sobre todos os produtos, mas apenas sobre os produtos industrializados. 
 
Os produtos industrializados são aqueles que são objeto das operações de industrialização definidas no RIP: 
transformação, beneficiamento, montagem, acondicionamento, reacondicionamento, recondicionamento, 
renovação. 
 
Todos os produtos com alíquota na TIPI – Tabela do IPI, inclusive alíquota zero. 
Não estão sujeitos ao IPI os produtos com anotação NT – Não tributado. 
 
Art. 237. O imposto de que trata este Título, na importação, incide sobre produtos industrializados de procedência 
estrangeira. 
§ 1o O imposto não incide sobre: 
I - os produtos chegados ao País nas hipóteses previstas nos incisos I (mercadoria que chegou por erro) e II (refere-se ao caso 
de substituição de mercadoria) do art. 71, que tenham sido desembaraçados; e 
II - as embarcações referidas no inciso V do art. 71; 
§ 2o Na determinação da base de cálculo do imposto de que trata o caput, será excluído o valor depreciado decorrente de 
avaria ocorrida em produto. 
Art. 238. O fato gerador do imposto, na importação, é o desembaraço aduaneiro de produto de procedência estrangeira. 
§ 1o Para efeito do disposto no caput, considera-se ocorrido o desembaraço aduaneiro da mercadoria que constar como 
importada e cujo extravio ou avaria tenha sido apurado pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de mercadoria sob regime 
suspensivo de tributação. será considerado o IPI no caso de extravio ou avaria da mercadoria 
§ 2o Não constitui fato gerador do imposto o desembaraço aduaneiro de produtos nacionais que retornem ao País: 
I - nas hipóteses previstas nos incisos I a V do art. 70; e  não ocorrência do fato gerador 
II - aos quais tenha sido aplicado o regime aduaneiro especial de exportação temporária, ainda que descumprido o regime. 
 
***O IPI será devido nas mercadorias de procedência estrangeira, exceto as não-estrangeiras. 
 
Base de cálculo 
***A Base de cálculo do IPI na importação é o valor aduaneiro + valor do imposto de Importação + encargos 
cambiais. 
 
*** A alíquota aplicável sobre essa base de cálculo será alíquota prevista na TIPI. 
 
Sujeito Ativo e Passivo 
 
O Sujeito Passivo  Contribuinte, que é o importador e o responsável. 
O Sujeito Ativo  é a UNIÃO 
 
Imunidades – art. 245 e 136 RA 
 
***As isenções podem ser objetivas e subjetivas. 
*** O Regime de tributação simplificado RTS tem isenção de IPI 
*** O Regime de tributação Especial, que se aplicam as bagagens, tem isenção de IPI 
 
Em regra as isenções de IPI são objetivas, porque tem um dispositivo do IPI que diz que as isenções do IPI se 
referem ao produto e não ao Contribuinte. 
 
Na literalidade do regulamento aduaneiro, encontra-se apenas a imunidade cultural, mas no entendimento 
doutrinário, as entidades que tem imunidade sobre patrimônio, renda e serviço podem ser alcançadas pelo IPI nas 
importações. 
 
A Constituição declara a imunidade nos produtos industrializados aos produtos destinados a exportação. 
 
Hipóteses de Suspensão do IPI – art. 246 e 247 
 
QUESTÕES 
 
34-(ACE-2002) O cálculo do valor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), quando vinculado à importação, 
toma por base o valor que serve de base para o cálculo do Imposto de Importação, acrescido do montante deste 
tributo e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou deste exigíveis. CERTA 
 
35-(AFRFB-2005) O campo de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados abrange todos os produtos 
relacionados na TIPI. ERRADO, porque o campo de incidência abrange os produtos com alíquotas na TIPI, pois 
existe na TIPI produtos com anotação “NT”, portanto estãoexcluidos do campo de incidência do IPI 
 
36-(Questão Inédita) São isentos do imposto sobre produtos industrializados as importações de livros, jornais e 
periódicos e do papel destinado a sua impressão. ERRADO, porque não é caso de isenção, e sim de imunidade do 
IPI. 
 
37-(Questão Inédita) A base de cálculo do IPI é o valor aduaneiro acrescido do imposto de importação, do próprio 
IPI e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. ERRADO, porque o IPI não 
integra a sua própria base de cálculo. Sua base de calculo é: VA + II + Encargos Cambiais 
 
38-(Questão Inédita) O fato gerador do IPI considera-se ocorrido na data do registro da Declaração de Importação. 
Não é fato gerador do IPI o retorno ao País de produtos nacionais aos quais tenha sido concedido o regime 
aduaneiro especial de exportação temporária. ERRADO, porque o fato gerador é ocorre no desembaraço 
aduaneiro, já o reimportação ( é o retorno de produtos nacionais ao país) não é fato gerador do IPI. 
 
39-(Questão Inédita) O imposto sobre produtos industrializados incide sobre mercadoria estrangeira que, 
corretamente descrita nos documentos de transporte, chegar ao País por erro inequívoco ou comprovado de 
expedição, e que for redestinada ou devolvida para o exterior. ERRADA, porque é uma hipótese de não incidência 
do IPI. 
 
CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS PARA O PIS/PASEP IMPORTAÇÃO E A COFINS IMPORTAÇÃO 
 
* O PIS/PASEP importação é diferente do PIS/PASEP e a COFINS Importação é diferente da COFINS 
 
A União é o sujeito Ativo para o PIS/PASEP Imp. e COFINS Importação. 
 
Art. 249. A importação de produtos estrangeiros está sujeita ao pagamento da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e 
da COFINS-Importação. 
Parágrafo único. Consideram-se estrangeiros, para efeito de incidência da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da 
COFINS-Importação, os bens referidos no art. 70. 
 
Art. 250. A contribuição para o PIS/PASEP-Importação e a COFINS-Importação não incidem sobre os bens a que se referem os 
incisos I a IV, VI e VII do art. 71 e os incisos I e II do art. 74, bem como, observado o disposto no art. 257, sobre os bens 
importados pelas entidades beneficentes de assistência social, nos termos do § 7o do art. 195 da Constituição. 
 
Fato Gerador 
 
O fato gerador é a entrada de bens estrangeiro no território aduaneiro, e ocorre: 
* na data do registro da DI  para mercadorias para consumo 
* na data do lançamento  nos casos de extravio ou avaria. 
* na data do vencimento do prazode permanência em recinto alfandegado, e nessa hipótese no caso de: 
*** mercadoria abandonada, antes de aplicada a pena de perdimento, foi feito o despacho de importação. 
 
Art. 254. É contribuinte da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação: 
I - o importador, assim considerada qualquer pessoa que promova a entrada de bens estrangeiros no território aduaneiro; 
II - o destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente; e 
III - o adquirente de mercadoria entrepostada. 
 
Art. 255. São responsáveis solidários: 
I - o depositário, assim considerada qualquer pessoa incumbida da custódia de bem sob controle aduaneiro; e 
II - o transportador, quando transportar bens procedentes do exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso 
interno; 
III - o representante, no País, do transportador estrangeiro; 
IV - o expedidor, o operador de transporte multimodal ou qualquer subcontratado para a realização do transporte multimodal; 
e 
V - o adquirente de bens estrangeiros, no caso de importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio de pessoa 
jurídica importadora. 
 
Base de Cálculo do PIS/PASEP Importação e da COFINS Importação 
 
* valor aduaneiro, assim entendido, o valor que servir ou serviria de base para o cálculo do II, acrescido do valor 
do ICMS e do valor das próprias contribuições. 
 
* O valor das contribuições integra a própria base de cálculo. 
 
Isenções são objetivas e subjetivas  art. 256, RA 
 
Regimes especiais de tributação  não são regimes aduaneiros especiais. São regimes de tributação diferenciados. 
3R2P 
* REPES 
* RECAP Suspenção de PIS/PSEP Importação 
* REIDI 
 
* PADIS 
* PATVD Alíquota ZERO 
 
Art. 264. O Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação de Serviços de Tecnologia da Informação - REPES é 
o que permite a importação de bens novos destinados ao desenvolvimento, no País, de software e de serviços de tecnologia da 
informação, quando importados diretamente pelo beneficiário do regime para incorporação ao seu ativo imobilizado, com 
suspensão do pagamento da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. 
 
Art. 271. O Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras - RECAP é o que permite a 
importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, relacionados em ato normativo específico, quando 
importados diretamente pelo beneficiário do regime para incorporação ao seu ativo imobilizado, com suspensão do 
pagamento da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação.  a receita tem que ser maior que 70% 
que a receita bruta total. 
 
Art. 284. O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para TV Digital - PATVD é o 
que permite a importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, para incorporação ao ativo 
imobilizado do beneficiário, destinados à fabricação dos equipamentos de que trata o art. 285, com redução a zero das 
alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação (Lei no 11.484, de 2007, arts. 12 e 14, inciso 
II). 
 
Art. 282. O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores - PADIS é o que permite a 
importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos para incorporação ao ativo imobilizado do beneficiário, 
destinados às atividades de que tratam os incisos I e II do caput do art. 283, com redução a zero por cento das alíquotas da 
contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. 
 
Art. 286. O Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura - REIDI é o que permite a importação de 
máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, e de materiais de construção, quando importados diretamente 
pelo beneficiário do regime para utilização ou incorporação em obras de infra-estrutura destinadas ao ativo imobilizado, com 
suspensão da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. 
 
QUESTÕES 
 
40-(Questão Inédita) O depositário, assim considerada qualquer pessoa incumbida da custódia de bem sob controle 
aduaneiro, é contribuinte do PIS/PASEP-Importação e da COFINS Importação. ERRADO, porque o depositário é 
responsável solidário. 
 
Contribuintes: importador, destinatário de RGI e o adquirente de mercadoria entrepostada. 
 
41-(Questão Inédita) São isentas da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação as 
importações de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos, novos, quando destinadas ao ativo 
imobilizado da empresa. ERRADO. 
 
42-(Questão Inédita) A base de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação é o 
valor aduaneiro acrescido do valor do imposto de importação e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo 
importador ou dele exigíveis. ERRADO, porque essa é a base de cálculo do IPI. A Base de cálculo do PIS/PASEP-
Importação e CONFINS-Importação é o valor aduaneiro, entendido como o valor que serviria de base para o 
cálculo do II acrescido do ICMS e das próprias contribuições. 
 
As alíquotas são: 
PIS/PASEP-Importação: 1,65% 
COFINS-Importação: 7,6% 
43-(Questão Inédita) Para efeito de cálculo da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, 
considera-se ocorrido o fato gerador na data do desembaraço aduaneiro. ERRADA, poiso fato gerador ocorre na 
data de registro da DI. 
 
44-(Questão Inédita)O fato gerador da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e a COFINS-Importação é a 
entrada de bens estrangeiros no território nacional. Para efeito de ocorrência do fato gerador, consideram-se 
entrados no território aduaneiro os bens que constem como tendo sido importados e cujo extravio venha a ser 
apurado pela autoridade aduaneira. CERTA, se aplica também ao IPI. 
 
45-(Questão Inédita) O RECAP é o regime que permite a importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e 
equipamentos, novos, relacionados em ato normativo específico, quando importados diretamente pelo 
beneficiário do regime para incorporação ao seu ativo imobilizado, com redução a zero das alíquotas para o 
PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. ERRADA, porque o RECAP terá suspensão do PIS/PASEP 
 
46-(Questão Inédita) O REIDI é o regime que permite a importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e 
equipamentos, novos, e de materiais de construção, quando importados diretamente pelo beneficiário do regime 
para utilização ou incorporação em obras de infraestrutura destinadas ao ativo imobilizado, com suspensão da 
contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. CERTA 
 
ICMS-IMPORTAÇÃO 
 
* O ICMS está fora do regulamento aduaneiro. A Lei Candir LC 87/86 é quem regulamenta o ICMS. 
* O ICMS incide nas importações. 
 
Fato gerador  é a desembaraço aduaneiro (o mesmo do IPI). 
 
*Mercadoria tem finalidade comercial. 
 
Nas operações internas o ICMS incide apenas sobre mercadorias, mas no caso de Importação o ICMS incide sobre a 
entrada de bem ou mercadoria importada do exterior, qualquer que seja sua finalidade, seja pessoa física ou 
jurídica. 
 
Leasing Internacional 
 
O Leasing pode ser operacional e financeiro. 
 
O Leasing financeiro é tem a intermediação de uma instituição financeira e pressupõe uma venda. 
O Leasing operacional não tem intermediação de uma instituição financeira, e ao final do contrato tem opção de 
compra. Não houve transferência de propriedade. 
 
Nas operações internas o ICMS incide apenas sobre a circulação de mercadorias. 
 
Quanto ao leasing Internacional de aeronaves, segundo o STF é de caráter operacional, ou seja, a opção de compra 
só acontece ao final do contrato, por isso, o STF definiu que não haveria incidência de ICMS sobre o leasing 
internacional de aeronaves. 
 
O Sujeito ativo do ICMS interno  Sãoos Estados e Distrito Federal 
Na importação o sujeito ativo do ICMS é o Estado onde estiver situado o estabelecimento do destinatário da 
mercadoria. 
 
Qual Estado caberá o recolhimento do ICMS sobre importação? O ICMS caberá ao ESTADO/DF onde estiver o 
domicílio ou estabelecimento do destinatário da mercadoria. 
 
O ICMS cabe ao Estado em que localizado o porto de desembarque e o destinatário da mercadoria, não 
prevalecendo a forma sobre o conteúdo. ( Sumula do STF) 
 
Sujeito Passivo  Pode ser contribuinte do ICMS a pessoa física ou jurídica que mesmo sem habitualidade ou 
intuito comercial importe mercadorias ou bens do exterior. 
 
Caberá aos Estados e DF atribuir os responsáveis. 
 
Base de cálculo do ICMS sobre importação: 
 
Valor da mercadoria + valor do II + IPI + IOF + Quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas 
aduaneira (ICMS, PIS/PASEP –Importação, CONFIS-Importação). Calculado por dentro, ou seja o ICMS integra sua 
própria base. O PIS/PASEP –Importação, CONFIS-Importação também integram sua base de cálculo. 
 
Isenções e Imunidades 
 
* Elas são concedidas por meio de Convênio do CONFAZ, para evitar a guerra fiscal. Art. 155, §2º, XII, g CF/88 fala 
que a Lei complementar vai regular a forma como por meio de deliberação dos Estados serão concedidos isenções, 
benefícios e incentivos fiscais. 
 
* Imunidades - 
 
O ICMS não incide sobre mercadorias para exportação, imunidade cultural, imunidade recíproca. 
 
Controle do pagamento do ICMS Importação. 
 
O controle de pagamento do ICMS é feita de forma descentralizada. Para retirar as mercadorias do recinto 
alfandegado é necessário apresentação do comprovante do recolhimento do ICMS pelo importador. 
 
 
QUESTÕES 
 
47-(Questão Inédita) O ICMS incidirá sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa 
física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, cabendo 
o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou 
serviço. CERTA 
 
48-(Questão Inédita) Para retirar as mercadorias do recinto alfandegado, o importador deverá apresentar ao 
depositário, dentre outros documentos, o comprovante do recolhimento do ICMS incidente na importação. CERTA. 
 
49-(ACE-2012) Na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, pode-se 
afirmar que há operação relativa à circulação de mercadoria sujeita à incidência do ICMS em operação de 
arrendamento mercantil contratado pela indústria aeronáutica de grande porte para viabilizar o uso, pelas 
companhias de navegação aérea, de aeronaves por ela construídas. ERRADA, porque é leasing operacional 
entendido pelo STF sem incidência de ICVMS-Importação. 
 
50-(ACE-2012) Na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, pode-se 
afirmar que o fato gerador do ICMS não ocorre com a entrada no estabelecimento do importador, mas, sim, 
quando do recebimento da mercadoria, ao ensejo do respectivo desembaraço aduaneiro. CERTA, porque o fato 
gerador do ICMS é o desembaraço aduaneiro, assim como no IPI. 
 
51-(ACE-2012) Na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, pode-se 
afirmar que o ICMS é devido, ainda que o importador não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja 
a finalidade do bem importado. CERTA 
 
52-(ACE-2012) Na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, pode-se 
afirmar que o sujeito ativo da relação jurídico-tributária do ICMS é o Estado onde estiver situado o domicílio ou o 
estabelecimento do destinatário jurídico da mercadoria, pouco importando se o desembaraço aduaneiro ocorreu 
por meio de ente federativo diverso. CERTA 
 
53-(ACE-2012) Na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, pode-se 
afirmar que o ICMS cabe ao Estado em que estiver localizado o porto de desembarque e o destinatário da 
mercadoria, não prevalecendo a forma sobre o conteúdo, no que procedida a importação por terceiro 
consignatário situado em outro Estado e beneficiário de sistema tributário mais favorável. CERTA, conforme 
súmulado STF 
 
PROCEDIMENTOS GERAID DE IMPORTAÇÃO E DE EXPORTAÇÃO 
 
*Atividades relacionadas aos serviços aduaneiros. 
 
O objetivo do serviço aduaneiro tem finalidade exta-fiscal. 
 
Despacho Aduaneiro de Importação  o documento base do despacho aduaneiro de importação é a Declaração 
de Importação – DI, nela o importador presta inúmeras informações. No despacho de importação é que se verifica 
a exatidão dessas informações. 
 
Art. 542. Despacho de importação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo 
importador em relação à mercadoria importada, aos documentos apresentados e à legislação específica. 
 
São três tipos de despacho: 
 
* Despacho para consumo  é aplicável as mercadorias nacionalizadas, aquelas que são importadas em caráter 
definitivo. A nacionalização de uma mercadoria implica em importação em caráter definitivo. 
 
O despacho para consumo, quando for o caso haverá o recolhimento tributário integral. 
 
* Despacho para admissão são as mercadorias que ingressam no regime aduaneiro especial, são aquelas que 
foram admitidas sem o ânimo de definitividade. Ex. Admissão temporária: o carro de fórmula 1, com suspensão 
tributária, em regra. 
 
Exceção: Os regimes aduaneiros especiais se submetem ao despacho para admissão, mas o DRAWBACK, apesar de 
ser um regime aduaneiro especial, as mercadorias se submetem ao despacho para consumo. 
 
* Despacho para internação  se aplica quando a mercadoria sai da zona franca ou das áreas de livre comércio em 
direção ao restante do território nacional, será feita a internação para que nesse momento seja feito o 
recolhimento tributário. Quando a mercadoria entra na zona franca entra com isenção do II e do IPI., a partir do 
momento que sai da zona franca ou de livre comércio, nesse momento ocorre o despacho para internação. 
 
Quando a mercadoria entra na zona franca ou área de livre comércio, ou entra com isenção. Se entra com isenção 
será submetida ao despacho para admissão, sem isenção o despacho será para o consumo. 
 
Art. 543. Toda mercadoria procedente do exterior, importada a título definitivo ou não, sujeita ou não ao pagamento do imposto de 
importação, deverá ser submetida a despacho de importação, que será realizado com base em declaração apresentada à unidade 
aduaneira sob cujo controle estiver a mercadoria. 
Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se inclusive às mercadorias reimportadas e às referidas nos incisos I a V do art. 
70.  são as não-estrangeiras 
 
Toda mercadoria que entrar no país sofre despacho de importação. A exceção é para a mala diplomática e a mala 
consular. Deve ter uma identificação exterior e ser transportada pelo correio diplomático, que é a pessoa que 
transporta a mala diplomática. 
 
Art. 544. O despacho de importação poderá ser efetuado em zona primária ou em zona secundária (Decreto-Lei n
o
 37, de 
1966, art. 49, com a redação dada pelo Decreto-Lei no 2.472, de 1988, art. 2o). 
 
Zona primária: portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados. 
Zona secundária : o restante do território nacional. 
 
 
Art. 545. Tem-se por iniciado o despacho de importação na data do registro da declaração de importação. 
§ 1o O registro da declaração de importação consiste em sua numeração pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, por meio 
do SISCOMEX. 
§ 2o A Secretaria da Receita Federal do Brasil disporá sobre as condições necessárias ao registro da declaração de importação 
e sobre a dispensa de seu registro no SISCOMEX. 
 
As fases do despacho aduaneiro: 
 
1ª fase - O registro da Declaração de Importação – DI:*** marca o fato gerador do II 
*** marca o inicio do despacho de importação 
*** exclui a espontaneidade 
*** no momento que é registrado os tributos são debitados 
 
A IN 680/2006  versa sobre o despacho de importação e estabelece os requisitos para registro da DI. Em regra, a DI será 
registrada após a chegada da carga. O controle de carga é feito pelo SISCOMEX mantra, e pelo SICOMEX Carga. 
 
**É possível a verificação prévia ao registro da DI com o objetivo de sanar dúvidas quanto ao correto tratamento tributário da 
mercadoria, e não dispensa a verificação física pela autoridade aduaneira no momento da conferencia. É preciso ter o 
acompanhamento de qualquer servidor. 
 
Art. 546. O despacho de importação deverá ser iniciado em : 
I - até noventa dias da descarga, se a mercadoria estiver em recinto alfandegado de zona primária; 
II - até quarenta e cinco dias após esgotar-se o prazo de permanência da mercadoria em recinto alfandegado de zona 
secundária; e 
III - até noventa dias, contados do recebimento do aviso de chegada da remessa postal. 
 
2ª fase – Seleção para conferencia aduaneira 
 
A DI vai sofrer uma parametrização o Siscomex e poderá ser encaminhada para um dos 4 canais de conferencia 
aduaneira. 
* canal verde  é onde a mercadoria é desembaraçada automaticamente, independente de qualquer conferência. 
* carnal amarelo  vai ocorrer a conferência aduaneira, onde a autoridade aduaneira realiza apenas uma inspeção 
documental 
* canal vermelho  vai ocorrer a conferência aduaneira, onde a autoridade aduaneira realiza inspeção documental 
e física da mercadoria 
* canal cinza  vai ocorrer a conferência aduaneira, onde a autoridade aduaneira vai submeter a mercadoria para 
o exame do valor declarado. 
 
3ª fase – Conferência aduaneira 
 
Art. 564. A conferência aduaneira na importação tem por finalidade identificar o importador, verificar a mercadoria e a 
correção das informações relativas a sua natureza, classificação fiscal, quantificação e valor, e confirmar o cumprimento de 
todas as obrigações, fiscais e outras, exigíveis em razão da importação. 
 
Art. 565. A conferência aduaneira poderá ser realizada na zona primária ou na zona secundária. 
§ 1o A conferência aduaneira, quando realizada na zona secundária, poderá ser feita: 
I - em recintos alfandegados; 
II - no estabelecimento do importador: 
a) em ato de fiscalização; ou 
b) como complementação da iniciada na zona primária; ou 
III - excepcionalmente, em outros locais, mediante prévia anuência da autoridade aduaneira. 
§ 2o A Secretaria da Receita Federal do Brasil estabelecerá termos e condições para a realização da conferência aduaneira em 
recinto não-alfandegado de zona secundária, na forma do inciso III do § 1o. 
 
Art. 566. A verificação da mercadoria, no curso da conferência aduaneira ou em qualquer outra ocasião, será realizada por 
Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, ou sob a sua supervisão, por servidor integrante da Carreira Auditoria da Receita 
Federal do Brasil, na presença do viajante, do importador ou de seus representantes. 
§ 1o Na hipótese de mercadoria depositada em recinto alfandegado, a verificação poderá ser realizada na presença do depositário ou 
de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do importador 
§ 2o A verificação de bagagem ou de outra mercadoria que esteja sob a responsabilidade do transportador poderá ser 
realizada na presença deste ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do viajante ou do importador 
A conferência aduaneira é apenas uma fase do despacho aduaneiro. 
 
 O Despacho de importação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo 
importador. 
 
Conferência aduaneira visa identificar o importador, verificar a mercadoria e a correção das informações relativas 
a sua natureza, classificação fiscal, quantificação e valor, e confirmar o cumprimento de todas as obrigações, fiscais 
e outras, exigíveis em razão da importação. 
 
4ª fase – Desembaraço aduaneiro  é o ato final do despacho de importação. 
 
Art. 571. Desembaraço aduaneiro na importação é o ato pelo qual é registrada a conclusão da conferência aduaneira 
(Decreto-Lei no 37, de 1966, art. 51, caput, com a redação dada pelo Decreto-Lei no 2.472, de 1988, art. 2o). 
 
A mercadoria está liberada e sera entregue pelo depositário ao importador, quando for apresentado o 
comprovante do recolhimento do ICMS e do adicional ao frete para renovação da Marinha Mercante – AFRMM. 
 
Art. 548. O despacho de importação de urna funerária será realizado em caráter prioritário e mediante rito sumário, logo após 
a sua descarga, com base no respectivo conhecimento de carga ou em documento de efeito equivalente. 
Parágrafo único. O desembaraço aduaneiro da urna somente será efetuado após a manifestação da autoridade sanitária 
competente. 
Art. 549. As declarações do importador subsistem para quaisquer efeitos fiscais, ainda que o despacho de 
importação seja interrompido e a mercadoria abandonada. 
 
***Com o registro de declaração no SISCOMEX  
 
***Sem o registro de declaração no SISCOMEX  
 
*Cancelamento de DI 
 
A DI poderá ser cancelada pela autoridade aduaneira. 
 
Art. 557. A fatura comercial deverá conter as seguintes indicações: 
I - nome e endereço, completos, do exportador; 
II - nome e endereço, completos, do importador e, se for caso, do adquirente ou do encomendante predeterminado; 
III - especificação das mercadorias em português ou em idioma oficial do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, ou, se em 
outro idioma, acompanhada de tradução em língua portuguesa, a critério da autoridade aduaneira, contendo as denominações 
próprias e comerciais, com a indicação dos elementos indispensáveis a sua perfeita identificação; 
IV - marca, numeração e, se houver, número de referência dos volumes; 
V - quantidade e espécie dos volumes; 
VI - peso bruto dos volumes, entendendo-se, como tal, o da mercadoria com todos os seus recipientes, embalagens e demais 
envoltórios; 
VII - peso líquido, assim considerado o da mercadoria livre de todo e qualquer envoltório; 
VIII - país de origem, como tal entendido aquele onde houver sido produzida a mercadoria ou onde tiver ocorrido a última 
transformação substancial; 
IX - país de aquisição, assim considerado aquele do qual a mercadoria foi adquirida para ser exportada para o Brasil, 
independentemente do país de origem da mercadoria ou de seus insumos; 
X - país de procedência, assim considerado aquele onde se encontrava a mercadoria no momento de sua aquisição; 
XI - preço unitário e total de cada espécie de mercadoria e, se houver, o montante e a natureza das reduções e dos descontos 
concedidos; 
XII - custo de transporte a que se refere o inciso I do art. 77 e demais despesas relativas às mercadorias especificadas na fatura; 
XIII - condições e moeda de pagamento; e 
XIV - termo da condição de venda (INCOTERM). 
Parágrafo único. As emendas, ressalvas ou entrelinhas feitas na fatura deverão ser autenticadas pelo exportador. 
 
Documentos que instruem a DI: 
* conhecimento de carga  materializa o contrato de frete. 
* fatura comercial 
* romaneio de carga 
* outros documentos (certificado de origem) 
Despacho Aduaneiro de Exportação  é o desembaraço da mercadoria para exportação. 
 
Art. 580. Despacho de exportação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo 
exportador em relação à mercadoria, aos documentos apresentados e à legislação específica, com vistas a seu desembaraço 
aduaneiro e a sua saída para o exterior. 
Art. 581. Toda mercadoria destinada ao exterior, inclusive a reexportada, está sujeita a despacho de exportação, com as 
exceções estabelecidas na legislação específica. 
Parágrafo único. A mercadoria a ser devolvida ao exterior antes de submetida a despacho de importação poderáser 
dispensada do despacho de exportação, conforme disposto em ato editado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
Art. 582. Será dispensada de despacho de exportação a saída, do País, de mala diplomática ou consular, observado o disposto 
no art. 547. 
Art. 583. O despacho de exportação de urna funerária será realizado em caráter prioritário e mediante rito sumário, antes de 
sua saída para o exterior, com base no respectivo conhecimento de carga ou em documento de efeito equivalente, observado, 
ainda, o disposto no parágrafo único do art. 548. 
 
