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DESAFIO ACADÊMICO – RAINHA DA SUCATA Alunos: Alice Maria Machado de Araújo, Gabriel Bossi Garcia, Isabela Ferrari Sadala, Isabella Sefisa Queiroz Souza, Marcela Pinheiro de Melo, Maria Clara de Souza Amarante, Marina Bazzoli Alvarenga, Paula Barroso Onnis, Paula Meza Sad Equipe: Equipe Curso: Arquitetura e Urbanismo Novembro/2016 SUMÁRIO 1. IDENTIFICAÇÃO ..................................................................................................................... 4 NOME DA OBRA ........................................................................................................................ 4 USO ............................................................................................................................................ 4 LOCALIZAÇÃO ............................................................................................................................ 4 AUTORES ................................................................................................................................... 4 ANO DO PROJETO ...................................................................................................................... 4 PERÍODO DE EXECUÇÃO ............................................................................................................ 4 RELEVÂNCIA HISTÓRICA ............................................................................................................ 5 2. CIDADE .................................................................................................................................. 6 GEOMORFOLGIA ....................................................................................................................... 6 MORFOLOGIA URBANA ............................................................................................................. 7 USO E OCUPAÇÃO ..................................................................................................................... 8 MOBILIDADE .............................................................................................................................. 9 SISTEMA VIÁRIO E FLUXOS ...................................................................................................... 10 TIPOLOGIA ............................................................................................................................... 11 VEGETAÇÃO ............................................................................................................................. 12 MOBILIÁRIO URBANO ............................................................................................................. 14 3. LEIS ...................................................................................................................................... 15 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 15 ZONEAMENTO E PARÂMETROS URBANÍSTICOS: ASPECTOS CONCEITUAIS ............................ 15 DA REGIÃO DA SAVASSI ........................................................................................................... 19 DOS ANÚNCIOS LUMINOSOS E NÃO-LUMINOSOS .................................................................. 19 DAS MESAS E DAS CADEIRAS ................................................................................................... 19 DOS PASSEIOS PÚBLICOS ........................................................................................................ 20 CONSERVAÇÃO DE FACHADAS ................................................................................................ 22 Justificativa .............................................................................................................................. 24 4. CONDICIONANTES NATURAIS ............................................................................................. 25 ORIENTAÇÃO ........................................................................................................................... 25 INSOLAÇÃO .............................................................................................................................. 26 TEMPERATURAS ...................................................................................................................... 27 VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO ................................................................................................... 27 MATERIAIS ............................................................................................................................... 28 ARBORIZAÇÃO ......................................................................................................................... 28 5. IMPLANTAÇÃO .................................................................................................................... 30 TOPOGRAFIA ........................................................................................................................... 30 ACESSOS .................................................................................................................................. 31 VISTAS E VISADAS .................................................................................................................... 32 ENTORNO ................................................................................................................................ 35 6. LINGUAGEM ARQUITETÔNICA ............................................................................................ 38 ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO ............................................................................................ 43 HIERARQUIA ............................................................................................................................ 46 EFEITOS .................................................................................................................................... 47 7. DINÂMICA DOS ESPAÇOS .................................................................................................... 51 PROGRAMA E SETORIZAÇÃO ................................................................................................... 51 DIMENSIONAMENTO .............................................................................................................. 51 FLUXOS E CIRCULAÇÃO ........................................................................................................... 54 ACESSOS .................................................................................................................................. 57 8. CONSTRUÇÃO ...................................................................................................................... 58 SISTEMAS CONSTRUTIVOS: ..................................................................................................... 58 REVESTIMENTOS ..................................................................................................................... 58 ESQUADRIAS ............................................................................................................................ 