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FICHA DE ESTUDO PARA G1 DE PROCESSO CIVIL	
Princípios Constitucionais do Processo Civil:
Outros princípios do Processo Civil:
Princípio do impulso processual
Uma vez instaurada a relação processual, compete ao juiz mover o procedimento de fase em fase, até exaurir a função jurisdicional. Trata-se, sem dúvida, de princípio ligado intimamente ao procedimento (roupagem formal do processo), nessa sede iremos abordá-lo mais profundamente.
Princípio da lealdade processual
O processo, por sua índole, em sendo eminentemente dialético, é reprovável que as partes dele se sirvam faltando ao dever de honestidade, boa-fé, agindo deslealmente e empregando artifícios fraudulentos. Já vimos que a finalidade suprema do processo é a eliminação dos conflitos existentes entre as partes, possibilitando a estas respostas às suas pretensões, mas também para a pacificação geral na sociedade e para a atuação do direito, por isso que se exige de seus usuários e atores a dignidade que corresponda aos seus fins. O princípio que impõe esses deveres de moralidade e probidade a todos aqueles que participam do processo (partes, juízes e auxiliares da justiça; advogados e membros do Ministério Público) denomina-se princípio da lealdade processual.
Princípios da economia 
O princípio da economia significa a obtenção do máximo resultado na atuação do direito com o mínimo possível de dispêndio. É a conjugação do binômio: custo-benefício. A aplicação típica desse princípio encontra-se em institutos como a reunião de processos por conexão ou continência (CPC, art. 105), reconvenção, ação declaratória incidente, litisconsórcio etc.
Princípio da imparcialidade do juiz.
A isenção, em relação às partes e aos fatos da causa, é condição indeclinável do órgão da jurisdicional, para o proferimento de um julgamento justo. O juiz deve ser superpartes, colocar-se entre os litigantes e acima deles: é a primeira condição para que possa exercer sua função dentro do processo. A imparcialidade do juiz é, pois, pressuposto para que a relação processual se instaure validamente. Nesse sentido é que se diz que é órgão jurisdicional deve ser subjetivamente capaz.
Princípio da Cooperação
O Código de Processo Civil consagrou expressamente o princípio da cooperação (art. 6.º). Esse princípio impõe ao juiz, partes e demais sujeitos da relação processual que atuem de modo coordenado em vista do objetivo final do processo.
Princípio da primazia da solução de mérito.
Assim, expressa seu artigo 4º:
"As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa."
O objetivo a ser alcançado pelo CPC é a satisfação do pedido em tempo razoável, mediante a decisão de mérito, sendo que o princípio da cooperação, ou seja, da ação de boa-fé das partes, deve ser apreciado no interesse de todos.
Princípio da instrumentalidade das formas
Temos que a existência do ato processual não é um fim em si mesmo, mas instrumento utilizado para se atingir determinada finalidade. Assim, ainda que com vício, se o ato atinge sua finalidade sem causar prejuízo às partes não se declara sua nulidade.
COMPETÊNCIA NCPC
ART. 21 e 22 – Competência cumulativa / concorrente: Tratam daquilo que a doutrina denomina de "competência internacional concorrente", pois dispõem sobre casos em que não houve a exclusão do juiz estrangeiro, tanto podendo, pois, ser instaurada ação a respeito dessas causas perante juiz brasileiro quanto diante de juiz estrangeiro. Trata-se das ações: (a) em que o réu, independentemente de sua nacionalidade, tenha domicílio no Brasil (art. 21, I, do CPC/2015); (b) a respeito de obrigação que deva ser cumprida no Brasil (art. 21, II, do CPC/2015); (c) decorrentes de fato praticado no Brasil (art. 21, III, do CPC/2015); (d) de alimentos, quando o credor tiver seu domicílio ou residência no Brasil ou o réu mantiver vínculos pessoais ou reais no país (art. 22, I, do CPC/2015); (e) relativas às relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil (art. 22, II, do CPC/2015); e em que as partes, tácita ou expressamente, escolherem a jurisdição brasileira (art. 22, III, do CPC/2015).
