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UNIDADE 1
GESTÃO FINANCEIRA
ObjETIvOS DE ApRENDIzAGEm
 Esta disciplina tem por objetivos:
	conceituar a gestão financeira;
	diferenciar consumo de recursos e utilização de recursos;
	saber sobre as principais atividades dentro de uma empresa;
	conceituar função financeira;
	discutir sobre o objetivo das empresas.
TÓPICO 1 – FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA
TÓPICO 2 – ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE 
CURTO PRAZO
TÓPICO 3 – MÉTODOS DE ANÁLISE DE 
INVESTIMENTOS
pLANO DE ESTUDOS
A Unidade 1 está dividida em três tópicos. Para um melhor 
aprofundamento do conteúdo e fixar melhor seus conhecimentos, no 
final de cada tópico você terá oportunidade de realizar as atividades 
propostas.
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FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO 
FINANCEIRA
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 1
A administração financeira trata de qualquer atividade financeira de fins lucrativos ou não. 
De acordo com Assaf Neto (2005, p. 32): “A administração financeira é um campo de 
estudo teórico e prático que objetiva, essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente 
processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital”.
Já Groppelli e Nikbakht (2005, p. 3) relatam que: “Administração financeira é a aplicação 
de uma série de princípios econômicos e financeiros para maximizar a riqueza ou o valor total 
de um negócio”.
A formação de recursos destinados aos pagamentos dos fatores de produção e 
distribuição dos recursos compreende:
•	 Planejar transações comerciais.
•	 Financiamentos.
A circulação de fluxo financeiro pode ser estruturada em três fases:
1ª Origem dos recursos: os fundos de caixas são originários de vendas à vista e a prazo, 
descontos de duplicatas, empréstimos bancários ou de terceiros, aumento de capital, vendas 
do ativo fixo e outros rendimentos.
2ª Utilização dos recursos: o fundo de caixa é utilizado na sustentação e na circulação dos 
diversos setores de atividades, como: Pagamento de fornecedores; Novos investimentos 
financeiros; Investimentos no ativo fixo.
3ª Consumo dos recursos: recursos necessários para a atividade produtiva, que são os salários, 
os encargos, as despesas financeiras, as despesas administrativas, os impostos, as taxas, 
os dividendos, os débitos incobráveis, as perdas de materiais etc.
UNIDADE 1
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2 FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
 A função financeira tem como objetivo a obtenção de fundos suficientes para manter 
o negócio em operação.
Manter o negócio em operação significa usar da melhor forma os recursos obtidos.
Basicamente, a função financeira se preocupa com todos os problemas que são 
associados com a origem e aplicação do capital, com eficiência e eficácia.
NOTA
! �
A área financeira é o coração de uma organização, ou seja, 
a perpetuidade de uma empresa depende da distribuição de 
recursos financeiros de forma eficiente e eficaz.
3 EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
A administração financeira evoluiu pela necessidade de levantar recursos financeiros 
para desenvolver as atividades dentro das organizações com a finalidade de manter o negócio 
em operação, objetivando o lucro econômico.
3.1 O ADMINISTRADOR COMO AGENTE
O acionista nem sempre está preparado para administrar seus recursos de forma 
rentável, ou seja, gerar resultado econômico, então contrata um agente financeiro, preparado 
para desempenhar tal função.
O problema é saber se tal agente é confiável o suficiente para ter plenos poderes. Nesse 
ponto, começa o conflito de agentes, sendo necessário contratar outro agente para fiscalizar 
as ações do primeiro.
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4 OBJETIVO DAS EMPRESAS
De acordo com Hoji (2004, p. 21): “Para a administração financeira, o objetivo econômico 
das empresas é a maximização de seu valor de mercado, pois dessa forma estará sendo 
aumentada a riqueza de seus proprietários (acionistas de sociedades por ações ou sócios de 
outros tipos de sociedades)”.
4.1 ATIVIDADES EMPRESARIAIS
Podemos dizer que há três tipos de atividades dentro de uma organização. Numa 
empresa, seja ela indústria, comércio ou serviços, existem as operações de rotina, ou seja, 
comprar, pagar, produzir, vender e receber. 
Para manter essas operações são necessários recursos, sejam esses próprios ou de 
terceiros, logo, precisa-se buscar financiamentos para poder alocar em seus projetos. 
De acordo com Hoji (2004, p. 22): “As atividades de uma empresa podem ser agrupadas, 
de acordo com a natureza, em: operações, investimentos e financiamentos.”
4.1.1 Atividades operacionais
As atividades operacionais estão diretamente relacionadas ao negócio de uma 
organização, ou seja, são realizadas com a finalidade de proporcionar a expectativa de gerar 
retorno sobre o capital investido.
Ainda Hoji (2004, p. 22) diz que: “As atividades operacionais são refletidas em contas 
integrantes da Demonstração do Resultado, que geram o lucro (ou prejuízo) operacional. 
Exemplos: compras de matérias-primas, vendas, salários, aluguel etc.” 
4.1.2 Atividades de investimentos
Os investimentos são recursos que são alocados em novos projetos, sejam eles de 
expansão, máquinas e equipamentos, produtos novos ou obrigatórios, que vão gerar recursos, 
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principalmente, no longo prazo.
Hoji (2004, p. 23) narra que:
Nesse grupo são classificadas as atividades executadas em consequência das 
decisões de aplicações de recursos em caráter temporário ou permanente, 
para dar suporte às atividades operacionais. As atividades de investimentos 
correspondem às contas classificadas no balanço patrimonial, em investimen-
tos temporários e em ativo permanente. Exemplos: compras de maquinário, 
integralização de capital de empresas controladas, aplicações financeiras de 
curto e longo prazos etc.
4.1.3 Atividades de financiamentos
Os financiamentos são as fontes de recursos de uma organização, sejam esses 
próprios ou de terceiros, curto ou longo prazo. Recursos que se fazem necessários para dar 
sustentabilidade às atividades operacionais e de investimentos.
Outrossim, Hoji (2004, p. 23) relata que:
As atividades de financiamentos refletem os efeitos das decisões tomadas so-
bre a forma de financiamento das atividades de operações e de investimentos.
As atividades classificadas nesse grupo correspondem às contas classificáveis no 
passivo financeiro e no patrimônio líquido. Exemplos: captação de empréstimos 
bancários, emissão de debêntures, integralização de capital da empresa etc.
AUTO
ATIVI
DADE �
1 De acordo com a sua interpretação, descreva a diferença entre utilização e consumo 
de recursos.
2 Comparando as três atividades (operacionais, investimentos e financiamentos) discutidas 
neste tópico, escreva sobre a importância de cada uma no ambiente organizacional.
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5 AMBIENTE FINANCEIRO E A CONTABILIDADE
Pelo fato de o administrador financeiro utilizar, em suas análises, informações extraídas 
de demonstrativos contábeis, causa o equívoco de que a administração financeira tem o mesmo 
campo de atuação da contabilidade.
A contabilidade tem como finalidade registrar os fenômenos que afetam as situaçõespatrimoniais, financeiras e econômicas das empresas, e para este propósito adota o REGIME 
DE COMPETÊNCIA.
Administradores financeiros empregam os contadores para preparar os de-
monstrativos financeiros que fornecem informações sobre a lucratividade – 
Demonstrativo do Resultado do Exercício – e sobre a posição financeira da 
empresa – Balanço Patrimonial. Já o Demonstrativo de Fluxo de Caixa é um 
relatório que fornece uma análise detalhada da maneira como o caixa foi ge-
rado e indica como foi utilizado na condução de cada fase do negócio. Como 
consequência, esse demonstrativo fornece outra ferramenta importante para 
os administradores que procuram controlar e entender os fatores externos e 
as políticas internas que influenciam os fluxos de caixa da empresa. (GRO-
PPELLI, NIKBAKHT, 2005, p. 13)
Você pode observar que não é função do administrador financeiro elaborar relatórios 
contábeis, porém, ele deverá saber interpretar essa ferramenta para traçar uma expectativa 
futura da organização.
6 AMBIENTE FINANCEIRO E A ECONOMIA
Em decorrência de que a teoria financeira é derivada da teoria econômica, finanças 
e economia estão estreitamente relacionadas.
O administrador financeiro deve, portanto, usar os princípios da economia para nortear 
suas decisões. Ele precisa conhecer a teoria de preços, os aspectos envolvidos na oferta e 
demanda e outros conceitos que possam auxiliá-lo a gerenciar as finanças da empresa de 
forma eficaz. Além disso, deve estar atento a todas as mudanças ocorridas na conjuntura 
econômica e que possam afetar de alguma forma as atividades da empresa.
O princípio econômico de fundamental importância do qual se vale o administrador 
financeiro para a tomada da maioria das decisões é o princípio da análise marginal, que consiste no 
estudo dos custos e benefícios adicionais gerados por uma determinada escolha de investimento.
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Um projeto de investimento somente será viável economicamente quando a soma dos 
benefícios marginais gerados for maior que a soma dos custos marginais ocorridos quando 
da implantação do projeto. Ou seja, quando a empresa ganha ou perde, quando faz a opção 
por uma determinada situação em detrimento de outra.
FONTE: Disponível em: <https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd
=1&cad=rja&uact=8&ved=0CB0QFjAA&url=https%3A%2F%2Fmktadm.files.wordpress.
com%2F2012%2F02%2Fapostila-adm-financeira-mc3b4nica.doc&ei=J-U3VYCgEa3nsATTk
YEI&usg=AFQjCNGX3KjtG1ZALWiduubFLWau-swQZA&bvm=bv.91071109,d.eXY>. Acesso 
em: 19 abr. 2015.
IMPO
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Leia com atenção o artigo publicado por Helton Eduardo Cunha Vieira, o qual colabora 
com nossos estudos.
Administração financeira
A importância de se controlar as finanças de uma empresa 
Por Helton Eduardo Cunha Vieira 
Introdução
 
As mudanças percebidas pelas organizações acontecem cada vez mais rapidamente 
e a globalização as obriga a competir em um mercado cada vez mais global. Isso 
leva as empresas a repensarem seus processos e controles de recursos, a fim de 
garantir sua sobrevivência.
Neste artigo far-se-á a análise da administração financeira, sua importância para as 
organizações e também o papel do administrador financeiro frente aos desafios do 
novo mercado.
Verificar-se-á a importância dos controles financeiros para a geração de valor (lucro, 
caixa e saúde financeira), principalmente da ferramenta fluxo de caixa, que provê a 
empresa de informações importantes à tomada de decisão.
A administração financeira
Para que uma empresa sobreviva no mercado é importante que ela cuide bem de suas 
finanças. Tracy (2000) corrobora essa afirmação quando diz que, para sobreviver, uma 
organização deve gerar caixa suficiente para custear suas operações, ter ferramentas 
para manter a sua saúde financeira e ser lucrativa. Contudo, Ross, Westerfild e 
Jordan (1998) salientam que antes de se apurar o lucro é preciso obter o capital 
necessário ao custeio das operações e definir onde o mesmo será aplicado. Além 
disso, é necessário também acompanhar diariamente o fluxo financeiro da empresa.
Assim, pode-se dizer que a administração financeira está diretamente relacionada com 
a maneira pela qual uma organização obtém, direciona e controla os seus recursos 
financeiros, a fim de alcançar os objetivos e metas organizacionais. (ZDANOWICZ, 2004). 
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Diante do exposto, fica evidente a importância do administrador financeiro, pois 
é ele quem toma as decisões e promove o controle das finanças. Entretanto, esse 
gestor não pode ser responsabilizado integralmente pelo sucesso ou fracasso da 
organização, pois ele não a administra sozinho. De acordo com Tracy (2000, p. 
19), os objetivos organizacionais “[...] dependem do bom desempenho de todas as 
funções gerenciais.” Zdanowicz (2004) acrescenta ainda que a administração geral 
da empresa, através de suas políticas, influencia decisivamente na forma como a 
organização cuida de suas finanças. 
Negligenciar a administração financeira significa assumir um enorme risco para as 
empresas. Um estudo realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas 
Empresas – SEBRAE (2004) mostrou que 63% das empresas que fecharam suas 
portas entre os anos de 2000 e 2004 o fizeram por falta de capital de giro e problemas 
financeiros. Isso mostra que a inadequada gestão dos aspectos financeiros, por mais 
elementares que possam parecer ou por menor que sejam as empresas, traz impactos 
diretos no que diz respeito à longevidade das mesmas. É claro que o tamanho da 
organização pode interferir no tipo de controle utilizado, ou mesmo na importância 
dada pelos gestores aos aspectos financeiros. 
De acordo com Gitman (1997), o papel da administração financeira depende do 
porte ou tamanho da organização. Se essa for uma pequena empresa, a função 
financeira é em grande parte feita pelo departamento contábil. À medida que 
a empresa cresce, a necessidade de controles mais rígidos acaba levando à 
criação de um departamento financeiro. Ainda segundo esse autor, em grandes 
empresas ou corporações, a função financeira é extremamente importante e 
não são raros os casos de presidentes advindos dessa área da organização. 
Para cuidar das finanças de uma organização, a administração financeira dispõe de 
um vasto ferramental de controle dos fluxos de recursos que saem ou entram na 
empresa. Tais controles vão desde simples planilhas até programas de computador 
altamente customizados, que controlam vários parâmetros, como as contas bancárias, 
recebimentos e pagamentos feitos pela organização. São exemplos de controles 
financeiros as demonstrações financeiras, o fluxo de caixa, o controle de contas a 
pagar e a receber, entre outros. 
Dentre o amplo arsenal de controles à disposição das empresas, destaca-se 
o fluxo de caixa, uma importante ferramenta de planejamento dos recursos 
financeiros. De acordo com Groppelli e Nikbakht (1999, p. 21), “fluxo de 
caixa é uma medida de liquidez da empresa que consiste no lucro líquido 
mais despesas não desembolsáveis (tais como despesas de depreciação)”. 
 
