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Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 1 DESENHO TÉCNICO II TIPOS DE PROJEÇÃO DE PLANOS Considerandoo ângulo como os objetos se comportam em relação aos planos deprojeção ortogonais (o PLANO FRONTAL – PF e o PLANO SUPERIOR – PS), as imagens são refletidas por projetantes (as projetantes são linhas que levam a projeção do objeto até um plano de forma paralela), temos3 tipos de projeção de planos: a) Objeto projetado está PARALELO ao plano de projeção O OBJETO FICA DO MESMO TAMANHO QUE ELE É Projeção em VERDADEIRA GRANDEZA– VG O plano da figura acima é um plano FRONTAL. b) Objeto projetado está PERPENDICULAR ao plano de projeção: Projeção ACUMULADA - PA O plano agora se mostra como uma RETA, ele fica ACUMULADO – PA Linha de Terra - LT Plano Superior Plano Frontal Plano Superior Plano Frontal y x LT y x LT z z Este plano é um plano de PERFIL Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 2 c) Objeto projetado está OBLÍQUO ao plano de projeção; Projeção OBLÍQUA - PO Neste caso, a projeção fica MENOR que o objeto, neste caso é uma PROJEÇÃO REDUZIDA – PR A figura acima representa um plano OBLÍQUO. PROJEÇÃO DE RETAS Da mesma forma, as retas também têm este comportamento com relação aos planos de projeção: Fonte: PUCRS. PONTO E RETA. Barreto, Deli Garcia Ollé Na figura acima temos os três tipos de projeção de uma reta. Existem sete tipos diferentes de retas e de planos, estudaremos apenas o tipo de projeção das retas em relação a um plano de projeção. Analisa-se um plano por vez, as retas podem estar paralelas a um dos planos e perpendicular a outro, por exemplo. y x LT z Plano Superior Plano Frontal Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 3 a) VERDADEIRA GRANDEZA–VG : quando um objeto se projeta da forma como é, da mesma forma e tamanho. A reta está PARALELA ao plano de projeção É nesta projeção que pode-se medir a reta. A reta da figura é uma reta Fronto-horizontal e está em VG tanto no plano frontal quanto no plano superior. Representação rebatida da reta em VG nos planos frontal e superior. Fonte: PUCRS. PONTO E RETA. Barreto, Deli Garcia Ollé b) PROJEÇÃO ACUMULADA – PA: se o objeto aparece projetado de forma a se transformar em um ponto, se for uma reta OU quando um plano aparece como uma reta A reta está PERPENDICULAR ao plano de projeção Neste caso a projeção chama-se PA, ou PROJEÇÃO ACUMULADA. A RETA TRANSFORMOU-SE EM UM PONTO! Fonte: PUCRS. PONTO E RETA. Barreto, Deli Garcia Ollé Ao lado tem-se a representação da reta nos planos Frontal e Superior. Esta reta está acumulada no Plano Frontal e em VG no Plano Superior, chama-se Reta de Topo. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 4 c) PROJEÇÃO REDUZIDA – PR : A reta está OBLÍQUAao plano de projeção Neste caso a projeção chama-se PR, ou PROJEÇÃO REDUZIDA. Vista em perspectiva Representação rebatida da reta em PROJEÇÃOREDUZIDA nos planos frontal e superior. Esta reta é uma reta oblíqua. Fonte: PUCRS. PONTO E RETA. Barreto, Deli Garcia Ollé Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 5 SUPERFÍCIES As superfícies, são estruturas compostas de retas e planos e vértices. Devem ser analisadas pelas suas arestas e planos individualmente. No desenho, se diferenciam os planos que estão mais à frente do observador com linhas mais espessas e os planos que estão por trás de outros são representados com linhas tracejadas. Esta análise define a visibilidade da superfície representada nos PLANO FRONTAL e PLANO SUPERIOR A PIRÂMIDE: a pirâmide tem base quadrangular e faces definidas por arestas que saem da base e se encontram em um vértice, que pode estar na figura ou não (vértice impróprio), neste caso é chamada de Tronco de Pirâmide. Tronco de Pirâmide de base quadrada Pirâmide Triangular Oblíqua ARESTA BASE VÉRTICE DA BASE FACE VÉRTICE Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 6 Representação e visibilidade de uma superfície: Para representar uma superfície num plano usa-se, normalmente, o Plano Frontal (PF ou ∏2) e o Plano Superior ( PS ou ∏1 ), é preciso tracejar as retas que estão por trás de algum dos planos e tornar contínuas as retas que são visíveis ao observador. Esta operação nem sempre é simples e requer atenção para as seguintes regras básicas: � O CONTORNO EXTERNO SEMPRE É VISÍVEL (linha contínua); � TENTE VISUALIZAR A SUPERFÍCIE; � NO CRUZAMENTO DE DUAS RETAS UMA É INVISÍVEL E A OUTRA NÃO; � É VISÍVEL O QUE ESTIVER MAIS