*** Não ocorre Litispendência em ação proposta em territórios diferentes (Brasil x EUA) (exceção art. 24 do CPC). O artigo 960 trata da homologação de decisão judicial estrangeira. 
ART.23 – Competência exclusiva: É "competente" o juiz brasileiro (isto é, estará habilitado ao exercício da jurisdição), com exclusão de qualquer outro, para: (i) julgar ações que digam respeito a imóveis situados no território brasileiro; (ii) proceder à confirmação de testamento particular (em matéria de sucessão hereditária) e ao inventário e partilha de bens que estejam localizados no Brasil, mesmo que o falecido seja estrangeiro ou tenha domicílio fora do território nacional; e (iii) proceder à partilha de bens situados no Brasil, em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, mesmo que o titular seja estrangeiro ou tenha domicílio fora do território nacional.
 Competência Interna: 
Critérios para fixação de competência
Critério Objetivo - é adotado quando a competência for determinada por 3 destes:
*Em razão da matéria: A matéria a ser decidida (lide, pedido ou pretensão) desempenha papel de critério de competência, interferindo na sua fixação em primeiro grau de jurisdição. Exemplos: uma ação sobre relação de emprego é de competência da Justiça Trabalhista, e não da Justiça comum;
A infração à regra em que se elegeu como critério para fixação de competência a matéria a ser decidida gera vício que não fica acobertado pela preclusão, podendo ser decretado de ofício e a qualquer tempo (incompetência absoluta).
*Em razão do valor atribuído à causa: É relevante na fixação da competência dos Juizados Especiais (estaduais e federais). Nos Juizados Especiais Cíveis estaduais, um dos parâmetros de determinação da competência é o valor da causa (o valor não pode exceder 40 salários mínimos).
 
*Em razão das pessoas envolvidas no litígio: Ratione personae - é daquela definida pelo art. 109, I, da CF e reiterada pelo art. 45 do CPC/2015, segundo a qual são de competência da Justiça Federal as causas em que for parte ou terceiro interveniente a União, suas empresas públicas, fundações e entidades autárquicas, ressalvadas as hipóteses de recuperação judicial, falência, insolvência civil, acidentes de trabalho e as causas sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. 
 
Critério Funcional - abrange a competência hierárquica, que identifica a competência dos tribunais. 
É determinada pela função que o órgão jurisdicional deve exercer no processo. Normalmente, no mesmo processo, terão de atuar dois ou mais órgãos jurisdicionais. A competência funcional pode ser determinada a partir do objeto do próprio juízo, da hierarquia e das distintas fases do procedimento. Em regra a competência é do juiz de primeira instância, porém há casos em que a competência originária será dos tribunais (exceção).
Critério territorial – Considera a divisão em razão dos foros ou circunscrições judiciárias.