Assaf Neto e Silva (1997, p. 38) dizem que o fluxo de caixa é um processo 
em que a organização gera e aplica os recursos financeiros, resultado de suas 
atividades operacionais. Já no entendimento de Zdanowicz (1998, p. 23), o fluxo 
de caixa pode ser descrito como: “[...] O instrumento utilizado pelo administrador 
financeiro com o objetivo de apurar os somatórios de ingressos e desembolsos 
financeiros da empresa, em determinado momento, prognosticando assim se haverá 
excedentes ou escassez de caixa, em função do nível desejado pela empresa”. 
 
Diante doexposto, pode-se dizer que o fluxo de caixa é a ferramenta que auxilia a 
empresa no planejamento de utilização dos recursos financeiros, através do controle 
das entradas e saídas de capital resultantes de suas operações. 
Utilizando o fluxo de caixa, a empresa poderá ter um controle mais eficiente, tanto 
dos seus gastos como de seus recebimentos, isso implica em uma oportunidade de 
planejamento financeiro de curto prazo, fazendo com que a mesma otimize seus 
recursos financeiros e programe sua aplicação. 
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7 REGIME DE COMPETÊNCIA E REGIME DE CAIXA
7.1 REGIME DE COMPETÊNCIA
O regime de competência, nas transações contábeis, reconhece as receitas no momento 
da venda, e as despesas quando elas ocorrem, independentemente de haver saída ou entrada 
de recursos no caixa.
Já a administração financeira tem como funções básicas: o planejamento, o controle de 
entrada e saída de dinheiro, ou seja, os recursos necessários ao funcionamento das empresas. 
Para isso, adota o REGIME DE CAIXA.
7.2 REGIME DE CAIXA
O regime de caixa reconhece as receitas e as despesas somente quando acontecem 
as entradas e saídas de caixa (dinheiro).
Conclusão
 
