Texto para Residuos Solidos
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Relatórios e avaliação ambiental nos projetos
9.7 Relatório ambiental preliminar 
9.7.1 Introdução
\uf0b7      para o projeto que possa causar significativo impacto ambiental, na análise do pedido de licença prévia (LP), poderá vir a ser exigido um documento chamado Relatório Ambiental Preliminar (RAP), a ser analisado pelo Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (DAIA), da secretaria estadual do meio ambiente, quando então o projeto estará sujeito a uma licença prévia;
\uf0b7       o RAP possui conteúdo mais simples do que o EIA/RIMA, mas de igual forma avalia a atividade a ser desenvolvida e os impactos que causará;
\uf0b7       após a análise do RAP, o DAIA poderá opinar favoravelmente à expedição da licença prévia, ou exigir uma análise ambiental mais abrangente, através da apresentação do EIA/RIMA;
\uf0b7       o processo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) através de EIA/RIMA envolve o preparo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), sua discussão com o órgão licenciador, o atendimento a exigências adicionais, a realização de audiência pública e outros trâmites previstos pelas normas aplicáveis.
 9.7.2 Procedimentos segundo a resolução SMA 42/94
9.7.2.1 Procedimentos iniciais
\uf0b7        o interessado requer a Licença Prévia (LP) na Secretaria do Meio Ambiente/Departamento de Avaliação Ambiental (SMA/DAIA) com 3 vias do Relatório Ambiental Preliminar (RAP), conforme roteiro estabelecido, em papel e em meio digital, para as atividades previstas na RESOLUÇÃO CONAMA 001/86 e 237/97 acompanhado dos seguintes documentos: Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), certidão da prefeitura municipal relativa ao uso do solo, exame técnico do órgão ambiental municipal, e outros documentos específicos relacionados no roteiro de RAP;
\uf0b7       nos casos em que o projeto estiver relacionado à poluição, sujeita à licença da CETESB por força do decreto nº 8.468/76, o requerimento será dirigido à CETESB que o encaminhará à SMA, com as considerações preliminares que julgar pertinentes;
\uf0b7        O interessado publicará o pedido de licença no Diário Oficial do Estado (DOE), no primeiro caderno de jornal de grande circulação e em jornal local, e encaminhará cópia da publicação à SMA/DAIA;
\uf0b7        a partir da data da publicação do pedido de licença, qualquer interessado poderá manifestar-se, por escrito, através de petição dirigida à SMA,  no prazo de  30 dias contados da data da publicação;
\uf0b7        conforme a manifestação da sociedade a SMA/DAIA analisa o RAP e poderá convocar uma reunião técnico-informativa, mediante decisão fundamentada.
9.7.2.2 Plano de trabalho 
\uf0b7       vencida a 1ª etapa o SMA/DAIA publica a exigência do EIA/RIMA no DOE e dá prazo de 180 dias para apresentação do plano de trabalho em 02 (duas) vias, que deverá explicitar a metodologia e o conteúdo dos estudos necessários à avaliação de todos os impactos ambientais relevantes do projeto;
\uf0b7       com base na análise do plano de trabalho, do RAP e de outras informações constantes do processo, o DAIA definirá o Termo de Referência (TR), fixando o prazo para elaboração do EIA e RIMA e publicando sua decisão.
9.7.2.3 Revisão do EIA/RIMA 
\uf0b7       o DAIA, recebidos o EIA e RIMA, anunciará pela imprensa local a abertura do prazo de 45 (quarenta e cinco)  dias solicitação de audiência pública, nos termos do disposto na resolução nº 9/87, do CONAMA, e na deliberação nº 50/92, do CONSENSA.