Conferência Aduaneira na Exportação: 
 
Art.589. A conferência aduaneira na exportação tem por finalidade identificar o exportador, verificar a mercadoria e a 
correção das informações relativas a sua natureza, classificação fiscal, quantificação e preço, e confirmar o cumprimento de 
todas as obrigações, fiscais e outras, exigíveis em razão da exportação. 
Art. 590. A verificação da mercadoria, no curso da conferência aduaneira ou em qualquer outra ocasião, será realizada por 
Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, ou sob a sua supervisão, por servidor integrante da Carreira Auditoria da Receita 
Federal do Brasil, na presença do viajante, do exportador ou de seus representantes. 
§ 1o Na hipótese de mercadoria depositada em recinto alfandegado, a verificação poderá ser realizada na presença do depositário ou 
de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do exportador. 
§ 2o A verificação de bagagem ou de outra mercadoria que esteja sob a responsabilidade do transportador poderá ser 
realizada na presença deste ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do viajante ou do exportador. 
§ 3o Nas hipóteses dos §§ 1o e 2o, o depositário e o transportador, ou seus prepostos, representam o viajante ou o exportador, 
para efeitos de identificação, quantificação e descrição da mercadoria verificada. 
 
***O início do despacho de exportação se dá com o Registro da Declaração de Exportação; 
*** O RE – Registro de Exportação reúne todas as informações sobre as operações da exportação. É o conjunto de 
informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal referente a uma operação de exportação. É um 
documento do controle administrativo. 
 
A maior parte das exportações brasileiras está sujeita ao registro de exportação. Em regra será exigido antes do 
despacho. O despacho só vai começar de, pois do RE. 
 
***O despacho só começa depois da RE, e só tem início com a DE. 
 
Uma DE poderá conter um ou mais Registro de Exportação de um mesmo exportador, e cada RE somente poderá 
ser utilizado em uma DE. 
 
O Despacho de exportação pode ser realizado em recinto alfandegado, em zona primária, ou no recinto 
alfandegado na zona secundária, ou em recinto não alfandegado ( estabelecimento da empresa) na zona 
secundária. 
 
O Porto Seco é um recinto alfandegado de uso público situado fora da zona primária de portos, aeroportos 
alfandegados. Mas, pode ter Porto seco em zona primária, nos pontos de fronteiras. 
 
*** Depois da parametrização da DE, ela será encaminhada para três canais: 
* canal verde  desembaraço automático 
* canal laranja  inspeção documental, quando ocorre a conferência aduaneira. 
* canal vermelho  inspeção documental e verificação da mercadoria 
 
Os documentos que instruem a DECLARAÇÃO DE EXPORTAÇÃO: 
* 1ª via da Nota Fiscal 
* Original do Conhecimento de Carga e do Manifesto de Carga 
* Outros documentos previstos na legislação específica. 
 
Nas exportações para País do MERCOSUL o Manifesto de Carga será substituído pelo MIC/DTA – manifesto 
internacional de carga rodoviária declaração de trânsito aduaneiro e a TIF/DTA – Conhecimento cata de porte 
internacional/declaração de trânsito aduaneiro 
 
A conferência aduaneira resulta no desembaraço aduaneiro de exportação, pode-se dizer que o despacho 
aduaneiro é a conclusão da conferência. O Desembaraço aduaneiro não é o ato final do despacho aduaneiro de 
exportação, e sim a AVERBAÇÃO, que confirma a saída da mercadoria do País. 
 
Art. 591. Desembaraço aduaneiro na exportação é o ato pelo qual é registrada a conclusão da conferência aduaneira, e 
autorizado o embarque ou a transposição de fronteira da mercadoria.  não é ato final do Despacho de Exportação. 
Parágrafo único. Constatada divergência ou infração que não impeça a saída da mercadoria do País, o desembaraço será 
realizado, sem prejuízo da formalização de exigências, desde que assegurados os meios de prova necessários. 
Art. 592. A mercadoria a ser reexportada somente será desembaraçada após o pagamento das multas a que estiver sujeita. 
Art. 593. A averbação do embarque consiste na confirmação da saída da mercadoria do País.  é o ato final do despacho 
aduaneiro de exportação. 
 
Ato final do Despacho de Importação  O Desembaraço Aduaneiro 
Ato final do Despacho de Exportação  Averbação 
 
**Unidade da Receita Federal do Brasil de Despacho  é responsável pela conferência aduaneira e pelo 
desembaraço aduaneiro. 
 
**Unidade da Receita Federal do Brasil de Embarque  é responsável pela AVERBAÇÃO. 
 
Art. 590. A verificação da mercadoria, no curso da conferência aduaneira ou em qualquer outra ocasião, será 
realizada por Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, ou sob a sua supervisão, por servidor integrante da 
Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil, na presença do viajante, do exportador ou de seus representantes. 
§ 1o Na hipótese de mercadoria depositada em recinto alfandegado, a verificação poderá ser realizada na presença do 
depositário ou de seus prepostos, dispensada a exigência da presença do exportador. 
 
Despacho de Exportação pode ser feito: 
**Com registro no SISCOMEX  DE e a DSE 
**Sem registro no SISCOMEX  DSE e o despacho de urna funerária 
 
CASOS ESPECIAIS DE EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO, art. 597 ao 636 
 
1º Cigarros destinados à exportação  não podem ser vendidos no País. 
 
2º Brinquedos, réplicas e simulacros de arma de fogo  não podem ser importados. Importação proibida. Só é 
autorizado quando for para instrução ou adestramento de usuário autorizado. 
 
3º Materiais usados  estão sujeitos a uma série de restrições. 
**Se forem bens de consumo, a importação é proibida. Ex: pneus usados, inclusive os remoldados. 
** Bens de capital, se submetem ao exame de produção nacional, só podem ser importados caso não exista 
produção nacional. Esse exame é feita pela SECEX. Há algumas exceções: será autorizada a importação de bens de 
consumo usado sob a forma de doação; veículos usados com mais de 30 anos para fins culturais e de coleção. 
 
4º Diamantes brutos  era fonte de financiamento para movimentos rebeldes. Processo de Kimberley é a 
certificação de diamantes brutos. Só podem ser importados depende da apresentação desse certificado. 
 
5º MEP  Importação das máquinas eletrônicas programadas, são as máquinas de caça-níqueis. 
 
QUESTÕES: 
 
1-(AFRF-2003) A fiscalização aduaneira recebe denúncia de que a bagagem de integrante de missão diplomática 
contém 23 kg de cocaína. No caso, deverá verificar os volumes na presença do agente diplomático ou do seu 
representante autorizado, apreendendo os bens de importação proibida e liberando os demais, salvo se o viajante 
identificar-se como correio diplomático e o volume estiverem identificados como mala diplomática. CERTA, 
porque a mala consular e a diplomática são imunes. Mas a bagagem de integrante de missão diplomática não é 
imune não. Em relação a bagagem de integrante a fiscalização aduaneira deve ser verificada. 
 
2-(AFTN-1991) Despacho de importação é o procedimento que tem por finalidade identificar o importador, verificar 
a mercadoria, determinar seu valor e classificação fiscal e constatar o cumprimento de todas as obrigações, fiscais 
ou não fiscais, para fins de desembaraço da mercadoria. ERRADO, porque esse é o conceitoé conferência 
aduaneira. 
 
3-(AFTN-1991) Despacho de importação é o procedimento fiscal mediante o qual se processa o desembaraço 
aduaneiro de mercadoria estrangeira, nacional ou nacionalizada, procedente do exterior, ainda que não se trate de 
importação a título definitivo. CERTA, o despacho de importação visa ao desembaraço aduaneiro. 
 
4-(AFTN-1991) Despacho de importação é o procedimento fiscal que deverá ser instruído com a Declaração de 
Importação, substituível apenas pelo conhecimento de carga original ou pelo conhecimento aéreo original. 
ERRADA, porque a DI não pode ser substituída, mas a fatura comercial pode ser substituída pelo conhecimento 
de carga áereo, desde que tenha as informações essenciais da fatura: qtd, preço e valor da mercadoria. 
 
5-(AFTN-1991) Despacho de importação é o procedimento dispensado na reentrada de mercadorias que 
comprovadamente retornem ao País por defeito técnico que exija sua devolução para reparo ou substituição. 
ERRADA. Porque o Despacho de Importação se aplica a todas as mercadorias que entram no País, inclusive as 
não estrangeiras. 
 
6-(AFTN-1991) Despacho de importação é o procedimento fiscal necessariamente efetuado com base na 
Declaração de Importação e instruído com o conhecimento de carga original ou documento equivalente, não 
podendo ser dispensada nessa instrução a fatura comercial contendo todas as indicações especificadas na lei e 
assinada pelo exportador, salvo se substituída pelo conhecimento aéreo, se este contiver as mesmas indicações. 
ERRADA, porque o Despacho de importação pode ser declarado pela DI, DSI e DSI-formulário, há despacho com 
registro no Siscomex e sem registro. O erro da questão é que não é necessariamente efetuado com base na DI. 
 
7-(AFRF-2003) O importador pode verificar as mercadorias recebidas do exterior, previamente ao início da 
conferência aduaneira, para dirimir dúvidas quanto à sua perfeita identificação, na presença da autoridade 
aduaneira e do representante do depositário. ERRADA, pois a verificação prévia não é antes da conferência 
aduaneira, ele ocorre antes do Registro da DI, e será realizado na presença de um servidor, não precisa ser na 
presença de uma autoridade. 
 
8-(AFRF-2003) A conferência aduaneira é feita de acordo com a seleção da declaração de importação para os canais 
verde (desembaraço automático) ou vermelho (verificação pela fiscalização), sendo feito exame de valor no canal 
cinza. ERRADA, porque não é feita conferência aduaneira no canal verde. So no amarelo, vermelho e cinza. 
Faltou a questão falr do canal amarelo. 
 
9-(AFRF-2003) A verificação prévia da mercadoria efetuada a pedido do importador, realizada sob 
acompanhamento da fiscalização aduaneira, não dispensa a verificação física por ocasião do despacho aduaneiro. 
CERTA, e a verificação prévia que acontece antes da DI. 
 
10-(ACE-1998) O desembaraço aduaneiro ocorre no ato de registro da Declaração de Importação no SISCOMEX. 
ERRADO, porque o desembaraço aduaneiro é ato final do despacho aduaneiro. O Registro da DI ocorre no início 
do despacho da importação. 
 
11-(AFTN-1998)- Caracteriza o início do despacho aduaneiro de importação o registro da declaração de importação. 
CERTA. 
 
12- (AFRF-2000) O ato final do despacho aduaneiro de importação e do despacho aduaneiro de exportação 
consiste, respectivamente, no desembaraço aduaneiro e na averbação de embarque ou de transposição de 
fronteira. CERTA, porque o ato final do despacho da Importação é o desembaraço e o ato final do despacho de 
exportação é o desembaraço e na averbação de embarque da mercadoria. 
 
13-(TRF-2000) A seleção da declaração de importação para o canal verde de conferência aduaneira impede que o 
chefe da unidade da Secretaria da Receita Federal de despacho, após o desembaraço, determine que se proceda à 
ação fiscal de conferência física e documental da mercadoria, em qualquer hipótese, porque tal seleção atendeu 
integralmente os limites e critérios estabelecidos pela Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro e o SISCOMEX 
procedeu ao desembaraço automático da mercadoria. ERRADA, apesar da DI ter sido encaminhada ao canal 
verde, não impede que o chefe do setor responsável pelo despacho determine a conferência física e documental 
agravando o nível da conferência. 
 
14-(AFRF-2002.1) Despacho aduaneiro de importação é o procedimento fiscal mediante o qual se processa o 
desembaraço aduaneiro de mercadoria procedente do exterior e entrada no território aduaneiro a título definitivo. 
ERRADA, porque a questão está imcompleta, pois todas as mercadorias que entram no país estão sujeitas ao 
despacho aduaneiro. 
 
15-(AFRFB-2010- Curso de Formação)- A empresa HAPPY END LTDA. comprou de um fornecedor britânico 20 (vinte) 
urnas funerárias, no valor total de US$ 8,000.00 (oito mil dólares norte-americanos), para utilização na prestação 
de seus serviços. A mercadoria foi enviada por via marítima, por meio de transportadora internacional. Quando da 
chegada ao Brasil, a referida carga deve ser submetida a despacho mediante Rito Sumário. ERRADO, porque as 
urnas tem caráter comercial, o rito sumário é só para urna com defunto. 
 
16-(AFRFB-2010-Curso de Formação) A fatura comercial pode substituir o conhecimento de carga, na via aérea, se 
contiver a descrição detalhada da mercadoria. ERRADA, é o conhecimento de carga aéreo é que substitui a fatura, 
se no conhecimento de carga contiver a descrição detalhada da mercadoria. 
 
17-(AFRFB-2010-Curso de Formação) O ingresso da mercadoria no território aduaneiro considera-se ocorrido na 
data de emissão do conhecimento de carga. ERRADA, porque a data do ingresso da mercadoria é no dia do 
registro da DI. A data da emissão do conhecimento de carga é a data de embarque da mercadoria no exterior. 
 
18-(AFRFB-2010-Curso de Formação) Dispensa-se a apresentação do conhecimento de carga nos despachos de 
importação de mercadorias transportadas por via terrestre no MERCOSUL. ERRADA, porque não há dispensa da 
apresentação do conhecimento de carga, mas que seja substituído pelo MIC/DTA e TIF/DTA. 
 
19-(AFRFB-2010-Curso de Formação) Para instrução da declaração de mercadorias que gozem benefício em razão 
da origem pode ser solicitada a comprovação por certificado de origem ou outro meio julgado idôneo. CERTA 
 
20-(AFRFB-2010-Curso de Formação) A averbação do embarque ou da transposição da fronteira consiste na 
confirmação da saída, do País, da mercadoria objeto do despacho de exportação. CERTA, pois é a averbação é o 
ato final do despacho de exportação, e confirma a saída da mercadoria do país. 
 
21-(AFRFB-2010-Curso de Formação) Unidade de despacho é aquela que jurisdiciona o local de conferência e 
desembaraço de mercadoria e unidade de embarque é a última unidade que exerce o controle aduaneiro antes da 
saída da mercadoria do território nacional. CERTA. 
 
22-(AFRFB-2010-Curso de Formação) A Declaração de Exportação – DE poderá ser elaborada após o embarque da 
mercadoria, mas o Registro de Exportação - RE será sempre prévio ao embarque. ERRADA, porque o RE  é um 
documento do controle administrativo e exigível sempre antes da DE, em regra é prévio ao embarque, há alguma 
exceções, quando o RE é posterior ao embarque. A DE, por sua vez, pode ser elaborada após o embarque, é o 
chamado despacho a posteriori. 
 
23-(AFRFB-2010-Curso de Formação) O despacho de exportação pode ser realizado com ou sem registro no 
SISCOMEX. CERTA. 
 
24-(AFRFB-2010-Curso de Formação) O registro da Declaração Simplificada de Exportação – DSE será sempre 
anterior ao embarque da mercadoria. CERTA, porque a DE pode ser posterior ao embarque, que é o caso do 
despacho a posteiori, mas a DSE é sempre antes do embarque. 
 
25-(AFRFB-2010-Curso de Formação) É proibida a importação de bens de consumo usados, sendo uma das 
exceções à importação de veículos usados com menos de trinta anos, para colecionadores.ERRADA, pois o veículo 
deve ter mais de 30 anos para ser autorizada a importação. 
 
26-(AFRFB-2010-Curso de Formação) É proibida a importação de máquinas de videopôquer, exceto se estas forem 
destinadas a utilização em residências e estabelecimentos não comerciais. ERRADA, em qualquer hipótese é 
proibida a importação essas máquinas. 
 
27-(AFRFB-2010-Curso de Formação) É proibida a importação de armas de brinquedo, réplicas e simulacros de 
armas de fogo que com estas possam se confundir, em qualquer caso. ERRADO, porque admite a importação se 
forem destinadas para usuário autorizado para instrução. 
 
28-(AFRFB-2010-Curso de Formação) É proibida a importação de pneus usados, inclusive de pneus remoldados 
originários e procedentes dos Estados Partes do MERCOSUL. CERTA, faz menção da decisão do STF. 
 
29-(Questão Inédita) A mercadoria que ingresse no País, importada a título definitivo ou não, sujeita-se a despacho 
aduaneiro de importação, que será, em todos os casos, processado com base em declaração formulada no Sistema 
Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). ERRADA, porque não é todos os casos, há despachos sem registro no 
SISCOMEX. 
 
30-(Questão Inédita) Os documentos de instrução da DI são a nota fiscal, o conhecimento de carga, a fatura 
comercial e o manifesto de carga. ERRADA, porque a DI é instruída pelos seguintes documentos: fatura comercial, 
conhecimento de carga, romaneio de carga e outros documentos exigíveis na legislação específica. 
 
31-(Questão Inédita) As declarações de importação selecionadas para o canal verde e vermelho serão distribuídas 
para os Auditores-Fiscais da Receita Federal (AFRF) responsáveis, por meio de função própria do Siscomex. 
ERRADA, porque as DI que vão para o canal verde não serão objeto de conferência aduaneira, sofrerão 
desembaraço automático. 
 
32-(Questão Inédita) O importador poderá requerer, previamente ao registro da DI, a verificação das mercadorias 
efetivamente recebidas do exterior, para dirimir dúvidas quanto ao tratamento tributário ou aduaneiro, inclusive 
no que se refere à sua perfeita identificação com vistas à classificação fiscal e à descrição detalhada. CERTA, é 
possível que antes do registro da DI o importador solicite para verificar a mercadoria. 
 
33-(Questão Inédita) O despacho de exportação somente poderá ter início após o registro de exportação - RE, no 
SISCOMEX, e dentro do prazo de validade desse registro. CERTA, o RE é um documento prévio da DE que marca o 
ínicio do depacho. 
 
34-(Questão Inédita) Cada registro de exportação somente poderá ser utilizado em uma única declaração para 
despacho aduaneiro. CERTA, porque cada RE só pode ser utilizado em uma DE, mas uma DE pode conter vários 
RE. 
 
35-(Questão Inédita) A declaração de exportação será instruída com a fatura comercial, a via original do 
conhecimento de carga, o romaneio de carga e outros documentos previstos na legislação específica. ERRADA, 
porque esses são os documentos que instruem a DI. A DE é instruída com nota fiscal, conhecimento de carga, 
manifesto de carga e outros documentos exigidos pela legislação. 
 
36-(Questão Inédita) O desembaraço aduaneiro na exportação consiste na confirmação da saída da mercadoria do 
País. ERRADA, porque a confirmação da saída da mercadoria do país é a AVERBAÇÃO. o desembaraço aduaneiro 
de exportação consiste em uma autorização de embarque. 
 
37-(Questão Inédita) As emendas, ressalvas ou entrelinhas feitas na fatura comercial deverão ser autenticadas pelo 
exportador. CERTA, se houver rasura, deve ser autenticada e confirmada. 
 
38-(Questão Inédita) Equipara-se à fatura comercial, para todos os efeitos, o conhecimento de carga aéreo, desde 
que, nele, esteja previsto o valor das mercadorias importadas. ERRADA, pois o conhecimento de carga aéreo pode 
ser equiparado a fatura comercial desde que nele esteja previsto os elementos essenciais da fatura: quantidade, 
espécie e o valor das mercadorias. 
 
39-(Questão Inédita) O despacho de exportação não poderá ser realizado em recinto não alfandegado de zona 
secundária. ERRADA, porque o despacho pode ser realizado em recinto alfandegado de zona primária ou 
secundária bem como em recinto não alfandegado. 
 
40-(Questão Inédita) Quando exigível, o licenciamento de importação deve ser deferido antes do registro da DI. 
CERTA, a regra é a dispensa de licenciamento, mas quando for exigível será exigível antes da DI, a regra é que 
seja antes do embarque. 
 
41-(Questão Inédita) O despacho de importação poderá ser efetuado em zona primária ou em zona secundária. 
CERTA, pode ser tanto em zona primária como em zona secundária. 
 
42-(Questão Inédita) O despacho de importação deverá ser iniciado em até noventa dias da descarga, se a 
mercadoria estiver em recinto alfandegado de zona primária. CERTA, o despacho de Importação deve ser iniciando 
em até 90 dias da descarga se estiver em recinto alfandegado e em ate 45 dias do vencimento do prazo de 
permanência em recinto alfandegário de zona secundária. 
 
43-(Questão Inédita) Desembaraço aduaneiro na exportação é o ato pelo qual é registrada a conclusão da 
conferência aduaneira, e autorizado o embarque ou a transposição de fronteira da mercadoria. CERTA, o 
desembaraço aduaneiro na exportação importa em conclusão da conferência aduaneira e autoriza o embarque. 
 
ATIVIDADES RELACIONADAS AOS SERVIÇOS ADUANEIROS E INTERVENIENTES NAS OPERAÇÕES DE 
COMERCIO EXTERIOR. 
 
Art. 808. São atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de mercadorias, inclusive bagagem de viajante, na importação, 
na exportação ou na internação, transportadas por qualquer via, as referentes a: 
I - preparação, entrada e acompanhamento da tramitação e apresentação de documentos relativos ao despacho aduaneiro; 
II - subscrição de documentos relativos ao despacho aduaneiro, inclusive termos de responsabilidade; 
III - ciência e recebimento de intimações, de notificações, de autos de infração, de despachos, de decisões e de outros atos e 
termos processuais relacionados com o procedimento de despacho aduaneiro; 
IV - acompanhamento da verificação da mercadoria na conferência aduaneira, inclusive da retirada de amostras para 
assistência técnica e perícia; 
V - recebimento de mercadorias desembaraçadas; 
VI - solicitação e acompanhamento de vistoria aduaneira; e 
VII - desistência de vistoria aduaneira. 
§ 1o Somente mediante cláusula expressa específica do mandato poderá o mandatário subscrever termo de responsabilidade 
em garantia do cumprimento de obrigação tributária, ou pedidos de restituição de indébito, de compensação ou de desistência 
de vistoria aduaneira. 
§ 2o A Secretaria da Receita Federal do Brasil poderá dispor sobre outras atividades relacionadas ao despacho aduaneiro de 
mercadorias. 
 
ALGUNS INTERVENIENTES: 
 
1- Despachante aduaneiro  é o profissional competente para realizar as atividades relacionadas ao serviço 
aduaneiro em nome do seu representado. 
 
Para ser despachante aduaneiro é preciso que a pessoa física se inscreva no registro de despachantes aduaneiros. 
Para realizar essa inscrição é preciso observar vários requisitos. 
 
A competência para fazer a inscrição do despachante aduaneiro é a Receita Federal por meio do Chefe da Unidade 
da Receita com jurisdição sobre o domicílio do requerente. 
 
2- Ajudante de despachante aduaneiro  tem atribuições mais limitadas em comparação com o despachante 
aduaneiro. 
 
3- Operador do transporte multimodal – OTM  é pessoa jurídica contratada para a realização do transporte 
multimodal. Para que possa operar como OTM é preciso habilitação junto a Receita Federal. São dois tipos de 
habilitação: habilitação nacional e internacional, e habilitação MERCOSUL. 
 
O exercício da atividade de operador de transporte multimodal, no transporte multimodal internacional de cargas, 
depende de habilitação pela Secretaria da Receita Federaldo Brasil, para fins de controle aduaneiro. A habilitação é 
concedida por 10 anos, prorrogável por igual período. 
 
Transporte multimodal é aquele em que em um único contrato de transporte serão utilizados vários modais de 
transporte: navio e caminhão em um único contrato de transporte. Esse transporte multimodal é realizado pelo 
OTM. 
 
O contrato de transporte multimodal se torna eficaz com a emissão de um documento: o conhecimento de 
transporte multimodal de carga. 
 
Responsabilidades do OTM: 
* Contratante  desde o recebimento da carga até a entrega no destino da mercadoria. 
* Órgãos Fazendários  ocorre desde o momento da concessão do Trânsito Aduaneiro, até o momento da entrega 
da mercadoria em recinto alfandegado. 
 
4- Agentes de Unitização e Desunitização  São aqueles que alugam o contêiner inteiro, e se responsabilizam pela 
carga de diversas empresas. 
 
Esses agentes precisam da habilitação junto a RFB para que possam efetuar operações de 
unitilização/desunitização em recintos alfandegados. 
 
Unitização é sinônimo de Ova ou estufagem do contêiner. 
Desunitização é sinônimo de desova do contêiner. 
 
5- Perito e o Assistente técnico  nas operações de comercio exterior pode surgir vários problemas, por isso, em 
algumas situações é importante a figura do Perito e do assistente técnico. 
 
A Perícia na aduana pode ser realizada pelos laboratórios da Receita, órgãos e entidades da Administração Pública 
ou por uma entidade privada ou técnico especializado. 
 
Alguém que tenha interesse legítimo na perícia, contrata o assistente técnico para acompanhar a realização da 
perícia. A Remuneração desse perito é estabelecida em contrato pelo mercado. 
 
QUESTÕES 
 
44-(AFRF-2000) A responsabilidade do Operador de Transporte Multimodal de cargas, no transporte internacional 
com relação ao contratante, inicia-se desde sua inclusão no manifesto do veículo transportador até a sua descarga 
no local alfandegado de destino e, perante os órgãos fazendários, permanece desde a autorização para embarque 
no veículo até sua descarga no recinto alfandegado de destino. ERRADA, pois a responsabilidade do OTM junto ao 
contratante inicia-se do recebimento da carga até a entrega ao destinatário, já a responsabilidade do OTM junto 
aos órgãos fazendários se inicia no momento em que é concedido o Regime de Trânsito Aduaneiro e termina 
quando a mercadoria é entregue no recinto alfandegado do destino. 
 
45-(AFTN-1996) O transporte multimodal se caracteriza quando uma unidade de carga é transportada utilizando 
duas ou mais modalidades de transporte ao longo do percurso abrangidas por um único contrato de transporte. 
CERTA. 
 
46-(Questão Inédita) O exercício da atividade de operador de transporte multimodal, no transporte multimodal 
internacional de cargas, depende de habilitação pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, para fins de controle 
aduaneiro. A habilitação é concedida por 10 anos, prorrogável por igual período. CERTA. 
 
47-(Questão Inédita) É vedado, a quem exerce cargo, emprego ou função pública, o exercício da atividade de 
despachante e de ajudante de despachante aduaneiro. CERTA, porque quem tem cargo ou função pública não 
pode ser despachante aduaneiro e nem ajudante de despachante aduaneiro. 
 
 REGIMES ADUANEIROS, art.307 a 541 
 
* Quando um produto entra no Brasil, a regra é que os tributos serão recolhidos. Mas existem situações onde 
ocorre a suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 
 
* São três os tipos de regime aduaneiro: 
 
1. Regime Aduaneiro Comum  a importação é feita a título definitivo, pode-se dizer que há uma nacionalização 
do produto. Normalmente ocorre o recolhimento dos créditos tributário. Sofrem o Despacho para consumo  
aplicáveis as mercadorias que são nacionalizadas. Refere-se ao RAC 
 
2. Regime Aduaneiro Especial  ocorre à suspensão tributária. Ex: admissão temporária. Sofrem o despacho para 
Admissão. Uma exceção é o Drawback, que é um regime aduaneiro especial, sofre o despacho para consumo. 
 
3. Regimes Aduaneiros Aplicados em áreas especiais  Ex. áreas de livre comércio, zona franca de Manaus, estes 
regimes visam promover o desenvolvimento das áreas mais afastadas dos grandes centros. Sofrem o Despacho 
para internação  é quando o produto sai da do regime aduaneiro aplicado em áreas especiais e vai para outras 
áreas do território. 
 
