Resuminho - Direito Financeiro (início)
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Resuminho - Direito Financeiro (início)

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Exercício de Direito Financeiro

Qual a diferença entre ingresso e receita?
Receita é toda entrada ou ingresso de caráter não devolutivo que se recolhe ao Estado e que se
incorpora ao patrimônio do mesmo. São recursos auferidos na gestão e computados na apuração do
resultado do exercício, desdobrando-se nas categorias econômicas de correntes e de capital.
Ingresso são valores que entram nos cofres do Estado mas que não necessariamente se
transformam em receitas, uma vez que alguns se caracterizam como simples movimentação de
fundos, não se incorporando ao patrimônio do Estado uma vez que suas entradas se condicionam a
uma restituição posterior.

De acordo com a lei nº 4.320/64, quais as características das receitas correntes e de capital?
Receitas correntes – São aquelas provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas
de direito público ou privado, destinadas a atender despesas classificáveis em despesas correntes.
São receitas tributárias, patrimoniais, industriais agropecuárias, de serviços e outras de natureza
semelhante, e ainda as provenientes de recursos.
Receitas de capital – são as decorrentes de recursos de dívidas, de operações de crédito, alienação
de bens, amortização de empréstimos, transferências de capital, conversão em espécie, de bens e
direito, os recursos recebidos de outros órgãos públicos ou privados destinados a atender despesas
de capital e ainda o superávit orçamentário.

Existem distinções entre receitas efetivas e por mutações patrimoniais? Fundamente
As receitas podem ser classificadas quanto à afetação patrimonial em efetivas e por mutações
patrimoniais.
A receita publica efetiva advém da obrigação do governo de prestação de serviços, direta ou
indiretamente, à coletividade, por meio da cobrança de tributos. A receita publica compreende,
portanto, os recursos auferidos na gestão e computados na apuração do resultado do exercício, que
consta do Balanço Patrimonial.
As receitas por mutações patrimoniais em nada contribuem para o aumento do patrimônio público,
são simples entradas ou saídas compensatórias. Exemplo, as receitas de capital, exceto as de
transferências de capital.

Explique as funções extra-fiscal e para-fiscal de tributação. Exemplifique
Extrafiscalidade é a possibilidade do Estado de promover o desenvolvimento econômico e a justiça
social sem qualquer interesse no abarrotamento dos cofres públicos, exemplo: redução de IPI em
razão da essencialidade do produto.
Parafiscalidade é a atuação do Estado mediante delegação a uma entidade específica para
arrecadação e fiscalização do tributo. A pessoa que institui o tributo não é a que arrecada, exemplo:
arrecadação previdenciária.

O princípio tributário da anterioridade tributária é absoluto? Se a resposta for negativa,
justifique
Em regra, o princípio da anterioridade é absoluto, haja vista que nenhum tributo poderá ter cobrado
no mesmo exercício financeiro de sua criação. No entanto, em relação às contribuições sociais vige o
princípio da nonagésima, mais conhecido como anterioridade mitigada, pois a criação dessa espécie
tributária deverá obedecer ao prazo de 90 dias para ser cobrada.

Em relação aos estágios da Receita Pública, qual a distinção entre arrecadação e
recolhimento?
Arrecadação é o momento em que o contribuinte entrega ao agente arrecadador o valor de seu
débito (multas, tributos etc.). Tais agentes de arrecadação podem ser divididos em dois grupos:
agentes públicos (tesouraria, coletorias, delegacias, postos fiscais etc.) e os agentes privados
(bancos autorizados, lotéricas etc.)
Recolhimento é a remessa das receitas arrecadadas pelos agentes administrativos ou pelos bancos
autorizados as transferências dos recolhimentos feitos nas agencias e entregues definitivamente à
conta do Tesouro Nacional.