9.7.2.4 Análise do projeto 
\uf0b7       EIA, com o termo de referência incluso, é apresentado em 6 vias em papel e, uma, em meio digital;
\uf0b7       RIMA em 17 vias em papel e uma em meio digital (deliberação CONSEMA 08/99, portaria CPRN 18/98);
\uf0b7       EIAs serão assim distribuídos: DAIA - 4, biblioteca SMA -1 e CONSEMA - 1;
\uf0b7       RIMAs serão assim distribuídos: DAIA - 1, câmaras técnicas envolvidas - 14, biblioteca SMA - 1, CONSEMA - 1;
\uf0b7       quando solicitados, os RIMAs deverão ser entregues pelo empreendedor: assembléia legislativa - 1, CONSEMA ou órgão ambiental municipal - 1;
\uf0b7       EIA e RIMA deverão ser necessariamente acompanhados dos seguintes documentos: certidão da prefeitura municipal relativa ao uso do solo, exame técnico do órgão ambiental municipal e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART);
\uf0b7       SMA/DAIA analisa o EIA e, quando necessário, solicita complementação e a seguir emite parecer técnico com as condições para a Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO);
\uf0b7       CONSEMA publica súmula no D.O.E. e encaminha cópias aos conselheiros, até 08 dias antes da reunião plenária subsequente. A análise do projeto será feita pelo plenário do CONSEMA quando avocada por ¼ de seus membros ou por deliberação  específica. Passada a reunião plenária citada no item 12, e não tendo sido avocada a análise do projeto, esta será feita pela câmara técnica pertinente;
\uf0b7       CONSEMA emite deliberação aprovando o projeto e encaminha à SMA/DAIA;
\uf0b7       SMA emite a licença prévia, fixando seu prazo de validade; publica no D.O.E;
\uf0b7       interessado requer a Licença de Instalação (LI);
\uf0b7       SMA/DAIA emite parecer técnico e encaminha cópia ao CONSEMA; emite licença de instalação com prazo de validade, publica no D.O.E;
\uf0b7       interessado requer a Licença de Operação (LO);
\uf0b7       SMA/DAIA emite parecer técnico e encaminha cópia ao CONSEMA; emite licença de operação com prazo de validade, publica no D.O.E;
\uf0b7       se o projeto for fonte de poluição sujeita a licença da CETESB, os procedimentos para emissão de LI e LF ficarão sob sua responsabilidade. LI e LO são comunicadas ao CONSEMA, somente nos casos de licenciamento com apresentação de EIA /RIMA.
9.7.2.5 Implantação de um projeto 
Todo projeto deverá passar pela Secretaria do Meio Ambiente, visando sua aprovação.
9.7.2.6 Quem compete licenciar 
\uf0b7        a Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SMA é formalmente dotada da seguinte estrutura organizacional: Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA); gabinete (do secretário); Coordenadoria de Informações Técnicas, Documentação e Pesquisa Ambiental (CINP), constituída por: (a) instituto geológico; (b) instituto de botânica e (c) instituto florestal; fundação florestal; Coordenadoria de Educação Ambiental (CEAM); Coordenadoria de Planejamento Ambiental (CPLA); Coordenadoria de Comunicação (CCOM); Coordenadoria de Licenciamento Ambiental e Proteção de Recursos Naturais (CPRN), constituída por: (a) Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN); (b) Departamento do Uso do Solo Metropolitano (DUSM); (c) Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (DAIA); (d) Grupo Técnico de Rodovias (GTR); Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB);
\uf0b7        muito embora alguns desses órgãos interajam no licenciamento de atividades no estado de São Paulo, de modo geral cabe à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) e aos departamentos da Coordenadoria de Licenciamento Ambiental e Proteção de Recursos Naturais (CPRN), através do DAIA, licenciar as atividades potencialmente poluentes, ou que impliquem em alguma intervenção na flora ou que, de qualquer forma, utilizem recursos naturais;
\uf0b7        excepcionalmente, quando a atividade vier a impactar também um estado vizinho, o licenciamento, em tese, competirá ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que é o órgão de licenciamento e de fiscalização ambiental de âmbito nacional.
9.7.2.7 Licença prévia
\uf0b7       a licença prévia insere-se no processo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) do projeto, e é concedida na fase preliminar de planejamento da atividade, servindo para aprovar a sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental do projeto e estabelecendo os requisitos e as condicionantes básicas que estarão sendo exigidas nas fases subseqUentes do licenciamento;
\uf0b7       no estado de São Paulo a licença prévia é concedida através de Relatório Ambiental Preliminar (RAP) ou através de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental