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INSTALAÇÕES DE ÁGUA QUENTE 
AULA 1 – CONSIDERAÇÕES INICIAIS E SISTEMAS DE AQUECIMENTO 
AULA 2 – REDE DE DISTRIBUIÇÃO E TIPO DE TUBULAÇÕES UTILIZADAS 
 
 
 Profa. Ana Amélia Tinôco Buselli 
 
 
Abril/2017 
 
2 
AULA 1 – 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS E SISTEMAS DE 
AQUECIMENTO 
3 
CONSIDERAÇÕES GERAIS 
 
AS INSTALAÇÕES DE ÁGUA QUENTE (NBR 7198) DEVEM SER PROJETADAS 
PARA: 
 
 Garantir fornecimento de água quente de forma contínua, em 
quantidade suficiente e temperatura controlável, com segurança 
para usuários, com pressões e velocidades compatíveis com o 
perfeito funcionamento das peças de utilização das tubulações; 
 
 Preservar rigorosamente e qualidade da água; 
 
 Proporcionar o nível de conforto adequado aos usuários; 
 
 Racionalizar o consumo de energia. 
 
 
 
 
• Componentes básicos do sistema de água quente: 
 
• TUBULAÇÃO DE ÁGUA FRIA 
 
 
• AQUECEDORES PASSAGEM 
 ACUMULAÇÃO 
 
 
• DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA (TERMOSTATOS) 
 
• TUBULAÇÃO DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA QUENTE 
 
• PEÇAS DE UTILIZAÇÃO 
 
4 
5 
Fonte: Carvalho Junior, 2016 
6 
Fonte: Carvalho Junior, 2016 
Estimativas de consumo: 
• Tipos de sistemas de aquecimento: 
 
a) Aquecimento individual: 
b) Aquecimento central privado (domiciliar); 
c) Aquecimento central da edificação 
 
7 
a) Sistema de aquecimento individual 
 
 Alimenta uma única peça de utilização, como chuveiro 
ou torneira elétrica; 
 
 Também pode ser chamado de local, quando 
pequenos aquecedores elétricos ou a gás alimentam 
um único compartimento. 
8 
b) Sistema de aquecimento central privado 
 
Atende uma única unidade habitacional; 
 
Alimenta vários pontos de consumo em: 
cozinhas, banheiros, áreas de serviços. 
9 
10 
11 
c) Sistema de aquecimento central coletivo 
 
 Um único conjunto aquecimento central alimenta várias 
unidade de um edifício; 
 
Exs: Edifício residencial, hotel, hospital, etc. 
 
 
12 
• Aquecedores 
 
 Eletricidade, gás ou energia solar; 
Passagem ou acumulação; 
Devem ser posicionados de forma a assegurar a 
pressão mínima do fabricante; 
 Isolamento térmico devidamente protegido; 
Devem ser equipados com termostato de alta 
sensibilidade e escala de temperatura regulável. 
 
 
13 
a) Elétrico: 
 
 Fonte energia elétrica; 
 Passagem ou acumulação; 
 Passagem: Chuveiro elétrico, torneira elétrica, etc.; 
 Acumulação (boiler) 
 Vantagens: Compactos e fáceis de instalar; 
 Desvantagens: Custo do KW, baixa pressão e pouca vazão; 
 
 
14 
15 
16 
b) Gás: 
 
 Verificar se está de acordo com normas da ABNT (Norma 
13103 – adequação de residências e ambientes para 
instalação de aparelhos que utilizam gás combustível); 
 Seguir orientações do fabricante; 
 Alimentados por reservatórios de água fria ou dispositivo de 
pressurização; 
 Vantagens: Melhor pressão que elétricos e água quente 
imediata no de acumulação; 
 Desvantagens: Risco de vazamento. 
 
 
 
 
 
 
 
17 
Aquecedores a gás de passagem: 
 
 Simples instalação; 
 Indica-se um para cada ambiente (cozinha e banheiro, por 
ex.); 
 Atender normas: NBR 5899 – aquecedor de água a gás tipo 
instantâneo – terminologia e a NBR 8130 – Aquecedores a 
gás tipo instantâneo – especificação; 
18 
19 
“É compacto se 
comparado aos modelos 
de acumulação elétrico, 
porém não pode ser 
instalado em locais 
fechados (com exceção 
dos modelos de fluxo 
balanceado que são 
herméticos). Exige no 
mínimo o ponto de saída 
para os gases resultantes 
da queima e uma área 
bem ventilada, pois para 
haver queima, além do 
gás é necessário oxigênio. 
Em edificações antigas é 
comum encontrar o 
aquecedor de passagem 
dentro dos banheiros, o 
que hoje é 
terminantemente 
proibido.” 
Alguns modelos exigem de 5 a 13 m.c.a. de pressão dinâmica 
para funcionar com a vazão nominal do equipamento, o que 
exige atenção quando se adotar esse tipo de equipamento em 
edifícios residenciais. 
 
