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História do concreto armado no brasil

Relatório sobre a história e desenvolvimento do concreto armado no Brasil (1904–1950), descrevendo sua introdução por firmas estrangeiras, difusão com as cimenteiras nas décadas de 1920–1940, obras pioneiras e o papel de Emílio Henrique Baumgart, além de críticas citadas por Telles.

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Aluno: Alexsander Adriano Dybas 
Engenharia civil - 2CVBN
Início e desenvolvimento do concreto armado no Brasil (1904-1950)
Relatório 
Foram analisado mídias digitais e livros referente ao concreto armado, conforme o livro Escola Brasileira do concreto armado ( Vasconcelos 2006) que é uma referencia no assunto, o início da implantação do concreto armado no Brasil não se tem uma data muito correta, destaca-se a construção de seis prédios no Rio de Janeiro em 1904, No qual foi projetado e executado pelo engenheiro Carlos poma. O concreto foi introduzido no Brasil como produto patenteado, distribuído por filiais de firmas estrangeiras aqui estabelecidas. A partir da instalação das cimenteiras, em meados dos anos 1920, inicia-se o processo de difusão da tecnologia do concreto, determinando um período crítico de instalação dessa tecnologia no Brasil ao longo dos anos 1930. Nos anos 1940, o concreto está, de certa forma, estabilizado, já tinha uso normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.
 O Concreto armado no brasil se torna acessível. À primeira vista parece plausível a afirmativa do historiador da engenharia Pedro Carlos da Silva Telles, de que o concreto era "[...] alternativa fácil e mais econômica aqui no Brasil, porque dispensava mão-de-obra especializada (e frequentemente importada) para a sua execução, bem como utilizava grande parte de materiais nacionais, mesmo no início da era do concreto [...] A economia era também no transporte, principalmente para regiões distantes ou com estradas deficientes, porque, embora a estrutura do concreto seja mais pesada do que a metálica, é muito mais fácil transportar cimento, areia e pedra, do que pesadas vigas e colunas de aço. (TELLES, 1994, p. 483)"
 
Nesse desenvolvimento dessa tecnologia destaca-se o engenheiro estrutural Emílio Henrique Baumgart, que foi uns dos pioneiros na elaboração e implantação de projetos em concreto armado. Seu primeiro projeto foi a reforma da ponte Maurício Nassau em Recife (1913). feita em madeira, e inaugurada em 28 de fevereiro de 1644, sendo considerada a primeira ponte de grande porte do Brasil e a mais antiga da América Latina. Em 1919 Emílio Henrique Baumgart formou-se engenheiro Civil no curso de Arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes.
Em 1909 foi construída a ponte na Rua Senador Feijó, com vão de 5,4 m. Em 1908, construção de uma ponte com 9 m de vão, executada no Rio de Janeiro pelo construtor Echeverria, com projeto e cálculo do francês François Hennebique. Em São Paulo, no ano de 1910, foi construída uma ponte de concreto armado com 28 m de comprimento, na Av. Pereira Rebouças sobre o Ribeirão dos Machados. Essa ponte ainda existe em ótimo estado de conservação, segundo VASCONCELOS (1985). O primeiro edifício em São Paulo data de 1907 a 1908, sendo um dos mais antigos do Brasil em “cimento armado”, com três pavimentos. 
Outro grande projeto pioneiro na época até então inédita no Brasil foi a construção do edifício A NOITE Foi construído entre 1927 e 1929 primeiro arranha-céu do Brasil. utilizando a nova tecnologia do concreto armado, dando grande impulso à engenharia praticada no Brasil. Com 22 andares e uma altura de 102 metros, foi o mais alto do mundo em concreto armado na década de 1930. O COPACABANA PALACE foi outro projeto de grande porte sua construção e inauguração foi entre 1919 e 1923. Com suas suítes e apartamento de luxo. Foi eleito o melhor hotel da américa latina. 
 Entre os seus projetos Emílio Henrique Baumgart, projetou a Ponte Emílio Baumgart, que na época da sua construção constituiu o record mundial de ponte rodoviária em viga reta, está situada sobre obre o rio do Peixe no estado de santa catarina.
 Essa ponte deve um vão central de 63 metros com apenas 1.70 metros de altura de vigas. Sua construção em 1930 foi um grande avanço para engenheira Brasileira.A partir de 1924 quase todos os cálculos estruturais passaram a serem feitos no Brasil, com destaque para o engenheiro estrutural Emílio Baumgart. 
A única crítica ao uso indiscriminado do concreto que encontramos está esboçada no texto de TELLES (1984) que, no entanto, não a desenvolve."Para muita gente, e mesmo para muitos engenheiros, parecia que o concreto armado era a solução universal paras todas as estruturas de engenharia. Assim o concreto passou a ser largamente empregado, onde devia e também onde não devia". (TELLES, 1994, p.485) 
 A idéia de “engenharia nacional” a exemplo do texto: "a nova técnica foi rapidamente assimilada e dominada pelos engenheiros brasileiros, antes mesmo que fosse formalmente ensinada nas Escolas de Engenharia. Com isso, formou-se a grande “escola brasileira do concreto armado”, iniciada e liderada por alguns ilustres pioneiros estrangeiros e brasileiros auto-didatas. Essa escola progrediu em pouco tempo [...] tornando-se uma das mais importantes do mundo, ouvida e respeitada nos países mais avançados, e também muito à frente do que se fazia em algumas nações mais adiantadas [...] Poucos anos depois do início da vulgarização do concreto armado no Brasil, deu-se o aparecimento da chamada “arquitetura moderna” [....] O concreto armado e a arquitetura moderna agiram um como catalisador do outro, e vice-versa: o concreto armado possibilitou a realização de construções com novas formas e audaciosas soluções arquitetônicas [...] (TELLES, 1994, pp.484-5)". 
Referências: 
VASCONCELOS, Augusto C. e CARRIERI JUNIOR, Renato. A Escola Brasileira do Concreto. São Paulo, Axis Mundi, 2006. 
VASCONCELOS, Augusto C. O Concreto no Brasil: Recordes - Realizações - História. São Paulo, Copiare, 1985.
TELLES, Pedro Carlos Silva. História da Engenharia no Brasil. Século XX. Rio de Janeiro: Clavero, 1994. 
COSTA, Ministério, da participação de Baumgart à revelação de Niemeyer." Projeto. ago. 1987, n. 102: p. 158-160.
BIBLIOTECA NACIONAL DIGITAL, http://bndigital.bn.br/
HEMEROTECA, http://memoria.bn.br/hdb/uf.aspx
WIKIPÉDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlio_Henrique_Baumgart

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