2 - 4 Aparelho urogenital Masculino Fausto
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2 - 4 Aparelho urogenital Masculino Fausto


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Aparelho urogenital: Órgãos genitais masculinos
O aparelho urogenital consiste de órgãos urinários e órgãos genitais (femininos ou masculinos), que estão intimamente relacionados. Ambos se originam a partir de uma diferenciação do mesoderma intermediário, a crista urogenital, localizada ao longo da parede posterior da cavidade abdominal. 
Abordaremos os órgãos genitais masculinos:
Os órgãos genitais masculinos são:
Testículos: gônadas que produzem hormônio (testosterona) e gametas (espermatozoides).
Pênis: órgão copulador.
Um sistema de tubos e túbulos: que vão do testículo ao pênis e conduzem os gametas e as secreções para o exterior.
Glândulas anexas: produzem uma secreção que é incorporada aos espermatozoides oriundos dos testículos. A secreção dessas glândulas ocorre por meio da contração da musculatura lisa de suas paredes durante o ato sexual, e se mistura aos espermatozoides, formando o sêmen que é eliminado durante a ejaculação.
Descenso testicular
No embrião, os testículos se desenvolvem a partir de gônadas indiferenciadas situadas no teto da cavidade abdoinal e migram para o escroto. Esse acontecimento permite aos testículos que eles sejam mantidos em uma temperatura inferior à do corpo, fator de grande importância para a produção dos espermatozoides.
Antes do descenso:
O testículo está unido à região sublombar por uma prega de peritônio, o mesórquio;
Essa prega contém os vasos e os nervos que suprem o testículo;
Em sua borda medial (ruminantes) ou dorsal (demais espécies) está localizado o epidídimo, constituído de cabeça, corpo e cauda.
Essa migração ocorre mais cedo em bovinos e ovinos (próximo do fim da gestação) e mais tarde nos carnívoros, suínos e equinos (após o nascimento). Nessa última espécie, os testículos apresentam a capacidade de se deslocarem entre o escroto e a cavidade abdominal, até se fixarem definitivamente no escroto. 
O descenso é definitivo para essas espécies, pois a bainha vaginal sofre um estrangulamento na sua parte dorsal, impedindo o retorno do órgão para a cavidade abdominal.
Representação esquemática do testículo e do gubernáculo dentro da prega peritoneal, onde ocorre a descida. 1. testículo; 2. gubernáculo; 2'. parte própria; 2''. parte infra-vaginal; 2'''. parte vaginal; 3. processo vaginal; 4.artéria testicular.
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2004.
Estágios sucessivos em regressão gubernacular no feto suíno, migração causada por essa regressão. 1. testículo e epidídimo; 2. gubernáculo; 2'. parte própria; 2''. parte infra-vaginal; 2'''. parte vaginal; 3. processo vaginal; 4. ligamento da cauda do epidídimo; 5. ligamento próprio do testículo.
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2004.
Fatores envolvidos no descenso testicular:
Crescimento corporal.
Degeneração do mesonefro caudal do testículo.
Crescimento do metanefro e da glândula adrenal cranial ao testículo.
Aumento da pressão abdominal.
Gubernáculo que não cresce acompanhando o crescimento corporal geral.
Criptorquidismo
Casos em que os testículos ficam retidos na cavidade abdominal e não descem para o escroto. Pode ocorrer com ambos os testículos (criptorquidismo bilateral) ou com apenas um (criptorquidismo unilateral).
Anatomia testicular
O testículo é envolto por uma cápsula de natureza conjuntiva, a túnica albugínea.
A túnica albugínea envia septos para o interior do testículo dividindo-o em lóbulos.
Os lóbulos dos testículos possuem uma grande quantidade de ductos longos, finos (de calibre capilar) e enovelados, os túbulos seminíferos, onde ocorre a produção dos espermatozódes.
Os túbulos seminíferos convergem para o mediastino testicular, região onde se condensa o tecido conjuntivo emitido pela albugínea na forma de septos para o interior dos testículos na forma de túbulos retos, que se entrecruzam formando a rede testicular.
Os túbulos da rede testicular desembocam nos dúctulos eferentes que por sua vez convergem para a cabeça do epidídimo.