Os equipamentos atuais são bem seguros e a grande maioria 
não possui mais chama piloto. Ao abrir o registro do chuveiro, 
o equipamento detecta a vazão da água e liga o equipamento 
automaticamente. Caso a chama se apague o equipamento 
fecha automaticamente o fluxo de gás. 
20 
21 
Aquecedores a gás de acumulação: 
 
 Atende vários pontos; 
 Devido a maior dimensões, só se justifica com mais de 4 
pontos de consumo de água quente (Carvalho Junior, 2016); 
 Dimensionamento: Frequência, volume e capacidade de 
acumulação; 
 Indica-se um para cada ambiente (cozinha e banheiro, por 
ex.); 
 Importante ver localização do aquecedor no projeto 
arquitetônico, pois precisa de ventilação permanente. 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
b) Solar: 
 
 Segurança, ecologia e economia; 
 Vantagens: Economia de energia (35% de energia), facilidade de 
manutenção, fonte de energia inesgotável, não polui; 
 Desvantagens: Dias nublados ou chuvosos pode ser necessário um 
sistema misto (solar e elétrica). 
 Atender: Desempenho térmico de acordo com NBR 10185, NBR10184 e 
instalados conforme NBR 12269. 
 
 Condições de uso: 
 
- Coletores devem ter acesso direto a luz solar durante maior parte do 
dia; 
- Situar coletores próximos ao boiler; 
- Seguir a risca a disposição de equipamentos na cobertura (fabricante). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
DISPOSIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS NA COBERTURA: 
 
 COLETORES: PARTE PRINCIPAL DO SISTEMA, POR MEIO DELE A ÁGUA É 
COLETADA E TRANSMITIDA À ÁGUA QUE CIRCULA NO INTERIOR DO 
COLETOR; 
 PLACAS DIRECIONADAS PARA O NORTE COM DESVIO MÁXIMO DE 30° PARA 
O NORTE OU NOROESTE; 
 INCLINAÇÃO DAS PLACAS EM RELAÇÃO A HORIZONTAL: ÂNGULO 
RESULTANTE DA LATITUDE DO LUGAR MAIS 5 OU 10 °. NA PRÁTICA 
INCLINAÇÃO MÉDIA É DE 35 °; 
 O DESNÍVEL ENTRE O TOPO DA CAIXA D’ÁGUA E O FUNDO DO 
RESERVATÓRIO TÉRMICO NÃO PODE ULTRAPASSAR A PRESSÃO MÁXIMA 
FORNECIDA PELO FABRICANTE; 
 DISTÂNCIA HORIZONTAL ENTRE OS COLETORES E O RESERVATÓRIO TÉRMICO 
DEVERA SER NO MÁXIMO DE 6m. 
 PARA MAIOR EFEICIÊNCIA DESVIO MÁXIMO ENTRE COLETORES E BOILER: 
0,30 A 4M 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
30 
• RESERVATÓRIO TÉRMICO: 
 
 Reservar e conservar água quente; 
 Cobre ou aço inox com acabamento em alumínio; 
 O boiler possui uma resistência elétrica que aquece a água 
quando não há sol, por meio de um termostato 
 
 
31 
32 
33 
34 
35 
36 
37 
Dimensionamento 
Informações importantes: 
Quantas pessoas residem na edificação? 
 
Quantos quartos têm na edificação? 
 
Haverá banheiras de hidromassagem? Em caso afirmativo, quantas 
e qual volume de cada uma? 
 
Haverá máquinas de lavar roupas? 
 
Será necessária água quente na pia de cozinha e no tanque? 
38 
39 
AQUECEDOR DE PASSAGEM A GÁS: 
 
DADOS PARA DIMENSIONAMENTO DO AQUECEDOR DE PASSAGEM: NÚMERO DE 
PONTOS DE CONSUMO E VAZÃO (LITROS/ MINUTO) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLO 1: DIMENSIONAR UM AQUECEDOR DE PASSAGEM A GÁS PARA ALIMENTAR 
UMA DUCHA E UM LAVATÓRIO DE UM BANHEIRO. 
 
