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DESAFIO ACADÊMICO – RAINHA 
DA SUCATA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alunos: Alice Maria Machado de Araújo, Gabriel Bossi Garcia, 
Isabela Ferrari Sadala, Isabella Sefisa Queiroz Souza, Marcela 
Pinheiro de Melo, Maria Clara de Souza Amarante, Marina Bazzoli 
Alvarenga, Paula Barroso Onnis, Paula Meza Sad 
Equipe: Equipe 
Curso: Arquitetura e Urbanismo 
 
Novembro/2016 
SUMÁRIO 
 
1. IDENTIFICAÇÃO ..................................................................................................................... 4 
NOME DA OBRA ........................................................................................................................ 4 
USO ............................................................................................................................................ 4 
LOCALIZAÇÃO ............................................................................................................................ 4 
AUTORES ................................................................................................................................... 4 
ANO DO PROJETO ...................................................................................................................... 4 
PERÍODO DE EXECUÇÃO ............................................................................................................ 4 
RELEVÂNCIA HISTÓRICA ............................................................................................................ 5 
2. CIDADE .................................................................................................................................. 6 
GEOMORFOLGIA ....................................................................................................................... 6 
MORFOLOGIA URBANA ............................................................................................................. 7 
USO E OCUPAÇÃO ..................................................................................................................... 8 
MOBILIDADE .............................................................................................................................. 9 
SISTEMA VIÁRIO E FLUXOS ...................................................................................................... 10 
TIPOLOGIA ............................................................................................................................... 11 
VEGETAÇÃO ............................................................................................................................. 12 
MOBILIÁRIO URBANO ............................................................................................................. 14 
3. LEIS ...................................................................................................................................... 15 
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................... 15 
ZONEAMENTO E PARÂMETROS URBANÍSTICOS: ASPECTOS CONCEITUAIS ............................ 15 
DA REGIÃO DA SAVASSI ........................................................................................................... 19 
DOS ANÚNCIOS LUMINOSOS E NÃO-LUMINOSOS .................................................................. 19 
DAS MESAS E DAS CADEIRAS ................................................................................................... 19 
DOS PASSEIOS PÚBLICOS ........................................................................................................ 20 
CONSERVAÇÃO DE FACHADAS ................................................................................................ 22 
Justificativa .............................................................................................................................. 24 
4. CONDICIONANTES NATURAIS ............................................................................................. 25 
ORIENTAÇÃO ........................................................................................................................... 25 
INSOLAÇÃO .............................................................................................................................. 26 
TEMPERATURAS ...................................................................................................................... 27 
VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO ................................................................................................... 27 
MATERIAIS ............................................................................................................................... 28 
ARBORIZAÇÃO ......................................................................................................................... 28 
5. IMPLANTAÇÃO .................................................................................................................... 30 
TOPOGRAFIA ........................................................................................................................... 30 
ACESSOS .................................................................................................................................. 31 
VISTAS E VISADAS .................................................................................................................... 32 
ENTORNO ................................................................................................................................ 35 
6. LINGUAGEM ARQUITETÔNICA ............................................................................................ 38 
ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO ............................................................................................ 43 
HIERARQUIA ............................................................................................................................ 46 
EFEITOS .................................................................................................................................... 47 
7. DINÂMICA DOS ESPAÇOS .................................................................................................... 51 
PROGRAMA E SETORIZAÇÃO ................................................................................................... 51 
DIMENSIONAMENTO .............................................................................................................. 51 
FLUXOS E CIRCULAÇÃO ........................................................................................................... 54 
ACESSOS .................................................................................................................................. 57 
8. CONSTRUÇÃO ...................................................................................................................... 58 
SISTEMAS CONSTRUTIVOS: ..................................................................................................... 58 
REVESTIMENTOS ..................................................................................................................... 58 
ESQUADRIAS ............................................................................................................................ 59 
INSTALAÇÕES ........................................................................................................................... 59 
9. APROPRIAÇÃO ..................................................................................................................... 60 
LINHA DO TEMPO – HISTÓRIA E USOS .................................................................................... 60 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................................... 63 
 
1. IDENTIFICAÇÃONOME DA OBRA 
 Rainha da Sucata. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.: Edifício Rainha da Sucata 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/06-fotos-003/ 
USO 
 A Rainha da Sucata abrigou até 2010, o Museu de Mineralogia Professor 
Djalma Guimarães. Atualmente, está em restauração. Irá abrigar a 
Administração do Circuito Cultural Praça da Liberdade e o Centro de Apoio ao 
Turismo. 
LOCALIZAÇÃO 
Avenida Bias Fortes, 50 – Funcionários; Belo Horizonte. O edifício está 
localizado em frente à Praça da Liberdade. 
AUTORES 
Éolo Maia e Sylvio de Podestá. 
ANO DO PROJETO 
1984/85 
PERÍODO DE EXECUÇÃO 
1985/92 
RELEVÂNCIA HISTÓRICA 
Localizado na Praça da Liberdade,o projeto para o Centro de Apoio 
Turístico Tancredo Neves surgiu como espécie de complementação para uma 
primeira proposta de trabalho aos arquitetos Éolo Maia e Sylvio de Podestá: um 
conjunto de sanitários públicos, com a função de atender os visitantes da feira 
que ocupava o espaço da praça. Os arquitetos propuseram um aumento no 
programa de necessidades, prevendo, além dos sanitários, um anfiteatro, um 
hall para exposições e um espaço para abrigar um centro de apoio turístico. 
Esteticamente, o edifício nasceu da releitura dos outros edifícios que se 
localizam ao redor da praça, em estilo eclético e neoclássico. O resultado desta 
releitura resultou em um edifício cuja pluralidade imagética, em cores e materiais, 
fosse motivo para apelidá-lo de Rainha da Sucata por estudantes de um colégio 
vizinho. 
Originalmente, o Prédio da Rainha da Sucata, que é considerado o grande 
marco nacional da arquitetura pós-moderna, abrigou o Centro de Apoio Turístico 
Tancredo Neves e a Turminas. 
Os edifícios da Praça da Liberdade refletem a arquitetura da época em 
que foram construídos. Para a “Rainha” ficou a responsabilidade de contar a 
história dos anos 80, anos pluralistas, de grande efervescência e discursos cheio 
de adjetivos e substantivos. 
A concepção incorpora diversos tipos de materiais característicos de 
Minas Gerais, desde chapas de aço das indústrias metalúrgicas até pedras como 
o quartzito, a ardósia e a pedra-sabão. 
 
 
2. CIDADE 
GEOMORFOLGIA 
 O edificio Rainha da Sucata se encontra implantado em um terreno 
que possui a forma de um triângulo retângulo isósceles. Em sua topografia 
possui um declive possuindo seu ponto mais alto voltado para a Praça da 
Liberdade. Como pode ser observado em suas fachadas. Relacionado a 
topografia de seu entorno, todos os outros edificios localizados no mesmo 
quarteirão se encontram implantados em uma situação bastante semelhante ao 
do Edificio Rainha da Sucata. A definição da implantação da Praça da Liberdade 
em 1895 pela Comissão Construtora foi feito de maneira proposital para que ela 
ficasse localizada em uma cota mais alta da cidade, onde os declives começam 
a acontecer nas direções dos eixos das ruas do entorno, como a Avenida Bias 
Fortes e a Avenida Brasil. De todo o entorno imediato do edificio de estudo, e 
Praça é a que se encontra em terreno mais plano. 
 
