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ANA CRISTINA MENDONÇA
GEOVANE MORAES
OAB XIII Exame de Ordem 
2ª Fase – Direito Penal
MEMORIAIS
REGRA: art. 403 do CPP - Alegações finais orais.
PRAZO: 20 minutos para acusação e 20 minutos
para a defesa, por acusado, prorrogáveis por mais
10 minutos.
ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO: 10 minutos sem
prorrogação.
EXCEÇÃO: Cabimentos dos Memoriais (art. 403,
§3º do CPP)
- MOMENTO PARA APRESENTAÇÃO DOS
MEMORIAS
- PRAZO: 5 DIAS SUCESSIVOS
- FUNDAMENTO DOS MEMORIAIS
Art. 403. Não havendo requerimento de
diligências, ou sendo indeferido, serão
oferecidas alegações finais orais por 20 (vinte)
minutos, respectivamente, pela acusação e
pela defesa, prorrogáveis por mais 10 (dez),
proferindo o juiz, a seguir, sentença.
§ 1o Havendo mais de um acusado, o tempo
previsto para a defesa de cada um será
individual.
§ 2o Ao assistente do Ministério Público, após
a manifestação desse, serão concedidos 10
(dez) minutos, prorrogando-se por igual
período o tempo de manifestação da defesa.
§ 3o O juiz poderá, considerada a
complexidade do caso ou o número de
acusados, conceder às partes o prazo de 5
(cinco) dias sucessivamente para a
apresentação de memoriais. Nesse caso, terá o
prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentença.
ESTRUTURANDO OS 
MEMORIAIS
ENDEREÇAMENTO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA
___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ____ (Regra Geral)
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA
____ VARA CRIMINAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE _____
(Crimes da Competência da Justiça Federal)
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA
____ VARA DO TRIBUNAL DO JÚRI DA COMARCA DE ______
(Regra geral)
EXECELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO
___ JUIZADO ESPECIAL DA COMARCA DE __________
APRESENTAÇÃO
Nome, já qualificado nos autos do processo às
folhas ( ), por seu advogado e bastante procurador que a
esta subscreve, conforme procuração em anexo, vem,
muito respeitosamente a presença de Vossa Excelência,
com fundamento no artigo 403, §3º do Código de
Processo Penal apresentar os seus
MEMORIAIS
pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos:
1. Dos Fatos
Deve-se externar os fatos de forma sucinta. Não
copie igual aos fatos, se a questão deu 20 linhas para os
fatos devem-se usar menos linhas, umas 10, por
exemplo. Deve-se fazer uma síntese, trazer os fatos de
forma resumida.
Os períodos devem ser sempre curtos, 5 ou 6
linhas. Recomenda-se primeiro narrar os fatos e depois
arguir as preliminares no próximo ponto, tendo em vista
que é melhor primeiro mencionar os fatos para depois se
arguir eventuais defeitos decorrentes dos fatos.
SEQUENCIA PADRÃO DE BUSCAS DAS 
PRELIMINARES
Art. 107 CP – Causas extintivas de punibilidade.
Art. 109 CP – Prescrição
Art. 564 CPP – Nulidades
Art. 23 CP – Causas de exclusão de ilicitude.
Art. 395 CPP – Defeitos no recebimento da
denúncia
ARGUIÇÃO DAS PRELIMINARES
1) Art. 107 do CP - Extingue-se a punibilidade:
I - pela morte do agente;
II - pela anistia, graça ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato 
como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção;
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, 
nos crimes de ação privada;
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a 
admite;
VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
VIII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
ARGUIÇÃO DAS PRELIMINARES
2) Art. 109 do CP - A prescrição, antes de transitar em julgado a
sentença final, salvo o disposto no § 1o do art. 110 deste Código,
regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada
ao crime, verificando-se: (Redação dada pela Lei nº 12.234, de
2010).
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze;
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito
anos e não excede a doze;
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro
anos e não excede a oito;
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e
não excede a quatro;
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou,
sendo superior, não excede a dois;
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um)
ano. (Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010).
