As ciências criminais - Resumo
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As ciências criminais - Resumo


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Ciências Criminais
Pensamento positivista
Escola Clássica
É importante entender o processo de sistematização dos princípios e dos valores que
orientam a aplicação e a interpretação das normas penais (dogmática jurídico-penal).
Positivismo: corrente de pensamento que propõe que a produção de conheci-
mento seja baseada no modelo cientíco de experimentação, e não na metafísica
ou na teologia.
Não reúne uma linha de pensamento comum dos adeptos do positivismo jurídico;
positivistas que negaram o caráter cientíco das valorações cientícas do delito.
Ideais do Iluminismo: serviram de fundamento básico para uma nova doutrina que
representou a humanização das Ciências Penais; sanções criminais muito cruéis em
meados do século XVIII e era preciso uma revolução no sistema punitivo; obras foram
Diferentes correntes de pensamento = Escolas Penais.
Século XIX: surgiram várias correntes de pensamento que iam de encontro a esse
caráter cientíco de valoração jurídica do delito, e que defendiam a substituição da
ciência pelo método da sociologia e da antropologia, por exemplo; surgimento da
Criminologia, como uma ciência autônoma que se dedica ao estudo do delito.
Reação ao positivismo cientíco: positivismo jurídico - defendia o estudo do delito
sob o ponto de vista exclusivamente jurídico; tomava o Direito Positivo como objeto
de investigação, ou seja, era o Direito Positivo que era observado cienticamente, e
adotava um modelo descritivo e classicatório característico das ciências naturais.
Importância de analisar as linhas de pensamento que foram determinantes para ela-
borar a dogmática jurídico-penal.
Objetivo da dogmática: averiguar o conteúdo das normas penais, os pressupostos
dessas normas, as consequências, denir quais fatos são puníveis ou não e conhecer
o que a vontade geral expressa na lei pretende punir e como quer fazer isso.
Ciências criminais
Direito Penal I
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dedicadas a censurar e a condenar a legislação penal em vigor, defendendo as liber-
dades do indivíduo e os princípios de dignidade humana.
Rousseau: teoria do Contrato Social.
A racionalidade do contrato e a legitimidade da punição eram questionados.
Francesco Carrara foi, junto de Cesare de Beccaria, o autor que simbolizou a Escola
Clássica. Ele se baseava no Direito Natural, de onde emanavam direitos e deveres. O
equilíbrio desses direitos e deveres deveria ser garantido pelo Estado.
A partir dessas teorias começou a ser elaborado o exame analítico do crime, que dis-
tinguia os diferentes e vários componentes do crime.
Pena: medida repressiva, aitiva e pessoal, que se aplicava ao autor de um delito que
tivesse agido com capacidade de querer e entender.
Pena: reação natural da sociedade contra um ato anormal de um indivíduo.
Objetivo: aplicar ao Direito os mesmos métodos de observação e investigação usa-
dos nas outras disciplinas, mas logo perceberam que isso não era possível; concluí-
ram que a atividade jurídica não era cientíca e propuseram que fosse adotada uma
sociologia do criminoso, o que levou ao nascimento da Criminologia.
Três fases: antropológica (Lombroso), sociológica (Ferri) e jurídica (Garofalo).
A responsabilidade social deriva do determinismo (vida em sociedade).
O delito é um fenômeno natural e social (fatores individuais, físicos e sociais).
A pena é um meio de defesa social com função preventiva.
O método é o indutivo ou experimental.
Os objetos de estudo do Direito Penal são o crime, o delinquente, a pena e o processo.
Escola Positiva
Surge num contexto no qual as ciências sociais estavam se desenvolvendo; importante
para um novo rumo nos estudos criminológicos; ia de encontro ao individualismo da
Escola Clássica; era necessário que os interesses sociais fossem priorizados em relação
aos individuais.
Delito e delinquente: patologias sociais.
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Terza scuola italiana: Escola Crítica
Escola moderna alemã
Escola Técnico-Jurídica
Defende o princípio da responsabilidade moral e a distinção entre imputáveis e inim-
putáveis; não aceita que a responsabilidade moral se fundamente no livre-arbítrio, e
substitui o livre-arbítrio pelo determinismo psicológico.
Adoção do método lógico-abstrato para o Direito Penal e método indutivo-experi-
mental para as demais ciências criminais.
Função nalística da pena, ou seja, a ideia de que a pena deve se ajustar à natureza
do delinquente, em substituição à ideia de sanção retributiva da Escola Clássica.
Eliminação ou substituição das penas privativas de liberdade de curta duração, que
representa a busca por penas alternativas.
A distinção entre imputáveis1 e inimputáveis, não com base no livre-arbítrio, mas na
normalidade de determinação do indivíduo, dividindo as sanções em penas e medi-
das de segurança.
Franz Von Liszt: sistematizou o Direito Penal, dando a ele uma estrutura mais com-
plexa e completa, admitindo a fusão com outras disciplinas como a criminologia e a
política criminal; o Direito Penal precisa sempre se orientar de acordo com um m,
um objetivo ao qual ele se destina, precisa ter uma utilidade, um efeito útil.
Corrente de renovação metodológica; restaurou o critério propriamente jurídico do
Direito Penal, apontando o verdadeiro objeto de estudo do Direito Penal, o crime,
como fenômeno jurídico.
Medida de segurança de caráter preventivo deve ser aplicável aos inimputáveis.
Crime: fenômeno humano-social e fato jurídico.
Delito: pura relação jurídica de conteúdo individual e social.
Pena: uma reação e uma consequência do crime, com função preventiva geral e espe-
cial, aplicável aos imputáveis.
Crime: fenômeno social e individual, que tem como m a defesa social.
1Imputável = pessoa que pode ser responsabilizada criminalmente; que pode sofrer uma pena.