 
 
 Figura 2.: Fachadas por Sylvio Podestá 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MORFOLOGIA URBANA 
 O traçado urbano definido por Aarão Reis da área de estudo, detalhado 
na planta de 1895 têm 120 m de cada lado compostos de 10 lotes com testada 
de 12 m de largura. Ruas com 12 m de largura delimitavam esses quarteirões 
intercalados com avenidas diagonais, conformando quadras triangulares. O 
traçado foi sendo modificado de acordo com as necessidades, a criação da 
Praça de seu entorno foi uma delas, até chegar em seu atual, a interrupção de 
uma das avenidas diagonais, a inferior esquerda. 
Sendo assim, os quarteirões modificados foram os relacionados a Praça, 
já os restantes mantem o traçado ortogonal definido por Aarão Reis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.: Traçado antigo e traçado atual Praça da Liberdade 
Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31) 
 
 
 
 
 
 
 
 
USO E OCUPAÇÃO 
O Edificio se encontra localizado na Praça da Liberdade, que atualmente 
é conhecido pelo Circuito Cultural Praça da Liberdade, tendo sua predominancia 
de uso Cultural, com exceção de alguns edificios como o residencial Niemeyer e 
a Arquidiocese de Belo Horizonte. 
Atualmente o edifício está em obras de restauração e modernização das 
instalações para dar novo lugar ao centro de informações a visitantes do Circuito 
Praça da Liberdade. Vai funcionar também a sua administração. 
 
 
Figura 4.: Definição de usos do entorno 
Fonte: Autoria do grupo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOBILIDADE 
As principais vias de acesso à Praça da Liberdade, onde está localizado o Edifico 
de estudo, são: 
 - Av. Brasil 
 - Av. Bias Fortes 
 - Av. Cristóvão Colombo 
 - Av. João Pinheiro 
 - Rua da Bahia 
 - Rua Gonçalves Dias 
As linhas de ônibus que levam à Praça, são: 2004, 2101, 2103, 2104, 2152, 
4032, 4034, 4106, 4111,
5031, 5101, 5102, 801A, 8102, 8106, 8107, 9103, 
9105, 9106, SC02B. E os pontos de ônibus estão localizados em seu entorno, 
como indicado no mapa abaixo. 
 
Figura 5.: Localização Pontos de Ônibus 
Fonte: Autoria do grupo 
 
 
SISTEMA VIÁRIO E FLUXOS 
O edifício se encontra localizado entra a Avenida Bias Fortes e a Praça 
da Liberdade, e se encontra próximo à Rua da Bahia e a Rua Gonçalves dias. 
De acordo com a classificação feita pela Prefeitura de Belo Horizonte, todas as 
ruas do entorno do prédio são classificadas como Vias Arteriais e sendo todas 
elas carroçáveis. 
O volume do trafego é bem intenso por estar localizado próximo a algumas 
das principais ruas de belo horizonte e um dos principais pontos turísticos que é 
a Praça da liberdade. A região possui um alto fluxo de carros, não só apenas 
durante os dias de semana, mas também durante o final de semana devido ao 
Circuito Cultural Praça Da Liberdade. O Edifício não possui estacionamento 
próprio, porém existem vagas para carros nas próprias vias, existindo restrição 
de dia e hora em que são permitidos o estacionamento. 
As vias são pavimentadas em asfalto e possuem drenagem por meio de 
bueiros. 
 
 
Figura 6.: Sistema Viário e Fluxos 
Fonte: Autoria do grupo 
TIPOLOGIA 
 Ali, numa praça do início da construção de Belo Horizonte, com o Palácio 
do Governo, suas Secretarias em estilo eclético, um conjunto aparentemente 
harmônico e antigo, mas que com uma leitura mais atenta, consegue-se 
perceber várias construções e de várias épocas, como por exemplo a “Casa do 
Bispo” de Raffaello Berti, neoplasticista, com utilização de pó de pedra como 
revestimento da fachada, técnica e estilo utilizado em várias construções da 
capital nas décadas de 30/40; o Edifício Tancredo Neves, de Oscar Niemeyer 
(década de 50), de bela arquitetura mas incompatível com o porte da Praça; 
o Edifício Xodó, de Sylvio de Vasconcellos e o IPSEMG, de Raphael Hardy 
(50/60), este último, com uma preocupação real com a volumetria da Praça 
quando, da sua concepção, mantendo próximo à rua construção de altura 
pertinente com os edifícios existentes e afastando a torre, enfraquecendo sua 
presença na praça e, o anexo da Secretaria de Educação, década de 60 (Galileu 
Reis). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 7.: Vista área altimetria 
Fonte: Foto modificada pelo grupo 
 
 
 
 
 
 
 
VEGETAÇÃO 
A vegetaçãoexistente próximo ao Edifício Rainha da Sucata se encontra 
localizada como mostrada em mapa abaixo, sua maior ocorrência é na Praça da 
Liberdade, que se encontram árvores de médio e grande porte e também 
arbustos, flores e outras plantas que possuem uma manutenção em dia. Já a 
vegetação ao lado do edifício, arvores de médio porte e na passagem de 
pedestre de uma rua para a outra um canteiro que não possui manutenção 
alguma nem limpeza pública. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 8.: Ocorrência de Vegetação 
Fonte: Autoria do grupo 
 
 
Figuras 9 e 10.: Vegetação existente lateral do prédio, canteiro sem manutenção 
Fonte: Autoria do grupo 
 
Figuras 11 e 12.: Vegetação da Praça da Liberdade vista do Edificio Rainha da Sucata 
Fonte: Autoria do grupo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MOBILIÁRIO URBANO 
O mobiliário urbano que compõe o entorno do edifício são: um bicicletário, 
uma lixeira pública e um ponto de ônibus. 
Além dos mobiliários urbanos encontrados na praça de liberdade o edifício 
em sua área externa, conta com uma escada que pode servir de acento para 
quem estiver na rua. Essa área é aberta e não necessita entrar no edifício para 
ter acesso a ela, tornando – se então, pública. 
 