(a) regras gerais (foro comum):
(a.1) do domicílio do réu, pessoa natural (art. 46, caput);
(a.2) foro da pessoa jurídica (art. 53, III, a e b): nas ações contra ela propostas, o da sua sede ou o da sua agência ou sucursal em que a obrigação (discutida na ação) foi contraída;
(a.3) foro da sociedade de fato (art. 53, III, c): nas ações contra ela propostas, o do local onde usualmente exerce suas atividades;
(b) foros subsidiários ao comum (art. 46, §§ 1º a 4º):
(b.1) réu com mais de um domicílio: o foro de qualquer um deles;
(b.2) réu com domicílio incerto ou desconhecido: foro de onde for encontrado ou no do autor;
(b.3) réu sem domicílio ou residência no Brasil: foro do autor ou, se esse também residir no exterior, qualquer foro;
(b.4) pluralidade de réus: o foro do domicílio de qualquer deles;
(c) foros especiais:
(c.1) foro da situação do imóvel (art. 47): foro de onde se situa o imóvel,nas ações fundadas em direito real sobre imóvel e nas ações possessórias imobiliárias (sendo excepcionalmente absoluta essa competência, no caso das possessórias e quando o direito real versar sobre propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova – como visto acima);
(c.2) foro hereditário (art. 48): o foro onde se domiciliava no Brasil a pessoa que faleceu ("autor da herança", "de cujus"), nas ações relativas a inventário, partilha e arrecadação de seus bens ou de cumprimento de seu testamento (inclusive as ações anulatórias de partilha extrajudicial) e nas ações contra o espólio (i.e., o conjunto de bens e direitos deixados pelo falecido) - sendo irrelevante o fato de a pessoa eventualmente ter morrido no estrangeiro. Se o falecido não tinha domicílio certo, é competente para esses casos o foro de onde se situam os seus imóveis (se houver imóveis em vários foros, qualquer deles) ou, não havendo imóveis, o foro de onde estejam quaisquer outros bens do espólio;
(c.3) foro do ausente (art. 49): o foro do seu último domicílio conhecido, nas ações contra ele e nas ações hereditárias relativas a ele;
(c.4) foro do incapaz (art. 50): o foro do domicílio do representante ou assistente, nas ações contra o incapaz;
(c.5) foro para separação, divórcio, anulação de casamento, reconhecimento ou dissolução de união estável (art. 53, I): o do domicílio do cônjuge ou companheiro que esteja com a guarda de filho incapaz ou, não sendo o caso, no do último domicílio do casal ou no do réu, se nenhuma das partes mais residir no antigo domicílio;
(c.6) foro da ação de alimentos (art. 53, II): o do domicílio ou residência do alimentando, que se aplica também à ação de investigação de paternidade, quando essa é cumulada com a de alimentos (Súmula 1 do STJ);
(c.7) foro obrigacional (art. 53, III, d): na ações em que se busca a satisfação de uma obrigação, o do local em que ela deveria ser cumprida;
(c.8) foro indenizatório (art. 53, IV, a): nas ações de reparação de dano, o do local do ato ou fato lesivo;
(c.9) foro de responsabilização de administrador (art. 53, IV, b): o do local do ato ou fato lesivo, nas ações contra administrador ou gestor de negócios alheios;
(c.10) foro de acidente de veículos (art. 53, V): nas ações indenizatórias por acidentes de veículos (inclusive aeronaves), o do local do acidente ou o do domicílio do autor;
(c.11) foro da reparação do delito (art. 53, V): na ação de reparação do dano gerado por crimes, o do domicílio do autor ou o do local do fato delituoso;
(c.12) foro do idoso (art. 53, III, e): o da residência do idoso, nas ações relativas a direitos protegidos pela Lei 10.741/03 (Estatuto do Idoso);
(c.13) foro cartorial (art. 53, III, f): o da sede da serventia notarial ou do registro, nas ações de indenização por dano causados pelos agentes desses ofícios;
(c.14) foro da União (art. 109, §§ 1.º e 2.º, da CF; art. 51 do CPC/2015): o do domicílio do réu, nas ações em que ela é autora; o domicílio do autor, o do local do ato ou fato gerador da demanda, o do local em que se situa o bem controvertido ou o do Distrito Federal, nas ações em que ela é ré (sobre o tema, v. também n. 6.7.3, adiante);
(c.15) foro do Estado e do Distrito Federal (art. 52): o do domicílio do réu, nas ações propostas por Estado ou DF; o do domicílio do autor, o do local do ato ou fato gerador da demanda, o do local em que se situa o bem controvertido ou o da capital do ente federado em causa, nas ações em que ele é réu;
(c.16) foro da execução fiscal (art. 46, § 5º): o do domicílio ou residência do executado ou, na falta ou incerteza desses, o do lugar onde ele for encontrado;
(c.17) foro das ações coletivas: o do local do ato ou fato gerador da lesão que se quer impedir, cessar ou reparar, se a lesão for meramente local; o da capital do Estado ou do Distrito Federal, alternativamente, se a lesão tiver alcance regional ou nacional (Lei 7.347/1985, art. 2.º; CDC, art. 93). Como visto, nesse caso, a competência territorial tem excepcionalmente caráter absoluto, chegando a ser qualificada como "funcional" pelo art. 2.º da Lei 7.347/1985;
(c.18) foro do representante comercial (art. 39 da Lei 4.886/1965): o do seu domicílio, nas ações que tenham por objeto obrigações decorrentes do contrato de representação comercial.
Os foros especiais normalmente consistem em uma vantagem legalmente atribuída ao autor, em contraste com o foro geral que é pautado na proteção ao réu (foro do seu domicílio, de sua sede etc.). Por isso, em vez de observar o foro especial, o autor pode também propor a ação no foro geral (foro do domicílio ou sede do réu, foro da sede da pessoa jurídica ré etc.), sem que o réu possa opor-se a isso. Por exemplo, na ação de reparação por acidente de trânsito, em vez de propor a ação no seu domicílio ou no do lugar do acidente (v. item c.10, acima), o autor pode propô-la no foro do domicílio ou sede do réu.
COMPETÊNCIA ABSOLUTA: Diz respeito à matéria e hierarquia. Não pode ser modificada. Competência absoluta é determinada por regras imperativas ou de ordem pública, sendo, portanto, não se prorroga, ou seja, não se modifica, já que essas normas incidem independentemente da vontade das partes (art. 62). Pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição, o juiz deve agir de ofício. Mais ainda: não tendo qualquer das partes alegado e não se tendo o juiz manifestado de ofício a respeito da incompetência absoluta - ou mesmo tendo sido ela rechaçada, de ofício ou por provocação de qualquer das partes -, e tendo havido, nesse processo, decisão de mérito transitada em julgado, está-se diante de sentença passível de ação rescisória (art.966, II), a ser proposta no prazo de dois anos contados do trânsito em julgado (art. 975).
COMPETÊNCIA RELATIVA: Diz respeito ao território e valor atribuído à causa. O réu ou interessado deve alegar a incompetência relativa na primeira oportunidade, caso contrário ocorre à preclusão. O juiz não pode de ofício remeter o processo. As partes podem fazer a eleição do foro, a eleição do foro deve ser fruto de livre escolha de ambas as partes. A imposição de tal cláusula, se abusiva, pode ter sua invalidade reconhecida pelo juiz.
Observações feitas pelo Professor:
Decisão sobre questão de mérito: diz respeito ao objeto principal da ação, produz coisa julgada material. Ex: ação de cobrança, o objeto principal da questão é se é devida ou não a cobrança.
Decisão sobre questão processual: diz respeito à questão técnica, estrutural, formal do processo, produz coisa julgada material. Ex: Citação com erro. 
***Coisa julgada formal: ocorre quando em regra, o interessado, ainda pode ajuizar novamente a ação.
***Transitou em julgado: Decisão está imune, não cabe recurso.
***Coisa soberanamente julgada: cabe a ação rescisória até 2 anos depois de transitar em julgado.
*Recurso: Reforma a ação / Rescisão: desmancha a sentença.
Conexão e Continência
Conexão existe quando em duas ou mais ações o pedido ou a causa de pedir sejam comuns, os processos de ações conexas deverão ser reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. (Art. 55) 
Tem-se conexão, por exemplo, em ações decorrentes de um mesmo acidente automobilístico. Também há conexão, nos termos do art. 55, § 2.º, do CPC/2015, na hipótese de execução de título extrajudicial e ação de conhecimento decorrente do mesmo ato jurídico ou, ainda, na hipótese de execuções fundadas no mesmo título executivo.
Continência existe quando as partes são as mesmas, idêntica é a causa de pedir, mas o pedido de uma é maior do que o da outra, ou seja, contém o da outra (art. 56). No que diz respeito à continência, que envolve uma litispendência parcial, se a ação continente tiver sido proposta antes da ação contida, não haverá a reunião dos processos, devendo o segundo, na medida em que repita o primeiro, ser extinto sem resolução de mérito (art. 57).
Em regra, quando a ação com pedido menor for movida depois, deve ser extinta por litispendência, só cabendoa reunião dos processos quando a ação cujo pedido for menor for intentada antes (art. 57).
Um exemplo de continência é uma ação de alimentos e uma ação de divórcio, onde as partes são as mesmas. Neste exemplo como a ação de divórcio abrange também os alimentos haverá a continência.
Juízo Prevento ou prevenção de juízo: Dá-se a prevenção em função de dois critérios, ambos cronológicos, a que faz menção a lei: o registro ou a distribuição da petição (art. 59).
Causa legal de prorrogação da competência, são as causas previstas em lei, exemplo: conexão e continência.
Causa de prorrogação voluntária da competência, por sua vez, divide-se em expressa ou tácita. A expressa dá-se nas hipóteses de eleição de foro (art. 111 doCPC) e a tácita quando a parte ré deixa de opor exceção de incompetência relativa no prazo legal (art. 114 do CPC).
DOS PODERES E DEVERES PROCEDIMENTAIS DO JUIZ
Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, incumbindo-lhe:
I - assegurar às partes igualdade de tratamento;
II - velar pela duração razoável do processo;
III - prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da justiça e indeferir postulações meramente protelatórias;
IV - determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogatórias necessárias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação pecuniária;
V - promover, a qualquer tempo, a autocomposição, preferencialmente com auxílio de conciliadores e mediadores judiciais;
VI - dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do direito;
VII - exercer o poder de polícia, requisitando, quando necessário, força policial, além da segurança interna dos fóruns e tribunais;
VIII - determinar, a qualquer tempo, o comparecimento pessoal das partes, para inquiri-las sobre os fatos da causa, hipótese em que não incidirá a pena de confesso;
IX - determinar o suprimento de pressupostos processuais e o saneamento de outros vícios processuais;
X - quando se deparar com diversas demandas individuais repetitivas, oficiar o Ministério Público, a Defensoria Pública e, na medida do possível, outros legitimados a que se referem o art. 5o da Lei no 7.347, de 24 de julho de 1985, e o art. 82 da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, para, se for o caso, promover a propositura da ação coletiva respectiva.
Parágrafo único. A dilação de prazos prevista no inciso VI somente pode ser determinada antes de encerrado o prazo regular.
Art. 140. O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou obscuridade do ordenamento jurídico.
Parágrafo único. O juiz só decidirá por equidade nos casos previstos em lei. (Equidade é a forma do julgador de fazer a devida, melhor e mais coerente interpretação da lei, para explicar ao caso concreto.) 
Quando houver lacuna ou obscuridade na lei cabe ao juiz aplicar, conforme o caso, não havendo normas legais, a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito.
Art. 141. O juiz decidirá o mérito nos limites propostos pelas partes, sendo-lhe vedado conhecer questões não suscitadas a cujo respeito a lei exige iniciativa da partes.
 O pedido inicial delimita a lide: 	
SENTENÇA CITRA PETITA – é aquela que não decide todos os pedidos realizados pelo autor, que deixa de analisar causa de pedir ou alegação de defesa do demandado. A sentença que deixa de apreciar pedido expressamente formulado, ou que deixa de examinar questão de vital importância para a parte. Ex.: o autor pede danos materiais e morais, porém o juiz somente analisa os danos materiais. Portanto, a sentença infra petita é aquela onde há clara omissão do juiz, cabendo embargos de declaração, para que seja suprida esta omissão.
