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Coesão e coerência 2014-1

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FACULDADE Do TRABALHO
REDAÇÃO - Profª. Maria Virgínia Dias de Ávila
 1º PERÍODO DE RADIOLOGIA
A LINGUAGEM E OS PROCESSOS DE COMUNICAÇÃO
LINGUAGEM cada um dos sistemas de sinais devidamente organizados e convencionados que 
		 permitem a composição de textos (combinações de sinais), os quais 
 possibilitam uma leitura, constituindo um processo de comunicação.
 a linguagem é inseparável do homem, segue-os em todos os seus atos. 
 é o instrumento graças ao qual o homem modela seu pensamento, seus 
 sentimentos, suas emoções, seus esforços, sua vontade, seus atos.
 instrumento graças ao qual ele influencia e é influenciado, a base mais profunda 
 da sociedade humana.
 manifesta-se a partir de uma certa organização.
 
LÍNGUA sistema de representação constituído por palavras e por regras que as combinam em 
 unidades portadoras de sentido.
 comum a todos os membros de uma determinada sociedade.
 pertence a toda uma comunidade- como a língua portuguesa.
 fato social cuja existência funda-se nas necessidades de comunicação.
O SIGNO LINGÜÍSTICO representa uma realidade por meio de palavra. 
 a palavra é criação humana. 
 palavra e objeto não se confundem - palavra representa o objeto.
 LÍNGUA código e mecanismo de combinações para a produção de sentidos 
 tem como unidade mínima o signo lingüístico.
O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DAS LINGUAGENS
TEXTO qualquer material organizado que esteja veiculando sentido (portanto, verbal ou 
 não-verbal), ou seja, texto é tudo aquilo que produz sentido.
ELEMENTOS QUE DETERMINAM A SIGNIFICAÇÃO DE UM TEXTO:
EMISSOR que constrói o texto
MENSAGEM texto
DESTINATÁRIO a quem o texto é destinado (interlocutor)
REFERENTE sobre o que vai se manifestar (assunto)
CÓDIGO sistema de sinais utilizados sons, gestos, símbolos, sinais de trânsito, o código morse, a língua portuguesa;
 Convenção estabelecida por um grupo de pessoas ou por toda a comunidade 
CANAL meio pelo qual vai fazer chegar a mensagem (língua oral ou língua escrita, sob forma de 
 locução na TV, jornal, revista...)
 REFERENTE
 EMISSOR MENSAGEM DESTINATÁRIO
 CÓDIGO
 CANAL
O INTERLOCUTOR construirá sentido para a mensagem
 ele terá não só de decifrar o código, mas atribuir significado a partir da 
 competência de leitura e da relação com seus conhecimentos prévios, 
 sua ideologia, cultura, contextualização, etc.
 REFERENTE
 EMISSOR INTENÇÃO MENSAGEM DESTINATÁRIO
 CONTEXTO CÓDIGO
 CANAL
VARIAÇÃO E CONSERVAÇÃO LINGÜÍSTICA
É recente a concepção de língua como instrumento de comunicação social, maleável e diversificado em todos os seus aspectos, meio de expressão de indivíduos que vivem em sociedades também diversificadas social, cultural e geograficamente. Nesse sentido, uma língua histórica não é um sistema lingüístico unitário, mas um conjunto de sistemas lingüísticos, isto é, um DIASSISTEMA, no qual se inter-relacionam diversos sistemas e subsistemas. Daí o estudo de uma língua revestir-se de extrema complexidade, não podendo prescindir de uma delimitação precisa dos fatos analisados para controle das variáveis que atuam, em todos os níveis, nos diversos eixos de diferenciação. A variação sistemática está, hoje, incorporada à teoria e à descrição da língua.
Em principio, uma língua apresenta, pelo menos, três tipos de diferenças internas, que podem ser mais ou menos profundas:
diferenças no espaço geográfico, ou VARIAÇÕES DIATÓPICAS falares locais, variantes regionais e, até, intercontinentais;
diferenças entre as camadas socioculturais, ou VARIAÇÕES DIASTRÁTICAS (nível culto, língua padrão, nível popular, etc.);
diferenças entre os tipos de modalidade expressiva,, ou VARIAÇÕES DIAFÁSICAS (língua falada, língua escrita, língua literária, linguagens especiais, linguagem dos homens, linguagem das mulheres, etc.).
A partir da nova concepção da língua como DIASSISTEMA, tornou-se possível o esclarecimento de numerosos casos de polimorfismo, de pluralidade de normas e de toda a inter-relação dos fatores geográficos, históricos, sociais e psicológicos que atuam no complexo operar de um língua e orientam a sua deriva.
Condicionada de forma consistente dentro de cada grupo social e parte integrante da competência lingüística dos seus membros, a variação é, pois, inerente ao sistema da língua e ocorre em todos os níveis: fonético, fonológico, morfológico, sintático, etc. E essa multiplicidade de realizações do sistema em nada prejudica as suas condições funcionais.
Todas as variedades lingüísticas são estruturadas, e correspondem a sistemas e subsistemas adequados às necessidades dos seus usuários. Mas o fato de estar a língua fortemente ligada à estrutura social e aos sistemas de valores da sociedade conduz a uma avaliação distinta das características das suas diversas modalidades diatópicas, diastráticas e diafásicas. A língua padrão, por exemplo, embora seja um entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo, como norma, como ideal lingüístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função coercitiva sobre as outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação.
Numa língua existe, pois, ao lado da força centrífuga da inovação, a força centrípeta da conservação, que, contra-regrando a primeira, garante a superior unidade de um idioma como o português, falado por povos que se distribuem pelos cinco continentes.
CUNHA, Celso e CINTRA, Luis F. Lindley. Nova Gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
A CONSTRUÇÃO DO TEXTO
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAIS
A CONSTRUÇÃO DO TEXTO
A noção de texto é central na lingüística textual e na teoria do texto, abrangendo realizações tanto orais quanto escritas, que tenham a extensão mínima de dois signos lingüísticos, sendo que a situação pode assumir o lugar de um dos signos como em "Socorro!". (Stammerjohann, 1975). 
Para a construção de um texto é necessária a junção de vários fatores que dizem respeito tanto aos aspectos formais como as relações sintático-semânticas, quanto às relações entre o texto e os elementos que o circundam: falante, ouvinte, situação (pragmática).
Um texto bem construído e, naturalmente, bem interpretado, vai apresentar aquilo que Beaugrande e Dressier chamam de textualidade, conjunto de características que fazem, de um texto, e não uma seqüência de frases. Esses autores apontam sete aspectos que são responsáveis pela textualidade de um texto bem constituído:
FATORES LINGUÍSTICOS FATORES EXTRALINGUÍSTICOS
Coesão Intencionalidade
Coerência Aceitabilidade
Intertextualidade Informatividade

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