 
Figuras 13 e 14.: Bicicletário e Lixeira presentes no entorno do edificio 
Fonte: Autoria do grupo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figuras 15 e 16.: Ponto de Onibus presente em frente ao Edificios e Escadaria Arquibancada do 
Edificio 
Fonte: Autoria do grupo e http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-
rainha-da-sucata 
3. LEIS 
INTRODUÇÃO 
A partir de 1993, o município de Belo Horizonte passou a experimentar 
uma forma inovadora de gestão urbana. Com o Orçamento Participativo, 
inaugurado em 1994, a população passou a ser efetivamente envolvida nas 
decisões sobre os investimentos públicos. Foi criado o Conselho Municipal de 
Política Urbana (COMPUR) que estabeleceu a obrigatoriedade de avaliação da 
legislação urbana a cada quatro anos, mediante processo de Conferência 
Municipal. 
O Plano Diretor e a Lei de Parcelamento, Ocupação e Uso do Solo 
definem critérios e limites para o exercício do direito de propriedade. O principal 
instrumento utilizado pelo Plano Diretor para definição do modo pelo qual a 
função social da propriedade deve ser cumprida em cada terreno é o 
Zoneamento, a subdivisão do território municipal em zonas, segundo critérios 
que atendem ao modelo de ordenamento territorial traçado. 
 ZONEAMENTO E PARÂMETROS URBANÍSTICOS: ASPECTOS 
CONCEITUAIS 
Os limites praticáveis nas edificações são dados pelos valores dos 
parâmetros urbanísticos vinculados ou não ao zoneamento, tais como: 
Coeficiente de Aproveitamento, Taxa de Ocupação, Gabarito, Afastamentos 
Frontal, Laterais e de Fundo, Quota de Terreno por Unidade Habitacional e Taxa 
de Permeabilização, estes dois últimos vigentes no município a partir de 1996. 
Também em 1996, parâmetros estabelecidos nas legislações anteriores 
foram revistos, como a exigência de afastamentos proporcionais à altura das 
edificações, visando a garantir melhores condições de ventilação e iluminação. 
A Taxa de Ocupação foi suprimida em diversas zonas, permitindo maior 
liberdade de concepção volumétrica das construções. As Leis instituídas em 
1996 (Plano Diretor e LPOUS) previam a alteração da lógica de ocupação e de 
ordenamento do espaço, incluindo entre seus objetivos: 
 Promover a desconcentração urbana e garantir a multiplicidade das 
atividades urbanas no território através do estímulo ao surgimento e 
fortalecimento de centros fora da Área Central e à sua articulação. Foram 
separados os parâmetros relativos à ocupação daqueles associados ao 
uso do solo urbano com a localização das atividades sendo definida em 
função da classificação viária, desvinculada do zoneamento; 
 Estabelecer parâmetros urbanísticos de ocupação que considerem as 
condições de adensamento de cada área, em especial as condições de 
acessibilidade e a disponibilidade de infra-estrutura, além das 
condicionantes ambientais e de proteção histórica e paisagística. 
O Macrozoneamento constante da LPOUS objetiva o redirecionamento do 
adensamento, estimulando o aproveitamento da infra-estrutura instalada e a 
ocupação de áreas 2 subutilizadas, e restringindo a ocupação de áreas 
ambientalmente impróprias, sendo regulamentado pelos parâmetros de 
ocupação de cada zona, que são as seguintes: 
 • ZONAS DE PRESERVAÇÃO E PROTEÇÃO AMBIENTAL, com controle 
de densidade mais rigoroso, abrangendo: regiões destinadas à preservação 
e à recuperação de ecossistemas (ZPAM); áreas de interesse de proteção 
ambiental ou paisagística (ZP-1), proteção ambiental, histórica, cultural ou 
paisagística (ZP-2) e proteção ambiental e paisagística. (ZP-3). 
• ZONAS DE ADENSAMENTO CONTIDO, abrangendo: áreas com 
articulação viária precária ou saturada (ZAR-1), condições precárias de infra-
estrutura e/ou topográficas ou de articulação viária (ZAR-2) e áreas de 
adensamento já consolidado, com saturação dos corredores viários (ZA). 
 • ZONAS DE ADENSAMENTO PREFERENCIAL, abrangendo: áreas com 
condições favoráveis de acessibilidade, topografia e a disponibilidade 
de infra-estrutura: ZAP e as zonas centrais ZHIP, ZCBH, ZCBA e ZCVN. 
• ZONAS ESPECIAIS. Este agrupamento reúne atualmente dois tipos de 
zonas cujos parâmetros urbanísticos devem ser definidos em leis específicas, 
a saber: 
- Zonas de Especial Interesse Social – ZEIS, nas categorias ZEIS-1 (favelas 
existentes), ZEIS-2 (destinadas a programas habitacionais populares) e 
ZEIS-3 (conjuntos habitacionais já implantados pelo Poder Público); 
 - Zonas de Grandes Equipamentos – ZEs: regiões ocupadas por grandes 
equipamentos de interesse municipal, com parâmetros urbanísticos próprios. 
Praça da Liberdade (ZCBH) 
 
Figura 17.: Quando de parâmetros urbanísticos 
Fonte: file:///U:/Texto_Base_Zoneamento_Parametros_Urbanisticos.pdf 
 
 
. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 18.: Planta Comissão Construtora 
Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31). 
A Figura apresenta a área em estudo, evidenciada na planta elaborada 
pela Comissão Construtora, em 1895, para a Cidade de Minas. O traçado da 
cidade foi representado sobre a topografia do terreno, o que atesta que a praça 
foi planejada em local de destaque, numa cota mais elevada que o núcleo 
existente anteriormente, e em local de relevo mais suave que a 110 região da 
Zona Suburbana próxima a ela. A elevação do conjunto da Praça da Liberdade, 
além de denotar opulência, teve a finalidade de resguardar o local de possíveis 
inundações, assoreamentos e deslizamentos, comuns nos períodos de altos 
índices pluviométricos, dada a proximidade com os afluentes do Ribeirão 
Arrudas. 
 Figura 18.: Planta Comissão Construtora 
Fonte: Fundação João Pinheiro (1997, p. 31). 
A Figura apresenta delimitação da área de estudo, detalhada na planta de 
1895 onde se vê parte da Zona Urbana com a Praça da Liberdade ao centro, 
situada na convergência das avenidas e a numeração das quadras no entorno 
desta.Os quarteirões componentes da malha ortogonal do plano original de 
Aarão Reis têm 120 m de cada lado compostos de 10 lotes com testada de 12 
m de largura. Ruas com 12 m de largura delimitavam esses quarteirões 
intercalados com avenidas diagonais, conformando quadras triangulares. 
A tipologia do parcelamento do solo em 1897 apresenta um traçado 
regular onde duas formas básicas se destacam: a primeira é a dos lotes de 
esquina com testada mais larga em detrimentode menor profundidade. A 
segunda é a dos lotes do meio do quarteirão com dois tipos de lotes um com 24 
metros de frente e 60 metros de profundidade e outro onde estes mesmos lotes 
são divididos em dois, apresentando o lote típico de Belo Horizonte: 12 metros 
de frente e 30 metros de profundidade. 
As áreas de diretrizes especiais – ADEs – são as que, por suas 
características, exigem a implementação de políticas específicas, permanentes 
ou não, podendo demandar parâmetros urbanísticos, fiscais e de funcionamento 
de atividades diferenciados, que se sobrepõem aos do zoneamento e sobre eles 
preponderam 
 
 
 
 
 
 
ADE DA SAVASSI (ADE da Praça da Liberdade) 
Art. 84 - A ADE da Savassi é a que, em função de suas características, demanda 
a adoção de incentivos e normas especiais visando a sua revitalização. 
 
Parágrafo único - À ADE da Savassi, aplicam-se as disposições da Lei nº 5.872, 
de 14 de março de 1991. 
 