* Mercadoria que entra em uma das áreas especiais, pode sofrer o despacho comum ou o despacho para admissão. 
Quando entra com isenção tributária sofre despacho para admissão, e quando entra com tributação sofre 
despacho para consumo. Quando a mercadoria sai dessa área especial, sofre o Despacho para internação, quando 
serão recolhidos os tributos. 
 
Na admissão em regimes Aduaneiro Especiais pode ocorrer o fato gerador do II? Em alguns casos ocorre o fato 
gerador em outros casos não. Para a prova de legislação aduaneira é que ocorre o fato gerador o II na Admissão de 
bens em Regimes Aduaneiros especiais. 
 
Art. 311. No caso de descumprimento dos regimes aduaneiros especiais de que trata este Título, o beneficiário 
ficará sujeito ao pagamento dos tributos incidentes, com acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de 
ofício, calculados da data do registro da declaração de admissão no regime ou do registro de exportação, sem 
prejuízo da aplicação de penalidades específicas. 
 
Há um prazo para suspensão de tributos. Esse prazo é concedido pela RFB que concede o Regime Aduaneiro 
Especial e fixa um prazo. A regra geral é que as obrigações fiscais poderão ficar suspensas por um ano prorrogado 
no máximo até 05 anos. Ficam consubstanciadas em um documento: TERMO DE RESPONSABILIDADE, que é 
definido pelo Regulamento aduaneiro, no art. 760. 
 
Art. 760. O termo de responsabilidade é título representativo de direito líquido e certo da Fazenda Nacional com 
relação às obrigações fiscais nele constituídas. 
Parágrafo único. Não cumprido o compromisso assumido no termo de responsabilidade, o crédito nele constituído 
será objeto de exigência, com os acréscimos legais cabíveis. 
 
O termo de responsabilidade é exigido quando a mercadoria entra no Regime Aduaneiro Especial, essa é a regra 
geral, mas existe situação em que não é necessário o Termo de Responsabilidade, no caso de Admissão de um bem 
em Regime de Entreposto Aduaneiro. 
 
A multa e os juros serão exigidos mediante auto de infração por meio do qual também serão exigidos eventuais 
tributos complementares. Junto com o TR, a autoridade aduaneira poderá exigir uma garantia, que poderá ser na 
forma de uma fiança, um seguro aduaneiro, pode ser um depósito administrativo. Nem sempre será exigido, mas 
pode ser exigido com o TR. 
 
 
Entrada do bem no território aduaneiro  Ocorre o fato gerador, mas o crédito tributário fica suspenso e 
consubstanciado no Termo de Responsabilidade, sob condição resolutória, ou seja, caso ocorra o descumprimento 
do regime, os tributos serão exigíveis, e assim começam as exigências do Termo de Responsabilidade. A Receita 
Federal intima o beneficiário, para em 10 dias apresentar suas alegações, se essas alegações não forem aceitas 
então no prazo de 30 dias deverão ser recolhidos os tributos. 
 
Mas, se tiver sido prestado garantia na forma de depósito, o crédito tributário se extingue com a conversão do 
depósito em renda. No caso de Fiança ou Seguro, o Beneficiário será intimado junto com o fiador/seguradora para 
efetivar o pagamento. Se o pagamento não for efetivado, o processo será encaminhado a Procuradoria da Fazenda 
Nacional, para que seja feita a inscrição em Dívida Ativa. 
 
Os tributos são exigidos no Termo de Responsabilidade, mas o descumprimento do regime será cobrado multas e 
juros, que serão exigíveis em auto de infração. 
 
É possível a transferência de um Regime Aduaneiro para outro? A Transferência de um regime para outro épossível, desde que cumpridas às condições do novo regime. 
 
No regime aduaneiro especial de admissão temporária a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em 
decorrência da aplicação do regime, será consubstanciada em Termo de Responsabilidade, garantido por fiança ou 
seguro aduaneiro, que, no caso de descumprimento das condições do regime concedido, será encaminhado à 
Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa se não comprovado o pagamento no prazo 
estabelecido e a parcela relativa às penalidades pecuniárias e ajuste de cálculo de tributos devidos será exigida 
através da lavratura do auto de infração regularmente notificado ao contribuinte. 
 
QUESTÕES 
 
1-(ACE-2008)-Os regimes aduaneiros são classificados como comum e especiais. Os regimes aduaneiros especiais 
distinguem-se do regime aduaneiro comum por contemplarem, sob formas diversas, a entrada e a saída de 
mercadorias do território nacional com isenção ou suspensão dos direitos aduaneiros aplicáveis. ERRADA, porque 
a questão omitiu dos regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais, e além disso, os regimes aduaneiros 
especiais fazem jus a suspensão e não de isenção, há apenas um caso de isenção que é o drawback isenção. 
 
2- (AFRF-2002.2 - adaptada) - Os regimes aduaneiros especiais se diferenciam do regime aduaneiro geral ou 
comum, caracterizam- se por serem em regra regimes econômicos ou suspensivos, enfatizam a geração de divisas e 
de empregos, são aplicados em regra às mercadorias não nacionalizadas, e sua admissão ao regime não se processa 
através de um despacho aduaneiro de importação para consumo, exceto, neste caso, o regime de admissão 
temporária para aperfeiçoamento ativo. ERRADA, porque a excessão é o drawback que se submete ao despacho 
para consumo. 
 
3- (Analista dos Correios – 2011)- O despacho aduaneiro de importação ocorre sob as modalidades de despacho 
para consumo, admissão e internação, sendo a modalidade definida de acordo com o tipo de regime aduaneiro 
aplicado à mercadoria em questão. CERTA. 
 
4- (AFRF-2000)- Os regimes aduaneiros especiais caracterizam-se pela não-incidência dos tributos no período de 
sua vigência, considerando-se ocorrido o fato gerador dos tributos somente a partir do inadimplemento das 
condições que embasaram a sua concessão. ERRADA, quando a mercadoria entra no regime aduaneiro especial 
ocorre o fato gerador, ocorre a incidência, mas o crédito tributário foi constituído e fica suspenso sob uma 
condição resolutória, se o regime for descumprido os créditos serão exigíveis deste a data da emissão do regime. 
 
5- (AFRF-2000)- Os regimes aduaneiros especiais são destinados precipuamente a incrementar a arrecadação 
tributária federal e estadual decorrente das atividades incentivadas pela sua aplicação, sendo exigidos os tributos 
se houver o descumprimento dos prazos e condições para sua vigência e a partir da ocorrência desse 
descumprimento. ERRADA, o regime aduaneiro especial não incrementa a arrecação porque os tributos ficam 
suspensos, se houver descumprimento do regime os tributos serão exigidos a partir da data da declaração para 
admissão no regime. 
 
6- (AFRF-2000)- Os regimes aduaneiros especiais caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição 
resolutiva, em que o fato gerador dos tributos considera-se ocorridos e existentes os seus efeitos desde o 
momento da prática do ato concessivo, sendo exigíveis os tributos retroativamente na hipótese de 
inadimplemento. CERTA. 
 
7- (AFRF-2000)- Os regimes aduaneiros especiais tendo em vista que os tributos têm sua exigibilidade suspensa no 
momento de sua concessão, caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição suspensiva, em que o 
fato gerador considera-se ocorrido e existentes os seus efeitos a partir de seu implemento. ERRADA, porque é 
condição resolutória. 
 
8- (AFTN-1994) – Os regimes aduaneiros especiais em relação ao regime aduaneiro geral caracterizam-se pela não 
constituição do crédito tributário relativo às mercadorias a eles submetidas no momento do despacho aduaneiro. 
ERRADA, porque o crédito tributário é constituído. Ocorre o fato gerador, o crédito é constituído e fica suspenso. 
 
9-(AFRF-2000)- Os regimes aduaneiros especiais são marcadamente econômicos e impedem a ocorrência do fato 
gerador dos tributos incidentes sobre as mercadorias a eles submetidas, que somente ocorrerá na hipótese de 
inadimplemento das condições impostas à concessão, a partir do qual incidirão os tributos. ERRADA, porque os 
regimes aduaneiros especiais não impede a ocorrência do fato gerador, uma vez que a entrada dos bens ocorre o 
fato gerador, o crédito é constituído e fica suspenso os créditos tributários, que na hipótese de inadimplemento 
das condições serão exigíveis a partir da admissão do regime. 
 
10- (AFRF-2002.2) - No regime aduaneiro especial de admissão temporária os impostos e penalidades pecuniários 
previstos para a hipótese de descumprimento das normas que disciplinam o regime serão consubstanciados em 
Termo de Responsabilidade. ERRADA, porque os impostos ficam no termo de Responsabilidade mas as 
penalidades pecuniárias ficam no auto de infração. 
 
11- (AFRF-2002.2) - No regime aduaneiro especial de admissão temporária, a parcela dos impostos devida na 
importação, suspensa em decorrência da aplicação do regime será garantida em Termo de Responsabilidade cuja 
exigência será objeto de procedimento fiscal administrativo em que se assegure o contraditório e ampla defesa, no 
caso de inadimplência do beneficiário do regime. ERRADA, porque não é necessário o procedimento fiscal 
administrativo, porque o Termo de Responsabilidade é titulo representativo de direito líquido e certo, o que 
torna desnecessário a apuração do crédito tributário. 
 
12- (AFRF-2002.2) - No regime aduaneiro especial de admissão temporária, a parcela das penalidades pecuniárias e 
de outros acréscimos legais devida pelo descumprimento das condições do regime será, após quantificada, objeto 
de execução administrativa juntamente com os impostos devidos constantes do Termo de Responsabilidade, se 
não houver recolhimento nos 30 (trinta) dias subsequentes à ciência da notificação fiscal. ERRADA, não existe 
execução administrativa, se o pagamento não for efetivado, o processo será encaminhado para a Procuradoria 
para inscrição em dívida ativa. 
 
13-(AFRF-2002.2) - No regime aduaneiro especial de admissão temporária a parcela dos impostos devida na 
importação, suspensa em decorrência da aplicação do regime, será consubstanciada em Termo de 
Responsabilidade, garantido por fiança ou seguro aduaneiro, que, no caso de descumprimento das condições do 
regime concedido, será encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa se não 
comprovado o pagamento no prazo estabelecido e a parcela relativa às penalidades pecuniárias e ajuste de cálculo 
de tributos devidos será exigida através da lavratura do auto de infração regularmente notificado ao contribuinte. 
CERTA. 
 
14-(Questão Inédita)- As obrigações fiscais suspensas pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais serão 
constituídas em termo de responsabilidade firmado pelo beneficiário do regime. CERTA. 
 
15-(Questão Inédita)- Não poderá ser autorizada a transferência de mercadoria admitida em um regime aduaneiro 
especial ou aplicado em área especial para outro. ERRADA, porque é possível a transferência de um rgime 
aduaneiro especial para outro desde que cumpridas as condições do novo regime. 
 
 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE TRÂNSITO ADUANEIRO 
 
  é permite que a mercadoria seja transportada pelo território nacional com suspensão do crédito tributário. 
 
O trânsito aduaneiro é o regime aduaneiro especial em que se permite o transporte de mercadoria de um ponto a 
outro do território nacional com suspensão tributária. 
 
Art. 315. O regime especial de trânsito aduaneiroé o que permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um 
ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
Art. 316. O regime subsiste do local de origem ao local de destino e desde o momento do desembaraço para trânsito 
aduaneiro pela unidade de origem até o momento em que a unidade de destino conclui o trânsito aduaneiro. 
Art. 317. Para os efeitos deste Capítulo, considera-se: 
I - local de origem, aquele que, sob controle aduaneiro, constitua o ponto inicial do itinerário de trânsito; 
II - local de destino, aquele que, sob controle aduaneiro, constitua o ponto final do itinerário de trânsito; 
III - unidade de origem, aquela que tenha jurisdição sobre o local de origem e na qual se processe o despacho para trânsito 
aduaneiro; e 
IV - unidade de destino, aquela que tenha jurisdição sobre o local de destino e na qual se processe a conclusão do trânsito 
aduaneiro. 
 
* Trânsito de importação  a mercadoria é procedente do exterior, o beneficiário é o importador. 
* Trânsito de exportação  a mercadoria se destina ao exterior, o beneficiário é o exportador. 
* Trânsito interno  a mercadoria vai de um recito de zona secundária para outro, o beneficiário é o depositante. 
* Trânsito internacional/trânsito aduaneiro de passagem  a mercadoria vem do exterior e é destinada ao 
exterior, o beneficiário é o representante do importador estrangeiro ou do exportador estrangeiro. 
 
Beneficiários do Trânsito em qualquer caso: 
* OTM 
* Agentes de unitização/desunitazação 
* Transportador 
* Permissionário ou concessionário de recinto alfandegado ( não se aplica ao transito internacional) 
 
Não é qualquer um que pode operar no Transito aduaneiro. É preciso de uma habilitação junto a RFB. 
 
O Registro da declaração de Trânsito aduaneiro marca o início do despacho para Trânsito. Quando a declaração de 
trânsito aduaneiro – DTA é registrado, pode ser direcionado para dois canais: o verde ou o vermelho. 
 
A Receita Federal é quem faz o desembaraço para Trânsito Aduaneiro marca o final do despacho para trânsito. 
Quando a mercadoria é desembaraçada para Trânsito, inicia-se o trânsito aduaneiro. 
 
Quando a Receita Federal faz o desembaraço para o Trânsito, ela concede o Regime especial para Transito 
Aduaneiro e estabelece a rota dos transportadores do prazo para conclusão. O veículo que sair da rota está sujeito 
a pena de perdimento. O transportador pode propor uma rota. A Receita Federal poderá adotar cautelas fiscais no 
intuito de promover a segurança fiscal. 
 
AS cautelas fiscais são: 
* lacração 
* sinetagem  símbolo no lacre 
* cintagem  colocação de cinta no volume 
* marcação ou etiquetagem 
* Acompanhamento fiscal  acompanhamento 
 
No Regime Aduaneiro Especial de Trânsito aduaneiro, existe Termo de Responsabilidade que é firmado pelo 
transportador, que é responsável pelo imposto de importação. 
 
Além do Termo de responsabilidade no Transito aduaneiro, em regra, é necessário a prestação de garantias. 
 
Quanto ao Transito Internacional, a Receita Federal só concede se for observada a seguinte condição: A 
documentação do veículo que transporta a mercadoria até o local de origem do trânsito deve prever o trânsito 
internacional. A documentação do veiculo é o manifesto ou conhecimento de carga. Ou seja, O trânsito na 
modalidade de passagem somente poderá ser aplicado à mercadoria declarada para trânsito no conhecimento de 
carga correspondente, ou no manifesto ou declaração de efeito equivalente do veículo que a transportou até o 
local de origem. 
 
QUESTÕES 
 
16-(AFRF-2002.1) – Ultimada a conferência (para o trânsito aduaneiro), serão adotadas cautelas fiscais visando 
impedir a violação dos volumes, recipientes e, se for o caso, do veículo transportador. São cautelas fiscais, entre 
outras: lacração, a sinetagem e a etiquetagem dos volumes. CERTA. 
 
17-(AFRF-2002.1 - adaptada)- O regime de trânsito aduaneiro implica o transporte de um bem importado, sob 
controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro para internalização em caráter definitivo. 
ERRADA, não necessariamente a mercadoria sera internalizada, pode ser transportada para ser importada. 
 
18-(Petrobrás – 2007 - adaptada)- O regime de trânsito aduaneiro pode ser aplicado à passagem pelo território 
nacional de mercadoria procedente do exterior e destinada a um país do MERCOSUL. CERTA, c aso do transito 
internacional 
 
19-(Questão Inédita)- O trânsito aduaneiro é o regime aduaneiro especial em que se permite o transporte de 
mercadoria de um ponto a outro do território nacional com suspensão tributária. Uma das modalidades de trânsito 
aduaneiro é o trânsito de exportação, em que uma mercadoria procedente do exterior é transportada do ponto de 
descarga no território aduaneiro até o porto seco onde ocorrerá outro despacho. ERRADA, mercadoria procedente 
do exterior é trânsito de importação, e não de exportação. 
 
20-(Questão Inédita)- Em operações de trânsito aduaneiro, o transporte de mercadorias somente poderá ser 
efetuado por empresas transportadoras previamente habilitadas pela Receita Federal do Brasil. ERRADA, em regra 
o transporte de me4rcadoria poderá ser efetuado por empresas transportadoras previamente habilitadas pela 
Receita Federal. 
 
21-(Questão Inédita)- A passagem pelo território aduaneiro, de mercadoria procedente do exterior e a ele 
destinada, constitui modalidade de trânsito aduaneiro que somente poderá ser concedida à mercadoria declarada 
para trânsito no conhecimento de carga correspondente ou no manifesto ou documento equivalente do veículo 
que o transportou até o local de origem do trânsito. CERTA, o trânsito internacional só será concedido se no 
documento do veículo tem que estar previsto que a mercadoria será destinada ao exterior. 
 
22-(Questão Inédita)- O regime especial de trânsito aduaneiro é o que permite o transporte de mercadoria, sob 
controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos. 
CERTA. 
 
23-(Questão Inédita)- O trânsito na modalidade de passagem somente poderá ser aplicado à mercadoria declarada 
para trânsito no conhecimento de carga correspondente, ou no manifesto ou declaração de efeito equivalente do 
veículo que a transportou até o local de origem. CERTA. 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA 
 
A admissão temporária é o regime aduaneiro no qual uma mercadoria ingressa no território aduaneiro de um país, 
com suspensão dos direitos aduaneiros, desde que torne a sair deste mesmo território dentro de um prazo 
determinado. 
 
Regimes Aduaneiros Especiais: 
* Transito aduaneiro, Admissão Temporária, Entreposto Aduaneiro e Drawback. 
 
O Regime Aduaneiro Especial de Admissão Temporária: 
 
1ª situação  ingresso de um bem com suspensão total de tributo (IPI, IPI, PIS/Pasep- Imp. E Confins-Imp). Ex. 
carros de fórmula 1. 
 
2ª situação  ingresso de um bem com suspensão parcial de tributo (IPI, IPI, PIS/Pasep- Imp. E Confins-Imp). Ex. 
guindaste para utilização econômica. 
 
Art. 353. O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a importação de bens que devam 
permanecer no País durante prazo fixado, com suspensão total do pagamento de tributos, ou com suspensão 
parcial, no caso de utilização econômica, na forma e nas condições deste Capítulo. 
 
***Na suspensão total, os tributos serão consubstanciados no Termo de Responsabilidade. 
 
***Na suspensão parcial, será recolhido 1% ao mês daquilo que seria recolhido se fosse uma nacionalização. 
 
Os requisitos para admissão de bens em Admissão Temporária: 
** importação em caráter temporário, ex: feira, exposição, espetáculos. 
** inexistência de cobertura cambial, ex: não há contrapartida de divisas para o exterior. 
** adequação dos bens a finalidade para qual estão importados temporariamente. 
** constituição das obrigaçõessuspensas em um Termo de Responsabilidade. 
** necessidade de identificação dos bens. Os bens precisam ser individualizados porque na admissão temporária o 
mesmo bem que entra é o mesmo que deve retornar. 
 
Leasing financeiro não é admissão temporária, mas o leasing operacional pode ser admissão temporária. 
A doação tem animo de definitividade, por isso não pode ser Admissão temporária. 
 
O prazo da Admissão temporária varia. A norma geral diz que é de 1 ano até 5 anos. 
***O bem admitido temporariamente entra com amparo contratual, o prazo de concessão regime será o prazo do 
contrato prorrogável nas mesmas condições estabelecidas no contrato. 
***Bens admitidos para ensaios/teste para desenvolvimento de protótipo o prazo é de até 5 anos. 
*** Nos demais casos o prazo é de até 3 meses prorrogado uma única vez pelo mesmo período. 
 
Modalidade de extinção do Regime de Admissão Temporária se dá da seguinte forma: 
* Reexportação  forma natural de extinção 
* Entrega a Fazenda Nacional 
* Destruição sob controle aduaneiro  o resíduo deve ser nacionalizado com pagamento dos tributos 
* Transferência de regime aduaneiro 
* Despacho para consumo  é única onde haverá o recolhimento tributário. 
* Exportação de produto equivalente  quando o produto volta para o Brasil para ser consertado e uma novo 
produto é enviado em lugar daquele que entrou no regime temporário. 
 
Descumprimento da Admissão temporária  torna exigível o crédito tributário e, além disso, haverá multa de 10% 
do valor aduaneiro por descumprimento do Regime. 
 
QUESTÕES. 
 
24-(AFRF-2003)- A admissão temporária é o regime aduaneiro no qual uma mercadoria ingressa no território 
aduaneiro de um país, com suspensão dos direitos aduaneiros, desde que torne a sair deste mesmo território 
dentro de um prazo determinado. CERTA 
 
25-(TTN-1997)- São condições cumulativas para a concessão do regime de admissão temporária o caráter de 
temporariedade, o despacho para consumo e a existência de cobertura cambial. ERRADA, em admissão 
temporária o despacho é para admissão, e a inexistência de cobertura cambial. 
 
26-(AFRF-2003)- A admissão temporária é o regime aduaneiro no qual uma mercadoria usufrui de isenção de 
quaisquer impostos enquanto permanecer no território aduaneiro até ser reexportada. ERRADA, porque não há 
que se falar em isenção e sim em suspensão do crédito tributário. 
 
27-(TRF-2002.2)- Extingue o regime aduaneiro de admissão temporária o despacho para consumo promovido por 
terceiro autorizado a nacionalizar os bens na vigência do regime. CERTA, pois o despacho para consumo é uma 
hipotese de extinção da admissão temporária. 
 
28-(TRF-2002.2)- Extingue o regime aduaneiro de admissão temporária a reexportação, ainda que realizada fora do 
prazo. CERTA, mas fora do prazo houve descumprimento do regime o que acarreta multa por isso. 
 
29-(TRF-2002.2)- Extingue o regime aduaneiro de admissão temporária a exportação de produto equivalente ao 
produto nacional exportado definitivamente e que tenha retornado ao País para reparo ou substituição em virtude 
de defeito técnico que exija sua devolução. CERTA. 
 
30-(AFRF-2003)- A admissão temporária é o regime aduaneiro no qual uma mercadoria, tendo sido importada, é, 
em seguida, reexportada, com isenção dos impostos incidentes sobre essa operação, desde que a mesma ocorra 
em prazo igual ou inferior a noventa dias. ERRADA, porque não é isenção e o IE incide sobre mercadoria nacional 
ou nacionalizada com destino ao exterior, não incidindo sobre mercadoria estrangeira. 
 
31-(AFRF-2002.1) - A entrada no território aduaneiro de bens objeto de arrendamento mercantil de caráter 
financeiro contratado com entidades arrendadoras domiciliadas no exterior, não se confunde com o regime de 
admissão temporária e se sujeitará a todas as normas legais que regem a importação. Importações de 
arrendamento mercantil de caráter financeiro não são admissões temporárias e devem ser tratadas como 
importações comuns. CERTA. 
 
32-(AFRF-2003)- A admissão temporária é o regime aduaneiro no qual uma mercadoria ingressa no território 
aduaneiro para efeitos de agregação de valor, devendo necessariamente ser incorporada a terceiros produtos 
destinados exclusivamente à exportação. ERRADA, porque esse é o regime aduaneiro drawback. 
 
33-(AFRF-2002.1)-O regime de admissão temporária implica a reexportação da mercadoria com isenção dos 
impostos que incidem sobre as exportações. ERRADA, porque não há que se falar em isenção, o IE não incide 
sobre produtos estrangeiros. 
 
34-(AFRF-2002.1)- O regime de admissão temporária implica a suspensão dos tributos que incidem sobre a 
importação, desde que o bem importado permaneça no território aduaneiro por tempo determinado e seja, ao 
final do mesmo, remetido ao exterior sem sofrer modificações que lhe confiram nova individualidade. CERTA 
 
ADMISSÃO TEMPORÁRIA PARA APERFEIÇOAMENTO ATIVO 
 
* Um bem ingressa no país com suspensão de tributo para se submeter a operações de industrialização: 
beneficiamento, montagem, acondicionamento. 
 
* Não se aplica as operações de transformação, pois essa operação confere nova individualidade ao produto, pois 
na Admissão temporária o mesmo bem que entra é o mesmo que sai. 
 
Requisitos para admissão temporária para aperfeiçoamento ativo: 
*mercadoria de propriedade de pessoa sediada no exterior 
* sem cobertura cambial 
*deve haver um contrato de prestação de serviço 
 
QUESTÕES 
 
35-(AFRF-2003)- A admissão temporária é o regime aduaneiro no qual uma mercadoria ingressa no território 
aduaneiro de um país, com amparo em um contrato internacional de compra e venda, com suspensão dos tributos 
incidentes sobre a importação. ERRADA, porque compra e venda é nacionalização com ânimo de definitividade, 
admissão temporária não tem ânimo de definitividade. 
 
36-(AFTN-1994)- Determinada empresa adquiriu mediante financiamento do exportador estrangeiro diversos 
moldes usados, a serem utilizados, durante um período determinado, na fabricação de um equipamento a ser 
exportado em razão de ter vencido uma concorrência internacional. Requereu a concessão do regime aduaneiro 
especial de admissão temporária para os moldes. A autoridade aduaneira indeferiu o pedido porque ela, dentro de 
seu poder discricionário, pode deferir ou indeferir a concessão do regime, sem necessidade de motivar a decisão. 
ERRADA, pois quando há indeferimento é preciso motivá-lo, embora esteja certo indeferimento considerando 
que a empresa adquiriu os moldes remetendo a uma compra e venda. 
 
37-(Questão Inédita)- O regime de admissão temporária implica a reexportação da mercadoria com isenção dos 
impostos que incidem sobre as exportações. ERRADA, pois não há que se falar isenção e sim uma não incidência 
do IE. Uma mercadoria admitida temporariamente não se nacionalizou. 
 
38-(Questão Inédita)- O regime aduaneiro especial de admissão temporária é o que permite a importação de bens 
que devam permanecer no País durante prazo fixado, sempre com suspensão total do pagamento de tributos, os 
quais ficam consubstanciados no Termo de Responsabilidade. ERRADA, porque nem sempre com suspensão total, 
pois existe caso de suspenção parcial. 
 
39-(Questão Inédita)- O Termo de Responsabilidade consiste em título representativo de direito líquido e certo da 
Fazenda Nacional e tem por finalidade consubstanciar os tributos suspensos no caso de mercadoria importada ao 
amparo de regimes aduaneiros especiais, inclusive as efetuadas sob admissão temporária. CERTA 
 
40-(Questão Inédita)- O regime de admissão temporária poderá ser concedido com suspensão total ou parcial dos 
tributos incidentes na operação. CERTA 
 
41-(Questão Inédita)- O regime aduaneiro especial de admissão temporária pode ser aplicado a bens destinados a 
realização ou participação em eventos de natureza cultural, artística, científica, comercial e esportiva,para 
assistência e salvamento, para acondicionamento e transporte de outros bens e para ensaios e testes, com a 
suspensão total de tributos. CERTA 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE DRAWBACK 
 
Drawback sofre Despacho para consumo. Drawback é desoneração dos tributos. É considerado um incentivo a 
exportação, não é um benefício. 
 
Modalidades: 
 
* Drawback Suspensão  é a suspensão do pagamento dos tributos exigidos na importação de mercadorias 
empregadas ou consumidos no processo produtivo de um bom a ser exportado. A suspensão dos tributos de 
importação está condicionada à exportação, no prazo de 1 ano. Quem pode conceder a suspensão dos tributos é a 
SECEX. 
 
* Drawback Isenção  é uma espécie de “reposição de estoques”, pois a isenção será sobre os tributos exigidos na 
importação, daqueles produtos importados que já foram utilizados no processo produtivo para o produto 
exportado. Essa isenção é de competência da SECEX. 
 
* Drawback Restituição é competência da Receita Federal do Brasil. Nesse caso os tributos pagos na importação 
de produtos utilizados no processo produtivo de um produto que foi exportada. 
 
São duas as operações especiais de Drawback: 
 
1ª – Drawback para embarcação – São para importação de insumos para produzir embarcação para ser fornecida 
no mercado interno. Aplica-se na modalidade suspensão e também na modalidade isenção. 
 