 
A administração financeira é vital para a sobrevivência das empresas. Frente às 
ameaças do novo mercado, uma economia global e altamente competitiva, controlar 
eficientemente as finanças de uma organização representa o diferencial entre o 
sucesso e o fracasso para essa empresa. Seu gestor financeiro necessitará trabalhar 
de forma integrada com os gestores das outras funções administrativas, a fim de 
proporcionar à organização uma visão holística e possibilitar ações assertivas por 
parte da alta administração. 
Dentre os possíveis mecanismos de controle, desponta o fluxo de caixa como um 
mecanismo eficaz para a solução do problema de má gestão dos recursos financeiros. 
Essa ferramenta deverá ser utilizada pela organização para supri-la de informações e 
auxiliá-la no processo de tomada de decisão, bem como no planejamento estratégico. 
FONTE: Disponível em: <http://muitoalemdarazao.blogspot.com.br/2009/03/administracao-
financeira.html>. Acesso em: 19 jun. 2012.
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ATEN
ÇÃO!
O regime de competência registra o período em que ocorre o 
evento, já o regime de caixa só vai registrar se estiver entrando 
ou saindo dinheiro de caixa.
8 A GLOBALIZAÇÃO DA EMPRESA
As grandes organizações, com o objetivo de maximização de valor econômico com 
maior rapidez e menor custo, têm direcionado seus processos de produção para países que 
associem eficiência de produção à alta tecnologia.
Por outro lado, a presença, no exterior, expõe a empresa a riscos marginais. Para se 
proteger contra esses riscos o administrador financeiro dispõe de outras ferramentas financeiras, 
como, por exemplo, os títulos financeiros e as trocas de posição (swaps).
O administrador financeiro deve, portanto, utilizar os demonstrativos contábeis que são 
as principais fontes de informação da empresa, porém com a preocupação de analisá-los sob 
o ponto de vista do fluxo de caixa.
8.1 FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR FINANCEIRO
Hoji (2004, p. 25) relata que: “A administração financeira dentro de uma empresa é 
exercida por pessoas ou grupo de pessoas que podem ter diferentes denominações, como: 
vice-presidente de finanças, diretor financeiro, controller e gerente financeiro”.
Todas as funções apresentadas por Hoji, acima, são sinônimos de administrador financeiro. 
São várias as atribuições do administrador financeiro, como as que veremos na sequência.
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8.1.2 Projeção do Movimento de Fundos
O objetivo, nessa atividade, é aferir o grau de liquidez na empresa e verificar se a 
organização terá condições de manter-se em funcionamento cobrindo seus compromissos 
externos de pagamento e fornecendo os recursos para manter o nível de operações previstas.
FONTE: Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfAUEAH/administracao-
financeira-2010>. Acesso em: 22 abr. 2015. 
8.1.3 Aplicação dos fundos excedentes
Aplicar com o maior rendimento possível e com velocidade de resgate suficientemente 
grande para recuperar o dinheiro, caso surja necessidade.
8.1.4 Fornecimento de informações à alta administração
Informações sobre perspectivas financeiras futuras da empresa, baseadas principalmente 
nos relatórios contábeis e nos cenários econômicos.
8.1.5 Elaboração de planos para fontes de uso de fundos a curto e longo prazo
Planejamento do movimento de fundos, levando-se em conta os custos das fontes 
8.1.1 Análise de registro e informações contábeis
Aqui, está caracterizado o papel da contabilidade como principal fonte de dados 
internos para as tarefas a serem desempenhadas pela ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA. 
Outros fatores, no entanto, mesmo não contabilizáveis, devem, também, ser levados em 
consideração, particularmente porque toda e qualquer decisão é voltada para o futuro, ao 
passo que a contabilidade registra apenas fatores já ocorridos.
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LEITURA COMPLEMENTAR
A contabilidade e a gestão financeira das empresas
Um dos grandes desafios para qualquer empresa, independente do tamanho, segmento, 
grupo econômico ou espaço geográfico de atuação, corresponde à obtenção de lucratividade 
na medida adequada à manutenção de suas atividades operacionais, geração de recursos 
suficientes para pagamento dos seus compromissos e suporte às estratégias de crescimento.
Independentemente do porte de cada organização, é necessário que as empresas 
desenvolvam controles financeiros adequados às suas necessidades, os quais devem fornecer 
aos seus gestores as informações mínimas necessárias para a mensuração dos resultados e 
avaliação das metas financeiras estabelecidas pela administração da companhia.
Diante deste contexto de controle, avaliação de desempenho e gestão financeira, a 
Contabilidade constitui-se no principal meio de mensuração e avaliação de resultados. Por meio 
de demonstrações contábeis, os gestores de uma companhia conseguem obter um conjunto de 
informações capaz de auxiliá-los na avaliação do desempenho financeiro de suas organizações.
Dentre estas demonstrações, destacam-se: (i) Balanço Patrimonial; (ii) Demonstração 
do Resultado do Exercício e (iii) Demonstração do Fluxo de Caixa.igos
nº 0novembro de 2006
Quando uma organização inicia sua operação, os primeiros registros financeiros de 
seu nascimento são contemplados no Balanço Patrimonial, por meio da constituição formal da 
empresa mediante capital social inicial com recursos ingressando no caixa ou outros ativos. É de 
extrema importância, nesta fase, o correto dimensionamento do capital de giro necessário para 
suportar os primeiros meses de operação, especialmente se a empresa atuar num segmento 
extremamente concorrido, tendo de conquistar sua participação de mercado.
Segundo Iudícibus (1998, p. 29), o Balanço Patrimonial corresponde a um dos mais 
importantes demonstrativos contábeis, destinado a demonstrar a situação patrimonial e 
financeira de uma entidade em determinado período.
Na medida em que as empresas vão desempenhando suas atividades operacionais 
(compras e vendas), são geradas receitas, seja mediante vendas à vista ou a prazo, com a 
apuração dos respectivos custos de fabricação/comercialização e com a consequente alocação 
das despesas operacionais. Estas operações são refletidas, por competência, na Demonstraçãodo Resultado do Exercício, podendo gerar entradas e saídas na Demonstração do Fluxo de Caixa 
e os lucros possibilitados pelas aplicações. Nesse caso, a principal diretriz de raciocínio é o 
conjunto dos objetivos gerais da empresa pela administração, com a finalidade de maximizar 
o lucro através da aplicação financeira.
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no momento de sua ocorrência, dependendo da condição comercial de recebimento e pagamento.
A Demonstração do Resultado do Exercício corresponde a um demonstrativo contábil 
elaborado de forma escalonada, que objetiva evidenciar o resultado apurado pela empresa (lucro 
ou prejuízo) em determinado período. Esta demonstração, quando elaborada simultaneamente 
com o Balanço Patrimonial, constitui-se em importantes e sucintos relatórios das operações 
realizadas pela empresa durante determinado período.
Pela Demonstração do Resultado do Exercício podemos também avaliar a rentabilidade 
de uma empresa, sendo que caso esta esteja operando em situação deficitária (prejuízo), são 
necessárias ações imediatas por parte dos gestores da companhia, no sentido de reavaliar sua 
estratégia de precificação e mix de vendas, bem como rever sua estrutura de custos e despesas 
objetivando adequá-la à realidade do mercado. Quanto à execução das ações necessárias, 
durante este processo de reavaliação de estratégias de vendas e gastos, normalmente 
identificamos dois tipos de organizações:
(a) aquelas que reagem com agilidade, identificando e corrigindo estratégias comerciais 
equivocadas ou atuando na redução de gastos desnecessários e identificação de 
oportunidades de melhorias em processos; e
(b) organizações que simplesmente não acreditam que algo de errado possa estar acontecendo e 
não adotam medidas ágeis que possibilitem colocar a empresa em trajetória de lucratividade.
Já a Demonstração do Fluxo de Caixa é uma demonstração financeira destinada a 
fornecer informações relevantes sobre os pagamentos e recebimentos, em dinheiro, ocorridos 
durante determinado período (IUDÍCIBUS, MARTINS, GELBCKE, 2000, p. 351). A referida 
demonstração possui ainda dois métodos de apresentação que correspondem a:
(a) direto: apresenta entradas e saídas de recursos dos principais componentes das atividades 
operacionais; e
(b) indireto: que apresenta uma conciliação entre o resultado do exercício e o caixa gerado 
pelas operações da empresa.
Tradicionalmente, empresas com prejuízos constantes tendem a apresentar sérios 
problemas de escassez de recursos no curto prazo, especialmente se não possuírem volume 
de caixa inicial suficiente (capital de giro) para suportar períodos de sucessivas perdas. Caso 
a empresa não possua um “estoque de recursos”, seus proprietários ou acionistas deverão 
aportar capital ou a empresa deverá recorrer à obtenção de empréstimos e financiamentos 
bancários para equilibrar seu déficit financeiro. É também de extrema importância destacar 
que, apesar de a empresa ter apurado bons volumes de lucro, é necessária uma adequada 
administração das políticas de crédito e cobrança de forma a garantir o ingresso dos recursos 
nos prazos acordados com os clientes, especialmente no caso de grandes volumes de vendas 
a prazo (prática comum para a maioria das empresas).
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Cumpre destacar que as demonstrações Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado 
do Exercício são elaboradas, em atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, 
observando o regime de competência de exercícios (receitas e despesas devem ser consideradas 
na apuração do resultado do período em que ocorreram, independentemente de seu recebimento 
ou pagamento) e na forma da legislação/doutrina vigente, ao passo que a Demonstração do Fluxo 
de Caixa (Modelo Direto) atende ao regime de caixa (entrada e saída de recursos).
Na prática, podemos constatar que uma parcela considerável de pequenos empresários, 
donos ou gestores de empresas, desconhecem a importância da gestão financeira mediante 
utilização e análise das Demonstrações Contábeis, especialmente do Balanço Patrimonial 
e Demonstração do Resultado do Exercício. Estas demonstrações, além de representarem 
importante instrumento de gestão financeira e de mensuração do desempenho empresarial, 
correspondem a um dos principais instrumentos de interação com o mercado fornecedor de 
capital (investidores, instituições financeiras, mercado de capitais etc.), sendo sua adequada 
elaboração importante à obtenção de financiamento para operações, seja de capital de giro, 
investimento em ativo imobilizado ou aquisições de outras empresas.
Existe ainda uma parcela significativa de pequenos e inexperientes empreendedores 
que levam seus projetos empresariais à falência, pelo fato de não conhecerem alguns 
Princípios Fundamentais de Contabilidade e de gestão financeira, de vital importância para a 
sustentabilidade de qualquer empreendimento.
Diante desse contexto, os profissionais de Contabilidade podem e devem desempenhar 
um importante papel no meio empresarial, contribuindo diretamente para a educação contábil/
financeira dos empreendedores brasileiros, pois não existe dúvida de que estes profissionais 
possuem competência e conhecimento capaz na gestão financeira das empresas, uma vez 
que detêm o conhecimento capaz de identificar que uma empresa com sucessivos prejuízos 
(evidenciados pela Demonstração do Resultado do Exercício), com escassez de caixa 
(evidenciada pela Demonstração do Fluxo de Caixa), com elevado volume de endividamento 
de curto prazo e capital de giro negativo (evidenciado por meio do Balanço Patrimonial), não 
terá condições de sobreviver e prosperar num cenário extremamente competitivo e globalizado.
Autor: Geovani Quevedo Maciel
Contador – CRCRS nº 53.792
Professor de Contabilidade e Administração Financeira – FARGS – Faculdades Rio-Grandenses.
Gerente financeiro, controller e analista financeiro, com atuação em empresas de pequeno, 
médio e grande porte, nacionais e multinacionais.
FONTE: CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL. Princípios 
Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade. Porto Alegre: 
CRCRS, 2006.
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RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico vimos:
•	 O mundo das finanças: seu papel principal será o de dar um retorno à expectativa do acionista, 
ou seja, agregar valor ao capital daqueles que se expõem ao risco, sejam eles grandes ou 
pequenos investidores, mas que têm o gosto comum pelo risco.
•	 O conhecimento conceitual sobre o mundo das finanças, áreas de oportunidade, funções e 
objetivos. 
•	 As atividades empresariais, as relações com outras áreas do conhecimento, especificamente 
contabilidade e economia. 
•	 As principais ferramentas de controle de risco, que são: Demonstrativo de fluxo de caixa, 
demonstrativo de resultado do exercício e balanço patrimonial.
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DADE �
1 De acordo com o seu entendimento, descreva a relação existente entre a economia, 
a contabilidade e a administração financeira.
2 Discorra, de acordo com a sua interpretação, sobre a influência da globalização no 
ambiente financeiro.
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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DE CURTOPRAZO
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 2
A administração financeira de curto prazo abrange as contas do ativo e passivo circulante. 
Independente do tamanho de uma organização, ela necessita manter um nível sustentável de 
capital de giro, ou seja, os valores do ativo circulante deverão ser, no mínimo, iguais ao do passivo 
circulante, para que a organização apresente uma saúde financeira satisfatória no curto prazo.
UNIDADE 1
2 CAPITAL DE GIRO
A administração do capital de giro (ou Capital Circulante Líquido) está relacionada à 
administração dos itens relacionados aos ativos circulantes (caixa, aplicações financeiras, 
duplicatas a receber, estoques) e passivos circulantes (duplicatas a pagar, contas a pagar, 
empréstimos bancários a pagar). A empresa compra mercadorias, estoca, vende e recebe. 
Repetindo esse ciclo permanentemente, ela mantém o giro dos negócios. Portanto, num sentido 
mais amplo, o capital de giro representa os recursos que uma empresa necessita desde a aquisição 
da matéria-prima (ou mercadoria) até o recebimento pela venda do produto acabado. Em outras 
palavras, corresponde a uma parcela de capital aplicada pela empresa em seu ciclo operacional.
2.1 CAPITAL DE GIRO LÍQUIDO
Podemos afirmar que capital de giro líquido é a diferença entre o ativo circulante e o 
passivo circulante.
Quando o ativo circulante for maior que o passivo circulante, dizemos que o capital 
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circulante líquido é positivo. Porém, quando ocorre o contrário, logo, o capital circulante líquido 
será negativo. Caso forem iguais, será nulo.
Hoji (2004, p.119) confirma: “A diferença entre o ativo corrente (ativo circulante) e o passivo 
corrente (passivo circulante) é o capital circulante líquido (CCL), ou capital de giro líquido (CGL)”.
O fluxo, a seguir, representa os movimentos dentro do ativo circulante que influenciarão 
diretamente na dinâmica do caixa.
FIGURA 1 – FLUXO DA DINÂMICA DO CAIXA
FONTE: O Autor
2.2 CAPITAL DE GIRO PRÓPRIO
O capital de giro próprio considera os recursos próprios pertencentes à organização 
que estão financiando suas atividades, no ativo circulante.
“É um indicador limitado, notadamente por pretender identificar a natureza (origem) 
dos recursos de longo prazo – próprios ou de terceiros – que se encontram financiando as 
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atividades circulantes.” (ASSAF e SILVA, 2002, p. 18).
Capital de Giro Próprio = Patrimônio Líquido – (Ativo Permanente + realizável a Longo Prazo)
FONTE: Assaf e Silva (2002)
3 CICLO OPERACIONAL
O ciclo operacional de uma empresa é definido como o montante de tempo que vai 
desde a aquisição da matéria-prima (ou mercadoria) até o recebimento pela venda do produto 
final. O ciclo é formado por dois componentes: o prazo médio do estoque e o prazo médio 
de cobrança das vendas. Para Silva (2005, p. 15): “Um ciclo operacional adequado refletirá 
de maneira positiva o comportamento e o uso do capital de giro investido. A otimização dos 
prazos médios de permanência de estoques, contas a receber e contas a pagar deve ser um 
propósito permanente por parte do administrador financeiro”.
Você observou que Silva foi enfático no texto, em relação à responsabilidade do 
administrador financeiro no controle do ciclo operacional. Segundo o autor, ele deverá estar 
atento ao fluxo do capital investido na empresa, ou seja, as ações preventivas do financeiro, 
na utilização dos recursos, estarão diretamente relacionadas ao sucesso de uma organização.
Apresentamos, a seguir, a fórmula básica para cálculo do ciclo operacional:
CO = PME + PMR
Onde ⇔	CO = Ciclo Operacional
PME = Prazo Médio de Estoques
PMR = Prazo Médio de Duplicatas a Receber
NOTA
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Considerar para cálculo dos prazos médios o ano civil, 
ou seja, 365 dias, embora você possa encontrar autores 
trabalhando com ano comercial, ou seja, 360 dias.
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3.1 CICLO FINANCEIRO
O ciclo financeiro tem início com o primeiro desembolso e termina, geralmente, com o 
recebimento da venda. Caso haja pagamento de custos ou despesas após o recebimento da 
venda, é nesse momento que se encerra o ciclo financeiro.
3.2 CICLO ECONÔMICO
O ciclo econômico compreende o período da entrada da matéria-prima em estoque até a 
venda do produto acabado. Este ciclo vai demonstrar o resultado econômico da empresa, adotando 
o regime de competência, diferente do ciclo financeiro, que demonstra a movimentação de caixa.
FIGURA 2 - OS TRÊS CICLOS: OPERACIONAL, FINANCEIRO E ECONÔMICO
Mês 0....................1.............................2............................3...........................4
 Compra Pagamento Venda Pagamento Recebimento
 MP outros custos MP Venda
Início de Término de Despesa Pagamento
Fabricação fabricação comissão comissão
 Prazo de rotação dos estoques (PRE)
 
 Prazo de recebimento das vendas (PRV)
Prazo de pagamento da compra (PPC)
 Ciclo Econômico (CE)
 