59 INSTALAÇÕES ........................................................................................................................... 59 9. APROPRIAÇÃO ..................................................................................................................... 60 LINHA DO TEMPO – HISTÓRIA E USOS .................................................................................... 60 10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................... 63 1. IDENTIFICAÇÃONOME DA OBRA Rainha da Sucata. Figura 1.: Edifício Rainha da Sucata Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/06-fotos-003/ USO A Rainha da Sucata abrigou até 2010, o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães. Atualmente, está em restauração. Irá abrigar a Administração do Circuito Cultural Praça da Liberdade e o Centro de Apoio ao Turismo. LOCALIZAÇÃO Avenida Bias Fortes, 50 – Funcionários; Belo Horizonte. O edifício está localizado em frente à Praça da Liberdade. AUTORES Éolo Maia e Sylvio de Podestá. ANO DO PROJETO 1984/85 PERÍODO DE EXECUÇÃO 1985/92 RELEVÂNCIA HISTÓRICA Localizado na Praça da Liberdade,o projeto para o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves surgiu como espécie de complementação para uma primeira proposta de trabalho aos arquitetos Éolo Maia e Sylvio de Podestá: um conjunto de sanitários públicos, com a função de atender os visitantes da feira que ocupava o espaço da praça. Os arquitetos propuseram um aumento no programa de necessidades, prevendo, além dos sanitários, um anfiteatro, um hall para exposições e um espaço para abrigar um centro de apoio turístico. Esteticamente, o edifício nasceu da releitura dos outros edifícios que se localizam ao redor da praça, em estilo eclético e neoclássico. O resultado desta releitura resultou em um edifício cuja pluralidade imagética, em cores e materiais, fosse motivo para apelidá-lo de Rainha da Sucata por estudantes de um colégio vizinho. Originalmente, o Prédio da Rainha da Sucata, que é considerado o grande marco nacional da arquitetura pós-moderna, abrigou o Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves e a Turminas. Os edifícios da Praça da Liberdade refletem a arquitetura da época em que foram construídos. Para a “Rainha” ficou a responsabilidade de contar a história dos anos 80, anos pluralistas, de grande efervescência e discursos cheio de adjetivos e substantivos. A concepção incorpora diversos tipos de materiais característicos de Minas Gerais, desde chapas de aço das indústrias metalúrgicas até pedras como o quartzito, a ardósia e a pedra-sabão. 2. CIDADE GEOMORFOLGIA O edificio Rainha da Sucata se encontra implantado em um terreno que possui a forma de um triângulo retângulo isósceles. Em sua topografia possui um declive possuindo seu ponto mais alto voltado para a Praça da Liberdade. Como pode ser observado em suas fachadas. Relacionado a topografia de seu entorno, todos os outros edificios localizados no mesmo quarteirão se encontram implantados em uma situação bastante semelhante ao do Edificio Rainha da Sucata. A definição da implantação da Praça da Liberdade em 1895 pela Comissão Construtora foi feito de maneira proposital para que ela ficasse localizada em uma cota mais alta da cidade, onde os declives começam a acontecer nas direções dos eixos das ruas do entorno, como a Avenida Bias Fortes e a Avenida Brasil. De todo o entorno imediato do edificio de estudo, e Praça é a que se encontra em terreno mais plano. Figura 2.: Fachadas por Sylvio Podestá Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata MORFOLOGIA URBANA O traçado urbano definido por Aarão Reis da área de estudo, detalhado na planta de 1895 têm 120 m de cada lado compostos de 10 lotes com testada de 12 m de largura. Ruas com 12 m de largura delimitavam esses quarteirões intercalados com avenidas diagonais, conformando quadras triangulares. O traçado foi sendo modificado de acordo com as necessidades, a criação da Praça de seu entorno foi uma delas, até chegar em seu atual, a interrupção de uma das avenidas diagonais, a inferior esquerda. Sendo assim, os quarteirões modificados foram os relacionados a Praça, já os restantes mantem o traçado ortogonal definido por Aarão Reis. Figura 3.: Traçado antigo e traçado atual Praça da Liberdade Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31) USO E OCUPAÇÃO O Edificio se encontra localizado na Praça da Liberdade, que atualmente é conhecido pelo Circuito Cultural Praça da Liberdade, tendo sua predominancia de uso Cultural, com exceção de alguns edificios como o residencial Niemeyer e a Arquidiocese de Belo Horizonte. Atualmente o edifício está em obras de restauração e modernização das instalações para dar novo lugar ao centro de informações a visitantes do Circuito Praça da Liberdade. Vai funcionar também a sua administração. Figura 4.: Definição de usos do entorno Fonte: Autoria do grupo MOBILIDADE As principais vias de acesso à Praça da Liberdade, onde está localizado o Edifico de estudo, são: - Av. Brasil - Av. Bias Fortes - Av. Cristóvão Colombo - Av. João Pinheiro - Rua da Bahia - Rua Gonçalves Dias As linhas de ônibus que levam à Praça, são: 2004, 2101, 2103, 2104, 2152, 4032, 4034, 4106, 4111, 5031, 5101, 5102, 801A, 8102, 8106, 8107, 9103, 9105, 9106, SC02B. E os pontos de ônibus estão localizados em seu entorno, como indicado no mapa abaixo. Figura 5.: Localização Pontos de Ônibus Fonte: Autoria do grupo SISTEMA VIÁRIO E FLUXOS O edifício se encontra localizado entra a Avenida Bias Fortes e a Praça da Liberdade, e se encontra próximo à Rua da Bahia e a Rua Gonçalves dias. De acordo com a classificação feita pela Prefeitura de Belo Horizonte, todas as ruas do entorno do prédio são classificadas como Vias Arteriais e sendo todas elas carroçáveis. O volume do trafego é bem intenso por estar localizado próximo a algumas das principais ruas de belo horizonte e um dos principais pontos turísticos que é a Praça da liberdade. A região possui um alto fluxo de carros, não só apenas durante os dias de semana, mas também durante o final de semana devido ao Circuito Cultural Praça Da Liberdade. O Edifício não possui estacionamento próprio, porém existem vagas para carros nas próprias vias, existindo restrição de dia e hora em que são permitidos o estacionamento. As vias são pavimentadas em asfalto e possuem drenagem por meio de bueiros. Figura 6.: Sistema Viário e Fluxos Fonte: Autoria do grupo TIPOLOGIA Ali, numa praça do início da construção de Belo Horizonte, com o Palácio do Governo, suas Secretarias em estilo eclético, um conjunto aparentemente harmônico e antigo, mas que com uma leitura mais atenta, consegue-se perceber várias construções e de várias épocas, como por exemplo a “Casa do Bispo” de Raffaello Berti, neoplasticista, com utilização de pó de pedra como revestimento da fachada, técnica e estilo utilizado em várias construções da capital nas décadas de 30/40; o Edifício Tancredo Neves, de Oscar Niemeyer (década de 50), de bela arquitetura mas incompatível com o porte da Praça; o Edifício Xodó, de Sylvio de Vasconcellos e o IPSEMG, de Raphael Hardy (50/60), este último, com uma preocupação real com a volumetria da Praça quando, da sua concepção, mantendo próximo à rua construção de altura pertinente com os edifícios existentes e afastando a