 
 
 
40 
AQUECEDOR DE ACUMULAÇÃO A GÁS E ELÉTRICO: 
 
DADOS PARA DIMENSIONAMENTO DO AQUECEDOR DE PASSAGEM: NÚMERO DE 
USUÁRIOS DO SISTEMA E VERIFICAR SE HAVERÁ ÁGUA QUENTE EM BANHEIRA, PIA 
DA COZINHA E MÁQUINA DE LAVAR ROUPAS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLO 2: DIMENSIONARO AQUECEDOR DE ACUMULAÇÃO A GÁS DE UMA 
RESIDÊNCIA COM TRÊS DORMITÓRIOS, UMA BANHEIRA DE 200 LITROS E UMA 
DEPENDÊNCIA DE EMPREGADA. CONSIDERAR PONTO DE ÁGUA QUENTE NA 
COZINHA. 
 
 
 
 
41 
42 
AQUECEDOR SOLAR: 
 
 DADOS PARA DIMENSIONAMENTO DO AQUECEDOR DE PASSAGEM: NÚMERO DE 
USUÁRIOS E PONTOS DE CONSUMO. 
 
 PARA CALCULAR VOLUME DO BOILER GERALMENTE ADOTA-SE 50L/DIA POR 
PESSOA; 
 
 PIA DE COZINHA E BANHEIRA DEVEM SER CONSIDERADAS A PARTE; 
 
 GERALMENTE ADOTA-SE A CADA 1M2 DE ÁREA COLETORA (PLACAS) PARA CADA 
50/60 LTS DE ÁGUA A SER AQUECIDA. 
 
 
 
 
EXEMPLO 3: DIMENSIONAR O SISTEMA DE AQUECIMENTO SOLAR DE UMA 
RESIDÊNCIA COM TRÊS DORMITÓRIOS E UMA DEPENDÊNCIA DE EMPREGADA. 
CONSIDERE UMA PIA DE COZINHA. SABE-SE QUE SERÃO INSTALADAS DUAS 
BANHEIRAS DE HIDROMASSAGEM COM VOLUME DE 200 LITROS CADA. 
 
 
 
 
 
43 
AULA 2 - REDE DE DISTRIBUIÇÃO E 
TIPO DE TUBULAÇÕES UTILIZADAS 
REDE DE DISTRIBUIÇÃO: 
 
 Tubulação independente da água fria; 
 Seguir mesmos critérios de água fria para o traçado; 
 Isolamento térmico: Deve ser isolada com material de baixa 
condutividade térmica (Poliuretano, lã de rocha, lã de vidro, etc); 
 Prever registros de gaveta no início e no fim das colunas de 
distribuição e ramais; 
 Prever registros junto a aparelhos que sofrerão manutenção 
(aquecedores e bombas); 
 Ponto de água quente deve ficar à esquerda do de água fria, visto 
de frente pelo observador; 
 Se houver possibilidade da água ultrapassar 40°C,obrigatório o uso 
de misturadores; 
 A tubulação de água fria que alimenta aquecedores deve ser 
resistente até 70°C; 
 
 
 
 
 
 
44 
MATERIAIS UTILIZADOS 
Tubos: 
Cobre; 
CPVC (policloreto de vinila clorado); 
PEX (tubos flexíveis de polietileno reticulado); 
PPR (polipropileno copolímero Randon) 
 
45 
46 
COBRE: 
 
 Tradicionalmente usado em água quente; 
 Conexões soldadas com estanho (habilidade); 
 Deve-se usar revestimentos térmicos na tubulação para evitar 
perda de calor; 
 Vantagens: Durabilidade e baixa dilatação térmica; 
 Fornecido em barras (varas) de 5m ou 2,5 m e fabricados em 3 
classes distintas: 
 Classe E: Água fria, quente e gás; 
 Classe A: gases combustíveis e medicinais; 
 Classe I: Industriais e pressão e vapor; 
 
 Conexões de latão ou bronze: São mais resistentes à ação 
mecânica do que o cobre, usadas quando é necessário uso de 
roscas (Ex: torneiras e registros) 
 
 
 
 
 
 
47 
48 
Classe E 
Classe A 
Classe I 
49 
50 
CPVC (POLICLORETO DE VINILA CLORADO); 
 Vem substituindo o cobre; 
 
 Execução das Instalações similares a água fria com o pvc; 
 
 Peças soldadas a frio com adesivos; 
 
 Fácil instalação muito usada em obras de pequeno e médio porte, 
devido a facilidade de instalação; 
 
 Dispensa uso de revestimento térmico; 
 