OBS: Sofre embargos de declaração - refere-se a um instrumento jurídico pelo qual uma das partes de um processo judicial pede ao juiz (ou tribunal) que esclareça determinado(s) aspecto(s) de uma decisão proferida quando há alguma dúvida, omissão, contradição ou obscuridade nessa decisão.m 
SENTENÇA ULTRA PETITA - é aquela que o juiz ultrapassa o que foi pedido, ou seja, vai além dos limites do pedido. Ex.: Há o requerimento de indenização por danos materiais e o magistrado, em sentença, concede além dos danos materias, danos morais.No presente caso, o recurso contra a sentença é a apelação, que não gera a anulação total da sentença, mas tão somente da parte em que o juiz extrapolou do pedido.
SENTENÇA EXTRA PETITA: o juiz concede algo distinto do que foi pedido na petição inicial. Ex.: Há o requerimento de indenização por danos materiais, e na sentença é concedido somente indenização por danos morais.
Neste caso, o recurso cabível para sentença extra petita é a apelação, requerendo a anulação da sentença.
FASES DO PROCESSO
Fase Postulatória: é o ato que dá início ao processo e define os contornos subjetivo e objetivo da lide, dos quais o juiz não poderá desbordar.
Petição inicial: exposição da causa pelo autor.
Resposta do réu: 
Contestação 
Reconvenção
Exceções * De impedimento 
 * De suspeição 
Fase Saneadora: Saneamento do processo é a providência tomada pelo juiz, a fim de eliminar os vícios, irregularidades ou nulidades processuais e preparar o processo para receber a sentença. Há o dever permanente do juiz de zelar pela regularidade e eficiência do processo – e com ele devem colaborar as partes (art. 6º). O saneamento destina-se a propiciar eficiência à atuação jurisdicional – e consequentemente economia processual (duração razoável do processo). Mas também se presta a assegurar previsibilidade (segurança jurídica) e a tornar mais qualificado o debate entre as partes e o juiz (contraditório), ampliando-se as chances de uma solução justa e eficaz. O saneamento do processo será feito através de decisão interlocutória, na qual o juiz resolverá as questões processuais pendentes, se houver (vícios sanáveis e insanáveis).
Nesse momento, o juiz pode adotar três posturas distintas:
a) declarar extinto o processo, se delineadas as hipóteses previstas no artigo 485 (extinção sem exame do mérito) ou 487, incisos II e III (há resolução do mérito da causa);
b) não sendo caso de extinção do processo, o juiz poderá proceder ao julgamento antecipado do mérito, se delineadas as hipóteses previstas no artigo 355 do CPC de 2015. 
c) não sendo caso de extinção do processo ou do julgamento antecipado do mérito (integral), teremos então o saneamento do feito, mediante provimento decisório lançado desde logo nos autos, devendo o juiz, no entanto, se a causa apresentar complexidade em matéria de fato ou de direito, designar audiência para que o saneamento seja feito em cooperação com as partes (v. art. 357 do CPC de 2015).
Fase Probatória/Instrutória: Destina-se à coleta do material probatório, que servirá de suporte à decisão de mérito. Reconstituem-se por meio dela, no bojo dos autos, os fatos relacionados à lide. Nesta fase ocorre a AIJ(Audiência de Instrução e Julgamento). 
Produção de provas orais. OBS.: quando há necessidade de perícia e de prova oral, a audiência de instrução e julgamento normalmente é designada após a conclusão dos trabalhos periciais; o representante do MP, quando atua como fiscal da lei, pode requerer a produção de provas e apresentar alegações finais (v. arts. 178 e 179 do CPC de 2015).
