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Apostila Ciências do Ambiente - Parte 3

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♦ Flora - Como bem de interesse comum da população, cabe ao Poder Público o dever de pre-
servá-lo - Código Florestal de 1965. Assim, de acordo com a localização, determinadas for-
mações vegetais são consideradas de preservação permanente. A exploração de floresta de-
pende de autorização do IBAMA. O comprador de moto-serra deve ter registro no IBAMA. 
As indústrias que consomem grandes quantidades de madeira têm que plantar o que consumir. 
As estações de TV têm que apresentar, no mínimo cinco minutos por semana, programas de 
interesse florestal. 
♦ Fauna - Duas leis básicas regem o uso da fauna: Código de Pesca e Código de Caça, ambos 
de 1967. O assunto é ainda complementado através de portarias do IBAMA. 
♦ Mineração - A lei básica é o Código de Mineração de 1967. A atividade está sujeita a autori-
zação federal, além do licenciamento ambiental no Estado. O assunto é tratado em resoluções 
do CONAMA. 
♦ Atividade nuclear - O assunto é de competência exclusiva da União, ficando com a Comis-
são Nacional de Energia Nuclear - CNEN - a incumbência de baixar diretrizes sobre o exercí-
cio da atividade. 
♦ Ruído - O assunto é tratado em resoluções do CONAMA nos 001/90, 002/90, 001/93, 002/93, 
020/94 e 017/95, que estabelecem, dentre outros itens, padrões aceitáveis de ruído, visando o 
conforto e a saúde da população. 
 
 
15.4. INSTITUIÇÕES DE CONTROLE DO MEIO AMBIENTE 
 
Em todos os Estados e Municípios existem órgãos públicos e/ou fundações instituídas de poder 
público, encarregados do controle do meio ambiente. A atuação destes é complementada pela 
representação federal, através do IBAMA. Todas essas instituições participam na montagem do 
sistema nacional de combate a poluição e defesa dos recursos naturais, compondo o SISNAMA 
dentro da Política Nacional do Meio Ambiente. No Apêndice C estão listados os principais ór-
gãos de ação estadual. 
 
3a Parte - Gestão do Meio Ambiente - 111 
 
 
15.5. EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO 15 
 
1. Que tipos de normas compõem a legislação ambiental brasileira ? 
2. Esquematize a estrutura do SISNAMA. 
3. Cite algumas atribuições que são da competência do CONAMA ? 
4. Como a Lei do Meio Ambiente define poluidor ? 
5. Enumere as penalidades por agressões ao meio ambiente. 
6. As agressões ao meio ambiente estão sujeitas a multas que variam de 61,7 a 6.170,0 BTN's. 
Liste 10 agressões ao meio ambiente que estão sujeitas à penalidades com as respectivas mul-
tas. 
7. Cite as condições atenuantes e agravantes para o cálculo do montante da multa. 
8. Enumere cinco instrumentos de proteção do meio ambiente. 
9. Conceitue: Licença Prévia (LP), Licença Instalação (LI) e Licença Operação(LO). 
10. O que dispõe: a Lei 6.938, de 31.08.81; o Decreto 88.351, de 01.06.83; o Decreto 73.030, de 
30.10.73; a Resolução CONAMA 001, de 23.01.86; a Resolução CONAMA 020, de 18.06.86; 
a Lei 7.804, de 18.07.89 e a Lei 8.028, de 12.04.90 (consultar o Apêndice B). 
11. O que é SELAP? Quem está sujeito ao SELAP-PB ? 
12. Cite alguns órgãos seccionais de controle do meio ambiente, dentre eles, inclua e assinale o 
do seu Estado (consultar o Apêndice C). 
112 - Introdução às Ciências do Ambiente para Engenharia 
 
 
16. AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL 
 
 
 satisfação das necessidades humanas, pelo desenvolvimento de uma atividade, se faz a-
través de formas de uso e de apropriação de um espaço, gerando efeitos sobre o meio am-
biente, que poderão refletir-se nas condições físicas e sócio-econômicas deste mesmo homem. 
Desse modo, a implantação de uma atividade pode resultar num ambiente equilibrado ou dese-
quilibrado. Os desequilíbrios, biogeofísicos e sócio-econômicos, constituem o principal objeto da 
Avaliação de Impacto Ambiental. 
 