DA REGIÃO DA SAVASSI 
Art. 1º - Passa a denominar-se Região da Savassi a área compreendida pela 
poligonal assim descrita: 
Começa na Praça Tiradentes, formada pela confluência da Av. Brasil com Av. 
Afonso Pena, segue a Av. Brasil até a Praça da Liberdade incluindo toda esta 
praça, sobe pela Rua da Bahia até a Av. do Contorno, desta até a esquina de 
Av. do Contorno com Av. Afonso Pena, na Praça Milton Campos. Da Praça 
Milton Campos segue pela Av. Afonso Pena, por esta até a esquina com Av. 
Brasil, voltando ao ponto inicial. 
Parágrafo Único - Incluem-se na Região as edificações situadas nos dois 
lados das ruas, avenidas e praças que a delimitam. 
CAPÍTULO II 
DOS ANÚNCIOS LUMINOSOS E NÃO-LUMINOSOS 
Art. 2º - Sobre os veículos de divulgação de que trata a Lei nº 4.895, de 02 de 
dezembro de 1987, classificados em luminosos e não-luminosos, situados na 
Região da Savassi, incidirá a Taxa de Fiscalização de Anúncios - TFA 
CAPÍTULO III 
DAS MESAS E DAS CADEIRAS 
Art. 3º - As mesas e cadeiras, quando colocadas em passeios públicos ou nos 
recuos obrigatórios estabelecidos pela Lei de Uso e Ocupação do Solo, são 
consideradas mobiliário urbano. 
Parágrafo Único - As mesas poderão ter cobertura de guarda-sol removível. 
Art. 4º - O uso de passeio para colocação de mesa e cadeira em frente a 
restaurantes, bares, cafés e similares, depende da prévia autorização do órgão 
competente. 
Art. 5º - A autorização será concedida a juízo exclusivo do Município, baseada 
em parecer técnico dos órgãos competentes relativo às condições de sossego 
da vizinhança, de higiene, de conforto, de segurança e do trânsito de 
pedestres. 
§ 1º - A Prefeitura poderá determinar, em cada caso e em qualquer época, o 
horário permitido para colocação de mesas e cadeiras, em função das 
condições locais. 
§ 2º - A critério do órgão competente poderá ser exigida demarcação gráfica da 
área a ser utilizada para colocação de mesas e cadeiras, na superfície do 
passeio. 
Art. 6º - A disposição do mobiliário urbano no passeio público atenderá às 
seguintes condições: 
I - no passeio com largura até 5,0m (cinco metros); 
a) ocupar faixa longitudinal de largura máxima de 1,50m (um metro e cinqüenta 
centímetros) a partir do meio-fio; 
b) deixar livre para o trânsito de pedestre uma faixa longitudinal de largura 
mínima de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) entre o alinhamento e a 
projeção horizontal do mobiliário; 
II - em passeio público com largura superior a 5,0m (cinco metros), ocupar faixa 
longitudinal de largura máxima de 2,50m (dois metros e cinqüenta centímetros), 
a partir do meio-fio. 
Parágrafo Único - A faixa de pedestres deverá ser contínua ao longo do 
quarteirão. 
Art. 7º - O uso de passeios não poderá exceder a testada do estabelecimento 
para o qual é autorizado. 
Art. 8º - A área relativa ao afastamento frontal obrigatório, nos termos da Lei 
de Uso e Ocupação do Solo, poderá ser utilizada para colocação de mesas e 
cadeiras em até a metade de sua largura, desde que o restante contíguo ao 
estabelecimento se destine ao trânsito de pedestres. 
Art. 9º - Poderá ser autorizado, a critério da Prefeitura, o uso dos afastamentos 
lateral e de fundos das edificações para a colocação de mesas e cadeiras, 
desde que não haja prejuízo das áreas de circulação. 
CAPÍTULO IV 
DOS PASSEIOS PÚBLICOS 
Art. 10 - A construção de passeios atenderá às disposições deste capítulo. 
Parágrafo Único - É facultado ao munícipe a construção e manutenção do 
passeio lindeiro à sua propriedade, às suas expensas, desde que o logradouro 
seja dotado de pavimentação e meio-fio. 
§ 1º - Será de responsabilidade do proprietário do imóvel, edificado ou não, a 
construção, reconstrução e conservação do passeio lindeiro à sua propriedade, 
desde que o logradouro seja dotado de pavimentação e meio-fio. 
§ 2º - A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte só expedirá Alvará de 
Localização para atividades econômicas estabelecidas em imóveis localizados 
em logradouros pavimentados e dotados de meio-fio, cujos passeios, 
obrigatoriamente de piso não-derrapante, estiverem concluídos e em bom 
estado de conservação. 
§ 2º acrescentado pela Lei 6.235, de 17/08/1992 (Art. 1º) 
Art. 11 - Os passeios serão construídos de acordo com a largura projetada, 
com o meio-fio a 0,20m (vinte centímetros) de altura em relação ao pavimento. 
§ 1º - Longitudinalmente, os passeios serão paralelos ao greide do logradouro 
projetado ou aprovado pela Prefeitura. 
§ 2º - Transversalmente, os passeios terão uma inclinação de alinhamento para 
o meio-fio de 2% (dois por cento) a 3% (três por cento) e terão projeto 
específico aprovado pela Prefeitura. 
Art. 12 - O rebaixamento do meio-fio é permitido apenas para acesso de 
veículos, observado: 
I - o comprimento da rampa destinada à entrada de veículos não poderá 
ultrapassar 1/3 (um terço) da largura do passeio até o máximo de 0,50m 
(cinqüenta centímetros); 
II - será permitida para cada lote uma rampa de 3,0m (três metros) de largura; 
III - a rampa deverá cruzar o alinhamento em direção perpendicular a este; 
IV - o eixo da rampa deverá situar-se a uma distância mínima de 6,50m (seis 
metros e cinqüenta centímetros) da esquina dos alinhamentos. 
§ 1º - A construção de rampas de acesso para veículos só será permitida 
quando dela não resultar prejuízo para a arborização pública. 
§ 2º - A critério da Prefeitura, ouvido o órgão competente, poderá ser 
transplantada ou removida, para local próximo, árvore ou canteiro, quando for 
indispensável à construção de rampa de acesso para veículos, correndo a 
respectiva despesa por conta do interessado. 
Art. 13 - É obrigatória a execução, com rebaixamento de meio-fio, de rampa 
em toda esquina, na posição correspondente à travessia de pedestres e em 
locais determinados por sinalização pela autoridade de trânsito. 
§ 1º - A rampa terá declividade máxima de 12% (doze por cento), comprimento 
de 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros) e largura de 1,0m (um metro). 
§ 2º - O canteiro central ou ilha de canalização de tráfego interceptados por 
faixa de travessia de pedestres terá rampas, nos termos do parágrafo anterior, 
ou serão nivelados com a pista de rolamento. 
§ 3º - Não será permitida a colocação de caixa coletora de água pluvial, grade 
ou boca de lobo na sarjeta, na faixa de travessia de pedestre. 
Art. 14 - Será prevista abertura para arborização pública, no passeio, junto ao 
meio-fio, na faixa destinada a mobiliário urbano, com dimensões determinadas 
pelo órgão público competente. 
Art. 15 - É proibida a colocação deobjetos ou dispositivos delimitadores de 
estacionamento e garagens que não sejam os permitidos pelo órgão público 
competente. 
Art. 16 - É proibido o estacionamento de veículos nos passeios. 
Parágrafo Único - Será permitido o trânsito de veículos nos passeios apenas 
para acesso à garagem, posto de serviço ou de gasolina. 
Art. 17 - É proibida a colocação de cunha de terra, concreto, madeira ou 
qualquer outro objeto na sarjeta e alinhamento para facilitar o acesso de 
veículos. 
Art. 18 - A área correspondente ao afastamento frontal, quando for continuação 
obrigatória do passeio público, nos termos da Lei de Uso e Ocupação do Solo, 
está sujeita às determinações contidas no art. 11. 
Art. 19 - O responsável por danos a passeios públicos fica obrigado a restaurá-
lo, independente das demais sanções cabíveis. 
Parágrafo Único - Depende de previa autorização do órgão municipal e do 
órgão de engenharia de trânsito competentes a obra ou instalação que 
acarretar interferência em passeio público. 
CAPÍTULO V 
CONSERVAÇÃO DE FACHADAS 
Art. 20 - As fachadas e os muros de alinhamento deverão ser conservados em 
bom estado pelo proprietário, podendo a Prefeitura intimá-lo a cumprir essa 
disposição, sob pena de multa correspondente a 50% (cinqüenta por cento) da 
unidade da UFPBH por m2 (metro quadrado) de fachada. 
Art. 21 - Os comandos de portão eletrônico deverão, preferencialmente, ser 
instalados internamente nas edificações a partir do alinhamento do terreno 
particular. 
Parágrafo Único - Somente com a autorização prévia da Prefeitura, quando 
as condições técnicas assim o exigirem, os comandos de portão poderão ser 
instalados nos passeios, e atenderão às seguintes disposições: 
I - altura do suporte igual a 1,0m (um metro); 
II - a distância do eixo do suporte à face externa do meio-fio deverá ser igual a 
0,25m (vinte e cinco centímetros); 
III - localizar-se na direção dos limites do portão da garagem. 
Art. 22 - A execução de obras nas vias públicas da região ora criada fica 
condicionada à expedição de alvará específico por parte do órgão competente 
da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, observada a legislação vigente, em 
especial os Decreto nº s 2.262, de 25 de setembro de 1972, 2.351, de 13 de 
abril de 1973 e a Lei nº 3.299, de 14 de janeiro de 1981. 
Art. 23 - Fica instituído um concurso público, sob responsabilidade do Poder 
Executivo, para a escolha de projeto visando à execução de passeios 
padronizados na região ora criada. 
Parágrafo Único - O concurso público deverá ser realizado no prazo de um 
ano, a contar da publicação desta Lei. 
Art. 24 - Fica estabelecido no calendário oficial de eventos da Prefeitura 
Municipal de Belo Horizonte o "Dia da Savassi", a ser comemorado sempre no 
dia 05 do mês de janeiro. 
Parágrafo Único - Na semana que anteceder essa data, deverão ser 
programados eventos, sob a coordenação do órgão competente da Prefeitura, 
visando a preservação dos valores histórico-culturais da Região da Savassi. 
Art. 25 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando as 
disposições em contrário. 
Belo Horizonte, 14 de março de 1991 
Eduardo Brandão de Azeredo 
Prefeito de Belo Horizonte ANEXO A QUE SE REFERE O ART. 2º DA LEI Nº 
5872, DE 14 DE MARÇO DE 1991 
 