torre, enfraquecendo sua presença na praça e, o anexo da Secretaria de Educação, década de 60 (Galileu Reis). Figura 7.: Vista área altimetria Fonte: Foto modificada pelo grupo VEGETAÇÃO A vegetaçãoexistente próximo ao Edifício Rainha da Sucata se encontra localizada como mostrada em mapa abaixo, sua maior ocorrência é na Praça da Liberdade, que se encontram árvores de médio e grande porte e também arbustos, flores e outras plantas que possuem uma manutenção em dia. Já a vegetação ao lado do edifício, arvores de médio porte e na passagem de pedestre de uma rua para a outra um canteiro que não possui manutenção alguma nem limpeza pública. Figura 8.: Ocorrência de Vegetação Fonte: Autoria do grupo Figuras 9 e 10.: Vegetação existente lateral do prédio, canteiro sem manutenção Fonte: Autoria do grupo Figuras 11 e 12.: Vegetação da Praça da Liberdade vista do Edificio Rainha da Sucata Fonte: Autoria do grupo MOBILIÁRIO URBANO O mobiliário urbano que compõe o entorno do edifício são: um bicicletário, uma lixeira pública e um ponto de ônibus. Além dos mobiliários urbanos encontrados na praça de liberdade o edifício em sua área externa, conta com uma escada que pode servir de acento para quem estiver na rua. Essa área é aberta e não necessita entrar no edifício para ter acesso a ela, tornando – se então, pública. Figuras 13 e 14.: Bicicletário e Lixeira presentes no entorno do edificio Fonte: Autoria do grupo Figuras 15 e 16.: Ponto de Onibus presente em frente ao Edificios e Escadaria Arquibancada do Edificio Fonte: Autoria do grupo e http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto- rainha-da-sucata 3. LEIS INTRODUÇÃO A partir de 1993, o município de Belo Horizonte passou a experimentar uma forma inovadora de gestão urbana. Com o Orçamento Participativo, inaugurado em 1994, a população passou a ser efetivamente envolvida nas decisões sobre os investimentos públicos. Foi criado o Conselho Municipal de Política Urbana (COMPUR) que estabeleceu a obrigatoriedade de avaliação da legislação urbana a cada quatro anos, mediante processo de Conferência Municipal. O Plano Diretor e a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo definem critérios e limites para o exercício do direito de propriedade. O principal instrumento utilizado pelo Plano Diretor para definição do modo pelo qual a função social da propriedade deve ser cumprida em cada terreno é o Zoneamento, a subdivisão do território municipal em zonas, segundo critérios que atendem ao modelo de ordenamento territorial traçado. ZONEAMENTO E PARÂMETROS URBANÍSTICOS: ASPECTOS CONCEITUAIS Os limites praticáveis nas edificações são dados pelos valores dos parâmetros urbanísticos vinculados ou não ao zoneamento, tais como: Coeficiente de Aproveitamento, Taxa de Ocupação, Gabarito, Afastamentos Frontal, Laterais e de Fundo, Quota de Terreno por Unidade Habitacional e Taxa de Permeabilização, estes dois últimos vigentes no município a partir de 1996. Também em 1996, parâmetros estabelecidos nas legislações anteriores foram revistos, como a exigência de afastamentos proporcionais à altura das edificações, visando a garantir melhores condições de ventilação e iluminação. A Taxa de Ocupação foi suprimida em diversas zonas, permitindo maior liberdade de concepção volumétrica das construções. As Leis instituídas em 1996 (Plano Diretor e LPOUS) previam a alteração da lógica de ocupação e de ordenamento do espaço, incluindo entre seus objetivos: Promover a desconcentração urbana e garantir a multiplicidade das atividades urbanas no território através do estímulo ao surgimento e fortalecimento de centros fora da Área Central e à sua articulação. Foram separados os parâmetros relativos à ocupação daqueles associados ao uso do solo urbano com a localização das atividades sendo definida em função da classificação viária, desvinculada do zoneamento; Estabelecer parâmetros urbanísticos de ocupação que considerem as condições de adensamento de cada área, em especial as condições de acessibilidade e a disponibilidade de infra-estrutura, além das condicionantes ambientais e de proteção histórica e paisagística. O Macrozoneamento constante da LPOUS objetiva o redirecionamento do adensamento, estimulando o aproveitamento da infra-estrutura instalada e a ocupação de áreas 2 subutilizadas, e restringindo a ocupação de áreas ambientalmente impróprias, sendo regulamentado pelos parâmetros de ocupação de cada zona, que são as seguintes: • ZONAS DE PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO AMBIENTAL, com controle de densidade mais rigoroso, abrangendo: regiões destinadas à preservação e à recuperação de ecossistemas (ZPAM); áreas de interesse de proteção ambiental ou paisagística (ZP-1), proteção ambiental, histórica, cultural ou paisagística (ZP-2) e proteção ambiental e paisagística. (ZP-3). • ZONAS DE ADENSAMENTO CONTIDO, abrangendo: áreas com articulação viária precária ou saturada (ZAR-1), condições precárias de infra- estrutura e/ou topográficas ou de articulação viária (ZAR-2) e áreas de adensamento já consolidado, com saturação dos corredores viários (ZA). • ZONAS DE ADENSAMENTO PREFERENCIAL, abrangendo: áreas com condições favoráveis de acessibilidade, topografia e a disponibilidade de infra-estrutura: ZAP e as zonas centrais ZHIP, ZCBH, ZCBA e ZCVN. • ZONAS ESPECIAIS. Este agrupamento reúne atualmente dois tipos de zonas cujos parâmetros urbanísticos devem ser definidos em leis específicas, a saber: - Zonas de Especial Interesse Social – ZEIS, nas categorias ZEIS-1 (favelas existentes), ZEIS-2 (destinadas a programas habitacionais populares) e ZEIS-3 (conjuntos habitacionais já implantados pelo Poder Público); - Zonas de Grandes Equipamentos – ZEs: regiões ocupadas por grandes equipamentos de interesse municipal, com parâmetros urbanísticos próprios. Praça da Liberdade (ZCBH) Figura 17.: Quando de parâmetros urbanísticos Fonte: file:///U:/Texto_Base_Zoneamento_Parametros_Urbanisticos.pdf . Figura 18.: Planta Comissão Construtora Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31). A Figura apresenta a área em estudo, evidenciada na planta elaborada pela Comissão Construtora, em 1895, para a Cidade de Minas. O traçado da cidade foi representado sobre a topografia do terreno, o que atesta que a praça foi planejada em local de destaque, numa cota mais elevada que o núcleo existente anteriormente, e em local de relevo mais suave que a 110 região da Zona Suburbana próxima a ela. A elevação do conjunto da Praça da Liberdade, além de denotar opulência, teve a finalidade de resguardar o local de possíveis inundações, assoreamentos e deslizamentos, comuns nos períodos de altos índices pluviométricos, dada a proximidade com os afluentes do Ribeirão Arrudas. Figura 18.: Planta Comissão Construtora Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31). A Figura apresenta delimitação da área de estudo, detalhada na planta de 1895 onde se vê parte da Zona Urbana com a Praça da Liberdade ao centro, situada na convergência das avenidas e a numeração das quadras no entorno desta.Os quarteirões componentes da malha ortogonal do plano original de Aarão Reis têm 120 m de cada lado compostos de 10 lotes com testada de 12 m de largura. Ruas com 12 m de largura delimitavam esses quarteirões