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Capitulo VI

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que o movimento do capital estabelece numa conjuntura eccnomica determinada, uma certa taxa media de lucro (que se torna conhecida pelos capitalistas, através de cálculos mais ou menos preciosos), as mercadorias deixam de ser vendidas pelo equivalente do seu valor (c+v+m); elas passam a ser vendidas pelo equivalente de seu valor do capital investido (c e v) mais a taxa media de lucro (que designaremos por o que se denomina preço de produção. O preço de produção, assim, resulta da tendência ao nivelamento da taxa de lucro(ou, se se quiser, da determinação do lucro médio). Compreende agora o leitor por que, nos exemplos oferecidos no item anterior, as mercadorias não se vendiam-se pelo preço de produção.
Duas anotações são de extrema importância, a esta altura da nossa argumentação. Uma diz respeito á relação entre preço de produção e valor. A primeira vista, o fato de o preço de produção(pelo qual a mercadoria é vendida) não expressar o valor de uma mercadoria poderia indicar uma violação da lei do valor. Não é este o caso. O preço de produção é uma expressão metamorfoseada do valor e através dele a lei do valor se realiza, uma vez que, se é verdade que alguns capitalistas vendem suas mercadorias a um preço superior a seu valor, outros vendem-nas a preços a ele inferiores e, em seu conjunto, os capitalistas realizam a massa global de valor de suas mercadorias:´´na escala da sociedade tomada em sua totalidade, a soma dos preços de produção equivale á soma dos preços de produção equivale á soma dos valores de todas as mercadoria´´(Nikitin,s.d.:111).
A segunda observação relaciona-se ao papel do mercado particularmente chamada lei da oferta e da procura na determinação do valor dos preços das mercadorias. Analise do MPC, que confere centralidade á produção para compreender a vida econômica e social e natural ideologias e explanações que tratem a atividade econômica nos termos abstratos de uma pretensa lei de oferta e procura, por que a própria oferta e procura só são compreensíveis a partir da produção, da destinação mais-valia. Entre outras razoes o que regula o principio da procura e necessidade social.
 É essencialmente condicionada pela relação das diversas classes 
 entre e por sua respectiva posição econômica, nomeadamente 
 portanto, primeiro, pela proporção entre as diversas em que a 
 mais-valia se divide (lucro,juros,rendafundiaria,impostos etc.) 
 e assim evidencia-se aqui também mais uma vez que absolu- 
 tamente nada pode ser explicado pela relação entre procura 
 e oferta antes de a base sobre a qual esta relação atua estar 
 desenvolvida (Marx, 1984,III,1:141) 
A lei da oferta e da procura nas economias de mercado mostra, claramente, que os preços são o efeito; a oferta e a procura, suas causas. Se a procura por um produto cresce e sua oferta permanece inalterada, seu preço sobe. Assim, temos várias outras combinações possíveis e o efeito no preço será sempre previsível.
Mais isso não significa que oferta e procura seja alheias á dinâmica capitalista: a ação, concretizada no mercado, interfere no preço mediante o qual as mercadorias se realizam (isto é : o preço efetivo pelo qual elas são vendidas). Esse preço, geralmente designado como preço de mercado, nem sempre coincide com o preço de produção pode ficar acima ou abaixo dele e essa variação deve-se á relação oferta / procura. E, em geral, é possível afirmar que a ação da e da procura tende a alinhar o preço de mercado ao preço de produção. 
 A conversão de valor em preço (ou, se quiser, as metamorfoses do valor) o significado essencial da lei do valor é que consiste no fato demonstrado de que, independem do modo pelo qual os preços se regulam ou variam a lei do valor domina seu movimento, no sentido de que a diminuição ou o aumento do tempo de trabalho exigido para a produção faz, respectivamente, cair ou subir os preços de produção (Marx, 1974,3,VI :203). 
6.3 A TENDENCIA Á QUEDA DA TAXA DE LUCRO 
Com o desenvolvimento da industria a da produtividade do trabalho, uma proporção crescente das despesas do capitalista é dedicada às matérias-primas e às maquinas mais sofisticadas. No sentido contrario, o trabalho vivo diminui na mesma proporção. O problema para o capitalista é que é unicamente o trabalho vivo (o capital variável) que produz um valor adicional que constitui o lucro capitalista. Este fenômeno é diretamente perceptível em cada mercadoria que gera assim um lucro decrescente:
"Com o desenvolvimento da força produtiva e a composição superior do capital, que lhe corresponde, põem um quantum cada vez maior de meios de produção em alimento por um quantum cada vez menor de trabalho, cada parte alíquota do produto global, cada mercadoria individual ou cada medida individual de determinada mercadoria da massa global produzida absorve menos trabalho vivo e, além disso, contém menos trabalho objetivado, tanto na depreciação do capital fixo empregado quanto nas matérias-primas e auxiliares utilizadas. Cada mercadoria individual contém, portanto, uma soma menor de trabalho objetivado nos meios de produção e de trabalho novo agregado durante a produção. Por isso cai o preço da mercadoria individual (...) Com a diminuição absoluta enormemente incrementada no curso do desenvolvimento da produção, da soma de trabalho vivo, recém-agregado à mercadoria individual, também diminuirá absolutamente a massa de trabalho não-pago nela contido, por mais que tenha crescido relativamente, a saber, em proporção à parte paga. A massa de lucro sobre cada mercadoria individual irá diminuir muito com o desenvolvimento da força produtiva de trabalho, apesar do cresciemnto da taxa de mais-valia (...)" (Livro III, seção III)
Entretanto, Marx fica atento para nunca separar ambos lados desta lei ; quando diminui a taxa de lucro, a massa de lucro aumenta porque uma quantidade maior de mercadorias é produzida :
"O fenômeno que se origina da natureza do modo de produção capitalista, de que, com produtividade crescente do trabalho, o preço da mercadoria individual ou de dada cota de mercadorias cai, o número de mercadorias sobe, a massa de lucro sobre a mercadoria individual e a taxa de lucro sobre a soma de mercadorias caem, a massa de lucro, porém sobre a soma global das mercadorias sobe - esse fenômeno na superfície só apresenta: queda da massa de lucro sobre a mercadoria individual, queda de seu preço, crescimento da massa de lucro sobre o número global aumentado das mercadorias que o capital global da sociedade ou o capitalista individual produz. Isso é, então, interpretado como se o capitalista, por sua livre vontade, adicionasse menos lucro à mercadoria individual, compensando-se, porém, pelo número maior de mercadorias que ele produz. Essa visão baseia-se na concepção de lucro da concepção do capital comercial." (Livro III, seção III)
"Com o desenvolvimento do modo de produção capitalista cai, portanto, a taxa de lucro,