LONGE DA LINHA DE TERRA; � DIFERENCIE A BASE DO CORPO DA SUPERFÍCIE...QUEM ESTÁ “POR CIMA” � ANALISE ARESTA POR ARESTA...QUEM ESTÁ MAIS LONGE DA LT... Representação e Visibilidade da Pirâmide Exercícios: Verificar a visibilidade das pirâmides 1) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 7 2) 3) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 8 4) 5) 6) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 9 PLANIFICAÇÃO DE SUPERFÍCIES Para que se conheça como pode ser construída uma superfície, a quantidade de material necessário para isso, é preciso planificá-la. A planificação é o molde de uma superfície. Para este processo é preciso ter todas as ARESTAS em VERDADEIRA GRANDEZA e relembrar o transporte de figuras planas. Para encontrar a VG de retas usa-se o método da ROTAÇÃO. ROTAÇÃO DE RETAS Lembrando que a Verdadeira Grandeza sempre é paralela à LINHA DE TERRA. Desta forma tornaremos uma reta qualquer paralela à LT simplesmente girando-a sobre um eixo. Este eixo é estabelecido numa das extremidades da reta. Vejamos o exercício resolvido a seguir: 1. Com a ponta seca do compasso numa das extremidades e abertura igual ao tamanho da reta, traçar um arco até que a outra extremidade fique alinhada à primeira.2. Verifque isto com o esquadro, deixe-o alinhado à Linha de Terra e depois leve uma reta paralela à LT que passe pela extremidade onde foi fixado o compasso encontre o arco traçado anteriormente. Fonte: Adaptado de Teixeira, Fábio G., Coord. NOTAS DE AULA, Geometria Descritiva II A. UFRGS, setembro 2003 No exemplo da esquerda a reta AB foi rotacionada no plano frontal (de A₂B₂ para A₂’B₂’ ), a VG está no plano superior (A₁B₁). Plano Superior Plano Frontal Plano Superior Plano Frontal Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 10 No exemplo da direita a reta é girada para os dois lados, ou seja, tanto faz o lado para o qual a reta é girada, a VG será encontrada quando a reta estiver paralela à Linha de Terra. Neste caso temos duas VGs: A₁B₁’e A₁B₁” . Vale lembrar: o que se quer é medida da reta, que só pode ser vista em sua VG, para usar na planificação. Sua posição foi alterada em projeção, a reta continua como era, apenas encontra-se sua vista em VG. Depois de encontradas as VGS precisamos transportar a figura para iniciar a planificação. TRANSPORTE DE FIGURAS PLANAS: Para transportar-se uma figura plana deve-se dividi-la em triângulos. Como exemplo será usada a figura ABCD ao lado. 1º) Traçar uma das diagonais AC ou BD 2º) Marcar o ponto B' na reta a e com a distância igual a BA (com compasso) e centro em B' e traçar o ponto A'; 3º) Com os raios BA e AC e centro em B e A respectivamente no desenho, traçar arcos que se encontram determinando o ponto C; 4º) Repetir o passo 3 agora com os raios CD e AD com os centros em C e A respectivamente e achando o ponto D. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 11 PLANIFICAÇÃO DE UMA PIRÂMIDE A primeira coisa e se fazer para planificar uma pirâmide é avalizá-la, veja que a sua base está paralela a linha de terra, assim já temos as VGs das arestas da base na vista superior, assim, resta apenas encontrar as VGs das arestas laterais. Isso se faz por rotação de retas (figura abaixo). Traça-se uma linha auxiliar paralela a linha de terra saindo do vértice (V2), após, fazer a rotação em torno do vértice das arestas laterais. Logo, traçar linhas saindo dos vértices da base (vista superior) paralelas a linha de terra até encontrarem as suas correspondentes saindo ortogonalmente da nossa linha auxiliar. Ao ligar os pontos achados ao vértice (V1) encontra-se as VGs das arestas laterais. Transporte de Face: Pega-se qualquer aresta lateral VG (no exemplo V1A'1) e transporta ele para alguma superfície. Depois pegar o raio do arco V1B'1(com compasso) colocar o centro em V e desenha-lo, após, pegar o raio do arco A1B1 colocar o centro em A e faze-lo encontrar com o arco V1B'1 desenhado anteriormente. O ponto achado será o B e com esse três pontos teremos a face ABV. As demais faces são transportadas com o mesmo processo. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 12 Exercícios: Planificar as pirâmides que seguem 1) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 13 2) 3) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 14 PRISMA O Prisma tem a base poligonal, como a pirâmide, porém não possui vértice e sim duas bases, a inferior e a superior. Prisma oblíquo Alguns tipos de prismas Prisma Quadrangular Reto Prisma Triangular Reto (a base superior é oblíqua) Consideremos que a superfície é fechada nas duas bases. Para representar uma superfície como esta é preciso relembrar as regras da visibilidade: � O CONTORNO EXTERNO SEMPRE É VISÍVEL (linha contínua); � TENTE VISUALIZAR A SUPERFÍCIE; � NO CRUZAMENTO DE DUAS RETAS UMA É INVISÍVEL (linha tracejada) E A OUTRA NÃO; � É VISÍVEL O QUE ESTIVER MAIS LONGE DA LINHA DE TERRA; � DIFERENCIE A BASE DO CORPO DA SUPERFÍCIE...QUEM ESTÁ “POR CIMA” � ANALISE ARESTA POR ARESTA...QUEM ESTÁ MAIS LONGE DA LT... Base superior Base inferior Face Aresta Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 15 Representação e Visibilidade do Prisma Exercícios: Analisar a visibilidade do prisma 1) 2) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 16 3) 4) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 17 INTERSECÇÕES EM SUPERFÍCIES RETAS Quando há intersecção de duas superfícies surge entre elas um PLANO, este plano é o resultado da intersecção e é necessário conhecer sua VERDADEIRA GRANDEZA. A partir das intersecções compreende-se a interação entre duas superfícies diferentes e se conhece a superfície resultante disto. Para entender a intersecção entre superfícies é necessário antes conhecer sobre a PERTINÊNCIA de uma reta ao plano. PERTINÊNCIA DA RETA AO PLANO: Quando uma reta pertence ao plano ela pertence a duas projeções deste plano. No exemplo: Traçar uma reta de cota z=1,0 cm que pertença ao plano ABC. Desenhar uma reta de afastamento y=1,5cm que pertença ao plano: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 18 INTERSECÇÃO EM SUPERFÍCIES RETAS Uma vez compreendida a pertinência é possível resolver a intersecção de planos em superfícies. Resolveremos apenas intersecções em superfícies retas (pirâmides e prismas), na sequência estudaremos os cilindros e cones e as intersecções de planos nestas superfícies. Utilizando a mesma lógica da pertinência pode-se fazer a intersecção de uma superfície por um plano. Neste caso, quando o plano intersecciona uma superfície, em cada aresta em que este plano passa pela superfície, demarca-se um ponto. Trabalha-se aresta por aresta, a partir da vista onde o plano está acumulado, ou seja, onde ele se apresenta como uma reta. Quando um plano intersecciona uma superfície, surge entre eles um novo plano, o plano de intersecção, também conhecido como seção. Depois de conhecer a seção precisaremos encontrar sua Verdadeira Grandeza, a VG. Vamos descobrir fazendo! Exercícios: 1) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 19 2)3) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 20 4) Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 21 SUPERFÍCIES DE REVOLUÇÃO Algumas superfícies têm outra forma de serem construídas, não possuem arestas e nem faces definidas. São as superfícies de revolução: os CONES, OS CILINDROS, OS PARABOLÓIDES, OS HIPERBOLÓIDES E OS HELICÓIDES. Estas superfícies são geradas por uma reta (geratriz) que se desloca apoiada em uma diretriz (direção), que pode ser uma curva ou uma reta. Fonte: Carniel, Denize. Geometria Descritiva II– Superfícies Retilíneas Desenvolvíveis – Superfícies Cônicas. Apostila de Aula, PUCRS. Porto Alegre, 2013 A representação destas superfícies requer atenção pois as geratrizes que limitam a superfície no Plano Frontal não são as mesmas que a limitam olhando de cima, ou seja, no Plano Superior. Analise a figura abaixo. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 22 Será preciso representar as geratrizes de contorno nos diferentes planos. Exercícios: 1) Analisar a visibilidade do cilindro reto: 2) Analisar a visibilidade do cone reto: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 23 3) Analisar a visibilidade dos cones oblíquos Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 24 4) Analisar a visibilidade dos cilindros oblíquos Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 25 5) Exercícios extras: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - Departamento de Expressão Gráfica Profª. Isabel Lanner C. Benedetto - Apost_DESTECII_V6.doc – 04/2016 26 REFERÊNCIAS: Barreto, Deli Garcia Ollé. Superfícies Poliédricas. APOSTILA DE AULA. Faculdade de Arquitetura da PUCRS. Porto Alegre, 2010. Teixeira, Fábio G., Coord. NOTAS DE AULA, Geometria Descritiva II A. UFRGS, setembro 2003. Carniel, Denize. Geometria Descritiva II – Superfícies Retilíneas Desenvolvíveis – Superfícies Cônicas. Apostila de Aula, PUCRS. Porto Alegre, 2013.