 Ciclo Financeiro (CF)
 Ciclo Operacional (CO)
Prazo de Prazo de estocagem
Fabricação produtos acabados
(PF) (PEPA)
FONTE: Hoji (2004)
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4 NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
O ativo circulante operacional representa a alocação de recursos no curto prazo, 
representados por caixa, bancos, aplicações financeiras, duplicatas a receber, estoques. Esses 
recursos, confrontados com suas fontes de origens, ou seja, empréstimos bancários, fornecedores, 
salários, impostos a recolher, vão resultar na necessidade de capital de giro – NCG.
Segundo Assaf e Silva (2002, p. 63): 
Os ativos circulantes operacionais representam, em essência, os investimentos 
que a empresa deve efetuar em itens operacionais de giro, ou seja, em valores 
a receber (motivados por vendas a prazo, estoques e despesas operacionais 
incorridas, porém de competência do exercício seguinte).
Subtraindo-se desse total os respectivos financiamentos operacionais, como 
fornecedores, salários e respectivos encargos sociais, impostos indiretos e 
taxas a pagar, obrigações que fundamentalmente compõem o passivo circu-
lante operacional, chega-se ao valor do ativo circulante operacional líquido, 
que representa a efetiva necessidade de investimento em capital de giro – 
NIG – da empresa.
Resumindo, a necessidade de capital de giro (NIG) poderá ser identificada quando o 
fluxo de saída for mais rápido que o de entrada, mostrando a real necessidade de investimento 
em capital de giro. 
O ativo circulante cíclico ou operacional compreende as aplicações de recursos em 
contas que estejam relacionadas com a atividade de compra, transformação e venda que 
se repetem constantemente. Está relacionado com o ciclo operacional da empresa (clientes/
duplicatas a receber, estoques, adiantamento a fornecedores etc.).
O passivo circulante financeiro engloba as contas representativas de dívidas a curto 
prazo que não fazem parte das atividades diárias da empresa.Normalmente estão sujeitas a 
juros (empréstimos bancários, duplicatas descontadas, impostos etc.).
O passivo circulante cíclico corresponde às contas de financiamentos espontâneos 
recebidos pela empresa, diretamente relacionadas com a atividade operacional e que têm uma 
característica de renovação (fornecedores, salários e encargos a pagar, comissões a pagar, 
impostos a pagar, água, luz, telefone e aluguel a pagar etc.). 
Também as contas do ativo e passivo de longo prazo são classificadas em dois grupos: 
Ativo Permanente e Passivo Permanente.
O ativo permanente inclui os direitos a receber da empresa a longo prazo e o ativo 
permanente propriamente dito. São valores inscritos tipicamente como de longo prazo (não 
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circulantes).
O passivo permanente compõe-se das fontes de financiamento a longo prazo próprias 
(patrimônio líquido) e de terceiros (exigibilidades), cuja importância no equilíbrio financeiro de 
uma empresa é financiar necessidades permanentes de recursos. 
QUADRO 1 - DEMONSTRATIVO DA ORIGEM E APLICAÇÕES DE RECURSOS DE 
CURTO E LONGO PRAZO
APLICAÇÃO DOS RECURSOS ORIGEM DOS RECURSOS
ATIVO TOTAL PASSIVO TOTAL
Ativo Circulante Passivo Circulante
 FINANCEIRO
- Caixa
 - Bancos (conta corrente, aplicações)
 OPERACIONAL
- Duplicatas a receber
 - Estoques
 - Impostos a recuperar
 FINANCEIRO
- Empréstimos bancários
- Duplicatas descontadas
- Dividendos e IR
OPERACIONAL
 - Fornecedores
 - Salários a pagar
 - Impostos a recolher
- Adiantamentos de clientes
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Realizável a Longo Prazo
 - Participações em outras empresas
Exigível a Longo Prazo
 - Empréstimos bancários
Permanente
 - Veículos
 - Edificações
 - Máquinas e equipamentos
Diferido
Patrimônio Líquido
 - Capital Social
 - Reservas
 - Lucros acumulados
FONTE: Adaptado de Assaf e Silva (2002)
A Necessidade de Capital de Giro (NCG) é a diferença entre as aplicações cíclicas 
(Ativo Circulante Cíclico - ACC) e as fontes cíclicas (Passivo Circulante Cíclico – PCC), que se 
renovam automaticamente no dia a dia. O ideal seria que a empresa utilizasse os financiamentos 
de terceiros para cobrir suas aplicações; contudo, quando isso não acontece, ou seja, quando 
a atividade operacional cria um fluxo de saída de caixa mais rápido que o da entrada (os 
pagamentos ocorrem antes do recebimento), identifica-se claramente uma necessidade de se 
recorrer a fontes não diretamente ligadas à atividade. 
Necessidade de Capital de Giro = Ativo Circulante Cíclico – Passivo Circulante Cíclico.
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NOTA
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NIG representa a necessidade de investimento em capital de 
giro, ou seja, quanto que a empresa necessita investir em 
recursos financeiros no caixa, numa linha de tempo futuro.
NCG representa a necessidade de capital de giro, ou seja, 
a diferença entre o ativo circulante cíclico e o passivo 
circulante cíclico.
5 GESTÃO DE TESOURARIA
De acordo com Silva (2005, p. 20): “A tesouraria é a área da empresa que administra 
os fluxos financeiros e é uma das mais importantes, pois praticamente todos os recursos 
financeiros passam por ela”.
O saldo de tesouraria é dado pela diferença entre as contas do Ativo Circulante e do 
Passivo Circulante que não guardam relação com a atividade operacional da empresa, como 
demonstrado na equação a seguir:
Saldo de Tesouraria (ST) = ACF – PCF ou ST = CDG – NCG
Quando o Saldo de Tesouraria for positivo, significa que a empresa tem disponibilidade de 
recursos que poderão ser utilizados para financiamento do Ativo Permanente ou simplesmente 
ficarem aplicados no mercado financeiro.
Se negativo, demonstra dependência de fontes onerosas de recursos de curto prazo.
Quando o saldo de tesouraria, período após período, se revelar crescentemente negativo, 
é forte sinal de que a empresa caminha para a insolvência.
 Exemplo 1: 
Ano 1 Ano 2 Ano 3
CDG 200 300 400
NCG 250 600 1.200
ST -50 - 300 - 800
ST = CDG – NCG
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ST ano 1 = 200 – 250 = (50)
ST ano 2 = 300 – 600 = (300)
ST ano 3 = 400 – 1.200 = (800)
Exemplo 2:
Ano 1 Ano 2 Ano 3
CDG -200 - 300 - 400
NCG 250 600 1.200
ST - 450 - 900 - 1.600
Podem determinar dificuldades financeiras:
- crescimento real das vendas a prazo a percentuais muito elevados;
- imobilizações com recursos onerosos de curto prazo;
- prejuízos;
- ciclo financeiro crescente.
Exemplo 3: com ST positivo e crescente
Ano 1 Ano 2 Ano 3
CDG 200 300 400
NCG - 250 - 600 - 1.200
ST 450 900 1.600
Exemplo 4: com ST positivo e crescente
Ano 1 Ano 2 Ano 3
CDG - 200 - 300 - 400
NCG - 250 - 600 - 1.200
ST 50 300 800
De acordo com Silva (2005, p. 21), uma empresa que pretende manter-se no mercado de 
maneira saudável e crescer de maneira sustentável necessita observar alguns aspectos, como:
•	coordenar integralmente o fluxo de caixa, de modo a atingir os resultados 
programados;
•	buscar as melhores oportunidades de aplicação de recursos nas atividades 
operacionais;
•	verificar as ações tomadas por todas as áreas da empresa e analisar seus 
aspectos nos resultados financeiros e econômicos;
•	manter o nível de liquidez em consonância com os objetivos da Diretoria;
•	manter o foco econômico-financeiro nas decisões operacionais ou estraté-
gicas e não apenas nas financeiras;
•	considerar o fluxo de caixa como instrumento de gestão, buscando o com-
prometimento da alta direção no processo;
•	fixar parâmetros do desempenho financeiro para a empresa de forma geral;
•	fazer cumprir os interesses globais da empresa em detrimento das neces-
sidades setoriais.
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IMPO
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Na administração da tesouraria não poderá haver 
segregação de funções, ou seja, as pessoas que executam 
não devem ser as mesmas que controlam.
FIGURA 3 - SISTEMA DE TESOURARIA
FONTE: Hoji (2004)
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RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico você aprendeu sobre:
•	 A administração de curto prazo. 
•	 A importância do capital de giro no dia a dia de uma organização, seja ela com ou sem fins 
lucrativos.
•	 As diferenças existentes entre ciclo operacional, financeiro e econômico.
•	 A importância da gestão de tesouraria.
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Resolva os exercícios a seguir sobre Ciclo Operacional e Ciclo Financeiro.
1 Dados: 
Item Valor inicial Valor final Média
Estoque 10.000 5.000 7.500
Dupl. a Receber 3.000 2.000 2.500 
Dupl. a Pagar 4.000 4.000 4.000
Total de vendas: 80.000
C.M.V: 40.000
- Prazo Médio de Recebimento (PMR) = 
- Prazo Médio de Estoques (PME) = 
- Prazo Médio de Pagamento (PMP) = 
- Ciclo Operacional: 
- Ciclo Financeiro: 
 
2 Calcular o ciclo operacional e o ciclo financeiro e fazer o gráfico:
Estoques $ 60.000
Dupls. a receber (clientes) $ 80.000 
Dupls. a Pagar (fornecedores) $ 90.000 
Vendas a prazo $ 200.000 
C.M.V. $ 120.000 
- Prazo Médio de Recebimento (PMR) = 
- Prazo Médio de Estoques (PME) = 
- Prazo Médio de Pagamento (PMP) = 
- CicloOperacional: 
- Ciclo Financeiro: 
 
3 Calcular o ciclo operacional e o ciclo financeiro e fazer o gráfico:
Item Valor inicial Valor final Média
Estoque 4.000 6.000 5.000
Clientes 7.000 11.000 9.000 
Fornecedores 5.000 7.000 6.000
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Total de vendas: 70.000
C.M.V: 35.000
- Prazo Médio de Recebimento (PMR) = 
- Prazo Médio de Estoques (PME) = 
- Prazo Médio de Pagamento (PMP) = 
- Ciclo Operacional: 
- Ciclo Financeiro: 
4 Assinale V para as sentenças verdadeiras e F para as falsas.
a) ( ) Quanto mais longo for o ciclo de caixa, mais financiamento será necessário.
b) ( ) O ciclo de caixa diminui à medida que a empresa é capaz de aumentar o período 
de contas a pagar.
c) ( ) Quanto menor for o ciclo de caixa, menor será o investimento da empresa em 
estoques e/ou contas a receber.
d) ( ) Ciclo de caixa negativo significa que o período médio de pagamento (PMP) é 
maior que o ciclo operacional.
e) ( ) O ciclo de caixa de uma empresa pode ser mais longo do que o seu ciclo Operacional.
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MÉTODOS DE ANÁLISE DE 
INVESTIMENTOS
1 INTRODUÇÃO
TÓPICO 3
Segundo Hoji (2004), a necessidade de analisar a viabilidade econômica de um 
investimento gera problema de engenharia econômica, pois ela utiliza métodos de análise 
específicos que possibilitam a escolha da melhor alternativa de investimento observando a 
melhoria dos recursos.
UNIDADE 1
2 TIPOS DE MÉTODOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
Os métodos de análise que vamos estudar são praticamente quatro, que apresentaremos 
na sequência desse tópico.
2.1 MÉTODO PAYBACK SIMPLES (PBS)
É um método de avaliação que mede o prazo necessário para recuperar o investimento 
realizado. Este método não leva em consideração o custo de capital da empresa.
Baseado neste fato, Motta e Calôba (2002, p. 97) explicam:
O Payback, ou payout, é utilizado como referência para julgar a atratividade 
relativa das opções de investimento. Deve ser encarado com reservas, apenas 
como um indicador, não servindo para seleção entre alternativas de investimento.
Por exemplo, imagine-se uma empresa transnacional tendo que decidir entre 
dois possíveis investimentos em projetos distintos em um mesmo país, localiza-
dos em áreas geográficas diferentes de sua sede. Imagine-se que tais projetos 
ofereçam boas oportunidades de negócios, mas também apresentem riscos de 
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ordem política, que poderão acarretar violenta desvalorização cambial ou inflação 
galopante, o que, por sua vez, na hora da remessa de lucros para o exterior, 
diminuirá os resultados em uma moeda forte. Nesse caso hipotético, a empre-
sa transnacional poderá optar por alternativas de investimento, nesse país em 
questão, que tenham menor prazo de repagamento, vale dizer, menor payback.
2.1.1 Cálculo do PBS
Exemplo: Uma determinada companhia deseja saber a viabilidade de um projeto de 
investimento. E para isto pretende investir R$ 100.000,00, exigindo retornos anuais de R$ 
30.000,00 durante cinco anos. 
Pede-se realizar uma avaliação do projeto de investimento, considerando que o critério 
da empresa é aceitar projetos de investimento que tenham um prazo de recuperação do valor 
total do investimento menor que quatro anos.
Anos Capitais Acumulado
0 ($100.000) ($100.000)
1 $30.000 ($70.000)
2 $30.000 ($40.000)
3 $30.000 ($10.000)
4 $30.000 $20.000
5 $30.000 $50.000
Na coluna “Acumulado” da tabela podemos ver que o capital investido será recuperado 
entre o terceiro e o quarto ano, isto é, PBS=3 anos e 4 meses o projeto deverá ser aceito. 
 PBS = 3 + = 3,33 anos ou 3 e 4 meses 
 