2ª – Drawback para fornecimento no mercado interno – Será feira uma licitação internacional e os recursos para a 
compra dos insumos e o pagamento dessa licitação serão feitos com recursos oriundos do exterior, que são 
financiamentos concedidos por instituições financeiras internacionais da qual o Brasil faça parte, ou um 
empréstimo captado no exterior. As máquinas e equipamentos produzidos serão fornecidos no mercado interno. 
Aplica-se modalidade de suspensão dos tributos. 
 
** Drawback integrado  evita a concorrência prejudicial a indústria nacional, sua lógica é de desoneração às 
exportações e desoneração para as compras no mercado interno. 
 
Foi criado para desoneração em relação aos insumos importados e aqueles adquiridos no mercado interno. 
Aplicam-se no módulo suspensão e isenção. 
 
**Drawback integrado suspensão  suspensão dos tributos federais ( bem a exportar) 
**Drawback integrado isenção  isenção de II e redução à zero do IPI, PIS/PASEP –Imp. e Confins-Imp. 
 
* Drawback integrado intermediário  Nas modalidades suspensão e isenção. 
 
* Drawback genérico  Apenas na modalidade suspensão, neste caso o plano de exportações os produtos a ser 
exportados serão listados de forma genérica. 
 
* Drawback sem expectativa de recebimento Apenas na modalidade suspensão, nesse caso, uma empresa 
entrega os insumos para outra, sem expectativa de recebimento. Ex: A matriz envia insumos para a filial. Não há 
expectativa de recebimento. 
 
O Compromisso de exportação deve observar o prazo de 1 ano, prorrogável por igual período. Mas, se a exportação 
não for feita nesse prazo? 
 
A extinção do drawback se dá com a efetiva exportação. Por isso, os produtos que foram importados ao amparo do 
drawback, e nesse caso tiveram isenção ou redução: 
***deverão ser devolvidos ao exterior. 
*** destruídos sobre controle aduaneiro, o resíduo da destruição deve ser nacionalizada. 
*** sofrerem o despacho para consumo, sendo efetivado o recolhimento dos tributos. 
***entrega dos bens a fazenda nacional. 
 
Art. 383. O regime de drawback é considerado incentivo à exportação, e pode ser aplicado nas seguintes modalidades: 
I - suspensão do pagamento dos tributos exigíveis na importação de mercadoria a ser exportada após beneficiamento ou 
destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de outra a ser exportada; 
II - isenção dos tributos exigíveis na importação de mercadoria, em quantidade e qualidade equivalentes à utilizada no 
beneficiamento, fabricação, complementação ou acondicionamento de produto exportado; e 
III - restituição, total ou parcial, dos tributos pagos na importação de mercadoria exportada após beneficiamento, ou utilizada 
na fabricação, complementação ou acondicionamento de outra exportada. 
 
42-(AFRF-2002.2) - Considerando que o regime especial de drawback em uma de suas modalidades é suspensivo de 
tributação, o despacho aduaneiro a ele aplicável na importação é o despacho de admissão ao regime. ERRADA, o 
drawback, apesar de ser um regime especial submete-se ao despacho para consumo. 
 
43-(AFTN-1994) – O regime aduaneiro especial de drawback na modalidade isenção beneficia mercadoria com ou 
sem similar nacional, importada em quantidade equivalente à utilizada no beneficiamento, fabricação, 
complementação ou acondicionamento de produto já exportado. CERTA, drawback não tem exame de 
similaridade, por isso beneficia mercadoira com ou sem similar nacional. A isenção cabe para produto que já foi 
importado. 
 
Para concessão de isenção do II: obrigatoriedade de transporte em bandeira brasileira e inexistência de similar 
nacional, esses dois requisitos para concessão de isenção do II, mas o Drawback não é um benecficio fiscal, é um 
incentivo às exportações, por isso esses requisitos não se aplicam ao Drawback 
 
44-(AFTN-1994) – O regime aduaneiro especial de drawback na modalidade isenção beneficia mercadoria 
importada sem cobertura cambial e em quantidade equivalente à utilizada na complementação ou 
acondicionamento de outra exportada. ERRADA, drawback sem cobertura cambial só se aplica na modalidade de 
suspensão. Drawback sem cobertura é sem expectativa de recebimento. 
 
45-(AFTN-1994) – O regime aduaneiro especial de drawback na modalidade isenção beneficia mercadoria a ser 
exportada após beneficiamento, ou destinada à fabricação, complementação ou acondicionamento de outra a ser 
exportada. ERRADA, porque a ser exportada se aplica a modalidade suspensão. 
 
46-(ACE-2008) O drawback é a modalidade de regime aduaneiro especial que se aplica às mercadorias que 
ingressam no território do país por tempo determinado e que são destinadas à realização de eventos artísticos, 
científicos e culturais, envolvendo, em tal caso, a suspensão total dos tributos exigíveis. ERRADA, essa é a descrição 
de admissão temporária, um regime aduaneiro especial. 
 
47-(AFRF-2002.1 - adaptada)- O regime de drawback isenção ampara a importação de mercadorias com isenção de 
impostos objetivando a reposição de estoques. CERTA 
 
48-(AFRF-2000)- Aos produtos importados sem cobertura cambial destinados a seu próprio beneficiamento, 
montagem, acondicionamento ou recondicionamento em que o interessado deve apresentar descrição detalhada 
do processo industrial a ser realizado e a quantificação e qualificação dos produtos reexportados resultantes da 
industrialização, aplica-se o regime aduaneiro especial de drawback sem cobertura cambial. ERRADA, porque 
quando se fala em reexportação fala-se em admissão temporária de produto que entrou temporariamente para 
sofrer operação de industrialização para aperfeiçoamento ativo, não pode portanto sofrer transformação. 
 
49-(Analista dos Correios – 2011)- O drawback é um regime aduaneiro especial por meio do qual um exportador 
pode importar insumos, com suspensão de tributos aduaneiros, para compor produtos a serem exportados. CERTA. 
 
***ICMS e DRAWBACK 
 
**Drawback integrado suspensão 
 caso de importações - isenção de ICMS 
 comprar internas - paga ICMS 
 
**Drawback integrado isenção 
  caso de importações – paga ICMS 
 comprar internas – Paga ICMS 
 
50-(Analista dos Correios – 2011)- O drawback isenção permite a isenção do imposto de importação, do IPI 
vinculado à importação e do ICMS na importação de insumos para repor estoques utilizados em produtos já 
exportados.ERRADA, porque o Drawback isenção não concede isenção de ICMS. 
 
51-(Analista dos Correios – 2011)- O drawback integrado permite a suspensão da incidênciada COFINS, do PIS e do 
IPI na compra de insumos no mercado nacional para a produção de bens destinados à exportação. CERTA, porque 
na modalidade suspensão há suspensão da CONFINS, PIS E IPI, já na na modalidade isenção há suspensão doe 
redução a zero dos outros tributos 
 
52-(Analista dos Correios – 2011)- Existem três modalidades de drawback: suspensão, isenção e restituição. CERTA. 
 
53-(BASA – 2009)- O beneficiário do regime aduaneiro especial de drawback, na modalidade de suspensão, será 
beneficiado da suspensão dos tributos incidentes, caso a matéria-prima seja importada e o produto final 
comercializado no Brasil. ERRADA, porque o produto final deve ser exportado 
 
54-(BASA – 2009)- Os bens importados sob o regime aduaneiro especial de drawback, na modalidade de isenção, 
são isentos do imposto sobre importação, entretanto sofrem a tributação da contribuição para o Programa de 
Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) sobre importação, além da COFINS sobre importação. 
ERRADA, no drawback isenção há isenção de todos os tributos federais. 
 
55-(BASA – 2009)- O regime de drawback pode ser concedido nos casos de importação de coque calcinado de 
petróleo, entretanto não pode ser concedido na importação de petróleo ou de seus demais derivados. CERTA 
 
O DRAWBACK NÃO SE APLICA: 
* não existe drawback de energia elétrica ou energia térmica. 
* não existe drawback na importação de petróleo e seus derivados, exceto coque calcinado de petróleo. 
* para máquinas e equipamentos incorporados ao ativo imobiliário. 
 
56-(Petrobrás – 2007 - adaptada)- O regime aduaneiro especial de drawback consiste em incentivo às importações 
por meio da aplicação da isenção tributária, da suspensão tributária ou da restituição tributária. ERRADA, porque 
não é incentivo às importações. É um incentivo as exportações, desonerando as importações e as compras no 
mercado interno. 
 
57-(Questão Inédita)- No regime aduaneiro especial de drawback ocorre o despacho para consumo, ao contrário 
dos outros regimes aduaneiros especiais, em que se realiza o despacho para admissão. CERTA, porque drawback é 
despacho para consumo. 
 
58-(Questão Inédita)- O regime de drawback é um regime aduaneiro especial cuja aplicação envolve a suspensão, a 
isenção ou a restituição de tributos que incidem sobre a importação de mercadorias empregadas no 
processamento de produtos exportados ou a exportar. CERTA. 
 
REGIME ESPECIAL DE ENTREPOSTO ADUANEIRO NA IMPORTAÇÃO 
 
Art. 404. O regime especial de entreposto aduaneiro na importação é o que permite a armazenagem de mercadoria 
estrangeira em recinto alfandegado de uso público, com suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição 
para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação incidentes na importação. 
Art. 410. O regime especial de entreposto aduaneiro na exportação é o que permite a armazenagem de mercadoria destinada 
a exportação. 
 
*Entreposto aduaneiro se aplica tanto na importação quanto na exportação. A lógica do entreposto aduaneiro, é 
que as mercadorias fiquem armazenadas no recinto alfandegado de uso público, e enquanto estiverem 
armazenadas no recinto alfandegário ficam suspensos os tributos. 
 
* O Entreposto aduaneiro na importação permite viabilizar as importações em consignação. 
* O entreposto aduaneiro importação também pode ser operado em recinto alfandegado de uso privativo, nas 
situações de determinados eventos, feiras, congressos, assim o local do evento funcionará como entreposto 
aduaneiro, sendo providenciado pela Receita o alfandegamento temporário para que possa receber as mercadorias 
objeto desses eventos. 
* O prazo de entreposto aduaneiro é de 1 ano prorrogável por mais 1 ano, sendo que excepcionalmente poderá 
chegar até 3 anos, com mais uma prorrogação. 
* O beneficiário do Regime Especial Aduaneiro Entreposto é o consignatário, caso este faça a nacionalização do 
produto em seu nome será o contribuinte dos tributos. 
* A responsabilidade tributária cabe ao Depositário do entreposto aduaneiro. 
 
A extinção do Entreposto aduaneiro se dará com: 
 
* O Despacho para o consumo, quando a mercadoria é nacionalizada. Quem pode nacionalizar a mercadoria é o 
consignatário ou o adquirente de mercadoria entrepostada. Nesse momento quando é efetivado o despacho para 
consumo, se extingue o regime entreposto aduaneiro. 
 
*A reexportação é outra forma de extinguir o regime aduaneiro, a mercadoria retorna ao exterior. 
 
*A exportação é também outra forma de extinguir o regime entreposto, e ocorre a possibilidade de que a 
mercadoria admitida no entreposto aduaneiro com ou sem cobertura cambial, se a mercadoria tiver cobertura 
cambial, a importação que já está vinculada a posterior exportação. É o entreposto vinculado, é uma importação 
vinculada com uma exportação posterior. 
 
* Transferência de Regimes, sendo cumpridas as condições de admissibilidade no novo regime. 
 
Todas as hipóteses de extinção do regime entreposto deve ocorrer em até 45 dias após o prazo de permanência no 
entreposto aduaneiro. 
 
Quando termina o prazo do entreposto aduaneiro, contados 45 dias após o termino do prazo do entreposto 
aduaneiro, a mercadoria é considerada abandonada, e nesse caso tem inicio processo para a pena de perdimento. 
 
 
ENTREPOSTO ADUANEIRO NA EXPORTAÇÃO 
 
Pode ser Regime Comum  é operado em recinto alfandegado de uso público. 
 
Pode ser regime Extraordinário  é operado em recinto alfandegado de uso privado. Nessa modalidade, as 
Empresa Comercial Exportadora (Trades). 
Prazos no Entreposto Aduaneiro na exportação: 
* Regime comum – 1 ano com prorrogação por igual período, podendo chegar a 3 anos 
* Regime extraordinário – a Empresa comercial tem 180 dias para exportar. 
 
Beneficiários 
* Regime Comum  é aquele que depositar a mercadoria no recinto alfandegado 
* Regime extraordinário é a empresa comercial exportadora 
 
Hipóteses de extinção do entreposto aduaneiro na exportação: 
* Iniciar o despacho de exportação 
* No Regime Comum se extingue o regime com a reintegração da mercadoria ao estoque. 
* No Regime Extraordinário se extingue com o pagamento dos tributos suspensos e ressarcir os benefícios fiscais. 
 
Disposições comuns ao Regime de Entreposto Aduaneiro na Importação e Exportação: 
* A mercadoria fica armazenada no recinto alfandegado, assim não há necessidade de Termo de responsabilidade. 
* O depositário será responsável pelo pagamento dos tributos suspensos 
* São permitidas as operações de industrialização (transformação, etiquetagem, marcação, manutenção, etc) 
* Proibida à entrada no entreposto aduaneiro de bens usados. 
 
QUESTÕES: 
 
59-(Petrobrás – 2007 - adaptada)- Entreposto aduaneiro é um regime aduaneiro especial que permite o depósito, 
em local determinado, de mercadorias destinadas exclusivamente à exportação, com suspensão do pagamento dos 
tributos. ERRADA, não é exclusivamente a exportação, existe o entreposto aduaneiro na importação e na 
exportação. 
 
60-(TRF-2000)- O consignatário de mercadoria submetida ao regime de entreposto aduaneiro na importação, na 
modalidade “não-vinculado” é contribuinte do imposto de importação porque reveste a qualidade de importador 
ao promover a entrada da mercadoria estrangeira no território aduaneiro. ERRADA, porque o consignatário de 
mercadoria entrepostada será o beneficiário do entreposto aduaneiro. Será o contribuinte se fizer o despacho 
aduaneiro em seu nome. 
 
61-(TRF-2000)- O consignatário de mercadoria submetida ao regime de entreposto aduaneiro na importação, na 
modalidade “não-vinculado” é contribuinte do imposto de importação ao nacionalizar a mercadoria e promover o 
despacho aduaneiro para consumo em seu nome. CERTA 
 
62-(Analista dos Correios – 2011)- O regime de entreposto aduaneiro não pode ser utilizado na exportação. 
ERRADA, porque o regime de entreposto pode ser utilizado na importaçãoe na exportação. 
 
63-(Analista dos Correios – 2011)- Mercadoria importada depositada em regime de entreposto aduaneiro pode ser 
submetida a operação de industrialização. CERTA 
 
64-(TRF-2000)- O consignatário de mercadoria submetida ao regime de entreposto aduaneiro na importação, na 
modalidade “não-vinculado” é responsável pelo pagamento do imposto de importação apenas nas hipóteses de 
extravio ou falta de mercadoria admitida no regime e declarada abandonada pela ultrapassagem do prazo de 
entrepostamento. ERRADA, porque o responsável é o depositário pelo pagamento do imposto de importação das 
mercadorias armazenadas no entreposto. 
 
65-(TRF-2000)- O preenchimento cumulativo das condições de suspensão do pagamento dos tributos, controle 
aduaneiro das mercadorias, não cobertura cambial na operação de importação, autorização para operações 
industriais de montagem, acondicionamento e reacondicionamento em local alfandegado delimitado e específico 
na zona secundária, caracteriza o regime aduaneiro especial de entreposto aduaneiro. CERTA, porque a questão 
salienta as características desse regime. 
 
66-(AFTN-1994)- A exploração de entreposto aduaneiro de uso privativo será permitida na exportação pelas 
empresas comerciais exportadoras (trading companies) e na importação em recintos destinados à exposição em 
feiras e semelhantes. CERTA. 
 
67-(Questão Inédita)- O regime especial de entreposto aduaneiro na importação é o que permite a armazenagem 
de mercadoria estrangeira em recinto alfandegado de uso público, com suspensão do pagamento dos impostos 
federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação incidentes na importação. CERTA, 
mas pode ser também em recinto alfandegário de uso privativo. 
 
68-(Questão Inédita)- No regime de entreposto aduaneiro, não há constituição de Termo de Responsabilidade e 
prestação de garantia para os tributos suspensos. CERTA. 
 
69-(Questão Inédita)- O regime de entreposto aduaneiro permite a permanência de mercadoria estrangeira em 
feira, congresso, mostra ou evento semelhante, realizado em recinto de uso privativo, previamente alfandegado 
para esse fim. CERTA, porque esse é o entreposto aduaneiro na importação. 
 
70-(Questão Inédita)- O entreposto aduaneiro de importação é o que permite o armazenamento de mercadoria 
estrangeira em recinto alfandegado de uso público, com suspensão dos tributos incidentes na importação. CERTA 
 
71-(AFRF-2002.2) - Determinada mercadoria, acondicionada em um contêiner estrangeiro, chega ao Porto de 
Santos procedente da Zona Franca de Colônia (Uruguai), para ser destinada a um porto seco em Campinas (SP) em 
regime de entreposto aduaneiro, em consignação. O regime aduaneiro aplicável à mercadoria e ao contêiner pela 
autoridade aduaneira no Porto de Santos será o de admissão temporária para o contêiner e trânsito aduaneiro para 
a mercadoria. CERTA. Três mercadorias em regime aduaneiro especial. 1º a mercadoria chegou no Porto de 
Santos, mas o despacho só será feito em Campinas, cabe portanto o regime aduaneiro em trânsito. Ao contêiner 
será aplicado o regime aduaneiro de admissão temporária, porque deverá voltar ao exterior. No Porto Seco a 
mercadoria será admitida em regime aduaneiro de entreposto. 
 
REGIME DE ENTREPOSTO INDUSTRIAL SOB CONTROLE ADUANEIRO INFORMATIZADO - RECOF 
 
Art. 420. O regime de entreposto industrial sob controle aduaneiro informatizado - RECOF é o que permite a empresa 
importar, com ou sem cobertura cambial, e com suspensão do pagamento de tributos, sob controle aduaneiro informatizado, 
mercadorias que, depois de submetidas à operação de industrialização, sejam destinadas a exportação. 
 
* RECOF permite que a empresa importe sem ou com cobertura cambial, sob o controle aduaneiro informatizado, 
de mercadorias que depois de submetidas à operação de industrialização sejam destinadas a exportação. 
 
* A IN 757/2007 fala que a empresa pode fazer importações e aquisições no mercado interno, com suspensão do 
tributo. 
 
* A importações podem ser com ou sem cobertura cambial. A regra do Drawback é que seja com cobertura 
cambial. 
 
* NO Drawback os bens importados estavam vinculados a exportação, já no RECOF os parte das mercadorias 
admitidas podem se despachadas para consumo. 
 
* O Drawback não faz discriminação entre empresas e entre setores. Já no RECOF só as empresas de alguns setores 
que podem ser habilitadas, que assumam compromisso de exportações. 
 
As vantagens da empresa habilitada no RECOF: 
* suspensão dos tributos de importações e mercadorias do mercado interno 
* as empresas habilitadas no RECOF recebem tratamento de “Linha Azul”, que significa que todas as importações 
das empresas habilitadas pelo RECOF vão para o canal verde. Para se habilitar ao RECOF, precisa ter controle 
informatizado dos seus estoques. 
 
72-(Questão Inédita)- O regime de drawback é concedido pela SECEX e apresenta aspectos semelhantes ao RECOF. 
Entretanto, o drawback não poderá, em qualquer situação, ser concedido para operações sem cobertura cambial, 
ao passo que não há essa restrição para o RECOF. ERRADO, porque existe o Drawback sem cobertura cambial que 
é o Drawback sem expectativa de recebimento. 
 
73-(Questão Inédita)- O RECOF, também conhecido como entreposto industrial sob controle informatizado, é 
regime aduaneiro especial concedido pela RFB, que exige como contrapartida a destinação de parte das 
mercadorias ao exterior, diferindo do drawback pelo fato de que neste não são submetidas mercadorias 
importadas sem cobertura cambial. ERRADA, porque o RECOF permite importação com ou sem cobertura 
cambial, e no Drawback excepcionalmente existe esta possibilidade. 
 
74-(Questão Inédita)- Há possibilidade de que parte da mercadoria admitida no regime de entreposto industrial sob 
controle informatizado (RECOF), no estado em que foi importada ou depois de submetida a processo de 
industrialização, possa ser despachada para consumo. CERTA. 
 
REGIME DE EXPORTAÇÃO TEMPORÁRIA 
 
Art. 431. O regime de exportação temporária é o que permite a saída, do País, com suspensão do pagamento do imposto de 
exportação, de mercadoria nacional ou nacionalizada, condicionada à reimportação emprazo determinado, no mesmo estado 
em que foi exportada. 
 
* é um Regime Aduaneiro especial análogo a Importação temporária. É quando os bens saem do país 
temporariamente, com suspensão do pagamento do imposto de Exportação. A temporariedade é uma das 
características da exportação temporária, pois há um prazo fixado para permanência do bem no exterior. O prazo é 
de 1 ano, podendo ser prorrogado a juízo da autoridade aduaneira, prorrogável por até 2 anos. Findo esse prazo a 
mercadoria deve retornar. 
 
* A reimportação é o retorno da exportação temporária. Assim, a reimportação é não incidência do Imposto de 
Importação., ou seja não ocorre o fato gerador do II. 
 
* exportação em consignação não é regime aduaneiro especial, é um regime administrativo que é concedido pela 
SECEX, já exportação temporária é um Regime Aduaneiro Especial concedido pela Receita Federal. 
 
* A mercadoria da exportação em consignação quando retorna após 720 dias é considerada de mercadoria não 
estrangeira, e não tem tributação. 
 
* A vantagem da exportação temporária é que o retorno dos bens não é tributado. 
 
* A mercadoria reimportada sofre despacho de importação, e não pode, quando sofrer despacho de importação, 
ser descaracterizada como exportação temporária, porque o exame do mérito da aplicação do regime exaure-se 
com a sua concessão. Art. 445 Não cabe rediscutir o mérito da exportação temporária. 
 
Hipóteses de Extinção da Exportação temporária: 
 
* Transformação da exportação temporária em exportação com caráter definitivo. 
* Reimportação 
* Importação de produto equivalente àquela que foi submetida ao regime de exportação temporária. Ex: quando 
se faza exportação temporária para conserto e na impossibilidade de conserto ocorre a importação de um produto 
equivalente. 
 
Art. 449. O regime de exportação temporária para aperfeiçoamento passivo é o que permite a saída, do País, por tempo 
determinado, de mercadoria nacional ou nacionalizada, para ser submetida a operação de transformação, elaboração, 
beneficiamento ou montagem, no exterior, e a posterior reimportação, sob a forma do produto resultante, com pagamento 
dos tributos sobre o valor agregado 
 
* O regime de exportação temporária para aperfeiçoamento passivo é o que permite a saída de um produto para 
que sofra operação de industrialização, inclusive a transformação, para posterior reimportação sob a forma do 
produto resultante da industrialização, incidirá tributação sobre o valor agregado. O retorno da mercadoria em 
regime de exportação para aperfeiçoamento passivo tem como fato gerador do II o valor agregado no exterior. 
 
Atenção, pois a Admissão temporária para aperfeiçoamento ativo não admite operações de transformação. 
 
QUESTÕES: 
 
75-(TRF-2000)- A reimportação de mercadoria exportada temporariamente constitui fato gerador do imposto de 
importação, quando, no exterior, sofreu beneficiamento ou transformação, resultando em espécie diversa daquela 
prevista no processo de exportação temporária. CERTA, porque A MERCADORIA foi exportada temporariamente 
para sofrer aperfeiçoamento passivo, por isso o seu retorno, a reimportação, cabe a incidência de II. 
 
76-(Questão Inédita)- O regime de exportação temporária é o que permite a saída, do País, com suspensão do 
pagamento do imposto de exportação, de mercadoria nacional ou nacionalizada, condicionada à reimportação em 
prazo determinado, no mesmo estado em que foi exportada. CERTA. 
 
77-(TRF-2000)- A reimportação de mercadoria exportada temporariamente faz incidir o imposto de importação no 
caso de ultrapassagem do prazo para o seu retorno ao País, porque a mercadoria passa a ser considerada 
estrangeira. ERRADA, porque a reimportação mesmo fora do prazo é hipótese de não incidência do imposto de 
importação. 
 
78-(TRF-2000)- A reimportação de mercadoria exportada temporariamente permite que, nessa ocasião, o mérito da 
aplicação do regime seja reexaminado pela autoridade concedente, tendo em vista a interpretação da legislação 
específica aplicável.ERRADA, porque uma vez concedido o regime exaure-se a discussão do mérito. 
 
79-(ACE-2008) - A exportação em consignação é uma modalidade especial de exportação em que mercadorias são 
enviadas ao exterior para fins de promoção comercial, devendo ser efetuado seu retorno no prazo de 180 dias, sem 
qualquer incidência tributária, no caso de não terem sofrido modificação ou de não ter ocorrido sua venda. 
ERRADA, porque o prazo para a exportação em consignação é de 720 dias. 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE LOJA FRANCA 
 
Art. 476. O regime aduaneiro especial de loja franca é o que permite a estabelecimento instalado em zona primária de porto 
ou de aeroporto alfandegado vender mercadoria nacional ou estrangeira a passageiro em viagem internacional, contra 
pagamento em moeda nacional ou estrangeira. 
 
* O Free Shopping é um tipo de loja franca. 
* O Regime Aduaneiro especial de loja franca permite o estabelecimento em zona primária de porto ou de 
aeroporto alfandegado para vender mercadoria nacional ou estrangeira a passageiro em viagem internacional, 
contra pagamento em moeda nacional. 
* Para que o estabelecimento possa operar o regime de loja franca, deve ser selecionada em concorrência pública. 
Se foi selecionada em concorrência pública, será habilitada pela Receita Federal. 
 
A Loja Franca vende mercadorias nacionais e estrangeiras: 
* As importações nas Lojas Francas são as importações realizadas em consignação, assim o pagamento ao 
consignante será feito depois da venda da mercadoria. 
* Nas importações nas Lojas Francas, a Mercadoria importada pela Loja Franca recebe suspensão dos tributos, no 
momento da venda ao passageiro em viagem internacional a suspenção tributária se converte em isenção. 
 
No caso das compras de produtos nacionais em Lojas Francas, a aquisição desses produtos pela Loja Franca já há 
isenção de tributos. 
 
**Restrições de vendas nas Lojas Francas podem ser: quantitativas e qualitativas 
 
* Quantitativas  Há um limite de isenção R$ 500 dólares para aquisições em lojas francas de chegada, sendo 
cumulativo com o limite de isenção R$ 500 de bagagem, ao valor excedente será submetido ao regime tributário 
especial. 
* Qualitativas  as compras só podem ser efetivada a passageiros em viagem internacional e também os 
tripulantes de aeronave e embarcação, missão diplomática, as repartições consular, conforme IN SRF 863/2008. 
 
Extinção do regime de Lojas Francas: 
* venda ao passageiro em viagem internacional 
* reexportação 
* exportação 
* transferência para outro deposito de loja franca 
* transferência de regime 
* destruição dos bens 
 
O REGIME ADUANEIRO DE DEPÓSITO ESPECIAL 
 
Art. 480. O regime aduaneiro de depósito especial é o que permite a estocagem de partes, peças, componentes e materiais de 
reposição ou manutenção, com suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação 
e da COFINS-Importação, para veículos, máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, estrangeiros, nacionalizados ou 
não, e nacionais em que tenham sido empregados partes, peças e componentes estrangeiros, nos casos definidos pelo 
Ministro de Estado da Fazenda. 
 
* No caso do Depósito Especial é parecido com o Entreposto aduaneiro. A diferença é que no Depósito Especial a 
mercadoria fica armazenada, mas não em recinto alfandegado com os tributos suspensos. 
 