 Temperatura máxima de aproximadamente 80°C; 
 
 
51 
52 
Características gerais CPVC (Amanco): 
53 
PEX (TUBOS FLEXÍVEIS DE POLIETILENO RETICULADO) 
 Conhecido como sistema ponto a ponto; 
 Usado em água fria ou quente; 
 Alta resistência e flexibilidade; 
 Facilita a instalacao de grandes trechos, sem a necessidade de conexões; 
 Os tubos podem ser cortados em qualquer tamanho sem que sobrem 
pequenos pedacos, como acontecem com as soluções rígidas; 
 Baixa condutividade termica permite manter a temperatura da água por 
longo tempo; 
 Devido a sua flexibilidade, conexões podem ser eliminadas utilizando o 
próprio tubo para mudanças de direção; 
 Suporta a agressão de agua acidas ou alcalinas sem qualquer alteracao ; 
 Muito usado em gesso acartonado (dry wall); 
 Muito usado na Europa; 
 Se instala com uso de tubo guia que vai receber o PEX; 
 Brasil: Fabricantes Tigre e PEX do Brasil 
 
 
 
 
 
54 
55 
 Tipo monocamada: 
Bitolas: 16, 20 25 e 32 mm. 
Comprimento: bitolas de 16 mm e 20 mm sao fornecidos em 
bobinas de 100 metros e bitolas de 25 mm e 32 mm, fornecidas 
em bobinas de 50 metros. 
Pressao maxima: 60 m.c.a. a 80oC. 
 
 Tipo multicamada: 
Bitolas: 16, 20, 25 e 32 mm. 
Comprimento: bitolas de 16 mm e 20 mm sao fornecidos em 
bobinas de 100 metros e bitolas de 25 mm e 32 mm, fornecidas 
em bobinas de 50 metros. 
Pressao maxima: 100 m.c.a. a 95°C. 
56 
Distribuidor: 
57 
PPR (POLIPROPILENO COPOLÍMERO RANDON) 
 Segurança total nas uniões através da solda por 
termofusão; 
 Absoluta potabilidade da agua transportada; 
 Excelente isolamento térmico e menor perda de calor em 
comparação com materiais metálicos; 
 Excelente resistência ao impacto (elasticidade do material); 
 Alta resistência a baixas temperaturas; 
 Excelente desempenho hidráulico em função de suas 
paredes internas lisas; 
 Facilidade de transporte e manuseio devido a leveza do 
material; 
 Mão de obra especializada que encarece o serviço; 
 
58 
59 
60 
61 
Complementando informações relativas a água fria: 
 
PVC (Cloreto de polivinila): 
 
 Mais usado no país; 
 Segurança e facilidade de instalação, vantagem em relação 
ao tubo de ferro galvanizado usado antigamente; 
 Resistência à produtos químicos e corrosão; 
 Pouca rugosidade (diminui a perda de carga); 
 Pouco resistente à radiação ultravioleta (não pode ficar 
exposto à intempéries; 
 Próprios para embutimento em paredes e quando usados 
em áreas externas devem ser cobertos; 
 Pressão: 75mca; 
 
 
 
 
62 
Tipos básicos: 
 
1) SOLDÁVEIS: COR MARROM, USO DE ADESIVO (COLA) PARA UNIR 
TUBOS E CONEXÕES. 
 
ESSA CONEXÕES SÃO FORNECIDAS DE TRÊS FORMAS: 
 
 OS DOIS LADOS SOLDÁVEIS (LL); 
 UM LADO SOLDÁVEL EUM COM ROSCA (LR); 
 UM SOLDÁVEL E OUTRO COM BUCHA DE LATÃO (LR azul) 
 
2) ROSCÁVEIS: COR BRANCA, UNIÃO ENTRE TUBOS COM ROSCAS, 
POSSUEM PAREDES MAIS ESPESSAS. MUITO USADO EM INSTALAÇÕES 
PROVISÓRIAS OU QUE PRECISAM DE MUITA MUDANÇAS, 
DESLOCAMENTOS E MANUTENÇÃO. 
 
CARACTERÍSTICAS GERAIS: 
 
COMPRIMENTO: 3 OU 6mts; 
Diâmetros nominais (DN) 
Soldável (mm):20,25,32,40,50,60,75,85 e 110 
Roscável (polegadas): ½”; ¾”; 1”; 1 ¼”; 1 ½”; 2”; 2 ½”; 3”; 4”. 
 
63 
União roscável e soldável 
Conexões LR 
64 
65 
Diferenças entre ponta e bolsa

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