Portanto, o investimento será recuperado em 3,33 anos, ou quatro anos, 
aproximadamente. Assim, a direção da empresa deverá aceitar este projeto de investimento, 
pois o valor do PBS=3,33 é menor que o valor de quatro anos estabelecido pela direção. 
Concluindo:
• Se PBS do projeto < 4 anos, deve ser aceito.
• Se PBS do projeto = 4 anos, não deve ser aceito.
• Se PBS do projeto > 4 anos, não deve ser aceito.
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IMPO
RTAN
TE! �
Você observou que por não levar em consideração o custo 
do capital na linha de tempo futuro, ou seja, custo de capital 
igual a zero, o método payback simples não deverá ser 
utilizado para grandes projetos de investimentos.
AUTO
ATIVI
DADE �
1 A empresa está interessada em investir R$ 600.000,00 num projeto que apresenta 
o fluxo de caixa registrado na tabela seguinte:
Anos Capitais Acumulado
00 - 600.000
01 120.000
02 150.000
03 200.000
04 220.000
05 150.000
06 180.000
07 80.000
Considerando que o critério da empresa é aceitar projetos de investimento de capital 
que tenham PBS menor que quatro anos, verificar se esse projeto deve ser aceito 
aplicando o método do payback.
2 A tabela seguinte apresenta o fluxo de caixa anual de um novo projeto de investimento. 
Calcular o payback simples.
Anos Capitais Acumulado
00 - 110.000
01 45.000
02 50.000
03 50.000
04 60.000
3 Com base no fluxo de caixa apresentado na tabela abaixo, verificar se o projeto deve 
ser aceito, aplicando o método do payback simples, sabendo que a empresa rejeita 
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projetos com PBS maior que três anos. 
Anos Capitais Acumulado 
00 - 15.000
01 2.500
02 3.500
03 4.250
04 5.000
05 5.800
4 O fluxo de caixa anual de um novo projeto de investimento está apresentado na tabela 
seguinte. Sabendo que a empresa aceita projetos com PBS menores que três anos, 
verificar se esse projeto deve ser aceito aplicando o método do PBS.
Anos Capitais Acumulado
00 - 225.000
01 85.000
02 90.000
03 105.000
04 120.000
05 135.000
06 150.000
5 Qual o payback do projeto que apresenta o fluxo de caixa a seguir?
0 1 2 3 4 5 
- 10.000 3.000 4.000 1.000 7.000 8.000 
 
6 Uma empresa está tentando avaliar a viabilidade de investir R$ 95.000,00 num 
equipamento cuja vida útil é de cinco anos. A empresa estimou as receitas líquidas 
conforme a tabela abaixo. Calcular o período de payback para o investimento proposto 
e apurar qual o valor do fluxo de caixa no quinto ano.
Anos Capitais Acumulado
0 (95.000)
1 20.000
2 25.000
3 30.000
4 35.000
5 40.000
7 Considere-se o investimento de R$ 150.000,00 que gere retornos líquidos anuais de 
R$ 45.000,00 a partir do final do primeiro ano, durante cinco anos. Levando-se em 
consideração que a empresa não aceita projetos com prazo de retorno superior a cinco 
anos, analise, de acordo com o método PBS, se o projeto deverá ser aceito ou não. 
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Ano Capital Acumulado
00 -150.000
01 45.000
02 45.000
03 45.000
04 45.000
05 45.000
8 Considere-se um projeto com investimento conforme fluxo de caixa, a seguir, levando-
se em consideração que a empresa aceita projetos com PBS menor que quatro anos. 
Analise se o projeto deverá ser aceito. 
Ano Capital Acumulado
00 -310.000
01 85.000
02 90.000
03 102.000
04119.000
9 Uma empresa está analisando alternativa de um novo investimento no valor de R$ 
250.000,00. Estima uma receita anual de R$ 45.000,00 durante cinco anos, levando-se 
em consideração, que a empresa não aceita projetos com tempo de maturação superior 
a quatro anos. Calcule o payback, sem incidência de juros, comente o resultado.
Ano Capital Acumulado
00 -250.000
01 45.000
02 45.000
03 45.000
04 45.000
05 45.000
10 Calcule o valor do payback simples, na sequência, analise sua viabilidade, levando 
em consideração que a empresa não aceita projetos superiores a cinco anos. 
 
Ano Capital Acumulado
00 -350.000
01 85.000
02 100.000
03 105.000
04 110.000
05 112.000
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2.2 MÉTODO PAYBACK DESCONTADO (PBD)
Como os recursos alocados no investimento não são gratuitos, devemos incluir seus custos 
ao longo prazo de análise do projeto de investimento. Há duas maneiras de incluir os custos:
•	 Acumulação do Valor Presente em cada ano do projeto
•	 Saldo do Projeto com carregamento anual dos juros
Para contornar a deficiência de não considerar o valor do dinheiro no tempo, 
no método payback simples foi adicionado o custo do capital da empresa. Este 
novo procedimento é denominado como método do payback descontado, de-
nominado como método do PBD, que mede o valor do prazo de recuperação 
do capital investido. (LAPPONI, 1996, p. 17).
2.2.1 Cálculo do PBD
Exemplo: calcular o payback descontado, considerando que o custo de capital da 
empresa é de 12% a.a. e o prazo máximo aceito para retorno do investimento é de quatro anos:
Anos Capitais Valor Presente (t=0) Acumulado (t=0)
00 (600.000) (600.000) (600.000)
01 120.000 107.143 (492.857)
02 150.000 119.579 (373.278)
03 200.000 142.356 (230.922)
04 220.000 139.814 (91.108)
05 150.000 85.114 (5.994)
06 180.000 91.194 85.200
07 80.000 36.188 121.388
Fórmula matemática para calcular o valor presente: 
Valor Presente: FC0 = FC1 + FC2 + FC3 + FC4 + ...... + FCn
 (1+k) (1+k)2 (1+k)3 (1+k)4 (1+k)n 
Cálculo pela HP 12:
F REG
120.000 ENTER CHS FV
12 i
1 n
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PV = $107.143
Para calcular os demais valores basta inserir o novo valor em PV e o novo período em 
“n”. A taxa permanece a mesma. Pergunta-se o novo PV.
Exemplo: continuando o exercício, para saber o valor presente de $ 150.000 do ano 2:
150.000 ENTER CHS FV
2 n
PV = $119.579 
PBD = 5 + 5.994 = 5 + 0,7 = 5,07 anos (0,07 X 12 meses) = 0,84 de 1 mês, 
 91.194 0.84 x 30 = 25 dias.
 
Critério do método do Payback Descontado: o procedimento para aplicar o método do 
payback descontado é equivalente ao procedimento realizado no caso do PBS. Começamos 
por estabelecer o prazo máximo tolerado pela empresa para recuperar o capital investido. 
Por exemplo, se o prazo tolerado for igual a 3,5 anos, para que um projeto seja aceito deve 
apresentar um valor de PBD menor ou igual a 3,5 anos. Resumindo:
• Se PBD do projeto < PBD máximo, deve-se aceitar o projeto.
• Se PBD do projeto = PBD máximo, deve-se aceitar o projeto.
• Se PBD do projeto > PBD máximo, deve-se rejeitar o projeto.
ANÁLISE DO MÉTODO DO PBD: A vantagem do método do PBD é considerar o valor 
do dinheiro no tempo, pois o cálculo do PBD é realizado considerando o custo de capital da 
empresa. Esse resultado tem os seguintes significados:
• O valor do PBD pode ser interpretado como o prazo de recuperação do investimento 
remunerado no valor da taxa de juros que representa o custo de capital. 
• O método do PBD continua tendo as desvantagens de não considerar todos os capitais 
do fluxo de caixa, de ter que definir de forma subjetiva o prazo máximo tolerado e, ainda, 
a empresa continuará com a tendência de aceitar projetos de curta maturação e baixa 
rentabilidade e rejeitar projetos de maior maturação e alta rentabilidade.
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1 Calcular o payback descontado, considerando o custo de capital igual a 9% a.a. 
Dizer se o projeto deve ou não ser aceito, considerando o prazo máximo tolerado 
pela empresa de 2,5 anos, e interpretar o resultado final do projeto.
Anos Capitais Valor Presente Acumulado
00 - 110.000
01 45.000
02 50.000
03 50.000
04 60.000
2 Calcular o PBD considerando o custo de capital igual a 9% a.a. e que a empresa 
rejeita projetos com PBD superiores a três anos. Comentar sobre a aceitação ou não 
do projeto e o seu resultado final.
Anos Capitais Valor Presente Acumulado 
00 - 15.000
01 2.500
02 3.500
03 4.250
04 5.000
05 5.800
3 Para um investimento foram desenvolvidas duas alternativas que têm o mesmo valor 
de investimento, porém com retornos diferentes, conforme registrado abaixo: 
Anos Capitais Vlr. Presente Acumulado Capitais Vlr. Presente Acumulado
00 (450.000) (450.000)
01 150.000 100.000
02 150.000 100.000
03 150.000 100.000
04 120.000 100.000
05 80.000 100.000
Analisar as duas alternativas aplicando o método do PBD, considerando que a empresa 
aceita projetos de investimento que tenham PBD de até três anos e que o custo de 
capital da empresa é de 9% a.a. 
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4 A empresa Aves e Ovos tem um payback descontado de três anos. Caso a empresa 
tenha que decidir se deve aceitar algum deles, qual seria o escolhido considerando 
um custo de capital de 6%?
Anos Capital V. Presente Acumulado Capital V. Presente Acumulado
00 (50.000) (120.000)
01 32.000 65.000
02 32.000 65.000
03 20.000 65.000
04 20.000 65.000
05 20.000 50.000
5 O fluxo de caixa anual de um novo projeto de investimento está apresentado na tabela 
seguinte. Sabendo que a empresa aceita projetos com PBD máximo de quatro anos e 
que o custo de capital da empresa é de 9% a.a., verificar se esse projeto deve ser aceito.
 