intercalados com avenidas diagonais, conformando quadras triangulares. A tipologia do parcelamento do solo em 1897 apresenta um traçado regular onde duas formas básicas se destacam: a primeira é a dos lotes de esquina com testada mais larga em detrimentode menor profundidade. A segunda é a dos lotes do meio do quarteirão com dois tipos de lotes um com 24 metros de frente e 60 metros de profundidade e outro onde estes mesmos lotes são divididos em dois, apresentando o lote típico de Belo Horizonte: 12 metros de frente e 30 metros de profundidade. As áreas de diretrizes especiais – ADEs – são as que, por suas características, exigem a implementação de políticas específicas, permanentes ou não, podendo demandar parâmetros urbanísticos, fiscais e de funcionamento de atividades diferenciados, que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles preponderam ADE DA SAVASSI (ADE da Praça da Liberdade) Art. 84 - A ADE da Savassi é a que, em função de suas características, demanda a adoção de incentivos e normas especiais visando a sua revitalização. Parágrafo único - À ADE da Savassi, aplicam-se as disposições da Lei nº 5.872, de 14 de março de 1991. DA REGIÃO DA SAVASSI Art. 1º - Passa a denominar-se Região da Savassi a área compreendida pela poligonal assim descrita: Começa na Praça Tiradentes, formada pela confluência da Av. Brasil com Av. Afonso Pena, segue a Av. Brasil até a Praça da Liberdade incluindo toda esta praça, sobe pela Rua da Bahia até a Av. do Contorno, desta até a esquina de Av. do Contorno com Av. Afonso Pena, na Praça Milton Campos. Da Praça Milton Campos segue pela Av. Afonso Pena, por esta até a esquina com Av. Brasil, voltando ao ponto inicial. Parágrafo Único - Incluem-se na Região as edificações situadas nos dois lados das ruas, avenidas e praças que a delimitam. CAPÍTULO II DOS ANÚNCIOS LUMINOSOS E NÃO-LUMINOSOS Art. 2º - Sobre os veículos de divulgação de que trata a Lei nº 4.895, de 02 de dezembro de 1987, classificados em luminosos e não-luminosos, situados na Região da Savassi, incidirá a Taxa de Fiscalização de Anúncios - TFA CAPÍTULO III DAS MESAS E DAS CADEIRAS Art. 3º - As mesas e cadeiras, quando colocadas em passeios públicos ou nos recuos obrigatórios estabelecidos pela Lei de Uso e Ocupação do Solo, são consideradas mobiliário urbano. Parágrafo Único - As mesas poderão ter cobertura de guarda-sol removível. Art. 4º - O uso de passeio para colocação de mesa e cadeira em frente a restaurantes, bares, cafés e similares, depende da prévia autorização do órgão competente. Art. 5º - A autorização será concedida a juízo exclusivo do Município, baseada em parecer técnico dos órgãos competentes relativo às condições de sossego da vizinhança, de higiene, de conforto, de segurança e do trânsito de pedestres. § 1º - A Prefeitura poderá determinar, em cada caso e em qualquer época, o horário permitido para colocação de mesas e cadeiras, em função das condições locais. § 2º - A critério do órgão competente poderá ser exigida demarcação gráfica da área a ser utilizada para colocação de mesas e cadeiras, na superfície do passeio. Art. 6º - A disposição do mobiliário urbano no passeio público atenderá às seguintes condições: I - no passeio com largura até 5,0m (cinco metros); a) ocupar faixa longitudinal de largura máxima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) a partir do meio-fio; b) deixar livre para o trânsito de pedestre uma faixa longitudinal de largura mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) entre o alinhamento e a projeção horizontal do mobiliário; II - em passeio público com largura superior a 5,0m (cinco metros), ocupar faixa longitudinal de largura máxima de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros), a partir do meio-fio. Parágrafo Único - A faixa de pedestres deverá ser contínua ao longo do quarteirão. Art. 7º - O uso de passeios não poderá exceder a testada do estabelecimento para o qual é autorizado. Art. 8º - A área relativa ao afastamento frontal obrigatório, nos termos da Lei de Uso e Ocupação do Solo, poderá ser utilizada para colocação de mesas e cadeiras em até a metade de sua largura, desde que o restante contíguo ao estabelecimento se destine ao trânsito de pedestres. Art. 9º - Poderá ser autorizado, a critério da Prefeitura, o uso dos afastamentos lateral e de fundos das edificações para a colocação de mesas e cadeiras, desde que não haja prejuízo das áreas de circulação. CAPÍTULO IV DOS PASSEIOS PÚBLICOS Art. 10 - A construção de passeios atenderá às disposições deste capítulo. Parágrafo Único - É facultado ao munícipe a construção e manutenção do passeio lindeiro à sua propriedade, às suas expensas, desde que o logradouro seja dotado de pavimentação e meio-fio. § 1º - Será de responsabilidade do proprietário do imóvel, edificado ou não, a construção, reconstrução e conservação do passeio lindeiro à sua propriedade, desde que o logradouro seja dotado de pavimentação e meio-fio. § 2º - A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte só expedirá Alvará de Localização para atividades econômicas estabelecidas em imóveis localizados em logradouros pavimentados e dotados de meio-fio, cujos passeios, obrigatoriamente de piso não-derrapante, estiverem concluídos e em bom estado de conservação. § 2º acrescentado pela Lei 6.235, de 17/08/1992 (Art. 1º) Art. 11 - Os passeios serão construídos de acordo com a largura projetada, com o meio-fio a 0,20m (vinte centímetros) de altura em relação ao pavimento. § 1º - Longitudinalmente, os passeios serão paralelos ao greide do logradouro projetado ou aprovado pela Prefeitura. § 2º - Transversalmente, os passeios terão uma inclinação de alinhamento para o meio-fio de 2% (dois por cento) a 3% (três por cento) e terão projeto específico aprovado pela Prefeitura. Art. 12 - O rebaixamento do meio-fio é permitido apenas para acesso de veículos, observado: I - o comprimento da rampa destinada à entrada de veículos não poderá ultrapassar 1/3 (um terço) da largura do passeio até o máximo de 0,50m (cinqüenta centímetros); II - será permitida para cada lote uma rampa de 3,0m (três metros) de largura; III - a rampa deverá cruzar o alinhamento em direção perpendicular a este; IV - o eixo da rampa deverá situar-se a uma distância mínima de 6,50m (seis metros e cinqüenta centímetros) da esquina dos alinhamentos. § 1º - A construção de rampas de acesso para veículos só será permitida quando dela não resultar prejuízo para a arborização pública. § 2º - A critério da Prefeitura, ouvido o órgão competente, poderá ser transplantada ou removida, para local próximo, árvore ou canteiro, quando for indispensável à construção de rampa de acesso para veículos, correndo a respectiva despesa por conta do interessado. Art. 13 - É obrigatória a execução, com rebaixamento de meio-fio, de rampa em toda esquina, na posição correspondente à travessia de pedestres e em locais determinados por sinalização pela autoridade de trânsito. § 1º - A rampa terá declividade máxima de 12% (doze por cento), comprimento de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) e largura de 1,0m (um metro). § 2º - O canteiro central ou ilha de canalização de tráfego interceptados por faixa de travessia de pedestres terá rampas, nos termos