* No depósito Especial é permitido a estocagem de partes, peças, componentes e materiais de reposição ou 
manutenção para veículos, máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos, estrangeiros, nacionalizados ou 
não, e nacionais em que tenham sido empregados partes, peças e componentes estrangeiros. 
 
Para que se possa operar no Regime de Deposito Especial é preciso habilitação na Receita Federal que observará os 
seguintes aspectos: 
* Regularidade fiscal 
* Sistema informatizados de controle de mercadorias 
 
* O prazo de concessão para operar em Regime de Deposito Especial é de até 5 anos 
* Um dos requisitos para operar nesse regime é que a importação tem que ser sem cobertura cambial. 
 
Extinção do regime de depósito especial: 
* despacho para consumo  no caso da nacionalização da mercadoria e recolhimento dos tributos. 
* reexportação  devolver para o exterior 
* transferências de regime 
* destruição das mercadorias 
* exportação da mercadoria 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE DEPÓSITO AFIANÇADO 
 
Art. 488. O regime aduaneiro especial de depósito afiançado é o que permite a estocagem, com suspensão do pagamento dos 
impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação, de materiais importados sem 
cobertura cambial, destinados à manutenção e ao reparo de embarcação ou de aeronave pertencentes a empresa autorizada a 
operar no transporte comercial internacional, e utilizadas nessa atividade. 
 
O depósito afiançado (DAF) destina-se, sob autorização da autoridade aduaneira, à guarda de materiais de 
manutenção de embarcações utilizadas no transporte comercial internacional sob a responsabilidade de empresas 
autorizadas a atuar nesse setor. 
 
O Regime aduaneiro de depósito afiançado permite a estocagem de produtos sem cobertura cambial destinados a 
manutenção e ao reparo de embarcação ou aeronave de empresa autorizada a operar no transporte comercial 
internacional. Só quem pode operar nesse regime é a empresa autorizada a operar transporte comercial 
internacional, e sistema informatizado ao controle de mercadoria. O depósito afiançado é autorizado paraempresas de transporte marítimo, aéreo e rodoviário, estrangeiras. Desde que operem no transporte comercial 
internacional. 
 
Provisões de Bordo só são autorizadas para transporte aéreo e marítimo. Não são autorizadas para transporte 
rodoviário. 
 
A Localização do deposito afiançado pode ser tanto em zona primária como em zona secundária. 
 
Para que uma empresa estrangeria possa operar deposito afiançado é necessária a existência de previsão em ato 
internacional que autorize a empresa opere este tipo de regime de deposito afiançado, ou em sua falta, a 
existência de reciprocidade de tratamento. O prazo é de até 5 anos contados da data de admissão do regime. 
 
 
REGIME DE DEPÓSITO ALFANDEGADO CERTIFICADO - DAC 
 
Art. 493. O regime de depósito alfandegado certificado é o que permite considerar exportada, para todos os efeitos fiscais, 
creditícios e cambiais, a mercadoria nacional depositada em recinto alfandegado, vendida a pessoa sediada no exterior, 
mediante contrato de entrega no território nacional e à ordem do adquirente. 
 
* O DAC é um regime aduaneiro especial que permite que a mercadoria nacional ao ingressar em um recito 
alfandegado é considerada exportada para todos os fins, é a exportação ficta. 
Ex: Equipamentos comprados do Brasil pela Alemanha para ser revendida aos Estados Unidos. A mercadoria é 
vendida para que a compradora já exporte para seu comprador. 
 
* A mercadoria é vendida com contrato de entrega no território nacional e a ordem do adquirente. Nesse caso 
serão dois despachos: 
* despacho de exportação 
* despacho de admissão no DAC  é emitido o conhecimento de depósito alfandegado (CDA). O Depositário emite 
o CDA, e esse momento da emissão do CDA marca a admissão no regime de deposito alfandegário certificado. 
 
O Prazo de permanência no deposito alfandegado certificado, será estabelecido no CDA, e não pode superar 12 
meses, que é o prazo limite de permanência no deposito certificado. 
 
A Extinção do DAC pode ser: 
* comprovação do efetivo embarque ou transposição da fronteira. 
* nacionalização da mercadoria, ou seja, importação sofre despacho de consumo com recolhimento dos tributos. 
* transferência de regimes. 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE DEPÓSITO FRANCO 
 
Art. 499. O regime aduaneiro especial de depósito franco é o que permite, em recinto alfandegado, a armazenagem de 
mercadoria estrangeira para atender ao fluxo comercial de países limítrofes com terceiros países. 
 
* O Regime aduaneiro de deposito franco permite em recinto alfandegado a armazenagem de mercadoria 
estrangeira para atender ao fluxo comercial que países limítrofes ao Brasil tenham com terceiros países. 
* A existência do Regime de Depósito Franco deve ser autorizado por acordo ou convenio internacional. 
 
*** Por Depósito afiançado entende-se o Regime Aduaneiro Especial que consiste em recinto alfandegado, 
instalado em porto brasileiro, e que visa atender o fluxo comercial de países limítrofes com terceiros países. 
 
* Mercadorias que permanecerem no Deposito Franco por período superior a 90 dias serão obrigatoriamente 
submetidas a verificação aduaneira. 
 
QUESTÕES: 
 
80-(TRF-2002.2)- O depósito afiançado é autorizado para empresas de transporte marítimo, aéreo e rodoviário, 
estrangeiras, podendo ser utilizado por elas inclusive para provisões de bordo, localizando-se os depósitos na zona 
primária ou na zona secundária. ERRADA, porque provisão de bordo não é autorizado para transportes 
rodoviários. 
 
81-(TRF-2002.2)- Os depósitos afiançados das empresas de transporte rodoviário podem localizar-se na zona 
primária ou na zona secundária e os das empresas de navegação marítima ou aérea devem localizar-se na zona 
primária. ERRADA, porque podem se localizar tanto na zona primária como na zona secundária. 
 
82-(TRF-2002.2)- O prazo de permanência dos materiais no DAF é de 5 anos, contados de seu registro no MANTRA 
ou na Folha de Controle de Carga(FCC). ERRADA, porque é de até 5 anos contados do desembaraço aduaneiro 
para admissão no regime. 
 
83-(Petrobrás – 2007 - adaptada)- O depósito afiançado (DAF) destina-se, sob autorização da autoridade aduaneira, 
à guarda de materiais de manutenção de embarcações utilizadas no transporte comercial internacional sob a 
responsabilidade de empresas autorizadas a atuar nesse setor. CERTA 
 
84-(TRF-2002.1 - adaptada)- Por Depósito afiançado entende-se o Regime Aduaneiro Especial que consiste em 
recinto alfandegado, instalado em porto brasileiro, e que visa atender o fluxo comercial de países limítrofes com 
terceiros países. ERRADO, é o conceito de Depósito Franco. 
 
85-(TRF-2002.1 - adaptada)- Por Depósito Franco entende-se o Regime Aduaneiro Especial que permite a 
estocagem de partes, peças e materiais de reposição ou manutenção para veículos, máquinas, equipamentos, 
aparelhos e instrumentos, assim como de seus componentes, estrangeiros, nacionalizados ou não, nos casos 
definidos pelo Ministro da Fazenda. ERRADA, porque este é o conceito de depósito especial. 
 
86-(TRF-2002.1 - adaptada)- Por Depósito Franco entende-se o Regime Aduaneiro Especial que permite o 
funcionamento, em portos ou aeroportos, de lojas para venda de mercadoria nacional ou estrangeira a passageiros 
em viagens internacionais, contra pagamento em cheque de viagem ou moeda estrangeira conversível. ERRADA, 
este é o conceito de Loja Franco, mas o pagamento em Loja Franca é em moeda nacional ou moeda estrangeira, 
não há que se falar em moeda conversível. 
 
87-(Questão Inédita)- O regime aduaneiro especial de depósito afiançado é o que permite, em recinto alfandegado, 
a armazenagem de mercadoria estrangeira para atender ao fluxo comercial de países limítrofes com terceiros 
países. ERRADO, é o Depósito Franco. 
 
88-(Questão Inédita)- O regime aduaneiro especial de depósito especial será concedido somente às empresas 
autorizadas a operar no transporte comercial internacional. ERRADA, porque este é o depósito afiançado. 
 
89-(TRF-2003 - adaptada)- As lojas francas estão autorizadas a efetuar venda de mercadorias nacionais ou 
estrangeiras em portos e aeroportos alfandegados, a passageiros em viagem internacional, cujo pagamento deve 
ser efetuado em moeda estrangeira conversível, em espécie, cheque de viagem ou cartão de crédito. ERRADA, 
porque o pagamento deve ser feito em moeda nacional ou estrangeira, não há que se falar em moeda 
conversível. 
 
90-(Questão Inédita)- A mercadoria estrangeira importada diretamente pelo beneficiário do regime aduaneiro 
especial de loja franca é isenta de tributos. ERRADA, a mercadoria importada pelo beneficiário do Regime de Loja 
Franca, é importada em consignação e tem suspensão de tributos, só será isenta quando ocorrer a venda para o 
passageiro em viagem internacional. 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE EXPORTAÇÃO E DE IMPORTAÇÃO - REPETRO 
 
Art. 458. O regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra 
das jazidas de petróleo e de gás natural - REPETRO, previstas na Lei no 9.478, de 6 de agosto de 1997, é o que permite, 
conforme o caso, a aplicação dos seguintes tratamentos aduaneiros: 
I - exportação, sem que tenha ocorrido sua saída do território aduaneiro e posterior aplicação do regime de admissão 
temporária, no caso de bens a que se referem os §§ 1o e 2o, de fabricação nacional, vendido a pessoa sediada no exterior; 
II - exportação, sem que tenha ocorrido sua saída do território aduaneiro, de partes e peças de reposição destinadas aos bens 
referidos nos §§ 1o e 2o, já admitidos no regime aduaneiro especial de admissão temporária; e 
III - importação, sob o regime de drawback, na modalidade de suspensão, de matérias-primas, produtos semi-elaborados ou 
acabados e de partes ou peças, utilizados na fabricação dos bens referidos nos §§ 1o e 2o, e posterior comprovação do 
adimplemento das obrigaçõesdecorrentes da aplicação desse regime mediante a exportação referida nos incisos I ou II. 
 
* No REPETRO: 
 
** Empresa habilitada importa insumos, matéria prima, ao amparo do Drawback suspensão. Os tributos são 
suspensos mediante a um compromisso de exportação. 
** A exportação será ficta, ou seja, a mercadoria é considerada sem que tenha saído do território nacional porque 
será entregue no país, baseado em cláusulas de entrega no território aduaneiro, então admitida no regime de 
Admissão temporária. Isso para desonerar a indústria nacional nas atividades de pesquisas e de lavra das jazidas de 
petróleo. 
* Na exportação ficta, o pagamento deve ser em moeda de livre conversibilidade. 
 
Tratamentos aduaneiros no REPETRO: 
1. Exportação sem a saída do território aduaneiro  exportação ficta com admissão temporária 
2. Exportação, sem a saída do território, de partes e peças de reposição, já admitidos no regime de admissão 
temporária. 
3. Importação sobre o regime de Drawback, com suspensão, mediante a exportação dos bens produzidos. 
 
Para operar o REPETRO: 
 
*A Empresa tem que ser habilitada pela receita Federal 
* A habilitação se aplica: ***as pessoas jurídicas detentoras de concessão ou autorização a para exercer as 
atividades de pesquisa de lavra de jazidas de petróleo e gás natural; *** pessoas jurídicas contratadas para 
execução das atividades objeto da concessão ou autorização. 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE IMPORTAÇÃO DE PETRÓLEO BRUTO E SEUS DERIVADOS - REPEX 
 
Art. 463. O regime aduaneiro especial de importação de petróleo bruto e seus derivados - REPEX é o que permite a importação 
desses produtos, com suspensão do pagamento dos impostos federais, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da 
COFINS-Importação, para posterior exportação, no mesmo estado em que foram importados. 
 
Produtos do REPEX: 
** Petróleo Bruto e seus derivados, são importados com suspensão tributária para posterior exportação. 
 
O REPEX é concedido para empresa habilitada pela Receita Federal e que tenha autorização da ANP para importar e 
exportar de produtos admitidos no regime. 
 
O Objetivo é garantir fluxos de estoque para as empresas. 
 
O Prazo de vigência do REPEX é de 90 dias. 
 
A extinção do REPEX será feita; 
* com a exportação do produto importado 
* com a exportação do produto nacional em substituição ao importado. 
 
REGIME TRIBUTÁRIO PARA INCENTIVO À MODERNIZAÇÃO E À AMPLIAÇÃO DA ESTRUTURA PORTUÁRIA - REPORTO 
 
 
Art. 471. O regime tributário para incentivo à modernização e à ampliação da estrutura portuária - REPORTO é o que permite, 
na importação de máquinas, equipamentos, peças de reposição e outros bens, a suspensão do pagamento do imposto de 
importação, do imposto sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-
Importação, quando importados diretamente pelos beneficiários do regime e destinados ao seu ativo imobilizado para 
utilização exclusiva em portos na execução de serviços de carga, descarga, movimentação de mercadorias e dragagem, e na 
execução de treinamento e formação de trabalhadores em Centros de Treinamento Profissional. 
 
* O REPORTO incentiva à modernização e à ampliação da estrutura portuária. Permite a importação de máquinas, 
equipamentos, peças de reposição e outros bens com a suspensão do pagamento do Imposto de Importação, 
desde que condicionada a inexistência de similar nacional. Deve ser importado diretamente pelos beneficiários do 
regime e destinado ao seu ativo imobiliário. 
 
 
 
REGIME ADUANEIRO ESPECIAL DE IMPORTAÇÃO DE INSUMOS DESTINADOS A INDUSTRIALIZAÇÃO - RECOM 
 
Art. 427. O regime aduaneiro especial de importação de insumos destinados a industrialização por encomenda de produtos 
classificados nas posições 8701 a 8705 da Nomenclatura Comum do MERCOSUL - RECOM é o que permite a importação, sem 
cobertura cambial, de chassis, carroçarias, peças, partes, componentes e acessórios, com suspensão do pagamento do imposto 
sobre produtos industrializados, da contribuição para o PIS/PASEP-Importação e da COFINS-Importação. 
 
* O RECOM  Permite Os insumos de chassis, carroçarias, peças, partes, componentes e acessórias para fabricação 
de veículos automóveis (8701 e 8705). 
 
QUESTÕES 
 
91-(Petrobrás-2007)- O REPETRO pode ser aplicado às máquinas destinadas a atividades de pesquisa de jazidas de 
petróleo, mas não se aplica a suas peças e equipamentos sobressalentes. ERRADA, porque também se aplica a 
peças e equipamentos sobressalentes. 
 
92- (Petrobras - Advogado - 2008) O regime aduaneiro especial de exportação e de importação de bens destinados 
às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e de gás natural (REPETRO) permite a aplicação do 
tratamento aduaneiro de exportação, com saída ficta do território aduaneiro e posterior aplicação do regime de 
admissão temporária, no caso de bem de fabricação nacional vendido a pessoa sediada no exterior. Para a adoção 
desse tratamento aduaneiro, a norma regulamentar do REPETRO exige que os bens devam ser produzidos no País e 
adquiridos por pessoa sediada no exterior, sendo requisito obrigatório também o pagamento em moeda 
estrangeira de livre conversibilidade, mediante cláusula de entrega, sob controle aduaneiro, no território 
aduaneiro. CERTA, o REPETRO permite tratamento aduaneiro de exportação ficta, com regime de admissão 
temporária, o pagamento tem que ser em moeda de livre conversibilidade e a entrega no território brasileiro.. 
 
REGIME ADUANEIROS APLICADOS EM ÁREAS ESPECIAIS 
 
ZONA FRANCA DE MANAUS 
 
Art. 504. A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e de exportação e de incentivos fiscais 
especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, comercial e agropecuário, 
dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos fatores locais e da grande distância a que 
se encontram os centros consumidores de seus produtos. 
 
*A Zona Franca de Manaus foi criada para promover o desenvolvimento da Amazônia. Está prevista no art. 40 
ADCT. Estabelece que os benefícios permanecerão até 2023. 
 
Benefícios Fiscais: 
* Importação de bens para a Zona Franca  isenção de II e IPI com despacho para admissão. 
* Exportação  isenção do IE 
* Vendas para a Zona Franca de Manaus são equiparadas as exportações o que se caracteriza pela imunidade de 
ICMS e IPI 
* Internação  quando o produto sai da Zona Franca para o território aduaneiro 
 ** mercadoria industrializada na ZF  no momento da internação haverá isenção de IPI e aplicado coeficiente de 
redução para o II. Para ser considerada industrializada na Zona Franca a mercadoria deverá se submeter ao PPB – 
Processo Produtivo Básico que é um conjunto mínimo de operações industrias. 
 ** bagagem de viajantes que vem da ZF  pode comprar mercadorias estrangeiras com isenção até US$ 2000, o 
que exceder será aplicado alíquota de 50% do II. Se as mercadorias forem superiores a 4800 dólares a Receita 
federal aplica pena de perdimento sobre o excesso. 
 ** mercadorias destinadas as Áreas de Livre Comércio ou Amazônia Ocidental, não haverá recolhimento 
tributário, art. 516. 
 
 
 
 
ÁREAS DE LIVRE COMÉRCIO DE IMPORTAÇÃO E DE EXPORTAÇÃO - ALC 
 
Art. 524. Constituem áreas de livre comércio de importação e de exportação as que, sob regime fiscal especial, são 
estabelecidas com a finalidade de promover o desenvolvimento de áreas fronteiriças específicas da Região Norte do País e de 
incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos, segundo a política de integração latino-americana. 
Parágrafo único. As áreas de livre comércio são configuradas por limites que envolvem, inclusive, os perímetros urbanos dos 
municípios de Tabatinga (AM), Guajará-Mirim (RO), Boa Vista e Bonfim (RR), Macapá e Santana (AP) e Brasiléia, com extensãopara o município de Epitaciolândia, e Cruzeiro do Sul (AC) 
 
**As áreas de Livre Comércio estão situadas em áreas fronteiriças da Região Norte do País, com a finalidade de 
promover o desenvolvimento de áreas fronteiriças e incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos, 
segundo a política de integração latino-americana. 
 
O Beneficio das Áreas de Livre Comércio: 
* Importações  com suspensão tributária, sendo convertida em isenção posteriormente. 
* Internação  saída das mercadorias das Áreas de Livre Comércio -ALC ao restante do território aduaneiro  
tratamento fiscal e administrativo aplicado às importações. Mas se saírem para Zona Franca, outras ALC ou para a 
Amazônia Ocidental, não haverá recolhimento tributário. 
 
ZONAS DE PROCESSAMENTO DE EXPORTAÇÃO – ZPE’s 
 
Art. 534. As zonas de processamento de exportação caracterizam-se como áreas de livre comércio de importação e de 
exportação, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados no exterior, 
objetivando a redução de desequilíbrios regionais, o fortalecimento do balanço de pagamentos e a promoção da difusão 
tecnológica e do desenvolvimento econômico e social do País. 
 
* ZPE’s  são caracterizadas como áreas de livre comércio de importação e de exportação, 
 
* Objetivos das ZPE’s: 
 ***a redução de desequilíbrios regionais, 
 ***o fortalecimento do balanço de pagamentos e 
 ***a promoção da difusão tecnológica e do desenvolvimento econômico e social do País. 
 
*Benefícios  art. 535 
** Os bens importados por empresas instaladas em ZPE’s farão jus a suspensão dos pagamentos do: II, IPI, 
PIS/PASEP-impo.; COFINS-Imp. E suspensão do AFRMM. 
 
A contrapartida das empresas instaladas em ZPE’s e que terão que assumir o compromisso anual de exportação, 
mantendo 80% da receita bruta total proveniente de exportações de bens e serviços. 
 
QUESTÕES: 
 
93-(AFRF-2002.1)- A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e de exportação e de 
incentivos fiscais especiais, estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial, 
comercial e agropecuário dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento, em face dos 
fatores locais e da grande distância a que se encontram os centros consumidores de seus produtos. CERTA 
 
94-(AFRF-2002.1)- A Zona Franca de Manaus visa ao desenvolvimento industrial, comercial e agropecuário da 
Amazônia, sendo definida como área de livre comércio. É, portanto, regime aduaneiro aplicado em áreas especiais. 
CERTA 
 
95-(ACE-2008)-Implantadas com o objetivo de promover o desenvolvimento conjunto mediante a integração 
econômica de países, as áreas de livre comércio, como categoria de regime aduaneiro atípico, consistem de 
espaços transfronteiriços em que é permitida a livre circulação de bens e de serviços, mediante a remoção de 
obstáculos tarifários e não tarifários. ERRADA, a área de livre comércio visa apenas fortalecer os laços comerciais, 
 
96-(ACE-2008) A Zona Franca de Manaus usufrui de tratamento tributário diferenciado, particularmente no tocante 
à importação de insumos destinados à industrialização, os quais, quando procedentes do exterior, são isentos do 
imposto de importação e, quando provenientes do mercado interno, são isentos do ICMS. ERRADA, quando a 
mercadoria for proveniente do mercado interno, ou seja uma venda, está equiparada a uma exportação e não há 
isenção de ICMS na exportação e sim imunidade. 
 
97-(Questão Inédita)- A saída temporária de mercadorias da Zona Franca de Manaus, das Áreas de Livre Comércio e 
da Amazônia Ocidental e sua readmissão serão feitas com base em Declaração de Saída Temporária. CERTA 
 
98-(ACE-2008) - As zonas de processamento de exportação (ZPEs), como instrumentos de desenvolvimento 
regional e forma de regime aduaneiro atípico, diferenciam-se das áreas de livre comércio pelo fato de que há a 
exigência de que os bens produzidos naquelas sejam necessariamente destinados à exportação. ERRADA, não 
existe mais regime aduaneiro atípico, E 80% dos bens produzidos devem ser destinados a exportação. 
 
VALORAÇÃO ADUANEIRA 
 
1944 – Conferencia de Breton Woods – Os países se reuniram e decidiram pela criação de uma nova ordem pra 
regular as relações econômicas internacionais. Criaram três organizações: FMI, BIRD e OIC. 
 
*O FMI seria responsável para promover por conter práticas protecionistas via cambio 
*O BIRD seria responsável pelo financiamento pela reconstrução da Europa que estava destruída pela 2ª guerra. 
*A OIC não foi criada, mas seria responsável por supervisionar as politicas comerciais dos países membros. 
 
1947 – Os países firmaram um acordo: GATT – Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio, que estabeleceu várias 
medidas para conter as práticas protecionistas, uma delas era as práticas arbitrárias de valoração aduaneira, a 
chamada políticas de preço mínimo. 
 
EX: 
1000 pares de sapato US$ 2,00 a unidade 
BC II = 1000 x 2,00=2000 
 
Na prática arbitrária de valoração aduaneira é quando a Aduana em sua lista de preços mínimos define o valor do 
sapato. Em razão disso, considerando a lista de preço mínimos do sapato no valor de 6,00 a unidade, onerando o a 
operação de comercio exterior, porque foi empregado uma prática arbitrária de valoração aduaneira. 
 
Durante quase 50 anos regulou o comércio internacional, até 1994 quando foi criada uma organização 
internacional para cuidar do comercio internacional. 
 
Um dos dispositivos do GATT, no art. 7º, dizia que o valor aduaneiro é o valor real, da transação. No entanto esse 
artigo era insuficiente para coibir a utilização de práticas de valoração aduaneiros. Assim, os países chegaram ao 
consenso que precisavam regulamentar o art. 7º do GATT. 
 
Assim, na rodada Tóquio (1973 a 1979), vários acordos plurilaterais foram celebrados, um deles foi o AVA – Acordo 
de valoração Aduaneira, e não vinculava todos os membros do GATT, pois eram acordos plurilaterais da 
Organização, ou seja, vincula apenas os países que desejarem aderir ao Acordo. Mas, o AVA se torna multilateral na 
rodada Uruguai (1996-1994), foi nessa rodada, em 1994 que foi criada a OMC. 
 
O AVA pode ser conhecimento como Acordo sobre a implementação do artigo 7º do GATT. O Objetivo central do 
AVA é evitar a utilização de base de cálculos arbitrária, proíbe a utilização de lista de preços mínimos. 
 
O que é valoração aduaneira?  Valoração aduaneira é importante porque é o processo ppor meio do qual é 
determinado o valor aduaneiro. É por meio da valoração que se determina o valor aduaneiro, que serve de base 
para o cálculo dos direitos aduaneiros, e para o cálculo das medidas antidumping, das medidas compensatórias e 
para base das cotas tarifárias. 
 
Princípios do ACORDO DE VALORAÇÃO ADUANEIRA – AVA 
 
* Princípio da uniformidade significa que todos os membros da OMC vão aplicar os mesmos procedimentos na 
valoração aduaneira. 
* Princípio da precisão  O valor aduaneiro será determinado por critérios objetivos definidos pelo AVA 
* Princípio da neutralidade  Impõe que a valoração aduaneira deve ser utilizada para fins estritamente 
aduaneiros. A valoração aduaneira não deve ser utilizada para combater o dumping. O Dumping é combatido com 
direitos antidumpings. 
* Princípio da simplicidade  Quem declara o valor aduaneiro é o importador, por isso os métodos devem ser 
simples. 
* Princípio da equidade  o valor aduaneiro deve ser determinado com base em critérios justos. 
* Princípio da não distinção entre fontes de suprimento  Não discriminação sobre os produtos 
* Princípio do Valor da transação  é a base primeira para determinar o valor aduaneiro. 
 
Existem 6 métodos de valoração aduaneira. O Primeiro deles é o valor da transação, que é o preço efetivamente 
pago ou a pagar numa venda para exportação ao país de importação.1-(AFRF-2005)- O Acordo sobre Valoração Aduaneira da OMC é um dos chamados acordos plurilaterais da 
Organização, ou seja, vincula apenas os países que desejarem aderir ao Acordo, situação na qual se enquadra o 
Brasil. ERRADA, é chamado de acordo multilateral e vincula todos os países membros da OMC. 
 
2- (Questão Inédita)- O valor aduaneiro deve basear-se em critérios simples e equitativos, condizentes com as 
práticas comerciais e os procedimentos de valoração devem ser de aplicação geral, sem distinção entre fontes de 
suprimento. CERTA, porque o valor aduaneiro deve ser condizente com as práticas comerciais. 
 
3- (Questão Inédita)- Na valoração aduaneira, não se permite a utilização de critérios discriminatórios em relação à 
origem do produto. CERTA, porque é o principio da não distinção entre fontes de suprimento 
 
4- (AFRFB-2009 - adaptada)- O Acordo sobre Implementação do Artigo VII do Acordo Geral de Tarifas e Comércio 
(GATT) foi um acordo que se tornou inoperante quando da criação da Organização Mundial do Comércio em 
substituição ao Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) de 1947. ERRADA, porque não se tornou inoperante. 
 
 5- (AFRFB-2009 - adaptada)- O Acordo sobre Implementação do Artigo VII do Acordo Geral de Tarifas e Comércio 
(GATT) foi um acordo provisório que estabeleceu os critérios operacionais para a implementação dos 
compromissos previstos no Código sobre Normas Técnicas firmado na Rodada de Tóquio, no âmbito do Acordo 
Geral de Tarifas e Comércio (GATT). ERRADA, porque não foi um acordo provisório. 
 