Os espermatozoides são armazenados na cauda do epidídimo, o que contribui para a maturação e capacitação dos mesmos.
Representação esquemática de testículo e epidídimo em corte longitudinal.1 túnica albugínea; 2 mediastino; 3 túbulos seminíferos; 4 túbulos retos; 5 rede testicular; 6 dúctulos eferentes; 6' ducto do epidídimo; 7 ducto deferente; 8 cabeça do epidídimo; 9 corpo do epidídimo; 10 cauda do epidídimo; 11 plexo pampiniforme.
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2004. 
Corte longitudinal de testículo bovino.
Setor de Morfologia DVT/UFV
Funículo espermático:
Compreende o ducto deferente, seus vasos e nervos; artéria testicular, vasos linfáticos e um rico plexo pampiniforme formado pela veia testicular enovelada ao redor da artéria.
A artéria testicular origina-se da aorta; quando chega ao funículo, ela se contorce; em 10 cm de funículo espermático podem ser medidos cerca de 7 m de artéria.
O plexo pampiniforme contribui para a termorregulação do testículo.
Os vasos linfáticos transportam testosterona. 
O ducto deferente transporta os espermatozoides da cauda do epidídimo para a uretra pélvica.
O músculo cremaster traciona o testículo, aproximando-0 ou afastando-o do corpo, contribuindo também para a termorregulação. 
Representação esquemática do funículo espermático.
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2004. 
Vasos sanguíneos no funículo espermático (plexo pampiniforme e artéria articular).
Fonte: KONIG, H. E. Anatomia dos animais domésticos. 2004.
Envoltórios testiculares:
Pele: É mais fina, não possui gordura subcutânea e apresenta glândulas sudoríparas.
Túnica dartos: É a camada subcutânea que se tornou músculo liso, quando no descenso do testículo. Tem como função enrugar a pele do escroto, aproximando-o da parede corporal ventral em dias frios.
Fáscia espermática externa
Músculo cremáster: É formado pela fáscia espermática interna e pela extensão do músculo oblíquo interno do abdome. Tem como função tracionar o testículo.
Fáscia espermática interna
Túnica vaginal parietal: originária do revestimento peritoneal da parede ventral do abdome.
Túnica vaginal visceral: originária do revestimento peritoneal da parede dorsal do abdome que envolve o testículo quando o mesmo se destaca do teto da cavidade e inicia sua migração em direção ao escroto.
Túnica albugínea
Representação da cavidade testicular de bovino.
Fonte: KONIG, H. E. Anatomia dos Animais Domésticos. 2004.
Vista cranial de escroto aberto de bovino. 1 pele escrotal e dartos; 2 septo escrotal; 3 fáscia espermática externa; 4 camada parietal da túnica vaginal; 5 camada visceral (dissecada da superfície do testículo); 6 músculo cremaster; 7 camada visceral da túnica vaginal recobrindo estruturas no cordão espermático; 7' camada visceral do testículo; 8 ducto deferente; cauda do epidídimo.
Fonte: DYCE, K. M. et al. Tratado de Anatomia Veterinária. 2004.
Termorregulação
A temperatura do testículo deve estar entre 2,5 e 4 graus Celsius abaixo da temperatura do corpo para que a espermatogênese ocorra. A termorregulação testicular ocorre por meio de:
Mecanismo de contracorrente no plexo pampiniforme, que troca calor entre o sangue venoso resfriado, que se move em direção ao corpo, e o sangue arterial que vai em direção ao escroto. 
Ação de contração da túnica dartos que promove o enrugamento e espessamento da pele do escroto.
Ação de contração do músculo cremáster que aproxima ou afasta os testículos da parede abdominal.
Localização em bolsa cutânea pendulosa.
Ausência de gordura subcutânea.
Presença de glândulas sudoríparas. 
Pênis
Compõe-se de tecido erétil.
Possui dois corpos cavernosos do pênis (forma a maior parte do órgão) e um corpo esponjoso da uretra.
Os corpos cavernosos estão envoltos pela túnica albugínea.
O tipo de pênis musculomembranoso (membranoso) possui mais tecido cavernoso e, portanto, mais espaço a ser preenchido por sangue na ereção. Quado ereto aumenta