 
 
NOVA PROPOSTA: Incorporação dos seguintes conceitos e diretrizes: 
 a) Alto potencial existente para desenvolvimento econômico e cultural; 
 b) Adoção de medidas de controle da altimetria das edificações, visando se 
evitar possíveis impactos no trânsito e na ambiência local; 
c) Busca de solução para conflitos entre iluminação pública e arborização 
existentes nas calçadas, visando garantir conforto, ambiência e segurança aos 
usuários da região; 
d) Priorização do tráfego de pedestres e incentivo ao trânsito entre galerias e 
calçadas; 
e) Implantação de passarela de pedestres na R. Antônio de Albuquerque, para 
transposição da R. Rio Grande do Norte, e definição de eixos preferenciais de 
pedestre para ligação com outros áreas de referência no entorno da ADE, como 
Praça da Liberdade e Pátio Savassi (a Rua Pernambuco, por exemplo, poderia 
ter seu fechamento estendido até a Av. Afonso Pena, constituindo-se em via 
preferencial de ligação peatonal entre a Savassi e o Centro); 
g) Incentivo à extensão do horário de funcionamento dos estabelecimentos, para 
garantir movimento de pessoas nos períodos diurno e noturno; 
 h) Padronização de mobiliário móvel (mesas e cadeiras dispostas na calçada 
por estabelecimentos particulares, nos quarteirões que delimitam a Praça Diogo 
de Vasconcelos) e desenvolvimento de projeto de requalificação; 
 i) Avaliação da possibilidade de criação de regras específicas mais flexíveis para 
instalação de engenhos publicitários na área e proposição de taxa de publicidade 
extra a ser revertida para a melhoria na fiscalização e remoção de engenhos 
irregulares; 
j) Estímulo ao desenvolvimento de atividades culturais de pequeno e médio 
porte; j) Regulamentação da realização de espetáculos ao ar livre na região; 
k) Estudo da implantação de espaço cultural público na área ou entorno; 
 m) Permissão para usos mistos e complementares, revertendo a tendência de 
diminuição da diversidade de usos. 
 
JUSTIFICATIVA 
Embora a existência da ADE já tenha contribuído, em parte, para a 
preservação das características da área, há a necessidade de incentivos à 
manutenção da ambiência local e dos usos típicos, à requalificação urbanística 
e a um maior aproveitamento da área por parte de seus usuários. 
 
4. CONDICIONANTES NATURAIS 
ORIENTAÇÃO 
 
Figura 19.: Implantação via satélite 
Fonte: GoogleMaps 
 
Implantado na Esquina da Avenida Bias Fortes com a praça da liberdade, 
o museu de mineralogia Djalma Guimarães tem uma localização muito 
importante na cidade. A implantação conta com um grande afastamento do 
prédio vizinho, o que gera uma praça bem arborizada na sua lateral. Além disso 
a edificação é próxima a Praça da liberdade que conta com uma grande área 
aberta e arborizada que ameniza o micro clima da região. 
A edificação é triangular seguindo o formato do terreno. Possui três 
fachadas, sendo uma delas voltada para o leste, onde incidem raios solares 
diretamente no período da tarde. 
 
INSOLAÇÃO 
 
Figura 20.: Incidência Solar 
Fonte: Autoria do grupo 
 
A orientação do prédio faz com que os raios solares da fachada incidam 
de forma direta na parte leste. Na fachada leste, existe uma barreira feita de aço 
que barra os raios que incidem diretamente na edificação. Não fosse a extensão 
escultórica de aço, que cria uma fachada afastada. A incidência seria direta. A 
fachada Oeste que recebe o sol da manhã é bem protegida, tendo a entrada de 
luz para a edificação por pequenas janelas. 
Na fachada Norte, quase não há contato com os raios solares, uma vez que 
a fachada não passa pelo caminho natural do sol e que lá existe muita 
arborização para barrar a luz. 
 
TEMPERATURAS 
O clima de Belo Horizonte é agradável durante todo o ano. A temperatura 
varia de 16 a 31°, sendo a média de 21°. O inverno é relativamente seco, mas 
muito agradável devido à altitude, que fornece um frescor no ar e, geralmente, 
dias de sol durante toda a estação. O verão é um pouco quente e chuvoso. A 
cidade tem a proteção da Serra do Curral, uma cadeia de montanhas que barra 
os ventos mais fortes. A umidade relativa é de, aproximadamente, 65% e a 
precipitação média anual é de 1.600mm, com maior frequência a partir de 
outubro a março. 
Em termos gerais, Belo Horizonte, por causade suas características 
únicas, tem um clima muito agradável durante todo o ano, devido à sua posição 
geográfica privilegiada e por uma altitude de 853 metros. BH também tem uma 
melhor qualidade de ar do que a maioria das grandes cidades brasileiras. 
VENTILAÇÃO E ILUMINAÇÃO 
 
Figura 21.: Direção iluminação e ventilação 
Fonte: Autoria do grupo 
A Ventilação do prédio se dá unicamente pela entrada no anfiteatro, em 
que há uma grande abertura. As janelas do edifício não abrem, sendo somente 
utilizadas para a passagem da luz. Na fachada Oeste, a iluminação é feita por 
pequenas janelas coloridas que iluminam pouco o interior do edificio. A 
iluminação se apresenta em maior parte na fachada leste. Em que a luz passa 
pelas frestas da estrutura em chapas de aço até alcançar o interior do edifício. 
Outro ponto de luz é uma clarabóia que ilumina todos os andares do edifício, 
passando por aberturas até chegar ao palco do anfiteatro. 
MATERIAIS 
O edifício é feito de concreto, mas utiliza largamente o metal. O uso mais 
icônico do material é nas fachadas, onde foi utilizado Aço Sac-41 em chapas 
para criar uma segunda pele no edifício. Essa segunda pele serve como proteção 
para a fachada leste e norte, refletindo grande parte da luz que incidiria 
diretamente sobre o edifício. 
ARBORIZAÇÃO 
O terreno tem na fachada norte 
uma praça com árvores de grande 
porte e na fachada oeste, algumas 
arvores de pequeno porte sendo que 
algumas se apresentam mortas. 
Não há uso de gramíneas nos 
arredores da edificação, somente na 
praça da liberdade. 
 