6- (AFRFB-2009 – adaptada)- O Acordo sobre Implementação do Artigo VII do Acordo Geral de Tarifas e Comércio 
(GATT) define regras para a determinação do valor de uma mercadoria para fins do cálculo de tarifas e quotas que 
incidam em sua importação ou do estabelecimento de direitos antidumping ou de medidas compensatórias. CERTA 
 
7- (AFRFB-2009 - adaptada)- O Acordo sobre Implementação do Artigo VII do Acordo Geral de Tarifas e Comércio 
(GATT) é o principal instrumento no marco da Organização Mundial de Aduanas (OMA) voltado para a 
harmonização, entre os países signatários, dos controles e procedimentos administrativos envolvidos na verificação 
aduaneira referente à exportação e à importação de mercadorias. ERRADA, porque foi firmada no marco da OMC 
 
A OMA cuida de certos aspectos técnicos do AVA 
 
8- (ATRFB-2009)- O Acordo sobre Valoração Aduaneira define procedimentos para se determinar o valor a ser 
considerado pelas autoridades aduaneiras para a imposição dos tributos incidentes sobre a importação de um bem. 
CERTA, O AVA DEFINE PROCEIDMENTOS PARA DETERMINAR O VALOR ADUANEIRO. 
 
9- (AFRFB-2009 - adaptada)- O Acordo sobre Implementação do Artigo VII do Acordo Geral de Tarifas e Comércio 
(GATT) dispõe sobre as regras para a definição do valor de mercadorias a serem exportadas e que servirá de base 
para a fixação dos preços de carregamento, frete e seguro. ERRADA, porque não serve para definir fixar preço de 
carregamento, frete e seguro, serve para determinação da base de cálculo do imposto de importação e os 
direitos aduaneiros. 
 
10- (AFRF- 2002.2 - adaptada)- O tratamento fiscal aplicável na valoração aduaneira das mercadorias objeto de 
dumping é o mesmo reservado às mercadorias importadas a um preço inferior aos preços correntes de mercado 
para mercadorias idênticas, ou seja, o valor declarado deve ser admitido pelo Fisco, sem prejuízo de seu direito à 
confirmação do valor de transação. CERTA, porque a ideia é do principio da neutralidade. O valor aduaneiro deve 
ser utilizado para fins estritamente aduaneiro, não serva para combater o dumping. 
 
11- (Questão Inédita)- A valoração aduaneira pode ser utilizada como forma de combater o dumping e práticas de 
subfaturamento na importação. ERRADA, porque a valoraçãoa duaneira não serve para combater o dumping, mas 
sim para combater as praticas de subfaturamento. 
 
12-(Questão Inédita)- O Acordo de Valoração Aduaneira da OMC regulamentou o artigo VII do GATT-1994, 
buscando colocar um fim à prática usual de fixação de bases de cálculo arbitrárias e fictícias sobre as quais incidem 
os direitos aduaneiros. CERTA 
 
MÉTODOS DE VALORAÇÃO ADUANEIRA 
 
São 6 os métodos de valoração aduaneira que devem ser aplicados de forma sucessiva e sequencial. É possível a 
inversão da ordem entre o quarto e quinto métodos de valoração, mas para isso deverá haver aquiescência da 
autoridade aduaneira. 
 
A autoridade aduaneira no Brasil deve respeitar a sequência de métodos de valoração aduaneira prevista no 
Acordo sobre Valoração Aduaneira da OMC. 
 
Métodos: 
 
1º Valor de transação  é o preço efetivamente pago ou a pagar em uma venda para exportação aos pais de 
importação. Só pode ser usado se for uma venda! Não pode ser utilizado em todos os casos. 
 
Parcelas Integrantes do Valor Aduaneiro  Todos os custos ocorridos até o momento em que a mercadoria é 
descarregada no local de importação. 
 
Parcelas Integrantes do Valor aduaneiro: 
* Frete  incorre antes da mercadoria chegar ao local de importação 
* Frete interno no país de exortação 
* Seguro internacional 
* Seguro interno no país de exportação 
* Despesas com carga, descarga e manuseio até o local de importação 
* Comissões de venda 
* Royalties 
* Custo de embalagem e de embalar 
 
O Valor aduaneiro não coincide com o valor SIF, porque neste valor não entra despesa com carga e descarga. Valor 
CIF é o preço da mercadoria considerada entregue a bordo do navio, no porto de embarque pagos o frete e o 
seguro internacional. 
 
2º Valor de transação de mercadorias idênticas 
 
Mercadorias idênticas são mercadorias iguais em tudo, inclusive características físicas, qualidade e reputação 
comercial. Pequenas diferenças na aparência não são suficientes para afastar a condição de identidade entre as 
mercadorias. Sendo utilizado o menor valor de mercadoria idêntica, importada nos últimos três meses. 
 
3º Valor de transação de mercadorias similares 
 
Mercadorias Similares são mercadorias que embora não se assemelhem em todos os aspectos, estas mercadorias 
tem características e composição material semelhantes. Essas mercadorias têm características e composição 
semelhantes, que lhes permite cumprir as mesmas funções e serem permutáveis comercialmente. SE houver sido 
importada mercadoria similar, nos últimos três meses, o menor valor que foi aplicado será utilizado. 
 
A mercadoria que tem servido de base para determinar o valor aduaneiro, deve ter sido objeto de valoração do 1º 
método, que é o método da transação. 
4º Método dedutivo 
 
É também chamado de método de valor de revenda. A Ideia é que não houve aplicação dos métodos anteriores. 
Nesse caso é preciso observar se há alguma revenda no país. 
 
Ex. Sapatos estão sendo revendidos no país por 60 reais. Ou seja, nesse valor se tem o valor aduaneiro + impostos + 
frete interno + seguro interno + lucro razoável+ comissão de venda(na revenda). 
 
Assim, dos 60 reais faz a dedução te todas as parcelas que estão embutidas no valor de revenda, para chegar ao 
valor aduaneiro. 
 
Então no método dedutivo, se estiverem programadas várias revendas, deverá ser utilizado o menor preço 
associado a maior quantidade: “greatest agreggate quantitty”. 
 
Ex: A 1000 camisas a 50 reais 
 B 1800 camisas a 60 reais 
 C 900 camisas a 50 reais 
 
Então o preço associado a maior quantidade será de R$ 50 a partir do qual será feito as deduções. 
 
5º Método computado 
 
O Método computado não é de fácil utilização, porque se baseia na construção do valor aduaneiro. Ou seja, a 
construção do valor aduaneiro é pegar todas as parcelas que integram o valor aduaneiro, muitas dessas parcelas 
são informações privativas do exportador estrangeiro. 
 
6º Critérios razoáveis 
 
Os critérios razoáveis é a flexibilização dos métodos anteriores, ou seja: 
* olharnão para os últimos 3 meses e sim para os últimos 6 meses 
* olhar as mercadorias similares nos últimos 6 meses. 
 
QUESTÕES 
 
13-(TRF-2005)- Compete ao importador escolher o método de definição do valor aduaneiro aplicável à sua 
operação, entre os previstos no Acordo sobre Valoração Aduaneira da Organização Mundial do Comércio (OMC) e 
na legislação brasileira. ERRADA, porque é competência da autoridade aplicar os métodos de valoração de forma 
sucessiva e sequencial. 
 
14-(AFRF-2005)- A autoridade aduaneira no Brasil deve respeitar a sequência de métodos de valoração aduaneira 
prevista no Acordo sobre Valoração Aduaneira da OMC. Contudo, caso haja a aquiescência da autoridade 
aduaneira, o importador pode optar pela aplicação do método do valor computado antes do método dedutivo. 
CERTA. 
 
15-(TRF-2005)- O valor aduaneiro de bens importados deve ser o valor de transação, isto é, o preço de 
comercialização de bem idêntico no mercado interno. ERRADA, porque o valor aduaneiro de bens deve ser o valor 
de transação, isto é, o preço efetivamente pago ou a pagar numa venda para exportação ao país de importação. 
 
16-(TRF-2005)- Caso não seja possível a determinação do valor aduaneiro do bem pelo seu valor de transação, a 
autoridade aduaneira está autorizada a, em seguida, definir o valor aduaneiro a partir do método da construção de 
preço. ERRADA, em seguida deve ser aplicada o método da transação de mercadorias idênticas, que é o segundo 
método. 
 
17-(ATRFB-2009)- O valor de transação de mercadoria idêntica ou, sucessivamente, de mercadoria similar deve ser 
considerado como base para a valoração aduaneira quando da impossibilidade de se aplicar, como base primeira, o 
valor de transação. CERTA, porque o primeiro método é o valor da transação, o segundo é o valor da mercadoria 
idêntica e o terceiro é o valor de mercadoria similar. 
 
18-(ATRFB-2009)- O valor computado, ou seja, o preço de revenda, no mercado nacional, de mercadoria importada 
idêntica ou similar é que servirá de base para a determinação do valor aduaneiro quando da impossibilidade de se 
estimar os custos de produção no exterior e de todas as despesas incorridas na Importação da mercadoria a ser 
gravada. ERRADA, preço de revenda se refere ao 4º método 
 
19-(ATRFB-2009)- O valor dedutivo é o critério final para a determinação do valor aduaneiro. ERRADA, porque o 
valor dedutivo é o 4º método de valoração, o critério final é o 6º método. 
 
20-(AFRF-2005)- Caso não seja possível a determinação do valor aduaneiro pelo método do valor de transação, a 
autoridade aduaneira está autorizada a, em seguida, definir o valor aduaneiro do bem tendo como parâmetro o 
preço do produto similar no mercado doméstico. ERRADA, porque em seguida ao método do valor da transação 
deve se utilizar o 2º método que é o de mercadorias idênticas, e não tem nada haver ao preço do mercado 
doméstico 
 
21-(AFRF 2002.1) - O Acordo sobre a Implementação do Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio-1994 
prevê Métodos Valorativos, a serem aplicados sequencialmente, isto é, se o problema valorativo não se equacionar 
pelo Método Primeiro aplicar-se-á o Método Segundo, e assim sucessivamente. Estão previstos seis métodos. 
CERTA 
 
22-(ATRFB-2009)- No caso da impossibilidade de determinação do valor de transação, o Acordo determina que 
compete à autoridade aduaneira, em seguida, calcular o valor aduaneiro a partir da estimativa de todos os custos 
associados à produção do bem considerado e, de acordo com o Termo Internacional de Comércio (INCOTERM) que 
reger a operação comercial, dos custos assumidos diretamente pelo importador. ERRADA, na impossibilidade de 
utilizar o 1º método, deve se utilizar o 2º método que é o valor das mercadorias idênticas. 
 
23-(ATRFB-2009)- Quando houver impedimentos para a aplicação do valor de transação, devem o importador e a 
autoridade aduaneira acordar o valor a ser considerado, tomando por base os custos assumidos direta e 
indiretamente pelo importador. ERRADA, será aplicado o método de transação de mercadorias idênticas. 
 
ARTIGOS DO RA SOBRE VALORAÇÃO ADUANEIRA 
 
***As mercadorias que ingressarem no país e que forem submetidas ao despacho aduaneiro estão sujeitas a 
valoração aduaneira. 
 
Art. 76. Toda mercadoria submetida a despacho de importação está sujeita ao controle do correspondente valor aduaneiro. 
Parágrafo único. O controle a que se refere o caput consiste na verificação da conformidade do valor aduaneiro declarado pelo 
importador com as regras estabelecidas no Acordo de Valoração Aduaneira. 
 
Art. 77. Integram o valor aduaneiro, independentemente do método de valoração utilizado: 
I - o custo de transporte da mercadoria importada até o porto ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira 
alfandegado onde devam ser cumpridas as formalidades de entrada no território aduaneiro; 
II - os gastos relativos à carga, à descarga e ao manuseio, associados ao transporte da mercadoria importada, até a chegada aos 
locais referidos no inciso I; e 
III - o custo do seguro da mercadoria durante as operações referidas nos incisos I e II. 
 
Art. 79. Não integram o valor aduaneiro, segundo o método do valor de transação, desde que estejam destacados do preço 
efetivamente pago ou a pagar pela mercadoria importada, na respectiva documentação comprobatória: 
I - os encargos relativos à construção, à instalação, à montagem, à manutenção ou à assistência técnica, relacionados com a 
mercadoria importada, executados após a importação; e 
II - os custos de transporte e seguro, bem como os gastos associados ao transporte, incorridos no território aduaneiro, a partir 
dos locais referidos no inciso I do art. 77. 
 
Art. 80. Os juros devidos em razão de contrato de financiamento firmado pelo importador e relativos à compra de mercadorias 
importadas não serão considerados como parte do valor aduaneiro, desde que: 
I – sejam destacados do preço efetivamente pago ou a pagar pelas mercadorias; 
II - o contrato de financiamento tenha sido firmado por escrito; e 
III - o importador possa comprovar que: 
a) as mercadorias sejam vendidas ao preço declarado como o efetivamente pago ou por pagar; e 
b) a taxa de juros negociada não exceda o nível usualmente praticado nesse tipo de transação no momento e no país em que 
tenha sido concedido o financiamento.  Taxa de juros normal de mercado. 
 
Os juros não integram o Valor Aduaneiro desde que cumpridas às condições, ou seja, os juros integram o valor 
aduaneiro, a menos que cumpridas certas condições. Ou seja, os juros integram o valor aduaneiro, e serão 
excluídos se cumpridas às condições estabelecidas. 
 
Art. 81. O valor aduaneiro de suporte físico que contenha dados ou instruções para equipamento de processamento de dados 
será determinado considerando unicamente o custo ou valor do suporte propriamente dito.  o valor do software tá fora do 
valor aduaneiro. 
 
Art. 82. A autoridade aduaneira poderá decidir, com base em parecer fundamentado, pela impossibilidade da aplicação do 
método do valor de transação quando: 
I - houver motivos para duvidar da veracidade ou exatidão dos dados ou documentos apresentados como prova de uma 
declaração de valor; e  o valor aduaneiro não é confiável. 
II- as explicações, documentos ou provas complementares apresentados pelo importador, para justificar o valor declarado, não 
forem suficientes para esclarecer a dúvida existente. 
Parágrafo único. Nos casos previstos no caput, a autoridade aduaneira poderá solicitar informações à administração aduaneira 
do país exportador, inclusive o fornecimento do valor declarado na exportação da mercadoria. 
 
Art. 84. O valor aduaneiro será apurado com base em método substitutivo ao valor de transação, no caso de descumprimento 
de obrigação referida no caput do art. 18, se relativo aos documentos comprobatórios da relação comercialou aos respectivos 
registros contábeis, quando houver dúvida sobre o valor aduaneiro declarado.  Hipótese de afastamento do 1º método, que 
é substitutivo ao 1º método. ( Acontece mais em fiscalização de zona secundária) 
 
Art. 86. A base de cálculo dos tributos e demais direitos incidentes será determinada mediante arbitramento do preço da 
mercadoria nas seguintes hipóteses: (é a autoridade aduaneira quem vai dizer qual é o valor aduaneiro  isso é arbitramento) 
I - fraude, sonegação ou conluio, quando não for possível a apuração do preço efetivamente praticado na importação; e 
II - descumprimento de obrigação referida no caput do art. 18, se relativo aos documentos obrigatórios de instrução das 
declarações aduaneiras, quando existir dúvida sobre o preço efetivamente praticado. 
Parágrafo único. O arbitramento de que trata o caput será realizado com base em um dos seguintes critérios, observada a 
ordem sequencial: 
I - preço de exportação para o País, de mercadoria idêntica ou similar; ou ( 2º ou 3º método de valoração aduaneira) 
II - preço no mercado internacional, apurado: 
a) em cotação de bolsa de mercadoria ou em publicação especializada; 
b) mediante método substitutivo ao do valor de transação, observado ainda o princípio da razoabilidade; ou (6º método) 
c) mediante laudo expedido por entidade ou técnico especializado. 
 
Art. 87. Para fins de determinação do valor dos bens que integram a bagagem, será considerado o valor de sua aquisição, à 
vista da fatura ou documento de efeito equivalente. 
Art. 88. Na apuração do valor tributável da mercadoria importada por tráfego postal, será também considerado, como 
subsídio, o valor indicado pelo remetente na declaração prevista na legislação postal, para entrega à unidade aduaneira. 
Art. 89. Na ocorrência de dano casual ou de acidente, o valor aduaneiro da mercadoria será reduzido proporcionalmente ao 
prejuízo, para efeito de cálculo do imposto. 
 
QUESTÕES 
 
24-(AFRF-2005)- Não integram o valor aduaneiro do bem os gastos relativos a carga, descarga e manuseio, 
associados ao transporte da mercadoria importada até o ponto onde devam ser cumpridas as formalidades de 
entrada no território aduaneiro. ERRADA, porque as despesas com carga, descarga e manuseio associados ao 
transporte integram o valor aduaneiro. 
 
25-(AFRF-2005)- Não integra o valor aduaneiro da mercadoria o custo de transporte do bem importado até o porto 
ou o aeroporto alfandegado de descarga ou o ponto de fronteira alfandegado onde devam ser cumpridas as 
formalidades de entrada no território aduaneiro. ERRADA, porque o transporte até o porto de destino integram o 
valor aduaneiro. 
 
26-(TRF-2003)- No Brasil, o valor aduaneiro inclui as importâncias pagas pelo frete e pelo prêmio do seguro, sendo 
à base de cálculo do Imposto de Importação o valor CIF (Cost, Insurance and Freight). ERRADA, porque a base de 
cálculo do Imposto de importação quando a alíquota for ad valorem será o valor aduaneiro. 
 
27-(TRF-2003)- O valor aduaneiro será apurado mediante a aplicação de método substitutivo ao valor de transação, 
quando não for possível a apuração do preço efetivamente praticado na importação, por fraude, sonegação ou 
conluio, se o importador conservar em perfeita ordem e apresentar à fiscalização os documentos relativos à 
transação comercial. ERRADA, porque fraude, sonegação ou conluio cabe aplicação do arbitramentopara 
determinação do valor aduaneiro. 
 
28- (AFRF-2002.1- adaptada) - Para os efeitos do Acordo sobre a Implementação do artigo VII do GATT-1994, 
entende-se por mercadorias idênticas à importada as que são iguais em tudo, inclusive nas características físicas, 
qualidade e reputação comercial. Pequenas diferenças na aparência impedirão que sejam consideradas 
perfeitamente iguais à importada. ERRADA, porque pequenas diferenças na aparência não impedirão que sejam 
consideradas idênticas. 
 
29-(ACE-2008-adaptada) - Para fins de valoração aduaneira, no método do valor dedutivo, deve se subtrair do 
preço associado à maior quantidade agregada (greatest aggregate quantity) as despesas com embalagem, 
transportes e seguros, bem como aquelas referentes aos gastos com comissões sobre as vendas, acordadas entre 
as partes. ERRADA. O método dedutivo considera o valor da revenda que é o greatest aggregate quantity, desse 
valor serão deduzidos os valores que não integram o valor aduaneiro. A embalagem, os transporte e seguro 
integram o valor aduaneiro e não devem ser deduzidos do valor aduaneiro, mas sim o transporte e seguro 
interno e as comissões de venda relativas à revenda. 
 
30- (Questão Inédita)- O valor aduaneiro de uma mercadoria será o valor de transação, isto é, o valor efetivamente 
pago ou a pagar pelas mercadorias, desde que não haja restrições à cessão ou utilização das mercadorias pelo 
comprador. CERTA. Quando houver restrições à cessão ou a utilização das mercadorias é afastado o 1º método 
de valoração aduaneira que é o valor de transação. 
 
31-(Questão Inédita)- Desde que haja concordância por parte da autoridade aduaneira, poderá haver inversão na 
ordem de aplicação do 4º e 5ºmétodo. CERTA, pode ser alterado o método dedutivo e computado. 
 
32-(Questão Inédita)- O valor aduaneiro de mercadorias será o valor da transação, ajustado de acordo com as 
disposições do art. 8º do AVA, se houver restrições à cessão ou à utilização das mercadorias impostas por lei ou 
pela administração pública do país de importação. CERTA, porque se essas restrições e cessões das mercadorias 
forem impostas por lei ou pela administração pública do país pode ser aplicado o valor da transação que é o 
primeiro método de valoração aduaneira. 
 
33-(Questão Inédita)- Se houver vinculação entre o comprador e o vendedor e o valor de transação for aceitável 
para fins aduaneiros, este será aplicável na valoração aduaneira das mercadorias com os devidos ajustes do artigo 
8º do AVA. CERTA, quando há vinculação entre comprador e vendedor pode gerar dúvidas sobre o valor 
declarado e assim a autoridade aduaneira pode afastar a aplicação do valor de transação, mas se o valor de 
transação for aceitável será aplicado o valor de transação. 
 
34-(Questão Inédita)- Na apuração do valor aduaneiro com base no método de transação, serão levados em 
consideração descontos concedidos pelo vendedor ao comprador. Entretanto, não serão admitidos para o mesmo 
fim descontos relativos a operações anteriores. CERTA, porque no valor de transação os descontos condicionais 
serão considerados no valor aduaneiro, mas não serão considerados os descontos fidelidades que são os 
descontos relativos a operações anteriores. 
 
35-(Questão Inédita)- O valor do frete prestado no território nacional a partir do porto ou aeroporto de descarga 
ou a partir do ponto de fronteira por onde a mercadoria entra no país não integra o valor aduaneiro. CERTA, 
porque o frete interno e o seguro interno não integram o valor aduaneiro. 
 
VALORAÇÃO ADUANEIRA NO MERCOSUL 
 
Em junho de 2012 entrou em vigor a decisão CMC nº 13/2007 que versa sobre valoração aduaneira no MERCOSUL. 
 
O código aduaneiro do Mercosul ainda não está em vigor. 
 
Os membros do Mercosul são membros da OMC, e assim o Ava como vincula todos os membros da OMC e 
portanto também vincula todos os membros do Mercosul, ou seja as regras do AVA se aplicam integramente a 
valoração aduaneira do Mercosul. 
 
Na decisão CMC nº 13/2007 No Mercosul, o frete até o local de importação, o seguro até o local de importação, as 
despesas com carga, descarga e manuseio integram o valor aduaneiro do MERCOSUL. 
 
O AVA não estabeleceu disposições mandatórias em relação a essas parcelas, por isso essas parcelas são 
integrantes do valor aduaneiro. 
 
O CTN diz que a taxa de câmbio será aquela que estiver em vigor na data do fato gerador. No imposto de 
impostação o fato gerador é a data do registro da DI. 
 
A decisãoCMC nº 13/2007 será a taxa vigente no fechamento do dia anterior ao da data da numeração do 
despacho, ou seja o data do registo da DI. Segunda essa Decisão 13/2007, os juros integram o valor aduaneiro a 
menos que cumpridas certas condições: valor dos juros destacado na NF, o contrato deve ser por escrito, o 
importado deve declarar que aquele preço é o efetivamente pago e a taxa de juros deve ser praticado no mercado. 
 
Toda mercadoria se submetem ao controle de valor aduaneiro, inclusive aquelas que ingressam no pais ao amparo 
de regimes especiais. 
 
A decisão CMC nº 13/2007 diz que o controle de valor aduaneiro poderá ser: 
*seletivo  é aquele em que há parametrização do SISCOMEX que direcione a mercadoria para o canal cinza. 
* aleatório  não há parâmetros, a aduana desconfia e encaminha a DI para fiscalização do valor aduaneiro. 
 
O Controle do Valor aduaneiro poderá ocorrer durante o despacho ou após a entrega da mercadoria, após a 
entrega seria numa zona secundária. Em regra o prazo para essa investigação do valor aduaneiro é de 60 dias 
prorrogável por igual período. 
 
Se a mercadoria é retida para sofrer exame de valor aduaneiro, a mercadoria pode ser retirada com a prestação de 
uma garantia, ou seja, antes do término da fiscalização sob garantia a mercadoria pode ser retirada. 
 
A decisão CMC nº 13/2007 diz que o que não estiver previsto será regulado pela Legislação vigente em cada Estado 
membro do Mercosul. 
 
QUESTÕES: 
 
36-(ACE-2008)- No cálculo do valor do imposto de importação, consideram-se a aplicação da alíquota definida na 
tarifa externa do MERCOSUL para a mercadoria em questão e o valor aduaneiro desta segundo os critérios 
previstos no acordo sobre valoração aduaneira, firmado no âmbito da OMC. CERTA, porque para calcular o II a 
alíquota esta prevista na TEC e a base de cálculo será o valor aduaneiro. 
 
37-(TRF-2002.1)- A base de cálculo do Imposto de Importação é, quando a alíquota for ad valorem, o valor 
aduaneiro definido no Artigo VII do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT), no qual o Brasil é parte. CERTA 
 
38-(ACE-2002)- No Brasil, a definição da alíquota do Imposto de Importação, quando da incidência deste, é feita 
com base na Tarifa Externa Comum do MERCOSUL. CERTA 
 
 39-(AFRFB-2009 - adaptada)- A valoração aduaneira no MERCOSUL deve observar os mesmos critérios 
estabelecidos no Acordo de Valoração Aduaneira firmado no marco da Organização Mundial do Comércio, com o 
que considera-se, como referência primária, o preço efetivamente pago ou a pagar pelos bens importados. CERTA. 
 
40-(AFRFB-2009 - adaptada)- Dadas as diferenças entre os países membros quanto ao tratamento fiscal 
dispensado às mercadorias importadas de terceiros países, o MERCOSUL lhes faculta maior discricionariedade 
quanto à aplicação das regras de valoração aduaneira. ERRADA. O objetivo do MERCOSUL é ser um mercado 
comum, hoje o MERCOSUL é apenas uma União Aduaneira, que é a aplicação de uma política comercial comum 
em relação aos terceiros países, e as normas de valoração aduaneira deve ser harmônica, e isso reduz a 
discricionariedade dos países. 
 
41-(TRF-2005)- Mesmo que a mercadoria a ser importada tenha seu valor comercial reduzido em função de dano 
ou acidente, não poderá haver redução no valor aduaneiro a ser definido para fins de cálculo dos tributos 
aplicáveis. ERRADA, porque haverá redução proporcionalmente ao prejuízo. 
 
42-(TRF-2003)- O custo do transporte será incluído na determinação do valor aduaneiro, tomando-se por base os 
custos normalmente incorridos na modalidade de transporte utilizada, para o mesmo percurso, quando o 
transporte for gratuito ou executado pelo próprio importador. CERTA.Se o frete for gratuito ou o frete for 
executado pelo próprio importador, o valor de frete a ser considerado no valor aduaneiro será o frete normal de 
mercado que são os custos normalmente transcorrido para o mesmo percurso. 
 
43-(AFRFB-2009 - adaptada)- O Código Aduaneiro ora vigente no MERCOSUL reporta-se às regras da Associação 
Latino-Americana de Integração para a determinação da origem de mercadorias importadas pelos seus países 
membros do bloco. ERRADA. O Código aduaneiro do MERCOSUL não está em vigor, mas traz normas sobre 
valoração aduaneira que são as mesmas da Decisão CMC 13/2007, e se reporta às regras de origem do MERCOSUL. 
 
44-(AFRFB-2009 - adaptada)- Na valoração aduaneira no MERCOSUL, não devem ser considerados, para efeitos do 
cálculo do valor aduaneiro, gastos relativos ao carregamento, descarregamento e manuseio associados ao 
transporte das mercadorias importadas até o porto ou local de importação. ERRADA, porque essas parcelas na 
volração aduaneira do MERCOSUL são integrantes do valor aduaneiro. 
 
45-(TRF-2003)- Os juros devidos em razão de contrato de financiamento não são considerados como parte do valor 
aduaneiro. ERRADA, porque a ESAF considera que integram o valor aduaneiro a menos que cumpridas certas 
condições. 
 
46-(TRF-2003)- As mercadorias são admitidas em regime aduaneiro especial pelo valor declarado, podendo a 
autoridade aduaneira adotar os procedimentos para fins de valoração nas hipóteses de extinção do regime, 
exigindo os tributos com base na diferença de valor. ERRADA, porque no caso de Regimes Aduaneiros Especiais, 
a autoridade aduaneira pode fazer em 2 momentos diferentes os procedimentos de valoração aduaneira, que 
pode ser realizada no momento de admissão ou extinção do regime. Quando o regime é extinto, os tributos 
serão exigidos na totalidade do valor. 
 
47-(AFTN-1996-adaptada)- O cálculo do imposto de importação toma por base o valor CIF (Cost, Insurance and 
Freight) da mercadoria e a alíquota ad valorem fixada na Tarifa Externa Comum (TEC) correspondente à 
mercadoria em questão. ERRADA, porque a base de calculo para o importo de Importação é o valor aduaneiro. 
 