 t = 0 t = 0
Anos Capitais V. Presente Acumulado
00 - 225.000
01 85.000
02 90.000
03 105.000
04 120.000
05 135.000
06 150.000
6 Considere um investimento de R$ 150.000,00 que gere retornos líquidos anuais de 
R$ 45.000,00, a partir do final do primeiro ano, durante cinco anos. Levando-se em 
consideração que a empresa não aceita projetos com prazo de retorno superior a 
cinco anos, analise, de acordo com o método PBD, se o projeto deverá ser aceito, 
considerando uma TMA de 8% a.a. 
Ano Capital Valor Presente Acumulado
 00 -150.000
01 45.000
02 45.000
03 45.000
04 45.000
05 45.000
7 Considere-se um projeto com investimento conforme fluxo de caixa abaixo:
Ano 00 01 02 03 04
 Fluxo -$310.000 $85.000 $90.000 $102.000 $119.000 
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Levando-se em consideração que a empresa aceita projetos com PBD menor que quatro 
anos, analise se o projeto deverá ser aceito, a uma TMA de 8,5% a.a.
Ano Capital Valor Presente Acumulado
00 -310.000
01 85.000
02 90.000
03 102.000
04 119.000
8 Uma empresa está analisando alternativa de um novo investimento no valor de R$ 
250.000,00. Estima uma receita anual de R$ 45.000,00 durante cinco anos, levando-
se em consideração que a empresa nãoaceita projetos com tempo de maturação 
superior a cinco anos.
 Calcule o payback, levando-se em consideração um custo de oportunidade de 
1,7532% a.m. Comente o resultado.
Ano Capital Valor Presente Acumulado
00 -250.000
01 45.000
02 45.000
03 45.000
04 45.000
05 45.000
9 Calcule o valor do payback descontado do fluxo de caixa a seguir, considerando uma 
TMA de 2,0174% ao mês. Analise o projeto, levando em consideração que a empresa 
não aceita projetos superiores a sete anos. 
Ano Capital Valor Presente Acumulado
00 -350.000
01 85.000
02 100.000
03 105.000
04 130.000
05 180.000
06 200.000
07 220.000
10 Determine o PBD do seguinte fluxo de caixa:
 ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5
 -$150.000 $90.000 $91.000 $105.000 $150.000 $150.000 
TMA = 1,1203% a.m.
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Ano Capital Valor Presente Acumulado
00 -150.000
01 90.000
02 91.000
03 105.000
04 150.000
05 150.000
2.3 MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)
O método VPL compara todas as entradas e saídas de dinheiro na data inicial do 
projeto, descontando todos os valores futuros do fluxo de caixa a uma taxa de juros que mede 
o custo de capital. É o mesmo que dizer que: VPL = valor presente dos fluxos de entradas de 
caixa – investimento inicial. 
Assaf (2005, p. 319) descreve que: “A medida do valor presente líquido é obtida pela 
diferença entre o valor presente dos benefícios líquidos de caixa, previstos para cada período 
do horizonte de duração do projeto, e o valor presente do investimento (desembolso de caixa)”. 
Formalmente, costuma-se adotar a seguinte expressão de cálculo do NPV:
Se o valor do VPL é positivo - VPL > 0 -, então a soma da data 0 de todo o fluxo de 
caixa é maior que o valor investido. Como estamos trabalhando com estimativas futuras de 
um projeto, podemos dizer que o capital investido será:
1 recuperado;
2 remunerado na taxa de juros que mede o custo de capital da empresa;
3 o projeto gerará um lucro extra, na data 0, igual ao VPL.
Portanto, o critério do método do VPL estabelece que enquanto o valor presente das 
entradas for maior que o valor presente das saídas, calculados com a taxa de juros que mede 
o custo de capital, o projeto deve ser aceito. Resumindo, sempre que:
• VPL > 0, o projeto deve ser aceito.
• VPL = 0, o projeto deve ser aceito. 
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• VPL < 0, o projeto não deve ser aceito.
O método do VPL pressupõe, implicitamente, que todos os retornos gerados pelo projeto 
serão reinvestidos na taxa de juros que define o custo de capital.
2.3.1 Cálculo do VPL
Exemplo 1: Utilizando os mesmos dados do exemplo do PBD, isto é, para um investimento 
inicial de R$ 600.000,00 e fluxos líquidos de caixa conforme demonstrado abaixo, verificar se 
esse projeto deve ser aceito, sabendo que a taxa de custo de capital é de 12% a.a.
Cálculo pela HP 12C:
F REG
600 CHS g Cfo
120 g CFj
150 g CFj
200 g CFj
220 g CFj
150 g C Fj
180 g CFj
80 g CFj
12 i 
f NPV → $121.388,00. 
Cálculo pela fórmula
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Interpretação: VPL > 0. O capital de R$ 600.000,00 remunerado à taxa de juros de 
12% a.a. foi recuperado e o projeto gerará um lucro extra, na data 0, de R$ 121.388,00, 
correspondente ao VPL. Pode-se afirmar que o retorno que este projeto está trazendo para a 
empresa é maior que 12%.
A interpretação deste resultado é que, ao aceitar o projeto, a empresa estará aumentando 
sua riqueza em R$ 121.388,00. Dessa forma, utilizar o VPL para tomada de decisões facilita o 
alcance do administrador financeiro, que é o de maximizar a riqueza do acionista ou do proprietário.
Exemplo 2: Estima-se que o lançamento de um novo produto apresentará um fluxo de 
caixa da seguinte forma:
Verificar se este projeto deve ser aceito aplicando o método do VPL, considerando um 
custo de capital igual a 10% a.a.
HP12C
f REG
2500 CHS g CFo
350 g CFJ
450 g CFJ
500 g CFJ
750 g CFJ
750 g CFJ
800 g CFJ
1000 g CFJ
10 i 
f NPV → 508.428,39.
Interpretação: VPL > 0. O capital de R$ 2.500,00 remunerado à taxa de juros de 10% a.a. foi 
recuperado e o projeto gerará um lucro extra, da data 0, de R$ 508.428,39 correspondente ao VPL. 
Pode-se afirmar que o retorno que este projeto está trazendo para a empresa é maior que 10%.
O método anterior, PBD, se aproxima do método do Valor Presente Líquido, pois o valor 
acumulado na data terminal (final) do fluxo de caixa do projeto é o próprio VPL. Se um projeto 
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de investimento é aceito pelo método do PBD, então nesse projeto o valor do VPL deverá ser 
positivo, isto é VPL > 0. 
Os pontos fortes do método são a inclusão na análise de todo o fluxo de caixa e o custo 
de capital. Como no valor da taxa de juros que mede o custo de capital está considerado o 
risco, nas estimativas futuras do fluxo de caixa também está considerado o risco.
As desvantagens do método do VPL são relacionadas com:
•	 necessidade de conhecer a taxa de juros que mede o custo de capital. Como a taxa deve 
incluir o risco do projeto, a tarefa de definir o valor da taxa nem sempre é fácil de realizar;
•	 resposta em valor monetário no lugar de ser em percentagem.
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1 Uma empresa está fazendo um projeto para o lançamento de um novo tipo de panelas. 
O analista estabeleceu os seguintes dados do projeto:
 t = 0 t = 0
Data Capitais Vlr. Presente Acumulado
00 (400)
01 100
02 100
03 100
04 100
05 190
Com esses dados, verificar se o projeto deve ser aceito, aplicando o método do valor 
presente líquido, considerando o custo de capital da empresa de 10% a.a.
2 Um projeto de investimento apresenta o fluxo líquido registrado na tabela abaixo. 
Se o custo de capital é de 9% ao ano, verificar se este projeto deve ser implantado 
aplicando o método do VPL. 
Anos Capitais
 00 (1000)
01 250 
02 300 
03 350
04 400 
05 550 
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3 Seja o fluxo de caixa anual após os impostos registrado na tabela seguinte:
Anos Capitais
00 (30.000)
01 7.000
02 7.500
03 8.200
04 9.000
05 12.000
Se o custo de capital da empresa é igual a 16% a.a., determinar se esse projeto de 
investimento deve ser aceito aplicando o método do VPL.
4 A construção de um laboratório levará dois anos e custará R$ 50.000,00 distribuídos 
da seguinte maneira: R$ 30.000,00 na data 0 e R$ 20.000,00 na data 1, e os retornos 
começarão no final do terceiro ano. O fluxo de caixa após os impostos é o seguinte:
Anos Capitais
00 (30.000)
01 (20.000)
02 0
03 10.000
04 14.000
05 18.000
06 22.000
07 26.000
Verificar se o projeto deve ser aceito pelo método VPL, sendo o custo de capital de 
10% ao ano.
5 Comparar as seguintes alternativas de investimento para um custo de capital de 8% 
ao ano. 
Alternativa Investimento Inicial Receita Líquida/Ano Vida Útil
A $ 50.000 $ 15.000 05 anos
B $ 80.000 $ 23.000 05 anos
6 Com as informações do exercício 5, calcular o VPL considerando como taxas de custo 
de capital 0%, 5%, 10%, 15% e 20%.
I VPL “A” VPL “B”
0%
5%
10%
15%
20%
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7 A fábrica de tecidos Maré Mansa está em dúvidasobre qual é a melhor alternativa 
de investimento, conforme demonstrado na planilha a seguir:
 Ano Capital A Capital B
 00 ($500.000,00) ($350.000,00)
 01 $180.600,00 $170.000,00
 02 $ 185.780,00 $175.100,00
 03 $182.640,00 $175.200,00
 04 $165.800,00 $185.200,00
 05 $117.300,00 $170.300,00
Sabendo-se que o custo de oportunidade do referido investimento é de 1,035% ao 
mês, calcule as alternativas pelo método VPL, analisando qual das alternativas deverá 
ser aceita.
8 Determine o Valor Presente Líquido (VPL) do seguinte fluxo de caixa:
 ano 0 ano 1 ano 2 ano 3 ano 4 ano 5
 -$250.000 $80.000 $90.000 $100.000 $120.000 $150.000 
i = TMA = 1,5% a.m.
9 Calcule o valor do payback descontado:
 ano 0 1 2 3 4 5
Fluxo $300.000 $80.000 $80.000 $90.000 $100.000 $150.000
(valores em reais) TMA = 2,10% ao mês.
Analise o projeto, levando em consideração que a empresa não aceita projetos 
superiores a cinco anos. 
10 Uma empresa está analisando a melhor alternativa de investimento, conforme 
demonstrado na planilha abaixo:
 Ano Capital A Capital B
 00 ($700.000,00) ($600.000,00)
 01 $180.600,00 $170.000,00
 02 $ 185.780,00 $185.100,00
 03 $182.640,00 $175.200,00
 04 $185.800,00 $185.200,00
 05 $177.300,00 $170.500,00
Sabendo-se que o custo de oportunidade do referido investimento é de 0,75% ao mês, 
calcule as alternativas pelo método VPL, analisando qual das alternativas deverá ser aceita.
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11 O Sr. Valério emprestou R$ 5.000,00 hoje (momento zero) ao Sr. Manoel Joaquim, 
que lhe prometeu pagar R$ 3.000,00 daqui a 30 dias e R$ 3.750,00 daqui a 60 dias.
 Sabendo que a TMA é de 1% ao mês, calcule o valor presente líquido.
2.4 MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO
A taxa interna de retorno (TIR) está intimamente relacionada com o VPL. Tentamos 
com a TIR obter uma taxa de retorno para sintetizar os méritos de um projeto. Além disso, 
desejamos que essa taxa seja “interna”, no sentido de que dependa unicamente dos fluxos 
de caixa de determinado investimento, e não de taxas oferecidas por outros investimentos.
De acordo com Assaf (2005, p. 309): 
O método da taxa interna de retorno (IRR) representa a taxa de desconto 
que iguala, em determinado momento (geralmente usa-se a data de início do 
investimento – momento zero), as entradas e saídas previstas de caixa. Para 
avaliação de propostas de investimento, o cálculo da IRR requer, basicamente, 
o conhecimento dos montantes de dispêndio de capital (ou dispêndios, se o 
investimento prevê mais de um desembolso de caixa), e dos fluxos de caixa 
líquidos incrementais gerados pela decisão. Considerando que levar em conta 
o valor do dinheiro no tempo representa a rentabilidade do projeto expressa 
em termos de taxa de juros composta equivalente periódica.
A formulação da taxa interna de retorno pode ser representada, supondo-se 
a atualização de todos os movimentos de caixa para o momento zero, da 
forma seguinte:
O critério do método da taxa interna de retorno estabelece que enquanto o valor da 
TIR for maior que o valor do custo de capital (k), o projeto deve ser aceito, isto é, sempre que:
• TIR > k, o projeto deve ser aceito.
• TIR = k, o projeto deve ser aceito.
• TIR < k, o projeto não deve ser aceito.
Em outras palavras, com base na regra da TIR, um investimento é aceito se a TIR é 
maior do que o retorno exigido. Caso contrário, deve ser rejeitado. O método da TIR pressupõe, 
implicitamente, que todos os retornos gerados pelo projeto serão reinvestidos em alternativas 
que rendam, pelo menos, a taxa interna de retorno. 
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2.4.1 Cálculo da TIR
Cálculo da taxa interna de retorno de um investimento sem o uso da calculadora ou 
Excel, mas sim por regra de três, conforme a seguir:
Ano 0 1 2 3 4 Total cumulativo
Fluxo de caixa
(R$ milhões)
- 50 30 30 30 30 70
Dividindo-se o somatório dos fluxos (R$ 70 milhões), pelo investimento (R$ 50 milhões), 
obtém-se 140%. Dividindo-se este valor por quatro anos, obtém-se i = 35% ao ano, o valor 
inicial tentativo para o cálculo da taxa interna de retorno.
Descontando-se os fluxos a essa taxa, encontra-se VPL (i=35%) = R$ 9,91 milhões.
Obviamente, necessita-se de uma taxa maior. Utilizando-se i = 50%, encontra-se VPL 
(i=50%) = R$ - 1,85 milhão. Uma vez encontrados um valor presente positivo e outro negativo, 
é possível fazer as aproximações para calcular a taxa interna de retorno.
Como, em milhão de reais, o VPL (35%) foi de R$ 9,91 milhões e o 50% foi de R$ - 1,85 
milhões, pode-se dizer que, a partir de 50%, um aumento de R$ 11,75 milhões no valor presente 
foi obtido descendo em 15% a taxa interna de retorno; deseja-se encontrar a percentagem 
que o fluxo total descontado, ou seja, que aumenta R$ 1,85 milhão a partir de 50%. A seguinte 
relação pode ser feita:
11,76......................................15% a.a.
1,85..........................................  X
 X = 15% x (1,85) / 11,76 = 2,36%
I= 50% -  x = 50% - 2,36% = 47,65% a.p.
A relação que está sendo feita aqui é exatamente à mesma semelhança de triângulos 
retângulos empregada no cálculo do payback.
Se você calcular o VPL com um custo de 47,65% a.a., verá que o VPL será praticamente 
zero, resultará algum valor residual, devido ao cálculo manual.
Cálculo pela calculadora HP 12c
50 ch g cfo; 30 g cfj; 4 gnj; F IRR = 47,23% a.p.
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Você observou que gerou uma diferença entre o resultado pela calculadora (47,23% 
a.p.) e pelo método da aproximação (47,65%a.p.), diferença essa irrelevante.
NOTA
! �
Para calcular a Taxa Interna de Retorno de um investimento, 
não é necessário informar a taxa mínima de atratividade.
Exemplo 2: Dado o fluxo de caixa abaixo, verificar se o projeto deve ser aceito pelo 
método da TIR, considerando um custo de capital de 13%.
Anos Capitais
00 (85.000)
01 12.500
02 22.300
03 25.000
04 25.000
05 30.000
85000 chs g cfo; 12500 g cfj; 22.300 g cfj; 25.000 g cfj; 25000 g cfj; 30000 g cfj; F IRR 
= 9,70% a.p.
Resposta: TIR = 9,70%. Como TIR é menor que a taxa de custo de capital, o projeto 
não deve ser aceito.
ANÁLISE DO SIGNIFICADO DA TIR: 
•	 Todos os retornos gerados pelo projeto serão reinvestidos no valor da taxa interna de retorno 
calculado.
•	 Quando calculamos com a taxa interna de retorno (TIR), o valor presente de todas as entradas 
do fluxo de caixa será igual ao valor presente do investimento.
•	 A maior vantagem do método da TIR é dar o resultado em forma de porcentagem em vez 
de valor monetário.
NOTA
! �
Leia com atenção o material: Análise de Risco: o que se diz, 
o que se faz, e o que realmente é?
Que levanta algumas questões pertinentes ao nosso estudo.
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Análise de Risco: o que se diz, o que se faz, e o que realmente é?
É perceptível o crescente interesse das organizações brasileiras por saber qual 
seu grau de exposição frente às ameaças capazes de comprometer a estabilidade da 
sua operação. São ameaças que nos fazem suar frio: concorrentes, hackers, funcionários 
insatisfeitos, que somadas ao grandenúmero de vulnerabilidades nos sistemas tecnológicos, 
materializam o nível de risco de uma organização. Arriscar faz parte da estratégia, conhecer 
e gerenciar os riscos é administrar o futuro.
Antes de detalhar o que representa uma Análise de Risco, vamos sincronizar nossos 
termos. Por segurança entende-se ‘certeza’. Garantir que as suas estratégias retornarão 
no nível desejado significa identificar e entender os riscos, para então administrá-los. Estar 
vivo, por exemplo, significa “arriscar diariamente”. Atravessar a rua, ir ao jogo de futebol 
ou dirigir são exemplos de situações que envolvem fatores de risco; mas como já estamos 
acostumados a enfrentá-los, formamos um instinto natural para o cálculo de energia utilizada 
para minimizar e controlar os riscos. 
Podemos utilizar a mesma analogia para o mundo corporativo, onde o “estilo de vida” 
é a operação da empresa, a exposição é o alcance da sua operação, e a energia investida 
para minimizar os riscos é o investimento despendido para conhecer e controlar a situação.
Como analisar riscos sem estudar minuciosamente os processos de negócio que 
sustentam sua organização? Como classificar o risco destes processos sem antes avaliar 
as vulnerabilidades dos componentes de tecnologia relacionados a cada processo? Quais 
são os seus processos críticos? Aqueles que sustentam a área comercial, a área financeira 
ou a produção? Você saberia avaliar quantitativamente qual a importância do seu servidor 
de web? Para cada pergunta, uma mesma resposta: conhecer para proteger. 
A Análise de Risco se divide em cinco partes de igual importância: isoladas, estas 
partes representam muito pouco ou quase nada. Alinhados e geridos de forma adequada, 
estes componentes da análise de risco podem apontar caminhos seguros na busca ao nível 
adequado de segurança de uma organização. Os cinco pontos são:
• Identificação e Classificação dos Processos de Negócio 
• Identificação e Classificação dos Ativos 
• Análise de Ameaças e Danos 
• Análise de Vulnerabilidades 
• Análise de Risco 
Utiliza-se como métrica as melhores práticas de segurança da informação do 
mercado, apontadas na norma ISO/IEC 17799. A partir destas informações faz-se possível 
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a elaboração do perfil de risco, que segue a fórmula: (Ameaça) x (Vulnerabilidade) x (Valor 
do Ativo) = RISCO. Atenção: a ISO/IEC 17799 não ensina a analisar o risco, serve apenas 
como referência normativa. 
O que mais incomoda aos consultores exigentes é o crescente número de empresas 
“de segurança da informação” que dizem preparar a “análise de risco”, mas na verdade 
fazem, quando muito, uma “análise de vulnerabilidades”. Coisa muito sem sentido, mas que 
até engana, afinal de contas os conceitos de Análise de Risco são ainda pouco conhecidos. 
Analisar riscos, definitivamente, não significa passar um scanner automático na rede. 
Desconfie quando propuserem analisar o “risco”, sem mencionar como será avaliada a 
ameaça e como serão valorados os ativos (tecnológicos, humanos e processuais). 
São muitas as dúvidas sobre o assunto. Reuni neste artigo apenas algumas, representando 
de maneira bastante objetiva o que acredito ser de interesse dos gestores de tecnologia. 
A - Por que fazer uma análise de risco?
Durante o planejamento do futuro da empresa, a alta administração deve garantir que 
todos os cuidados foram tomados para que seus planos se concretizem. A formalização de 
uma Análise de Risco provê um documento indicador de que este cuidado foi observado. 
O resultado da Análise de Risco dá à organização o controle sobre seu próprio destino. 
Através do relatório final, pode-se identificar quais controles devem ser implementados em 
curto, médio e longo prazo. Há então uma relação de valor; ativos serão protegidos com 
investimentos adequados ao seu valor e ao seu risco. 
B - Quando fazer uma análise de riscos?
Uma análise de riscos deve ser realizada sempre antecedendo um investimento. 
Antes da organização iniciar um projeto, um novo processo de negócio, o desenvolvimento 
de uma ferramenta ou até mesmo uma relação de parceria, deve-se mapear, identificar e 
assegurar os requisitos do negócio. Em situações onde a organização nunca realizou uma 
Análise de Risco, recomendamos uma validação de toda a estrutura. 
C - Quem deve participar da análise de riscos? 
O processo de análise de riscos deve envolver especialistas em análise de riscos 
e especialistas no negócio da empresa, esta sinergia possibilita o foco e a qualidade do 
projeto. Um projeto de Análise de Risco sem o envolvimento da equipe da empresa, muito 
dificilmente retratará a real situação da operação. 
D - Quanto tempo o projeto deve levar?
A execução do projeto deve ser realizada em tempo mínimo. Em ambientes dinâmicos 
a tecnologia muda muito rapidamente. Um projeto com mais de um mês, em determinados 
ambientes, ao final, pode estar desatualizado e não corresponder ao estado atual da organização. 
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Conhecer o risco é ganhar mobilidade. Alguns riscos, como o choque de um avião 
contra o nosso prédio, só poderemos evitar a um alto custo; não é isso que queremos. Esse 
diagnóstico, que até bem pouco tempo ocultava-se sobre pequenas e isoladas iniciativas do grupo 
de tecnologia da informação, quase sempre relacionado a aspectos técnicos da famosa “análise 
de vulnerabilidades tecnológicas”, já é reconhecido como ferramenta de suporte estratégico.
O conceito de análise de risco está intimamente relacionado à figura de Competitive 
Intelligence (Inteligência Competitiva), uma vez que agrega “solidez” à informação corporativa. 
Quem sabe, com a condição de controlar as ameaças, não poderemos derivar desta 
ferramenta o conceito de “administração de cenários”? A escolha é sua: quem dá as cartas?
F. F. Ramos é consultor da Axur Information Security
FONTE: Disponível em: <http://www.malima.com.br/article_read.asp?id=339>. Acesso em: 18 jun. 
2012.
AUTO
ATIVI
DADE �
1 Verificar se o projeto abaixo deve ser aplicado, analisando pelo método da TIR, e 
considerando que o custo de capital é de 20% a.a.
Datas Capitais
00 (1.000)
01 250
02 300
03 350
04 400
05 550
2 Verificar se o projeto deve ou não ser aceito, aplicando o método da TIR, considerando 
o custo de capital de 16% a.a.
Datas Capitais
00 (30.000)
01 7.000
02 7.500
03 8.200
04 9.000
05 12.000
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3 Analisar se o projeto para a instalação de um laboratório que apresenta o fluxo de 
caixa abaixo deve ser recomendado pelo método da TIR, sabendo-se que o custo 
de capital da empresa é de 11% ao ano.
Data Capitais
00 (30.000)
01 (20.000)
02 0
03 10.000
04 14.000
05 18.000
06 22.000
07 26.000
4 Um projeto tem um custo inicial de R$ 3.500,00. Seus fluxos de caixa são: R$ 500,00 
no primeiro ano, R$ 1.500,00 no segundo, R$ 2.500,00 no terceiro. Qual é a TIR? 
Sendo o custo de capital da empresa de 9%, deveríamos fazer este investimento?
5 Quais são as TIR dos fluxos de caixa abaixo? Qual o projeto que seria aceito se o 
custo de capital da empresa fosse de 20% a.a.?
Anos Fluxo de Caixa “A” Fluxo de Caixa “B”
00 (3.000) (5.000)
01 1.500 4.500
02 1.200 1.100
03 800 800
04 300 300
05 100 1.000
06 200 500
6 Um projeto que gera fluxo de caixa conforme tabela a seguir vale a pena ser implantado 
se a taxa de retorno exigida é de 15%? E se for exigido retorno de 22%?
Anos Capitais
 00 (1.500)
01 40002 400
03 400
04 400
05 400
06 400
07 400
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2.5 MÉTODO DA ANÁLISE INCREMENTAL - CONFLITO VPL X TIR
Quando os projetos são mutuamente excludentes, para escolher o melhor projeto 
aplicando o método da TIR será necessário realizar outro procedimento. Devemos aplicar, 
obrigatoriamente, o método denominado Análise Incremental. 
Exemplo 1: A empresa está fazendo uma análise para escolher o melhor, dentre dois 
projetos, para expandir sua capacidade de produção. Os projetos são mutuamente excludentes 
(apenas um projeto pode ser escolhido). Os fluxos de caixa dos projetos são apresentados 
abaixo e sabendo que o custo de capital é de 15% a.a., qual dos dois projetos seria o escolhido?
Desafiante Desafiado Desafiado - Desafiante 
Anos Projeto A Projeto B Análise Incremental (B-A)
00 (325.000) (500.000) (175.000)
01 140.000 100.000 (40.000)
02 120.000 120.000 0
03 95.000 150.000 55.000
04 70.000 190.000 120.000
05 50.000 250.000 200.000
TIR 17,3% 15,7% 14,3%
VPL 14.822 9.250 (5.572)
• Se TIR (B-A) > Custo de Capital → o projeto B é melhor que o projeto A.
• Se TIR (B-A) < Custo de Capital → o projeto A é melhor que o projeto B. 
 Ou:
• Se VPL (B-A) > 0, → o projeto B é melhor que o projeto A.
• Se VPL (B-A) < 0, → o projeto A é melhor que o projeto B. 
Portanto, a análise incremental mostra que o projeto A deve ser o escolhido porque o VPL 
do fluxo incremental é negativo e a TIR de 14,3% é menor do que o custo de capital, de 15%.
Exemplo 2: Decidir sobre os projetos 1 e 2 com custo de capital de 15% a.a.
Desafiante Desafiado Desafiado - Desafiante
Períodos Projeto 1 Projeto 2 Análise Incremental (2 – 1)
00 (100.000) (1.000.000) (900.000)
01 50.000 400.000 350.000
02 50.000 400.000 350.000
03 60.000 500.000 440.000
04 70.000 600.000 530.000
05 80.000 700.000 620.000
TIR 48,6% 37,8% 36,54%
VPL 100.533 670.117 569.584
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A análise incremental mostra que o projeto escolhido seria o projeto 2, porque o VPL 
é maior do que zero, ou seja, no valor de R$ 569.584,00, e a TIR 36,54% é maior do que o 
custo de capital de 15%. 
LEITURA COMPLEMENTAR
Os métodos quantitativos de análise de investimentos
 