ARGUIÇÃO DAS PRELIMINARES
3) Art. 564 do CPP (incisos mais importantes)
A nulidade ocorrerá nos seguintes casos:
I - por incompetência, suspeição ou suborno do juiz;
II - por ilegitimidade de parte;
III - por falta das fórmulas ou dos termos seguintes:
b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam
vestígios, ressalvado o disposto no Art. 167;
c) a nomeação de defensor ao réu presente, que o
não tiver, ou ao ausente, e de curador ao menor de 21
anos;
ARGUIÇÃO DAS PRELIMINARES
3) Art. 564 do CPP (incisos mais importantes)
d) a intervenção do Ministério Público em todos os
termos da ação por ele intentada e nos da intentada
pela parte ofendida, quando se tratar de crime de
ação pública
e) a citação do réu para ver-se processar, o seu
interrogatório, quando presente, e os prazos
concedidos à acusação e à defesa;
IV - por omissão de formalidade que constitua
elemento essencial do ato.
ARGUIÇÃO DAS PRELIMINARES
4) Art. 23 do CP
Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no
exercício regular de direito
5) Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada
quando:
I - for manifestamente inepta;
II - faltar pressuposto processual ou condição para o
exercício da ação penal; ou
III - faltar justa causa para o exercício da ação penal.
Parágrafo único. (Revogado).
3. Do Mérito
Deve-se alegar o que mais salta aos olhos,
devendo demonstrar conhecimento. Se nas preliminares
citou-se o instituto jurídico, como, por exemplo, legitima
defesa, deve discorrer sobre os requisitos da legitima
defesa.
Não se deve discorrer sobre temas controversos,
deve-se falar o que todo mundo sabe. Use ideias fáceis,
simples e que todos conhecem.
Também se deve mencionar as preliminares que
já foram suscitadas, comentando-as de forma mais
resumida do que a tese principal.
4. Dos Pedidos
Pedido principal de Absolvição, nos termos do art. 386 
do Código de Processo Penal. 
Art. 386. O juiz absolverá o réu, mencionando
a causa na parte dispositiva, desde que
reconheça:
I - estar provada a inexistência do fato;
II - não haver prova da existência do fato;
III - não constituir o fato infração penal;
IV – estar provado que o réu não concorreu
para a infração penal;
V – não existir prova de ter o réu concorrido para
a infração penal;
VI – existirem circunstâncias que excluam o
crime ou isentem o réu de pena (arts. 20, 21, 22,
23, 26 e § 1o do art. 28, todos do Código Penal),
ou mesmo se houver fundada dúvida sobre sua
existência;
VII – não existir prova suficiente para a
condenação.
- Pedidos Secundários
Rol exemplificativo
- Desclassificação do Crime;
- Afastamento de qualificadora;
- Reconhecimento da atenuação da pena;
- Reconhecimento de causa de diminuição de
pena no momento;
- Se o juiz entender pela condenação que seja
aplicada a pena mínima ou que seja aplicada
pena restritiva de direito.
- Pedido Principal de Absolvição Sumária
Tribunal do 
Júri
Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolverá
desde logo o acusado, quando:
I – provada a inexistência do fato;
II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato;
III – o fato não constituir infração penal;
IV – demonstrada causa de isenção de penaou de
exclusão do crime.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no
inciso IV do caput deste artigo ao caso de
inimputabilidade prevista no caput do art. 26 do
Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940
– Código Penal, salvo quando esta for a única
tese defensiva.
-Pedidos Secundários (impronúncia e 
desclassificação)
- Impronúncia - art. 414 do Código de Processo
Penal.
Art. 414. Não se convencendo da materialidade
do fato ou da existência de indícios suficientes
de autoria ou de participação, o juiz,
fundamentadamente, impronunciará o acusado.
Parágrafo único. Enquanto não ocorrer a
extinção da punibilidade, poderá ser formulada
nova denúncia ou queixa se houver prova nova.
- Desclassificação - art. 419 do Código de
Processo Penal.
Art. 419. Quando o juiz se convencer, em
discordância com a acusação, da existência
de crime diverso dos referidos no § 1o do art.
74 deste Código e não for competente para o
julgamento, remeterá os autos ao juiz que o
seja.

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