48-(ACE-2012) O valor aduaneiro de um bem, para efeitos de tributação quando de sua importação, deve ser, 
segundo o Acordo de Valoração Aduaneira, o preço efetivamente pago ou a pagar pelo mesmo em uma venda de 
exportação ao país de importação. Sobre a aplicação deste critério, é correto afirmar que deve ser feita de forma 
incondicional, tanto no que se refere à disposição e uso do bem em questão pelo comprador, quanto às condições 
de venda. ERRADA, porque se houver restrição ou cessão impostas pelo vendedor ao comprador, em regra, 
será afastada o valor aduaneiro de transação. 
 
49- (ACE-2012) O valor aduaneiro de um bem, para efeitos de tributação quando de sua importação, deve ser, 
segundo o Acordo de Valoração Aduaneira, o preço efetivamente pago ou a pagar pelo mesmo em uma venda de 
exportação ao país de importação. Sobre a aplicação deste critério, é correto afirmar que deve tomar em conta 
condicionalidades previstas no Acordo, tais como a adição ao valor aduaneiro de custos incorridos pelo importador 
e não incorporados ao preço pago e que estejam associados a comissões e corretagem, custos de embalagem, 
royalties e licenças. CERTA, porque essas parcelas são adicionadas ao valor aduaneiro. 
 
50-(ACE-2012) O valor aduaneiro de um bem, para efeitos de tributação quando de sua importação, deve ser, 
segundo o Acordo de Valoração Aduaneira, o preço efetivamente pago ou a pagar pelo mesmo em uma venda de 
exportação ao país de importação. Sobre a aplicação deste critério, é correto afirmar que quando da 
impossibilidade de determinação do valor de transação, tomar-se-á com critério substitutivo o preço de venda de 
bens idênticos praticado no país importador. ERRADA, porque o critério é o preço de exportação. 
BAGAGEM DE VIAJANTE 
 
O Regime Aduaneiro de Bagagem no MERCOSUL está consubstanciado em uma Decisão do CMN nº 53/2008 que 
ainda não entrou em vigor, mas o Brasil utiliza grande parte dos dispositivos dessa decisão. 
 
O que é Bagagem? Sãoos bens novos ou usados que um viajante puder destinar para seu uso ou consumo pessoal, 
bem como para presentear. Está fora do conceito de bagagem tudo que tiver fins comerciais ou industriais. 
 
Os bens de caráter manifestamente pessoal são aqueles trazidos para uso próprio e os bens, bens portáteis 
destinados a atividade profissionais que será realizada durante a viagem. (IN RFB 1009/2009) 
 
Art. 155. Para fins de aplicação da isenção para bagagem de viajante procedente do exterior, entende-se por: 
I - bagagem: os bens novos ou usados que um viajante, em compatibilidade com as circunstâncias de sua viagem, puder 
destinar para seu uso ou consumo pessoal, bem como para presentear, sempre que, pela sua quantidade, natureza ou 
variedade, não permitirem presumir importação com fins comerciais ou industriais; 
II - bagagem acompanhada: a que o viajante traga consigo, no mesmo meio de transporte em que viaje, desde que não 
amparada por conhecimento de carga ou documento equivalente; 
III - bagagem desacompanhada: a que chegue ao País, amparada por conhecimento de carga ou documento equivalente; e 
IV - bens de uso ou consumo pessoal: os artigos de vestuário, higiene e demais bens de caráter manifestamente pessoal. 
 § 1o Estão excluídos do conceito de bagagem: 
I - os veículos automotores em geral, as motocicletas, as motonetas, as bicicletas com motor, os motores para embarcação, as 
motos aquáticas e similares, as casas rodantes, as aeronaves e as embarcações de todo tipo; e 
II - as partes e peças dos bens relacionados no inciso I, exceto os bens unitários, de valor inferior aos limites de isenção, 
relacionados em listas específicas que poderão ser elaboradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
§ 2o Os bens a que se refere o § 1o poderão ingressar no País sob o regime de admissão temporária, sempre que o viajante 
comprove sua residência permanente em outro país. 
 
O Conhecimento de carga é o que diferencia a bagagem acompanhada da bagagem desacompanhada, esta deve ser amparada 
pelo conhecimento de carga ou documento equivalente. 
 
Art. 157. A bagagem acompanhada está isenta do pagamento do imposto, relativamente a: 
I - bens de uso ou consumo pessoal; 
II - livros, folhetos e periódicos; e 
III - outros bens, observados os limites, quantitativos ou de valor global, os termos e as condições estabelecidos em ato do 
Ministério da Fazenda. 
§ 1o A isenção estabelecida em favor do viajante é individual e intransferível. 
§ 2o Excedido o limite de valor global a que se refere o inciso III do caput, aplica-se o regime de tributação especial de que 
tratam os arts. 101 e 102. 
§ 3o O direito à isenção a que se refere o inciso III do caput não poderá ser exercido mais de uma vez no intervalo de um mês. 
§ 4o O Ministério da Fazenda poderá estabelecer, ainda, limites quantitativos para a fruição de isenções relativas à bagagem 
de viajante. 
 
Limites: 
 
* via área ou marítima: até US$ 500 
* via terrestre, fluvial ou lacustre: até US$ 300 
 
Se esses limites exceder, será aplicado o Regime de Tributação especial sobre aquilo que exceder o limite d isenção 
sendo exigido o imposto de importação a uma alíquota de 50%. 
 
O Regime de Tributação Comum será aplicado sobre o que exceder o limite quantitativo para fruição da isenção e 
se aplicam aos bens que não estão dentro do conceito de bagagem. 
 
Art. 158. A bagagem desacompanhada está isenta do pagamento do imposto relativamente a bens de uso e consumo 
pessoal, usados, livros e periódicos. 
§ 1o A bagagem desacompanhada deverá: 
I - chegar ao País dentro dos três meses anteriores ou até os seis meses posteriores à chegada do viajante; e 
II - provir do país ou dos países de estada ou de procedência do viajante. 
§2º A bagagem desacompanhada somente será desembaraçada depois da chegada do viajante. 
 
 
 
IN1059/2010 
Art. 41. O regime de tributação especial é o que permite o despacho de bens integrantes de bagagem mediante a exigência 
tão-somente do imposto de importação, calculado pela aplicação da alíquota de 50% (cinquenta por cento) sobre o valor 
tributável dos bens. 
§ 1o O valor tributável a que se refere o caput corresponde ao valor: 
I - global que exceder o limite de isenção previsto para: 
a) a via de transporte, expresso no inciso III do caput do art. 33; e 
b) aquisição de bens em loja franca de chegada no País; ou 
II - dos bens a que se refere o inciso III do caput do art. 33, integrantes de bagagem: 
a) desacompanhada, atendidos os requisitos de que trata o caput do art. 8º; 
b) acompanhada de viajante que já tiver usufruído a isenção de tributos dentro do período a que se refere o § 5º do art. 33; 
c) de tripulante; e 
d) de viajante, civil ou militar, embarcado em veículo militar procedente do exterior. 
§ 2o Os bens tributados pelo regime de que trata o caput são isentos do IPI, do PIS/Pasep- Importação e da COFINS-
Importação.  Apenas do Imposto de Importação 
Art. 44. Aplica-se o regime comum de importação aos bens trazidos por viajante: 
I - que não sejam passíveis de enquadramento como bagagem, conforme disposto no inciso II do caput e no § 3o do art. 2o, e 
no art. 19; 
II - que excedam os limites quantitativos de que tratam os §§ 1o a 4o do art. 33; ou 
III - integrantes de bagagem desacompanhada, quando não atendidas as condições estabelecidas no caput do art. 8o 
 
*** Bagagem acompanhada tem isenção: uso pessoal, livros, folhetos e periódicos e para outros bens. 
*** O viajante tem obrigação de prestar declaração de sua bagagem com a DBA – declaração de bagagem 
acompanhada 
*** O viajante não residente a DBA dele serve de base para uma admissão temporária, pois os bens que ele trás 
são bens que entram no país temporariamente. 
 
Chegando ao Brasil o viajante tem duas opções: canal de nada a declarar e canal de bens a declarar. Aquele viajante 
que se encaminha ao canal de bens de nada declarar, está dispensando de apresentar a DBA. 
 
QUESTÕES 
 
1-(AFRF-2010- Curso de Formação) A bagagem desacompanhada está isenta de tributos em relação a roupas e 
objetos de consumo pessoal, novos ou usados. ERRADA, porque a bagagem desacompanhada só está isenta 
quando forem objetos usados. 
 
2-(AFRF-2010- Curso de Formação) O direito a isenção para bagagem é pessoal e intransferível, e somente poderá 
ser exercido uma vez no intervalo de um mês. CERTA, e o que exceder no período será aplicado o regime de 
tributação especial 
 
3-(AFRF-2010- Curso de Formação) A bagagem de estrangeiros que ingressem a título permanente no País está 
isenta de tributos em relação a móveis e bens de uso doméstico, novos ou usados. CERTA, conforme O art. 162 
trás essa regra que é específica para aqueles que estão mudando para o Brasil 
 
4-(AFRF-2010- Curso de Formação) Estão compreendidas no conceito de bagagem as bebidas alcoólicas, se 
portadas por viajantes maiores de dezoito anos. CERTA 
 
5-(AFRF-2010- Curso de Formação) Estão excluídas do conceito de bagagem as partes e peças para motocicletas e 
para motores de embarcações. CERTA, partes e pças de motocicletas e para motores de embarcação estão fora 
do conceito de bagagem 
 
6-(Questão Inédita) Na importação de bagagem de viajantes, aplica-se o Regime de Tributação Especial, exceto: 
a) Bens compreendidos no conceito de bagagem, no montante que exceder o limite global ao qual se concede 
isenção.  ao montante que exceder aplica-se o RTE 
b) Bens adquiridos em lojas francas de chegada, no montante que exceder o limite de isenção.  ao montante que 
exceder aplica-se o RTE 
c) Bens integrantes de bagagem desacompanhada, desde que esta chegue ao País nos 3 meses anteriores ou até os 
6 meses posteriores à chegada do viajante e, além disso, venha do país ou dos países de estada ou de procedência 
do viajante.  para bagagem desacompanhadaterá isenção para bens de uso e consumo pessoal usados e para 
livros, folhetos e periódicos. Para outros bens, será aplicado o RTE quando forem cumpridos os requisitos, caso 
contrário RTC. 
d) Bens integrantes de bagagem acompanhada de viajantes que excedam os limites quantitativos para a fruição da 
isenção.  ao que exceder o limite quantitativo se aplicará o RTC - ERRADA 
e) Bens integrantes de bagagem acompanhada de viajante que já tenha usufruído uma vez, no período de um mês, 
a isenção de tributos.  ao montante que exceder aplica-se o RTE 
 
 7-(Questão Inédita)-O viajante não poderá declarar como própria bagagem de terceiro, ou utilizar o tratamento de 
bagagem para o ingresso de bens que não lhe pertençam. CERTA 
 
8-(Questão Inédita)-Considera-se bagagem acompanhada a que o viajante traga consigo, no mesmo meio de 
transporte em que viaje, desde que amparada por conhecimento de carga ou documento equivalente. ERRADA, a 
bagagem acompanhada não tem amparo em conhecimento de carga e sim a bagagem desacompanhada. 
 
9-(Questão Inédita)-A isenção relativa à bagagem de viajantes é individual e intransferível, podendo ser utilizada 
por 2 (duas) vezes no intervalo de um mês. ERRRADA, podendo ser utilizada 1 vez em 1 mês 
 
10-(Questão Inédita)-A bagagem desacompanhada poderá ser desembaraçada antes da chegada do viajante ao 
País. ERRADA, porque a bagagem desacompanhada após a chegada do viajante, deverá chegar até 3 meses 
antes ou até 6 meses depois da chegada do viajante. 
 
11-(Questão Inédita)- O viajante que ingressar no País, proveniente de país integrante do MERCOSUL, não precisa 
declarar a sua bagagem. A bagagem desacompanhada, todavia, deverá ser sempre declarada por escrito. ERRADA, 
todos os viajantes, inclusive os provenientes de países do Mercosul devem declarar a sua bagagem. A bagagem 
desacompanhada deve ser sempre declarada por escrito. 
 
12-(Questão Inédita)- A bagagem dos tripulantes está isenta do pagamento do imposto apenas em relação a bens 
de uso ou consumo pessoal, livros e periódicos. Para outros bens, a isenção será aplicada observando-se os limites 
quantitativos e os limites de valor global definidos pelo Ministério da Fazenda. ERRADA. Os tripulantes eles tem 
direito a isenção ou ao RTE, a isenção é para os bens de uso ou consumo pessoal e para livros, folhetos e 
períodos. Para outros bens serão aplicados o RTE e não há limite de isenção. 
 
13-(Questão Inédita)-No caso de viajante não-residente no País, a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) 
servirá de base para o requerimento de concessão do regime aduaneiro especial de admissão temporária, devendo 
o viajante manter a documentação fornecida pela fiscalização aduaneira até a extinção da aplicação do regime, 
com o retorno ao exterior. CERTA, e a DBA servirá como base de requerimento para a admissão temporária. 
 
14-(Questão Inédita)-A bagagem desacompanhada deverá chegar ao País dentro dos três meses anteriores ou até 
os seis meses posteriores à chegada do viajante e provir do país ou dos países de estada ou de procedência do 
viajante. Caso não satisfaça esses requisitos, a ela será aplicado o Regime de Tributação Especial. ERRADA, porque 
será aplicado o Regime de Tributação Comum –RTC, se naõ atender essas condições. 
 
15-(Questão Inédita)-Mesmo que os viajantes não estejam obrigados a dirigir-se ao canal “bens a declarar”, 
deverão apresentar à fiscalização aduaneira a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA). ERRADA, pois se ele 
não está obrigado a dirIgir-se ao canal de bens a declarar, não precisa apresentar a DBA. 
 
16-(Questão Inédita)-A bagagem desacompanhada deverá ser declarada por escrito, sendo seu despacho de 
importação realizado, necessariamente, com base em Declaração de Importação (DI). ERRADA, porque o 
despacho de importação será realizado com base na DSI – Declaração simplificada de importação. 
 
AVARIA E EXTRAVIO 
 
Há incidência de impostos na hipótese de extravios e avaria de mercadoria. Pois se presume ocorrido a importação 
de produtos. 
 
 
Art. 649. Para os fins deste Decreto, considera-se: 
I - avaria, qualquer prejuízo que sofrer a mercadoria ou o seu envoltório; 
II - extravio, toda e qualquer falta de mercadoria; e 
III - acréscimo, qualquer excesso de volume ou de mercadoria, em relação à quantidade registrada em manifesto ou em 
declaração de efeito equivalente. 
Parágrafo único. Será considerada total a avaria que acarrete a descaracterização da mercadoria. 
 
A Conferência final de manifesto  procedimento que busca apurar o extravio ou o acréscimo de mercadoria, a 
fim de imputar responsabilidade ao Transportador. Esse procedimento se dá com a comparação entre o manifesto 
de carga e os registros de descarga, que são documentos que são preenchidos pelo depositário onde são 
relacionadas as mercadorias que foram descarregadas. 
 
Art. 650. A vistoria aduaneira destina-se a verificar a ocorrência de avaria ou de extravio de mercadoria estrangeira entrada no 
território aduaneiro, a identificar o responsável e a apurar o crédito tributário dele exigível. 
§ 1o A vistoria será realizada a pedido, ou de ofício, sempre que a autoridade aduaneira tiver conhecimento de fato que a 
justifique, devendo seu resultado ser consubstanciado no termo de vistoria. 
§ 2o No caso de remessa postal internacional, a vistoria atenderá ainda às normas da legislação específica. 
§ 3o Não será efetuada vistoria após a saída da mercadoria do recinto de despacho. 
 
Vistoria Aduaneira  busca apurar a responsabilidade pela avaria ou extravio, a fim de imputar reponsabilidade 
ou do depositário ou do transportador. 
 
A vistoria aduaneira é o procedimento pelo qual a autoridade aduaneira verifica a ocorrência de avaria ou falta de 
mercadoria estrangeira entrada no território aduaneiro, identifica o responsável e apura o crédito tributário dele 
exigível. Assistirão à vistoria, a ser realizada em dia e hora fixados pela autoridade aduaneira, o depositário, o 
importador e o transportador. É possível, ainda, que assista à vistoria qualquer pessoa que comprove legítimo 
interesse no caso. 
 
Art. 655. Poderá ser dispensada a realização da vistoria se o importador assumir a responsabilidade pelo pagamento do 
imposto de importação e das penalidades cabíveis. 
Parágrafo único. A desistência implicará perda de benefício de isenção ou de redução do imposto, na proporção das 
mercadorias contidas em volumes extraviados.  se a importação fizer jus a isenção. 
Art. 656. Assistirão à vistoria, a ser realizada em dia e hora fixados pela autoridade aduaneira, o depositário, o importador e o 
transportador. 
Parágrafo único. Poderá, ainda, assistir à vistoria qualquer pessoa que comprove legítimo interesse no caso. 
 
Art. 791. A formalização da exigência do crédito tributário decorrente de vistoria aduaneira será feita por meio de auto de 
infração instruído com o termo de vistoria referido no § 1o do art. 650.  Ao final do processo de vistoria e produzido o 
TERMO DE VISTORIA que comprova de quem é a responsabilidade. O auto de infração é o lançamento de oficio do CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO. 
 
Art. 792. O processo de determinação e de exigência do crédito tributário resultante de vistoria obedecerá ao procedimento 
estabelecido no Decreto no 70.235, de 1972. 
§ 1o Após a lavratura do auto de infração, o importador poderá solicitar a entrega da mercadoria mediante a prestação de 
garantia, devendo a autoridade aduaneira cientificar o autuado.  O autuado pode ser o transportado ou o depositário 
§ 2o O autuado poderá, no prazo de cinco dias da ciência a que se refere o § 1o, opor-se à entrega da mercadoria antes da 
decisão de primeira instância, cabendo ao titular da unidade aduaneira onde se encontrem os bens decidir, no prazo de cinco 
dias, sobre a entrega. 
§ 3o Proferida a decisão de primeira instância, a mercadoria poderá serentregue, independentemente de garantia. 
 
QUESTÕES 
 
1-(TRF-2002.1) Indique as pessoas que estão, necessariamente, obrigadas a assistir à vistoria aduaneira de 
mercadorias avariadas. 
a) O depositário, o perito vistoriador indicado pela Receita Federal e o segurador. 
b) O depositário, o segurador e o consignatário. 
c) O depositário, o importador e o perito vistoriador indicado pela Receita Federal. 
d) O depositário, o importador e o transportador. RESPOSTA CERTA 
e) O depositário, o transportador e o segurador. 
 
 
2-(TTN-1997) A vistoria aduaneira é o procedimento pelo qual a autoridade aduaneira: 
a) verifica a mercadoria, identifica o importador, determina seu valor e classificação, e constata o cumprimento de 
todas as obrigações fiscais e outras, exigíveis em razão da importação. ERRADA porque isso é conferencia 
aduaneira 
b) processa o desembaraço aduaneiro de mercadoria procedente do exterior, seja ela importada a título definitivo 
ou não, após verificar o recolhimento pelo importador de todos os tributos exigíveis na operação. ERRADA,é 
despacho aduaneiro de importação 
c) após o desembaraço aduaneiro, reexamina o despacho aduaneiro, com a finalidade de verificar a regularidade 
da importação quanto aos aspectos fiscais e outros, inclusive o cabimento do benefício fiscal aplicado. ERRADO, é o 
processo de revisão aduaneira. 
d) verifica todas as dependências e instalações dos armazéns e recintos destinados a depósito e guarda de 
mercadoria estrangeira quanto à segurança fiscal para o fim de seu alfandegamento. ERRADA, nada haver 
e) verifica a ocorrência de avaria ou falta de mercadoria estrangeira entrada no território aduaneiro, identifica o 
responsável e apura o crédito tributário dele exigível. CERTA 
 
3-(Questão Inédita) A vistoria será realizada a pedido, ou de ofício, sempre que a autoridade aduaneira tiver 
conhecimento de fato que a justifique, devendo seu resultado ser consubstanciado no termo de vistoria. CERTA, 
será realizada a pedido do importador ou de oficio. 
 
4-(Questão Inédita) Poderá ser dispensada a realização da vistoria se o importador assumir a responsabilidade pelo 
pagamento do imposto de importação e das penalidades cabíveis. CERTA, pois ele é o maior interessado. 
 
5-(Questão Inédita) Assistirão à vistoria, a ser realizada em dia e hora fixados pela autoridade aduaneira, o 
depositário, o importador e o transportador. É possível, ainda, que assista à vistoria qualquer pessoa que comprove 
legítimo interesse no caso. CERTA. 
 
6-(Questão Inédita) A vistoria aduaneira destina-se à apuração da responsabilidade por eventuais diferenças 
quanto a extravio ou a acréscimo de mercadoria. ERRADA, porque é avaria e acréscimo, verificação quanto a 
extravio ou acréscimo é na conferencia final de manifesto. 
 
7-(Questão Inédita) A formalização da exigência do crédito tributário decorrente de vistoria aduaneira será feita 
por meio de auto de infração instruído com o termo de vistoria. CERTA. 
 
***Conferência final de manifesto : extravio ou acréscimo 
***Vistoria: extravio ou avaria 
 
INFRAÇÕES E PENALIDADES 
 
* Princípio da Legalidade  As infrações a legislação aduaneira devem estar previstas em lei, assim como as 
penalidades aplicável 
 
* Princípio da Responsabilidade Objetiva  a responsabilidade por uma infração aduaneira independe da 
intenção do agente/infrator. 
 
 
 
Art. 673. Constitui infração toda ação ou omissão, voluntária ou involuntária, que importe inobservância, por parte de pessoa 
física ou jurídica, de norma estabelecida ou disciplinada neste Decreto ou emato administrativo de caráter normativo 
destinado a completá-lo. 
Parágrafo único. Salvo disposição expressa em contrário, a responsabilidade por infração independe da intenção do agente ou 
do responsável e da efetividade, da natureza e da extensão dos efeitos do ato. 
 
Art. 679. Apurando-se, no mesmo processo, a prática de duas ou mais infrações diferentes, pela mesma pessoa física ou 
jurídica, aplicam-se cumulativamente, no grau correspondente, quando for o caso, as penalidades a elas cominadas. 
Art. 680. Se do processo se apurar responsabilidade de duas ou mais pessoas, será imposta a cada uma delas a pena relativa à 
infração que houver cometido. 
 
 
 
***Instituto da denúncia espontânea  afasta a responsabilidade, mas não será considerada espontânea no curso do 
despacho aduaneiro até o desembaraço da mercadoria. 
 
 Art. 683. A denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento dos tributos dos acréscimos legais, 
excluirá a imposição da correspondente penalidade. 
§ 1o Não se considera espontânea a denúncia apresentada: 
I - no curso do despacho aduaneiro, até o desembaraço da mercadoria; ou 
II - após o início de qualquer outro procedimento fiscal, mediante ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, 
tendente a apurar a infração. 
§2o A denúncia espontânea exclui somente as penalidades de natureza tributária. 
§3o Depois de formalizada a entrada do veículo (termo de entrada) procedente do exterior não mais se tem por espontânea a 
denúncia de infração imputável ao transportador. 
 
Quais são as penalidades previstas na Legislação aduaneira: Art. 675 
* Perdimento de veículo 
* Perdimento de mercadoria 
* Perdimento de moeda 
* Multas 
* Sanções administrativas  são aplicadas aos intervenientes do comercio exterior. 
 
Competência para aplicar as penalidades é da autoridade julgadora. Não é do Auditor Fiscal, ele é quem apresenta 
a proposta dessas penalidades. A autoridade julgadora tem competência para determinar a pena e fixar a 
quantidade da pena aplicável. 
 
PENA DE PERDIMENTO 
 
É a pena aduaneira mais gravosa, e consiste na manifestação do poder de polícia do Estado que expropria o bem de 
um particular. 
 
Art. 5º XLVI, b, CF/88 diz que a lei regulará individualização da pena e adotará entre outras a pena de perda de 
bens. A pena de perdimento tem amparo constitucional, mas alguns autores falam que não há perna de 
perdimento por dano ao erário. O entendimento doutrinário dominante é que não há previsão expressa, mas que a 
pena de perdimento por dano ao erário decorre de tradição histórica de proteção ao erário. 
 
A natureza jurídica da pena de perdimento é repressivo-compensatória, porque ao mesmo tempo que busca 
castigar o infrator, busca compensar/ressarcir o dano ao erário. Não tem natureza meramente fiscal. 
 
**Perdimento de Veículos 
 
Art. 688. Aplica-se a pena de perdimento do veículo nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário: 
I - quando o veículo transportador estiver em situação ilegal, quanto às normas que o habilitem a exercer a navegação ou o 
transporte internacional correspondente à sua espécie; 
II - quando o veículo transportador efetuar operação de descarga de mercadoria estrangeira ou de carga de mercadoria 
nacional ou nacionalizada, fora do porto, do aeroporto ou de outro local para isso habilitado;  o descarregamento deve ser 
em recinto alfandegado. 
III - quando a embarcação atracar a navio ou quando qualquer veículo, na zona primária, se colocar nas proximidades de 
outro, um deles procedente do exterior ou a ele destinado, de modo a tornar possível o transbordo de pessoa ou de carga, 
sem observância das normas legais e regulamentares; 
IV - quando a embarcação navegar dentro do porto, sem trazer escrito, em tipo destacado e em local visível do casco, seu 
nome de registro; 
V - quando o veículo conduzir mercadoria sujeita a perdimento, se pertencente ao responsável por infração punível com 
essa penalidade; 
VI - quando o veículo terrestre utilizado no trânsito de mercadoria estrangeira for desviado de sua rota legal sem motivo 
justificado; e  na concessão do regime de trânsito aduaneiro. 
VII - quando o veículo for considerado abandonado pelo decurso do prazo referido no art. 648, 
 
Jurisprudênciado STJ diz que não cabe aplicação da pena de perdimento quando não for comprovada mediante 
processo administrativo a reponsabilidade e a má fé do proprietário do veículo na pratica do ilícito. 
 
Outra jurisprudência do STJ diz que a pena de perdimento pode ser aplicada aos veículos adquiridos em contrato 
de leasing. 
 
**Perdimento de mercadorias 
 
Art. 689. Aplica-se a pena de perdimento da mercadoria nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário: 
III - oculta, a bordo do veículo ou na zona primária, qualquer que seja o processo utilizado; 
V - nacional ou nacionalizada, em grande quantidade ou de vultoso valor, encontrada na zona de vigilância aduaneira, em 
circunstâncias que tornem evidente destinar-se a exportação clandestina. 
VI - estrangeira ou nacional, na importação ou na exportação, se qualquer documento necessário ao seu embarque ou 
desembaraço tiver sido falsificado ou adulterado; casos de superfaturamento 
X - estrangeira, exposta à venda, depositada ou em circulação comercial no País, se não for feita prova de sua importação 
regular. 
XI - estrangeira, já desembaraçada e cujos tributos aduaneiros tenham sido pagos apenas em parte, mediante artifício doloso; 
XII - estrangeira, chegada ao País com falsa declaração de conteúdo; 
XXI - importada e que for considerada abandonada pelo decurso do prazo de permanência em recinto alfandegado, nas 
hipóteses referidas no art. 642.  as mercadorias que são consideradas abandonada, nas hipóteses do art. 642 
 
Art. 642. Considera-se abandonada a mercadoria que permanecer em recinto alfandegado sem que o seu despacho de 
importação seja iniciado no decurso dos seguintes prazos: 
I - noventa dias: 
a) da sua descarga; e 
b) do recebimento do aviso de chegada da remessa postal internacional sujeita ao regime de importação comum; 
II - quarenta e cinco dias: 
a) após esgotar-se o prazo de sua permanência em regime de entreposto aduaneiro; 
b) após esgotar-se o prazo de sua permanência em recinto alfandegado de zona secundária; e 
c) da sua chegada ao País, trazida do exterior como bagagem, acompanhada ou desacompanhada; e 
III - sessenta dias da notificação a que se refere o art. 640.(norma específica de naufrágio) 
§ 1o Considera-se também abandonada a mercadoria que permaneça em recinto alfandegado, e cujo despacho de importação: 
I - não seja iniciado ou retomado no prazo de trinta dias da ciência: 
a) da relevação da pena de perdimento aplicada; ou 
b) do reconhecimento do direito de iniciar ou de retomar o despacho; ou 
II - tenha seu curso interrompido durante sessenta dias, por ação ou por omissão do importador. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 45 
dias 
* fim do prazo de permanência no Recinto alfandegado 
* fim do prazo do entreposto aduaneiro 
* mercadoria trazida como bagagem 
90 dias * a partir da descarga e 
* do recebimento do aviso de Remessa Postal Internacional 
 
Art. 689. Aplica-se a pena de perdimento da mercadoria nas seguintes hipóteses, por configurarem dano ao Erário: 
XXII - estrangeira ou nacional, na importação ou na exportação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, 
comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiros. 
§ 1o A pena de que trata este artigo converte-se em multa equivalente ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja 
localizada ou que tenha sido consumida. 
 