 
 
 
Figura 22.: Detalhe Fachada 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata 
 
 
Figura 23.: Detalhe Fachada 
Fonte: GoogleMaps 
 
 
Figura 24.: Detalhe Fachada 
Fonte: GoogleMaps 
 
 
5. IMPLANTAÇÃO 
TOPOGRAFIA 
A implantação se dá em um terreno que tem a forma triângulo retâgulo 
isósceles, definido com a hipotenusa semelhante para a Avenida Bias Fortes e 
o catetos paralelos a Praça da Liberdade e a Rua Alvarenga Peixoto. O conjunto 
volumétrico se dá pela releitura dos elementos compositivos dos edifícios 
lindeiros à praça. Por isso, é fácil percebermos sua existência no local e um dos 
objetivos dos arquitetos era que o edifício fosse percebido pelo observador local. 
 
Figura 25.: Implantação 
Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf 
Devido a topografia da área, foi feito um anfiteatro que se desenvolve na 
diferença topográfica do terreno, ocupando o subsolo e o térreo do edifício. O 
terreno tem área igual a 620,00 m2. 
 
Figura 26.: Planta térreo 
Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 27.: Planta subsolo 
Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf 
 
ACESSOS 
 
O único acesso se faz pela esquina, intencionalmente, pois consiste na 
principal visada do edificio. Neste local, tem-se acesso primordialmente a um hall 
que dá a dois salões de exposições, logo a uma circulação vertical e por fim a 
dois sanitários. Neste mesmo andar, além do acesso ao interior do prédio, há 
acesso ao anfiteatro, evidenciando o caráter público do edifício. O subsolo tem 
o ingresso independente e é onde também está localizado um anfiteatro. E os 
outros pavimentos-tipo, são compostos basicamente por salões, onde se 
localizam os serviços do edifício, além de sanitários, copa e um átrio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 28.: 
Implantação 
Fonte: 
http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf 
 
VISTAS E VISADAS 
A visão dos prédios entorno para o Edifício em questão é bastante 
prejudicada devido ao paisagismo existente. 
A obra gerou grande polêmica na época de sua construção, pois suas 
formas, cores e materiais usado, a primeira vista, são muito divergentes do 
restante do Conjunto Arquitetônico da Praça. Porém, com um olhar mais atento 
pode-se perceber que as fontes de inspiração do projeto se encontram 
adjacentes, como falado no tópico anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 29.: Edifícios vistos da Praça da Liberdade 
Fonte: Google Maps 
Na imagem acima é perceptível a semelhança das obras. A altimetria e 
volumetria da edificação respeita a do restante das construções encontradas na 
praça e apesar do edifício Rainha da Sucata querer resgatar antigas formas, os 
arquitetos inovaram nos materiais e na linguagem utilizada. 
 
Figura 30.: Edifício visto da Praça da Liberdade 
Fonte: Google Maps 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 31.: Edifício visto da Praça da Liberdade 
Fonte: Google Maps 
 
 
Figura 32.: Edifício visto da Avenida Bias Fortes 
Fonte: Google Maps 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENTORNO 
 
 
Figura 33.: Mapa Entorno 
Fonte: Autoria do grupo 
 
 
Esteticamente, o edifício nasceu da releitura dos outros edifícios que se 
localizam ao redor da praça, em estilo eclético e neoclássico. Raramente o 
edifício passa desapercebido na paisagem local e é nítido essa releitura que 
os arquitetos Éolo Maia e Sylvio de Podestá fazem do entorno e de suas 
próprias obras. Ao analisar o edifício Rainha da Sucata percebe-se as 
seguintes semelhanças: o volume cilíndrico e o arco visível da praça foram 
inspirados na Secretaria de Segurança que hoje é o Museu das Minas e do 
Metal, e semelhante também à solução adotada pelo arquiteto Aldo Rossi 
para o conjunto habitacional Sudliche Friedrichstadt, em Berlim , e o edifício 
Novocomum, de Giuseppe Terragni. A marquise de entrada reproduz os 
detalhes do projeto de James Stirling, Michael Wilford and Associates para a 
Neue Staatsgalerie, em Stuttgart. 
 
Figura 34.: Arco visível da Praça da Liberdade 
Fonte: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/18550/1/2008_MarioEduardoPereiraAraujo.pdf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 35.: Secretaria de Educação 
Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1633237 
 
Figura 36.: Marquise do edifício Rainha da Sucata Figura 37.: Neue Staatsgalerie, em Stuttgart 
Fonte: Google Maps Fonte: http://rubens.anu.edu.au/htdocs/surveys/modarch/ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. LINGUAGEM ARQUITETÔNICA 
 
O ponto, a reta e o plano são os principais elementos básicos que compõe e 
representam as formas. Dentre eles o ponto é o mais simples, e a sucessão de 
vários deles cria uma reta, que por sua vez, a sucessão dela gera o plano. Ou 
seja, um elemento depende do outro para a sua existência. E O conjunto deles 
dão a forma e a linguagem arquitetônica de determinada edificação. 
A análise das formas se baseia na observação do conjunto arquitetônico, no 
caso a “Rainha da Sucata” e do seu entorno, a praça da liberdade como um todo 
e seus arredores. Também na interpretação advinda desse estudo e de outros 
conhecimentos interdisciplinares, como a arquitetura pós-moderna. 
Figura 38.:Vistas por Sylvio Podestá 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucataFigura 39.:Planta e Pavimentos por Sylvio Podestá 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata 
 
A partir da observação das imagens de vista e planta da edificação, nota-se 
distintamente: 
 Formas triangulares (na planta) 
 Circulares (tanto na planta como nas vistas) 
 Semicirculares (presença forte na planta, onde é o anfiteatro) 
 Formas retangulares 
 Volumetrias cilíndricas nas fachadas 
 Texturas lisas, quadriculadas, de materiais diferentes 
 Aberturas (elemento marcante da fachada) 
 Linhas verticais (estrutura metálica logo à frente das janelas) 
 
 
 
Figura 40.:Foto por Bruno Cecília 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/02-fotos-044/ 
As chapas de aço-241 criam aberturas ao longo da fachada que geram 
sombras geométricas na parede adjacente. A transição entra as placas, a 
sombra e a parede são bem marcantes, que sobrepõe e acentuam ainda mais o 
“esqueleto” das janelas de esquadria metálica vertical e pilares coloridos que se 
escondem atrás das chapas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 41.:Anfiteatro 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata 
 
Faz referência aos antigos anfiteatros gregos, mas ao contrário desses, 
que construíam seus anfiteatros na parte mais alta do terreno e mais distante 
dos centros urbanos, o anfiteatro da Rainha da Sucata encontra-se no nível mais 
baixo do terreno (no caso o solo foi aterrado para a construção dele) e próximo 
à praça da liberdade (que concentra grande número de pessoas. 
Essa contradição à referência grega original do anfiteatro faz parte do 
estilo pós-moderno da época, que pega elementos clássicos e modernos e 
criticam no contexto do momento em que foi criado. 
Nesse espaço semiaberto é evidente a repetição das formas presentes na 
fachada, como na forma “em escada” (que cria aberturas na fachada) ali 
representado em diferentes escalas e cor, além do próprio vazio ter sido 
representado com uma grade metálica contrastando com a parede branca, o que 
dá forma à ideia do vazado – quando na realidade não é. 
 