Fase decisória: Destina-se à prolação da sentença de mérito. Realiza-se após o encerramento da instrução que, de ordinário, ocorre dentro da própria audiência, quando o juiz encerra a coleta de provas orais e permite as partes produzir suas alegações finais(art.364). A sentença pode ser proferida em audiência, após o encerramento da instrução, ou no prazo de 30 (trinta) dias (v. art. 366 do CPC de 2015). Esse prazo é impróprio, pois é conferido ao juiz e não se submete à preclusão.
Fase recursal: Quando o processo está em grau de recurso fala-se que eleestá na fase recursal.
Art.188 – PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS – “Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial.”
Art.222 – PRAZOS PROCESSUAIS 
PRAZOS LEGAIS: FIXADOS PELA LEI
PRAZOS JUDICIAIS: FIXADOS PELO JUIZ
PRAZOS CONVENCIONAIS: POR ACORDO DAS PARTES 
PRAZOS DILATÓRIOS: PODEM SER ALTERADOS PELA VONTADE DAS PARTES E PELO JUIZ 
PRAZOS PEREMPTÓRIOS: São os prazos indicados por lei, que não podem ser modificados pela vontade das partes ou por determinação judicial. Somente poderá haver modificação do prazo peremptório nos casos excepcionais de dificuldade de transporte, para comarcas localizadas em local de difícil acesso, ou na ocorrência de calamidade pública.
PRAZOS PRÓPRIOS: SÃO OS PRAZOS DAS PARTES 
PRAZOS IMPRÓPRIOS: SÃO OS PRAZOS DO JUIS E DOS SERVENTUÁRIOS.
Art. 223 – PRECUSÃO
É a perda, extinção ou consumação de uma faculdade processual.
Os três diferentes motivos que ocasionam a preclusão servem de base para a classificação tradicional da preclusão. São três as espécies: preclusão temporal, preclusão consumativa e preclusão lógica. Podem atingir as partes e juiz.
A preclusão temporal é aquela que decorre do simples descumprimento do prazo para a prática de determinado ato processual (art.223 do CPC/2015).
Por exemplo, o autor tinha prazo de quinze dias para agravar da decisão de indeferimento da tutela urgente que ele pediu no processo. Não o fez no prazo legal e, no décimo sexto dia, não mais poderá recorrer, porque terá havido a preclusão temporal.
A preclusão consumativa ocorre quando o ato é efetivamente praticado, não podendo ser, portanto, repetido.
A interposição de recurso de agravo, no exemplo anteriormente dado, se ocorresse no nono dia do prazo de quinze dias, determinaria que, imediatamente, ocorresse a preclusão consumativa.	 Não poderia a parte, por exemplo, recorrer novamente, ou mesmo acrescentar outros argumentos ao recurso já interposto, nos outros dias "restantes" de seu prazo, assim como não poderia substituir seu recurso por outro, melhor elaborado.
A preclusão lógica não depende diretamente do fator tempo	 no processo, mas é resultado da prática de	 outro ato, incompatível com aquele que se deveria realizar no	prazo processual	respectivo. Exemplo dessa situação é o do réu, condenado em ação de reparação de danos que, no prazo para o recurso de apelação, espontaneamente comparece em juízo e, sem qualquer ressalva, paga o valor da condenação. Este réu terá praticado ato incompatível com o direito de recorrer (art. 1.000, 	parágrafo único).
Art. 505 – Preclusão para a figura do juiz (preclusão pró-judicato) – Trata-se da impossibilidade do juiz decidir novamente aquilo que já foi examinado. Não há perda de faculdade processual, mas da vedação de reexame daquilo que já foi decidido anteriormente, ou de proferir decisões incompatíveis com as anteriores.
Exceção: Inciso I do art. 505 (relações de trato continuado, que se prolongam no tempo – ex: ação de alimentos / guarda de menores)
“Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas relativas à mesma lide, salvo:
I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado, sobreveio modificação no estado de fato ou de direito, caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença;
II - nos demais casos prescritos em lei.”
Art.240: Efeitos da citação

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