Aplicação de perdimento não é fato gerador do Imposto de Importação. 
 
 
 
 
***Perdimento da Moeda nacional ou estrangeira 
 
A entrada e saída de dinheiro tem que ser por transferência bancária. Valores acima de 10 mil reais ou equivalente 
será aplicada a pena de perdimento da moeda. 
 
Art. 700. Aplica-se a pena de perdimento da moeda nacional ou estrangeira, em espécie, no valor excedente a R$ 10.000,00 
(dez mil reais), ou o equivalente em moeda estrangeira, que ingresse no território aduaneiro ou dele saia. 
§ 1o Para fins de aplicação do disposto neste artigo, considera-se moeda nacional ou estrangeira, em espécie, somente o 
papel-moeda, não compreendidos os títulos de crédito, cheques ou cheques de viagem. 
§ 2o Na hipótese de moeda encontrada em zona secundária, o perdimento referido no caput somente se aplica quando as 
circunstâncias tornarem evidente a tentativa de saída do País ou o ingresso no País, da moeda, por qualquer forma não 
autorizada pela legislação específica. 
§ 3o Aplica-se o perdimento à totalidade da moeda que ingressar no território aduaneiro ou dele sair não portada por 
viajante. 
§ 4o O disposto neste artigo não se aplica na hipótese em que o ingresso ou a saída de moeda esteja autorizado em legislação 
específica. 
§ 5o O perdimento de moeda não exclui a aplicação das sanções penais previstas para a hipótese. 
 
As penas de perdimento são apuradas mediante processo fiscal: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 774. As infrações a que se aplique a pena de perdimento serão apuradas mediante processo fiscal, cuja peça inicial será o 
auto de infração acompanhado de termo de apreensão e, se for o caso, de termo de guarda fiscal. 
§ 1o Feita a intimação, pessoal ou por edital, a não-apresentação de impugnação no prazo de vinte dias implica revelia. 
§ 2o Considera-se feita a intimação e iniciada a contagem do prazo para impugnação quinze dias após a publicação do edital, 
se este for o meio utilizado. 
§ 3o A revelia do autuado, declarada pela autoridade preparadora, implica o envio do processo à autoridade competente, para 
imediata aplicação da pena de perdimento, ficando a mercadoria correspondente disponível para destinação, nos termos dos 
arts. 803 a 806.  se houve revelia, é aplicada a pena de perdimento. 
§ 4o Apresentada a impugnação, a autoridade preparadora terá o prazo de quinze dias para remessa do processo a 
julgamento. 
§ 5o O prazo mencionado no § 4o poderá ser prorrogado quando houver necessidade de diligência ou perícia. 
§ 6o Após o preparo, o processo será submetido à decisão do Ministro de Estado da Fazenda, em instância única. 
Competência do Ministro da Fazenda foi delegada para os Delegados da Receita Federal e aos Inspetores chefes. 
§ 7o O Ministro de Estado da Fazenda poderá delegar a competência para a decisão de que trata o § 6o. 
 
Art. 781. Aplicada a multa referida no art. 731, na hipótese de transporte rodoviário, o veículo será retido, na forma 
estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
§ 1o A retenção de que trata o caput será efetuada ainda que o infrator não seja o proprietário do veículo, cabendo a este 
adotar as ações necessárias contra o primeiro para se ressarcir dos prejuízos eventualmente incorridos. 
§ 2o A exigência da multa e a retenção do veículo referidas no caput serão formalizadas, mediante auto de infração e termo 
de retenção, em um só processo. 
§ 3o A impugnação, com efeito exclusivamente devolutivo, deve ser apresentada no prazo de vinte dias da ciência da 
formalização dos atos referidos no § 2o ao titular da unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil responsável pela 
retenção, que a apreciará em instância única. 
§ 4o Na hipótese de recolhimento da multa ou de decisão favorável ao transportador, o veículo será devolvido. 
§ 5o Na hipótese de não-recolhimento da multa, decorrido o prazo de quarenta e cinco dias da ciência de sua aplicação ou da 
decisão contrária ao transportador, aplica-se a penalidade referida no inciso VII do art. 688, observado o rito estabelecido no 
art. 774. 
§ 6o Aplicada a pena de perdimento referida no inciso VII do art. 688, o processo a que se refere o § 2o será declarado extinto, 
por perda de objeto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 803. As mercadorias apreendidas, objeto de pena de perdimento aplicada em decisão final administrativa, ainda que 
relativas a processos pendentesde apreciação judicial, inclusive as que estiverem à disposição da Justiça como corpo de delito, 
produto ou objeto de crime, salvo determinação em contrário, em cada caso, de autoridade judiciária, serão destinadas da 
seguinte forma: 
I - por alienação:  leilão 
a) a pessoas jurídicas, mediante leilão; ou 
b) a pessoas físicas, mediante leilão, vedada sua destinação comercial; 
II - por incorporação: 
a) a órgãos da administração pública; ou 
b) a entidades sem fins lucrativos; ou  doação 
III - por destruição ou inutilização, quando assim recomendar o interesse da administração. 
 
Formas de destinação: 
* leilão 
* incorporação a órgão públicos 
* doação ou incorporação a entidades sem fins lucrativos 
* destruição ou inutilização 
 
PROCEDIMENTO ESPECIAL DE CONTROLE ADUANEIRO (IN RFB nº 1169/2011) 
 
O procedimento especial de controle aduaneiro é quando as mercadorias vão para o canal cinza. E aplica-se a todo 
procedimento de importação e exportação sobre a qual recaia suspeita de irregularidade punível com a pena de 
perdimento. Em qualquer canal é plenamente possível que a autoridade aduaneira agrave o nível de conferência 
encaminhando para o canal cinza. 
 
Art. 1º O procedimento especial de controle aduaneiro estabelecido nesta Instrução Normativa aplica-se a toda operação de 
importação ou de exportação de bens ou de mercadorias sobre a qual recaia suspeita de irregularidade punível com a pena de 
perdimento, independentemente de ter sido iniciado o despacho aduaneiro ou de que o mesmo tenha sido concluído.  a 
qualquer tempo 
Art. 2º As situações de irregularidade mencionadas no art. 1º compreendem, entre outras hipóteses, os casos de suspeita 
quanto à:  rol exemplificativo 
I - autenticidade, decorrente de falsidade material ou ideológica, de qualquer documento comprobatório apresentado, tanto 
na importação quanto na exportação, inclusive quanto à origem da mercadoria, ao preço pago ou a pagar, recebido ou a 
receber; 
II - falsidade ou adulteração de característica essencial da mercadoria; 
III - importação proibida, atentatória à moral, aos bons costumes e à saúde ou ordem públicas; 
IV - ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de responsável pela operação, mediante fraude ou 
simulação, inclusive a interposição fraudulenta de terceiro; 
V - existência de fato do estabelecimento importador, exportador ou de qualquer pessoa envolvida na transação comercial; ou 
VI - falsa declaração de conteúdo, inclusive nos documentos de transporte. 
 
***Procedimento especial de controle aduaneiro é prévio ao auto de infração. É instaurado para apurar suspeita 
de irregularidade, visa constatar e verificar se houve violação ou ilícito. 
 
§ 1º As dúvidas da fiscalização aduaneira quanto ao preço da operação devem estar baseadas em elementos objetivos e, entre 
outras hipóteses, na diferença significativa entre o preço declarado e os: 
I - valores relativos a operações com condições comerciais semelhantes e usualmente praticados em importações ou 
exportações de mercadorias idênticas ou similares; 
II - valores relativos a operações com origem e condições comerciais semelhantes e indicados em cotações de preços 
internacionais, publicações especializadas, faturas comerciais pro forma, ofertas de venda, dentre outros; 
III- custos de produção da mercadoria; 
IV - valores de revenda no mercado interno, deduzidos os impostos e contribuições, as despesas administrativas e a margem 
de lucro usual para o ramo ou setor da atividade econômica. 
 
***Esse dispositivo tem como objetivo verificar a valoração aduaneira 
 
Art. 4º O procedimento especial de controle aduaneiro previsto nesta Instrução Normativa será instaurado pelo Auditor-Fiscal 
da Receita Federal do Brasil (AFRFB) responsável mediante termo de início, com ciência da pessoa fiscalizada, contendo, dentre 
outras informações: 
I- as possíveis irregularidades que motivaram sua instauração; e 
II - as mercadorias ou declarações objeto do procedimento. 
Art. 5º A mercadoria submetida ao procedimento especial de controle de que trata esta Instrução Normativa ficará retida até a 
conclusão do correspondente procedimento de fiscalização. ... 
Art. 9º O procedimento especial previsto nesta Instrução Normativa deverá ser concluído no prazo máximo de 90 (noventa) 
dias, prorrogáveis por igual período. 
Art. 10. Concluído o procedimento especial e comprovados os ilícitos, lavrar-se-á o correspondente auto de infração com 
proposta de aplicação da pena de perdimento das mercadorias objeto das operações correspondentes, nos termos da 
legislação vigente. – 
 
 
MULTAS NA IMPORTAÇÃO E NA EXPORTAÇÃO (arts. 702-731) 
 
Art. 702. Aplicam-se as seguintes multas, proporcionais ao valor do imposto incidente sobre a importação da mercadoria ou o 
que incidiria se não houvesse isenção ou redução: 
I - de cem por cento 
a) pelo não-emprego dos bens de qualquer natureza nos fins ou atividades para que foram importados com isenção do 
imposto ... 
c) pelo uso de falsidade nas provas exigidas para obtenção dos benefícios e incentivos previstos no Decreto-Lei no 37, de 1966 
Art. 703. Nas hipóteses em que o preço declarado for diferente do arbitrado na forma do art. 86 ou do efetivamente praticado, 
aplica-se a multa de cem por cento sobre a diferença, sem prejuízo da exigência dos tributos, da multa de ofício referida no art. 
725 e dos acréscimos legais cabíveis. 
 
Art. 709. Aplica-se a multa de dez por cento sobre o valor aduaneiro, no caso de descumprimento de condições, requisitos ou 
prazos estabelecidos para aplicação do regime aduaneiro especial de admissão temporária ou de admissão temporária para 
aperfeiçoamento ativo. 
§ 1o O valor da multa referida no caput será de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior. 
 
Art. 710. Aplica-se a multa de cinco por cento do valor aduaneiro das mercadorias importadas, no caso de descumprimento 
de obrigação referida no caput do art. 18, se relativo aos documentos obrigatórios de instrução das declarações aduaneiras. 
 
Art. 711. Aplica-se a multa de um por cento sobre o valor aduaneiro da mercadoria: 
I - classificada incorretamente na Nomenclatura Comum do Mercosul, nas nomenclaturas complementares ou em outros 
detalhamentos instituídos para a identificação da mercadoria; 
II - quantificada incorretamente na unidade de medida estatística estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil; ou 
III - quando o importador ou beneficiário de regime aduaneiro omitir ou prestar de forma inexata ou incompleta informação de 
natureza administrativo-tributária, cambial ou comercial necessária à determinação do procedimento de controle aduaneiro 
apropriado. 
§ 2o O valor da multa referida no caput será de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior, 
observado o disposto nos §§ 3o a 5o. 
 
Art. 712. Aplica-se ao importador a multa correspondente a um por cento do valor aduaneiro da mercadoria, na hipótese de 
relevação da pena de perdimento de que trata o art. 737. 
Art. 716. Aplica-se a multa de R$ 2,00 (dois reais) por maço de cigarro, unidade de charuto ou de cigarrilha, ou quilograma 
líquido de qualquer outro produto apreendido, na hipótese do art. 693, cumulativamente com o perdimento da respectiva 
mercadoria. 
 
Art. 724. Aplica-se a multa de cinco por cento do preço normal da mercadoria submetida ao regime aduaneiro especial de 
exportação temporária, ou de exportação temporária para aperfeiçoamento passivo, pelo descumprimento de condições, 
requisitos ou prazos estabelecidos para aplicação do regime. 
§ 1o O valor da multa referida no caput será de R$ 500,00 (quinhentos reais), quando do seu cálculo resultar valor inferior. 
 
Art. 731. Aplica-se a multa de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) ao transportador, de passageiros ou de carga, em viagemdoméstica ou internacional que transportar mercadoria sujeita a pena de perdimento: 
I - sem identificação do proprietário ou possuidor; ou 
II - ainda que identificado o proprietário ou possuidor, as características ou a quantidade dos volumes transportados 
evidenciarem tratar-se de mercadoria sujeita à referida pena. 
 
REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS PENAIS 
 
Art. 740. Sempre que o Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil constatar, no exercício de suas atribuições, fato que 
configure, em tese, crime contra a ordem tributária, crime de contrabando ou de descaminho, ou crimes em detrimento da 
Fazenda Nacional ou contra a administração pública federal, deverá efetuar a correspondente representação fiscal para fins 
penais, a ser encaminhada ao Ministério Público, na forma estabelecida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil. 
Art. 741. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes contra a ordem tributária será encaminhada ao Ministério 
Público após ter sido proferida a decisão final administrativa, no processo fiscal. 
 
***Crime de Contrabando e descaminho 
 
Art. 334- Importar ou exportar mercadoria proibida (contrabando), ou iludir no todo ou em parte, o pagamento de direito ou 
imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria(descaminho): Pena - reclusão, de uma quatro anos. 
§ 1º - Incorre na mesma pena quem: 
a) pratica navegação de cabotagem, fora dos casos permitidos em lei; 
b) pratica fato assimilado, em lei especial, a contrabando ou descaminho; 
c) vende, expõe à venda, mantém em depósito ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de 
atividade comercial ou industrial, mercadoria de procedência estrangeira que introduziu clandestinamente no País ou 
importou fraudulentamente ou que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional ou de importação 
fraudulenta por parte de outrem; 
d) adquire, recebe ou oculta, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, mercadoria de 
procedência estrangeira, desacompanhada de documentação legal, ou acompanhada de documentos que sabe serem falsos. 
 
QUESTÕES: 
 
1-(AFRF-2010- Curso de Formação) Há previsão legal (em Medida Provisória) para a retenção de mercadorias 
importadas, sempre que existir suspeita de infração tributária ou aduaneira, até a conclusão do correspondente 
procedimento de fiscalização. ERRADA, porque o procedimento especial de controle aduaneiro vai acontecer 
quando houver indicio de infração punível com a pena de perdimento. 
 
-(AFRF-2010- Curso de Formação) A IN nº 1169/2011 relaciona exaustivamente as hipóteses de instauração de 
procedimento especial de controle sobre mercadoria importada sob fundada suspeita de irregularidade punível 
com a pena de perdimento. ERRADA, porque as hipóteses são exemplificativas e não exaustivamente 
 
3-(AFRF-2010- Curso de Formação) Os procedimentos especiais de controle, no curso do despacho aduaneiro, 
serão aplicados exclusivamente a mercadorias constantes de declarações selecionadas para o canal cinza de 
conferência aduaneira. ERRADA, porque nada impede que as mercadorias possam ser conferidas no canal cinza 
por determinação da autoridade aduaneira, agravando o nível de conferência. 
 
4-(AFRF-2010- Curso de Formação) A instauração de procedimento fiscal e a execução das atividades decorrentes, 
incluindo a apreensão de mercadorias, prescindem de autorização judicial ou de qualquer órgão externo à própria 
administração tributária e aduaneira. CERTA. Prescindir é não necessitar de autorização judicial 
 
5-(AFRF-2010- Curso de Formação) Uma vez que a mercadoria tenha entrado irregularmente no País, não é mais 
possível efetuar procedimentos de fiscalização com vistas a sua apreensão, cabendo, contudo, a aplicação de 
multas. ERRADA, porque existe a possibilidade de fiscalização e zona secundária, após a mercadoria ter netrado 
no pais, e ao final pode ser aplicada a pena de perdimento. 
 
6-(AFRF-2010- Curso de Formação) O combate a fraudes aduaneiras não envolve o preço das mercadorias, uma vez 
que este é o resultado de negociação de natureza privada, que não pode ser descaracterizada pelo Fisco, sob pena 
de nulidade do procedimento fiscal. ERRADA, porque o combate a fraudes aduaneiras também envolve o preço 
das mercadorias, pois pode haver incompatibilidade no preço declarado e o preço que está sendo praticado na 
operação. 
 
7-(AFRF-2010- Curso de Formação) A legislação aduaneira contempla hipótese de configuração de abandono de 
mercadoria, ainda que se tenha providenciado o registro da respectiva declaração de importação, mas cujo 
despacho tenha sido interrompido durante 60 dias, por ação ou omissão do importador. CERTA, pois com a 
exigência na DI o despacho fica interrompido e o importador tem 60 dias para atender a exigência, depois desse 
prazo incia-se o processo da pena de perdimento. 
 
 8-(AFRF-2010- Curso de Formação) Fica caracterizado o abandono da mercadoria, sujeitando-a à aplicação da pena 
de perdimento, tão logo seja esgotado seu prazo de permanência em recinto alfandegado de zona secundária. 
ERRADA, porque a mercadoria tem um prazo de permanência no recinto alfandegado, terminado o prazo a 
mercadoria só será considerada abandonada 45 dias após o prazo de permanência em recinto alfandegado. 
 
9-(AFRF-2010- Curso de Formação) Considera-se abandonada a mercadoria trazida do exterior como bagagem, 
acompanhada ou desacompanhada, que permanecer em recinto alfandegado sem que seu despacho aduaneiro 
seja iniciado no prazo de 45 dias da sua chegada ao País. CERTA, se o despacho não for iniciado no prazo de 90 
dias da descarga ou do aviso de recebimento de remessa internacional, ou no prazo de 45 dias do fim do prazo 
de permanência em recinto alfandegado ou de entreposto aduaneiro, ou no caso de bagagem acompanhada ou 
desacompanhada. 
 
10-(AFRF-2010- Curso de Formação) Em matéria de infrações e penalidades aduaneiras, prevalece o princípio da 
responsabilidade objetiva, ou seja, a responsabilidade por infração, como regra, independe da intenção do agente 
ou do responsável e da efetividade, da natureza e da extensão dos efeitos do ato. CERTA 
 
11-(AFRF-2010- Curso de Formação) Em matéria de infrações e penalidades aduaneiras, aplica se o princípio da 
legalidade: somente a lei pode estabelecer a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a 
seus dispositivos, ou para as infrações nela definidas. CERTA 
 
12-(AFRF-2010- Curso de Formação) Em matéria de infrações e penalidades aduaneiras, é observado o princípio da 
retroatividade na aplicação penal, que significa a possibilidade de se aplicar penalidade à infração cometida antes 
da vigência da lei que a estabeleceu, se verificado evidente intuito de fraude. ERRADA, não há possibilidade de 
retroatividade da lei. 
 
13-(AFRF-2010- Curso de Formação) Determinada Declaração de Importação – DI ampara as mercadorias “A” e “B”. 
A mercadoria “A” tem valor aduaneiro de R$ 70.000,00 (setenta mil reais), enquanto a mercadoria “B” tem valor 
aduaneiro de R$ 10.000,00 (dez mil reais). No curso do despacho aduaneiro, o AFRFB constatou as seguintes 
irregularidades: para a mercadoria “A” foram informadas incorretamente a classificação na Nomenclatura Comum 
do Mercosul - NCM e a quantidade na unidade de medida estatística; para a mercadoria “B” o importador omitiu 
informação de natureza comercial necessária à determinação do procedimento de controle aduaneiro apropriado. 
Após a necessária correção da NCM informada para a mercadoria “A”, as mercadorias continuaram sendo 
classificadas em códigos da NCM distintos. Não foi apurada diferença de tributos a recolher. No caso apresentado, 
assinale a alternativa que indica qual penalidade deve ser aplicada: 
 
Resposta: há duas infrações, que são puníveis com 1% do valor aduaneiro. 
Mercadoria A= 1% de 70 mil = 700,00  apesar de serem 2 infrações, vai pagar apenas por uma. R$ 700, 00 
2 infrações: foram informadas incorretamente a classificação na Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM e 
quantidade na unidade de medida estatística 
Mercadoria B = 1%de 10 mil = 100,00  vai pagar o mínimo: 500, 00 
1 infrações: omissão de informação de natureza comercial necessária à determinação do procedimento de controle 
aduaneiro apropriado 
Total a pagar: 500+700= 1200 
 
a) Multa de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reais), correspondente a: 1% do valor aduaneiro pelas infrações em relação 
à mercadoria “A”; mais R$ 500,00 (quinhentos reais) pela infração em relação à mercadoria “B”, aplicada em seu 
valor mínimo. RESPOSTA CERTA 
b) Multa de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais), correspondente à aplicação do valor mínimo de R$ 500,00 
(quinhentos reais) para cada uma das três irregularidades verificadas. 
c) Multa de R$ 8.000,00 (oito mil reais), correspondente a 10% do somatório do valor aduaneiro das mercadorias A 
e B, que representa o teto máximo aplicável ao caso. 
d) Multa de R$ 800,00 (oitocentos reais), correspondente a 1% do somatório do valor aduaneiro das mercadorias A 
e B. 
e) Multa de R$ 1.900,00 (um mil e novecentos reais), correspondente a: 1% do valor aduaneiro pela classificação 
incorreta da mercadoria “A”; mais 1% do valor aduaneiro pela quantificação incorreta na unidade de medida 
estatística da mercadoria “A”; mais R$ 500,00 (quinhentos reais) pela infração em relação à mercadoria “B”, 
aplicada em seu valor mínimo. 
 
14-(AFRF-2010- Curso de Formação) Assinale a alternativa que contempla situação que NÃO é punível com a pena 
de perdimento das mercadorias. 
a) Mercadoria importada ao desamparo de licença de importação, quando a sua emissão estiver suspensa, na 
forma da legislação específica.  DESAMPARO DE LICENÇA DE IMPORTAÇÃO É HIPÓSTESE DE PERDIMENTO 
b) Mercadoria importada desembaraçada com isenção de caráter geral que tenha sido transferida a terceiro, sem 
pagamento dos tributos aduaneiros.  NÃO É HIPÓTESE DE PERDIMENTO E SIM DE MULTA. RESPOSTA CERTA. 
c) Mercadoria estrangeira, na importação, na hipótese de ocultação do sujeito passivo, mediante interposição 
fraudulenta de terceiros. É HIPÓTESE DE PERDIMENTO 
d) Mercadoria estrangeira, já desembaraçada e com o imposto de importação pago em parte, mediante artifício 
doloso. É HIPÓTESE DE PERDIMENTO 
e) Mercadoria oculta, a bordo do veículo ou na zona primária, qualquer que seja o processo utilizado. É HIPÓTESE 
DE PERDIMENTO 
 
15-(Questão Inédita)- Será considerada abandonada a mercadorias nos seguintes casos, exceto: 
a) Mercadoria que permanecer em recinto alfandegado sem que o seu despacho de importação seja iniciado no 
decurso do prazo de 90 dias da descarga. CERTA, Será considerada abandonada. 
b) Mercadoria que permanecer em recinto alfandegado sem que o seu despacho de importação seja iniciado no 
decurso do prazo de 45 dias após esgotar-se o prazo de sua permanência em entreposto aduaneiro. CERTA, Será 
considerada abandonada 
c) Mercadoria que permanecer em recinto alfandegado sem que o seu despacho de importação seja iniciado no 
decurso do prazo de 45 dias da sua chegada ao país, trazida do exterior como bagagem, acompanhada ou 
desacompanhada. . CERTA, Será considerada abandonada. 
d) Mercadoria que permaneça em recinto alfandegado e cujo despacho de importação tenha seu curso 
interrompido durante 60 dias, por ação ou omissão do importador. . CERTA, Será considerada abandonada 
e) Mercadoria que permanecer em recinto alfandegado sem que o seu despacho de importação seja iniciado no 
decurso do prazo de 45 dias do aviso do recebimento de chegada da remessa postal internacional sujeita ao regime 
de importação comum. ERRADA, não será considerada abandonada, para ser o prazo é de 90 dias 
 
16- (Questão Inédita) No transporte de bens irregularmente importados, a flagrante desproporcionalidade entre o 
valor do veículo e das mercadorias nele transportadas não dá ensejo à aplicação da pena de perdimento daquele 
SISCOSERV. CERTA, é um entendimento do STJ 
 
SISCOSERV 
 
O SISCOSERV É para registro do comercio de serviço. O objetivo é que as operações brasileiras, referente ao 
comércio exterior de serviços sejam registrados no sistema informatizado para que o governo possa mensurar o 
comercio exterior de serviços possa formular políticas públicas mais adequadas no comercio de serviço. 
A NBS faz a classificação fiscal de serviço. 
 
O SISCOSERV começou a funcionar recentemente. 
 
Art. 25. É instituída a obrigação de prestar informações para fins econômico-comerciais ao Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior relativas às transações entre residentes ou domiciliados no País e residentes ou domiciliados no 
exterior que compreendam serviços, intangíveis e outras operações que produzam variações no patrimônio das pessoas físicas, 
das pessoas jurídicas ou dos entes despersonalizados. 
 
O SISCOSERV  criou a obrigação de prestar informações sobre o comércio de serviço ao MDIC. 
 
§ 3o São obrigados a prestar as informações de que trata o caput deste artigo: 
I – o prestador ou tomador do serviço residente ou domiciliado no Brasil; 
II – a pessoa física ou jurídica, residente ou domiciliada no Brasil, que transfere ou adquire o intangível, inclusive os direitos de 
propriedade intelectual, por meio de cessão, concessão, licenciamento ou por quaisquer outros meios admitidos em direito; e 
III – a pessoa física ou jurídica ou o responsável legal do ente despersonalizado, residente ou domiciliado no Brasil, que 
realize outras operações que produzam variações no patrimônio. 
§ 4o A obrigação prevista no caput deste artigo estende-se ainda: 
I – às operações de exportação e importação de serviços, intangíveis e demais operações; e 
II – às operações realizadas por meio de presença comercial no exterior relacionada a pessoa jurídica domiciliada no Brasil, 
conforme alínea “d” do Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços (Gats), aprovado pelo Decreto Legislativo 
no 30, de 15 de dezembro de 1994, e promulgado pelo Decreto no 1.355, de 30 de dezembro de 1994 
 
 Art. 2º (IN RFB nº 1.277/2012) Ficam dispensadas da obrigação de prestar as informações de que trata o art. 1º, nas 
operações que não tenham utilizado mecanismos de apoio ao comércio exterior de serviços, de intangíveis e demais 
operações: 
I - as pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas 
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte –(Simples Nacional), e o Microempreendedor Individual (MEI) de que trata o § 
1º do art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006; e 
II - as pessoas físicas residentes no País que, em nome individual, não explorem, habitual e profissionalmente, qualquer 
atividade econômica de natureza civil ou comercial, com o fim especulativo de lucro, mediante venda a terceiro de bens ou 
serviços, desde que não realizem operações em valor superior a US$ 20,000.00