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Comércio internacional é caracterizado pelo intercâmbio de mercadorias e serviços e também pela movimentação de capitais entre nações. Comércio exterior são os termos, regras e normas nacionais das relações de negócios, transações e estudos realizados no comércio internacional. Os blocos econômicos foram criados com a finalidade de desenvolver o comércio de determinada região. Com isso, criam maior poder de compra dentro do bloco, elevando o nível de vida de seu povo. Como o mercado passa a ser disputado também por empresas de outros países membro do bloco econômico, cresce a concorrência, o que gera a melhoria de qualidade e a redução de custos. Os blocos econômicos são reuniões de países que têm como objetivo a integração econômica e social, ou seja, os países estão buscando consumidores além das fronteiras, com a finalidade de aumentar a produção e, consequentemente, reduzir custos. Tipos de Bloco: Zona de Livre Comércio (primeiro estágio), que pode evoluir sucessivamente para: União aduaneira (segundo estágio) Mercado Comum (terceiro estágio) União Econômica (quarto estágio) e União Monetária (quinto estágio).PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS : ALCA - Acordo de Livre Comércio das Américas, APEC – Associação de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico, CEI - Comunidade dos Estados Independentes, Grupo dos 8, MERCOSUL - Mercado Comum do Sul, NAFTA - Acordo de Livre Comércio da América do Norte, OMC - Organização Mundial do Comércio, ONU - Organização das Nações Unidas, U. E. - União Européia, Importação Caracteriza-se pela introdução em um país de mercadorias procedentes de outro, inclusive serviços relativos à aquisição de produtos no exterior, tais como fretes, seguros, serviços bancários, etc. Pode ser efetuada com ou sem cobertura cambial, havendo ou não incidência de pagamento a ser efetuado pelo importador nacional. Exportação: Caracteriza-se pela remessa para fora de um país de artigos nele produzidos. Exportar pode ser um excelente negócio para uma empresa e para um país, desde que os dirigentes se conscientizem da importância de planejamento e de uma política que leve em conta o conhecimento e o domínio das regras e usos do comércio internacional. Caso contrário, as vendas para o exterior podem resultar em prejuízos e em uma péssima experiência para a empresa, e consequentemente, com efeitos negativos para o país. É uma postura empresarial, uma alternativa estratégica de desenvolvimento, um ganho de experiência que propicia uma dimensão global à empresa. Com a exportação, a empresa ganha competitividade e estímulo para ser mais eficiente e produtiva. Mercado Segre (2009) destaca que as diferenças existentes entre o comércio internacional e o interno resultam de diversos fatores, entre os quais: Variações de ordem legal: diferenças de ordenamento jurídico em cada país Variações de ordem monetária: alterações das taxas cambiais são fatores de risco Variações no grau de mobilidade dos fatores de produção: fator trabalho (mão de obra), facilidade de deslocamento, oposição de outros países à entrada de trabalhadores, matérias primas e produtos Existência de barreiras aduaneiras: cujos impostos cobrados nos outros países refletirão diretamente nos preços de seus produtos, ocasionando perda de capacidade competitiva Longas distâncias: despesas com transporte, o tempo gasto e eventuais prejuízos aos produtos transportados Natureza do mercado: o mercado interno apresenta maior unidade de idioma, costumes, gostos, hábitos de comércio, o que facilita a economia de produção em larga escala. O Brasil dispõe de ampla estrutura para o comércio exterior, com atribuições relacionadas às áreas fiscal, cambial e administrativa. Por serem instâncias bastante abrangentes, o Ministério da fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) são os principais intervenientes nas operações de comércio internacional. Os demais órgãos possuem competências específicas em relação a determinados produtos. SISCOMEX Criado em 25 de setembro de 1992, é um sistema informatizado que integra as atividades de registro, acompanhamento e controle do comércio exterior, mediante um fluxo único e computadorizado de informações. Antes mesmo de realizar uma importação e/ou uma exportação, a empresa deve verificar se possui as condições mínimas para isso. Entre os requisitos a serem verificados, temos: Ser uma pessoa jurídica (empresa), Objetivos sociais da empresa, Possuir cadastro no sistema radar, Ter um despachante aduaneiro, Determinar que vá fechar o câmbio. Despacho Aduaneiro de Mercadorias Tem por finalidade verificar a exatidão dos dados declarados pelo exportador ou importador em relação à mercadoria exportada ou importada, aos documentos apresentados e à legislação vigente, com vistas ao desembaraço. Em virtude do desembaraço é autorizada a saída da mercadoria para o exterior, no caso de exportação, ou a entrega da mercadoria ao importador, no caso de importação. Despacho Aduaneiro com Registro no Siscomex Em regra geral, o despacho aduaneiro é processado no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), após o interessado providenciar a sua habilitação para utilizar o Siscomex. Despacho Aduaneiro sem Registro no Siscomex Em determinadas situações, o despacho aduaneiro pode ser realizado sem registro no Siscomex, por meio de formulários próprios específicos para cada caso, em razão da natureza da mercadoria, da operação e/ou da qualidade do interveniente. Para os casos previstos tais como importações realizadas por representações diplomáticas, amostras sem valor comercial e bens destinados a ajuda humanitária, são utilizados os formulários para declaração simplificada de exportação ou de importação (DSE-Formulário e DSI-Formulário), constantes dos anexos daquela instrução normativa. Desembaraço aduaneiro É a etapa final do despacho aduaneiro de importação. Consiste na liberação da mercadoria para o importador e da emissão do Comprovante de Importação (CI), documento comprobatório do processo de nacionalização da mercadoria. Defesa comercial Para defender a indústria doméstica de práticas desleais de concorrência por parte de fornecedores externos, como dumping e subsídios à exportação, ou em razão de dificuldades enfrentadas por determinadas indústrias nacionais diante de surtos de importação, o Brasil pode aplicar medidas de defesa comercial. Antidumping Considera-se prática de dumping a introdução de um bem no mercado doméstico, inclusive sob as modalidades de drawback, a preços inferiores ao valor normal. Medidas compensatórias Podem ser aplicados direitos compensatórios com o objetivo de compensar subsídios concedidos, pelo país exportador, à fabricação, à produção, à exportação ou ao transporte de qualquer produto vendido ao Brasil, desde que esta exportação cause dano à indústria doméstica. Salvaguardas Podem ser aplicadas medidas de salvaguarda se for constatado que as importações de um produto aumentaram de tal maneira a ponto de causar (ou ameaçar causar) prejuízo grave à indústria doméstica de bens similares ou diretamente concorrentes. Duas formas: I. Elevação do Imposto de Importação, por meio de adicional à TEC, sob a forma de alíquota ad valorem, de alíquota específica ou da combinação de ambas; ou II. Restrições quantitativas. Barreiras ao Comércio de Bens e serviços: Quanto às barreiras relativas ao comércio de bens e serviços, as mais comuns são as seguintes: Barreiras tarifárias ou alfandegárias Países desenvolvidos, como os Estados Unidos da América, união européia e Japão, mantêm mecanismos que dificultam a entrada de produtos brasileiros em seus mercados. Não somente barreiras tarifárias, mas também instrumentos defensivos e barreiras não tarifárias constituem obstáculos ao livre acesso a esses mercados. Barreiras não tarifárias São chamadas restrições não tarifárias as disposições legais distintas do imposto de importação que tem por objetivo central limitar a importação de mercadorias por determinado país (quotas ou anuências prévias para importação). Restriçõesquantitativas, licenciamento e compensatórias são exemplos de barreiras não tarifárias. Barreiras técnicas As barreiras técnicas podem surgir devido à falta de transparência das normas ou à imposição de procedimentos morosos ou dispendiosos para avaliação. Essas barreiras são definidas como normas e regulamentos técnicos, regulamentos sanitários, fitossanitários e de vigilância animal. FORMAS DE PAGAMENTOS INTERNACIONAIS, * EM ESPÉCIE – O papel moeda é mais usado nas operações de compra e venda de moeda estrangeira relativas ao turismo, * CHEQUES – Os cheques utilizados em transações internacionais não diferem, de modo geral, dos que estamos acostumados a emitir para uso no Brasil. São nominativos, podendo ser endossados a terceiros e estão sujeitos a protesto por falta de pagamento. * TRAVELLER’S CHECKS – São normalmente usados em viagens internacionais pela sua segurança e sua aceitação geral em aeroportos, hotéis, lojas, etc. *ORDEM DE PAGAMENTO POR SWIFT – A Swift (Society for Worldwide Interbank Financial Telecomunication) desenvolveu um sistema exclusivo para telecomunicações bancárias internacionais. É o método mais utilizado pelos bancos em todo o mundo devido à sua rapidez e segurança. CARTÃO DE CRÉDITO INTERNACIONAL – Desde 1990 a legislação brasileira permite a importação e exportação de valores menores através do Cartão de Crédito Internacional. a) Riscos Comerciais: São aqueles relacionados ao parceiro comercial. Um importador que por qualquer motivo particular deixa de efetuar o pagamento ao exportador ou um exportador que já tenha recebido o pagamento antecipado da sua venda, deixa de embarcar a mercadoria para o comprador. b) Riscos Políticos: O importador deixa de efetuar o pagamento devido às condições graves do país, como greve geral, guerra, etc. ou já efetuou o pagamento, mas o seu governo não permite a saída das divisas por crise cambial, por moratória ou outros motivos de ordem econômica ou política. Aí estão incluídos também os chamados riscos extraordinários, que são as catástrofes de ordem natural, sem envolvimento do homem, como terremotos, inundações, etc. c) Riscos Técnicos: São aqueles relacionados com divergências com a mercadoria, com documentos errôneos ou faltantes, riscos de variações cambiais, de aumento da carga tributária, de greves portuárias e de agentes aduaneiros, etc., que podem resultar em prejuízos para importadores e exportadores. As modalidades de pagamentos são: PAGAMENTO ANTECIPADO (Advanced Payment) Um importador procura um banco local, fecha uma operação de câmbio, remete o valor total ou parcial da transação ao exportador, previamente ao embarque da mercadoria, para que este providencie a exportação e o envio da documentação necessária ao desembaraço aduaneiro da mercadoria, no destino. VANTAGENS PARA O IMPORTADOR - Elimina o risco de variação do preço internacional do produto - Elimina o risco de desvalorização cambial - Evita despesas com garantias bancárias dadas ao exportador - Garantia de um fornecedor cativo DESVANTAGENS PARA O IMPORTADOR - Desencaixe de capital de giro antecipadamente ao embarque da mercadoria. - Assume os riscos técnicos, comerciais e políticos da operação. - Sofre penalidades pelo BACEN no caso do não recebimento da mercadoria. VANTAGENS PARA O EXPORTADOR - Isenção de comissões relativas a serviços bancários - Elimina os riscos comerciais e políticos da operação - Captação de recursos a custo mais baixo (ou sem custo) -Evita e indisponibilidades de bens e de capital de giro dados como garantia na captação de recursos para financiamento da exportação. DESVANTAGENS PARA O EXPORTADOR - Assume o risco de variação cambial (risco relativo) - Risco de variação do custo de matérias primas nacionais e importadas. - Risco de gravames tributários. REMESSA SEM SAQUE (Remittance) Nesta modalidade, o exportador embarca a mercadoria, remete os documentos de embarque diretamente ao importador e este, posteriormente ao desembaraço aduaneiro, providencia a remessa da quantia devida ao vendedor. Neste caso, o exportador fica sem nenhuma garantia de recebimento das divisas, razão pela qual não é freqüentemente utilizada, a não ser nos casos de fornecedores tradicionais de empresas sólidas e idôneas ou de empresas coligadas ou do mesmo grupo. VANTAGENS PARA O IMPORTADOR - Pagamento somente após o recebimento da mercadoria. - Elimina o risco técnico relacionado com as mercadorias e documentos. - Maior agilidade na tramitação de documentos. -Evita despesas e comissões com garantias bancárias dadas ao exportador DESVANTAGENS PARA O IMPORTADOR - Assume o risco técnico de ocorrer uma desvalorização cambial entre o período da sua decisão de compra até o dia do efetivo pagamento da importação. VANTAGENS PARA O EXPORTADOR -Isenção de despesas relativas a serviços bancários e comissões com cobranças DESVANTAGENS PARA O EXPORTADOR - Pagamento após o recebimento da mercadoria pelo importador - Assume os riscos comerciais e políticos da operação. COBRANÇA DOCUMENTÁRIA (Collection) As negociações sob a forma de cobrança são regulamentadas pelas “Regras Uniformes para Cobrança” – Publicação no. 522, elaboradas pela Câmara Internacional de Comércio que também uniformiza os serviços bancários internacionais para o processamento da cobrança.