 
Figura 42.:Texturas 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata 
 
Na última imagem podemos observar a riqueza de texturas existentes na 
obra, com diferentes cores, materiais, formatos e significados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 43.:Detalhe 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata 
 
A forma de esfera é elemento ícone da obra, segragado e peculiar, quer 
claramente ser notado. A forma geométrica é muito presente no movimento pós-
moderno dos anos 80. E realça mais ainda o caráter plástico da edificação. 
 
ESTRATÉGIAS DE ORGANIZAÇÃO 
A estratégia de organização da Rainha da Sucata se dá de forma 
aglomerada, muito presente nas obras pós-modernas, os elementos sobrepõe 
uns aos outros, fazendo várias camadas de formas, tons, texturas que criam um 
contexto e uma linguagem arquitetônica de interpretação subjetiva de quem 
observa em um tipo de “vitalidade emaranhada”. 
A sobreposição de camadas como a chapa de aço-241, com os volumes 
cilíndricos e esférico de segundo plano e esquadrias metálicas, e de usos de 
materiais diferentes provocam uma estranheza e uma tensão não esperada, que 
quebra com os movimentos clássicos e modernos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 44.:Camadas 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15902 
 
A rainha da sucata não é uma obra que busca sutileza e leveza, muito 
pelo contrário: brinca com a plasticidade e com a riqueza de materiais, cores e 
tamanhos para dar linguagem icónica à obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 45.:Fachada 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15902 
 
Na imagem da fachada acima é marcante a proporção do pilar à direita 
que fica ainda mais evidente pela cor amarela. Ele se diferência dos outros 
pilares em todos aspectos estéticos visíveis como: no tamanho, na cor (amarela 
que é quente contra o azul frio das outras), na textura (tem um desenho de 
formas retângulares enquanto as outras são lisas). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 46.:Vista da Praça 
Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=159:projeto-rainha-da-sucata 
 
Na fachada, vista pela praça, observa-se que o conjunto no seu todo não 
segue uma simetria nem a um padrão. Dessa maneira, as formas que o 
compõem são singulares e não obedecem a proporções pré-definidas. Como 
exemplo a parte mais à esquerda do edifício parece ser desconectado a ele, 
sendo de forma, tamanho e tendo cores diferentes do restante da obra. 
Os cheios e os vazios também não se equilibram em proporção na 
fachada, ali nota-se que a área ocupada por chapas de aço é bem menor que à 
do vazio. 
Também é pertinente questionar o tamanho da escultura que lembra uma 
laranja, que na realidade é tão pequena mas na obra é representada em uma 
escala escandalosamente maior. O que gera um peso visual maior na sua 
fachada, contrastando também com o pilar amarelo. 
 
 
HIERARQUIA 
Os elementos formais em destaque na obra são respectivamente: Na 
fachada frontal: os vazios, o material de aço -241 que é reflexivo quando o sol 
bate, as volumetrias cilíndricas e esferóides 
Na fachada posterior: as chapas de metal oxidado, a textura em azulejo 
quadrilulada, o volume cilíndrico azul que ocupa grande parde da porção central 
da fachada e os vidros reflexivos que imitam o formato das placas de aço vistas 
na primeira fachada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 47.:Fachada Posterior 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15930 
 
 
 
 
 
 
 
 
EFEITOS 
 A leitura que se tem da “Rainha da Sucata” no que abrange o ritmo, o 
peso, a leveza e a estabilidade (ou instabilidade) depende da observação e 
interpretação da pessoa que observa a obra, de seu estado momentâneo e 
conhecimento histórico local atual. Sendo assim, o conceito deixa de ser palpável 
e passa a ser abstrato. 
Quando se fala em ritmo se fala do movimento, de como os elementos 
que constituem uma edificação se repetem (a intervalos determinados ou não) 
da gradação de cor, textura, e posições presentes nesse conjunto. 
A obra a ser analisada possui características muito únicas e distoantes se 
comparadas às outras de edificações do conjunto arquitetônico da praça da 
liberdade que, ao mesmo tempo que absorve conceitos e elementos de outros 
movimentos, como neoclassicismo, ele faz crítica a eles. Essa crítica se 
estabelece na repetição “exagerada” dessas formas tradicionais em um contexto 
que questiona seu real uso e necessidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 48.:Vistainterna - Arcos 
Fonte: http://podesta.arq.br/index.php/arquiteto?id=159:projeto-rainha-da-sucata&catid=1:residencias 
 
Na figura anterior pode-se observar a repetição do arco, elemento clássico 
da arquitetura aqui representado de forma que um contém o outro dentro do seu 
interior, num ritmo contínuo, da degradação de tamanhos e sombreados, parece 
que a sobreposição de formas guia o indivíduo para o caminho, que vai se 
estreitando. 
A simetria inquestionável da interior da obra, como mostra na imagem, dá 
uma sensação de leveza ainda que os elementos quadrados ao fundo tenham 
um certo peso visual constratante com os arcos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 49.:Efeitos 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15900 
 
Os pilares na fachada posterior, acima, têm o mesmo efeito mostrado na 
imagem anterior a ela, no qual o elemento semi-circular se repete 
gradientemente: de baixo para cima, do maior e mais grosso para o menor e 
mais fino, dando a impressão que essa parte menor sustenta o edíficio. Nesse 
desequilíbrio visual, onde parece que os pilares não sustentam o peso da obra 
se encontra também o mesmo ritmo contínuo observado anteriormente. 
O elemento cilíndrico azul que ocupa o meio da fachada também gera um 
desconforto visual, quando seu tamanho e cor pesam e quebram o ritmo das 
chapas metálicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 50.:Fachada frontal pela manhã 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15900 
 
A obra é viva: o efeito que alguns materiais refletivos dão de acordo com 
o horário do dia pode interferir na leitura da obra. Na foto acima, durante a 
manhã, o elemento de maior destaque são as chapas de aço sac-41, que 
parecem flutuar, conferindo ao edifício leveza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 51.:Fachada lateral 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/15674_15900 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. DINÂMICA DOS ESPAÇOS 
PROGRAMA E SETORIZAÇÃO 
 
Figura 52.:Dinâmica dos espaços 
Fonte: Autoria do Grupo 
 
DIMENSIONAMENTO 
 Subsolo 
QUANTIDADE ITEM M2 
1 Camarim 445,7 
1 Banheiro 415,4 
1 Lavabo 119,2 
2 Depósito 27,9 
1 Auditório 3.240,8 
1 Banheiro 191,7 
 
Figura 53.:Planta Subsolo 
 Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 
 
 Térreo 
QUANTIDADE ITEM M2 
1 Salão exposições 407,8 
1 Hall 77,02 
1 Copa 67,1 
1 Ante - câmara 34,07 
1 Salão recepção 407,8 
2 Cabine Telefônica 25,4 
1 Cabine 88,56 
1 Auditório 3.240,8 
 