do parágrafo anterior, ou serão nivelados com a pista de rolamento. § 3º - Não será permitida a colocação de caixa coletora de água pluvial, grade ou boca de lobo na sarjeta, na faixa de travessia de pedestre. Art. 14 - Será prevista abertura para arborização pública, no passeio, junto ao meio-fio, na faixa destinada a mobiliário urbano, com dimensões determinadas pelo órgão público competente. Art. 15 - É proibida a colocação deobjetos ou dispositivos delimitadores de estacionamento e garagens que não sejam os permitidos pelo órgão público competente. Art. 16 - É proibido o estacionamento de veículos nos passeios. Parágrafo Único - Será permitido o trânsito de veículos nos passeios apenas para acesso à garagem, posto de serviço ou de gasolina. Art. 17 - É proibida a colocação de cunha de terra, concreto, madeira ou qualquer outro objeto na sarjeta e alinhamento para facilitar o acesso de veículos. Art. 18 - A área correspondente ao afastamento frontal, quando for continuação obrigatória do passeio público, nos termos da Lei de Uso e Ocupação do Solo, está sujeita às determinações contidas no art. 11. Art. 19 - O responsável por danos a passeios públicos fica obrigado a restaurá- lo, independente das demais sanções cabíveis. Parágrafo Único - Depende de previa autorização do órgão municipal e do órgão de engenharia de trânsito competentes a obra ou instalação que acarretar interferência em passeio público. CAPÍTULO V CONSERVAÇÃO DE FACHADAS Art. 20 - As fachadas e os muros de alinhamento deverão ser conservados em bom estado pelo proprietário, podendo a Prefeitura intimá-lo a cumprir essa disposição, sob pena de multa correspondente a 50% (cinqüenta por cento) da unidade da UFPBH por m2 (metro quadrado) de fachada. Art. 21 - Os comandos de portão eletrônico deverão, preferencialmente, ser instalados internamente nas edificações a partir do alinhamento do terreno particular. Parágrafo Único - Somente com a autorização prévia da Prefeitura, quando as condições técnicas assim o exigirem, os comandos de portão poderão ser instalados nos passeios, e atenderão às seguintes disposições: I - altura do suporte igual a 1,0m (um metro); II - a distância do eixo do suporte à face externa do meio-fio deverá ser igual a 0,25m (vinte e cinco centímetros); III - localizar-se na direção dos limites do portão da garagem. Art. 22 - A execução de obras nas vias públicas da região ora criada fica condicionada à expedição de alvará específico por parte do órgão competente da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, observada a legislação vigente, em especial os Decreto nº s 2.262, de 25 de setembro de 1972, 2.351, de 13 de abril de 1973 e a Lei nº 3.299, de 14 de janeiro de 1981. Art. 23 - Fica instituído um concurso público, sob responsabilidade do Poder Executivo, para a escolha de projeto visando à execução de passeios padronizados na região ora criada. Parágrafo Único - O concurso público deverá ser realizado no prazo de um ano, a contar da publicação desta Lei. Art. 24 - Fica estabelecido no calendário oficial de eventos da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte o "Dia da Savassi", a ser comemorado sempre no dia 05 do mês de janeiro. Parágrafo Único - Na semana que anteceder essa data, deverão ser programados eventos, sob a coordenação do órgão competente da Prefeitura, visando a preservação dos valores histórico-culturais da Região da Savassi. Art. 25 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando as disposições em contrário. Belo Horizonte, 14 de março de 1991 Eduardo Brandão de Azeredo Prefeito de Belo Horizonte ANEXO A QUE SE REFERE O ART. 2º DA LEI Nº 5872, DE 14 DE MARÇO DE 1991 NOVA PROPOSTA: Incorporação dos seguintes conceitos e diretrizes: a) Alto potencial existente para desenvolvimento econômico e cultural; b) Adoção de medidas de controle da altimetria das edificações, visando se evitar possíveis impactos no trânsito e na ambiência local; c) Busca de solução para conflitos entre iluminação pública e arborização existentes nas calçadas, visando garantir conforto, ambiência e segurança aos usuários da região; d) Priorização do tráfego de pedestres e incentivo ao trânsito entre galerias e calçadas; e) Implantação de passarela de pedestres na R. Antônio de Albuquerque, para transposição da R. Rio Grande do Norte, e definição de eixos preferenciais de pedestre para ligação com outros áreas de referência no entorno da ADE, como Praça da Liberdade e Pátio Savassi (a Rua Pernambuco, por exemplo, poderia ter seu fechamento estendido até a Av. Afonso Pena, constituindo-se em via preferencial de ligação peatonal entre a Savassi e o Centro); g) Incentivo à extensão do horário de funcionamento dos estabelecimentos, para garantir movimento de pessoas nos períodos diurno e noturno; h) Padronização de mobiliário móvel (mesas e cadeiras dispostas na calçada por estabelecimentos particulares, nos quarteirões que delimitam a Praça Diogo de Vasconcelos) e desenvolvimento de projeto de requalificação; i) Avaliação da possibilidade de criação de regras específicas mais flexíveis para instalação de engenhos publicitários na área e proposição de taxa de publicidade extra a ser revertida para a melhoria na fiscalização e remoção de engenhos irregulares; j) Estímulo ao desenvolvimento de atividades culturais de pequeno e médio porte; j) Regulamentação da realização de espetáculos ao ar livre na região; k) Estudo da implantação de espaço cultural público na área ou entorno; m) Permissão para usos mistos e complementares, revertendo a tendência de diminuição da diversidade de usos. JUSTIFICATIVA Embora a existência da ADE já tenha contribuído, em parte, para a preservação das características da área, há a necessidade de incentivos à manutenção da ambiência local e dos usos típicos, à requalificação urbanística e a um maior aproveitamento da área por parte de seus usuários. 4. CONDICIONANTES NATURAIS ORIENTAÇÃO Figura 19.: Implantação via satélite Fonte: GoogleMaps Implantado na Esquina da Avenida Bias Fortes com a praça da liberdade, o museu de mineralogia Djalma Guimarães tem uma localização muito importante na cidade. A implantação conta com um grande afastamento do prédio vizinho, o que gera uma praça bem arborizada na sua lateral. Além disso a edificação é próxima a Praça da liberdade que conta com uma grande área aberta e arborizada que ameniza o micro clima da região. A edificação é triangular seguindo o formato do terreno. Possui três fachadas, sendo uma delas voltada para o leste, onde incidem raios solares diretamente no período da tarde. INSOLAÇÃO Figura 20.: Incidência Solar Fonte: Autoria do grupo A orientação do prédio faz com que os raios solares da fachada incidam de forma direta na parte leste. Na fachada leste, existe uma barreira feita de aço que barra os raios que incidem diretamente na edificação. Não fosse a extensão escultórica de aço, que cria uma fachada afastada. A incidência seria direta. A fachada Oeste que recebe o sol da manhã é bem protegida, tendo a entrada de luz para a edificação por pequenas janelas. Na fachada Norte, quase não há contato com os raios solares, uma vez que a fachada não passa pelo caminho natural do sol e que lá existe muita arborização para barrar a