No caso de impagamento de dívidas tributárias e não tributárias, qual a forma que a
autoridade fiscal cobrará o crédito?
A forma que a autoridade tem para cobrar o débito é através do lançamento que é ato obrigatório e
indispensável por parte da Administração Pública sob pena de responsabilidade funcional. A
cobrança será por uma das modalidades de lançamento:
- Por declaração – é uma ação conjunta fisco-contribuinte. O sujeito passivo fornece as informações
a partir das quais o fisco pode cobrar o tributo devido, que em alguns casos é também calculado e
indicado pelo declarante, exemplo o imposto de renda.
- Ex ofício – é realizado pela Administração sem a ação do sujeito passivo. É atribuição da
autoridade administrativa, exemplo o IPTU.
- Por homologação – realizado nos casos de tributos indiretos. Ocorrido o fato gerador o contribuinte
recolhe o tributo devido.

Quais os procedimentos praticados pelo Estado com o objetivo de controlar a renúncia de receitas
amparadas na Lei de Responsabilidade Fiscal?
Art. 14 e incisos da LRF.

O que é e qual a natureza jurídica do crédito público? Fundamente
Crédito público é a confiança que goza o Estado de obter recursos de pessoas físicas ou jurídicas, nacionais
ou estrangeiras. São meios que o Estado possui para obter recursos a fim de cumprir gastos de sua
responsabilidade. Há na doutrina e na jurisprudência o entendimento de que a obtenção de recursos via
empréstimos públicos não constitui receita pública, e sim meros ingressos de caixa.
Quanto à natureza do crédito público, o mesmo pode ser classificado como:
- Ato de soberania – decorre do poder de império do Estado, cujos enlaces contratuais poderão ser alterados
unilateralmente;
- Ato contratual – predomina o princípio da autonomia da vontade, fruto de idéias convergentes para atender
necessidades públicas.

Em relação aos empréstimos públicos, qual a distinção entre os flutuantes e os consolidados?
Flutuantes – possuem curto prazo de duração, visando suprir iliquidez da economia, despesas imprevistas e
situações de guerra com obrigação de restituição no mesmo exercício financeiro.
Consolidados – Possuem longo prazo de duração ou até mesmo carente de termo final, visando atender
projeto e programas duráveis e rentáveis.

O que são operações de crédito por antecipação de receitas?
Operação de crédito por antecipação de receita destinada à cobertura de déficit financeiro são antecipações
de receitas orçamentárias, isto é, não são receitas. São empréstimos destinados a suprir momentaneamente
o caixa, especialmente no início do exercício, quando se verifica a escassez de recursos disponíveis para
lastrear as despesas iniciais (déficit financeiro).

Quais as inovações trazidas pela LRF no controle da dívida pública?
O Senado Federal estabelecerá limites para a dívida pública, por proposta do Presidente da República. Tais
limites serão definidos também como percentuais das receitas da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.
Isto significa que os governantes deverão respeitar a relação entre a dívida e sua capacidade de pagamento,
ou seja, o governante não poderá aumentar a dívida para o pagamento de despesas do dia-a-dia.
Se o governante verificar que ultrapassou os limites de endividamento, deverá tomar as providencias para se
enquadrar, dentro do prazo de doze meses, reduzindo o excesso em pelo menos 25% nos primeiros quatro
meses. Mas, se depois disso, continuarem a existir excessos, a administração pública ficará impedida de
contratar novas operações de crédito.

Quais as penalidades no caso de excesso de endividamento público contidas na LRF?
Há dois tipos de sanções: as institucionais, previstas na própria LRF, e as pessoais, previstas na Lei Ordinária
que trata de Crimes de Responsabilidade Fiscal. Segundo a LRF, os Tribunais de Contas fiscalizarão o
cumprimento de suas normas.
Exemplos de sanções institucionais:
- O governante que não prever, arrecadar e cobrar tributos (impostos, taxas e contribuições) que sejam de
sua competência, serão suspensas as transferências voluntárias, que são recursos geralmente da União ou

dos Estados, transferidos,