A Avaliação de Impacto Ambiental tem por objetivo identificar, predizer e quantificar esses de-
sequilíbrios, com a finalidade de introduzir medidas mitigadoras que minimizem ou mesmo eli-
minem os impactos nocivos, resultantes da implantação de uma atividade modificadora do meio 
ambiente. 
 
No que diz respeito à Política Ambiental do país, a AIA é o principal instrumento de execução da 
mesma. Constituída de um conjunto de procedimentos técnicos e administrativos, que visam a 
análise sistemática dos impactos ambientais do estabelecimento de uma atividade e suas diversas 
alternativas, a AIA tem por finalidade embasar as decisões quanto ao seu licenciamento. Vale 
aqui salientar que as AIA's são instrumentos de conhecimento a serviço da decisão, porém não 
são por si mesmas instrumentos de decisão. Entretanto, são instrumentos idôneos para a tomada 
de decisão baseada num conhecimento amplo e integrado dos impactos ambientais. 
 
 
16.1. DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS 
 
Para efeito da Resolução CONAMA no 001/86, considera-se impacto ambiental qualquer altera-
ção nas características físicas, químicas e/ou biológicas do meio ambiente, causada por qualquer 
forma de matéria ou energia resultante de atividade humana, que direta ou indiretamente, afetem: 
 
♦ a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
♦ as atividades sociais e econômicas; 
♦ a biota; 
♦ as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; 
♦ a qualidade dos recursos ambientais. 
 
Os impactos ambientais podem ser diretos ou indiretos; podem ocorrer a curto ou a longo prazo; 
podem ser temporários ou permanentes; reversíveis ou irreversíveis; cumulativos ou sinérgicos; 
positivos ou negativos. 
 
 
16.1.1. IMPACTO POSITIVO 
 
Quando a ação ou atividade resulta na melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro ambien-
tal. Aumento da produção agrícola em áreas irrigadas. 
A 
3a Parte - Gestão do Meio Ambiente - 113 
 
 
16.1.2. IMPACTO NEGATIVO 
 
Quando a ação ou atividade resulta em um dano à qualidade de um fator ou parâmetro ambiental. 
A perda de matas, lagos e rios quando do enchimento do reservatório para fins hidrelétricos. 
 
16.1.3. IMPACTO DIRETO 
 
Resultante de uma simples relação de causa e efeito. É a alteração que sofre um determinado 
componente ambiental, pela ação direta sobre esse componente. Tais impactos são geralmente 
mais fáceis de se identificar, descrever ou quantificar, posto que são os efeitos diretos de ações 
do projeto. O aumento da concentração de contaminantes, como CO, SO2 e MP na atmosfera, 
resultantes da queima de combustíveis nos veículos automotores. 
 
16.1.4. IMPACTO INDIRETO. 
 
Decorrente do impacto direto, seus efeitos correspondem aos efeitos indiretos das ações do pro-
jeto. Geralmente são mais difíceis de identificar e controlar. Um exemplo típico é o crescimento 
populacional decorrente do assentamento da população atraída pelo projeto, a qual demanda mo-
radia, escola, serviços sanitários, transporte, etc., que não se havia previsto e cuja falta gera sérios 
conflitos sociais. 
 
16.1.5. IMPACTO DE CURTO PRAZO 
 
Quando o efeito ou a modificação do parâmetro ambiental surge logo após a ação, podendo até 
desaparecer em seguida. Aumento do ruído no ambiente quando são ligados determinados ele-
trodomésticos. 
 
16.1.6. IMPACTO DE LONGO PRAZO 
 
Quando o efeito ou a modificação do parâmetro ambiental ocorre depois de um certo tempo de 
realizada a ação. A erosão e a conseqüente desertificação de solos submetidos a desmatamentos 
ou mesmo a projetos agrícolas mal orientados. 
 
16.1.7. IMPACTO REVERSÍVEL 
 
Quando o fator ou parâmetro ambiental afetado, retorna às suas condições originais, uma vez 
cessada a ação impactante. As moléstias decorrentes da construção de uma obra em cujo período 
se produziu poeira, ruído, aumento do tráfego no entorno, mas que desaparecem ou ficam redu-
zidas a níveis admissíveis uma vez acabada a construção. 
 
16.1.8. IMPACTO IRREVERSÍVEL 
 
Quando uma vez cessada a ação impactante, o fator ambiental afetado não retorna às suas condi-
ções, em um prazo previsível. O assoreamento de