Figura 54.:Planta Térreo 
 Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 
 
 1º Pavimento 
QUANTIDADE ITEM M2 
2 Salão 678,8 
1 ISM 152,2 
1 Copa 67,1 
1 Ante - câmara 29,50 
1 Banheiro 42,9 
1 Banheiro 130,28 
 
 
Figura 55.:Planta 1º Pavimento 
 Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 
 2º Pavimento 
QUANTIDADE ITEM M2 
1 Copa 67,1 
1 ISM 152,2 
2 Salão 678,8 
2 Banheiro 95,06 
1 Ante - câmara 29,50 
 
 
 
 
 
 
Figura 56:Planta 2º Pavimento 
 Fonte: http://www.podesta.arq.br/index.php/institucionais/159-projeto-rainha-da-sucata 
 
FLUXOS E CIRCULAÇÃO 
 
 
 
 
Figura 57.:Planta Fluxos 
 Fonte: Autoria do grupo 
 
 
 
 
 
Figura 58.:Planta Fluxos 
 Fonte: Autoria do grupo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 59.:Planta Fluxos 
 Fonte: Autoria do grupo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ACESSOS 
 
 
 
 
Figura 60.:Planta Acessos 
 Fonte: Autoria do grupo 
 
 
8. CONSTRUÇÃO 
SISTEMAS CONSTRUTIVOS: 
 A estrutura do edifício foi feita a partir de pilares de concreto. As vedações, 
por sua vez, foram feitas com alvenaria, e cobertas por chapas metálicas. A 
cobertura da edificação é composta por um telha de fibrocimento, além de uma 
parte em que existem claraboias que servem para iluminar o edifício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Figura 61.: Cobertura do edifício Rainha da Sucata 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/06-fotos-003/ 
 
REVESTIMENTOS 
O apelido do edifício surgiu devido a utilização, como revestimento, de 
chapas de aço SAC-41, material ligado à construção e à indústria mineira (a 
propriedade mais visível deste tipo de chapa é sua oxidação controlada, ficando 
com aspecto de ferrugem), que fez com que as pessoas o interpretassem como 
sucata. 
Além disso, os arquitetos inovaram ao trazer, junto com as chapas de aço, 
cores lúdicas (vermelho, azul e amarelo), contrastantes e também ao inserir uma 
obra que representa o “novo” (modernismo), em um espaço de preservação 
patrimonial e histórica. 
As referências regionais estão mais presentes na parte interna do prédio, 
ao observarmos semelhanças com o barroco mineiro. Estas semelhanças 
acontecem a partir da abstração formal e de materiais. Os falsos pilares sugerem 
nichos e delimitam vitrais, como os altares laterais da nave das igrejas barrocas. 
Da mesma maneira, os altares destas igrejas são referenciados através da 
sequência de arcos da extremidade oposta à entrada. E dentro do mesmo tema, 
os arquitetos reproduzem a imagem de um dos profetas da cidade de 
Congonhas, no anfiteatro. 
ESQUADRIAS 
 O edifício é composto por pequenas aberturas compostas por 
esquadrias de ferro pintadas de vermelho e vidro incolor. A fachada voltada para 
a Praça Da Liberdade, especialmente, é em grande parte composta por este tipo 
de abertura, que auxilia na ventilação e também na iluminação natural do edifício. 
INSTALAÇÕES 
 A caixa d’água da edificação localiza-se na parte mais alta do prédio, e 
além de ser exposta (foi inserida acima da caixa de escada), é um elemento que 
foi pensado como parte da volumetria da Rainha da Sucata, e não apenas 
inserido por causa das necessidades do projeto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 62.: Caixa d’água do edifício Rainha da Sucata 
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-mineralogia-professor-djalma-
guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta/06-fotos-003/ 
 
 O esgotamento do edifício é realizado através das redes de esgoto da 
COPASA, e por este motivo, o edifício não possui fossa séptica. 
 A energia do edifício é do tipo elétrica, uma vez que este não conta com 
painéis solares, fornecidos pela concessionária de energia em Belo Horizonte, a 
CEMIG. 
 
Caixa d’água 
9. APROPRIAÇÃO 
LINHA DO TEMPO – HISTÓRIA E USOS 
 
1977 –O Conjunto Arquitetônico da Praça da Liberdade foi tombado pelo Instituto 
Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) em Junho. 
Figura 63.:Praça da Liberdade 
 Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 
 
1984 – Os arquitetos Silvio de Podestá e Éolo Maia se responsabilizaram de 
construir Edifício Tancredo Neves, que ia ser a sede do Centro de Apoioao 
Turismo (CAT). O edifício – Foi da sugestão dos dois arquitetos que o estado 
resolveu construir um complexo de salas auditórios e banheiros para estimular o 
turismo mineiro. A proposta da dupla se palpou na utilização de materiais 
presentes em Minas. Além de chapas de aço da indústria metalúrgica, a 
construção recebeu entre outros materiais quartzito, ardósia e pedra sabão. 
Figura 64.:Edificio Rainha da Sucata 
 Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 
 
1986 - É nomeado de Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves(Cate) os 
arquitetos garantiram que a olhar surgiu para ser realmente um divulgador da 
cultura de Minas Gerais. Ele abrigou a Turminas, também voltada para o turismo 
mineiro. 
Figura 65.:Éolo Maia 
 Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 
 
1999 – Tancredo Neves Aproveitou o 8° Congresso de Mineração Brasileira para 
oficializar a criação do Memorial da Mineração, um museu dedicado ao setor, 
montado no prédio “Rainha da Sucata”, onde funcionava a Turminas. A iniciativa 
e da Comig. 
Figura 66.:Fachada Frontal 
 Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 
 
1991- Foi Inaugurado. O estilo ousado do prédio suscitou forte polemica, apesar 
de respeitar a escala e de dialogar criativamente com o resto do conjunto 
arquitetônico da praça. 
 
2001-O acervo do Museu de Mineralogia Djalma Guimarães foi transferido para 
o edifício (Rainha da Sucata). 
Atualmente o edifício está em obras de restauração e modernização das 
instalações para dar novo lugar ao centro de informações a visitantes do Circuito 
Praça da Liberdade. Vai funcionar também a sua administração. 
Figura 67.:Fachada Lateral 
 Fonte: Consulta ao acervo da Biblioteca da Praça da Liberdade/ Jornal Estado de Minas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 Sylvio E. de Podesta Arquitetura, disponível em: 
<http://www.podesta.arq.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15
9:projeto-rainha-da-sucata> 
 ArqBh, disponível em: 
<http://www.arqbh.com.br/2007/03/olo-maia.html> 
 Archdaily (por Igor Fracalossi), disponível em: 
<http://www.archdaily.com.br/br/01-15674/classicos-da-arquitetura-museu-de-
mineralogia-professor-djalma-guimaraes-eolo-maia-e-sylvio-de-podesta> 
 DE ARAÚJO, Mario Eduardo Pereira; “Arquitetura do lugar na segunda 
metade do século XX – Os casos da Europa Latina e do Brasil”. 
 Acervo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. 
 AFONSO, Maria Do Carmo de Toledo, Parcelamento do Solo Urbano – 
Loteamento de Desmembramento 
 Portal PBH – Regulação Urbana, disponível em: 
<http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/comunidade.do?evento=portlet&app=regul
acaourbana&pg=5570&tax=20542>