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Comportamento Organizacional

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aprender sobre 
o comportamento individual e grupal nas 
e-orgs.
Comportamento Organizacional
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PERCEPÇÃO E COMPORTAMENTO 
ORGANIZACIONAL
Percepção é o processo pelo qual as 
pessoas organizam e interpretam suas 
impressões, para dar significado ao seu 
ambiente. 
Assim podemos entender que percepção 
é a maneira como nós vemos, julgamos, 
conceituamos e qualificamos, a nós mesmos - 
autopercepção - a outras pessoas - percepção 
interpessoal ou heteropercepção e também 
ao ambiente.
Porque a percepção é importante no 
Comportamento Organizacional? 
Porque as decisões que as pessoas tomam 
sobre seus comportamentos serão baseadas 
na sua percepção da realidade e que não 
necessariamente é a realidade!
Já não lhe aconteceu de pensar em 
comprar um carro de determinada cor e 
modelo e, de repente, reparar na rua quantos 
outros carros iguais circulam? Sua conclusão 
pode ser que aquela cor está na moda ou 
que é um bom carro e tomar sua decisão 
de compra. Mas a realidade é que estes já 
carros estavam lá antes por que não foram 
percebidos? Nossa atenção é atraída mais 
facilmente para situações que confirmem 
nossas expectativas!
Este um bom exemplo de como somos 
influenciados em nossa percepção e é o que 
chamamos: 
Percepção Seletiva
As pessoas interpretam seletivamente 
o que vêem a partir dos seus interesses, 
antecedentes, experiências e atitudes. 
Nós não percebemos o mundo que nos 
rodeia como ele realmente é e não vemos 
as pessoas como elas são, mas de acordo 
com o que significam para nós. Quando 
consideramos um fato ou julgamos uma 
pessoa, utilizamos nosso quadro referencial, 
que é formado pelo conjunto de nossos 
valores, experiências, costumes, crenças, 
preconceitos, emoções, sentimentos, 
motivações, expectativas.
Outro exemplo é o da influência dos 
chamados:
Estereótipos
Quando se julga alguém com base em 
nossa percepção do grupo do qual faz parte. 
Coisas do tipo “profissionais mais velhos não 
conseguem aprender novas habilidades”.
Já pensou em você como gestor tendo que 
definir quem de sua equipe deverá participar 
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de determinado treinamento e se deixando 
influenciar por um estereótipo deste?
Efeito de Halo
Cria-se uma impressão geral de alguém, 
com base em uma única característica, ou 
seja, a avaliação de um aspecto interfere na 
avaliação sobre outros fatores, contaminando 
o resultado geral. Por exemplo, em uma 
pessoa simpática e sociável passa a ser vista 
como um bom comunicador
Obs.: este conceito foi cunhado por Edward 
Thorndike, psicólogo, em 1920, a partir de 
seus estudos sobre como oficiais das forças 
armadas avaliavam seus subordinados.
Os resultados foram surpreendentes na 
medida em que havia uma forte correlação 
entre a avaliação das aptidões dos soldados e 
sua aparência física. Algo como se o soldado 
mais bonito - ou mais forte, ou com melhor 
postura - atirasse melhor do que os outros, 
fosse mais veloz, mais habilidoso com uma 
faca, bom de cálculo e tocasse piano como 
ninguém.
Ou seja, se uma pessoa faz bem alguma 
coisa, ela fará bem todas as outras coisas — 
e também o contrário, se faz uma coisa mal, 
fará mal todas as outras.
Esta distorção de percepção muitas vezes 
leva o gestor a promover ou delegar novas 
atribuições a alguém que está se saindo 
muito bem em determinada posição ou 
atividade e ficar surpreso com a dificuldade 
desta pessoa em se adaptar a esta nova 
situação.
Estudos posteriores acrescentaram que o 
Efeito Halo era altamente influenciado pela 
primeira impressão. 