luz. TEMPERATURAS O clima de Belo Horizonte é agradável durante todo o ano. A temperatura varia de 16 a 31°, sendo a média de 21°. O inverno é relativamente seco, mas muito agradável devido à altitude, que fornece um frescor no ar e, geralmente, dias de sol durante toda a estação. O verão é um pouco quente e chuvoso. A cidade tem a proteção da Serra do Curral, uma cadeia de montanhas que barra os ventos mais fortes. A umidade relativa é de, aproximadamente, 65% e a precipitação média anual é de 1.600mm, com maior frequência a partir de outubro a março. Em termos gerais, Belo Horizonte, por causade suas características únicas, tem um clima muito agradável durante todo o ano, devido à sua posição geográfica privilegiada e por uma altitude de 853 metros. BH também tem uma melhor qualidade de ar do que a maioria das grandes cidades brasileiras. VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO Figura 21.: Direção iluminação e ventilação Fonte: Autoria do grupo A Ventilação do prédio se dá unicamente pela entrada no anfiteatro, em que há uma grande abertura. As janelas do edifício não abrem, sendo somente utilizadas para a passagem da luz. Na fachada Oeste, a iluminação é feita por pequenas janelas coloridas que iluminam pouco o interior do edificio. A iluminação se apresenta em maior parte na fachada leste. Em que a luz passa pelas frestas da estrutura em chapas de aço até alcançar o interior do edifício. Outro ponto de luz é uma clarabóia que ilumina todos os andares do edifício, passando por aberturas até chegar ao palco do anfiteatro. MATERIAIS O edifício é feito de concreto, mas utiliza largamente o metal. O uso mais icônico do material é nas fachadas, onde foi utilizado Aço Sac-41 em chapas para criar uma segunda pele no edifício. Essa segunda pele serve como proteção para a fachada leste e norte, refletindo grande parte da luz que incidiria diretamente sobre o edifício. ARBORIZAÇÃO O terreno tem na fachada norte uma praça com árvores de grande porte e na fachada oeste, algumas arvores de pequeno porte sendo que algumas se apresentam mortas. Não há uso de gramíneas nos arredores da edificação, somente na praça da liberdade. Figura 22.: Detalhe Fachada Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata Figura 23.: Detalhe Fachada Fonte: GoogleMaps Figura 24.: Detalhe Fachada Fonte: GoogleMaps 5. IMPLANTAÇÃO TOPOGRAFIA A implantação se dá em um terreno que tem a forma triângulo retâgulo isósceles, definido com a hipotenusa semelhante para a Avenida Bias Fortes e o catetos paralelos a Praça da Liberdade e a Rua Alvarenga Peixoto. O conjunto volumétrico se dá pela releitura dos elementos compositivos dos edifícios lindeiros à praça. Por isso, é fácil percebermos sua existência no local e um dos objetivos dos arquitetos era que o edifício fosse percebido pelo observador local. Figura 25.: Implantação Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf Devido a topografia da área, foi feito um anfiteatro que se desenvolve na diferença topográfica do terreno, ocupando o subsolo e o térreo do edifício. O terreno tem área igual a 620,00 m2. Figura 26.: Planta térreo Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf Figura 27.: Planta subsolo Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf ACESSOS O único acesso se faz pela esquina, intencionalmente, pois consiste na principal visada do edificio. Neste local, tem-se acesso primordialmente a um hall que dá a dois salões de exposições, logo a uma circulação vertical e por fim a dois sanitários. Neste mesmo andar, além do acesso ao interior do prédio, há acesso ao anfiteatro, evidenciando o caráter público do edifício. O subsolo tem o ingresso independente e é onde também está localizado um anfiteatro. E os outros pavimentos-tipo, são compostos basicamente por salões, onde se localizam os serviços do edifício, além de sanitários, copa e um átrio. Figura 28.: Implantação Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf VISTAS E VISADAS A visão dos prédios entorno para o Edifício em questão é bastante prejudicada devido ao paisagismo existente. A obra gerou grande polêmica na época de sua construção, pois suas formas, cores e materiais usado, a primeira vista, são muito divergentes do restante do Conjunto Arquitetônico da Praça. Porém, com um olhar mais atento pode-se perceber que as fontes de inspiração do projeto se encontram adjacentes, como falado no tópico anterior. Figura 29.: Edifícios vistos da Praça da Liberdade Fonte: Google Maps Na imagem acima é perceptível a semelhança das obras. A altimetria e volumetria da edificação respeita a do restante das construções encontradas na praça e apesar do edifício Rainha da Sucata querer resgatar antigas formas, os arquitetos inovaram nos materiais e na linguagem utilizada. Figura 30.: Edifício visto da Praça da Liberdade Fonte: Google Maps Figura 31.: Edifício visto da Praça da Liberdade Fonte: Google Maps Figura 32.: Edifício visto da Avenida Bias Fortes Fonte: Google Maps ENTORNO Figura 33.: Mapa Entorno Fonte: Autoria do grupo Esteticamente, o edifício nasceu da releitura dos outros edifícios que se localizam ao redor da praça, em estilo eclético e neoclássico. Raramente o edifício passa desapercebido na paisagem local e é nítido essa releitura que os arquitetos Éolo Maia e Sylvio de Podestá fazem do entorno e de suas próprias obras. Ao analisar o edifício Rainha da Sucata percebe-se as seguintes semelhanças: o volume cilíndrico e o arco visível da praça foram inspirados na Secretaria de Segurança que hoje é o Museu das Minas e do Metal, e semelhante também à solução adotada pelo arquiteto Aldo Rossi para o conjunto habitacional Sudliche Friedrichstadt, em Berlim , e o edifício Novocomum, de Giuseppe Terragni. A marquise de entrada reproduz os detalhes do projeto de James Stirling, Michael Wilford and Associates para a Neue Staatsgalerie, em Stuttgart. Figura 34.: Arco visível da Praça da Liberdade Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf Figura 35.: Secretaria de Educação Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1633237 Figura 36.: Marquise do edifício Rainha da Sucata Figura 37.: Neue Staatsgalerie, em Stuttgart Fonte: Google Maps Fonte: http://rubens.anu.edu.au/htdocs/surveys/modarch/ 6. LINGUAGEM ARQUITETÔNICA O ponto, a reta e o plano são os principais elementos básicos que compõe e representam as formas. Dentre eles o ponto é o mais simples, e a sucessão de vários deles cria uma reta, que por sua vez, a sucessão dela gera o plano. Ou seja, um elemento depende do outro para a sua existência. E O conjunto deles dão a forma e a linguagem arquitetônica de determinada edificação. A análise das formas se baseia na observação do conjunto arquitetônico, no caso a “Rainha da Sucata” e do seu entorno, a praça da liberdade como um todo e seus arredores. Também na interpretação advinda desse estudo e de outros conhecimentos interdisciplinares, como a arquitetura pós-moderna. Figura 38.:Vistas por Sylvio Podestá Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucataFigura 39.:Planta e Pavimentos por Sylvio Podestá Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata A partir da observação das imagens de vista e planta da edificação, nota-se distintamente: Formas triangulares (na planta) Circulares (tanto na planta como nas vistas) Semicirculares (presença forte na planta, onde é o anfiteatro) Formas retangulares Volumetrias cilíndricas nas fachadas Texturas lisas, quadriculadas, de materiais diferentes Aberturas (elemento marcante da fachada) Linhas verticais (estrutura metálica logo à frente das janelas) Figura 40.:Foto por Bruno Cecília Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/02-fotos-044/ As chapas de aço-241 criam aberturas ao longo da fachada que geram sombras geométricas na parede adjacente. A transição entra as placas, a sombra e a parede são bem marcantes, que sobrepõe e acentuam ainda mais o “esqueleto” das janelas de esquadria metálica vertical e pilares coloridos que se escondem atrás das chapas. Figura 41.:Anfiteatro Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata Faz referência aos antigos anfiteatros gregos, mas ao contrário desses, que construíam seus anfiteatros na parte mais alta do terreno e mais distante dos centros urbanos, o anfiteatro da Rainha da Sucata encontra-se no nível mais baixo do terreno (no caso o solo foi aterrado para a construção dele) e próximo à praça da liberdade (que concentra grande número de pessoas. Essa contradição à referência grega original do anfiteatro faz parte do estilo pós-moderno da época, que pega elementos clássicos e modernos e criticam no contexto do momento em que foi criado. Nesse espaço semiaberto é evidente a repetição das formas presentes na fachada, como na forma “em escada” (que cria aberturas na fachada) ali representado em diferentes escalas e cor, além do próprio vazio ter sido representado com uma grade metálica contrastando com a parede branca, o que dá forma à ideia do vazado – quando na realidade não é. Figura 42.:Texturas Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata Na última imagem podemos observar a riqueza de texturas existentes na obra, com diferentes cores, materiais, formatos e significados. Figura 43.:Detalhe Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata A forma de esfera é elemento ícone da obra, segragado e peculiar, quer claramente ser notado. A forma geométrica é muito presente no movimento pós- moderno dos anos 80. E realça mais ainda o caráter plástico da edificação. ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO A estratégia de organização da Rainha da Sucata se dá de forma aglomerada, muito presente nas obras pós-modernas, os elementos sobrepõe uns aos outros, fazendo várias camadas de formas, tons, texturas que criam um contexto e uma linguagem arquitetônica de interpretação subjetiva de quem observa em um tipo de “vitalidade emaranhada”. A sobreposição de camadas como a chapa de aço-241, com os volumes cilíndricos e esférico de segundo plano e esquadrias metálicas, e de usos de materiais diferentes provocam uma estranheza e uma tensão não esperada, que quebra com os movimentos clássicos e modernos. Figura 44.:Camadas Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15902 A rainha da sucata não é uma obra que busca sutileza e leveza, muito pelo contrário: brinca com a plasticidade e com a riqueza de materiais, cores e tamanhos para dar linguagem icónica à obra. Figura 45.:Fachada Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15902 Na imagem da fachada acima é marcante a proporção do pilar à direita que fica ainda mais evidente pela cor amarela. Ele se diferência dos outros pilares em todos aspectos estéticos visíveis como: no tamanho, na cor (amarela que é quente contra o azul frio das outras), na textura (tem um desenho de formas retângulares enquanto as outras são lisas). Figura 46.:Vista da Praça Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata Na fachada, vista pela praça, observa-se que o conjunto no seu todo não segue uma simetria nem a um padrão. Dessa maneira, as formas que o compõem são singulares e não obedecem a proporções pré-definidas. Como exemplo a parte mais à esquerda do edifício parece ser desconectado a ele, sendo de forma, tamanho e tendo cores diferentes do restante da obra. Os cheios e os vazios também não se equilibram em proporção na fachada, ali nota-se que a área ocupada por chapas de aço é bem menor que à do vazio. Também é pertinente questionar o tamanho da escultura que lembra uma laranja, que na realidade é tão pequena mas na obra é representada em uma escala escandalosamente maior. O que gera um peso visual maior na sua fachada, contrastando também com o pilar amarelo. HIERARQUIA Os elementos formais em destaque na obra são respectivamente: Na fachada frontal: os vazios, o material de aço -241 que é reflexivo quando o sol bate, as volumetrias cilíndricas e esferóides Na fachada posterior: as chapas de metal oxidado, a textura em azulejo quadrilulada, o volume cilíndrico azul que ocupa grande parde da porção central da fachada e os vidros reflexivos que imitam o formato das placas de aço vistas na primeira fachada. Figura 47.:Fachada Posterior Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15930 EFEITOS A leitura que se tem da “Rainha da Sucata” no que abrange o ritmo, o peso, a leveza e a estabilidade (ou instabilidade) depende da observação e interpretação da pessoa que observa a obra, de seu estado momentâneo e conhecimento histórico local atual. Sendo assim, o conceito deixa de ser palpável e passa a ser abstrato. Quando se fala em ritmo se fala do movimento, de como os elementos que constituem uma edificação se repetem (a intervalos determinados ou não) da gradação de cor, textura, e posições presentes nesse conjunto. A obra a ser analisada possui características muito únicas e distoantes se comparadas às outras de edificações do conjunto arquitetônico da praça da liberdade que, ao mesmo tempo que absorve conceitos e elementos de outros movimentos, como neoclassicismo, ele faz crítica a eles. Essa crítica se estabelece na repetição “exagerada” dessas formas tradicionais em um contexto que questiona seu real uso e necessidade. Figura 48.:Vistainterna - Arcos Fonte: http://podesta.arq.br/index.php/arquiteto?id=159:projeto-rainha-da-sucata&catid=1:residencias Na figura anterior pode-se observar a repetição do arco, elemento clássico da arquitetura aqui representado de forma que um contém o outro dentro do seu interior, num ritmo contínuo, da degradação de tamanhos e sombreados, parece que a sobreposição de formas guia o indivíduo para o caminho, que vai se estreitando. A simetria inquestionável da interior da obra, como mostra na imagem, dá uma sensação de leveza ainda que os elementos quadrados ao fundo tenham um certo peso visual constratante com os arcos. Figura 49.:Efeitos Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15900 Os pilares na fachada posterior, acima, têm o mesmo efeito mostrado na imagem anterior a ela, no qual o elemento semi-circular se repete gradientemente: de baixo para cima, do maior e mais grosso para o menor e mais fino, dando a impressão que essa parte menor sustenta o edíficio. Nesse desequilíbrio visual, onde parece que os pilares não sustentam o peso da obra se encontra também o mesmo ritmo contínuo observado anteriormente. O elemento cilíndrico azul que ocupa o meio da fachada também gera um desconforto visual, quando seu tamanho e cor pesam e quebram o ritmo das chapas metálicas. Figura 