MELHORAMENTO GENETICO DA MANDIOCA
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MELHORAMENTO GENETICO DA MANDIOCA


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UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL CAMPUS ERECHIM-RS
Melhoramento Genético Em Cana de Açúcar e Mandioca
Micael M. Dutra Loredam F. Fistarol
Melhoramento Genético/Leandro Galon
Erechim, outubro 2012
MELHORAMENTO GENÉTICO DA MANDIOCA (Manihot esculenta)
 	A mandioca é uma planta originaria da América do Sul e exerceu um papel relevante para as populações nativas, e desempenhou papel importante nos primórdios da colonização do Brasil, como cultura de subsistência e também como produto de valor comercial, a mandioca destaca-se como uma planta muito usada, tanto em alimentação humana e animal quanto em uso industrial. É uma fonte de carboidratos usada em vários países como Brasil, África, Ásia e América Latina entre outros.
As transformações ocorridas com a cultura da mandioca não se dão de forma linear, elas se relacionam com outras mudanças ocorridas nos sistemas produtivos e se refletem diretamente na organização da produção, bem como na alocação da mão-de-obra envolvida.
 	O melhoramento genético da cultura da mandioca tem se desenvolvido em diferentes estágios, tais como avaliação de variedades nativas, coleta e intercambio de germoplasma regional e global, recombinação e seleção de clones e uso de espécies silvestres para ampliar a base genética A partir dos anos 80, a biotecnologia tem sido desenvolvida e aplicada para facilitar e aumentar a eficiência do melhoramento da mandioca.
 	As atividades do Programa de Melhoramento Genético de Mandioca do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) iniciaram-se na década de 1930. O projeto é o mais antigo existente na área e conta com a maior variabilidade genética dos bancos de germoplasma do mundo.
 	A partir de 1976, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em parceria com as Unidades Estaduais de Pesquisa e Universidades, passou a desenvolver e coordenar projetos de melhoramento genético com a cultura da mandioca, visando atender diferentes ecossistemas do Pais. 
A geração e seleção de novos clones, por meio de recombinações, têm sido desenvolvidas por poucas instituições de pesquisa no Brasil.
 	Com resultados principais desses trabalhos foi ampliada a base genética de mandioca nos bancos de germoplasma do Pais, identificados e gerados novos clones resistentes as principais pragas e doenças, com alto potencial de rendimento de raízes e adaptados aos diferentes ecossistemas onde se cultiva a mandioca no Brasil
CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA 
 	Dentro da sistemática botânica de classificação hierárquica a mandioca pertence à classe das dicotiledôneas, a subclasse Archiclamydeae, a ordem Euphorbiales, a família Euphorbiaceae, a tribo Manihoteae, ao gênero Manihot e a espécie Manihot esculenta Crantz,
a mandioca reproduz-se por propagação vegetativa, embora a produção de sementes sexuais acorra facilmente nessa espécie, gerando diversidade genética no âmbito de agricultores; isso constitui a principal fonte de diversidade da mandioca para as comunidades indígenas situadas na Floresta Amazônica.A estrutura orgânica reprodutiva de M. esculenta é típica de espécies alógamas. Para fins de melhoramento genético, a taxa de cruzamento é facilmente manejável, permitindo desde 100% de autofecundação ate 100% de cruzamentos. 
 	A mandioca é uma espécie monóica, com flores masculinas e femininas dispostas na mesma inflorescência é considerada uma espécie diplóide, possuindo 2n=36 cromossomos, com meiose regular de 18 bivalentes, mas de origem alotetraplóide segmental com um numero básico de cromossomo X=9.
OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS DO MELHORAMENTO
 	Os objetivos de um programa de melhoramento genético com mandioca são estabelecidos em função das demandas de produção, processamento e mercado e são específicos para cada pais ou região, apesar de observar-se que muitos são comuns, principalmente no que se refere ao incremento de produtividade de raízes e a resistência à praga e doenças. No entanto, os objetivos devem ser dinâmicos e ajustados à evolução do cultivo, a diversificação do produto final e as oportunidades de mercados alternativos. (
 	Em mandioca, dificilmente os objetivos tem se limitado ao melhoramento de um único caráter mas independente do numero de caracteres, os objetivos do melhoramento genético da mandioca consideram os seguinte aspectos: o ecossistema e a finalidade de exploração do cultivo. Apesar de adaptar-se a diferentes condições edafoclimáticas , a mandioca apresenta alta interação dos genótipos com o ambiente, indicando que um mesmo genótipo dificilmente comporta-se da mesma maneira em todas as regiões ecológicas.
MÉTODOS DE MELHORAMENTO GENÉTICO UTILIZADOS EM MANDIOCA
 	Os métodos de melhoramento genético de um cultivo são definidos em função de seu modo de reprodução, da variabilidade genética disponível, do modo de propagação e dos objetivos do programa. 
 	Em mandioca, alguns fatores influenciam a escolha dos métodos de melhoramento, tais como as características genéticas e citogenéricas da espécie, o nível de endogamia, o habito de florescimento e de polinização das plantas, a baixa taxa de produção de semente por polinização e o seu modo de propagação vegetativa. Acrescenta-se a isso a macho esterilidade, comum na espécie, e o seu alto grau de heterozigosidade, alem disso a mandioca, por se tratar de uma espécie alógama, altamente heterozigota, apresenta ampla segregação na primeira geração apos a hibridação. 
 	Os principais métodos de melhoramento genético utilizados na cultura da mandioca são a introdução e seleção de variedades, a hibridação intraespecífica, a hibridação interespecífica e a indução de poliplóides.
 	A introdução de variedades como um método de melhoramento, em mandioca, é o método mais comum de desenvolvimento de novas variedades. A introdução, seguida de avaliações criteriosas, alem de construir o método mais simples e menos oneroso utilizado em mandioca, apresenta uma grande chance de êxito, em função da ampla diversidade genética disponível, ainda pouco explorada.
 	A hibridação intraespecífica, seguida de seleção, é o método mais comum utilizado em mandioca, quando se deseja criar variabilidade ou transferir características de interesse econômico. Os cruzamentos são realizados entre parentais da mesma espécie, portadores de características complementares, seguidos de seleção fenotípica dos clones, individualmente, baseada na sua performance através de anos e em diferentes locais. O sucesso desse método depende, fundamentalmente, da escolha adequada dos parentais e da eficiência da seleção dos genótipos dentro das progênies resultantes de cada cruzamento. 
 	Hibridação interespecífica em mandioca tem potencial, mas devem ser utilizadas em maior escala apos um completo conhecimento e exploração da diversidade genética da espécie M. esculenta ou no caso de desejar-se modificar algumas características próprias dessa espécie. 
 	A indução de poliplóides tem sido um método pouco utilizado e esta baseado na premissa de que a poliploidia esta associada a certas características da planta, tal como o vigor da parte aérea, incluindo as folhas maiores, mais espessas e boa retenção foliar. A indução de poliplóides tem sido objeto de estudos na Índia mediante tratamento com colquicina.
SUMA E ESTADO ATUAL DO MELHORAMENTO
 	Uma serie de fatores ocorridos nos anos 90 delineou o estado atual da arte do melhoramento genético da mandioca: redução de órgãos financiadores para pesquisas com mandioca, no âmbito global e na maioria dos países; incremento no interesse do setor privado para promover a produção e o processamento de mandioca e dar suporte a pesquisas aplicadas; incorporação de metodologias de pesquisa participativa com agricultores nos programas de melhoramento convencional; aplicação da biotecnologia como uma ferramenta na solução de aspectos importantes e aumento do intercambio entre os cientistas que se dedicam à pesquisa da mandioca.
 	Existe um maior envolvimento do setor privado em financiar atividades de pesquisa que
Fernando
Fernando fez um comentário
Alguém tem algum assunto que fale sobre História melhoramento genético do quiabo
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