Isto pode ser percebido nas entrevistas 
de seleção quando a boa impressão 
que se tem da aparência e postura do 
candidato influenciam na avaliação de suas 
competências ou ainda nos programas de 
avaliação de desempenho, no qual o avaliador 
sofre a interferência da simpatia ou antipatia 
que tem pelo avaliado.
Efeitos de Contraste
A avaliação de uma pessoa ou situação é 
afetada pela comparação com outras pessoas 
conhecidas ou situações vividas recentemente 
e que tem as características que buscamos 
avaliar melhores ou piores.
Mais uma vez podemos pensar no processo 
seletivo, um sequência de candidatos 
medíocres pode beneficiar um candidato 
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razoável, que comparativamente parecerá 
ótimo.
Teoria da Atribuição
A Teoria da Atribuição se propõe a 
explicar a forma como julgamos os 
comportamentos dos outros: quando 
observamos um comportamento tentamos 
determinar se suas causas são internas 
ou externas. O erro fundamental que a 
teoria aponta é a tendência das pessoas a 
subestimar a influência da causa externa nos 
comportamentos e superestimar a influência 
da causa interna.
Veja um exemplo: uma pessoa de sua 
equipe chega atrasada, você pode imaginar 
que o atraso foi causado por um tremendo 
engarrafamento - causa externa, sobre a 
qual ele tem pouco ou nenhum controle. Mas, 
como em geral acontece pode atribuir a uma 
causa interna - sobre a qual a pessoa tem 
controle: assim você logo irá imaginar que 
foi porque ele caiu na farra no dia anterior e 
perdeu a hora! 
Projeção
Acontece quando se atribui ou se projeta 
no outro características que são da própria 
pessoa. Por exemplo, se você busca desafios 
em seu trabalho você assume que todos seus 
liderados também os buscam e ignora as 
famosas “diferenças individuais”.
Até aqui, comentamos sobre distorções 
geradas pelo observador, mas também temos 
aquelas 
DISTORÇÕES GERADAS 
PELO PRÓPRIO ALVO.
Observe uma vitrine: ela é organizada 
de forma a nos provocar determinada 
percepção: que aquela roupa deixará toda 
mulher tão bonita (e sexy e charmosa...) 
como o manequim. 
As cores, os contrastes, os sons, o 
tamanho e outras características do alvo 
influenciam a forma como ele será percebido 
por nós.
Assim quando nos arrumamos ou 
preparamos uma apresentação em ppt, por 
exemplo, estamos interferindo no alvo para 
gerar determinada percepção.
Assim também, um colaborador com 
bom marketing pessoal poderá atrair mais 
a atenção do gestor do que outro que 
apresenta resultados iguais ou até melhores, 
mas que faz “menos barulho”
Para fechar os comentários sobre 
distorções na percepção, dê uma olhada 
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nesta figuras, algumas já conhecidas, mas 
que ilustram bem estas distorções.
A famosa figura da bruxa e da jovem bonita é bastante utilizada 
porque reflete bem como nosso referencial do belo, como nossa 
expectativa de ver o que é bonito e agradável aos olhos nos 
atrai para a jovem. Experimente mostrar a mesma imagem 
para uma criança que verá mais facilmente a bruxa, que lembra 
personagem de histórias infantis.
Veja o elefante: conceitualmente um mamífero quadrúpede, mas 
o que nossos olhos realmente vêem? 
Este é um bom exemplo da distorção provocada pelo alvo: 
aprendemos a ler com a letra preta sobre o papel branco, assim 
ao olharmos a figura imediatamente enxergamos o vaso preto, 
mas se olharmos com atenção perceberemos os perfis em branco
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O questionamento que nos fazemos 
é: podemos desenvolver nossa 
autopercepção?
SIM! E embora não exista uma “receita 
de bolo” algumas ações poderão ajudar no 
desenvolvimento da percepção.
 ● Conhecer o processo de 
percepção, as distorções 
existentes, estar atento para 
quando ocorrem e buscar 
eliminá-las.
 ● Treinar a atenção e a observação
 ● Ampliar o autoconhecimento: 
conhecer seus sentimentos, 
emoções, medos, conceitos