Alexandre Assaf Neto
Professor - Doutor do Departamento de Contabilidade e Atuária da FEA/USP
O estudo de avaliação de investimentos se refere basicamente às decisões de aplicações 
de capital em projetos que prometem retornos por vários períodos consecutivos. 
O tema se insere no âmbito da administração financeira em longo prazo, promovendo 
repercussões importantes sobre o desempenho futuro da empresa e, ainda em termos 
agregados, sobre o crescimento da economia. 
Uma empresa, em determinado instante, pode ser vista como um conjunto de projetos 
de investimento em diferentes momentos de execução. O seu objetivo financeiro, ao avaliar 
alternativas de investimento, é o de maximizar a contribuição marginal desses recursos de 
capital, promovendo o incremento de sua riqueza líquida. 
É importante ressaltar que o investimento de capital se apresenta, geralmente, como 
uma parte (algumas vezes pequena) do processo de tomada de decisões empresariais. 
Frequentemente, objetivos estratégicos se apresentam como fatores decisoriais relevantes na 
seleção de projetos de investimentos. Esta realidade frustra, em diversos momentos, posições 
mais teóricas de se identificar as melhores alternativas a partir unicamente dos métodos 
quantitativos de avaliação de investimentos. Outros fatores de importância são também 
considerados na avaliação, permitindo incorporar um estudo de natureza qualitativa. 
O segmento de investimento de capital é bastante complexo e amplo, envolvendo 
inúmeros critérios e métodos de análise. O presente trabalho não tem o intuito de abordar 
todas as suas partes. O objetivo básico é o de avaliar, dentro de um posicionamento mais 
crítico, os principais aspectos dos métodos quantitativos mais utilizados pelas empresas para 
análise de investimentos.
 INFORMAÇÕES MÍNIMAS PARA AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS
 
O processo de avaliação de investimentos demanda uma série de informações 
financeiras, enunciadas segundo diversos critérios. Da mesma forma, diferentes estados de 
mercado e da economia interferem nos critérios de análise de investimentos. 
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As informações mínimas necessárias são descritas, em seus aspectos essenciais, a seguir. 
a) Fluxo de Caixa Líquido 
A avaliação de investimento é executada a partir de fluxo líquido de caixa, medido, para 
cada período do intervalo de tempo, pela diferença entre os fluxos de entrada e os de saída de 
caixa. Nestes fluxos são computados somente os movimentos efetivos de recursos, com reflexos 
financeiros sobre o caixa, desprezando-se receitas e despesas de natureza eminentemente 
contábil (depreciação, amortização, reavaliação patrimonial, entre outros resultados que não 
são pagos ou recebidos em termos de caixa). 
A análise de investimento é processada com base em fluxos de caixa, sendo o 
dimensionamento desses valores considerado como o aspecto mais importante da decisão. 
A representatividade dos resultados de um investimento é bastante dependente do rigor e 
confiabilidade com que os fluxos de caixa foram estimados. 
A decisão de se avaliar projetos de investimento com base nos resultados de caixa, e 
não a partir do lucro, é devida a uma necessidade econômica, revelando a efetiva capacidade 
da empresa em remunerar o capital aplicado e reinvestir os benefícios gerados. 
b) Valores Incrementais 
Os fluxos de caixa são computados em seus valores incrementais, ou seja, pelos fluxos 
de entrada e saída de caixa que se originam da decisão de investimento em consideração. Isto 
equivale a concluir que, inexistindo o investimento, os fluxos de caixa atribuíveis à proposta 
deixam de existir. 
O fluxo de caixa incremental adotado como modelo básico na análise de investimento 
apresenta-se genericamente com a seguinte estrutura: 
FC = [ Δ ROP - IR (Δ ROP)] + Δ DND 
FC = Δ ROP x (1 - IR) + Δ DND 
onde: 
Δ FC = Fluxo de caixa incremental;
Δ ROP = resultado operacional incremental; 
IR = alíquota de imposto de renda aplicável sobre o resultado operacional incremental; 
Δ DND = despesas não desembolsáveis incrementais (depreciação, basicamente). 
c) Taxa Mínima de Atratividade 
Na seleção de investimento é necessária a definição prévia da taxa de retorno exigida, 
isto é, a taxa de atratividade econômica do projeto. 
Ao se trabalhar com métodos de fluxo de caixa descontado, a taxa de atratividade 
constitui-se no parâmetro de avaliação dos projetos, a meta econômica mínima a ser alcançada. 
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No método do valor presente líquido, a taxa de atratividade é o percentual de desconto 
dos fluxos de caixa. Sendo o valor presente das entradas menos o das saídas de caixa positivo, 
há indicação técnica de aceitação do investimento. Em caso contrário, deve ser rejeitado. 
No método da taxa interna de retorno, a taxa de atratividade é comparada com o retorno 
calculado, indicando aceitação quando esta última for, pelo menos, igual à taxa de desconto utilizada. 
d) Outras Informações 
Outras informações a respeito do processo de investimento devem ser levadas em 
consideração na análise. 
* Origens das Propostas: expansão, lançamentode novos produtos, modernização, 
instalação, relocalização. 
* Tipos de Investimentos: independentes, economicamente dependentes, mutuamente 
excludentes, restrições orçamentárias. 
É preciso levar em conta, ainda, os aspectos de risco inerentes a todo projeto. Como 
os investimentos são decisões tomadas fundamentalmente em relação ao futuro, é sempre 
necessário que se inclua avaliação do risco no estudo da viabilidade econômica. 
Por exemplo, os fluxos de caixa definidos para as decisões de investimento são valores 
previstos de ocorrer ao longo de determinado período de tempo futuro, estando associados, 
evidentemente, às incertezas inerentes às previsões. 
Existem diversos métodos de Matemática e Estatística usados para se avaliar o risco de 
um investimento, buscando todos eles conhecer a probabilidade de ocorrência de determinado 
estado de natureza e seus resultados. Algumas técnicas e métodos bastante adotados são: 
Medidas Estatísticas de Dispersão, Distribuição de Probabilidades, Método de Monte Carlo, 
Árvores de Decisão (adotadas em decisões sequenciais), Simulação etc. 
Muitas vezes, a unidade decisorial adota, de maneira mais simplificada, o incremento 
da taxa de retorno exigida do investimento como critério de avaliação de risco. Dependendo 
de certas circunstâncias, esta medida nem sempre é adequada. 
A moderna teoria de Finanças vem incorporando, nas decisões de investimento 
em condições de risco, o método do CAPM - “Capital Asset Pricing Model”, ou Modelo de 
Precificacão de Ativos. O CAPM, em essência, define a remuneração pelo risco através da 
taxa adotada pelo mercado. 
Tratando-se principalmente da economia brasileira, é necessário incluir-se a inflação 
nas decisões de investimento como um fator de maior risco. Os problemas mais relevantes da 
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inflação são a dificuldade em prever os seus valores e maior complexidade em considerá-la 
tecnicamente no processo de análise. 
Dentro da influência da inflação sobre a análise de investimento, a sua inclusão é 
tratada na definição da taxa de desconto a ser utilizada na avaliação dos benefícios e, mais 
intensamente, sobre os resultados de caixa gerados no tempo. 
Diante do exposto, os fluxos de caixa das alternativas de investimento podem se 
apresentar expressos sob diferentes formas: 
Fluxos de Caixa Nominais - encontram-se expressos em valores correntes da época 
de sua ocorrência. 
Fluxos de Caixa Constantes - os valores apresentam o mesmo poder de compra, ou 
seja, estão referenciados em moeda de mesma capacidade aquisitiva. 
Fluxos de Caixa Descontados - Os valores encontram-se todos atualizados para a data 
presente, através de uma taxa de desconto definida para o investimento.
FONTE: Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S141392511992000300001&script=s
ci_arttext> Acesso em: 18 jun. 2012
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RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico vimos:
•	 O que é análise de investimentos, seus princípios, quando tomar a decisão, para que tomar 
a decisão. Também conheceu os tipos de projetos de investimento. Os critérios adotados 
na tomada de decisão.
•	 A relação entre taxa mínima de atratividade e retorno de capital.
•	 A diferença entre um projeto independente e mutuamente excludente.
•	 Os métodos de análise de investimento, como calcular e interpretar os resultados para a 
tomada de decisão comparando a TMA com a TIR.
•	 O método para escolha de projetos mutuamente excludentes, aplicando a regra do VPL e 
da TIR. 
•	 Como aplicar e interpretar os resultados de acordo com a regra.
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AUTO
ATIVI
DADE �
1 Faça a análise incremental dos projetos abaixo, mutuamente excludentes, 
considerando que a taxa de retorno requerida para esses investimentos é de 20% 
ao período, e definir qual o projeto deverá ser escolhido utilizando o método da TIR.
Desafiante Desafiado Desafiado - Desafiante
Períodos Projeto A Projeto B Análise Incremental (B- A)
00 (100.000) (200.000)
01 60.000 30.000
02 50.000 40.000
03 40.000 180.000
04 40.000 200.000
TIR
VPL
2 Uma empresa tem dois projetos para modernizar a sua linha de produção, sendo que 
são projetos mutuamente excludentes, ou seja, a aceitação de um projeto elimina o 
outro. Avalie os projetos pela análise incremental, considerando duas hipóteses de 
custo de capital: 8% e 12%, e defina a escolha pelo método da TIR.
ANOS PROJETO A PROJETO B B - A
0 (50.000) (80.000)
1 15.000 23.000
2 15.000 23.000
3 15.000 23.000
4 15.000 23.000
5 15.000 23.000
TIR
VPL-8%
VPL-12%
3 A empresa Perfil S/A está analisando dois projetos mutuamente excludentes. O seu custo 
de capital é de 12%, e os seus fluxos de caixa foram estimados conforme demonstrado 
na tabela abaixo. Calcule o VPL e a TIR de cada projeto. Efetue a análise incremental e 
avalie qual projeto deverá ser aceito, baseando-se exclusivamente pelo método da TIR.
Períodos Projeto Alfa Projeto Beta Beta - Alfa
0 (85.000) (130.000)
1 40.000 25.000
2 35.000 35.000
3 30.000 45.000
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4 10.000 50.000
5 5.000 55.000
VPL
TIR
VPL incremental - -
TIR incremental - -
4 Analise os investimentos abaixo, que são mutuamente excludentes, considerando o 
custo de capital de 15%. Qual projeto deverá ser escolhido utilizando o método da TIR?
Períodos Projeto C Projeto D D – C
0 (100.000) (100.000)
1 60.000 15.000
2 50.000 20.000
3 40.000 90.000
4 40.000 110.000
TIR
5 Faça a análise incremental dos projetos abaixo, mutuamente excludentes, considerando 
que a taxa de retorno requerida para esses investimentos é de 16% ao período, e defina 
qual projeto deverá ser escolhido utilizando o método da VPL, e o porquê da escolha.
Desafiante Desafiado Desafiado - Desafiante
Períodos Projeto A Projeto B Análise Incremental (B- A)
00 (150.000) (200.000)
01 60.000 30.000
02 50.000 20.000
03 50.000 130.000
04 40.000 200.000
VPL
 
6 Faça a análise incremental dos projetos abaixo, mutuamente excludentes, 
considerando que a taxa de retorno requerida para esses investimentos é de 10% 
ao período, e defina qual projeto deverá ser escolhido utilizando o método da TIR ou 
VPL, e o porquê da escolha.
Desafiante Desafiado Desafiado - Desafiante
Períodos Projeto A Projeto B Análise Incremental (B- A)
00 (100.000) (200.000)
01 60.000 30.000
02 50.000 40.000
03 40.000 180.000
04 40.000 200.000
TIR
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AVAL
IAÇÃ
O
Prezado(a) acadêmico(a), agora que chegamos ao final 
da Unidade 1, você deverá fazer a Avaliação referente a esta 
unidade.

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