50.:Fachada frontal pela manhã Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15900 A obra é viva: o efeito que alguns materiais refletivos dão de acordo com o horário do dia pode interferir na leitura da obra. Na foto acima, durante a manhã, o elemento de maior destaque são as chapas de aço sac-41, que parecem flutuar, conferindo ao edifício leveza. Figura 51.:Fachada lateral Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15900 7. DINÂMICA DOS ESPAÇOS PROGRAMA E SETORIZAÇÃO Figura 52.:Dinâmica dos espaços Fonte: Autoria do Grupo DIMENSIONAMENTO Subsolo QUANTIDADE ITEM M2 1 Camarim 445,7 1 Banheiro 415,4 1 Lavabo 119,2 2 Depósito 27,9 1 Auditório 3.240,8 1 Banheiro 191,7 Figura 53.:Planta Subsolo Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata Térreo QUANTIDADE ITEM M2 1 Salão exposições 407,8 1 Hall 77,02 1 Copa 67,1 1 Ante - câmara 34,07 1 Salão recepção 407,8 2 Cabine Telefônica 25,4 1 Cabine 88,56 1 Auditório 3.240,8 Figura 54.:Planta Térreo Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 1º Pavimento QUANTIDADE ITEM M2 2 Salão 678,8 1 ISM 152,2 1 Copa 67,1 1 Ante - câmara 29,50 1 Banheiro 42,9 1 Banheiro 130,28 Figura 55.:Planta 1º Pavimento Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 2º Pavimento QUANTIDADE ITEM M2 1 Copa 67,1 1 ISM 152,2 2 Salão 678,8 2 Banheiro 95,06 1 Ante - câmara 29,50 Figura 56:Planta 2º Pavimento Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata FLUXOS E CIRCULAÇÃO Figura 57.:Planta Fluxos Fonte: Autoria do grupo Figura 58.:Planta Fluxos Fonte: Autoria do grupo Figura 59.:Planta Fluxos Fonte: Autoria do grupo ACESSOS Figura 60.:Planta Acessos Fonte: Autoria do grupo 8. CONSTRUÇÃO SISTEMAS CONSTRUTIVOS: A estrutura do edifício foi feita a partir de pilares de concreto. As vedações, por sua vez, foram feitas com alvenaria, e cobertas por chapas metálicas. A cobertura da edificação é composta por um telha de fibrocimento, além de uma parte em que existem claraboias que servem para iluminar o edifício. Figura 61.: Cobertura do edifício Rainha da Sucata Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/06-fotos-003/ REVESTIMENTOS O apelido do edifício surgiu devido a utilização, como revestimento, de chapas de aço SAC-41, material ligado à construção e à indústria mineira (a propriedade mais visível deste tipo de chapa é sua oxidação controlada, ficando com aspecto de ferrugem), que fez com que as pessoas o interpretassem como sucata. Além disso, os arquitetos inovaram ao trazer, junto com as chapas de aço, cores lúdicas (vermelho, azul e amarelo), contrastantes e também ao inserir uma obra que representa o “novo” (modernismo), em um espaço de preservação patrimonial e histórica. As referências regionais estão mais presentes na parte interna do prédio, ao observarmos semelhanças com o barroco mineiro. Estas semelhanças acontecem a partir da abstração formal e de materiais. Os falsos pilares sugerem nichos e delimitam vitrais, como os altares laterais da nave das igrejas barrocas. Da mesma maneira, os altares destas igrejas são referenciados através da sequência de arcos da extremidade oposta à entrada. E dentro do mesmo tema, os arquitetos reproduzem a imagem de um dos profetas da cidade de Congonhas, no anfiteatro. ESQUADRIAS O edifício é composto por pequenas aberturas compostas por esquadrias de ferro pintadas de vermelho e vidro incolor. A fachada voltada para a Praça Da Liberdade, especialmente, é em grande parte composta por este tipo de abertura, que auxilia na ventilação e também na iluminação natural do edifício. INSTALAÇÕES A caixa d’água da edificação localiza-se na parte mais alta do prédio, e além de ser exposta (foi inserida acima da caixa de escada), é um elemento que foi pensado como parte da volumetria da Rainha da Sucata, e não apenas inserido por causa das necessidades do projeto. Figura 62.: Caixa d’água do edifício Rainha da Sucata Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma- guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/06-fotos-003/ O esgotamento do edifício é realizado através das redes de esgoto da COPASA, e por este motivo, o edifício não possui fossa séptica. A energia do edifício é do tipo elétrica, uma vez que este não conta com painéis solares, fornecidos pela concessionária de energia em Belo Horizonte, a CEMIG. Caixa d’água 9. APROPRIAÇÃO LINHA DO TEMPO – HISTÓRIA E USOS 1977 –O Conjunto Arquitetônico da Praça da Liberdade foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) em Junho. Figura 63.:Praça da Liberdade Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 1984 – Os arquitetos Silvio de Podestá e Éolo Maia se responsabilizaram de construir Edifício Tancredo Neves, que ia ser a sede do Centro de Apoioao Turismo (CAT). O edifício – Foi da sugestão dos dois arquitetos que o estado resolveu construir um complexo de salas auditórios e banheiros para estimular o turismo mineiro. A proposta da dupla se palpou na utilização de materiais presentes em Minas. Além de chapas de aço da indústria metalúrgica, a construção recebeu entre outros materiais quartzito, ardósia e pedra sabão. Figura 64.:Edificio Rainha da Sucata Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 1986 - É nomeado de Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves(Cate) os arquitetos garantiram que a olhar surgiu para ser realmente um divulgador da cultura de Minas Gerais. Ele abrigou a Turminas, também voltada para o turismo mineiro. Figura 65.:Éolo Maia Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 1999 – Tancredo Neves Aproveitou o 8° Congresso de Mineração Brasileira para oficializar a criação do Memorial da Mineração, um museu dedicado ao setor, montado no prédio “Rainha da Sucata”, onde funcionava a Turminas. A iniciativa e da Comig. Figura 66.:Fachada Frontal Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 1991- Foi Inaugurado. O estilo ousado do prédio suscitou forte polemica, apesar de respeitar a escala e de dialogar criativamente com o resto do conjunto arquitetônico da praça. 2001-O acervo do Museu de Mineralogia Djalma Guimarães foi transferido para o edifício (Rainha da Sucata). Atualmente o edifício está em obras de restauração e modernização das instalações para dar novo lugar ao centro de informações a visitantes do Circuito Praça da Liberdade. Vai funcionar também a sua administração. Figura 67.:Fachada Lateral Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS Sylvio E. de Podesta Arquitetura, disponível em: <http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15 9:projeto-rainha-da-sucata> ArqBh, disponível em: <http://www.arqbh.com.br/2007/03/olo-maia.html> Archdaily (por Igor Fracalossi), disponível em: <http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de- mineralogia-professor-djalma-guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta> DE ARAÚJO, Mario Eduardo Pereira; “Arquitetura do lugar na segunda metade do século XX – Os casos da Europa Latina e do Brasil”. Acervo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. AFONSO, Maria Do Carmo de Toledo, Parcelamento do Solo Urbano – Loteamento de Desmembramento Portal PBH – Regulação Urbana, disponível em: <http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&app=regul acaourbana&pg=5570&tax=20542>